Aposta Máxima

Crítica – Aposta Máxima

Com problemas financeiros, um universitário que costuma jogar cartas pela internet viaja até a Costa Rica, onde vai tentar encarar uma espécie de mafioso de cassino online.

Sabe quando um filme não chega a ser ruim, mas está bem longe de ser bom? É o caso de Aposta Máxima (Runner Runner, no original).

A história é simples e besta. Não chega a ser mal desenvolvida, mas é previsível e cheia de clichês. E os personagens são muito mal desenvolvidos.

Parece que o diretor Brad Furman queria se basear no star power de Ben Affleck e Justin Timberlake. Affleck é um caso raro (talvez o único) de ator notadamente limitado que tem dois Oscars no currículo – nenhum dois dois é de ator, diga-se de passagem (ele ganhou Oscar de roteiro por Gênio Indomável e de melhor filme como produtor de Argo). Timberlake até fez alguns filmes legais (A Rede Social, O Preço do Amanhã), mas ainda está na categoria “cantor que faz filmes”. Ou seja, nenhum dos dois está mal (dentro do esperado pelos seus currículos), mas também nenhum dos dois chama a atenção. Ah, também tem a Gemma Arterton. Mas… seu personagem é muito mal construído, de longe o pior persinagem do filme, e, pra piorar, ela nem está bonita.

O que se salva no filme são algumas belas imagens na Costa Rica. A fotografia do filme é bonita.

Pouco, muito pouco. Aposta Máxima não chega a ser ruim, mas fica devendo. Se estivesse na escola, não passaria direto, ficaria de recuperação.

Fading Gigolo

Crítica – Fading Gigolo

Um dono de livraria de meia-idade em sérios problemas financeiros resolve transformar um velho amigo em garoto de programa para belas mulheres endinheiradas.

John Turturro é um excelente ator, ninguém duvida disso, mas também é muito feio. Mas ele não é um cara bobo – escreveu um roteiro e dirigiu o filme onde ele faz um ménage a trois com a Sharon Stone e a Sofia Vergara…

A presença das duas musas balzaquianas não é o único atrativo do filme. Fading Gigolo também traz uma rara participação de Woody Allen como ator em um filme que não foi nem escrito nem dirigido por ele.

No fundo, Fading Gigolo até parece um “filme de Woody Allen” – meio comédia, meio drama, baseado em atores e não em efeitos especiais ou cenas de ação ou tensão.

E, na minha humilde opinião, é justamente na separação entre comédia e drama que está o problema de Fading Gigolo. A parte comédia é muito melhor que a parte drama! Allen está inspiradíssimo, quase todos os seus diálogos são geniais – e muito engraçados. Já as cenas da Avigal (Vanessa Paradis) são bem menos empolgantes…

Mesmo assim, o bom elenco segura a qualidade do filme. Além dos já citados Turturro, Allen, Sofia, Sharon e Vanessa, Fading Gigolo ainda conta com Liev Schreiber – todos estão bem.

Curiosamente, Fading Gigolo ainda não tem exibição garantida aqui no Brasil. Estranho, porque o filme tem potencial de bilheteria, na minha humilde opinião.

Heli

Crítica – Heli

Heli não estava na minha lista inicial, mas me empolguei com o burburinho e fui checar.

México. Uma menina de 12 anos começa a namorar um jovem policial. Quando este resolve roubar cocaína que pertence à polícia, toda a família da menina sofre com a violência.

Dirigido pelo espanhol Amat Escalante, Heli criou polêmica por causa da violência quando foi exibido no Festival de Cannes. E realmente é muito violento. Mas me pareceu uma violência gratuita, daquelas que só estão lá pra chamar a atenção.

Pra começar, o filme em si não é tão violento, apenas uma determinada sequência no meio, a parte do sequestro e tortura – antes e depois daquilo, nada demais acontece no filme. E a tal cena famosa chama a atenção porque não só vemos com detalhes uma tortura particularmente difícil para homens assistirem, como crianças jogam videogame no mesmo quarto.

Mas a certeza de que a violência é gratuita vem um pouco antes, quando um dos sequestradores mata um filhotinho de cachorro. Aquilo foi totalmente desnecessário, a cena é só pra dizer “olha como eles são malvados!”.

E aí a gente pensa que Heli não sobrevive sem os polêmicas. Porque tirando essa sequência, o filme é apenas um depressivo retrato da miséria mexicana contemporânea. E nem sei se é um retrato muito bem feito.

Heu esperava mais, pela fama do filme…

Apenas Deus Perdoa

Crítica – Apenas Deus Perdoa

Não sei por qual motivo, este era um dos mais procurados filmes do Festival do Rio 2013. Com dois pés atrás, fui ver qualé.

Um inglês, membro de uma poderosa família de criminosos, gerencia uma academia de boxe em Bangkok, fachada para uma operação internacional de heroína. Quando seu irmão mais novo é assassinado depois de matar uma prostituta, ele recebe a visita de sua mãe, que chega com a obsessiva ideia de recolher o corpo do caçula e vingar sua morte.

Heu já estava escaldado por ser “o novo filme do diretor e protagonista de Drive“. Achei Drive pretensioso, superestimado – e fraco. Mas acredito que essa desconfiança ajudou. Com a expectativa lá embaixo, não achei Apenas Deus Perdoa (Only God Forgives, no original) tão ruim quanto esperava.

Quem viu Drive (e também quem viu Valhala Rising, filme anterior do mesmo diretor) sabe o que esperar: ritmo lento, poucos diálogos e muita violência gratuita. Apenas Deus Perdoa segue exatamente a mesma fórmula. E ainda repete Ryan Gosling quase mudo com sua cara de paisagem. (O outro nome conhecido do elenco é Kristin Scott Thomas, caricata e canastrona como nunca na carreira.)

Pelo menos Apenas Deus Perdoa tem uma coisa muito boa: uma belíssima fotografia. O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn fez um bom trabalho na escolha das imagens. Por mais estranho que pareça, é um filme violento e ao mesmo tempo bonito. A trilha sonora também é boa.

Agora, falemos sobre a violência. Apenas Deus Perdoa é um filme violento, claro. Mas me pareceu mais discreto que os outros dois filmes que vi do mesmo diretor. Refn segurou um pouco a onda nas imagens graficamente violentas. Critiquei o excesso de violância gratuita em Drive, mas senti falta aqui…

Pelo fórum do imdb, tem muita discussão sobre Apenas Deus Perdoa – metade defendendo, metade atacando. Na minha humilde opinião, tem seu valor. Mas está longe de ser um filme bom.

Night Moves

Crítica – Night Moves

Dakota Fanning está no Rio para promover seu novo filme, este Night Moves. Pena que o filme é fraco…

Três ecoterroristas planejam explodir uma represa. Mas parece que não estão preparados para aguentar as consequências dos seus atos.

Não conheço o trabalho da diretora Kelly Reichardt. Li coisas boas sobre seus filmes anteriores. Mas, apenas por Night Moves, admito que não me empolguei. O ritmo do filme é leeento, muito pouca coisa acontece em uma hora e cinquenta e dois minutos. Toda a história do filme poderia se resumir em um curta de 15 minutos.

E, pra piorar, o grande evento do filme, a explosão da represa, não aparece. Falam da explosão durante toda a primeira parte do filme, e na hora H não mostra nada. Sei que é um filme independente, mas já vi filmes com orçamentos minúsculos com efeitos especiais interessantes (alguém aí viu Monstros?). Mas aqui, a gente só ouve o barulho da explosão enquanto olha pra cara dos atores. Frustrante, não?

Outra coisa: acho que a diretora se perdeu no objetivo do seu filme. Porque se era pra gente simpatizar com a causa ecológica, deu errado. O próprio patrão do protagonista concorda que a explosão da represa não serviu pra nada.

Tem mais: parece que Jesse Eisenberg nunca mais vai se desligar do papel de Mark Zuckerberg. Imagine um Zuckerberg trabalhando numa fazenda? Tá lá no filme… E Dakota Fanning, apesar da pouca idade, é uma veterana de talento, mas isso não é o suficiente pra salvar o filme.

Enfim, dispensável.

p.s.: Tem outro filme homônimo, de 1975, do Arthur Penn, com o Gene Hackman. Não vi o outro, não sei se um tem a ver com o outro.

Spring Breakers – Garotas Perigosas

Crítica – Spring Breakers – Garotas Perigosas

Quando Spring Breakers – Garotas Perigosas foi divulgado, passou a impressão de ser mais uma comédia besta. Mas aí ele apareceu na programação do Festival do Rio, e ainda teve elogios de um dos críticos d’O Globo. Como diria Calvin Candie, personagem de Leonardo DiCaprio em Django Livre, “you had my curiosity, but now you have my atention”. Fui ver qualé.

Quatro amigas saem de férias no feriado Spring Break, que acontece nos EUA, mas acabam presas. Um traficante as solta e elas conhecem o efêmero glamour da vida do crime.

Spring Breakers – Garotas Perigosas visto, entendi porque está no Festival. Não é uma comédia, mas sim um filme pretensioso. E tem muito filme pretensioso pela programação…

Só depois de ver é que fui verificar quem era o diretor. Harmony Korine ganhou fama como o roteirista de Kids, aquele filme polêmico (e chato) que passou nos cinemas nos anos 90. Spring Breakers – Garotas Perigosas parece uma nova versão de Kids, segue a mesma estrutura: polêmica em cima de imagens estilosas e quase nada de roteiro.

Temos que admitir que Korine tem talento para criar imagens bonitas – provavelmente vem daí os elogios da crítica. Algumas seqüências de Spring Breakers – Garotas Perigosas são graficamente muito interessantes. Mas isso não sustenta um longa metragem. O cara deve ser bom para fazer videoclipes de três ou quatro minutos…

A polêmica de Kids era com sexo entre adolescentes; agora temos um filme com nudez e drogas estrelado por duas ex-estrelas Disney (Vanessa Hudgens e Selena Gomez) e uma atriz com longo currículo na tv (Ashley Benson). Mas, vamos com calma: são quatro atrizes principais – três delas conhecidas, mais uma que ninguém tinha ouvido falar (Rachel Korine, a esposa do diretor). Adivinha qual é a única que mostra alguma nudez?

(Fora Rachel Korine, algumas anônimas “pagam peitinho” em cenas de festas de spring break. Ou seja, se for pela nudez, Spring Breakers – Garotas Perigosas fica devendo.)

Aliás, preciso fazer um comentário sobre os figurinos. Desde que começa a viagem das meninas, elas aparecem o tempo todo de biquíni. Todas as cenas! Será que ninguém da produção se tocou como ficou ridículo quatro meninas de biquíni na frente de um juiz?

Nada a acrescentar sobre o elenco. James Franco está caricato, mas o papel pede isso. E as quatro meninas funcionam para o que foram contratadas: ficar passeando de biquíni durante o filme quase inteiro.

No fim, o resultado é um filme com algumas belas imagens. Mas um filme vazio. E muito chato.

Rush – No Limite da Emoção

Crítica – Rush – No Limite da Emoção

Cinebiografia que mostra a história (real) da rivalidade, nos anos 70, entre dois grandes corredores de estilos completamente diferentes: Niki Lauda e James Hunt – desde as corridas  de menor expressão, até a Fórmula 1, onde ambos tiveram carreiras vitoriosas.

Nasci em 71, só acompanhei a Fórmula 1 dos anos 80, me lembro de Lauda como rival de Nelson Piquet. Não me lembrava de detalhes sobre o campeonato de 1976. Mas vou falar que, se tudo aconteceu como no filme, 76 foi um ano eletrizante na F1.

O tempo de tela é bem dividido entre os dois protagonistas. De um lado, Lauda, metódico e cerebral; do outro, Hunt, mulherengo e fanfarrão. Literalmente, razão vs emoção.

Dois personagens principais, dois atores principais. Chris Hemsworth teve menos trabalho, seu James Hunt é parecido com os personagens que costuma fazer, a gente vê o Thor pilotando. Já Daniel Brühl (Bastardos Inglórios) ganhou um papel mais complexo – seu Niki Lauda, genial e antipático, está impressionante – e ele ainda usa uma prótese nos dentes para ficar mais parecido com o piloto austríaco. Ah, as melhores tiradas do filme vêm de Lauda, como, por exemplo, a sua reação ao dirigir uma Ferrari pela primeira vez.

O diretor é Ron Howard, dono de um excelente e vasto currículo como diretor, produtor e ator, que inclusive conta com dois Oscars, por Uma Mente Brilhante (melhor diretor e melhor filme). Rush – No Limite da Emoção traz algumas semelhanças com outra boa cinebiografia dirigida por Howard: Apollo XIII. Ambos os filmes foram baseados em histórias reais que são excepcionais

Aqui, Howard pega a história original, que já era muito boa, e a conta de maneira ainda mais interessante. Não me lembro de ter visto corridas de Fórmula 1 tão bem filmadas como aqui. E Rush – No Limite da Emoção ainda tem alguns trunfos, como uma excelente reconstituição de época e a boa trilha sonora de Hans Zimmer.

Além de Hemsworth e Brühl, o elenco ainda conta com Olivia Wilde, que, na minha humilde opinião, não ficou bem loura. Ainda no elenco, Alexandra Maria Lara, Natalie Dormer e Pierfrancesco Favino.

Confesso que, como brasileiro, senti uma certa frustração por não ter visto o Emerson Fittipaldi. Ele é citado, Hunt pegou a sua vaga na McLaren quando o piloto brasileiro, então bicampeão mundial, resolveu criar a Copersucar. Mas ele não aparece…

(Fatos históricos pra quem não acompanhou: Fittipaldi foi campeão em 1974 pela McLaren, mas largou a escuderia no ano seguinte para investir no projeto Copersucar, um carro de corrida brasileiro. Pena que o carro não era competitivo, Fittipaldi nunca mais ganhou uma prova de F1…)

Outro fato histórico: qualquer um que já se interessou por F1 sabe que Niki Lauda se envolveu em um grave acidente – Lauda não se aposentou depois do acidente, e continuou correndo mesmo com o rosto deformado pelas queimaduras. Curiosamente, o acidente em si acontece de maneira rápida na tela. Achei que veríamos com mais detalhes. A recuperação de Lauda e todo o pós acidente têm maior foco no roteiro.

Heu não me lembrava do campeonato de 76, o que foi bom, porque a parte final do filme é eletrizante, e não sei se teria a mesma graça se heu já soubesse o fim da história. Para quem não acompanhou, recomendo não ler sobre quem ganhou!

Oldboy

Crítica – Oldboy

Parece que este ano teremos a refilmagem do Oldboy coreano, dirigida por Spike Lee. Tenho dois pés atrás com esta refilmagem – primeiro por não achar necessária uma refilmagem; depois por achar que o estilo de Spike Lee não tem nada a ver com o filme. Bem, independente do filme novo, é hora de rever o original.

Oh Dae-su é sequestrado e preso por 15 anos, sem que lhe seja dada justificativa alguma sobre o ato. Depois da libertação, Dae-su agora quer vingança, e para isso precisa descobrir quem o prendeu e o por que.

Na minha humilde opinião, Oldboy é o melhor filme de vingança da história do cinema. Sou fã dos dois Kill Bill, mas reconheço que a vingança de Oldboy é muito mais elaborada, e MUITO mais cruel.

Baseado no mangá japonês de mesmo nome escrita por Nobuaki Minegishi e Garon Tsuchiya, Oldboy foi o primeiro filme de Chan-wook Park a entrar em circuito aqui no Brasil – hoje seu nome é conhecido entre cinéfilos.

Além da boa história e do bom roteiro, Oldboy tem uma parte visual forte e muito bem construída. Temos várias imagens com muita violência gráfica e alguma escatologia, e pelo menos um plano-sequência genial, onde Dae-su, armado apenas com um martelo, briga com uns vinte inimigos em um corredor.

Oldboy é o segundo filme da “trilogia da vingança”, do diretor Chan-wook Park. Mas os outros dois são bem mais fracos – Mr. Vingança, de 2002, é meio tosco; Lady Vingança, de 2005, parece uma cópia barata de Kill Bill. Os dois filmes até são legais, mas Oldboy é infinitamente melhor.

Como é um filme sul-coreano, admito que não conhecia ninguém no elenco. Os atores seguem o estilo oriental de interpretação, algo mais intenso, mais exagerado do que estamos acostumados no cinema ocidental. Min-sik Choi, o protagonista, está impressionante, vai do zero a 100 por hora em segundos.

Oldboy é de 2003, mas só foi lançado aqui no Brasil em 2005 – e esteve presente em várias listas de melhores daquele ano. E, revisto hoje em 2013, continua um filme excelente.

Antes da Meia Noite

Crítica – Antes da Meia Noite

Olha o casal Jesse e Celine de volta!

Nove anos depois, reencontramos Jesse e Celine, agora casados e com duas filhas, passando férias na Grécia. Mas o clima romântico de outrora agora dá lugar às discussões do dia-a-dia.

Antes da Meia Noite (Before Midnight, no original) não é um filme para qualquer um. Quem não viu os outros filmes (Antes do Amanhecer, de 1995, e Antes do Por do Sol, de 2004) talvez ache um filme longo e arrastado, onde ficamos quase o tempo todo vendo um casal conversar. Mas acho que tem muitos fãs dos outros dois filmes por aí, esses vão gostar.

Antes da Meia Noite segue a mesma linha verborrágica dos filmes anteriores. Não só é dirigido pelo mesmo Richard Linklater e estrelado pelos mesmos Ethan Hawke e Julie Delpy, como o roteiro foi escrito pelos três (como aconteceu no segundo filme). Isso mostra que que o trio tem uma boa sintonia, e essa sintonia é vista na tela.

Na verdade, pouca coisa acontece, passamos boa parte da projeção vendo uma “DR” estendida – talvez seja esta a grande diferença entre este é os outros dois filmes, aqui tem mais briga e menos romantismo. Mas, por incrível que pareça, o filme é leve e agradável – acredito que a boa química entre o diretor e os protagonistas ajude nesse fator. Digo mais: achei a longa discussão no hotel com um ritmo perfeito – diferente da cena inicial, dentro do carro, longa demais, talvez o único momento do filme com “gordura”.

Enfim, não é pra qualquer público. Mas acho que os fãs dos primeiros filmes não vão se decepcionar.

Por enquanto, podemos considerar uma trilogia fechada. Mas não vou me surpreender se daqui a nove anos tivermos mais um “Antes de alguma coisa”…

A Fuga

Crítica – A Fuga

Depois de ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro por Os Falsários, o diretor austríaco Stefan Ruzowitzky foi convidado pra o seu primeiro projeto hollywoodiano, este A Fuga (Deadfall, no original).

Um casal de irmãos foge com o dinheiro de um golpe em um cassino, ao mesmo tempo que um ex-boxeador está a caminho da casa dos seus pais para passar o Dia de Ação de Graças com a família. Quando os caminhos se cruzam, as coisas podem dar errado.

A Fuga é um eficiente thriller com uma trama bem construída, que se baseia em conflitos familiares em vez de reviravoltas no roteiro. O filme não tem nada de Spielberg, mas são três famílias, todas com problemas com a figura paterna…

O elenco é uma das melhores coisas de A Fuga. Eric Bana, inspirado, faz um vilão excelente. E Olivia Wilde, além de boa atriz, é uma das mulheres mais bonitas da Hollywood contemporânea. Ainda no elenco, Sissy Spacek, Kate Mara, Treat Williams, Kris Kristofferson e Charlie Hunnam.

A Fuga é bem violento, mais do que o padrão hollywoodiano, mas nada que atrapalhe. A violência gráfica contrasta com as belas paisagens geladas, bem utilizadas pela fotografia do filme. A parte final é previsível, mas a cena é bem conduzida. Não gostei do fim, mas não chegou a estragar o filme.

A Fuga não é nenhuma obra prima, mas pode funcionar em um dia sem melhores opções.