Repo Men

Repo Men

No futuro, qualquer órgão do seu corpo poderá ser trocado por um artificial. Mas, no caso de falta de pagamento, este órgão poderá ser retirado de você por um funcionário da companhia fornecedora…

Antes de falar do filme, preciso falar de outra coisa. O argumento é interessante, mas é muito parecido com o recente Repo – The Genetic Opera, um musical de terror, onde órgãos transplantados e não pagos são retirados da mesma forma. E, pra piorar, alguns detalhes ainda ajudam na semelhança, como a existência de uma nova droga sintética (droga em pó vermelho vs zydrate); ou a cantora com olhos modificados em ambos os filmes… Isso sem falar no próprio nome dos coletores de órgãos, chamados de repo men em ambos os filmes!

Mas, apesar da semelhança, Darren Lynn Bousman, o diretor de Repo – The Genetic Opera, declarou que todos devem assistir o novo filme. Provavelmente ele sabe que não tem como competir com um grande lançamento – Repo – The Genetic Opera foi lançado em 2008 em 11 salas; Repo Men, de 2010, foi para 2.600 salas…

Mas vamos ao filme!

A sinopse é aquilo que falei, né? Órgãos artificiais são vendidos através de financiamentos. Atrasou o pagamento, vem um Repo Man e toma o órgão de volta. A diferença é que aqui não é musical nem terror, é uma ficção científica misturada com policial, lembra um pouco Blade Runner.

É o filme de estreia do quase desconhecido Miguel Sapochnik, e traz no elenco alguns nomes famosos: os sempre competentes Jude Law e Forest Whitaker, além de Liev Schreiber, Carice van Houten e a “nossa” Alice Braga. Ninguém se destaca, mas também ninguém atrapalha.

O clima do filme é bem legal. Tão legal que a gente quase deixa de lado um monte de incoerências do roteiro. Pena que tem coisas que não dá pra deixar passar, como, por exemplo, como é que um cara, com emprego fixo, perde todos os três primeiros pagamentos? (Não é interessante para a companhia perder um devedor!). Ou: onde estão as armas de fogo?

O filme ainda tem espaço para uma citação genial. Determinada cena, Law e Whitaker estão vendo tv. E na tv está passando O Sentido a Vida, do Monty Python – justamente a cena do doador der órgãos!

Apesar de não ser novidade, o final é legal, e salvou o terço final do filme, onde parecia que o roteirista tinha perdido a mão.

Se você gosta do estilo e não se importa com ideias “requentadas”, este é uma boa opção!

P.s.1: se o argumento é muito parecido com Repo – The Genetic Opera, o roteiro lembra muito Brazil, o filme, de Terry Gilliam. Em Brazil, um funcionário modelo de uma grande corporação acaba sendo perseguido pelo seu colega e se envolvendo com uma mulher quase desconhecida no meio do caminho. Isso sem falar do fim de ambos, mas aqui não falo mais por causa de spoilers!

P.s.2: existe um filme quase homônimo, o Repo Man, dirigido pelo cult Alex Cox em 1984. Não vi este, mas pelo que li por aí, não tem nada a ver, é só coincidência.

Prova Final

Prova Final

Alunos de uma escola reparam que alguns de seus professores estão com comportamentos estranhos. Até que descobrem uma possível invasão alienígena, que está rapidamente tomando conta de toda a escola. Seis alunos, diferentes entre si (o atleta, a patricinha, o bad boy, a esquisitona, o nerd e a novata), tentam combater a invasão.

Prova Final é uma mistura de Invasores de Corpos com O Enigma de Outro Mundo, ambientado num clima Clube dos Cinco – a referência a Invasores de Corpos é tão grande que este é citado algumas vezes no roteiro!

Se não traz muitas novidades, pelo menos o roteiro é bem escrito e o filme é leve e divertido. Ok, algumas coisas são meio forçadas – como eles sabiam que ao matar o monstro original os outros voltariam ao normal? Mesmo assim, o filme é muito bom, uma das melhores misturas de terror com ficção científica da década passada!

Lançado em 1998, Prova Final trazia uma inédita e interessante parceria entre o diretor Robert Rodriguez e o roteirista Kevin Williamson. Williamson na época estava badalado por ser um dos responsáveis pelo sucesso dos filmes da série Pânico (Scream), dirigida por Wes Craven. Já Rodriguez era ainda quase um novato, apesar de já ter o genial Um Drink no Inferno na bagagem.

E, realmente, olhando hoje em dia, o filme tem muito mais a cara de Williamson do que de Rodriguez. Prova Final está muito mais para Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado do que para Sin City e Planeta Terror

Falando em olhar hoje em dia, é legal vermos o elenco. Vários nomes se valorizaram, como Elijah Wood (que pouco depois interpretou Frodo Bolseiro, personagem principal da saga O Senhor dos Anéis), e Josh Hartnett, hoje com uma extensa lista de sucessos no currículo (Dália Negra, 30 Dias de Noite, Divisão de Homicídios, Falcão Negro em Perigo, etc.) . A brasileira Jordana Brewster (Velozes e Furiosos, Texas Chainsaw Massacre) era uma quase estreante, e Clea DuVall (Garota Interrompida, Identidade) já tinha um currículo grandinho mas nenhum filme de expressão. Laura Harris tem feito muita coisa para a tv ultimamente (24 Horas, Defying Gravity, Dead Like Me); e Shawn Hatosy é o único dos seis principais jovens que sumiu…

E isso porque ainda não falei do elenco “adulto”: Robert Patrick, Piper Laurie, Bebe Neuwirth, Daniel Von Bargen, Christopher McDonald, Jon Stewart… E ainda sobra espaço para Famke Janssen de professora e Salma Hayek de enfermeira!

Enfim, pode até não dar sustos, mas a diversão é garantida!

O Livro de Eli

O Livro de Eli

Num mundo devastado pela guerra, o solitário Eli (Denzel Washington) atravessa o país carregando um livro. Ao chegar num vilarejo dominado pelo malvado Carnegie (Gary Oldman), este primeiro oferece abrigo, depois tenta roubar o livro. Mas Eli parece ser protegido por forças inexplicáveis, e foge. Carnegie então manda sua gangue atrás dele.

O Livro de Eli (The Book Of Eli no original) é um dos novos filmes pós apocalípticos em cartaz. Deve estar na moda, já que estreou há pouco A Estrada, e não faz muito tempo tivemos Eu Sou A Lenda.

O clima do filme dirigido pelos irmãos Albert e Allen Hughes (Do Inferno) é bem interessante, o mesmo pode-se dizer da bela fotografia com poucas cores. Mas, sabe qual é o problema aqui? É difícil de “engolir” o roteiro.

Eli é quase um super herói. Ele sozinho bate em vários. Mais: aparentemente ele desvia de balas. Mas até aí tudo bem – apesar de Denzel Washington já estar com 56 anos. O pior de tudo acontece com um detalhe que só é revelado no finzinho do filme. Continuarei no parágrafo abaixo, mas, devido aos spoilers, para ler, será necessário selecionar o texto.

SPOILERS!

(No fim do filme a gente descobre que Eli era cego!!! Caramba, já seria difícil um cara fazer tudo aquilo!!! Um cego que bate sozinho em dezenas de inimigos (matando todos eles) e ainda atira em outros inimigos que estão a dezenas de metros de distância???)

Bem, se a gente relevar este “pequeno” detalhe, o filme é até divertido. Alguns lances são realmente muito bons.

Destacarei uma sequência que achei genial: toda a sequência onde Eli e Solara (Mila Kunis) encontram o casal de velhinhos. Os personagens são muito bons, a música escolhida foi completamente inesperada (e por isso mesmo, genial), e, no fim, no meio do tiroteio, rola um longo plano-sequência, daqueles sem cortes, com a câmera pesseando, entrando e saindo da casa. Sensacional!

No elenco, Washington e Oldman, como sempre, estão ótimos. Kunis não atrapalha. Além deles, Jennifer Beals, Ray Stevenson, Michael Gambon, Tom Waits e uma ponta de Malcolm McDowell.

Enfim, se você é daqueles que consegue se desligar de “detalhes” como o que está no parágrafo so spoiler, pode se divertir. Senão, pule para outro. Em breve verei A Estrada, vamos ver se é melhor ou pior…

Cargo

Cargo

Filme suíço de ficção científica misturado com suspense? Opa! Esse é um daqueles que a gente precisa ver!

No futuro, o planeta Terra está inabitável devido a problemas ecológicos. A mídia vende o distante planeta Rhea como a solução. A médica Laura Portmann (Anna-Katharina Schwabroh) acompanha uma missão de carga para conseguir dinheiro e ir também para Rhea. Mas existe algo de errado com esta missão…

O clima do filme dirigido por Ivan Engler e Ralph Etter é bem legal. A imensidão da nave e a sensação de “não sabemos o que estamos fazendo aqui” da primeira metade do filme lembram o clássico Alien, O Oitavo Passageiro e também o recente Pandorum.

A parte final do filme é um pouco confusa. Tive a impressão que algumas pontas ficaram mal explicadas, e, lendo comentários no imdb, vi que não fui o único. Mesmo assim, o filme vale a pena. Se você estiver no clima certo, vai curtir uma boa ficção científica.

Uma dúvida me atormenta. É uma nave espacial de carga, certo? Então, por que diabos o enorme compartimento de carga tem gravidade normal? Será que não era melhor deixar esta parte da nave sem a gravidade artificial? Mais: de onde pinga tanta água?

Infelizmente, é mais um sem previsão de lançamento por aqui. Deve aparecer em dvd, sem a divulgação correta, como aconteceu com Lunar

Marte Ataca!

Marte Ataca!

Marte Ataca! (Mars Attacks! no original) é uma das mais divertidas homenagens já feitas aos filmes vagabundos de ficção científica, os clássicos filmes “B”.

A trama é simplérrima: centenas de discos voadores vêm para a Terra trazendo marcianos, pequenos homens verdes de cabeça grande. Seu objetivo? Matar humanos, ora!

O legal do filme é que em momento nenhum nada é levado a sério, a começar pelo visual dos discos voadores e dos próprios marcianos. E, pra melhorar, ainda sobra espaço para várias piadas politicamente incorretas – heu adoro o momento que o hippie solta a pomba exclamando “eles vieram em paz!”

Lendo isso, a gente pode pensar que o filme é vagabundo, né? Que nada. Os efeitos especiais são excelentes, apesar da aparência tosca. E o elenco…

É uma das maiores constelações da história de Hollywood! Jack Nicholson, Glenn Close, Annette Bening, Danny De Vito, Pierce Brosnan, Natalie Portman, Martin Short, Rod Steiger, Lucas Haas, Michael J. Fox, Sarah Jessica Parker, Tom Jones, Jim Brown, Pam Grier, Lisa Marie, Barnet Schroeder, e ainda traz um Jack Black novinho e de cabelo raspado! (Christina Applegate também está creditada, “acho” que é a namorada de Black…)

Marte Ataca! foi lançado pouco depois de Independence Day, o filme catástrofe de invasão alienígena de Roland Emmerich. Um parece o oposto do outro – se em um tudo é levado a sério, no outro tudo é escrachado. Aliás, uma boa comparação seria: enquanto Independence Day é um filme “B” com cara de grande produção, Marte Ataca! é uma grande produção com cara de filme “B”…

Marte Ataca! foi dirigido por Tim Burton, que até hoje sempre se destacou pelo esmero com que cuida da parte visual de seus filmes – Alice, seu mais novo filme, que estreia aqui em abril (mês que vem!), promete manter a tradição, como em filmes como Beetle Juice, Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Noiva Cadáver e Sweeney Todd, entre outros.

Marte Ataca! foi lançado nos cinemas em 1996. Já foi lançado em dvd por aqui, mas é um daqueles títulos mal lançados e quase impossível de se encontrar. Pena…

Eles Vivem

Eles Vivem

Um dos melhores filmes de John Carpenter!

Um trabalhador, recém chegado numa cidade, acidentalmente descobre uma caixa de óculos escuros. Ao colocar os óculos, descobre que todos os anúncios contém mensagens de ordem, como “obedeça” ou “continue dormindo”. Mais: descobre que alienígenas estão entre nós, disfarçados! Fomos invadidos por outro planeta, que está discretamente corrompendo e dominando o nosso mundo!

A gente pode ver Eles Vivem de duas maneiras diferentes. Pode ser um divertido filme sobre alienígenas invadindo e tomando conta da Terra. Ou pode ser uma metáfora para a invasão comunista, medo que assombrava os EUA décadas atrás. Na verdade, vários filmes de ficção científica desta época são assim, falando de um misterioso invasor que muda a cabeça do americano típico. Um bom exemplo é Invasores de Corpos (que já foi refilmado três vezes), onde as pessoas são trocadas por cópias sem sentimento.

E John Carpenter é o melhor cara em Hollywood para fazer um filme destes. Ele consegue criar esse clima de filme “B” como poucos!

Roddy Piper, Keith David e Meg Foster encabeçam um elenco sem nomes famosos. Bem, mais ou menos, Piper era lutador de luta livre. Inclusive, a longa luta de mais de cinco minutos entre ele e David era para durar apenas 20 segundos, mas os atores resolveram lutar de verdade (apenas evitando golpes no rosto e nas “partes baixas”), e ensaiaram esta luta por três semanas. A luta ficou tão boa que Carpenter a deixou inteira

(A melhor frase do filme, “I have come here to chew bubble gum and kick ass, and I’m all out of bubble gum” (“Eu vim aqui para mascar chicletes e meter p%$#rrada, e acabaram os meus chicletes”), foi improvisada por Roddy Piper. Ele usava frases assim nas entrevistas que dava na época das lutas.)

Uma curiosidade sobre o protagonista: assim como acontece em Clube da Luta, em nenhum momento seu nome é dito durante o filme. Pelos créditos, vemos que o nome do personagem é “Nada”. Tudo a ver com o filme, não?

Infelizmente Eles Vivem nunca foi lançado aqui no Brasil em dvd… Sorte que consegui comprar um dvd original gringo!

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Está acontecendo um festival de filmes dos anos 70 no Instituto Moreira Salles. Fui lá no domingo, e, antes de O Império Contra-Ataca, revi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, um dos melhores filmes do diretor Steven Spielberg. E olha que estamos falando cara que dirigiu Caçadores da Arca Perdida, E.T., Tubarão, Parque dos Dinossauros, O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler, dentre outros!

A trama: depois de um breve contato com discos voadores, algumas pessoas começa a ter alucinações com uma montanha e um tema de cinco notas musicais. Ao mesmo tempo, um cientista francês investiga misteriosos acontecimentos pelo mundo, desconfiando que tudo tem a ver com os discos voadores.

Considero Contatos Imediatos do Terceiro Grau um grande marco na história do cinema. Até então, os filmes de ficção científica tinham efeitos especiais tão capengas que os filmes não conseguiam ser levados a sério. (A honrosa excessão é 2001, feito em 1969 por Stanley Kubrick. Os efeitos especiais de 2001 impressionam até hoje, mais de 40 anos depois!)

Até que, em 1977, surgiram dois filmes que mudaram a história do cinema de ficção científica: este Contatos Imediatos do Terceiro Grau e um tal de Guerra nas Estrelas, de George Lucas. (Coincidência ou não, Spielberg e Lucas já eram amigos…) A partir daí, os efeitos especiais começaram a ficar mais convincentes, e durante a década seguinte, já eram usados facilmente por muito mais filmes.

O elenco, encabeçado por Richard Dreyfuss, traz um nome curioso: François Truffaut, diretor de filmes como Farenheit 451 e A História de Adelle H, que interpreta o cientista francês. Ainda no elenco, Melinda Dillon, Teri Garr e Lance Henriksen.

Ainda no elenco, preciso mencionar que achei sensacional o papel do filho do meio de Richard Dreyfuss. O moleque é uma peste, em todas as poucas cenas onde ele aparece, ele está aprontando alguma arte. Me diverti muito vendo o moleque endiabrado! Sensacional!

Enfim, um clássico da ficção científica. Recomendado a todos, mesmo que nos dias de hoje.

O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca

Tive a oportunidade de rever, no último fim de semana, o fantástico O Império Contra-Ataca. Melhor ainda: num cinema!

Todo mundo conhece a história, né? O vilão Darth Vader encontra os rebeldes que se refugiaram no gelado planeta Hoth. Enquanto Han Solo, Chewbacca, a princesa Leia e C-3P0 fogem do Império na Millenium Falcon; Luke Skywalker vai com R2-D2 até o planeta Dagobah para continuar o treinamento jedi com o mestre Yoda.

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga Star Wars. E não é difícil entender o por que. Enquanto Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança), por ser o primeiro, teve um orçamento mais limitado e por isso às vezes parece que não é tão bem feito, com efeitos especiais inferiores e algumas falhas; O Retorno do Jedi tem um lado meio infantil com os seus ewoks. (Heu, particularmente, gosto muito dos três. E O Retorno do Jedi teve uma importância maior na minha vida cinematográfica, pela época que passou, quando heu tinha 12 anos. Mas isso ficará para outro post…)

O Império Contra-Ataca continua muito bom, mesmo 30 anos depois do lançamento (sim, o filme é de 1980!). Inclusive, os efeitos especiais, de uma era pré computador, continuam eficientes. Definitivamente, um marco na história do cinema!

O filme foi escrito por Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (que também escreveu Os Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e dirigido por Irvin Kershner, e não por George Lucas, como muitos pensam. Lucas criou a história, todo o universo de Star Wars vem da cabeça dele, nisso ele é um gênio – mas ele nunca se deu bem dirigindo atores. Tanto que, antes da nova trilogia (quando, teimoso, ele resolveu dirigir os três filmes), ele só dirigira outros três filmes: o primeiro Guerra nas Estrelas, Loucuras de Verão e o esquisito THX-1138. Richard Marquand foi o “diretor de aluguel” em O Retorno do Jedi. Falo “diretor de aluguel” porque tanto Kasdan quanto Marquand não têm grandes créditos como diretores de outros filmes, e além disso, os três filmes da trilogia clássica têm a “mesma cara”.

Suponho que todos aqui já tenham visto O Império Contra-Ataca. Por isso, aqui está o meu aviso de spoiler! A partir de agora, rolarão spoilers sobre toda a saga!

SPOILERS!

Talvez o maior “plot twist” (reviravolta no roteiro) do cinema em todo o século passado seja o momento onde Vader revela que é o pai de Luke. Hoje em dia isso é até óbvio e virou clichê, mas, acreditem, na época, era grande coisa!

Às vezes me perguntam qual seria a ordem correta para se ver os seis filmes. Sempre digo que é IV, V e VI, e depois I, II e III. O Império Contra-Ataca tem dois bons exemplos que justificam esta ordem. Um é a própria revelação que Vader é o pai de Luke. Ora, se você viu o ep. III, você já sabia! Além disso, ainda rola um beijo entre Luke e Leia, que só vão descobrir que são irmãos no ep. VI.

(Ainda rola o fato do R2-D2 já saber quem era o Yoda. Mas, na verdade R2 sempre foi um sacana, ele pode ter feito isso de propósito. Prestem atenção na fuga de Bespin: ele sabia que tinham desligado o hiper drive e não falou nada!)

E, na minha humilde opinião, a maior falha da saga está num diálogo deste filme. Quando Luke vai embora de Dagobah, Obi Wan fala “ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “não, ainda tem mais uma”. Ora, Obi Wan estava presente no nascimento dos gêmeos, no fim do ep. III! Para este diálogo fazer sentido, Yoda deveria ser o único a saber dos gêmeos, e deveria entregar um para o Obi Wan e a outra para o Bail Organa, e um não deveria saber do outro. Aí sim, Obi Wan poderia ter falado aquilo. Bola fora, sr. Lucas!

Nos anos 90, os três filmes clássicos foram relançados, com efeitos novos, mas com algumas desnecessárias alterações. Grandes polêmicas envolvem essas mudanças, principalmente nos episódios IV e VI (No IV, temos o Greedo atirando antes, e Han Solo ainda pisa no rabo do Jabba logo depois; no VI, a nova música colocada no palácio do Jabba é bem pior que a original). Mas neste ep. V não há nenhuma mudança considerável. Mesmo assim, fiquei feliz de ver que a cópia exibida foi a original, sem alterações.

May the force be with you! Always!

Gamer

Gamer

No futuro, um gênio da informática cria jogos de realidade virtual, usando pessoas de verdade com o cérebro modificado, para obedecerem como personagens de videogame. Prisioneiros condenados à morte são usados em um dos jogos, o popular e violento “Slayers”, um jogo onde quase todos morrem antes de chegar ao fim.

É o novo filme da dupla de diretores / roteiristas Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos do primeiro Adrenalina. Sim, em alguns momentos, o filme segue a mesma velocidade absurda. Absurda, porém eficiente, como acontece em Adrenalina! Muitos tiros, muitas explosões e muitos cortes ágeis. Ah, sim, os cortes ágeis também estão no outro jogo, o que não tem tiros nem explosões, uma espécie de “second life” com gente real.

Um dos trunfos do filme é o seu ator principal, Gerard Butler. O cara está administrando bem a carreira, depois do sucesso conseguido ao fazer o Leônidas de 300. Ele alterna entre filmes mais “masculinos”, como esse Gamer ou RocknRolla; e filmes mais “femininos”, como A Verdade Nua e Crua e PS Eu Te Amo. Esse cara vai longe! Ainda no elenco, Amber Valletta, Michael C. Hall, Kyra Sedgwick, Logan Lerman e Alison Lohman.

Nem tudo funciona, algumas cenas ficaram meio sem sentido, como a dancinha à la Broadway do vilão. Mas, no fim, quem gosta do estilo não vai se decepcionar.

A Noite do Cometa

A Noite do Cometa

Outro dia um amigo me passou o link desta pérola. Um filme que mistura um cometa com zumbis??? Preciso ver isso, foi o que pensei na hora!

A trama é sensacional: um cometa, ao passar perto da Terra, mata quase toda a população. E ainda deixa uns zumbis espalhados por aí…

Sim, parece uma versão pobre de Força Sinistra, só que com zumbis no lugar de vampiros. A diferença é que aquele é um bom filme; porque este A Noite do Cometa é muito ruim!

Olha, admito que até gosto de filmes ruins. Mas aqui é tudo tão tosco que fica difícil! Nenhum dos personagens convence, e várias cenas são forçadas demais.

Nem os fãs de filmes de zumbi vão gostar. São pouquíssimos zumbis. Mais: como assim, um zumbi que fala???

No elenco, só um nome me chamou a atenção: Mary Woronov, que esteve em vários filmes B na época, como Eating Raoul e TerrorVision. Em outras palavras: ninguém conhecido…

Acredito que esse filme só funcionaria se visto por uma galera galhofeira. Fazendo muita bagunça e rindo de cada tosqueira na tela!