Supernatural.S06E01

Supernatural.S06E01

Vou fazer um pequeno intervalo no Festival do Rio pra falar de duas séries que tiveram uma boa temporadas em 2009/2010 e voltaram semana passada: Supernatural e Fringe.

Supernatural começou como uma despretensiosa série de “monstro da semana”. Só que, aos poucos, a trama começou a contar uma história mais consistente. Se antes os irmãos trabalhavam em seus assustadores casos isolados entre si, começamos a contar cada vez mais com a presença de demônios numa linha narrativa mais contínua. E depois apareceram anjos na história. E, na quinta temporada, estávamos diante do Apocalipse!

Antes de continuar, os tradicionais avisos de spoiler pra quem ainda não viu a quinta temporada…

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Supernatural foi uma das melhores coisas da tv no último ano. Mas esta sexta temporada começou mal. Como assim, Sam volta, do nada???

Na minha humilde opinião, Supernatural deveria ter acabado na quinta temporada. Convenhamos, é difícil termos uma história maior do que o Apocalipse, né? Então, merecíamos um fim digno, sem enrolações.

Por enquanto sem explicação, a volta de Sam é o grande x desta temporada. Se a explicação for convincente, ok. Senão, era melhor ter parado.

Confio nos roteiristas, que nos deram tantos bons episódios, principalmente nas últimas temporadas. Tomara que eles não nos decepcionem, porque, se depender do primeiro episódio, a sexta temporada começou mal.

Fringe.S03E01

Fringe.S03E01

Fringe foi uma boa série de mistério que surgiu há poucos anos. A agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) chefia uma equipe pouco convencional, especializada em casos não explicados pela ciênci. Junto com Olivia estão o “cientista louco” Walter Bishop (John Noble) e o seu filho Peter Bishop (Joshua Jackson).

A série teve vários altos e baixos nas suas duas temporadas. Mas, a partir do meio da segunda temporada, a série pegou uma curva ascendente e se tornou um dos destaques da programação da tv!

Antes de continuar, vamos aos avisos  de spoilers para quem não viu a segunda tempoarada inteira…

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

No fim da segunda temporada, nossos amigos foram até um universo paralelo, mas, na hora de voltar, as duas Olivias foram trocadas. Este primeiro episódio segue a história da “nossa” Olivia presa no outro universo.

O ritmo do episódio foi muito bom, gostei da volta. Mas, se heu puder fazer uma pequena crítica, acho que o ideal seria um episódio duplo – ainda tinha muita coisa pra mostrar!

De qualquer maneira, Fringe recomeçou bem. Que continue assim!

Monstros

Monstros

O nome do filme não chama a atenção. O que chama a atenção é a frase “Depois de seis anos, eles não são mais alienígenas. Eles são locais.” Legal! Será este um novo Distrito 9?

A trama é boa: seis anos atrás a NASA descobriu uma possibilidade de vida alienígena, e mandou uma sonda pra pegar amostras. Mas, na volta, ao reentrar na atmosfera terrestre, a sonda caiu perto da fronteira entre os EUA e o México. Uma grande área foi então posta sob quarentena, classificada como “zona infectada”. Neste cenário, um jornalista americano tenta acompanhar a filha do seu chefe para fora do México, de volta aos EUA.

A produção do filme foi muito modesta – o orçamento era de apenas 15 mil dólares! Boa parte das cenas foi feita apenas com a presença do casal de atores principais (Whitney Able e Scoot McNairy), o diretor Gareth Edwards e mais um técnico. As locações eram lugares “de verdade”, e os figurantes eram simplesmente pessoas locais.

Os efeitos especiais são ótimos, nem parece uma produção de baixo orçamento. É impressionante o que é possível ser feito hoje em dia com um computador e muito talento! Aliás, não são só os efeitos, também vemos muitos cenários destruídos, parece que estamos num pós guerra. Fiquei curioso de saber se algo estava realmente lá…

O argumento do filme lembra um Distrito 9 misturado com Cloverfield. Mas não espere muita ação, o filme é lento, tudo muito contemplativo, mesmo quando finalmente aparecem os enormes alienígenas. Acho que o foco maior foi no relacionamento entre os dois.

E aí acho que o filme falhou um pouco. Não só o casal não me convenceu muito, como acho que seria mais interessante explorar os tais monstros (que parecem uma espécie de polvo ou água-viva gigante, mas que andam em terra), ou, melhor ainda, as pessoas sendo atacadas pelos monstros.

E agora falo a minha maior crítica ao filme: precisava ter o nome “Monstros”? Quem vai pensar numa trama de um casal atravessando uma crise com alienígenas ao ler um título “Monstros”? Poxa, tinham muitos nomes bem melhores por aí…

Mesmo assim, Mosntros vale o ingresso. Vale, nem se for só pra ver que é possível se fazer um bom filme quase sem dinheiro. Não sei se vai ser lançado nos cinemas, mas ainda rolam sessões amanhã e sábado no Festival do Rio!

Biblioteca Pascal

Biblioteca Pascal

Com o objetivo de recuperar a guarda de sua filha, Mona conta a espetacular história de sua vida para um assistente social. Ela narra como conheceu o pai da menina, e a época em que foi vendida como prostituta na Inglaterra e foi parar no bordel Biblioteca Pascal.

Biblioteca Pascal é um dos filmes mais esquisitos que heu já vi!

O visual deste filme meio húngaro, meio romeno é muito legal, nos cenários, nas caracterizações, nos efeitos especiais. A atriz Orsolya Török-Illyés é ótima, em todas as etapas de sua louca jornada. A trilha sonora, que parece música cigana, dá vontade de procurar o cd quando acaba o filme.

Mas… O fim da história não faz o menor sentido! Este é daqueles filmes que, quando acaba, a gente fica se perguntando: “será que era pra entender?”

A Biblioteca Pascal em si é uma ideia boa, mas sub aproveitada, na minha humilde opinião. É um bordel na Inglaterra, para clientes das mais altas classes sociais, no qual as prostitutas se caracterizavam como personagens da literatura. Tem Joana D’Arc, Desdêmona, Pinóquio, Lolita… Boa ideia, mas poderia ter sido melhor usada. (Mais: desde quando rolam roupas pretas de borracha em Othelo?)

Biblioteca Pascal só é recomendado àqueles que curtem a viagem, mesmo sabendo que não vão chegar a lugar algum…

No Bosque

No Bosque

A sinopse deste filme grego fala algo como “três jovens, dois rapazes e uma moça, realizam uma jornada natureza adentro”, blá blá blá. Mas aí heu pergunto: existe sinopse quando um filme não tem história nenhuma?

No Bosque é uma sucessão de cenas desconexas sem sentido!

Me lembrei daquela picaretagem do Lars Von Trier, o Dogma 95, um movimento anti Hollywood que pregava o não uso de tripés, de luz artificial e de música a não ser que alguém estivesse tocando. O resultado foi uma meia dúzia de filmes toscos e desnecessários.

Aqui é assim. A começar pelo formato da tela, já vemos logo de cara que é uma produção em vídeo. Câmera tremendo, muito close, imagens fora de foco, longos e entediantes planos… Rolam muitas cenas sem diálogos e também sem sentido.

E, pra confirmar a picaretagem, ainda rolam duas cenas de sexo explícitas – gay, diga-se de passagem – completamente desnecessárias…

No Bosque esteve no Festival de Rotterdam 2010. Não conhecia este festival, mas agora sei que não é boa referência.

Lixo. Fujam! Desculpem o trocadilho, mas, fujam para as montanhas, mas não passem pelo bosque!

Kaboom

Kaboom

Com 18 anos e morando no campus universitário, Smith se diverte com sua amiga de infância Stella, enquanto dorme com uma maluquinha chamada London e tem desejos sexuais por Thor, seu colega de quarto. Mas depois de comer biscoitos alucinógenos, ele acha que testemunhou o assassinato de uma Garota Ruiva, que frequenta os seus sonhos, por um grupo de pessoas com máscaras de animais.

Dirigido por Gregg Araki, Kaboom não decepciona. Muita nudez, muito sexo (hetero, gay e lésbico), personagens esquisitos a rodo e um argumento bizarro. Ora, é este o espírito dos Midnight Movies!

Tem mais: a montagem do filme aproveita de maneira excelente os contrastes de luz e de som. Cena escura, corte abrupto, tudo claro na tela. Som alto, corte abrupto, silêncio. Meus parabéns ao responsável por esta edição!

Me lembro do nome Gregg Araki, vi Geração Maldita, um filme esquisitão dele, de 1995, com a Rose McGowan (Planeta Terror) e o Jonathon Schaech (The Wonders). Lembro de pouca coisa, mas lembro que o filme trazia doses generosas de nudez e escatologia. Tem filme novo dele? Ok, o lugar dele é realmente na mostra Midnight…

No elenco, temos poucos nomes conhecidos. Acho que só Thomas Dekker, o protagonista da série Terminator – Sarah Connor Chronicles, e Kelly Lynch, cinquentona com tudo em cima. Mas as meninas desinibidas do filme merecem ser citadas: Haley Bennett, Juno Temple, Roxane Mesquida e, claro, a ruiva Nicole LaLiberte. 😉

O filme vai ficando mais maluco perto do final. Definitvamente não é recomendado para qualquer um. Mas, por enquanto, achei um dos melhores do Festival 2010!

Fiquei com vontade de ver outros filmes do Gregg Araki. Acho que vou baixar…

The Topp Twins: Garotas Intocáveis

The Topp Twins: Garotas Intocáveis

Ver no cinema um documentário sobre uma dupla de cantoras country e comediantes neo-zelandesas, gêmeas e lésbicas, é algo que só rola em festivais!

The Topp Twins: Garotas Intocáveis mostra a carreira das irmãs Jools e Lynda Topp. Aparentemente, Peter Jackson é o único neo-zelandês mais famoso que elas…

O documentário mostra um show recente, uma espécie de retrospectiva da carreira das gêmeas Topp, onde estão vários convidados que participaram de sua vida artística. Entremeando o show, vemos entrevistas atuais e um bom trabalho de pesquisa de arquivo – são vários vídeos e fotos das gêmeas desde os anos 80. Nem desconfiava que elas estavam “na estrada” há tanto tempo!

Também temos participações de vários personagens criados pela dupla – o lado comediante. Lembra um pouco o humor inglês, gostei de algumas tiradas.

Sobre o fato de serem lésbicas: não costumo dar bola para as preferências sexuais dos artistas. Sou fã do Freddy Mercury porque era um grande cantor e compositor, não me interessa o que ele fazia em sua vida pessoal. Mas, neste caso, faz diferença, já que as irmãs eram ativistas políticas e montaram a carreira entro deste nicho específico.

Mas… Sabe o problema que falei no post de Nossa Vida Exposta? A história das gêmeas é interessante, mas não dá pra uma hora e meia. Chegou a ficar cansativo.

Enfim, poderia ser mas curto, mas mesmo assim é uma boa opção na mostra Midnight Movies.

Copacabana

Copacabana

Babou (Isabelle Huppert) passou a vida ignorando as convenções sociais. Sua filha Esmeralda se envergonha da mãe e não pretende convidá-la para seu casamento. Sem o amor da filha e sem emprego, Babou aceita um trabalho em outra cidade, vendendo apartamentos no litoral em pleno inverno.

Copacabana é daquelas comédias leves e agradáveis, que não têm a pretensão de ser grandes filmes, apenas querem divertir.

Isabelle Huppert está ótima como a maluquinha Babou. Aliás, arrisco a dizer que ela é a melhor coisa do filme. O resto do elenco está ok, Huppert é que faz a diferença.

Ah, sim, o Brasil só é mencionado porque Babou gosta de música brasileira e quer viajar para cá. Não aparece nada do Brasil no filme, só umas fotos em agência de viagem e um grupo brega de demonstração de samba em cassinos. E a palavra “Copacabana” só aparece no título do filme… 😛

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Na escola, Rose foi líder de torcida. Mas agora sua vida não tem nenhum glamour: é mãe solteira, é amante de um homem casado, e trabalha como empregada doméstica. Sua irmã mais nova, Norah, que pula de emprego pra emprego, e seu pai, um vendedor, são outros dois fracassados. Rose, no entanto, está disposta a mudar de vida, e convence Norah a ingressar com ela no milionário ramo da limpeza de cenas de crime.

Dirigido por Christine Jeffs, Sunshine Cleaning é um simples e comovente drama sobre uma família de “losers”.

A atuação do trio principal é muito  boa. Amy Adams, Emily Blunt e Alan Arkin estão ótimos. Também estão no filme Steve Zahn, Mary Lynn Rajskub (a Chloe de 24 Horas), Clifton Collins Jr e o garoto Jason Spevack.

Mas a história é bobinha demais. Acaba o filme e a gente se pergunta “ok, mas, e daí?” O argumento era bom, o elenco era bom, mas a história… É vazia…

O filme está no Festival do Rio de 2010, mas não é tão novo assim, esteve no Festival de Sundance de 2008.

Buraco Negro / Black Heaven / L’Autre Monde

Buraco Negro

Gaspard encontra um celular perdido. Seguindo o dono, acaba o encontrando morto em uma estranha cerimônia de suicídio. Ao lado dele está, desacordada, a bela e sedutora Audrey, que acaba atraindo Gaspard, levando-o a conhecer um jogo virtual chamado Black Hole, onde ela vive uma vida paralela.

O ritmo do filme dirigido por Gilles Marchand é lento. Mas acredito que foi proposital, para mostrar um certo marasmo que acontecia com a vida de Gaspard. Encontrar Audrey e o jogo virtual foi a grande virada na sua vida.

O clima do jogo virtual é bem interessante. O jogo Black Hole é a melhor coisa do filme. Tudo escuro, contrastando com as ensolaradas locações. Aliás, belas locações, tem uma pequena praia incrustada em rochedos tão linda que dá vontade de tirar férias e ir pra lá. E olha que não gosto de praia!

O elenco não traz nenhum nome conhecido por aqui, mas acho que a gente pode apostar em Louise Bourgoin, protagonista de Les aventures extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec, próximo filme de Luc Besson.

Buraco Negro esteve no Festival de Cannes deste ano, e agora, no Festival do Rio.