The Doors

Crítica – The Doors

Nos anos 90 tive uma banda cover de The Doors, chamada The Windows (bom nome, não?). Rolou uma proposta pra talvez uma reunião agora em 2012. Me empolguei e peguei o filme pra rever.

Cinebiografia da banda californiana The Doors, um dos maiores nomes da música americana do fim dos anos 60 e início dos anos 70. O filme é focado no vocalista Jim Morrison, um dos ícones da época, que faleceu em 1971 com apenas 27 anos.

Dirigido por Oliver Stone e lançado em 1991, The Doors tem uma característica que é ao mesmo tempo boa e ruim: o filme é “a maior viagem”. Isso é ruim porque às vezes o filme se torna enfadonho; por outro lado, isso é bom, porque Jim Morrison era assim mesmo.

The Doors traz vários acontecimentos ligados à história e à mística da banda. Muita gente questiona se o que aparece na tela é real ou não. mas não dei muita bola para isso. O que me pareceu mais importante foi ver como um grande talento da música foi desperdiçado por causa das drogas, tão comuns na época.

O talento do diretor Oliver Stone é inquestionável. O seu problema é que muitas vezes seus filmes são chatos – Pauline Kael, uma famosa crítica norte-americana, uma vez declarou que estava feliz ao se aposentar porque não precisaria mais ver filmes de Stone. Heu particularmente acho que ele faz muitos filmes políticos – só sobre a guerra do Vietnam foram três! Este The Doors é um dos poucos filmes que nada têm a ver com política. Coincidência ou não, é o meu Oliver Stone favorito.

Val Kilmer como Jim Morrison vale um texto à parte. Talvez esta seja uma das caracterizações mais perfeitas da história do cinema. Kilmer não ficou parecido, ele ficou IGUAL a Morrison. Uma das cenas mostra a sessão de fotos de onde saiu a famosa foto de Morrison sem camisa com os braços abertos, foto usada à exaustão em posters até hoje. E na cena é Kilmer, igualzinho a Morrison. E tem mais: é Kilmer quem canta as músicas no filme. Não só a aparência física estava igual, a voz também estava. Diz a lenda que, na época, levaram gravações com a voz de Kilmer para Ray Manzarek, tecladista do Doors, e este não teria reconhecido, num teste cego, quem era o cantor e quem era o ator.

Val Kilmer é o grande nome do filme, mas não é o único conhecido. O elenco é estelar: Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Kathleen Quinlan, Kevin Dillon, Frank Whaley, Michael Madsen, Michael Wincott, Kelly Hu e Mimi Rogers, além de algumas pontas, como Crispin Glover de Andy Warhol, e o próprio John Densmore (baterista da banda) como o técnico do estúdio, quando Morrison já está gordo e barbudo.

A trilha sonora é basicamente composta de músicas do The Doors. Pra quem curte o som da banda, é um prato cheio. Pra quem não curte, pode cansar… Pelo menos as músicas estão muito bem regravadas.

Filme obrigatório para qualquer fã de rock’n’roll!

.

.

Se você gostou de The Doors, o Blog do Heu recomenda:
Ray
A Fera do Rock
Quase Famosos

Gigantes de Aço

Crítica – Gigantes de Aço

Uma produção de Steven Spielberg com robôs lutando boxe – não tem muito como dar errado, né?

Num futuro próximo, lutas de boxe são praticadas por robôs. Charlie Kenton, um ex-boxeador falido, vive procurando robôs velhos para tentar voltar às lutas. Agora ele descobriu que sua ex faleceu, e ele tem que cuidar de Max, o filho de 11 anos com quem nunca teve contato.

Na verdade, Gigantes de Aço peca por ser certinho demais. Tudo aqui é extremamente previsível. Não tem muita graça assistir uma luta quando a gente adivinha o fim… Pelo menos o filme é muito bem feito. O diretor Shawn Levy (Uma Noite no Museu, Uma Noite Fora de Série) seguiu diretinho a “receita de bolo” e entregou um filme onde tudo funciona corretamente.

Também preciso falar da parte técnica. Diferente da série Transformers, onde pouco conseguimos ver das confusas brigas entre robôs, aqui é tudo claro e cuidadosamente bem feito. As lutas são muito boas.

O elenco está bem. Hugh Jackman é um grande ator, seu Charlie Kenton não tem “cara de Wolverine”. O menino Dakota Goyo às vezes irrita um pouco, mas foi uma escolha bem melhor do que um Jaden Smith ou um Jake Lloyd. Evangeline Lilly tem um papel menor, achei uma boa opção não focar o filme no relacionamento dela com Jackman, e sim deste com seu filho. Ainda no elenco, Hope Davis, Kevin Durand, Anthony Mackie e Olga Fonda.

Mas aí vem o roteiro requentado. Parece uma “mistura Stallone”: um filme da série Rocky com muito de Falcão – O Campeão dos Campeões (por causa da morte da ex, o protagonista ganha a guarda de um filho com o qual não tem muito contato, e volta a uma competição da qual estava afastado). Até a interessante estratégia “mohamed-aliana” usada na luta final é reciclada, o mesmo acontece em Rocky III, com Apollo gritando igual ao menino Max.

Bem, como falei lá em cima, pelo menos o filme é bem feito, e dificilmente vai decepcionar o seu público alvo. Mas, se a história fosse menos previsível, ninguém ia reclamar…

.

.

Se você gostou de Gigantes de Aço, o Blog do Heu recomenda:
Transformers 3
Super 8
GI Joe – A Origem do Cobra

Sentidos do Amor

Crítica – Sentidos do Amor

Um filme pode ser ao mesmo tempo um romance e um drama apocalíptico?  Sentidos do Amor (Perfect Sense, no original) prova que sim.

Uma epidemiologista e um cozinheiro se conhecem e começam um relacionamento enquanto uma diferente epidemia começa a tomar conta do planeta: aos poucos, inexplicavelmente, todas as pessoas começam a perder os sentidos.

Sentidos do Amor é um filme atípico. Como falei no primeiro parágrafo, trata-se de uma romântica história de amor. Mas o cenário vivido pelos protagonistas não é nada animador.

A trama não se baseia em nada científico, isso pode enfraquecer a premissa. Mas o diretor David Mackenzie alcança seu objetivo de fazer o espectador pensar, se este se deixar levar pela história – quando o filme acabou, fiquei imaginando o que aconteceria com a nossa sociedade se tal epidemia realmente acontecesse. “Gordura e farinha” – seria um futuro nada agradável…

O elenco está bem. Ewan McGregor e Eva Green (será que rolou alguma confusão no set por causa dos nomes parecidos?) convencem com seus personagens problemáticos e apaixonados. E Eva continua generosa para os seus fãs masculinos, aparecendo nua algumas vezes.

Sentidos do Amor não é perfeito. Não gostei da narração em off, nem das tomadas mostrando os problemas no resto do mundo. E a câmera presa na bicicleta foi uma experiência desnecessária. Mas nada que afete o resultado final, um belo filme, e que mexe com a cabeça da gente.

Por fim, preciso falar mal do título em português – “Sentidos do Amor”??? Assim o espectador desavisado vai acabar achando que se trata de mais uma comédia romântica. Nada a ver…

.

.

Se você gostou de Sentidos do Amor, o Blog do Heu recomenda:
Contágio
Amor e Outras Drogas
Presságio

Jurassic Park – Parque dos Dinossauros

Crítica – Jurassic Park – Parque dos Dinossauros

Férias, aproveitei pra rever um recente clássico com a criançada.

O Jurassic Park era um parque temático, habitado por dinossauros reais, clonados a partir do DNA extraído de insetos preservados em âmbar pré-histórico. Mas coisas dão errado durante uma visita de especialistas, convidados a conhecerem o parque antes da inauguração.

É complicado falar de um filme como Jurassic Park hoje em dia, quase vinte anos depois de seu lançamento, em 1993. Na época, os efeitos especiais impressionaram o mundo: pela primeira vez, tínhamos dinossauros “reais” nas telas, interagindo com atores humanos. Rolou uma perfeita mistura entre efeitos digitais (cgi), animatronics (robôs) e stop motion (a famosa “animação de massinha”), criando dinossauros de uma credibilidade nunca vista anteriormente. Digo mais: revendo o filme hoje, 18 anos depois, os efeitos não perderam a validade!

Mas Jurassic Park não é só baseado nos efeitos. O filme em si é bom. Se hoje o talento de Steven Spielberg é questionado por conta de alguns filmes de qualidade duvidosa nos últimos dez anos (tipo Guerra dos Mundos), no início dos anos 90 ele ainda tinha moral. E caprichou: tudo aqui funciona redondinho. O roteiro de Michael Crichton, baseado no seu próprio livro, tem um bom equilíbrio entre o drama, a fantasia e o terror – as cenas com os velociraptors e com o tiranossauro rex são sensacionais.

(1993 foi um ano excelente para Spielberg. Não só o seu Jurassic Park bateu recordes de bilheteria e revolucionou os efeitos especiais, como ele ainda ganhou Oscars pelo seu outro filme lançado no mesmo ano, A Lista De Schindler.)

Preciso comentar que achei que o roteiro podia ser um pouco mais enxuto. Várias tramas paralelas são abertas, parece que já fizeram o filme pensando na(s) continuação(ões). Por exemplo, achei que o dilofossauro podia ter sido melhor explorado, assim como o triceratops, que só aparece uma vez. Ou ainda poderiam desenvolver mais a trama da espionagem industrial. Nada que torne o filme ruim, felizmente.

O elenco está ok – este é o tipo de filme onde os atores estão em segundo plano, são menos importantes. Mesmo assim, o prestígio da produção conseguiu um excelente elenco: Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Samuel L. Jackson e Wayne Knight.

Ainda preciso falar da trilha sonora. Sou muito fã do John Williams, mas reconheço que há tempos que ele não faz uma trilha com um tema marcante. Vejam bem, ele continua na ativa, fazendo boas trilhas – Harry Potter, por exemplo. Mas a gente não sai mais do cinema cantarolando os temas, como fez com Tubarão, Superman, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Guerra nas Estrelas, E.T., Caçadores da Arca Perdida… Em Jurassic Park são dois temas marcantes e “assobiáveis”. Pena que hoje em dia ninguém mais faça trilhas assim…

Até agora, já rolaram duas continuações, infelizmente sem manter a qualidade. Rolam boatos sobre um quarto filme a ser lançado em breve. Aguardemos…

Drive

Crítica – Drive

Na época do Festival do Rio, ouvi bons comentários sobre este Drive. Não consegui ver na ocasião, pelos horários escassos, mas achei que ia entrar no circuito. Ainda não entrou, mas, como já saiu o brrip, aproveitei pra conferir.

Um motorista que trabalha às vezes como dublê em filmes, às vezes como piloto de fugas para criminosos, descobre que caiu em uma armadilha quando seu último trabalho dá errado.

A princípio não tinha entendido qual o propósito de Drive. É parado demais pra ser um filme de ação, mas violento demais para um filme cabeça. Aí vi que é de Nicolas Winding Refn, o mesmo diretor de Valhala Rising, e “caiu a ficha”. É a mesma coisa: um cara misterioso, caladão e solitário, cenas looongas com a câmera parada onde nada acontece, e muita violência gráfica. Igualzinho ao seu filme anterior.

E chato. Assim como o seu filme anterior.

A gente fica esperando a história do motorista monossilábico engrenar, mas parece que o diretor só gosta de planos longos e contemplativos, onde vemos os atores parados. Muito pouca coisa acontece no filme.

Com um roteiro onde quase nada acontece, os personagens são rasos. Afinal, como eles vão se desenvolver se não há história? Assim, o bom elenco é desperdiçado: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Ron Perlman, Albert Brooks, Christina Hendricks e Brian Cranston não têm muito o que fazer.

E tem a violência. Olha, já vi filme vagabundo de terror com desculpas menos esfarrapadas pra mostrar violência gratuita. O gore aqui é desmedido – chega a aparecer um crânio sendo esmagado – e, na minha humilde opinião, completamente fora do contexto. E olha que gosto de filmes com violência gráfica!

Pra não dizer que o filme é um lixo total, gostei da trilha sonora, que emula sons synth pop dos anos 80. Também gostei de algumas perseguições de carro – a sequência inicial é muito boa, assim como a que sucede o assalto à loja de penhores. A fotografia também é bem cuidada.

Mas é pouco. Muito pouco para um filme que está com nota 8,1 no imdb e que a respeitada crítica Ana Maria Baiana considerou o melhor de 2011. Acho que essas pessoas viram um filme diferente do que heu vi. Ou então elas curtem um filme onde nada acontece…

Imortais

Crítica – Imortais

Onze anos atrás, lembro do filme A Cela, que tinha um visual belíssimo mas era raso como um pires. O diretor Tarsem Singh agora está com filme novo – o que podemos esperar?

Secretamente escolhido por Zeus, Teseus precisa enfrentar o cruel rei Hyperion, que procura o Arco de Épiro para libertar os Titãs e assim se vingar dos deuses do Olimpo.

Imortais nem é ruim. Mas tampouco é bom. Parece uma versão requentada de 300 (coincidência ou não, dos mesmos produtores), mas com uma história mais fraca, e também mais bagunçada.

Parece que resolveram chutar o balde no que diz respeito à mitologia grega. Não sou um grande entendido no assunto, mas até onde sei, Teseu não era um camponês bastardo. E não gostei de terem avacalhado a história do Labirinto e do Minotauro. Cadê a Ariadne, aquela que entregou o fio pra guiar Teseu?

Outra coisa que ficou ruim foi o Olimpo, com deuses sem expressão e que parecem saídos de um programa tipo Malhação. Mais: não tenho nada contra Luke Evans, mas um garotão imberbe não pode ser Zeus – principalmente pra quem viu Laurence Olivier no mesmo papel (no Fúria de Titãs de 1981)!

A direção de arte é realmente o que o filme tem de melhor. Algumas das batalhas valem o ingresso – gostei ver os deuses brigando em câmera lenta. Os grandiosos cenários estilizados também são muito bem feitos.

O elenco é cheio de nomes “médios”. Henry Cavill tem potencial para se tornar uma grande estrela ano que vem – ele é o novo Super Homem (basta saber se o novo filme vai ser mais parecido com o fraco Superman Returns de 2006 ou com o ótimo Batman de Christopher Nolan). Mickey Rourke ainda está procurando o caminho para retomar sua carreira, seu vilão malvadão nem ficou ruim. Freida Pinto, de Quem Quer Ser um Milionário, está ok como Phaedra, mas me questiono se uma atriz indiana foi a melhor escolha para um papel grego. Ainda no elenco, John Hurt, Isabel Lucas e Stephen Dorf.

No fim, fica a dica: se você curte um visual caprichado, pode gostar de Imortais. Mas não espere muito mais do que isso.

.

.

Se você gostou de Imortais, o Blog do Heu recomenda:
300
Fúria de Titãs (2010)
Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Operação Presente

Crítica – Operação Presente

Continuando o espírito natalino…

Operação Presente explica uma coisa que intriga muitas crianças: como é que Papai Noel consegue entregar todos presentes de Natal, para milhões de crianças, em apenas uma noite? Infelizmente, o sistema usado ainda é passível de falhas, e por isso uma criança corre o risco de ficar sem o presente. Arthur Christmas, o filho do atual Papai Noel, resolve tentar consertar o erro.

Trata-se da nova produção da Aardman Animation, responsável pelos filmes em stop motion A Fuga das Galinhas e toda a série Wallace & Gromit. Aqui não é stop motion – os traços são arredondados, mas é uma animação por computador, como é mais comum hoje em dia.

Se por um lado rolou uma certa decepção por não ser em stop motion, por outro lado a animação por computador conseguiu uma qualidade com detalhes impressionantes. São milhares de elfos trabalhando ao mesmo tempo, ia ser complicado se cada um deles fosse animado individualmente por stop motion… E o resultado final ficou muito legal, a cena onde os elfos mostram a logística da entrega dos presentes é genial!

O roteiro, escrito pela diretora Sarah Smith juntamente com Peter Baynham, equilibra bem uma história que poderia ter caído em clichês fáceis. Ok, a trama não é algo assim tão inédito. Mas é uma boa história, bem contada, e com personagens cativantes.

Como de praxe, o tom do desenho é o humor. Não chega a ser de causar gargalhadas, como algumas animações atuais (uma recente produção da Aardman, Por Água Abaixo, era de rolar da poltrona), mas é bem divertido, tanto pra criançada quanto pros pais.

Como acontece frequentemente, fiquei com pena de ter visto a versão dublada. O elenco da versão original é impressionante, e traz as vozes de James McAvoy, Bill Nighy, Hugh Laurie, Jim Broadbent, Imelda Staunton, Laura Linney, Eva Longoria, Michael Palin, Robbie Coltrane, Joan Cusack, Andy Serkis e Dominic West! Pelo menos a dublagem brasileira é boa…

A única cópia que ainda estava em cartaz na zona sul do Rio de Janeiro era em 3D. Não vou falar que o 3D foi ruim, mas acho que não precisava. Se visto em 2D, acho que Operação Presente não perde nada.

Por fim, preciso falar que foi desnecessário ser obrigado a ver um videoclipe do Justin Bieber cantando uma música de natal antes do filme. Caramba, a música já está na trilha sonora, durante os créditos. Precisa mostrar antes também? Decisão lamentável do exibidor…

Missão Impossível – Protocolo Fantasma

Crítica – Missão Impossível – Protocolo Fantasma

Depois de rever os três primeiros filmes, fui ao cinema ver o novo Missão Impossível.

O Kremlin é bombardeado, e a culpa cai sobre a IMF, agância de Ethan Hunt (Tom Cruise). Agora sem o apoio da agência, ele e sua equipe precisam evitar uma guerra nuclear.

Este é o primeiro filme “live action” de Brad Bird, diretor de Os Incríveis e Ratatouille. Bem, em Os Incríveis, o cara mostrava que tinha boa mão para ação, agora eles faz isso com atores e cenários reais.

Bird fez um bom trabalho e manteve o bom nível da série. Missão Impossível – Protocolo Fantasma é tão bom quanto seus antecessores. Vi uns sites por aí elegendo este quarto filme como o melhor da franquia – não, não é. Desconfio que quem achou isso deve ser novinho e não deve ter visto os outros no cinema, só em reprises na tv… A cena do “pendurado no computador” continua imbatível!

Aliás, Missão Impossível – Protocolo Fantasma é um bom filme, mas não é perfeito. Algumas coisinhas me incomodaram. Por exemplo: Paula Patton é bonitinha, mas tem um tipo comum demais para ser aquela sedutora fatal que fez a cabeça do milionário (pelo menos para nós, brasileiros – aqui no Rio tem dúzias de mulheres mais interessantes em cada esquina). Ou então o vilão, mal construído, diferente dos outros filmes. Aliás, falando em vilão, achei forçada a luta no estacionamento, acredito que alguém com o treinamento de Hunt derrotaria mais facilmente um oponente com aquela idade. Por fim, falar de guerra nuclear é tão “anos 80″…

Independente disso, Missão Impossível – Protocolo Fantasma é um bom filme. São várias as sequências de ação de tirar o fôlego. E Tom Cruise mais uma vez manda muito bem nas cenas de ação – segundo a divulgação, ele dispensou os dublês e fez as cenas perigosas. E, pra manter a tradição, Cruise fica pendurado (o que aconteceu nos outros três filmes). A diferença é que ele se pendura no exterior do prédio mais alto do mundo, em Dubai – em uma cena eletrizante!

Uma coisa boa e diferente que acontece aqui é o alívio cômico, através do personagem do sempre eficiente Simon Pegg. Os outros filmes eram mais sérios; Pegg acerta o tom, o filme fica mais leve mas não fica “engraçadinho”.

No elenco, Ving Rhames só tem uma ponta, diferente dos outros três filmes. A equipe é composta pelos já citados Paula Patton e Simon Pegg (repetindo o papel do terceiro filme, agora com mais destaque), mais Jeremy Renner (rola um boato que ele seria o protagonista de um possível quinto filme). Ainda no elenco, Léa Seydoux, Josh Holloway (o Sawyer de Lost) e Anil Kapoor; Tom Wilkinson tem uma participação não creditada, e tem um outro personagem que volta, também não creditado, mas é spoiler falar sobre isso.

Nesses tempos de última semana do ano, pululam pela internet listas de melhores filmes de 2011. Missão Impossível – Protocolo Fantasma não entrou na minha lista, mas está mais próximo dela do que dos 10 piores do ano!

.

.

Se você gostou de Missão Impossível – Protocolo Fantasma, o Blog do Heu recomenda:
Missão Impossível
Missão Impossível 2
Missão Impossível III

Missão Impossível III

Crítica – Missão Impossível III

Chegou a vez do terceiro filme!

Agora aposentado do trabalho de campo, Ethan Hunt continua na IMF treinando agentes. Quando uma de suas pupilas é capturada, ele é forçado a voltar a ação.

Vou confessar uma coisa aqui: quando este filme foi lançado no cinema, heu tinha implicância com ele. Afinal, os dois filmes anteriores foram dirigidos pelos mestres Brian De Palma e John Woo, dois diretores consagrados e com extenso currículo de bons serviços prestados ao cinema. E agora o diretor era JJ Abrams, um novato cheio de hype por causa de séries de tv (sendo que uma delas, Alias, considero bem fraquinha), mas sem nada de experiência no cinema.

Admito, vi o filme com má vontade e não gostei na época. Mas, agora, revendo sem preconceitos, afirmo: Missão Impossível III mantem o alto nível dos outros dois!

O segundo filme trazia um exagero estilizado, muita câmera lenta, muitas imagens contemplativas. Aqui o exagero continua sendo o tom, mas em vez de câmera lenta, tudo é acelerado, tudo é frenético. Hunt e sua equipe executam planos de maneira tão rápida que se você piscar o olho vai perder partes importantes. A direção de Abrams tem um bom timing nas cenas de ação – coisa que veríamos nos anos seguintes no seu Star Trek.

O elenco repete a fórmula do segundo filme. Assim como nos outros filmes da série, Tom Cruise assume a responsabilidade de figura central e corre, pula, se pendura, bate, apanha, usa armas e explosivos, faz o diabo. Ving Rhames mais uma vez é o único ator a repetir o papel; mais uma vez o elenco de coadjuvantes é acima da média: Philip Seymour Hoffman, Billy Crudup, Michelle Monaghan, Jonathan Rhys Meyers, Keri Russell, Maggie Q, Simon Pegg e Laurence Fishburne. Nada mal para um terceiro filme de franquia…

Como disse no início, heu tinha implicância com Missão Impossível III, mas revendo, afirmo que a série inteira segura a qualidade e os três filmes são bons (heu prefiro os outros dois, mas isso não significa que este é ruim!).

Agora vou ver o quarto filme que está estreando nos cinemas… Em breve, comento aqui!

.

.

Se você gostou de Missão Impossível III, o Blog do Heu recomenda:
Missão Impossível
Missão Impossível 2
Super 8

Missão Impossível 2

Crítica – Missão Impossível 2

Vamos ao segundo filme da série!

Desta vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) precisa encontrar e destruir o vírus Chimera. Mas terroristas liderados por um ex-colega de Hunt roubaram a cura e também querem o vírus.

Assim como o primeiro filme tinha a cara de seu diretor Brian De Palma, este segundo segue a mesma fórmula. Missão Impossível 2 é um “puro John Woo”!

Missão Impossível 2 tem tudo o que se espera de um filme do diretor chinês. Todos os clichês estão presentes: muita câmera lenta, um antagonista parecido com o protagonista (os dois trabalhavam juntos), várias cenas com o mocinho atirando com uma arma em cada mão e – claro – pombos voando!

(Heu arriscaria dizer que Tom Cruise deixou o cabelo crescer para ficar melhor na câmera lenta de Woo!)

Claro, o resultado foi um filme muito mais exagerado que o primeiro. Se o filme de De Palma era mais sério e cerebral, esta segunda parte nunca se leva a sério, e tudo aqui é propositalmente acima do tom. Um prato cheio para quem gosta do estilo de John Woo – um dos melhores diretores de filmes de ação da história do cinema.

No elenco, mais uma vez, o filme é de Tom Cruise. Inclusive, diz a lenda que foi ele que fez o trabalho de dublê – pelo menos a cena no início, a da escalada, era o próprio Cruise. Ele estava com os cabos de segurança, que foram apagados digitalmente, mas era ele mesmo.

Além de Cruise, o único ator do primeiro filme que também está aqui é Ving Rhames. O resto é novidade: Anthony Hopkins (não creditado, assim como Emilio Estevez no primeiro), Thandie Newton, Dougray Scott, Richard Roxburgh, Rade Serbedzija, William Mapother e Dominic Purcell. Aliás, não é só o elenco que é novo, todo o filme é construído para ser independente do primeiro (o mesmo acontece com o terceiro, você não precisa ver os filmes anteriores para acompanhar a história).

Parece que Woo queria um filme de mais de 3 horas de duração. Como os produtores bateram o pé pra ficar com 2 horas (foram 2h3min, no fim), já vi gente reclamando de falhas no roteiro. Mas heu não achei nada tão grave – o único “problema” de Missão Impossível 2 é seu exagero. Mas isso faz parte do “pacote”!

Excelente continuação! E, em breve, falo aqui sobre o terceiro!

.

.

Se você gostou de Missão Impossível 2, o Blog do Heu recomenda:
Missão Impossível
A Outra Face
Bala na Cabeça