Temporada de Caça

Crítica – Temporada de Caça

John Travolta e Robert De Niro juntos? Boa, vamos ver qualé.

Um americano, veterano da Guerra da Bósnia, que decide morar em uma cabana isolada na floresta para esquecer os traumas dos anos de combate, recebe a visita de um militar sérvio que procura um acerto de contas.

Às vezes a gente cai em erros básicos, né? Vi os dois atores no elenco, mas esqueci de checar quem era o diretor. Só depois que notei meu erro: Temporada de Caça (Killing Season, no original) foi dirigido por Mark Steven Johnson, o mesmo de Demolidor e Motoqueiro Fantasma.

Temporada de Caça não é tão ruim quanto os outros dois, mas está bem longe de ser um bom filme. O filme não tem ritmo, a trama é previsível, os personagens são mal construídos e o final é horroroso.

Ah, tem os atores, quase esqueci. Se Temporada de Caça tem alguma coisa que presta são os dois protagonistas. Nenhum dos dois está mal, mas como seus personagens são inconsistentes demais, não adianta ter bons atores.

Resumindo: desnecessário.

Battle Royale 2

Crítica – Battle Royale 2

Depois do podcast sobre Jogos Vorazes, resolvi rever o segundo Battle Royale.

Três anos após o fracasso do programa Battle Royale, as regras do jogo mudam: agora os alunos são mandados para uma ilha para caçar o terrorista Shuya Nanahara – o sobrevivente do primeiro jogo.

O primeiro Battle Royale estava fresco na minha memória, mas, como vi o segundo só uma vez, muitos anos atrás, admito que nem me lembrava do filme. Não me lembrava que era tão fraco…

Battle Royale tinha uma boa premissa, num filme bem conduzido. Já a continuação erra em quase todos os aspectos. Pra começar, se o novo objetivo do jogo era capturar Nanahara, por que não mandar logo o exército invadir a ilha? O jogo perdeu o sentido, as zonas de perigo foram ignoradas, e ainda tinha a ideia sem nenhuma lógica de se matar aos pares – quando um homem morre, a mulher do mesmo número morre junto, e vice versa (se o objetivo era uma captura, não tem sentido você perder soldados). E, pra piorar, o filme não tem ritmo. É chaaato…

Depois descobri qual foi o problema. O primeiro filme foi dirigido por Kinji Fukasaku, veterano no cinema japonês (mais de 60 filmes no currículo), mas pouco conhecido no mundo ocidental. Kinji Fukasaku faria a continuação, mas faleceu logo no início das filmagens desta segunda parte. Kenta Fukasaku, seu filho (e roteirista do primeiro filme), assumiu a direção. Mas… Parece que nem sempre o talento é hereditário…

Resultado: se o primeiro filme era um bom filme baseado em uma boa ideia, este aqui é um filme de ação / guerra nada criativo, longo e sonolento. Veja o primeiro, fuja do segundo.

Machete Mata

Crítica – Machete Mata

A esperada continuação do divertido Machete!

O governo norte-americano recruta Machete para voltar ao México para procurar um traficante de armas que quer lançar um foguete no espaço.

Quem me conhece sabe que sou fã do Robert Rodriguez. O cara dirige, escreve o roteiro, produz, edita, faz a fotografia, a trilha sonora e os efeitos especiais dos seus filmes. E não só tem um currículo com filmes excelentes como fez Um Drink no Inferno e Sin City, como ainda tem uma carreira paralela como diretor de filmes infantis.

Depois do projeto Grindhouse, feito em 2007 em parceria com o seu amigo Quentin Tarantino, onde fez um trash fantástico, Planeta Terror, ele parece que “abraçou a causa” do trash exploitation, e pouco tempo depois lançou o sensacional Machete (2010).

Claro que quem gostou de Machete ia querer rever o anti-heroi feioso. Por isso, a continuação Machete Mata (Machete Kills, no original).

E qual foi o resultado? Bem, temos pontos positivos e negativos pra analisar.

Em primeiro lugar, este é um filme propositalmente tosco. Li no imdb gente reclamando do cgi – entendi que o cgi foi intencionalmente mal feito, pra parecer uma produção B dos anos 70. E digo que, pra mim, funcionou – dei uma gargalhada alta na hora que o helicóptero explodiu, depois que eles pulam no barco. As atuações também são exageradas, tudo dentro do contexto “grindhouse”. O mesmo podemos falar da ridícula trama. Idem sobre a violência excessiva e caricata – o filme é violento, mas de uma maneira que a gente ri.

Ok, a gente aceita trama, atuações e efeitos toscos. Mas em alguns momentos o roteiro parece preguiçoso – por exemplo, não gostei da personagem de Amber Heard, a achei completamente deslocada. E definitivamente não gostei do fim – aliás, é bom avisar: Machete Mata não tem fim, acaba no gancho para o terceiro filme (assim como De Volta Para o Futuro 2 ou Matrix Revolutions).

Mesmo assim, o roteiro ainda traz algumas viradas inesperadas, alguns personagens morrem quando menos se espera… Apesar de trash, Machete Mata está longe do lugar comum.

E é aí que entra a genialidade de Robert Rodriguez. Machete Mata é trash, mas está longe de ser ruim. Detalhes aqui e acolá mostram que Rodriguez se preocupou em fazer um filme bem feito, apesar de parecer o oposto.

Detalhes como as inúmeras referências a outros filmes, desde Guerra nas Estrelas e 007 Contra o Foguete da Morte a referências ao próprio universo “rodrigueziano”, como o revólver em formato de pênis igual a Um Drink no Inferno, ou o personagem que fica cego como em Era Uma Vez no México. Ou ainda detalhes como o cuidado com personagens interessantes mas com pouco tempo de tela (como a personagem da Lady Gaga).

Ah, precisamos falar do sensacional elenco! Danny Trejo é o mesmo Danny Trejo de sempre, mas ele está (mais uma vez) acompanhado de um time invejável. Mel Gibson está ótimo com um vilão canastrão; Sofia Vergara arranca gargalhadas com seu sutiã-metralhadora. Demian Bichir impressiona com um personagem de múltiplas personalidades; Charlie Sheen (creditado com o nome de batismo “Carlos Estevez”) está excelente como o presidente dos EUA. Alexa Vega, a menininha de Pequenos Espiões, cresceu e mostra um corpão; Lady Gaga está engraçadíssima em sua estreia cinematográfica. Ainda no elenco, Jessica Alba, Vanessa Hudgens, Michelle Rodriguez, Amber Heard, Cuba Gooding Jr., Walton Goggins, Tom Savini, William Sadler e Antonio Banderas.

(Quase todas as mulheres aparecem com pouca roupa, mas o filme não tem nudez…)

Como falei antes, Machete Mata não tem fim, termina com o gancho para um terceiro filme, “Machete Mata no Espaço“. A ideia é legal, mas heu realmente preferia que o filme acabasse. Pelo menos o trailer é divertido…

Segundo o imdb, a data de lançamento no Brasil era pra ser dia 11 de outubro. Devia estar previsto para o Festival do Rio. Mas não passou no Festival. E não tenho ideia de quando estreia. Nem ao menos sei se vai estrear…

Enfim, se você gostou do primeiro Machete, vai se divertir com a continuação. E se você nem viu, acho que nem chegou no fim deste texto, né?

 

Red 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos

Crítica – Red 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos

A continuação do divertido Red!

Frank Moses (Bruce Willis), agente aposentado da CIA, reúne novamente seu improvável time de agentes veteranos para procurar um dispositivo nuclear portátil escondido.

O grande barato de Red era ver um elenco de veteranos em cenas de ação. Parecia uma versão “adulta” de Os Mercenários – se aquele contava com os “velhinhos” Sylvester Stallone, Dolph Lundgren, Mickey Rourke e Eric Roberts, este tinha Helen Mirren, John Malkovich, Brian Cox e Morgan Freeman, um elenco sem dúvidas superior. E o resultado ficou excelente, chegou a figurar na minha lista de melhores do ano.

Mas… Será que existe fôlego para uma continuação com o mesmo pique? Infelizmente, não.

Assim como aconteceu com Mercenários 2, Red 2 ganhou alguns reforços interessantes no elenco. Morgan Freeman não está na continuação, mas por outro lado temos Anthony Hopkins, Catherine Zeta-Jones, David Thewlis e o coreano Byung-hun Lee (GI Joe) como o “garoto” da turma (ele já tem 43 anos…).

Mas o roteiro deste novo filme não ajuda. Não conheço os quadrinhos que deram origem ao filme, não sei se esta trama estava nos quadrinhos ou se foram só os personagens. Mas o roteiro aqui não só tem furos e sérios problemas de ritmo como ainda exige uma suspensão de descrença acima do normal.

Pra piorar, alguns atores estão mal aproveitados. John Malkovich, que era uma das melhores coisas do primeiro filme, aqui está mais comportado. Helen Mirren aparece pouco; Brian Cox quase não aparece…

Talvez um dos problemas seja a troca de diretor. Sai Robert Schwentke, que este ano fez o divertido RIPD; entra Dean Parisot, com extenso currículo na tv mas pouca coisa no cinema.

Assim, temos um filme divertido, mas só isso. E sentimos que havia potencial pra mais, muito mais…

E já foi anunciado um terceiro filme. Será que precisava?

p.s.: Só pra concluir a comparação com o outro filme de ação com veteranos: o primeiro Red foi melhor que o primeiro Os Mercenários. Mas esta continuação ficou abaixo daquela. E o terceiro Mercenários promete ser muito melhor que o terceiro Red

Jogos Vorazes – Em Chamas

Crítica – Jogos Vorazes – Em Chamas

A continuação de Jogos Vorazes!

Depois de ganhar a 74ª edição dos Jogos Vorazes, Katniss Everdeen e Peeta Mellark saem na turnê dos vencedores, onde descobrem que revoltas começam a acontecer pelos distritos. O presidente Snow resolve criar então o “Massacre Quaternário”, nova edição dos jogos, onde só participam vencedores de outras edições. Assim, Katniss terá que voltar ao jogo.

O primeiro Jogos Vorazes foi uma agradável surpresa. Muitos achavam que o filme poderia ser um novo Crepúsculo, por ser mais uma franquia infanto-juvenil baseada em uma série de livros de sucesso. Mas o filme se mostrou sólido e muito melhor do que o filme do vampiro-purpurina.

Não li o livro, mas pelo que li por aí, Jogos Vorazes – Em Chamas segue fielmente a trama do livro de Suzanne Collins. A mudança foi na cadeira do diretor. Saiu o pouco conhecido Gary Ross, entrou o também pouco conhecido Francis Lawrence (será parente da Jennifer?), de Constantine e Eu Sou A Lenda. Gostei da mudança, Ross é adepto da câmera na mão, heu prefiro imagens menos tremidas de Lawrence.

A produção também melhorou bastante – segundo o imdb, o orçamento aqui foi de 140 milhões de dólares, contra 78 do primeiro filme. Se no filme do ano passado a gente teve monstros toscos no meio do jogo, aqui aparecem macacos muito bem feitos.

O elenco traz quase todos os que estavam no primeiro filme (menos Wes Bentley, porque seu personagem morreu). Jennifer Lawrence, ganhadora do Oscar de melhor atriz ano passado, mostra carisma e star power e parece muito à vontade com sua Katniss Everdeen. Josh Hutcherson e Liam Hemsworth voltam com seus personagens que têm como única função serem bonitinhos e criarem um triângulo amoroso com Jennifer; Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Donald Sutherland, Lenny Kravitz e Stanley Tucci também estão de volta com seus personagens esquisitos que se vestem de maneira estranha. De novos rostos, temos Philip Seymour Hoffman, Jena Malone, Jeffrey Wright e Amanda Plummer, além do pouco conhecido Sam Claflin, mais um jovem bonitinho pra agradar o público feminino.

Um dos problemas do primeiro filme não acontece agora. Jogos Vorazes trazia crianças morrendo – sei que tem no livro, mas violência contra crianças não é legal nunca. Na continuação, só temos veteranos dos jogos, então não tem espaço pra crianças. Só adultos. Melhor assim, não?

O primeiro filme tinha uma vantagem: tinha uma história “fechada” – se não viesse uma continuação, sem problemas, porque o filme tinha início, meio e fim. Mas agora todos sabem que teremos a franquia inteira, então Jogos Vorazes – Em Chamas não tem fim…

Agora resta esperar a parte final. Que, mais uma vez, será esticada para virar dois filmes, como aconteceu com Harry Potter e Crepúsculo. Afinal, se a franquia de sucesso vai acabar, os estúdios querem ganhar duas vezes na bilheteria e no mercado de home video. Hollywood às vezes pensa que nem os políticos brasileiros: “a arrecadação não pode parar”…

p.s.1: Jogos Vorazes – Em Chamas está em cartaz nos cinemas brasileiros, mas no resto do mundo só estreia semana que vem. Estranho, não?

p.s.2: No fim do filme, uma coisa curiosa. No meio dos créditos, começou a tocar uma música em português. Achei que era uma falha do cinema, que teria parado o som do filme e colocado uma música qualquer. Que nada, olha a surpresa: tem CPM22 na trilha sonora do filme! Não sou fã de CPM22, mas achei bacana ver um artista brasileiro nos créditos de um blockbuster. Mesmo que seja só pra estar no cd oficial, já que não toca no filme…

O Ataque

Crítica – O Ataque

Ué, mas heu já falei de Invasão À Casa Branca! Ah, tá, esse é outro filme…

Um ex-militar quer entrar para a equipe do serviço secreto que protege o presidente dos Estados Unidos, mas não é aprovado na seleção. Sem saber como dar a notícia para sua filha, ele a leva para um passeio à Casa Branca, no mesmo dia que o local é atacado por um grupo paramilitar fortemente armado.

Existe uma prática bastante comum em Hollywood. Quando um estúdio anuncia um projeto, muitas vezes outro estúdio aproveita a ideia e faz um filme com o argumento semelhante. Não é o caso de plágio, são filmes completamente diferentes entre si. Mas um quer “pegar carona” no marketing do outro. É o caso aqui. Não sei qual filme está pegando carona e qual teve a ideia antes, mas são dois projetos bem parecidos. A sinopse é quase igual: “a Casa Branca é invadida, e um cara que não deveria estar lá, sozinho, salva o presidente”.

Uma coisa que chama a atenção aqui é que O Ataque (White House Down, no original) foi dirigido por Roland Emmerich, famoso por filmes catástrofe como Independence Day, 2012 e O Dia Depois de AmanhãO Ataque não é um filme catástrofe, mas segue a mesma fórmula dos outros filmes do diretor: um homem sozinho luta contra forças externas enquanto tudo em volta se quebra. A diferença é que aqui são terroristas destruindo a Casa Branca…

O elenco é repleto de bons nomes. Jamie Foxx se sai bem como presidente; Channing Tatum, mais limitado, não atrapalha com o seu heroi inesperado. E James Woods está bem, apesar de ter um personagem caricato. Ainda no elenco, Maggie Gyllenhaal, Richard Jenkins e a menina Joey King.

O roteiro tem alguns problemas. Além do exercício de patriotada e do excesso de clichês – o que era previsível pelo tema abordado – existe um sério problema de maniqueísmo. E os vilões são entregues logo nas primeiras cenas, o que já estraga muita coisa.

Por outro lado, se a gente se deixar levar pelo fator “filme-pipoca” O Ataque tem um bom ritmo e boas cenas de ação, o que garantem um programa divertido. A única vez que Emmerich se propôs a fazer um filme sério (Anônimo), o resultado ficou abaixo da média. Os pontos altos de sua filmografia são justamente os filmes-pipoca. Afinal, Emmerich segue o velho lema: “cinema é a maior diversão”…

Thor: O Mundo Sombrio

Crítica – Thor: O Mundo Sombrio

Estreou a continuação de Thor!

Diante de um inimigo que até Odin e Asgard não conseguem enfrentar, Thor deve embarcar na sua mais perigosa e pessoal jornada, na qual vai reencontrar Jane Foster e terá que fazer grandes sacrifícios para salvar o mundo.

Uma coisa legal dessa onda atual de filmes da Marvel é que são todos independentes, mas conectados. Você não precisa ver os outros filmes, mas, para quem acompanha, existe uma ordem cronológica dos eventos. Este filme se passa pouco depois de Os Vingadores, citado algumas vezes ao longo da projeção.

Um bom “blockbuster de verão”, Thor: O Mundo Sombrio tem um pé na ficção científica e outro na aventura descompromissada. Com um bom ritmo e boas cenas de ação, esta continuação é tão boa quanto o primeiro filme.

A direção ficou a cargo do pouco conhecido Alan Taylor. Curioso isso, já que o primeiro Thor foi dirigido por ninguém menos que Kenneth Brannagh, famoso por filmes mais “sérios”. Taylor tem currículo discreto no cinema, fez apenas uns dois ou três filmes que pouca gente viu, mas tem extensa carreira na tv. Ele dirigiu vários episódios de Game Of Thrones, deve ter sido por isso que foi chamado.

O elenco repete todos que estavam no primeiro filme: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Rene Russo, Jaimie Alexander, Idris Elba e Ray Stevenson, entre outros. A novidade fica com Christopher Ecclestone e Adewale Akinnuoye-Agbaje, que estão bem como vilões. Mas é Tom Hiddlestone quem mais uma vez rouba a cena, as melhores tiradas do roteiro são do seu Loki – ele se transformando em outro Vingador foi sensacional. Por outro lado, o alívio cômico de Kat Dennings ficou forçado. Ah, claro, como sempre, tem o Stan Lee em uma ponta.

O filme tem ótimos momentos – a invasão dos elfos negros a Asgard é muito boa, assim como toda a cenografia dos diferentes mundos. Pena que o roteiro tenha alguns escorregões aqui e ali. Nada grave, felizmente.

Agora o “momento implicância”: onde estava a SHIELD? Assim como em Homem de Ferro 3, a SHIELD podia aparecer para ajudar quando “o bicho pegou”. Mas Thor teve que se virar sozinho, como também fez Tony Stark.

Outra: no primeiro filme, heu já tinha falado que era estranho ter um “deus nórdico” negro – Heimdall é interpretado por Idris Elba. Me pareceu estranho um negro em Asgard. E agora, acontece o inverso: por que colocaram um branco (Christopher Ecclestone) para ser um “elfo negro”? Dá pra entender?

Por fim, como acontece em todos os filmes da Marvel, temos cena depois dos créditos. Aqui são duas cenas! A primeira, logo após os créditos principais, serve para apresentar um novo personagem, que deve estar no Vingadores 2. Deve ser um personagem importante, porque é interpretado por Benicio Del Toro! E, depois dos últimos créditos, no fim mesmo, rola uma cena que. Na minha humilde opinião, foi desnecessária.

p.s.1: Peguei um ônibus pra ver o filme em outro bairro pra evitar o 3D. Prefiro em 2D mesmo.

p.s.2: Sou o único que achou as cenas da Natalie Portman em Asgard parecidas com Star Wars ep 3?

Aposta Máxima

Crítica – Aposta Máxima

Com problemas financeiros, um universitário que costuma jogar cartas pela internet viaja até a Costa Rica, onde vai tentar encarar uma espécie de mafioso de cassino online.

Sabe quando um filme não chega a ser ruim, mas está bem longe de ser bom? É o caso de Aposta Máxima (Runner Runner, no original).

A história é simples e besta. Não chega a ser mal desenvolvida, mas é previsível e cheia de clichês. E os personagens são muito mal desenvolvidos.

Parece que o diretor Brad Furman queria se basear no star power de Ben Affleck e Justin Timberlake. Affleck é um caso raro (talvez o único) de ator notadamente limitado que tem dois Oscars no currículo – nenhum dois dois é de ator, diga-se de passagem (ele ganhou Oscar de roteiro por Gênio Indomável e de melhor filme como produtor de Argo). Timberlake até fez alguns filmes legais (A Rede Social, O Preço do Amanhã), mas ainda está na categoria “cantor que faz filmes”. Ou seja, nenhum dos dois está mal (dentro do esperado pelos seus currículos), mas também nenhum dos dois chama a atenção. Ah, também tem a Gemma Arterton. Mas… seu personagem é muito mal construído, de longe o pior persinagem do filme, e, pra piorar, ela nem está bonita.

O que se salva no filme são algumas belas imagens na Costa Rica. A fotografia do filme é bonita.

Pouco, muito pouco. Aposta Máxima não chega a ser ruim, mas fica devendo. Se estivesse na escola, não passaria direto, ficaria de recuperação.

Maré Vermelha

Crítica – Maré Vermelha

Hora de rever Maré Vermelha!

No meio de uma crise internacional, um submarino nuclear recebe ordens para atacar uma base rebelde russa. Logo em seguida é recebida uma nova mensagem, porém incompleta devido a uma falha na transmissão. Enquanto o capitão acha que eles devem se manter fiéis à ordem original, o segundo na hierarquia crê que a solução é esperar pela mensagem completa.

Dirigido por Tony Scott, Maré Vermelha (Crimson Tide, no original) é um bom thriller de ação de 1995, que traz um dilema interessante: dependendo da decisão tomada, o submarino pode impedir a terceira guerra mundial – ou então começá-la.

Quase todo o filme se passa dentro de um submarino, criando um clima claustrofóbico e tenso por causa da proximidade da guerra e pelo excesso de testosterona. O elenco, quase todo masculino, é uma das melhores coisas de Maré Vermelha. Gene Hackman e Denzel Washington estão excelentes, assim como Viggo Mortensen (pré Senhor dos Aneis), James Gandolfini (pré Sopranos), Matt Craven e George Dzundza. Steve Zahn pouco aparece num papel pequeno.

O roteiro, escrito por Michael Schiffer, tem uma história curiosa. Poucos anos antes, Scott nos apresentou um de seus melhores filmes, Amor À Queima Roupa, baseado no roteiro de um cara então pouco conhecido, um tal de Quentin Tarantino, na época ainda um jovem promissor com apenas um filme no currículo como diretor (Cães de Aluguel) (Assassinos por Natureza, também com seu roteiro, só seria lançado um ano depois), Scott estava em baixa nos anos anteriores (no início da carreira, Scott fez o elogiado Fome de Viver e o estrondoso sucesso de bilheteria Top Gun, e nunca mais emplacara um sucesso, nem de crítica, nem de público.). Ou seja, Amor À Queima Roupa foi muito bom para a carreira de ambos, tanto do diretor quanto do roteirista.

Dessa amizade vieram algumas cenas de Maré Vermelha. Scott tinha em mãos um filme muito sisudo. Tarantino então escreveu algumas cenas para deixar o filme mais leve. É fácil ver as cenas em questão, são cenas que mudam um pouco o foco, como a discussão sobre o desenhista do Surfista Prateado, ou a cena do Kirk e Scotty. Não preciso dizer que são minhas partes favoritas do filme…

Rota de Fuga

Crítica – Rota de Fuga

E, finalmente, um filme estrelado pela dupla Stallone & Schwarzenegger!

Um especialista em fugas de prisão, que ganha a vida testando possíveis falhas de segurança em presídios, é levado para uma prisão secreta e super segura, e agora precisará de todo o seu know-how para escapar de lá.

Desde os anos 80 e 90, todo fã de filmes de ação se perguntava por que Stallone e Schwarzenegger não trabalhavam juntos. O máximo que a gente teve foi uma imagem de Stallone em O Último Grande Heroi e uma citação a Schwarzenegger em um diálogo de O Demolidor. E o pior é que a gente sabia que eles eram amigos, a gente via fotos deles nos restaurantes Planet Hollywood (franquia dos dois junto com Bruce Willis). Até que em 2010 vimos Os Mercenários, onde os dois apareciam juntos pela primeira vez, em uma breve cena. Na continuação Mercenários 2, de 2012, a interação é maior, mas ainda era apenas em parte do filme. Agora sim, temos, juntos, os dois maiores nomes do cinema de ação dos anos 80 e 90!

Rota de Fuga (Escape Plan, no original), foi dirigido pelo sueco Mikael Håfström, que já nos apresentou filmes legais como 1408 e outros maomeno como O Ritual. Aqui ele acertou a mão. O roteiro de Rota de Fuga deixa as piadinhas e referências aos Rambos e Exterminadores de lado (piadinhas que cabem muito bem na franquia Mercenários), temos um filme mais sério, e com um ritmo muito bom. E aquela cena, onde Schwarza pega a metralhadora de grande calibre e coloca no braço, e vemos um close nos seus olhos, em câmera lenta, é um clichê muito legal! Pra completar, o cenário também ajuda – a prisão onde se passa quase todo o filme é um espetáculo.

Os dois atores-ícones estão bem. Stallone e Schwarzza têm idades e portes físicos compatíveis, e, principalmente, têm boa química juntos. E Jim Caviezel e Vincent D’Onofrio estão excelentes como o diretor do presídio e o parceiro cheio de TOC. Ainda no elenco, Amy Ryan, Sam Neill, Vinnie Jones e Faran Tahir.

Resumindo: um bom filme pipoca. E a prova que Stallone e Schwarzenegger ainda são grandes nomes no cinema de ação.

Por fim, queria comentar que os tempos estão mudando, e a terceira idade não é o que era anos atrás – felizmente! Duas semanas atrás vi o Black Sabbath na Apoteose. Três sessentões fizeram um show sensacional para um público onde quase todos eram mais novos – Ozzy e Gezzer Butler estão com 64 anos; Tony Iommi, com 65. E agora vemos um filme de ação com direito a tudo o que o estilo pede, estrelado por dois senhores de 67 (Stallone) e 66 anos (Schwarzenegger). Quero uma terceira idade assim quando for a minha vez!