O Caçador / The Chaser / Chugyeogja

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O Caçador / The Chaser / Chugyeogja

Mais um filme coreano. Desta vez, um policial. E muito bom!

Joong-ho é um ex policial que se tornou cafetão, mas resolve voltar à ação quando suas meninas começam a desaparer. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente. Joong-ho começa então uma caçada ao tal cliente.

É um thriller de ação, mas não se trata do “mais do mesmo” que assola Hollywood. Joong-ho é um “mocinho” um pouco fora do clichê maniqueísta, e o roteiro traz reviravoltas que nunca aconteceriam em uma possível refilmagem americana.

O filme tem momentos tensos, muito bem filmados pelo diretor estreante Hong-jin Na. Traz momentos violentos também, muito sangue jorra pela tela. E também rolam os momentos engraçados. Pelo menos por aqui, foi muito engraçado ouvir a menininha de sete anos dizer, em coreano, que seu pai foi para o Brasil, especificamente para o Rio de Janeiro!

As cópias estão legendadas, o filme deve entrar em cartaz. Fica aqui então a recomendação para que gosta de filmes de ação e quer variar um pouco da velha fórmula Hollywoodiana!

O Sequestro do Metrô 123

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O Sequestro do Metrô 123

Admito, sou fã do John Travolta. E fiquei com vontade de ver este O Sequestro do Metrô (The Taking of Peelham 123) desde que o vi no trailer, como um vilão “mau como um pica-pau”.

A trama é simples: Ryder (Travolta) lidera um grupo que sequestra um vagão do metrô de Nova York e exige um resgate de milhões de dólares. Walter Garber (Denzel Washington) é o funcionário do metrô que faz a negociação pelo telefone.

O diretor é Tony Scott, que nos anos 80 tinha a alcunha de “o irmão mais pop de Ridley Scott”. Afinal, enquanto Ridley fez Alien e Blade Runner, Tony dirigiu Top Gun e Dias de Trovão. Mas, desde Amor À Queima Roupa (com roteiro de Quentin Tarantino), a carreira de Tony deu um upgrade – depois disso ele fez Maré Vermelha, Inimigo do Estado, Domino e Deja Vu, entre outros.

Este filme é na verdade mais uma segunda refilmagem. Mas não vi nenhuma das outras duas versões, então nem tenho como comparar. Mas posso dizer que Scott fez um bom trabalho com sua câmera nervosa e edição ágil. Outra coisa que ajuda muito são as atuações dos dois grandes atores protagonistas. O trabalho de Travolta e Washington, como sempre, aliás, vale o ingresso.

O filme é bem feito, ok, tá tudo no lugar certo, mas… Ao fim da projeção a gente se pergunta: “e aí?” É um filme correto, vai agradar o grande público, mas é bem comportado demais, e por isso mesmo, efêmero e facilmente deixado de lado.

Resumindo: boa opção, mas apenas para quem procura algo descartável.

DOA – Vivo ou Morto

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DOA – Vivo ou Morto

Quem me conhece sabe que sei apreciar um filme só pelo formato, mesmo que este filme não seja lá grandes coisas. Este é o caso de “DOA – Vivo ou Morto”.

Vários lutadores são convidados para um torneio numa ilha paradisíaca, onde disputarão uma competição daquelas onde quem perde uma luta é eliminado, e quem ganha vai para a luta seguinte, até sobrar só um.

“DOA – Vivo ou Morto” é baseado num videogame. Nunca joguei o videogame, mas dá pra ter uma ideia de como é, afinal o próprio filme segue a seqüência das lutas.

E por que falei lá em cima sobre o formato? Porque a história deste filme é uma grande bobagem. A graça do filme está no visual, tanto das locações quanto das atrizes. São quatro lutadoras, a princípio rivais: uma ladra de jóias (Holly Valance), uma profissional de luta-livre (Jaime Pressly), uma princesa ninja (Devon Aoki) e a filha de um antigo ganhador do mesmo torneio (Sarah Carter). Cada uma mais bonita e sexy que a outra – a fotografia do filme realça a beleza de cada uma delas, com muita câmera lenta e ângulos bem escolhidos.

É interessante notar que não há uma única cena de nudez no filme, e mesmo assim temos várias cenas, digamos, “interessantes”. Vejam esta cena pelo youtube, onde Holly Valance bate em três ao mesmo tempo, enquanto se veste.

Além disso, ainda tem o lindíssimo visual das locações – não sei exatamente onde foi filmado, apenas sei que foi na China. E, claro, trata-se de um filme de luta, então ainda temos várias lutas muito bem coreografadas. Plasticamente, o visual do filme é muito legal!

Como falei lá no primeiro parágrafo, o filme não é lá grandes coisas. Mas pode ser uma boa diversão para aqueles dias que queremos ver um bom videoclipe!

Rede de Mentiras

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Rede de Mentiras

Tenho o hábito de de vez em quando passear por locadoras que vendem dvds usados para “garimpar”. Outro dia vi este Rede de Mentiras, dirigido pelo Ridley Scott (AlienBlade Runner) e estrelado por Leonardo DiCaprio e Russell Crowe. Perdi quando passou nos cinemas, então resolvi levar pra casa.

Rede de Mentiras toca num assunto delicado: Oriente Médio. DiCaprio e Crowe são agentes da CIA na luta contra o terrorismo – um está em Langley, nos EUA, enquanto o outro está baseado em Amã, na Jordânia. Para se aproximar da Al Qaeda, resolvem “inventar” um terrorista – daí as “mentiras” do título.

O filme é a cara do outro Scott, o Tony, irmão mais novo de Ridley. Tony Scott nos deu filmes como Inimigo do Estado e Deja Vu, onde vemos um monte de câmeras de vigilância e imagens de satélites – boa parte de Rede de Mentiras segue essa onda.

Rede de Mentiras não é um filme obrigatório na excelente filmografia de Ridley Scott, mas é eficiente no que se propõe. A trama, baseada no livro homônimo de David Ignatius, é interessante e muito bem conduzida. Só não convence muito: será que no mundo real seria tão fácil assim criar tal rede de mentiras?

A princípio achei que o personagem do DiCaprio era árabe – felizmente tiveram bom senso e não fizeram isso, ia ser muita forçação de barra, não?

Curiosidade: os hoje astros Crowe e DiCaprio já dividiram a tela antes, no distante ano de 1995, no faroeste trash Rápida e Mortal, de Sam Raimi (Arraste-me Para O Inferno). Só que o star power de ambos era bem menor: enquanto DiCaprio era uma jovem estrela em ascenção, Crowe era praticamente um desconhecido.

Juízo Final

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Juízo Final

Sexta passada estreou o novo filme do diretor Neil Marshall, o mesmo dos interessantes Cães de Caça (com lobisomens) e Abismo do Medo (sobre seres misteriosos dentro de uma caverna). Bem, nem tão novo assim, já que trata-se de um filme do ano passado.

Um perigoso vírus mortal, altamente contagioso, se espalha pela Escócia. Altos muros sao construídos nas fronteiras e a população é deixada para morrer. Anos mais tarde o vírus reaparece em Londres, e então uma equipe é enviada para a Escócia para tentar encontrar a cura.

E vem a pergunta: o filme é bom? Não, não é bom. Mas também não é ruim. Na verdade, é muito divertido!

Imagine uma mistura de Extermínio, Mad Max, Highlander e Gladiador. Difícil de imaginar, né? Pois Juízo Final é por aí. Heu avisei que o filme não era bom…

O roteiro tem vááários furos, tipo, como é que o vírus reapareceu, 27 anos depois? Ou como é que os satélites não pegavam os movimentos da “gangue do Sol”? Isso sem contar com a inacreditável perseguição de carros no fim do filme!

Mas aí tem o lado trash da história. Se a gente relevar esses (muitos) pontos, o filme fica realmente divertido! O filme começa como um suspense policial com ar sério, de repente vira um trash pós apocalíptico e logo depois um filme medieval, pra terminar com perseguições de carros.

No papel principal, Rhona Mitra (que recentemente entrou na franquia Anjos da Noite para substituir Kate Beckinsale como o principal papel feminino – mas com um personagem diferente) cumpre bem o papel: bate bem, apanha bem e está o filme todo com uma roupinha preta justa mostrando todas as suas formas. Ainda temos papéis menores dos grandes Bob Hoskins (Uma Cilada Para Roger Rabbit) e Malcom McDowell (Laranja Mecânica, e que recentemente estava nas telas cariocas na refilmagem de Halloween). O resto do elenco – sem nomes famosos – está caricato na medida certa.

A “parte medieval” é mais crível que o “momento Mad Max”. Se o filme seguisse só esse caminho, acredito que ia ficar bem melhor, sem aquela salada toda…

Mesmo assim, disse antes e repito: o filme não é ruim. Heu, pelo menos, me diverti!

O Enigma da Pirâmide

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O Enigma da Pirâmide

O sobrenome da minha filha por parte de mãe é Holmes – a mãe dela é inglesa. Claro que heu sempre tive vontade de mostrar logo pra ela quem foi Sherlock Holmes! Aí aproveitei pra rever com ela este interessante filme “menor” dos anos 80.

O Enigma da Pirâmide, que numa tradução literal seria O Jovem Sherlock Holmes, conta a história da juventude do famoso detetive da literatura inglesa. Mas é uma obra “original” – não é escrita por Arthur Conan Doyle. Mesmo assim, o roteirista Chris Columbus (que antes tinha escrito Gremlins e Goonies depois dirigiria os primeiros Esqueceram de Mim e os primeiros Harry Potter) soube respeitar toda a mitologia “holmesiana”.

Holmes (Nicholas Rowe), ainda adolescente, conhece aquele que virá a ser o seu grande companheiro, Watson (Alan Cox), e juntos eles resolvem um caso misterioso que envolve assassinatos, drogas alucinógenas e um culto egípcio proibido.

Por que falei que era um filme “menor”? Porque apesar de ser um filme muito legal, não foi tão badalado, apesar de ter o nome de Steven Spielberg na produção executiva. Talvez isso tenha acontecido por causa dos nomes envolvidos: o diretor Barry Levinson fez alguns filmes interessantes, mas nunca se firmou no primeiro escalão de Hollywood, assim como os atores principais tampouco fizeram algo digno de nota depois deste filme – ainda no elenco, temos Anthony Higgins e Sophie Ward.

Mesmo assim, o filme é bom. A história é consistente, as atuações funcionam bem, e os efeitos especiais são muito interessantes. Tão interessantes que merecem um parágrafo novo de destaque.

Uma curiosidade técnica sobre este filme: trata-se de um marco na evolução dos efeitos especiais, apesar de serem efeitos discretos. Na cena do vitral, foi a primeira vez na história do cinema que apareceu um personagem criado por computador – os hoje famosos “cgi”. A animação mostra uma figura 2D num cenário 3D, e ainda interagindo com um ator humano! Esta cena custou quatro meses de trabalho para a Industrial Light & Magic.

Mais uma coisa: veja o filme até o fim dos créditos. Há uma cena extra, exclusiva para os fãs de Sherlock Holmes.

Inimigos Públicos

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Inimigos Públicos

Muito tem se falado deste novo filme do diretor Michael Mann, estrelado por Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard. Muita gente fala mal, assim como muita gente fala bem. Curioso, não?

Inimigos Públicos conta a história de John Dillinger (Johnny Depp), um ladrão de bancos que vivia como popstar, ao lado de sua namorada Billie Frechette (Marion Cotillard), enquanto era caçado por Melvin Purvis (Christian Bale), agente especial do FBI.

O que o filme tem de bom? A resposta está no visual do filme: o talento do diretor Michael Mann em construir belas imagens e belas sequências. De uns tempos para cá, Mann tem usado câmeras digitais no lugar da tradicional película, o que funcionou perfeitamente em filmes de visual mais moderno, como Miami Vice e Colateral. E aqui, num filme de época com visual mais clássico, o resultado também ficou belíssimo.

Por outro lado, a câmera na mão, “nervosa”, usada como se fossem imagens documentais, deixou parte da audiência incomodada. Realmente, num filme de mais de duas horas, esse estilo pode cansar.

Outro problema é justamente a duração do filme. Me lembrei justamente de outro filme do mesmo Mann, Fogo contra Fogo, filme que tem uma das melhores sequências de tiroteio da história do cinema, mas que peca por ser longo demais. Inimigos Públicos tem o mesmo defeito: se por um lado ficamos embevecidos com algumas das belíssimas sequências, por outro lado o filme poderia ser mais curto.

Salvam-se no filme as atuações de Depp (como sempre) e da francesa Cotillard, que recentemente levou um Oscar para casa, por Piaf. Já Bale não faz nada além do feijão com arroz – ele parece um pouco acomodado com a carreira, no último Exterminador ele também estava apático.

G.I. Joe – A Origem de Cobra

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G. I. Joe – A Origem de Cobra

Um filme baseado em bonequinhos pode ser um dos melhores filmes do ano? Bem, se você pensou em Transformers, a resposta é não. Mas se pensou em G. I. Joe – A Origem de Cobra, sim, estamos falando de um dos melhores filmes de ação do ano!

Mas antes de falar do filme, preciso antes falar uma coisa sobre a minha infância. Nasci em 71. No fim da década de 70, surgiu um boneco, o Falcon, que era muito legal, bem articulado, mexia até os dedos! Era do tamanho de uma Barbie – aliás, as meninas pegavam nossos Falcons para serem os “namorados” das Suzis, a Barbie da época. E me lembro exatamente do que vinha escrito na caixa do Falcon: “Falcon – Comandos em Ação”. Bem, anos depois, surgiu uma outra série de bonecos, bem menores e bem mais “pobres” nas articulações, era a série “Comandos em Ação”. Bem, este filme se baseia nesta segunda série de bonecos, claro. Mas pra mim, “comandos em ação” ainda é Falcon…

Voltemos ao filme! Por que este filme é legal? Porque não precisamos conhecer nada sobre os bonecos para nos divertirmos com o filme. Quem me conhece sabe que gosto é de cinema, então se um filme é baseado em outra coisa, não acho que preciso saber algo sobre o original, e sim sobre o filme em questão. Filme com pré-requisito não pode ser filme legal! 😉

A história não tem nada demais. Super vilões querem usar uma super bomba nanotecnológica com ajuda de um pequeno exército também nanotecnológico. Os super mocinhos G. I. Joe, também super secretos, os combatem, usando parafernálias que deixariam James Bond com inveja.

O filme tem tudo o que o público procura: efeitos especiais alucinantes, muitos tiros, muitas explosões, várias lutas muito bem coreografadas e mocinhos e vilões cool. Temos até atores infantis em lutas de artes marciais! Tudo isso num ritmo acelerado, de deixar sem fôlego! Pergunto: precisa de mais alguma coisa?

O elenco é quase perfeito. O quase desconhecido Channing Tatum é o protagonista Duke, que é auxiliado por Adewale Akinnuoye-Agbaje e Saïd Taghmaoui, ambos coadjuvantes do seriado “Lost”, e Ray Park – aquele cara que faz papéis importantes em filmes idem, mas dificilmente mostra a sua cara (ele era o Darth Maul em Star Wars ep I, o cavaleiro sem cabeça em A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e o Groxo em X-Men 2; vemos seu rosto numa breve cena em Fanboys). Ah, sim, o general dos Joes é ninguém menos que Dennis Quaid, cinquentão mas ainda galã. E ainda temos Jonathan Pryce (Brazil, o Filme), Joseph Gordon-Levitt (o garoto do seriado 3rd Rock From the Sun, que cresceu e fez Killshot recentemente), Christopher Eccleston, Arnold Vosloo e Byung-hun Lee.

Novo parágrafo para falarmos de duas das melhores coisas do filme: a ruiva Rachel Nichols (P2) e a morena Sienna Miller (ambas eram loiras!). As duas estão lindíssimas, cada uma mais gostosa que a outra. E ainda por cima saem na p$#%rrada!

O “quase” lá em cima é porque, na minha humilde opinião, o único ponto fraco do filme é o careteiro Marlon Wayans (da série Todo Mundo em Pânico) como alívio cômico. Sei lá, achei meio nada a ver. Principalmente porque ainda forçam uma barra para criar um par romântico…

Claro que vai ter gente que vai torcer o nariz pro filme e dizer que é cheio de situações inverossímeis. Bem, para essas pessoas, recomendo aquele filme cabeça de quatro horas e meia de duração que está em cartaz no cineclube, a co-produção iraniana-eslovaca, falado em mandarim e com legendas em polonês… Porque, se a opção for cinema-pipoca, G. I. Joe é uma excelente opção!

No fim do filme rola um gancho pra continuação. Que venha com a mesma qualidade!

Ruas de Fogo

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Ruas de Fogo

Uma “fábula rock’n’roll”: uma linda mocinha que canta numa banda de rock é raptada por um vilão malvado, líder de uma gangue de motociclistas, e seu ex-namorado, um valentão bonitão, tem que resgatá-la.

Clássico dos anos 80, Ruas de Fogo, dirigido por Walter Hill, é um filme divertido, mas muito datado se visto hoje em dia. Temos o visual dos anos 50 nas roupas, cabelos e acessórios masculinos. Mas os cabelos femininos e a trilha sonora logo denunciam: trata-se de algo tipicamente oitentista!

Aliás, a trilha sonora de Ry Cooder é indubitavelmente o ponto alto do filme. A música “Nowhere Fast”, da one hit wonder Fire Inc., não fez tanto sucesso como Footloose ou Flashdance, mas é presença certa em festas que celebram a década de 80. E a trilha ainda tem “I Can Dream About You”, de Dan Hartman…

Existe algo curioso no elenco. O protagonista Tom Cody é interpretado por Michael Paré, uma espécie de Eric Roberts que não deu certo, um canastrão que não conseguiu emplacar mais nada na vida (só consigo me lembrar de outro filme com ele, Execução Sumária, de 86). Pesquisando pelo imdb, vemos que ele está por aí até hoje. Mas acho que sempre amargando produções menores. E, vendo o filme, vemos que ele é ruim mesmo. O ostracismo foi merecido.

Por outro lado, temos três nomes bem conhecidos no elenco. A mocinha cantora é feita pela bela Diane Lane, que tinha feito no anterior O Selvagem da Motocicleta e Vidas Sem Rumo, e chegou a ser indicada ao Oscar por Infidelidade (e falei dela aqui outro dia, por Killshot). Rick Moranis é o empresário – Moranis anda sumido, mas quem não se lembra do adorável looser que ele sempre interpretou, em filmes como Os Caça-Fantasmas, A Pequena Loja dos Horrores, S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço ou a série Querida, Encolhi as Crianças? E o malvado vilão é ninguém menos que Willem Dafoe, de Platoon, Coração Selvagem, A Última Tentação de Cristo, e, mais recentemente, Homem Aranha.

Se visto “a sério”, hoje em dia, em 2009, o filme não sobrevive à caricatura. Mas, se visto no clima certo, é diversão na certa.

Heu me diverti revendo!

Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

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Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

O que podemos esperar de um filme como esta continuação do filme Transformers, de 2007? Bem, é um filme “honesto”, que oferece aquilo que se propõe: efeitos mirabolantes em profusão, e depois disso, mais efeitos mirabolantes. E só.

Mas, afinal, quem vai ver um filme destes está esperando outra coisa?

Bom roteiro? Ah, não precisa. A gente coloca um monte de robôs bonzinhos lutando contra um monte de robôs malvados, e acrescenta umas paisagens bonitas, e ninguém vai reparar se o roteiro for absurdo!

Boas atuações? Bem, Shia LaBeouf é um cara que se souber administrar a carreira, vai longe, ele já é “herdeiro” da franquia Indiana Jones, e funciona bem em filmes pipoca. Megan Fox é linda linda linda, mas teremos que ver outro filme pra descobrir se é boa atriz – aqui ela só faz caras e bocas. Ainda temos John Turturro, o que é sempre legal, mas o seu papel é mais como um alívio cômico. E, por favor, sr. Turturro, fique com as calças da próxima vez!

Bom diretor? O cargo fica novamente nas mãos de Michael Bay, que é famoso por preferir os tais efeitos mirabolantes do que boas histórias…

Sobram os efeitos especiais, estes sim, de primeira linha. Apesar de às vezes as brigas entre robôs ficarem um pouco confusas – problema que já existia no primeiro.

E esta continuação tem um defeito um pouco mais grave: a metragem! São mais de duas horas e meia! Chega a cansar…

Resumo: veja por sua conta e risco!

p.s.: Tem uma outra coisa que sempre me incomodou, mas é com os transformers em si, e não com este filme. Na minha época de criança, Transformer era um carrinho, tipo match box (hoje em dia acho que é hot wheels), que se transformava num robô. Ok, dá pra brincar com isso. Mas aí resolveram criar um desenho animado. E sempre achei estas histórias absurdas! Como assim, um robô de outro planeta, com tecnologia melhor que a nossa, vem para cá, e vira um carro ou um caminhão???
Certos brinquedos deveriam continuar só brinquedos…