The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

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The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

Recentemente descobri esse filme de 2006. Comi mosca na época do lançamento, não sei se passou nos cinemas por aqui, tampouco sei se saiu em video / dvd.

Bem, como de uns tempos pra cá o torrent é o melhor amigo do cinéfilo underground…

A idéia é interessante: mostrar como surgiu Leatherface e sua família de loucos assassinos.

Um bebê deformado é jogado no lixo, e acolhido pela família de uma mendiga. Através de flashs, sabemos que a criança tem problemas na infância, mas cresce e trabalha no matadouro local.

Corta para dois irmãos, jovens, que foram convocados para lutar no Vietnã (o filme se passa em 1969), e estão indo se apresentar, acompanhados das respectivas namoradas.

O resto, qualquer um que conhece filmes de terror pode adivinhar…

O que esse filme tem de interessante pra valer a pena ser visto? Uma coisa achei bem interessante: Leatherface é mostrado mais como um doente mental do que um assassino malvado. Aliás, quem é realmente mau é seu tio adotivo, o xerife Hoyt. Ou seja, é uma tentativa de explicar a complexa personalidade de um dos mais famosos assassinos seriais do cinema.

E além disso temos a quase carioca Jordana Brewster no papel principal…

Um Drink No Inferno

Um Drink No Inferno

Revi neste fim de semana o genial Um Drink No Inferno, roteiro do Quentin Tarantino e com Robert Rodriguez na direção. Disse e repito: genial!

Sei que poucas pessoas desconhecem este filme, mas mesmo assim preciso avisar:

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

Heu achava que TODO MUNDO sabia da grande reviravolta que tem no meio do filme, até que descobri que a Garotinha Ruiva não sabia…

Bem, o fato é que são dois filmes em um, o que apenas reafirma a genialidade do projeto.

Dois irmãos, Seth (George Clooney) e Ritchie Gecko (Tarantino), assaltantes de banco, estão em fuga, indo pro México, e matando qualquer um, civil ou policial, que entrar no caminho. Perto da fronteira encontram a família de um ex pastor (Harvey Keitel), e usam como reféns para cruzar a fronteira.

E – de repente – o filme vira um filme de terror trash de vampiros. Mais: um ótimo trash!

Numa entrevista, Rodriguez e Tarantino explicaram: estamos familiarizados com aquele grupo de pessoas, os dois irmãos e a família sequestrada. Eles apenas estão indo pro México, fugindo da polícia. Eles não têm idéia de que aquele lugar é um antro de vampiros! Então, quando os vampiros gritam “dinner time”, aquilo é uma surpresa – para os personagens e também para o público!

Não conheço outra reviravolta mais bem feita na história…

Só pra falar mais uma curiosidade sobre o filme: o motoqueiro Sex Machine é interpretado por Tom Savini, mestre dos efeitos especiais da trupe do George Romero!

Puffball

Puffball

Ver filmes no Festival é meio loteria. Às vezes não esperamos muita coisa mas vemos um filme ótimo. Mas, por outro lado, de vez em quando um filme que prometia não é lá grandes coisas…

Foi o que aconteceu com Puffball. Um filme dirigido pelo veterano Nicholas Roeg, que fala de magia negra, e ainda tem o Donald Sutherland no elenco como “bônus”? Ei, deve ser legal!

Mas… infelizmente, não é lá grandes coisas…

Uma jovem arquiteta (Kelly Reilly) começa a reformar uma velha casa em algum vilarejo na Inglaterra. Sua vizinha (Miranda Richardson), apesar de já ter 3 filhas, é obcecada com a idéia de engravidar de um menino. E sua mãe – Rita Tushingham, uma das melhores coisas do filme – é ligada com magia.

Mas algumas coisas no roteiro estão meio jogadas. Por exemplo: pra que vemos o personagem de Donald Sutherland? Se ele não aparecesse no filme, não ia mudar nada. E pra que todo aquele papo sobre Odin?

Provavelmente estas respostas estão no livro Puffball, de Fay Weldon, de onde o roteiro foi adaptado. Mas foi mal adaptado. O roteiro é confuso.

Outra coisa que incomoda é o filme não se decidir entre o terror ou o drama. Na verdade, tem muito pouco terror… Mesmo assim, vemos o talento do veterano diretor. Mr. Roeg sabe criar um clima!

A propósito: puffball é uma espécie de cogumelo gigante. Aparecem alguns no filme!

O dia-a-dia do pornô

O dia-a-dia do pornô

Não sou muito fã de documentários. Não consigo achar muita graça, cinematograficamente falando. Em filmes “normais”, a gente analisa se as tramas são bem escritas, como estão os atores e os cenários, presta atenção nos efeitos especiais… E nos documentários, não tem nada disso. Por isso, só consigo achar interessante um documentário sobre um assunto que também acho interessante. Fora isso, dispenso este estilo.

Este documentário parecia legal: mostrar o dia-a-dia por trás das câmeras de pessoas envolvidas na indústria pornô. E ainda teve mais: presença do diretor, explicando que estávamos vendo a estréia mundial do filme (antes tinha passado uma vez no Festival de Montreal, mas estava inacabado)!

E é isso: interessante, mas não muito mais que isso… Vemos atrizes, atores, diretores, distribuidores, agentes… Alguns depoimentos são interessantes, outros nem tanto… Acho que a única coisa que realmente achei bem legal foi quando apareceu John Stagliano, “o” Buttman, e abaixo do nome dele estava “The Legend”. Respeito ao mestre!

O Fantasma da Ópera

O Fantasma da Ópera

Nem só de novidades vive o festival! Se a gente procurar bem, até acha tosqueiras em outras mostras ditas “sérias”… Tem uma mostra chamada “Divas Italianas”, e uma delas é a Asia Argento, estrelando um filme do pai, o mestre do terror Dario Argento, de dez anos atrás: O Fantasma da Ópera.

A história é fiel à original, até onde sei (são tantas as versões que é difiícil saber qual é a mais “certa”). Christine (Asia Argento) é uma jovem e talentosa cantora de ópera, mas fica ofuscada sob a sombra da diva Carlotta, gorda, feia e antipática. O teatro é assombrado por um fantasma misterioso (Julian Sands), que se apaixona por Christine e quer levá-la ao estrelato – custe o que custar.

O personagem do Fantasma é muito interessante, porque é o perfeito anti-herói: age por amor, mas não deixa de ser um grande vilão. A escolha de Julian Sands foi ótima, afinal nos anos 90 ele fez um monte de tipos mezzo sedutores mezzo psicopatas, como Encaixotando Helena, Warlock e Despedida em Las Vegas. Só senti falta da máscara. Pô, a máscara do Fantasma da Ópera é muito característica! Um Fantasma de cara limpa? Como assim?

Dario Argento muitas vezes é exagerado no visual dos seus filmes, e incompreendido por causa disso. Mas aqui ele acerta a mão: temos gore na dose certa, nada parece exagerado. Às vezes, até parece um filme “normal”…

Segurando as Pontas

Segurando as Pontas

Heu até gosto de filmes “bobos”. Admito, sou um cara bobo, rio à toa, gosto de humor bobo. Comprei outro dia uma edição dupla importada com Quanto Mais Idiota Melhor 1 e 2, e se tivesse Bill & Ted no mesmo formato, mandava trazer junto. Gostei até de Cara, Cadê o meu Carro!

Mas, sei lá, acho que ontem heu não deveria estar num dia muito bem humorado… Segurando As Pontas (Pineapple Express) é um filme bobo. Mas no mau sentido…

A história é simplérrima: um maconheiro doidão testemunha um assassinato, e resolve fugir com o seu amigo traficante. O bandidão malvadão, claro, vai atrás da dupla.

Mas é tudo tão forçado, tão clichê… A policial parceira do bandidão, interpretada pela Rosie Perez, por exemplo, nunca tira o uniforme da polícia. Nem quando não precisa mais usar… E Seth Rogen, como ator principal, tampouco ajuda… A única coisa que achei curiosa no elenco foi ver James Franco, o “amigo do Homem Aranha”, como um traficante doidão boa praça.

Alguns vão pensar: “ora, mas uma comédia sobre maconheiros não precisa de seriedade”. Sim, não precisa ser sério, mas um pouco de coerência seria bem-vinda. Como um doidão largado consegue virar um assassino implacável ao enfrentar traficantes armados e perigosos?

Bem, heu achei fraquíssimo. Mas confesso que tinha um monte de gente rindo no cinema. Só que não sei se eles estavam achando realmente engraçado, ou era o efeito de alguma substância retratada no filme…

Rebobine por favor

Rebobine por favor (Be Kind Rewind)

Confesso que não vi esse no cinema. Já tinha lido sobre ele antes, e baixei da internet. Quando vi que ele estava na programação do Festival do Rio, aproveitei pra vê-lo de uma vez, pra falar dele por aqui. Ainda mais quando vemos que é o novo filme de Michel Gondry, que fez o ótimo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças!

A idéia é muito boa: um acidente apaga todas as fitas de uma velha locadora – provavelmente um dos últimos pontos da cidade que ainda trabalha com VHS. E o funcionário da locadora e seu amigo resolvem refilmar os filmes por conta própria. Criam versões de 20 minutos, com eles mesmos nos papéis principais. E essas versões começam a fazer mais sucesso que as originais…

Sem dúvida, o melhor do filme está nas soluções criativas para estas versões. Eles conseguem refilmar Os Caça-Fantasmas, A Hora do Rush 2, Rei Leão, 2001, MIB, Robocop, entre outros. E todas as soluções criativas para recriar os elementos característicos de cada filme são geniais!

Mas o que o filme tem de melhor acaba atrapalhando. O filme em si não é tão interessante quanto os filminhos recriados. A situação criada posteriormente parece forçada, e a subtrama sobre o pianista nascido na cidade não é tão boa.

O elenco conta com bons nomes, como Mos Def, Danny Glover, Mia Farrow e Sigourney Weaver. Jack Black é que parece um pouco deslocado, parece oscilar entre a seriedade que o filme pede e a caricatura que funciona melhor nos filminhos refilmados. Mesmo assim não chega a incomodar.

Não chega a ser uma obra prima, mas vale o ingresso!

RocknRolla

RocknRolla

Guy Ritchie está de volta!

Uma breve explicação pra quem não sabe de quem estou falando: No fim dos anos 90, surgiu um aparentemente despretensioso filme inglês chamado Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, que mostrava o submundo inglês de uma forma nunca antes vista: uma trama às vezes confusa, mas bem amarrada, com imagens ágeis, personagens cool, violência e humor. Esse era Guy Ritchie! Pouco depois ele nos apresentou Snatch, desta vez com elenco hollywoodiano (incluindo um sensacional Brad Pitt num pequeno papel). Ok, Snatch parecia uma continuação de Jogos, Trapaças, mas mesmo assim é um ótimo filme!Aí apareceu a Madonna na vida dele. Quem tem boa memória se lembra que, ao contrário da carreira musical, no cinema Madonna é bem irregular. E, quando trabalha com cônjuges, fica ainda pior – Surpresa de Shangai, o filme que ela fez com o então marido Sean Penn, é considerado um dos piores da década de 80. E Guy Ritchie resolveu fazer Destino Insólito (Swept Away) com sua recém casada esposa – e foi massacrado por público e crítica.

Agora Ritchie resolveu voltar ao que sabe fazer bem: estamos de volta ao submundo inglês!

A trama é rocambolesca: Lenny (Tom Wilkinson) é uma espécie de chefão do underground, subornando políticos, advogados e juízes e controlando vários marginais. Uri (Karl Roden), um bilionário russo ligado à máfia, resolve usar as influências de Lenny para construir em Londres, e para isso precisaria de 7 milhões para subornos. Para isso, usa a contadora Stella (Thandie Newton), que, por sua vez, chama One Two (Gerard Butler) para roubar o dinheiro. E ainda tem um quadro emprestado roubado por um rockstar “morto”. Todas estas histórias se entrelaçam, o que nos lembra os seus primeiros filmes.

Como num “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes 3”, temos muita violência e muito humor, além de cenas memoráveis, como a dança entre One Two e Stella com textos escritos na tela, ou toda a sequência do segundo assalto, com a perseguição nos trilhos. E o elenco, como sempre, está ótimo.

Acredito que o grande defeito do filme seja que ele aparentemente está incompleto: durante os créditos vemos um aviso sobre uma segunda parte, “The Real RocknRolla”. Senti falta de conclusão na história de alguns personagens…

Mesmo assim, a diversão é garantida!

Mamma Mia!

Mamma Mia!

Alguns filmes parece que são feitos para um determinado tipo de público. Este é o caso de Mamma Mia, um musical baseado nas músicas do grupo sueco Abba: se você é fã de Abba, vai adorar. Mas se não for fã…

A idéia é até interessante: várias músicas do Abba são costuradas, criando uma história: uma menina de 20 anos, às vésperas do casamento, descobre que sua mãe teve aventuras amorosas com três diferentes homens antes de engravidar. Assim, ela manda convites para os possíveis pais, para tentar descobrir qual dos três é o verdadeiro pai.

Confesso que não sou fã de Abba (só reconheci 4 músicas!), então não sei se as adaptações foram fiéis ou se as músicas foram modificadas. Mesmo assim, a história quase sempre funciona, apesar dos personagens clichês.

Quase sempre funciona, heu disse. Tem coisas mal pensadas no roteiro, como, por exemplo, a época que o filme se passa. Fala-se de internet, então não se passa há muitos anos. Mas a menina de 20 anos foi gerada na época do “flower power”. Ou seja, uma menina gerada no fim dos anos 60 ou início dos 70, com 20 anos hoje em dia – bem, as minhas contas não bateram…

Um dos pontos positivos é o cenário: o filme se passa inteiramente em ensolaradas e belíssimas ilhas gregas. E o elenco quase funciona.

Sim, heu disse quase de novo. Meryl Streep está ótima como a mãe, e além de boa atriz, também canta bem – o momento “The winner takes it all” é ótimo. Amanda Seyfried não decepciona como a filha. E os 3 candidatos a pai são interpretados por Stellan Skarsgard, Colin Firth e Pierce Brosnan. E, bem, a voz deste último não funciona tão bem assim… Talvez a escolha do elenco devesse pensar também nas vozes que iriam cantar.

Mas, apesar de tudo, o filme diverte. Podia ser um pouco mais curto (precisava de Dancing Queen duas vezes?), mas, mesmo assim, é divertido.

O Nevoeiro

O Nevoeiro

Demorou, mas finalmente The Mist foi lançado por aqui. Não sei por que demorou tanto, afinal, acredito que seria fácil de se vender “do mesmo diretor e roteirista de Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, o mais novo filme baseado em Stephen King”!

Uma cidade pequena, à beria de um lago, é açoitada por ventos fortes à noite. Na manhã seguinte, David Drayton (Thomas Jane), um artista local, vai até o supermercado com seu filho. E uma névoa envolve a cidade – e existe algo misterioso dentro da névoa.

O suspense é muito bem montado – não sabemos o que há dentro da névoa! E começa um clima claustrofóbico dentro do supermercado, onde o medo do desconhecido começa a mudar as pessoas.

Uma coisa muito interessante aqui é o foco nos personagens presos no supermercado., e não no que está na névoa. Marcia Gay Harden interpreta Mrs Carmody, uma religiosa que aos poucos começa a exacerbar o seu fanatismo – e conquistar “fiéis”, afinal, ninguém sabe o que está acontecendo lá fora…

E assim, o suspense toma conta do filme. Boas interpretações, boa fotografia, e o talento do diretor e roteirista Frank Darabont são essenciais para criar esse clima.

Não gostei muito do fim, acho que poderia ser diferente. Mas não estraga a beleza do filme.