Stereo

Stereo-PosterCrítica – Stereo

Vamos de filme cult alemão?

Eric é um mecânico de motocicletas que leva uma vida tranquila com sua namorada e sua pequena enteada. Mas sua rotina bucólica e quase perfeita é perturbada quando Henry, uma figura estranha, começa a aparecer em sua oficina e Eric é o único capaz de vê-lo.

Dirigido por Maximilian Erlenwein, Stereo tem boas atuações, boa trilha sonora eletrônica e criativos ângulos de câmera, que ajudam a criar um clima bem legal ao filme, principalmente na primeira parte do filme, que foca mais no mistério.

Por outro lado, o roteiro tem suas falhas. A parte da “acupuntura” foi desnecessária, já que o flashback do irmão resolve o roteiro. E o violento final é bem filmado, mas é menos interessante que o início.

Não conheço nenhum dos atores, mas li no imdb que Juergen Vogel e Moritz Bleibtreu, os principais, são famosos na Alemanha. Também no elenco, Petra Schmidt-Schaller, Georg Friedrich, Rainer Bock e Mark Zak.

Stereo não deve entrar em circuito. Aliás, nem no Festival do Rio o filme está bem cotado heu era o único espectador na minha sessão…

Gangues de Tóquio / Tokyo Tribe

tokyotribe

Crítica – Gangues de Tóquio / Tokyo Tribe

Começou o Festival do Rio! Como fiz nos anos anteriores, vou focar no lado mais underground do Festival. Então, preparem-se para, nos próximos dias, ler sobre alguns filmes que ninguém ouviu falar!

Que tal começarmos com um filme de brigas de gangues da yakuza? Mas… Brigas cantadas – em hip hop – e em japonês!

Adaptação do mangá Tokyo Tribe, de Santa Inoue. Em uma Tóquio futurista, a cidade é composta por favelas, guetos e boates, além de ruas dominadas por jovens rebeldes. A cidade é dividida entre várias gangues, que vivem em uma relativa paz – que será em breve colocada de lado.

Tive a sorte de ver no Festival do Rio de 2013 Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno, filme anterior do diretor Sion Sono. Ou seja, heu já tinha ideia do que iria encontrar. E mesmo assim, me surpreendi!

Tokyo Tribe é um dos filmes mais malucos que heu já vi – e olha que já vi muito filme maluco. É uma mistura de musical, ação, comédia e trash, com muita violência gráfica, boa dose de nudez e muitas referências à cultura pop (como Laranja MecânicaKill Bill), repleto de sequências absurdas e de personagens muito, muito bizarros.

Admito que não dou bola pra rap e hip hop. Mas reconheço que a narrativa ficou bem legal – a maior parte dos diálogos são “cantados”, tudo funciona como uma colagem de videoclipes. Sono consegue criar vários planos-sequência inspirados, no meio de várias brigas bem coreografadas. E o fato de Tokyo Tribe ter uma excelente coleção de personagens estranhos ajuda ainda mais no clima esquisitão do filme – o diretor escalou rappers reais, tatuadores e dublês para os papéis principais.

Tokyo Tribe tem menos gore que Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno, mas tem uma boa quantidade de sangue fake. Os japoneses são exagerados, e a violência segue esse estilo exagerado, tornando o filme uma comédia – não sei se proposital ou não. O cinema inteiro gargalhava!

Pena que o roteiro é cheio de furos básicos – tipo, que fim levaram os dois lutadores enviados para ajudar? Além disso, tem coisa desnecessária, como aquele tanque de guerra num dos cgis mais mal feitos que vi nos últimos tempos – e o tanque é deixado de lado logo depois, ou seja, era melhor nem ter aparecido.

Tokyo Tribe tem outro problema, mas não é culpa do filme. É que tem MUITA legenda, e, pelo formato do festival, as legendas ficam fora do filme, embaixo da tela. Fica difícil acompanhar o rap em japonês…

Enfim, não é pra qualquer um. Mas quem curte algo “fora da caixa” vai se divertir!

Como Não Perder Essa Mulher

Crítica – Como Não Perder Essa Mulher

Ontem falei aqui de Fading Gigolo, filme escrito e dirigido por John Turturro onde ele dá uns pegas na Sofia Vergara e na Sharon Stone. Hoje é a vez do filme escrito e dirigido por Joseph Gordon-Levitt onde ele dá uns pegas na Scarlett Johansson e na Julianne Moore. Deve ser legal ser um ator de prestígio, não?

Jon tem uma vida dedicada à família, aos amigos e à igreja, mas tem como vício assistir pornografia online, e por isso desenvolve expectativas irreais sobre relacionamentos.

Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, no original) é quase uma comédia romântica. Diríamos que é uma comédia romântica “torta”. Afinal, estas são quase sempre direcionadas ao público feminino, público que dificilmente vai apreciar um filme que se propõe a discutir o vício em pornografia.

Porque, tirando a pornografia, a estrutura da primeira metade de Como Não Perder Essa Mulher se parece com os clichês das comédias românticas por aí. Mocinho conhece a mocinha, rolam problemas no relacionamento… Sorte que a segunda parte é menos previsível. Tá, o roteiro não é nada revolucionário, mas pelo menos não é “o de sempre”. Ah, gostei da participação da irmã de Jon, apesar de ser um momento “Silent Bob em Procura-se Amy“.

Aliás, é bom avisar: a pornografia aqui é apresentada de maneira quase explícita. As cenas com os atores do filme são discretas, mas tem vários trechos extraídos da internet, que mostram quase tudo.

Joseph Gordon-Levitt escreveu e dirigiu o filme, mas não sei se palpitou na edição. A edição do filme é uma das melhores coisas de Como Não Perder Essa Mulher, gostei do modo como é mostrada a rotina repetitiva de Jon.

Como aconteceu com Fading Gigolo, o melhor aqui é o elenco. O trio principal está bem. Além deles, Como Não Perder Essa Mulher conta com Tony Danza, Glenne Headly e Brie Larson.

Este é outro filme que passou no Festival do Rio que não tem distribuição garantida no mercado brasileiro. Estranho, porque acho que um filme com este elenco seria fácil de vender…

p.s.: Encerro aqui os meus comentários sobre o Festival do Rio 2013. Além dos 15 filmes que falei aqui, também vi Only Lovers Left Alive, do Jim Jarmusch. Mas estou atrasado com outros filmes de fora do Festival, vou ficar devendo esse!

Fading Gigolo

Crítica – Fading Gigolo

Um dono de livraria de meia-idade em sérios problemas financeiros resolve transformar um velho amigo em garoto de programa para belas mulheres endinheiradas.

John Turturro é um excelente ator, ninguém duvida disso, mas também é muito feio. Mas ele não é um cara bobo – escreveu um roteiro e dirigiu o filme onde ele faz um ménage a trois com a Sharon Stone e a Sofia Vergara…

A presença das duas musas balzaquianas não é o único atrativo do filme. Fading Gigolo também traz uma rara participação de Woody Allen como ator em um filme que não foi nem escrito nem dirigido por ele.

No fundo, Fading Gigolo até parece um “filme de Woody Allen” – meio comédia, meio drama, baseado em atores e não em efeitos especiais ou cenas de ação ou tensão.

E, na minha humilde opinião, é justamente na separação entre comédia e drama que está o problema de Fading Gigolo. A parte comédia é muito melhor que a parte drama! Allen está inspiradíssimo, quase todos os seus diálogos são geniais – e muito engraçados. Já as cenas da Avigal (Vanessa Paradis) são bem menos empolgantes…

Mesmo assim, o bom elenco segura a qualidade do filme. Além dos já citados Turturro, Allen, Sofia, Sharon e Vanessa, Fading Gigolo ainda conta com Liev Schreiber – todos estão bem.

Curiosamente, Fading Gigolo ainda não tem exibição garantida aqui no Brasil. Estranho, porque o filme tem potencial de bilheteria, na minha humilde opinião.

Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno?

Crítica – Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno?

Mais um daqueles filmes que a gente só vê em festivais!

Hirata sonha em se tornar um grande cineasta. Enquanto ele planeja a realização de sua primeira obra-prima, uma violenta disputa entre dois clãs da Yakuza começa a escalar: a esposa do chefão Muto massacra a gangue do rival Ikegami e é presa, sacrificando a carreira da filha Michiko, que sonha em ser uma atriz famosa. Dez anos depois, Muto resolve provar para a esposa, prestes a sair da cadeia, que Michiko se tornou uma estrela. É então que os caminhos de Hirata e da Yakuza se cruzam numa verdadeira orgia de cinema e sangue.

Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno? (Jigoku de Naze Warui, no original) é uma grande brincadeira homenageando o cinema. Muita metalinguagem, e também muito sangue cenográfico. E, principalmente, tudo com muito bom humor!

(Aliás, é curioso ver o cinema oriental fazendo uma referência ao cinema ocidental que por sua vez foi influenciado pelo oriental. Por Que Você Não Vai Brincar no Inferno? tem pelo menos uma citação explícita a Kill Bill, quando uma mulher com uma espada é cercada por vários inimigos.)

O diretor e roteirista Sion Sono já é um veterano – segundo o imdb, este é o vigésimo sétimo longa no currículo. Mas acho que ele só teve um filme lançado por aqui, O Pacto / Suicide Club – que heu não vi. Mas gostei do seu trabalho, vou ficar atento ao nome.

As atuações são exageradas. Quem não está acostumado pode achar estranho, mas isso é comum no cinema japonês. O elenco não tem nenhum nome conhecido, pelo menos por mim.

O filme é um pouco longo, pouco mais de duas horas. Na minha humilde opinião, os núcleos demoraram a se encontrar. Mas a parte final, o absurdo e divertido banho de sangue, compensa isso.

 

Clear History

Crítica – Clear History

Um filme escrito e estrelado por Larry David e dirigido por Greg Mottola, o mesmo de Paul? Claro que quero ver!

Às vésperas de um lançamento de um novo modelo de carro elétrico, um dos sócios encrenca com o nome do produto e decide abrir mão de sua parte na sociedade. Mas o carro é um sucesso e ele deixa de ganhar milhões. Dez anos depois, vivendo sob um pseudônimo, ele decide armar uma vingança contra seu antigo sócio.

Larry David é um dos criadores de Seinfeld, ao lado do Jerry Seinfeld, mas hoje em dia ele é mais famoso pela série Segura A Onda / Curb Your Enthusiasm, escrita e estrelada por ele. Acompanhei algumas temporadas, a série tinha uma fórmula básica: David interpretava ele mesmo, sempre se metendo em situações sociais constrangedoras.

Clear History só não parece um episódio esticado de Curb Your Enthusiasm pelo aspecto técnico – a série tinha estética de câmera na mão e imagem de vídeo caseiro, opção felizmente não usada pelo diretor Greg Mottola. Mas o personagem Nathan / Rolly parece ter saído direto da série.

A lógica social de Larry David muitas vezes soa forçada no “mundo real”. Me parece quase sempre uma “tempestade em copo d’água. Por exemplo: determinado momento do filme, cria-se um clima tenso por causa de talheres colocados em cima da mesa de um restaurante. Este é o problema de Clear History. A trama se baseia em um sujeito constrangido porque perdeu muito dinheiro em um negócio mal conduzido. Mas para o filme funcionar, TODOS precisam se lembrar dos detalhes da história, mesmo dez anos depois. E na vida real, as pessoas iam se esquecer por ser um fato menos relevante.

Deixando esse detalhe de lado, o filme é bem divertido. Os órfãos da série (foi ao ar entre 2000 e 2011) podem se reencontrar com o velho rabugento que questiona várias convenções sociais, e quase sempre sem o menor tato ao fazer isso…

O elenco é cheio de nomes legais, como John Hamm, Kate Hudson, Eva Mendes, Amy Ryan, Bill Hader, Danny McBride e Philip Baker Hall, além do próprio Larry David, claro. Mas o melhor do elenco sem dúvida é Michael Keaton, que parece fazer uma versão “viva” do seu Beetlejuice!

Clear History é um “filme de tv”, foi feito pela HBO e não foi lançado nos cinemas lá fora. Por isso, não sei se vai entrar no circuito por aqui…

Wrong Cops

Crítica – Wrong Cops

Oba! Filme novo de Quentin Dupieux!

Várias histórias intercaladas sobre um grupo de policiais imorais em Los Angeles.

Quase ninguém conhece Quentin Dupieux, sei disso. E de onde veio a minha empolgação do primeiro parágrafo? Ora, Dupieux é o roteirista e diretor de Rubber, o filme do “pneu telepático em missão demoníaca”, uma das bobagens mais engraçadas que vi nos últimos anos!

Wrong Cops não é tão bom quanto Rubber. Mesmo assim, é bem divertido.

Dupieux tem um estilo completamente não convencional de filmar. Wrong Cops é repleto de zooms e imagens congeladas aleatoriamente. A trilha sonora eletrônica (composta por Dupieux) parece completamente fora do lugar. E o humor também não é nada convencional. Humor negro e politicamente incorreto são uma constante aqui.

No elenco, vários nomes pouco conhecidos, e uma ponta de Marilyn Manson. As atuações são caricatas, mas acho que foi intencional.

Pena que o humor de Wrong Cops nem sempre funciona, às vezes resvala na grosseria. E outras vezes é simplesmente sem graça – pecado mortal para uma comédia.

No fim, Wrong Cops é um passeio divertido, mas só para alguns iniciados. Porque se você não conhece o trabalho do diretor, veja Rubber primeiro.

Heli

Crítica – Heli

Heli não estava na minha lista inicial, mas me empolguei com o burburinho e fui checar.

México. Uma menina de 12 anos começa a namorar um jovem policial. Quando este resolve roubar cocaína que pertence à polícia, toda a família da menina sofre com a violência.

Dirigido pelo espanhol Amat Escalante, Heli criou polêmica por causa da violência quando foi exibido no Festival de Cannes. E realmente é muito violento. Mas me pareceu uma violência gratuita, daquelas que só estão lá pra chamar a atenção.

Pra começar, o filme em si não é tão violento, apenas uma determinada sequência no meio, a parte do sequestro e tortura – antes e depois daquilo, nada demais acontece no filme. E a tal cena famosa chama a atenção porque não só vemos com detalhes uma tortura particularmente difícil para homens assistirem, como crianças jogam videogame no mesmo quarto.

Mas a certeza de que a violência é gratuita vem um pouco antes, quando um dos sequestradores mata um filhotinho de cachorro. Aquilo foi totalmente desnecessário, a cena é só pra dizer “olha como eles são malvados!”.

E aí a gente pensa que Heli não sobrevive sem os polêmicas. Porque tirando essa sequência, o filme é apenas um depressivo retrato da miséria mexicana contemporânea. E nem sei se é um retrato muito bem feito.

Heu esperava mais, pela fama do filme…

Gravidade

Crítica – Gravidade

O elogiado novo filme de Alfonso Cuarón!

Dois astronautas são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver.

Gravidade (Gravity, no original) é um daqueles raros casos de filme com tudo no lugar certo. Ainda não tenho ideia dos filmes que entrarão para o Top 10 de 2013, mas só preciso procurar os outros nove.

Tecnicamente, o filme é um assombro. Vários longos planos-sequência, com a câmera passeando pela órbita da Terra – sim, é uma câmera em movimento no espaço, sem ter um “chão”. A câmera fica de lado, de cabeça para baixo, dá cambalhotas, entra e sai do capacete do astronauta… Arrisco adizer que o cinema nunca antes mostrou planos-sequência tão criativos.

Mas não é só a parte técnica – se efeitos especiais fossem garantia de um bom filme, Star Wars Ep 1 seria um filmaço, né? Gravidade tem um ritmo excelente, com vários momentos de tensão à flor da pele. E sem ter que apelar para o sobrenatural – como acontece com a maior parte dos filmes que conjugam ficção científica com suspense.

De quebra, não sou cientista aero-espacial, então não sou nenhum especialista, mas o filme me pareceu cientificamente correto – coisa rara no cinema de ficção científica.

Heu já era fã do diretor mexicano Alfonso Cuarón desde o bom trabalho em Filhos da Esperança, outra ficção científica direcionada ao público “adulto”, que também contava com efeitos especiais impressionantes e alguns planos sequência muito bons. Aqui, Cuarón mostra que merece fazer parte do primeiro time de diretores contemporâneos.

Se os efeitos são grandiosos, o elenco é diminuto – só vemos dois atores, Sandra Bullock e George Clooney (ouvimos outras vozes, uma delas, do Ed Harris). Clooney faz o de sempre; Sandra não vai surpreender se ganhar uma indicação ao Oscar. Aliás, falando em Oscar, sei que é cedo, mas Gravidade pode e deve ganhar várias indicações. A trilha sonora, discreta e eficiente, também é muito boa. E dificilmente não vai levar efeitos especiais – nunca a gravidade zero foi tão bem mostrada nas telas.

Por fim, o 3D. Quem me conhece sabe que não dou muita bola pra 3D. Aqui o 3D é muito bem feito, claro, principalmente nas cenas de gravidade zero. Mas não acho que o filme perderia se visto em 2D.

Gravidade perde se visto na tv. Se você tem pouco tempo ou dinheiro para frequentar salas de cinema, este é um daqueles casos onde o ingresso vale cada centavo do dinheiro pago.

Peaches Does Herself

Crítica – Peaches Does Herself

Três dias atrás falei aqui de Os Encontros da Meia Noite, filme que tinha uma das duas sinopses mais bizarras do Festival do Rio 2013. Peaches Does Herself me chamou a atenção por ser a outra sinopse bizarra:

A estreia da cantora de electro atrás das câmeras impressiona pela coesão e extravagância que fazem o documentário parecer um filme de ficção – e vice-versa. Misturando gêneros e sexualidades numa saga de mentira, ela arrancou elogios da Rolling Stone (que comparou o filme a uma versão moderna de Rocky Horror Picture Show) e do Hollywood Reporter (que disse que o filme parecia a história de Lady Gaga se ela fosse escrita por John Waters). Travestis, sexo simulado e humor espalhafatoso transformam o musical em uma ópera bufa em pleno século XXI.

Repetindo o que falei naquele post, gosto de aproveitar o Festival do Rio para ver filmes completamente diferentes do que passa por aí. Mesmo que o resultado não seja satisfatório. Como aconteceu aqui.

Em primeiro lugar, preciso admitir que nunca tinha ouvido falar de Peaches. E Peaches Does Herself não é um documentário, como anunciou a programação, e sim um espetáculo musical da Peaches. Musical e performático, diga-se de passagem. Ou seja, os fãs da cantora devem gostar do filme.

O show vale pela performance – tem bailarinos bissexuais, uma stripper velha e um travesti enorme – nu. Quase tudo no show tem algum apelo sexual, parece que isso é uma constante na carreira de Peaches. Mas as músicas não são lá grandes coisas, e, pelo menos pra quem não é fã, cansa.

Pelo menos é curto – 80 minutos. Na hora que você pensa em desistir e ir embora, acaba.

Só vale pela bizarrice…