Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos

Morgue Story

Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos

Voltemos ao Festival do Rio!

Quando li sobre um filme nacional misturando quadrinhos, zumbis e catalepsia, tudo isso dentro de um necrotério, já fiquei interessado. Aí, vi que eram pouquíssimas as sessões. Corri para vê-lo logo; esse não sei quando terei outra chance para assistir.

A trama gira em torno de três personagens: Ana Argento (Mariana Zanette), uma quadrinista underground com problemas de relacionamento (criadora do Oswald, o morto-vivo); Tom (Anderson Faganello), um cataléptico vendedor de seguros de vida; e Dr. Daniel Torres (Leandro Daniel Colombo), um pervertido médico legista, fanático religioso, maníaco sexual e psicopata.

Morgue Story, na verdade,  é a versão cinematográfica de uma peça de teatro, do mesmo diretor Paulo Biscaia Filho. Taí, fiquei curioso para ver a peça. Se um dia vier ao Rio, quero assistir.

Aparentemente, os atores (desconhecidos por aqui) são os mesmos da peça, o que traz uma boa química entre eles. Leandro Daniel Colombo está hilário! Seu personagem envenena mulheres com uma poção vodu  para criar zumbis – que trouxe do Haiti – usando o veneno do peixe baiacu.  E, depois, quando as mulheres vão parar no seu necrotério, aproveita para estuprá-las.

A edição ágil é um dos pontos altos do filme. Alguns trechos, inclusive, têm uma linguagem bem quadrinística. Em outras cenas, diálogos são misturados com a trilha sonora, que é outro ponto alto, pontuando todas as cenas importantes. De quebra, o filme traz duas versões sensacionais de Wuthering Heights, da Kate Bush.

Morgue Story ainda é cheio de referências pop. Tem até um certificado de censura – como aqueles da época da ditadura – e créditos iniciais com riscos, como se fosse filme velho.

Pra terminar, vale lembrar que se trata de um filme trash. Um divertidíssimo e muito engraçado trash. Talvez o melhor  já feito no Brasil – preste atenção, os cadáveres respiram!

Ah, sim: fiquem até o final dos créditos!

Tokyo!

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Tokyo!

Que tal um filme em três partes, cada uma dirigida por um diretor diferente? Essa ideia já rendeu bons filmes. E se os três diretores têm currículos interessantes, como Michel Gondry, Leos Carax e Joon-ho Bong, melhor ainda, não?

Bem, nem sempre a ideia funciona…

Tokyo! conta três histórias independentes entre si. A única coisa em comum é que todas se passam em Tokyo.

A primeira, de Gondry (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças), mostra um casal tentando a vida em Tokyo, mas ela se sente à sombra dele e se sente sem objetivos na vida. Até que o propósito da sua vida muda – de uma maneira bizarra!

O estilo de Gondry é sempre agradável de se ver, e a transformação da personagem é muito bem feita. Mas achei que, como história, ficou devendo…

A segunda história, de Carax, fala de um cara esquisito que sai dos esgotos infernizando a vida de quem está no caminho dele. A primeira sequência, com o ser estranho andando pela rua, é muito boa. Depois, o filme se perde, e consegue ser muito, muito chato, apesar de ter só uns 30 minutos.

Carax dirigiu Mauvais Sang nos anos 80, que era um dos meu cult franceses preferidos. Em 91, o seu Os Amantes da Pont Neuf ficou famoso aqui no Brasil. De lá pra cá, só fez dois filmes antes deste Tokyo!, e acho que nenhum chegou aqui no Brasil. Heu tinha curiosidade de ver algo novo dele, foi uma grande decepção.

A terceira e última parte é a melhor. Bong, diretor do ótimo O Hospedeiro, conta a história de um sujeito recluso, que há dez anos não sai de casa e não tem contato com ninguém. Até que se apaixona por uma entregadora de pizza, e resolve enfrentar o seu medo de sair de casa para ir atrás dela.

Bong se sai melhor que seus companheiros, mas mesmo assim muita coisa não é explicada, como por exemplo, como é que uma pessoa pode ter medo de sair de casa e ao mesmo tempo ser entregadora de pizza???

No fim do longo e cansativo Tokyo!, apenas uma conclusão: dedique seu tempo com outros títulos do festival!

À Prova de Morte

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À Prova de Morte

Já tinha visto À Prova de Morte, do Quentin Tarantino, há mais de um ano. Mas heu estava esperando a ocasião certa para falar dele: o lançamento brasileiro! Bem, isso não aconteceu até hoje, numa das maiores provas recentes da incompetência das distribuidoras nacionais. E agora vemos na mídia um monte de propagandas sobre o lançamento do novo Tarantino, Bastardos Inglórios. Sim, ao que parece, À Prova de Morte não será exibido no Brasil.

Resumindo a história para quem está chegando agora: Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que antes já tinham feito outros projetos juntos, como o genial Um Drink no Inferno, ou o irregular Grande Hotel, resolveram fazer Grindhouse, uma homenagem aos cinemas vagabundos que passavam sessões duplas de filmes também vagabundos, repletos de violência e sexo. Cada um dos dois dirigiu um filme propositalmente tosco (Planeta Terror e À Prova de Morte), e a ideia era passar os filmes em sessões duplas – eles até convidaram outros diretores para filmarem uns trailers falsos para passar entre os longas.

Lá nos EUA foi assim, mas não funcionou muito bem comercialmente falando, então, para o lançamento mundial, resolveram separar os filmes e exibí-los independentes um do outro. E, aqui no Brasil, inexplicavelmente, só o primeiro filme foi lançado.

Ruim, não? Bem, ainda fica pior. No Festival do Rio de 2007, ambos os filmes estavam programados. Heu reservei minha agenda para vê-los. Mas as poucas sessões de À Prova de Morte foram antecipadas, e perdi a chance de ver no cinema (vi todos os outros Tarantinos na tela grande!). Contei essa história no meu fotolog, aqui.

Quase dois anos depois das únicas sessões cariocas do filme, À Prova de Morte ainda não foi lançado por aqui. Consegui comprar um dvd original importado, com uma amiga que foi aos EUA. E aproveitei pra rever o filme antes do Festival do Rio 2009 começar, semana que vem.

(Já Planeta Terror heu vi no festival, revi quando passou no circuito, e depois comprei o dvd nacional…).

Vamos ao filme? A trama é simples, muito simples: Stuntman Mike (Kurt Russell) é um misterioso ex-dublê que tem um carro “à prova de morte”, e persegue grupos de garotas em diferentes cidades.

O filme tem um grande problema: são muitos os diálogos longos e desinteressantes. Isso torna o filme chato às vezes. Muito papo e pouca ação. Acredito que isso tenha acontecido porque esta é uma versão estendida do filme. Quando rolou a ideia inicial, o filme era mais curto, para ser dentro da sessão dupla Grindhouse. Quando os filmes foram separados, este ganhou uma nova metragem, de quase duas horas. Provavelmente a versão mais curta era mais interessante…

Por outro lado, existe um detalhe genial, não só neste filme, mas em todo o projeto Grindhouse: os filmes têm defeitos incluídos de propósito, justamente para parecerem os tais filmes velhos e vagabundos. Falhas e riscos na projeção, cortes repentinos como se a fita estivesse danificada, cores alteradas… este filme tem inclusive um boa parte em preto e branco, devido a uma destas “falhas”!

No fim, ficamos com a impressão que Rodriguez soube aproveitar melhor a sua chance, Planeta Terror é melhor que À Prova de Morte. Mas este não vai decepcionar os fãs de Tarantino, todos os elementos “tarantineanos” estão lá: muitos diálogos “espertos”, personagens cool, muitas referências pop, e, claro, muitos pés femininos. Pena que a ação é pouca e às vezes o filme fica lento demais…

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

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Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Imagine uma pessoa magoada com o fim de uma relação. Ela quer esquecer tudo que a lembre do ex ou da ex, certo? E agora imagine uma empresa que consegue apagar todas as memórias deste ex! Interessante, não?

Este é o mote do genial Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, um dos melhores roteiros filmados em Hollywood nos últimos anos. Não dá pra falar muito da história sem estragar o filme. Só o que posso dizer é que se trata de uma das mais belas histórias de amor já filmadas!

O diretor francês Michel Gondry (Rebobine Por Favor) conta a história do casal Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet), e seus encontros e desencontros. O roteiro de Charlie Kaufman ganhou o Oscar de melhor roteiro original de 2005 (Kate Winslet foi indicada a melhor atriz). E heu arrisco a dizer que este filme merecia outro Oscar: melhor edição!

A edição deste filme é uma loucura, principalmente nos momentos em que estamos dentro da cabeça de Joel e suas memórias estão sendo apagadas. A continuidade é cuidadosamente desconstruída: num plano o casal está num lugar cheio de pessoas, no plano seguinte o casal está no mesmo lugar, só que vazio; antes um objeto está lá, a câmera se movimenta e de repente o objeto desaparece. É de deixar tonto. E ao mesmo tempo maravilhado!

Ah, sim, preciso falar sobre o elenco. Jim Carrey está irreconhecível e mostra que nem sempre é careteiro, e tem aqui a melhor interpretação de sua carreira. E além de Kate Winslet, temos Kirsten Dunst, Elijah Wood, Mark Ruffalo e Tom Wilkinson.

Por fim, volto ao roteiro. Este é daqueles filmes que dá vontade de rever, pra prestar atenção nos detalhes que passaram desapercebidos. Tudo está no lugar certo, cada cena, cada movimento, cada mudança de cor do cabelo de Clementine!

Big Man Japan

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Big Man Japan

Sabe aqueles seriados japoneses antigos, tipo Spectreman ou Ultraman, quando um herói ficava gigante para combater um monstro também gigante, que estava prestes a destruir Tóquio?

Bem, agora imaginemos um documentário contando a vida do homem por trás do herói. Um cara comum, com uma vida comum e problemas comuns. E que, quando é chamado, fica gigante e vai brigar contra o “monstro da vez”.

Claro, é um documentário fake. A ideia é até boa, não me lembro de ter visto algo semelhante. Poderia até dar um filme interessante e engraçado.

Poderia. Porque ainda não foi desta vez, com este longo e enfadonho Big Man Japan.

As partes de documentário são looongas… Este é daqueles filmes que não precisamos nos preocupar com a fila da pipoca no hall de entrada. Afinal, nada acontece antes dos 20 minutos de filme! E sempre que volta o documentário, é tudo tão chaaato que dá vontade de dormir…

Bem, pelo menos temos alguns sensacionais duelos entre o nosso heroi gigante e seres bizarros em fantasias bizarras de borracha!

Mesmo assim, o filme é dispensável. Poderia ser um curta só com as lutas…

Eden Log

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Eden Log

Mais um filme francês surpreendente. Bem, depois de A L’Interireur e Martyrs, isso não chega a ser surpresa… A safra francesa de filmes fantásticos continua boa!

Eden Log conta a história de um homem que acorda sozinho no fundo de uma caverna, no meio da lama, sem se lembrar de nada, e sua busca para entender o que aconteceu.

O filme, dirigido pelo estreante Franck Vestiel, impressiona logo de cara. O personagem lá, sozinho, jogado na lama, sabe tanto quanto a plateia sobre o que está acontecendo. Aos poucos, descobre gravações que começam a explicar o que houve. E ele também descobre que não está sozinho…

O visual é impressionante. A fotografia usa poucas cores, é quase tudo em pb. E o cenário mostra laboratórios abandonados dentro cavernas tomadas por raízes de árvores. E, de quebra, ainda temos mais um destaque no ator Clovis Cornillac, que quase não fala, e fica boa parte do tempo sozinho em cena.

O final é um pouco confuso, mas não tira o brilho de mais um interessante filme francês.

Pink Flamingos

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Pink Flamingos

Existem alguns filmes que entram pra história por serem mais chocantes do que a média. As décadas passam, e esses filmes continuam tão chocantes como na época de seus lançamentos. Filmes como Saló, do Pasolini; ou o quase amador Cannibal Holocaust, ainda impressionam mesmo hoje em dia, num mundo com “menos inocência”.

Pink Flamingos, de John Waters, está nessa lista. É talvez o filme mais bizarro e nojento da história!

O travesti Divine, figurinha fácil nos filmes de John Waters, interpreta a si mesmo. Mora num trailer com a mãe e um casal de filhos, e se orgulha de ter o tíltulo de “the filthiest person alive” – algo como “a pessoa mais obscena viva”. Mas esse título é almejado por um casal que sequestra e engravida jovens – que ficam acorrentadas no porão – para vender seus filhos recém-nascidos para casais de lésbicas.

Bizarro, não? E você ainda não viu nada. A mãe de Divine vive  só com roupas de baixo, dentro de um cercadinho de crianças e só come ovos. O filho faz sexo com uma mulher e uma galinha viva entre os dois, enquanto a irmã se excita assistindo. No meio do filme tem a festa de aniversário de Divine, onde rola, dentre outras coisas, uma cabeça de porco, canibalismo e… hum… como posso dizer… bem, no imdb ele é chamado de “Singing Asshole”…

A cena mais famosa do filme é onde vemos Divine comendo as fezes de um cachorrinho. Sem cortes. Mas a única cena que John Waters se arrepende de ter filmado é uma cena explícita de sexo oral incestuoso…

Mas, diferente do clima sério, pesado e deprimente dos dois filmes que citei lá em cima (SalóCannibal Holocaust), Pink Flamingos é divertido. As atuações são caricatas e exageradas, a câmera é meio mambembe. É tão exagerado que pode ser até engraçado, se você entrar no clima.

Definitivamente não é pra qualquer um. Mas é obrigatório para aqueles que querem conhecer mais a fundo a história da perversão e bizarria no cinema.

Thriller – A Cruel Picture

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Thriller – A Cruel Picture

Em vários aspectos da nossa vida, a internet veio pra ajudar. Anos atrás, pra ver um filme como Thriller – A Cruel Picture, heu precisaria dar a sorte de encontrar num festival underground, ou de alguém ter uma cópia guardada em casa. Afinal, trata-se de um filme sueco de 1974, e até onde heu saiba, sem distribuição no Brasil. Até acontecia, vi muito filme underground assim, como por exemplo Freaks, do Todd Browning, que vi no MAM (um filme da década de 30 falando sobre freaks de circo!); ou 2000 Maniacs, do Herschell Gordon Lewis, que vi no Estação (um filme da década de 60 onde toda a população de uma cidade é de assassinos); ou ainda Dark Star, uma ficção científica tosca que é o primeiro filme do John Carpenter, que vi uma vez pra vender num camelô o vhs original – e comprei, claro! – e até hoje nunca vi outra cópia…

Bem, hoje é muito mais fácil. Achei o link pro download, baixei, e vi em casa…

Vamos ao filme. Uma menina é violentada, e, traumatizada, fica muda. Anos depois, já adulta, é sequestrada, drogada, torturada e prostituída. E, aos poucos, começa a construir a sua vingança.

Esse filme tem duas coisas que chamam atenção: foi o primeiro filme a ser banido na Suécia; e, diz a lenda, Tarantino o escolheu como o melhor filme de vingança já feito (na minha humilde opinião, o coreano Oldboy é o melhor filme de vingança da história. Mas Thriller tem mais a cara do Tarantino…).

O filme é tosco, mas muito interessante, por fugir totalmente dos padrões hollywoodianos. Muita câmera na mão, muita câmera subjetiva, muito silêncio. Temos algumas cenas de sexo explícito – talvez pra justificar que a protagonista estava se prostituindo. Mas, do jeito como é, closes jogados na tela, me pareceu meio forçado, não precisava disso. E a cena do olho é realmente impressionante – usaram um cadáver de uma menina que cometera suicídio!

Mais pro fim do filme, a tosqueira aumenta e podemos dar gargalhadas com certos “defeitos especiais”, como os carros explodindo quando ela está dirigindo o carro de polícia!

Enfim, pra quem gosta de filme trash, não perca! Mas, pra quem só vê blockbusters de Hollywood, não perca tempo…

Battle Royale

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Battle Royale

“Você seria capaz de matar o seu melhor amigo?”

Num futuro próximo, uma turma escolar indisciplinada é colocada numa ilha, onde cada um recebe uma arma aleatória, e todos têm 3 dias para se matarem, até sobrar apenas um vivo. Se sobreviver mais de um, todos morrem.

Essas são as regras básicas do jogo Battle Royale, um dos filmes japoneses mais criativos dos últimos anos.

A idéia é genial. Aliás, nem sei como Hollywood ainda não fez uma refilmagem… Uma turma de estudantes, não sei exatamente qual idade, mas como se fosse o nosso ensino médio, é colocada num abiente hostil onde a violência para com o próximo é necessária para a sobrevivência. E, ao serem apresentados a esse neo darwinismo onde quem não mata morre, as reações individuais podem ser imprevisíveis.

O clima do filme é meio trash, com dizeres na tela contando quem morreu e quantos faltam morrer pra terminar o jogo. As mortes são violentas, tem muito sangue, mas é tudo meio caricato. O fato de ser japonês ajuda, porque vemos aquelas interpretações afetadas e exageradas de sempre – e que funcionam muito bem num filme desses.

Acredito que esse filme nunca passou no Brasil pelos meios oficiais – essa imagem que peguei da internet deve ser da edição portuguesa. Mas esse vale o download no torrent mais próximo do seu provedor!

O Grande Lebowski

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O Grande Lebowski

Um filme pode ter mais forma do que conteúdo e ser bom? Na minha opinião, sim!

Costumo lembrar de dois filmes legais onde a forma é mais importante que o conteúdo: Delicatessen e O Grande Lebowski, dos irmãos Joel e Ethan Coen (dirigido por um, produzido pelo outro, escrito pelos dois), que antes nos deram pérolas como Fargo, Arizona Nunca Mais e Na Roda Fortuna, dentre outros, e ano passado ganharam o Oscar de melhor diretor por Onde os Fracos Não Têm Vez.

Jeffrey Lebowski é um cara largadão. Desempregado, sua vida é jogar boliche, ouvir Creedence, beber white russian e fumar maconha. Inclusive, detesta ser chamado de Jeffrey, prefere simplesmente “The Dude”. Até que um dia é confundido com um milionário homônimo, o seu tapete é danificado e sua vidinha simples é virada ao avesso…

O Dude é maravilhosamente interpretado por Jeff Bridges. Tanto que existe uma convenção nos EUA, a Lebowski Fest, só de fãs do seu estilo de vida (do personagem, não do ator!).

E todos os outros personagens são ótimos, caricatos ao extremo, interpretados de maneira deliciosa por atores-assinatura dos irmãos Coen. John Goodman faz Walter, um veterano do Vietnã estressado e brigão; Steve Buscemi é Donny, o aéreo parceiro de boliche; John Turturro é o sensacional e caricato Jesus, rival no boliche. E tem mais: Julianne Moore, Tara Reid, Philipp Seymour Hoffman, David Huddlestone, Sam Elliot, Ben Gazarra, David Thewlis… O desfile de bons atores em papéis geniais parece interminável!

Detlhe para duas pontas interessantes: o niilista baixinho é Flea, baixista do Red Hot Chilli Peppers; enquanto a coadjuvante no filme Longjammin é Asia Carrera!

Assim, entre personagens estranhos e situações esquisitas, nosso amigo Dude vai se envolvendo com situações cada vez mais bizarras e engraçadas. E, cada vez mais, ele quer se livrar disso tudo e voltar a sua vidinha simples…