O Vingador do Futuro

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O Vingador do Futuro

Num futuro indefinido, Quaid (Arnold Schwarzenegger) tem uma vida tranquila. Tem um emprego como operário, tem uma bela esposa (Sharon Stone, lindíssima), mas tem sonhos constantes e obsessivos com Marte. Resolve então “visitar” Marte, numa nova forma de viagem: um implante de memória no cérebro, com lembranças de uma viagem de duas semanas pelo planeta vermelho. Mais: como adicional, ele opta por ter uma viagem “com aventura”, na pele de um agente secreto! E, a partir daí, você não sabe mais se o que acontece com Quaid é verdade ou se foi implantado em seu cérebro.

Dirigido por Paul Verhoeven e baseado no conto “We Can Remember It For You Wholesale”, de Philip K Dick (o mesmo de Blade Runner, O Homem Duplo, Minority Report e O Pagamento), O Vingador do Futuro tem um dos melhores roteiros de sua época – apesar do nome sugerir uma apelativa cópia do Exterminador do Futuro, também com Schwarza.

Paul Verhoeven, um cineasta holandês há poucos anos em Hollywood, ainda era muito mais cínico e violento que a maioria dos americanos. Estava no auge, na mesma época fez Conquista Sangrenta, Robocop e Instinto Selvagem, todos ótimos. Pena que não soube segurar a mão e sua carreira foi escada abaixo depois, com filmes de qualidade duvidosa como Showgirls e O Homem sem Sombra.

O elenco está perfeito. O grande canastrão Schwarzenegger tem aqui um dos melhores papéis da sua carreira; Sharon Stone idem (acho que só em Cassino e Instinto Selvagem ela se igualou); e Michael Ironside também está ótimo, como um vilão mão, muito mau!

Os efeitos especiais, mesmo se passando mais de 15 anos, ainda convencem – apesar de certos chroma-keys estarem, vamos dizer, “gastos”. Mesmo assim, os cenários, maquiagens e efeitos em geral ainda funcionam!

Boa diversão!

12 Macacos

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12 Macacos

Terry Gilliam era um dos membros do grupo inglês Monty Python – aliás, o único americano entre eles. E quando o Monty Python acabou, ele investiu na carreira de diretor (começada enquanto o grupo ainda existia) e se tornou uma importante referência. Este, ao lado de Brazil, o Filme, é um dos melhores filmes dele.

Num futuro pós apocalíptico onde um vírus matou quase todos, o que sobrou da população vive nos subterrâneos. Algumas pessoas são mandadas ao passado para tentar reverter essa situação.

O elenco foi muito bem escolhido. Bruce Willis neste filme confirmou a opção de variar os papéis, alternando filmes de ação (Duro de Matar) com trabalhos mais elaborados como Pulp Fiction. E Brad Pitt, na época das filmagens ainda era um quase desconhecido ator em ascensão. Só que, entre as filmagens e o lançamento, chegaram ao circuito Entrevista com o Vampiro, Lendas da Paixão e Seven, catapultando a sua carreira.

12 Macacos concorreu a dois Oscars: melhor ator coadjuvante com Brad Pitt (ele está realmente impressionante); e melhor figurino (mas perdeu os dois). Curiosamente, não concorreu a melhor roteiro, apesar de ter um dos melhores roteiros da história de Hollywood. Tudo no roteiro é “redondinho”, tudo se encaixa, o menor detalhe aqui tem sentido acolá. Sim, tem gente que não vai entender a história se não prestar atenção…

O estilo do Terry Gilliam é peculiar: personagens caricatos, cenários grandiosos, ângulos de câmera pouco usuais… Pena que, recentemente, um de seus filmes foi literalmente perdido. Enquanto filmava uma nova versão de Dom Quixote, vários problemas aconteceram durante as filmagens – desde tempestades destruindo os cenários até o ator principal cair de cama doente. Nunca veremos este filme…

O Vidente

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O Vidente

Antes de tudo, este é um filme baseado em Philip K. Dick. E quem foi esse cara?

O que Blade Runner, O Vingador do Futuro, O Pagamento (John Woo), O Homem Duplo e Minority Report têm em comum? São filmes baseados em livros de K. Dick, um escritor de ficção científica que nasceu em 1928.

Pelos filmes que foram feitos, a gente já tem vontade de ver o próximo (nem todos são brilhantes, mas só o Blade Runner e o Vingador do Futuro já valem).

Neste novo filme do neo zelandês Lee Tamahori (de Triplo X 2 e 007 Um Novo dia para Morrer), Nicolas Cage consegue ver dois minutos à frente. Assim, ele consegue adivinhar cada situação antes de acontecer, e mudar o futuro de acordo com a sua vontade. E por causa desta habilidade, o FBI quer que ele ajude a encontrar terroristas que pretendem colocar uma bomba atômica em solo norte-americano.

Estes dois minutos de previsão nos oferecem situações muito interessantes, como quando ele escapa de vários seguranças num cassino, numa interessante coreografia onde ele sabe exatamente onde estará o próximo segurança; ou ainda quando ele conhece a personagem de Jessica Biel, e vê várias abordagens que dão errado.

O elenco ainda conta com Julianne Moore, como a obcecada oficial do FBI que quer a ajuda do vidente.

O único problema do filme, na minha opinião, é que os terroristas não me convenceram… Se a idéia era a bomba, eles não deveriam ter desviado do objetivo.

Não é uma obra prima, mas vale o ingresso.

Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

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Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

A long time ago, in a galaxy far far away…

Na verdade, esse “a long time ago” foi há 30 anos atrás. George Lucas, um diretor pouco conhecido, que tinha feito apenas dois filmes (o esquisito THX 1138 e o sucesso de bilheteria American Graffitti), lançou em 1977 um filme que mudaria a história do cinema.

Qualquer um pode listar inúmeras “regras” de Hollywood que foram modificadas a partir de Guerra nas Estrelas, como as datas para os lançamentos dos grande blockbusters ou o merchandising que acompanha os filmes hoje em dia. Então aqui não vou falar de mercado nem de Hollywood. Vamos ao filme!

Por que um filme de ficção científica velho é importante até hoje?

Guerra nas Estrelas criou um novo universo, pegando elementos aqui e acolá. É a eterna luta do bem contra o mal, o mocinho querendo resgatar a mocinha das garras do vilão, elementos místicos e mágicos ensinados por velhos sábios, – está tudo lá! Mas com uma roupagem nova. E com efeitos especiais até então nunca vistos.

Antes de 77, o único filme com efeitos especiais que não causava gargalhadas de tão mal-feitos era 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrik (de 1969!!!). Todo o resto era caricato. Até que, em 77, dois filmes usaram efeitos um passo muito à frente dos outros (o outro filme foi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Spielberg, não por coincidência, amigo de Lucas). Naves espaciais, batalhas com “espadas laser”, robôs e vários seres estranhos estavam lá, de uma maneira finalmente convincente!

(Claro que hoje em dia os efeitos estão velhos e não convencem mais ninguém. Por isso mesmo, Lucas refez quase todos os efeitos e relançou o filme nos anos 90. Mas heu ainda recomendo a versão original, onde as pessoas certas atiram antes…)

O universo criado por Lucas era complexo, e a história renderia outros filmes (e, posteriormente, um universo expandido, com muitos livros e revistas). Por isso, Guerra nas Estrelas é o “episódio IV”. Em 80 foi lançado o V, O Império Contra-Ataca (considerado por muitos o melhor da série), e em 83 veio o VI, O Retorno do Jedi, com a redenção final do mocinho e do vilão.

Em 99, 02 e 05, foram lançados os episódios I, II e III. Mas não cabe falar deles aqui, já que fazem parte de outro contexto, apesar de usar o mesmo universo.

Os elementos apresentados por Guerra nas Estrelas são cultuados até hoje. Darth Vader é o melhor vilão do século XX. Existem pessoas que usam a Força como religião. E hoje falamos de wookies, jawas, ewoks e siths, como acontece com outros universos de contos de fadas.

Sobre o elenco, não podemos falar muita coisa. Mark Hammil e Carrie Fisher (Luke Skywalker e Leia Organa) não conseguiram muita coisa além destes papéis. Harrison Ford, o Han Solo, é o único que saiu daí para o estrelato em outros filmes, com boas escolhas como Blade Runner e Caçadores da Arca Perdida. Claro, não podemos nos esquecer do auxílio luxuoso de dois veteranos: Alec Guiness como Ben Kenobi e Peter Cushing como Grand Moff Tarkin. Darth Vader? Era uma pessoa debaixo da armadura e outra fazendo a voz. O ator debaixo da armadura, David Prowse, está no ostracismo até hoje; mas a sua voz, James Earl Jones, ainda hoje deve ganhar dinheiro gravando recados em secretárias eletrônicas alheias…

May the Force be with you – always

O Dia em que a Terra Parou

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O Dia que a Terra Parou

Apesar da crítica, de um modo geral, ter detonado o filme,  sabe que gostei? Não vi o original – se vi, não me lembro. Então não posso comparar. Mas, pensando como um filme novo, funciona.

Um alienígena acompanhado de um imenso robô chegam à Terra. Sua missão? Avisar que ele está aqui para salvar o planeta. Mesmo que, para isso, seja necessário o extermínio da raça humana.

Jennifer Connelly é a cientista que ajuda o alienígena. Keanu Reeves interpretando Klaatu, um alienígena sem emoções, foi uma boa sacada. A ponta do John Cleese foi bem legal. Achei a Kathy Bates sub-aproveitada, acho que seria melhor um homem naquele papel, mas não chega a incomodar. A bola fora no elenco é Jaden Smith, o filho de Will Smith, como o enteado da Jennifer Connelly. O garoto é muito chato. E não gostei do excesso de merchandising – o que foi aquele close no copo de café do MacDonald’s???

Mesmo assim, a tensão inicial é interessante e os efeitos são eficientes. Quem não for muito exigente pode curtir o filme na boa. Pelo menos atá a parte final…

SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!

O fim é totalmente incoerente. A Jennifer Connelly passa o filme inteiro tentando convencer o Keanu Reeves a dar uma segunda chance pros humanos. E quando ele concorda em fazer alguma coisa, eles são bombardeados pelo exército!

Se o filme tivesse um pouquinho de coerência, isso seria o argumento final pra acabar com a raça humana.

Mas… não! Ele vai embora e deixa todos vivos! Ora bolas, qual seria a interpretação militar pra isso? “O bombardeio deu certo!”

O fim correto seria morrer todo mundo. Nem todo bom fim precisa ser feliz…

The Mutant Chronicles

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The Mutant Chronicles

Recentemente este filme apareceu nos torrents da vida. Mais um filme baseado em um videogame que desconheço. Mas, com Ron Perlman, John Malkovich e Thomas Jane no elenco, fiquei curioso pra ver…

Num futuro toscamente indefinido – no cartaz diz que é o sec 23; no filme diz que se passa no sec 28… – o planeta é devastado por guerras entre 4 grandes corporações. Numa destas batalhas, um selo é quebrado e vários mutantes assassinos são libertados para acabar com a humanidade.

O enredo parece de filme B, não é? E realmente parece um Bzão. Por isso fiquei triste quando soube que um dos diretores cotados para dirigir era John Carpenter, um dos melhores diretores de filmes B de Hollywood…

Em vez de John Carpenter, temos o desconhecido Simon Hunter na direção. Mas até que a direção não ficou ruim: tudo é estilizado, misturando um visual retrô ao futuro. Por exemplo, as naves são movidas a carvão!

Outra coisa interessante: os cenários no filme são todos digitais. Fica meio Sky Captain e o Mundo de Amanhã, todas as cores parecem alteradas, tudo é meio preto & branco, menos o sangue, muito vermelho…

Sangue, sim, tem muito sangue. O filme é violento. Os mutantes não são bonzinhos como nos X-Men da vida. São todos feios, sujos e malvados!

Mas o que falta aqui é história. Toda essa trama de mundo destruído pela guerra entre as corporações e os mutantes meio mortos-vivos é muito confusa! E os personagens não ajudam. Thomas Jane quando faz filmes sérios (como The Mist) até funciona, mas aqui ele está canastrão até não poder mais! E não falei das situações clichê, como “o amigo que é encontrado quase morto”…

Pode ser uma boa diversão. Mas sem muitas expectativas…

Star Wars – The Clone Wars

Star Wars – The Clone Wars

Uma nova série animada de Star Wars vem aí, novamente para o Cartoon Network, assim como foi a outra série Clone Wars, criada por Genndy Tartakovsky (o mesmo de Laboratório do Dexter). Só que, desta vez, a qualidade das imagens é bem melhor, e resolveram juntar os 3 primeiros episódios e lançá-los antes no cinema, como se fosse um filme: Star Wars – The Clone Wars.

Tive a oportunidade de ver a pré-estréia, junto com o pessoal do Conselho Jedi do RJ, e posso dizer que, de um modo geral, o filme agradou! Como fã, posso dizer que me diverti à beça vendo batalhas entre Clone Troopers e exércitos de robôs, e vendo vários novos duelos entre jedis e siths…

A nova série se situa entre os episódios II (O Ataque dos Clones) e III (A Vingança do Sith). Obi Wan Kenoby e Anakin Skywalker estão junto a exércitos de Clone Troopers, no meio da guerra contra os andróides – as “Guerras Clônicas” do título! – quando Anakin, sem pedir, “ganha” uma padawan (aprendiz de jedi), Ahsoka Tano. Ao mesmo tempo, Jabba o hutt (o mesmo que aparece em O Retorno do Jedi) pede ajuda aos Jedi porque seu filho foi sequestrado. E descobrimos que o grande vilão Conde Dooku e sua assecla Asaj Ventress estão por trás disso.

Só vejo dois problemas aqui. Um deles é a improvável aliança entre os Jedi e Jabba – achei um pouco forçado, são estilos de vida e de trabalho completamente diferentes e incompatíveis. O outro problema é que, infelizmente, já sabemos o fim da história. Como Ahsoka não é mencionada nos filmes posteriores, infelizmente já sabemos que ela vai morrer. Assim como já sabemos que alguns dos duelos não terão fatalidades, afinal, vemos os personagens depois…

Apesar disso, a história funciona bem. Os novos personagens são interessantes – além de Ahsoka e seu ímpeto adolescente ainda somos apresentados a mais Hutts! E as cenas de ação, com mais cara de Pixar do que de Cartoon Network, são ótimas! Ok, talvez o humor dos andróides lembre os filmes dos trapalhões, mas nada que estrague o resultado final…

Que a força esteja com vocês!