Como Não Perder Essa Mulher

Crítica – Como Não Perder Essa Mulher

Ontem falei aqui de Fading Gigolo, filme escrito e dirigido por John Turturro onde ele dá uns pegas na Sofia Vergara e na Sharon Stone. Hoje é a vez do filme escrito e dirigido por Joseph Gordon-Levitt onde ele dá uns pegas na Scarlett Johansson e na Julianne Moore. Deve ser legal ser um ator de prestígio, não?

Jon tem uma vida dedicada à família, aos amigos e à igreja, mas tem como vício assistir pornografia online, e por isso desenvolve expectativas irreais sobre relacionamentos.

Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, no original) é quase uma comédia romântica. Diríamos que é uma comédia romântica “torta”. Afinal, estas são quase sempre direcionadas ao público feminino, público que dificilmente vai apreciar um filme que se propõe a discutir o vício em pornografia.

Porque, tirando a pornografia, a estrutura da primeira metade de Como Não Perder Essa Mulher se parece com os clichês das comédias românticas por aí. Mocinho conhece a mocinha, rolam problemas no relacionamento… Sorte que a segunda parte é menos previsível. Tá, o roteiro não é nada revolucionário, mas pelo menos não é “o de sempre”. Ah, gostei da participação da irmã de Jon, apesar de ser um momento “Silent Bob em Procura-se Amy“.

Aliás, é bom avisar: a pornografia aqui é apresentada de maneira quase explícita. As cenas com os atores do filme são discretas, mas tem vários trechos extraídos da internet, que mostram quase tudo.

Joseph Gordon-Levitt escreveu e dirigiu o filme, mas não sei se palpitou na edição. A edição do filme é uma das melhores coisas de Como Não Perder Essa Mulher, gostei do modo como é mostrada a rotina repetitiva de Jon.

Como aconteceu com Fading Gigolo, o melhor aqui é o elenco. O trio principal está bem. Além deles, Como Não Perder Essa Mulher conta com Tony Danza, Glenne Headly e Brie Larson.

Este é outro filme que passou no Festival do Rio que não tem distribuição garantida no mercado brasileiro. Estranho, porque acho que um filme com este elenco seria fácil de vender…

p.s.: Encerro aqui os meus comentários sobre o Festival do Rio 2013. Além dos 15 filmes que falei aqui, também vi Only Lovers Left Alive, do Jim Jarmusch. Mas estou atrasado com outros filmes de fora do Festival, vou ficar devendo esse!

Fading Gigolo

Crítica – Fading Gigolo

Um dono de livraria de meia-idade em sérios problemas financeiros resolve transformar um velho amigo em garoto de programa para belas mulheres endinheiradas.

John Turturro é um excelente ator, ninguém duvida disso, mas também é muito feio. Mas ele não é um cara bobo – escreveu um roteiro e dirigiu o filme onde ele faz um ménage a trois com a Sharon Stone e a Sofia Vergara…

A presença das duas musas balzaquianas não é o único atrativo do filme. Fading Gigolo também traz uma rara participação de Woody Allen como ator em um filme que não foi nem escrito nem dirigido por ele.

No fundo, Fading Gigolo até parece um “filme de Woody Allen” – meio comédia, meio drama, baseado em atores e não em efeitos especiais ou cenas de ação ou tensão.

E, na minha humilde opinião, é justamente na separação entre comédia e drama que está o problema de Fading Gigolo. A parte comédia é muito melhor que a parte drama! Allen está inspiradíssimo, quase todos os seus diálogos são geniais – e muito engraçados. Já as cenas da Avigal (Vanessa Paradis) são bem menos empolgantes…

Mesmo assim, o bom elenco segura a qualidade do filme. Além dos já citados Turturro, Allen, Sofia, Sharon e Vanessa, Fading Gigolo ainda conta com Liev Schreiber – todos estão bem.

Curiosamente, Fading Gigolo ainda não tem exibição garantida aqui no Brasil. Estranho, porque o filme tem potencial de bilheteria, na minha humilde opinião.

Clear History

Crítica – Clear History

Um filme escrito e estrelado por Larry David e dirigido por Greg Mottola, o mesmo de Paul? Claro que quero ver!

Às vésperas de um lançamento de um novo modelo de carro elétrico, um dos sócios encrenca com o nome do produto e decide abrir mão de sua parte na sociedade. Mas o carro é um sucesso e ele deixa de ganhar milhões. Dez anos depois, vivendo sob um pseudônimo, ele decide armar uma vingança contra seu antigo sócio.

Larry David é um dos criadores de Seinfeld, ao lado do Jerry Seinfeld, mas hoje em dia ele é mais famoso pela série Segura A Onda / Curb Your Enthusiasm, escrita e estrelada por ele. Acompanhei algumas temporadas, a série tinha uma fórmula básica: David interpretava ele mesmo, sempre se metendo em situações sociais constrangedoras.

Clear History só não parece um episódio esticado de Curb Your Enthusiasm pelo aspecto técnico – a série tinha estética de câmera na mão e imagem de vídeo caseiro, opção felizmente não usada pelo diretor Greg Mottola. Mas o personagem Nathan / Rolly parece ter saído direto da série.

A lógica social de Larry David muitas vezes soa forçada no “mundo real”. Me parece quase sempre uma “tempestade em copo d’água. Por exemplo: determinado momento do filme, cria-se um clima tenso por causa de talheres colocados em cima da mesa de um restaurante. Este é o problema de Clear History. A trama se baseia em um sujeito constrangido porque perdeu muito dinheiro em um negócio mal conduzido. Mas para o filme funcionar, TODOS precisam se lembrar dos detalhes da história, mesmo dez anos depois. E na vida real, as pessoas iam se esquecer por ser um fato menos relevante.

Deixando esse detalhe de lado, o filme é bem divertido. Os órfãos da série (foi ao ar entre 2000 e 2011) podem se reencontrar com o velho rabugento que questiona várias convenções sociais, e quase sempre sem o menor tato ao fazer isso…

O elenco é cheio de nomes legais, como John Hamm, Kate Hudson, Eva Mendes, Amy Ryan, Bill Hader, Danny McBride e Philip Baker Hall, além do próprio Larry David, claro. Mas o melhor do elenco sem dúvida é Michael Keaton, que parece fazer uma versão “viva” do seu Beetlejuice!

Clear History é um “filme de tv”, foi feito pela HBO e não foi lançado nos cinemas lá fora. Por isso, não sei se vai entrar no circuito por aqui…

Wrong Cops

Crítica – Wrong Cops

Oba! Filme novo de Quentin Dupieux!

Várias histórias intercaladas sobre um grupo de policiais imorais em Los Angeles.

Quase ninguém conhece Quentin Dupieux, sei disso. E de onde veio a minha empolgação do primeiro parágrafo? Ora, Dupieux é o roteirista e diretor de Rubber, o filme do “pneu telepático em missão demoníaca”, uma das bobagens mais engraçadas que vi nos últimos anos!

Wrong Cops não é tão bom quanto Rubber. Mesmo assim, é bem divertido.

Dupieux tem um estilo completamente não convencional de filmar. Wrong Cops é repleto de zooms e imagens congeladas aleatoriamente. A trilha sonora eletrônica (composta por Dupieux) parece completamente fora do lugar. E o humor também não é nada convencional. Humor negro e politicamente incorreto são uma constante aqui.

No elenco, vários nomes pouco conhecidos, e uma ponta de Marilyn Manson. As atuações são caricatas, mas acho que foi intencional.

Pena que o humor de Wrong Cops nem sempre funciona, às vezes resvala na grosseria. E outras vezes é simplesmente sem graça – pecado mortal para uma comédia.

No fim, Wrong Cops é um passeio divertido, mas só para alguns iniciados. Porque se você não conhece o trabalho do diretor, veja Rubber primeiro.

The Zero Theorem

Crítica – The Zero Theorem

Terry Gilliam voltou ao estilo de Brazil – O Filme. Será que é uma boa?

Qohen Leth é um gênio da computação que vive num universo dominado por grandes corporações. Sofrendo de uma profundo angústia existencial, trabalha sob as ordens de uma figura sombria conhecida como o Gerente. Sua missão é resolver o Teorema Zero, uma fórmula matemática que finalmente revelará o verdadeiro sentido da vida.

Respondendo a pergunta do primeiro parágrafo, a notícia é boa e ruim ao mesmo tempo. Boa, porque o filme é o melhor dele em um bom tempo; ruim, porque somos obrigados a comparar The Zero Theorem com Brazil. E na comparação, um filme apenas legal perde para uma obra prima.

Já falei aqui antes, Terry Gilliam é um dos poucos autores que sobraram no cinema contemporâneo (ao lado de Tim Burton e Jean Pierre Jeunet, e mais um ou outro que não me lembro agora). Seus filmes têm “cara de Terry Gilliam”. Desde de que largou o Monty Python e seguiu em carreira de diretor, ele fez vários filmes que criaram uma identidade visual única, como O Pescador de Ilusões12 Macacos, As Aventuras do Barão Munchausen, Bandidos do Tempo, Medo e Delírio ou O Imaginário do Dr. Parnassus, além do já citado Brazil. Você pode até não gostar, mas tem que admitir que o cara tem estilo próprio.

O início do filme impressiona pela semelhança com Brazil, com um cenário que mistura um visual futurista e retrô ao mesmo tempo – tem um computador super moderno ao lado de um telefone de décadas atrás. Aliás, diria que o visual desta parte inicial parece uma mistura de Brazil com as cores do De Volta Para o Futuro de 2015…

Quem me conhece sabe que gosto de personagens bizarros. Nesse ponto, The Zero Theorem não decepciona. Christopher Waltz mostra (mais uma vez) que é um dos melhores atores contemporâneos com o seu Qohen (“sem U”) que se refere a si mesmo no plural. Mélanie Thierry (Babylon A.D.) e Lucas Hedges (Moonrise Kingdom) também estão bem como coadjuvantes, e David Thewlis parece interpretar uma versão do ex-Python Michael Palin. Matt Damon e Tilda Swinton fazem divertidas participações especiais.

O filme é repleto de detalhes geniais espalhados, como a caixa de pizza que canta, os médicos que parecem estar dentro de uma piscina vazia, ou a animação do site, que lembra o estilo de animação do próprio Terry Gilliam na epoca do Monty Python. Mas o ritmo não é tão bom, a segunda parte do filme cansa. E aí a gente volta à comparação com Brazil, e constata que Gilliam infelizmente não conseguiu um resultado tão bom.

Em 2005, Terry Gilliam lançou dois filmes, Irmãos Grimm e Contratempos, e ambos decepcionaram. Em 2009, com O Imaginário do Dr Parnassus, ele mostrou uma guinada em direção aos bons filmes de outrora, mesmo com um filme médio. The Zero Theorem não se tornará nenhum clássico, mas confirma esta guinada. Pena que, aos 72 anos, talvez seja tarde demais para uma volta por cima.

Mas torço para estar errado.

p.s.: Por que diabos o Festival não traduziu o nome do filme? Qual o problema de “Teorema Zero”?

Brazil – O Filme

Crítica – Brazil – O Filme

Hora de rever uma obra prima de Terry Gilliam!

Sam Lowry é um burocrata que tem sonhos onde consegue voar para longe da tecnologia e da burocracia. Mas quando tenta corrigir um erro administrativo, se torna um inimigo do estado.

Na minha humilde opinião, este é um dos dois melhores filmes do ex Monty Python Terry Gilliam (ao lado de 12 Macacos). Sou fã do cara, acho que já vi todos os filmes que ele fez.

Uma das coisas que mais chama a atenção em Brazil – O Filme é o apuro visual. Toda a cenografia e os figurinos criam um mundo ao mesmo tempo retrô e futurista – é um mundo moderno, mas as telas de computador são grandes lentes de aumento em cima de teclados de máquinas de escrever! Um detalhe importante: como o filme é de 1985, não existia CGI. Todos os efeitos e cenários são “reais”. E tudo é meticulosamente bem feito. Visualmente, o filme é sensacional!

A trama também é bem orquestrada. Acompanhamos a saga de Sam Lowry, ao mesmo tempo que vemos os seus delírios, tudo isso pontuado com vários momentos hilariantes – Brazil – O Filme não é exatamente uma comédia, mas mesmo assim o filme é muito engraçado.

O elenco também está bem. Já vi Jonathan Pryce em vários outros filmes, mas pra mim, ele será o eterno Sam Lowry. Por outro lado, não me lembro de outros filmes com a “mocinha” Kim Greist. Brazil – O Filme ainda tem Michael Palin, Ian Holm, Bob Hoskins, Jim Broadbent, e uma genial participação especial de Robert De Niro.

E por que o nome “Brazil”? Diz a lenda que um dia Terry Gilliam estava ouvindo Aquarela do Brasil, quando teve a ideia para o filme. Aliás, a música toca insistentemente ao longo de todo o filme. Mas é só isso, o resto do filme não tem nada a ver com o Brasil. Se bem que… Toda a excessiva burocracia mostrada no filme pode muito bem ter sido criada por um brasileiro…

Por fim, vou contar um “causo”. Segunda metade dos anos 80. Era comum termos sessões duplas no então cineclube Estação Botafogo. Programaram uma sessão dupla com Brazil e 1984. Heu já era fã do primeiro, mas nunca tinha visto o segundo. Fui na sessão dupla e descobri que os dois filmes são muito parecidos, apesar de propostas completamente diferentes. Recomendo a sessão dupla!

Ah, para os fãs de Terry Gilliam: The Zero Theorem, seu filme novo, passou no Festival do Rio. Em breve falo dele aqui no heuvi!

RIPD – Agentes do Além

Crítica – RIPD – Agentes do Além

Um policial recém falecido é recrutado para trabalhar no Departamento Descanse em Paz, uma espécie de agência que trabalha às escondidas na Terra, caçando mortos que se recusam a seguir seus destinos e continuam vagando pela Terra.

RIPD – Agentes do Além tem um problema básico: parece uma versão de MIB, mas com fantasmas no lugar dos alienígenas. Aliás parece uma mistura de MIB com Caça-Fantasmas. Mas… Quem me conhece sabe que não tenho nada contra a reciclagem de ideias, desde o resultado final fique bom. E isso acontece aqui: se RIPD não tem muita originalidade, isso é compensado pelo fato de ser um filme muito divertido.

Adaptado dos quadrinhos homônimos escritos por Peter M. Lenkov, RIPD – Agentes do Além é uma eficiente mistura de ação, comédia e ficção científica – um bom filme pipoca, uma montanha russa divertida e absurda. O diretor é Robert Schwentke, o mesmo de Red – Aposentados e Perigosos – coincidência ou não, outra adaptação de quadrinhos.

O elenco é um dos pontos fortes de RIPD – Agentes do Além. Jeff Bridges parece estar se divertindo muito como um velho xerife do velho oeste; já Ryan Reynolds interpreta o mesmo Ryan Reynolds de sempre. Kevin Bacon está bem como o vilão; Mary Louise Parker e Stephanie Szostak também estão bem como as principais personagens femininas. E James Hong (Blade Runner) e Marisa Miller têm papeis menores mas que geram boas piadas.

Os efeitos especiais são irregulares. Se por um lado temos algumas cenas fantásticas, como um efeito bullet time estendido quando o protagonista morre (não é spoiler, é logo no início do filme); por outro lado alguns dos mortos são tão malfeitos que parecem saídos de um filme trash!

A sessão para a imprensa foi em 3D. Algumas cenas usam bem o efeito, mas não acho algo essencial.

Enfim, boa diversão. Apesar de requentada.

Meu Namorado É Um Zumbi

Crítica – Meu Namorado É Um Zumbi

Uma comédia romântica de zumbis? Será que é uma boa ideia?

Depois de um apocalipse zumbi, um zumbi se apaixona por uma humana. O envolvimento entre os dois acaba despertando uma reação em cadeia que o transformará, assim como os outros mortos-vivos.

Respondendo à pergunta: não, não é uma boa ideia. Quer dizer, pelo menos não funcionou aqui. Meu Namorado É Um Zumbi (Warm Bodies, no original) fica devendo.

Trata-se de uma adaptação do livro Sangue Quente, escrito por Isaac Marion. A direção ficou a cargo de Jonathan Levine, famoso por 50% – esse heu ainda não vi, apesar de ter um elenco que chama a atenção (Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen e Anna Kendrick).

A comparação com a série Crepúsculo é inevitável, principalmente se a gente lembrar que são adaptações de livros direcionados ao público adolescente. Até a mocinha Teresa Palmer lembra fisicamente a atriz Kristen Stewart. Bem, Meu Namorado É Um Zumbi não é um bom filme, mas pelo menos não é tão ruim quanto Crepúsculo.

Na minha humilde opinião, Meu Namorado É Um Zumbi tem dois defeitos básicos. O primeiro é a previsibilidade – logo cedo a gente já consegue sacar como vai terminar a história. O outro é a conclusão, que foge de qualquer lógica de zumbis. É muita forçação de barra rolar uma “cura” daquele jeito, é muita necessidade de se ter um final feliz romântico – mesmo que isso não faça o menor sentido.

Tem outro problema, mas acho que é mais do lançamento brasileiro do que do filme em si. Meu Namorado É Um Zumbi foi lançado por aqui como uma comédia. E é um filme sem a menor graça… (Aliás, 50% também foi vendido como comédia, apesar de parecer um dramalhão dos brabos).

No elenco, dá pena de ver um John Malkovich completamente desperdiçado. Atores têm que pagar as contas, né? Ainda no elenco, Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Dave Franco, Rob Corddry e Analeigh Tipton.

Dispensável. Se quiser ver comédia com zumbis, veja Fido – O Mascote ou Todo Mundo Quase Morto.

Para Maiores

Crítica – Para Maiores

Fiquei dividido quando vi o trailer deste Para Maiores (Movie 43, no original). Por um lado, o elenco é um dos mais impressionantes que já vi. Por outro lado, o filme parecia ser uma comédia apelativa muito ruim.

Para Maiores é uma série de doze filmes curtos, todos de comédia, sempre usando humor ofensivo. Os filminhos são independentes entre si.

O formato lembra os divertidos Kentucky Fried Movie e As Amazonas da Lua – principalmente o segundo, pelo elenco estelar. A diferença é que Para Maiores é uma comédia sem nenhuma boa piada. Parece que os idealizadores procuraram a polêmica em vez do engraçado. O humor é grosseiro, adolescente – e bobo.

E, inexplicavelmente, o elenco conta com Kate Winslet, Hugh Jackman, Naomi Watts, Halle Berry, Emma Stone, Anna Faris, Gerard Butler, Johnny Knoxville, Sean William Scott, Chloe Grace Moretz, Chistopher Mintz-Plasse, Elizabeth Banks, Josh Duhamel, Richard Gere, Kate Bosworth, Kristen Bell, Leslie Bibb, Uma Thurman, Jason Sudeikis, Liev Schreiber, Justin Long, Terrence Howard, Patrick Warburton, Katrina Bowden e Jack McBryar, entre outros. Como convenceram essa galera a entrar nessa roubada?

Entre os diretores, alguns nomes também surpreendem. Ok, um nome como Peter Farrelly (Quem Vai ficar Com Mary) é coerente. Mas o que os atores Elizabeth Banks e Griffin Dunne estão fazendo dirigindo filminhos aqui?

Pelo imdb, tem gente dizendo que o filme é “ofensivo”. Sim, é. Para Maiores é um mix de vários tipos de piadas de baixo calão. Mas este não é o problema. O problema é ser uma comédia sem graça. Ted, uma das comédias mais divertidas do ano passado, tinha humor grosseiro e politicamente incorreto, mas era um filme engraçado. Não tenho nada contra humor grosseiro; mas tenho tudo contra humor sem graça. Só adolescentes descerebrados vão achar graça em piadas com fezes, menstruação, testículos ou pelos pubianos.

Enfim, dispensável.

p.s.: Descobri que existem duas versões do filme. Segundo o imdb, o filme é guiado por um segmento estrelado por Dennis Quaid e Greg Kinnear, que não está no arquivo disponível nos torrents por aí. No lugar, tem um filmete bobo estrelado por adolescentes. Não sei por que as versões diferentes. Mas, de qualquer maneira, duvido que o segmento de Quaid e Kinnear seja bom…

O Dobro Ou Nada

Crítica – O Dobro Ou Nada

Filme novo do Stephen Frears, estrelado por Bruce Willis, Rebeca Hall e Catherine Zeta-Jones? Pode ser legal.

Beth trabalha como stripper, mas ao ter contato com um cliente perigoso, resolve ir para Las Vegas. Lá, começa a trabalhar com apostas, na empresa Dink Inc. Boa com números, tem problemas ao se apaixonar pelo patrão.

Pode ser legal? Podia, mas não é. O Dobro Ou Nada (Lay the Favorite, no original) é uma grande decepção. O filme é sem graça e não leva a lugar algum. Mas o pior é a grande quantidade de personagens mal construídos.

Os personagens são péssimos! Beth, a protagonista, interpretada por Rebecca Hall, passa o filme inteiro andando de shortinho e enrolando o cacho do cabelo, como se fosse uma adolescente, algo incoerente com sua postura profissional. Tulip, a personagem de Catherine Zeta-Jones, primeiro posa de esposa ciumenta, pra depois ficar amiguinha da mulher que tentou seu marido. Vince Vaughn nem é uma das piores coisas aqui, mas o seu exagerado Rosie chega a irritar, sorte que pouco aparece. Joshua Jackson parece perdido com o seu sub aproveitado Jeremy. Acho que o único que se salva é Bruce Willis, seu Dink não é um grande personagem, mas pelo menos não está mal.

E o pior de tudo é constatar que o roteirista é D.V. DeVincentis, o mesmo do excelente Alta Fidelidade, também dirigido por Frears. Ambos os roteiros são baseados em livros, desconfio que um dos livros deve ser bem melhor que o outro…

Enfim, desnecessário…