As Tartarugas Ninja

tartarugasninjaCrítica – As Tartarugas Ninja (1990)

Antes da estreia do novo Tartarugas Ninja, que tal revermos a versão de 1990?

Quatro tartarugas e um rato se tornam mutantes depois de entrar em contato com líquido radioativo. O rato era o mascote de um conhecedor de artes marciais e ensinou as tartarugas a arte do Ninjitsu. Quinze anos depois, quando uma onda de crimes impera em Nova Yorque, as tartarugas saem em defesa da repórter April O’Neil.

As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles, no original) é um típico filme com “cara de sessão da tarde”. Leve, bobinho, e, por que não?, muito divertido, com suas bem coreografadas e bem humoradas lutas.

Sobre a parte técnica: se a animação do Mestre Splinter “perdeu a validade” (parece um muppet!), o mesmo não podemos dizer sobre as fantasias de tartarugas. As tartarugas são muito bem feitas! O filme novo ainda não estreou, mas, pelo trailer, arrisco dizer que essas tartarugas de 1990 são melhores do que as de 2014!

A direção é de Steve Barron, que fez pouca coisa pro cinema, mas tem longa carreira em videos musicais. E no elenco, duas surpresas. O garotão cabeludo é o famoso careca Elias Koteas! E Sam Rockwell tem um papel menor. Ninguém mais no elenco fez nada relevante.

As Tartarugas Ninja teve duas continuações (lançadas em 91 e 94), e depois disso, só desenhos animados. Agora aguardemos a nova versão, produzida pelo Michael Bay, que estreia esse ano…

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

0-X-Men-posterCrítica – X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Finalmente, o esperado filme que liga as duas gerações dos X-Men!

Acuados pelos Sentinelas, os X-Men mandam Wolverine ao passado em uma tentativa desesperada de mudar a história e prevenir um evento que resultará na eliminação de todos os mutantes.

Amigos, a notícia é boa: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past, no original) consegue o equilíbrio perfeito entre o drama, a ação e a tensão; entre a seriedade proposta pelo tema e o bom humor característico dos filmes da Marvel. Digo mais: na minha humilde opinião, temos uma das melhores adaptações de quadrinhos de super heróis dos últimos tempos.

Rolava um certo receio, porque este na verdade é o sétimo filme usando o universo dos mutantes – teve a trilogia original (2000, 03 e 06), dois filmes “solo” do Wolverine (2009 e 13 – apesar do primeiro ser rejeitado por quase todos, entre crítica e fãs, foi um filme “oficial”), e o reboot (2011) que mostrava os personagens nos anos 60. Com tantos filmes, escritos por tantos roteiristas diferentes, baseados em tantos quadrinhos diferentes, existe uma certa bagunça na linha temporal. E o receio aumentou quando anunciaram que teria viagem no tempo no filme, um artifício que nem sempre funciona. Mas o medo foi infundado, o resultado ficou bem acima da expectativa.

A direção voltou para as mãos de Bryan Singer, o mesmo dos dois primeiros filmes dos X-Men. Alguns fãs ficaram preocupados, porque quando ele largou a franquia, se queimou fazendo o fraco Superman – O Retorno (depois disso, Singer fez Operação Valquíria e Jack, o Caçador de Gigantes). Bem, Singer mostrou que o Superman foi um desvio e que ainda tem boa mão. E, convenhamos, o cara tem moral, né? Quando ele fez o primeiro filme dos X-Men, não existia toda essa aceitação para filmes de super-heróis. Se, no primeiro semestre de 2014, nós teremos 4 longas de heróis da Marvel, Singer é um dos “culpados”!

Os efeitos especiais merecem um parágrafo à parte. Só pra citar um exemplo: Magneto chega a levantar e carregar um estádio pelos ares. Os efeitos são de cair o queixo. E tem uma cena em particular que é sen-sa-ci-o-nal, falarei mais dela no penúltimo parágrafo.

No elenco, uma constatação: o novo X-Men é um filme da nova geração. Michael Fassbender e James McAvoy têm uma participação muito maior do que Ian McKellen e Patrick Stewart. Pareceu mesmo uma “passagem de bastão” do Magneto e Prof Xavier velhos para os mais novos. E Hugh Jackman e seu Wolverine voltam a ter destaque – ele só teve uma cena curta (e engraçada) no penúltimo filme (e que é citada aqui).

Sobre a quarta personagem principal, a gente vê como funciona o “star power” do cinema contemporâneo. Nos primeiros filmes, a Mística foi interpretada pela Rebecca Romijn, lindíssima, mas não muito famosa. Agora o papel é de Jennifer Lawrence, menos bonita que a Rebecca Romijn, mas badaladíssima – ganhadora do Oscar ano pasado por O Lado Bom da Vida e protagonista da franquia de sucesso Jogos Vorazes. Se a Rebecca pouco aparecia sem a maquiagem azul, o mesmo não acontece agora. A Mística atual passa boa parte do filme “fantasiada de Jennifer Lawrence”.

Peter Dinklage confirma que é um grande ator (trocadilhos liberados aqui) – o que todos que já viram Game Of Thrones já sabiam. E o roteiro ainda consegue usar a Tempestade de Halle Berry, e juntar Anna Paquin, Famke Janssen e James Marsden em pequenas participações especiais. Ainda no elenco, Ellen Page, Nicholas Hoult, Omar Sy, Bingbing Fan, Shawn Ashmore, Evan Peters e Josh Helman.

“E o 3D?” Quem me conhece sabe que não sou fã de 3D. Pelo menos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido tem uma cena onde o 3D é muito bem usado, uma das melhores cenas do filme, provavelmente a mais divertida: quando tudo fica em câmera lenta por causa da super velocidade de Evan Peters, durante a fuga da prisão.

Ah, claro, é Marvel, tem cena depois dos créditos, aparentemente um gancho para o próximo filme, X-Men Apocalypse.

 

A Recompensa

0-a-recompensaCrítica – A Recompensa

Depois de passar 12 anos preso sem dedurar nenhum comparsa, o famoso arrombador de cofres Dom Hemingway está de volta às ruas para cobrar o que lhe devem.

É complicado falar de A Recompensa (Dom Hemingway, no original). Em primeiro lugar, é um filme difícil de rotular, fica numa área cinza mais ou menos entre a ação, a comédia e o drama – e falha em todos os estilos. Além disso, alterna bons momentos com algumas partes sem sal. Na verdade, parece que o diretor e roteirista Richard Shepard quis dar uma de Guy Ritchie no início da carreira, época de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch, mas faltou algo na mistura.

O que A Recompensa tem de bom é o trabalho do protagonista. Jude Law sempre teve papeis de galã – lembro dele em Gattaca fazendo o cara dos genes perfeitos, e alguns anos depois em A.I., interpretando um “robô amante” de beleza perfeita. Agora quarentão, barrigudo e com entradas de calvície, Law mostra versatilidade com um papel que não só é o oposto da beleza de outros tempos, como ainda prima por ser um sujeito grosseiro.

Mas a falta de ritmo prejudica muito o andamento do filme. A Recompensa tem seus bons momentos, como a reação over de Dom quando encontra o chefão russo, o arrombamento do cofre, ou a sensacional cena do acidente de carro. Pena que alguns bons momentos não salvam o resultado final.

Sobre o elenco, como falei anteriormente, este é um filme do Jude Law. O resto está lá de “escada”. Não sei se os fãs da Emilia Clarke, a Daenerys Targaryen de Game Of Thrones, vão gostar de vê-la em um papel pequeno mas importante – pelo menos aqui ela mostra um novo talento: quando sua personagem canta, a voz é a própria atriz. Ainda no elenco, Richard E. Grant, Demian Bichir, Madalina Ghenea e Kerry Condon.

Mesmo com seus bons momentos, só recomendo A Recompensa aos fãs do Jude Law.

Godzilla (2014)

0-Godzilla-Crítica – Godzilla

O novo Godzilla!

O monstro mais famoso do mundo está de volta, para enfrentar criaturas gigantescas que, alimentadas pela arrogância da humanidade, ameaçam a nossa própria existência.

Antes de tudo, um fato curioso: este é apenas o segundo longa para cinema do diretor Gareth Edwards, que chamou a atenção quatro anos atrás com o filme Monstros, um filme independente que custou apenas 15 mil dólares, mas tem excelentes efeitos especiais. Provavelmente o chamaram por causa deste filme.

O último blockbuster com o famoso monstro japonês foi a versão de 1998 dirigida pelo Roland Emmerich. É um divertido filme catástrofe, mas os fãs reclamaram que aquele lagarto gigante pouco parece com o Godzilla original.

Neste aspecto, o novo filme não vai decepcionar os fãs. O Godzilla atual é fiel ao original nipônico. Tem até outro monstro gigante pra brigar com o Godzilla. Nisso o filme acerta. Pena que erra em outros aspectos.

Godzilla tem basicamente dois problemas. O primeiro é que o montro Godzilla é um personagem secundário, que pouco aparece – ele só mostra a cara com quase uma hora de filme. A trama é centrada no “soldado mais azarado do mundo” – acabou de chegar em casa depois de meses fora e logo tem que viajar de novo por motivos pessoais. E onde ele vai, aparecem monstros gigantes destruindo tudo. O cara passa por três continentes, sempre os bichões estão por perto.

O outro problema não sei se é do filme ou da cópia que vi. A sessão de imprensa foi com uma cópia em 3D que estava escura demais. Boa parte do filme é de noite, mal vemos as brigas dos monstros no escuro e através de fumaça – e, pra piorar, provavelmente por razões estilísticas, o diretor inventou de colocar pessoas passando na frente das câmeras, pra dar ao espectador a sensação de estar no meio da ação. Resumindo: evite o 3D. Não tem nenhuma cena que justifique o efeito!

Se o 3D fica devendo, não podemos falar o mesmo sobre os efeitos especiais. Os monstros são extremamente bem feitos, a destruição das cidades idem. O cgi é tão real que impressiona!

O roteiro não é lá grandes coisas. Como temos pouca coisa dos monstros, os roteiristas enchem linguiça com dramas familiares. Lembra até filmes do Spielberg, é um tal de criança separada dos pais, cachorro separado dos donos… E isso porque não vou parar pra listar certas inconsistências – por exemplo, pra que usar o trem pra carregar a bomba, se tinha a opção do helicóptero?

O elenco tem um problema. Não adianta você ter Bryan Cranston, Juliette Binoche, Ken Watanabe e David Strathairn se o papel principal está com um Aaron Taylor-Johnson apático. Johnson estava bem em Kick-Ass, mas aqui ele é um dos pontos fracos. Ah, Elizabeth Olsen faz quase uma ponta.

Enfim, não é um filme essencial, mas os fãs vão gostar. E vão gostar mais ainda se virem em 2D, claro.

The Raid 2 – Berandal

0-TheRaid2-posterCrítica – The Raid 2 – Berandal

Quando pesquisei quais filmes estariam em cartaz em Londres na mesma época da minha viagem, planejei os pontos imperdíveis da minha viagem: London Eye, Madame Tussaud, o musical We Will Rock You, Camden Town – e uma sessão de cinema para ver The Raid 2 – Berandal.

A sinopse: depois de sobreviver ao primeiro filme, Rama agora tem que virar um policial infiltrado em uma guerra da máfia em Jakarta, Indonésia.

Para quem não viu: o filme indonésio The Raid Redemption, lançado aqui em dvd/blu-ray como Operação Invasão, é um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. Pena que foi mal lançado e quase ninguém conhece.

Agora veio a continuação, escrita, dirigida e editada pelo mesmo Gareth Evans. Se o primeiro filme é um diamante bruto de testosterona, este segundo filme é um diamante do mesmo quilate, só que lapidado. Se no primeiro The Raid a ação é toda em uma trama linear, e tudo acontece dentro do prédio; agora temos vários climas, vários cenários, vários personagens. E a violência extrema continua lá. E ainda melhorada.

Olha, vou contar para vocês: a violência nunca foi mostrada assim antes na história do cinema. Nunca antes o sangue jorrou de maneira tão bela! Estamos acostumados com o “padrão Marvel de violência” – sem sangue, sem gore. A violência aqui é crua, bem longe de Hollywood. A quantidade de sangue derramado e de ossos quebrados é muito grande, com detalhes visuais que chamam a atenção – a ponto de vermos um tiro de escopeta explodindo uma cabeça, sem corte.

Mas não falo de violência gratuita, está bem longe dos “torture porn” como O Albergue ou Jogos Mortais. A violência aqui acontece por causa das lutas. E, meus amigos, que lutas! Se no primeiro filme tínhamos umas duas ou três lutas memoráveis, aqui são mais de dez sequências antológicas, como a briga na lama do presídio e a excelente (e longa) luta final na cozinha.

Dois ótimos vilões novos aparecem, e, pena, foram pouco aproveitados. Mas as duas sequências com a Hammer Girl e o Baseball Bat Man são sensacionais. Digo mais: toda a “sequência do metrô” é uma aula de cinema – narrativa dividida em três, com uma trilha sonora instrumental perfeita sublinhando a tensão na dose exata. E a violência extrema correndo solta, o que a menina bate com os martelos deixaria a Beatrix Kiddo orgulhosa. Foi pouco, mas já prevejo um culto à Hammer Girl.

Falei que The Raid 2 não era linear como o primeiro, certo? E o que podemos dizer sobre a cena de perseguição de carro? Acho que nunca vi algo assim feito em Hollywood. Quase dá pra ouvir “chupa, Velozes e Furiosos!”…

O elenco, claro, traz de volta Iko Uwais, que está sendo comparado com Bruce Lee, e não é à toa – a cena (que está no trailer) onde ele pratica dando socos em uma parede não foi acelerada, ele bate daquele jeito mesmo! Uwais está presente em quase todas as lutas, acho que as duas únicas sem ele são com Yayan Ruhian, que fez o Mad Dog no primeiro filme (e que também estava em Merantau, primeiro filme de Evans, também estrelado por Iko). Outro excelente ator-lutador, a sequência do facão é impressionante. Ainda no elenco, Julie Estelle, Arfin Putra, Oka Antara e Alex Abbad.

A notícia triste é que, assim como o primeiro, The Raid 2 também está sendo muito mal vendido. Não tem previsão de passar no Brasil, assim como o primeiro, que foi direto para o mercado de home video. E, na sessão que vi, em Londres, tinham apenas 5 pessoas na sala do cinema – sendo que um casal de idosos saiu na metade do filme.

Depois de The Raid 2, o telefone do Gareth Evans deve estar frenético. Os Stallones, Stathams e Diesels da vida devem estar tentando contratá-lo para a sua estreia hollywoodiana (assim como Van Damme, que trouxe John Woo para os EUA em 1993). Mas vão ter que esperar, segundo o imdb, Evans agora está na pré produção de The Raid 3 – desde já um dos filmes mais esperados da década.

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Heu em Londres!

Indiana Jones e a Última Cruzada

indiana jones e a ultima cruzadaCrítica – Indiana Jones e a Última Cruzada

Depois de Os Caçadores da Arca Perdida e O Templo da Perdição, chegamos ao fim da trilogia!

1938. Indiana Jones recebe um diário com todas as informações sobre o paradeiro do Santo Graal, escrito por seu pai, o professor Henry Jones, que foi capturado pelos nazistas.

Sim, falei trilogia. Sim, sei que são quatro filmes. Mas o quarto filme veio beeem depois, então podemos chamar de trilogia os três primeiros, todos lançados nos anos 80.

Mais uma vez dirigido por Steven Spielberg e com história escrita por George Lucas, Indiana Jones e a Última Cruzada foi lançado em 1989, e volta ao tom menos galhofeiro, mais parecido com o primeiro filme.

Temos pelo menos duas novidades interessantes. A primeira é uma sequência com o Indiana adolescente, interpretado por River Phoenix, introduzindo vários elementos da mitologia “indianajonesiana” – o chicote, o chapeu, o medo de cobras, etc.

A segunda é a presença de Sean Connery. Desde o primeiro filme, falavam que o Indiana era uma versão do James Bond. Ter o “primeiro James Bond” no elenco, justamente como o pai do Indy, foi uma comprovação disso.

A trama é boa, tem bom ritmo, bons efeitos especiais, Harrison Ford e Sean Connery têm uma boa química, quase tudo funciona. O ponto fraco é justamente a parte final. Aquele cavaleiro preso há 700 anos não convence…

Mesmo assim, o resultado final é bem acima da média, o filme é quase tão bom quanto o primeiro.

Capitão América 2 – O Soldado Invernal

0-CAPITÃO-AMÉRICA-2Crítica – Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Mais um (bom) filme da Marvel!

Após os eventos de Os Vingadores, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive em Washington, DC e tenta se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco, e conhece um inimigo formidável e inesperado — o Soldado Invernal.

Antes de tudo preciso falar que, desde a minha adolescência, nutria antipatia pelo personagem Capitão América, que sempre me parecia ser um símbolo do imperialismo norte-americano. Mas… admito que o primeiro filme do Capitão foi bem conduzido e me convenceu como um heroi assim pode se inserir no mundo globalizado contemporâneo.

Agora que o heroi não precisa mais de introdução, o filme já começa em ritmo acelerado. Os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely fizeram um bom trabalho, e o filme dirigido pelos pouco conhecidos irmãos Anthony e John Russo tem um excelente equilíbrio entre a tensão e o bom humor – principal característica que diferencia a Marvel da DC. Capitão América 2 – O Soldado Invernal não é comédia, mas tem seus momentos engraçados espalhados aqui e ali, como a lista de coisas que o Capitão perdeu. E a lápide que aparece no fim do filme é desde já uma das melhores piadas do ano!

Nick Fury e Viúva Negra têm uma participação maior aqui – não seria exagero dizer que a personagem de Scarlet Johansson é tão importante quanto o protagonista. Maria Hill aparece pouco, mas em momentos-chave; sei lá por que, o Gavião Arqueiro, que andava com a Viúva Negra, foi ignorado pelo roteiro. Ah, aparece um novo heroi, mas não digo qual… E temos um bom vilão novo também.

Capitão América 2 – O Soldado Invernal é um filme “independente”, mas segue a “linha temporal Marvel”. Se por um lado isso é muito legal – todos os filmes são interligados – por outro traz um dos poucos pontos fracos do filme. Assim como aconteceu em Homem de Ferro 3 e Thor 2, fica a pergunta: cadê o resto dos Vingadores? Na hora que o bicho pega, todos se esquecem do “time de super amigos”… Pelo menos a SHIELD está bem presente aqui.

O elenco traz de volta Chris Evans, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson e Cobie Smulders repetindo os seus papeis. De novidades, temos Robert Redford, Anthony Mackie e Sebastian Stan. E, claro, Stan Lee aparece em uma ponta.

Por fim, algo que os fãs de Marvel já sabem, mas é sempre bom lembrar: Capitão América 2 – O Soldado Invernal tem cenas depois dos créditos! Rolam uns créditos bem legais, num estilo que lembra o traço do Will Eisner, e logo depois vemos uma cena que aparentemente fará uma ligação com Os Vingadores 2. Depois temos os créditos convencionais – letrinhas subindo – e, ao fim, uma segunda cena, que deve fazer uma conexão com Capitão América 3.

Agora vamos esperar os próximos passos da Marvel, que ainda tem três filmes a serem lançados antes do fim do ano.

Indiana Jones e o Templo da Perdição

indiana-jones-e-o-templo-da-perdicaoCrítica – Indiana Jones e o Templo da Perdição

Três anos depois de Os Caçadores da Arca Perdida, tivemos a continuação – que na verdade é um prequel, pois se passa um ano antes do primeiro filme.

1935. O professor e arqueologista Indiana Jones, desta vez acompanhado da cantora Willie Scott e do menino Short Round, vão parar em um pequeno vilarejo indiano que teve todas as crianças sequestradas após o roubo de uma pedra sagrada.

A história se passa antes, mas os filmes são independentes entre si. Na verdade, é até melhor ver este filme depois mesmo. Primeiro porque algumas piadas funcionam melhor se você já conhece o personagem. Segundo, porque este filme é bem mais fraco que o primeiro.

Vejam bem, Indiana Jones e o Templo da Perdição, também dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Harrison Ford, continua divertido, mesmo nos dias de hoje. Mas, diferente do seu antecessor, este segundo filme traz várias tosqueiras que beiram o trash.

Por exemplo: aceito o Indiana pulando de um avião em um bote salva vidas – é algo absurdo, mas é divertido. Aceito o vilão caricato – é pra ser caricato mesmo. Mas… todos os túneis do “momento montanha russa” serem inundados – por uma caixa d’água??? Isso é insultar a inteligência do espectador!

Tem um agravante: o personagem Short Round (Ke Huy Quan, que depois fez Os Goonies) é insuportável! O moleque enche o saco o tempo todo! Acho que foi daí que George Lucas se inspirou para fazer o Jar Jar Binks…

O diretor Steven Spielberg deve ter boas recordações deste filme, afinal ele casou depois com a atriz principal, Kate Capshaw – estão casados até hoje! E, reparem em quem leva Indy até o avião, num papel minúsculo: ele mesmo, Dan Aykroyd.

Resumindo: Indiana Jones e o Templo da Perdição continua divertido. Mas que é bem mais fraco, não há dúvidas.

Os Caçadores da Arca Perdida

Indiana Jones e os Caçadores da Arca PerdidaCrítica – Os Caçadores da Arca Perdida

Gravei um podcast sobre Indiana Jones com os podcrastinadores. Aproveitei a oportunidade pra rever os quatro filmes. O Reino da Caveira de Cristal já foi comentado por aqui, vou então falar dos outros três.

Em 1936, o professor Indiana Jones, arqueologista e aventureiro, é contratado pelo governo americano para encontrar a Arca da Aliança antes dos nazistas.

Todo mundo já viu, né? Os Caçadores da Arca Perdida, lançado em 1981, é, possivelmente, o melhor filme de aventura de todos os tempos. George Lucas e Steven Spielberg, amigos há anos, tinham um projeto de recuperar o espírito dos seriados de aventura que passavam nos cinemas quando eles eram novos, e então criaram o arqueólogo Indiana Jones e suas aventuras no mesmo clima dos seriados.

Lucas escreveu a história, roteirizada por Lawrence Kasdan (que tinha acabado de escrever o roteiro de O Império Contra-Ataca); Spielberg dirigiu. O personagem Indiana Jones é muito bom, é um cara humano, que se machuca e tem medos, e que se mete em enrascadas. O filme não é comédia, mas tem momentos engraçadíssimos.

No elenco existe um ícone da cultura pop contemporânea. Até hoje Harrison Ford é lembrado pelo seu Indiana Jones (um caso raro de um ator ligado a dois personagens icônicos, Ford também tem o Han Solo no currículo). Ainda no elenco, Karen Allen, Paul Freeman, Ronald Lacey e Denholm Elliott. Alfred Molina, em início de carreira, está na primeira cena. Curiosidade: Salah, o amigo de Indy, é interpretado por John Rhys-Davis, que, apesar de ter 1,85, faz o anão Gimli na saga O Senhor dos Aneis.

Alguns efeitos especiais perderam a validade, mas nada muito grave. E os efeitos usados quando a Arca é aberta impressionam até hoje. Os Caçadores da Arca Perdida continua divertidíssimo, mesmo visto mais de trinta anos depois.

Battle Of The Damned

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Crítica – Battle Of The Damned

Zumbis + robôs + Dolph Lundgren? Sold!

Um vírus que transforma as pessoas em zumbis infectou um uma cidade, imediatamente isolada e posta em quarentena. Só que a filha de um figurão importante está lá dentro. O sujeito então manda o Dolph Lundgren pra resgatar a menina.

Antes que perguntem: não, Battle Of The Damned não é bom. Claro que não, né? Um filme com esta premissa não se propõe a ser bom. A boa notícia é que pelo menos o filme é divertido!

A trama é óbvia e previsível. Os zumbis não são exatamente zumbis, são infectados no estilo do Extermínio do Danny Boyle, então são “zumbis corredores”. Os robôs são jogados na trama sem muita lógica, mas ninguém tá reclamando. O cgi dos robôs e do sangue não é perfeito, mas já vi coisa bem pior por aí. A produção não tinha grana, mas conseguiu um bom resultado com o orçamento escasso. O fim da história traz um plot twist desnecessário, mas não chega a atrapalhar.

Li no imdb pessoas perguntando se estes eram os robôs de Robotropolis, filme anterior do diretor e roteirista Christopher Hatton. Nunca tinha ouvido falar em Robotropolis, mas achei legal a associação entre os filmes.

No elenco, o único nome conhecido é Dolph Lundgren, canastrão e carismático como sempre. Ele pode não estar como o Sylvester Stallone (que, mesmo 11 anos mais velho, ainda apresenta excelente forma física), mas mesmo assim ainda mostra boa forma aos 56 anos.

Enfim, quem curte a proposta zumbis + robôs + Dolph Lundgren vai se divertir. E quem não curte vai passar longe mesmo…