O Curioso Caso de Benjamin Button

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O Curioso Caso de Benjamin Button

O filme conta a história de Benjamin Button, que teve uma vida diferente: nasceu velho, e ao longo dos anos foi rejuvenescendo, até a velhice como uma criança.

Bizarro, não? Mas muito interessante. E muito bem filmado, tecnicamente falando.

Estou frisando o lado técnico, porque não imagino como um filme desses funcionaria anos atrás. O mesmo ator tem que interpretar várias épocas da vida. E isso precisa ser convincente, senão o filme perde a credibilidade! E para se fazer isso, é necessário horas de maquiagem, aliado a efeitos especiais daqueles que “não aparecem” – efeitos que só existem pra parecer que não existem efeitos…

E parece que funcionou. Este filme é o recordista de indicações ao Oscar 2009, que acontecerá mês que vem.  São 13 indicações, incluindo melhor filme e melhor diretor.

O diretor é David Fincher, o mesmo dos geniais Seven e Clube da Luta, ambos com Brad Pitt no papel principal. Seu último filme foi o irregular Zodíaco. Acho que a parceria com Pitt lhe faz bem… E agora, recebe o reconhecimento da Academia!

Algumas curiosidades: o projeto já esteve em outras mãos. Nos anos 90 foi pensado em Tom Cruise no papel principal e Steven Spielberg na direção; em 98, John Travolta e Ron Howard.

Jovens, Loucos e Rebeldes

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Jovens, Loucos e Rebeldes

Fiquei curioso quando vi esse filme na promoção das Lojas Americanas. O nome original é Dazed and Confused, sim, a música do Led Zeppelin. O diretor é o Richard Linklater, o mesmo de Escola do Rock. E, de quebra, ainda conseguimos reconhecer uma Mila Jovovich novinha na capa…

Fui ver qualé. O filme é simpático. Mostra o último dia de aulas de uma escola, numa cidade americana, em 1976, e a noite que se segue. Alunos mais velhos preparando trotes pros mais novos, alguns ligados ao futebol americano, alguns usando drogas, carros, cerveja e rock’n’roll.

O problema é que essa realidade não tem nada a ver com a gente. De repente alguém que viveu isso – lá e naquela época – pode achar “um interessante retrato de uma época”. Mas, pra quem é brasileiro, alguns rituais parecem estranhos…

Tirando esse fato, o filme é bem interessante e envolvente. Não temos um personagem principal, a história gira em torno de vários: o atleta que quer largar o time, o “calouro” que se enturma com os mais velhos, o fornecedor de maconha, o nerd politizado…

Mas… Sabe o que parece? Parece um piloto de série. Queremos ver mais desses personagens interessantes, ora!

Como bola fora da edição nacional está a completa falta de informações sobre o elenco do filme. Afinal, um elenco que conta com Ben Affleck, Mathew McConaughey, Mila Jovovich, Joey Lauren Adams, Adam Goldberg, Parker Posey e Jason London, entre outros, não merece ser ignorado…

E, claro, a trilha também é fantástica. Vários clássicos do rock. Só não tem – ironicamente – Led Zeppelin! Robert Plant não deixou…

Puffball

Puffball

Ver filmes no Festival é meio loteria. Às vezes não esperamos muita coisa mas vemos um filme ótimo. Mas, por outro lado, de vez em quando um filme que prometia não é lá grandes coisas…

Foi o que aconteceu com Puffball. Um filme dirigido pelo veterano Nicholas Roeg, que fala de magia negra, e ainda tem o Donald Sutherland no elenco como “bônus”? Ei, deve ser legal!

Mas… infelizmente, não é lá grandes coisas…

Uma jovem arquiteta (Kelly Reilly) começa a reformar uma velha casa em algum vilarejo na Inglaterra. Sua vizinha (Miranda Richardson), apesar de já ter 3 filhas, é obcecada com a idéia de engravidar de um menino. E sua mãe – Rita Tushingham, uma das melhores coisas do filme – é ligada com magia.

Mas algumas coisas no roteiro estão meio jogadas. Por exemplo: pra que vemos o personagem de Donald Sutherland? Se ele não aparecesse no filme, não ia mudar nada. E pra que todo aquele papo sobre Odin?

Provavelmente estas respostas estão no livro Puffball, de Fay Weldon, de onde o roteiro foi adaptado. Mas foi mal adaptado. O roteiro é confuso.

Outra coisa que incomoda é o filme não se decidir entre o terror ou o drama. Na verdade, tem muito pouco terror… Mesmo assim, vemos o talento do veterano diretor. Mr. Roeg sabe criar um clima!

A propósito: puffball é uma espécie de cogumelo gigante. Aparecem alguns no filme!

Rebobine por favor

Rebobine por favor (Be Kind Rewind)

Confesso que não vi esse no cinema. Já tinha lido sobre ele antes, e baixei da internet. Quando vi que ele estava na programação do Festival do Rio, aproveitei pra vê-lo de uma vez, pra falar dele por aqui. Ainda mais quando vemos que é o novo filme de Michel Gondry, que fez o ótimo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças!

A idéia é muito boa: um acidente apaga todas as fitas de uma velha locadora – provavelmente um dos últimos pontos da cidade que ainda trabalha com VHS. E o funcionário da locadora e seu amigo resolvem refilmar os filmes por conta própria. Criam versões de 20 minutos, com eles mesmos nos papéis principais. E essas versões começam a fazer mais sucesso que as originais…

Sem dúvida, o melhor do filme está nas soluções criativas para estas versões. Eles conseguem refilmar Os Caça-Fantasmas, A Hora do Rush 2, Rei Leão, 2001, MIB, Robocop, entre outros. E todas as soluções criativas para recriar os elementos característicos de cada filme são geniais!

Mas o que o filme tem de melhor acaba atrapalhando. O filme em si não é tão interessante quanto os filminhos recriados. A situação criada posteriormente parece forçada, e a subtrama sobre o pianista nascido na cidade não é tão boa.

O elenco conta com bons nomes, como Mos Def, Danny Glover, Mia Farrow e Sigourney Weaver. Jack Black é que parece um pouco deslocado, parece oscilar entre a seriedade que o filme pede e a caricatura que funciona melhor nos filminhos refilmados. Mesmo assim não chega a incomodar.

Não chega a ser uma obra prima, mas vale o ingresso!