O Exterminador do Futuro: A Salvação

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O Exterminador do Futuro: A Salvação

O primeiro Exterminador do Futuro, dirigido por James Cameron em 1984, é um dos melhores filmes de ação / ficção científica da década de 80, e ainda criou um papel perfeito para o ex fisiculturista (e hoje político) Arnold Schwarzennegger. Sua continuação, em 1991, também dirigida por Cameron, não só manteve o bom nível do primeiro, como ainda foi um marco no uso dos efeitos especiais por computador, ao criar um exterminador de metal líquido. Em 2003 houve uma terceira parte, bem mais fraca que os dois primeiros. E agora chega aos cinemas o quarto filme. E aí? Funcionou?

Sim, funcionou. Não sei se ficará para a história como os dois primeiros, mas é bem melhor que o terceiro, e bem melhor do que muitos dos recentes “filmes novos com ideias antigas”.

(Explicando a expressão usada aí em cima: Hollywood não tem tido muita imaginação para criar novas ideias, é só vermos a enorme quantidade de refilmagens, releituras e reciclagens em geral que ocupam as listas de filmes mais vistos dos últimos tempos!)

Todos conhecem a história, né? No futuro (o “distante”1997), houve uma hecatombe nuclear, e as máquinas decidiram tomar conta do planeta e exterminar a raça humana. Então, mandam um robô – o “Exterminador” – para o passado, para matar a mãe de John Connor, líder da resistência no futuro.

Enquanto os outros filmes se passavam antes da hecatombe, com exterminadores e humanos voltando pro passado, este quarto filme se passa depois, com John Connor já adulto. Connor luta para salvar Kyle Resse, um jovem que no futuro voltará ao passado e se tornará o seu pai. Enquanto isso, um misterioso Marcus Wright aparece ao lado dos “mocinhos”, e não sabemos exatamente quem é ele. E contar mais sobre este bom personagem estraga o filme para quem não viu.

O elenco é cheio de nomes legais. Sam Worthington “rouba” o filme como Marcus; Anton Yelchin, o Checov do novo Star Trek, também está bem como Kyle Reese. Também estão no elenco Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Helena Bonham Carter e Michael Ironside. Curiosamente, Christian Bale, o Batman, logo o protagonista, apesar de bom ator, é o elo fraco do elenco. Usar exatamente a mesma voz gutural do cavaleiro das trevas não foi uma boa ideia…

Coube a direção a McG, que apesar do nome esquisito, já mostrou eficiência em filmes de ação ao dirigir os dois As Panteras. E os ótimos efeitos especiais ficaram a cargo da consagrada Industrial Light & Magic, fazendo um bom trabalho ao misturar efeitos mecânicos e computadorizados. E existe uma surpresa muito legal no fim do filme, quando aparece o primeiro T800!

Enfim, como dito lá em cima, o tempo vai dizer se esse virará um clássico como os dois primeiros. Mas por enquanto podemos ficar com um bom filme de ação!

O Guia do Mochileiro das Galáxias

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

Outro dia descobri que no dia 25 de maio é comemorado o “dia da toalha”. Se você não sabe o que é isso, é porque você não leu o livro nem viu o filme O Guia do Mochileiro das Galáxias!

Vou aproveitar a ocasião e falar do filme – não ter falado ainda desse filme aqui neste blog é uma falha grave, afinal, gostei tanto quando vi no cinema que logo comprei o livro, e em seguida, compri o dvd para rever…

Arthur Dent (Martin Freeman) é um cara normal, mas que está tendo um péssimo dia. Sua casa está prestes a ser demolida, e ele descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre. Pra completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial por burocráticos e desagradáveis Vogons. Arthur só tem uma saída: pegar carona junto com Ford em uma nave espacial que está de passagem. E eles levam com eles, além das toalhas, um importante livro com tudo o que precisam saber sobre sua nova vida: o Guia do Mochileiro das Galáxias.

E a história segue por esse caminho “festa estranha com gente esquisita”. Personagens bizarros em situações ainda mais bizarros! São várias as cenas hilárias e geniais!

A “troupe” de Arthur Dent ainda tem Trillian (Zooey Deschanel), uma humana que também escapou da destruição da Terra e Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia – e que tem duas cabeças! Isso sem contar com o genial e depressivo robô Marvin (Warwick Davis e voz de Alan Rickman) – um robô que passa o tempo todo reclamando da vida! Ainda no elenco, temos Bill Nighy como um construtor de planetas (!) e John Malkovich, num papel criado especialmente por Adams para a versão cinematográfica.

Douglas Adams, autor do livro e do roteiro do filme, tem no currículo uma breve participação no seriado Monty Python Flying Circus, como ator e roteirista. Isso levou, claro,  a comparações entre O Guia… e os filmes do Monty Python. Bem, são estilos diferentes, O Guia… não quer ser pythoniano. Mas uma ou outra cena bem que poderia estar num filme do sexteto britânico… Como a sensacional sequência da baleia caindo…

(Não podemos deixar de citar que os Vogons parecem extraídos de um filme do Terry Gilliam!)

Existe uma narração no início do filme, feita por Stephen Fry, que, curiosamente, foi dublada em português nas versões legendadas. Normalmente sou contra dublagens, mas sabe que funcionou?

O “dia da toalha” também é chamado de “dia do orgulho nerd”. Bem, feliz “dia da toalha” atrasado para você, caro leitor nerd!

p.s.: o filme tem a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais! Mas não vou dizer aqui, por causa dos spoilers… 😀

Gattaca – A Experiência Genética

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Gattaca – A Experiência Genética

Quando se pensa em ficção científica, as primeiras coisas que vêm à mente são naves espaciais, armas laser, seres alienígenas e viagens intergaláticas, né? Mas às vezes aparecem histórias mostrando um futuro bem factível. Esse é o caso de Gattaca.

A história: a sociedade está dividida. Existem aqueles concebidos de maneira natural, sujeitos a problemas genéticos; e existem os que vieram de embriões manipulados em laboratório, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes e com menos risco de doença do que os “naturais”. Isso cria uma espécie de apartheid muito mais perigoso, afinal, é respaldado pela ciência. E, diferente de segregações raciais, sociais, sexuais ou por motivo religioso, desta vez existe uma razão: esses são realmente melhores do que aqueles!

Vincent Freeman (Ethan Hawke) foi concebido naturalmente. Ele sonha em viajar pelo espaço, mas este tipo de emprego é reservado àqueles selecionados geneticamente. Ele consegue então trocar de lugar com Jerome Morrow (Jude Law), que, apesar de concebido artificialmente, sofreu um acidente e ficou paraplégico. Ambos executam um complicado plano para conseguir o objetivo.

Cada vez que leio nos jornais notícias sobre genes e dna, me lembro desse filme, e acho que estamos chegando lá. Afinal, que pai ou mãe negaria ao seu futuro filho uma vida sem problemas hereditários? É só pegar os melhores genes de cada lado, e excluir os genes ruins… E o dia que a medicina chegar lá, a chance de acontecer esse apartheid é enorme!

(Aliás, não é coincidência o filme se chamar “Gattaca”, uma combinação com as letras “g”, “a”, “t” e “c”, as iniciais das bases hidrogenadas que formam o genoma. Assim como não é coincidência a escada caracol da casa de Jerome se parecer com uma espiral de dna…)

O filme foi escrito e dirigido por Andrew Niccol em 1997, e um ano depois Niccol ficou ainda mais conhecido por ter escrito o roteiro de O Show de Truman, aquele onde Jim Carrey vive num programa de tv mas não sabe disso.

Além de Hawke e Law, o elenco conta com Uma Thurman, Loren Dean, Elias Koteas, Alan Arkin, Tony Shalhoub e Ernest Borgnine.

Recomendado para aqueles que sabem que ficção científica não se reduz a E.T.s!.

Noite dos Arrepios

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Noite dos Arrepios

Continuemos na onda de clássicos de terror dos anos 80! Hoje vamos de Noite dos Arrepios (Night of The Creeps), filme assumidamente B, de 1986!

A história é sensacional: uma cápsula alienígena cai na Terra, contendo uma espécie de lesma, que entra nas pessoas pela boca e as tranforma em zumbis! Deveriam criar uma categoria de Oscar pra filmes com o argumento assim!

O roteiro deste divertidíssimo filme tem um monte de coisas legais. Algumas das frases são geniais – uma delas, considero uma das melhores de toda a década: “Girls, I have some good news and bad news. The good news is your dates are here. The bad news is they’re dead” (“Garotas, eu tenho uma notícia boa e uma má. A boa é que seus namorados estão chegando. A má é que eles estão mortos.”). Além disso, ainda ouvimos “pérolas” como “What is this? A homicide or a bad B movie?” (“O que é isso? Um homicídio ou um filme B ruim?”); ou ainda “I personaly would rather have my brain invaded by creatures from space than pledge a fraternity.” (Eu pessoalmente preferiria ter meu cérebro invadido por criaturas do espaço do que entrar para uma fraternidade.”)

Outra coisa legal é que todos os nomes próprios que estão no filme são homenagens a diretores ligados a filmes de terror: Corman Universtity (Roger Corman), Cynthia Cronemberg (David Cronemberg), Chris Romero (George A Romero), James Carpenter Hooper (John Carpenter e Dennis Hooper), detetive Ray Cameron (James Cameron), inspetor Landis (John Landis), sargento Raimi (Sam Raimi), Brad Craven (Wes Craven), mr. Miner (Steve Miner), Cunningham (Sean S Cunnigham)…

E as homenagens não param por aí: a diretora da universidade está vendo Plano 9 do Espaço Sideral, clááásico trash, considerado um dos piores filmes já feitos!

O filme é cheio de erros de continuidade, não sei se propositalmente – no flashback do detetive Cameron, antes ele segura um braço (!), depois aparece com a espingarda no lugar do braço; Cynthia nunca coloca o lança-chamas nas costas, ele “aparece” lá; o zumbi tenta pegar o carro com os dois policiais com a mão, e logo depois está com o machado na mão… Acho que não foi de propósito, acredito que não tenham dado muita importância a “detalhes” assim…

É difícil recomendar um filme tão tosco. Mas fica aqui a minha recomendação para quem gosta do estilo!

Força Sinistra

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Força Sinistra

Recentemente revi o ótimo Alien – O Oitavo Passageiro. Pra quem não viu (se você não viu, corra para ver!), é um exemplo perfeito de um filme que mistura dois estilos: terror e ficção científica.

Aí deu vontade de rever outro filme do mesmo roteirista, Dan O’Bannon, que também passeia entre os dois estilos: o clássico dos anos 80 Força Sinistra (Lifeforce no original), dirigido em 85 por Tobe Hooper (o mesmo de Poltergeist – O Fenômeno).

A sinopse encaixaria num filme trash: uma missão espacial britânica ao cometa Halley volta à Terra trazendo seres misteriosos. Mais tarde descobre-se que esses seres são como vampiros espaciais, que sugam energia das pessoas em vez de sangue!

(Um pequeno parênteses sobre o cometa Halley: desde o início da década de 80 se falava do “grande” cometa, que iria passar perto da Terra no início de 86, se não me engano. Toda a mídia do mundo inteiro deu atenção ao famoso cometa. E quando ele apareceu, era tão pequeno que ninguém viu nada… Grande decepção mundial… E agora só em 2061…)

Mas o filme não tem nada de trash. Apesar de ter mais de 20 anos, o filme não envelheceu muito. Os efeitos especiais, a cargo de John Dykstra (Guerra nas Estrelas), continuam eficientes, tanto nas cenas “espaciais” quanto nas cenas “de terror”. O filme funciona melhor que muito filme novo!

Um dos pontos altos do filme é a lindíssima atriz Mathilda May no papel da alienígena. Mais de mil mulheres foram testadas para esse papel, que exigia uma atriz com o corpo perfeito – boa parte do filme a personagem está nua. Mathilda ganhou o papel, e acredito que ninguém pode reclamar da escolha…

Esse filme ainda tem um outro mérito: a trilha sonora, eficientíssima, é de ninguém menos que Henry Mancini, célebre por ter composto o tema da Pantera Cor-de Rosa, entre outros temas jazzísticos. O clima de tensão ao longo do filme é pontuado pela bela trilha orquestrada.

De quebra, é um dos primeiros filmes de um tal Patrick Stewart – o Pickard de Star Trek – Nova Geração, e o Professor Xavier de X-Men. Completam o elenco Steve Railsback, Peter Firth e Frank Finlay.

Infelizmente, este é um daqueles filmes que foi mal lançado por aqui em dvd e por isso não tem em lugar algum pra venda. Enquanto não corrigem esta falha, precisamos esperar uma reprise na tv ou então usemos o velho torrent…

Star Trek

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Star Trek

Pra quem não sabe, existe uma rivalidade entre os fãs de Star Wars e os de Star Trek. Como nasci em 71, e sempre gostei mais de cinema do que de seriados de tv, acho que isso me coloca no grupo fã de Star Wars… Mesmo assim, nada tenho contra Star Trek!

Esse novo Star Trek era um projeto complicado, envolto num perigoso hype. J.J. Abrams, o homem mais incensado (e super-valorizado) de Hollywood nos úlimos anos, resolveu dirigir a história do início de tudo: como Kirk conheceu Spock e o resto de sua tripulação, e como virou capitão da USS Enterprise.

(Vou explicar o meu pé atrás com relação ao marqueteiro J.J. Abrams. Como diretor, tudo o que ele fez até agora pro cinema é o terceiro Missão Impossível, na minha opinião bem inferior aos dois primeiros (dirigidos por Brian De Palma e John Woo). Ele também é famoso por ter criado as séries Alias (que acho bem fraquinha), LostFringe (que são muito boas, mas deixam tantas pontas soltas que dá medo de nunca explicarem tudo). Além disso, ele usou o seu hype pra vender Cloverfield, que também não foi lá grandes coisas…)

Mas podemos ficar tranquilos. Desta vez J.J. acertou! Não é que o filme é bom?

Tudo o que se espera num filme desses está lá. Batalhas espaciais com efeitos especiais de cair o queixo, num roteiro redondinho que usa tudo o que a gente conhece sobre o universo trekker.

O elenco está afiado. Enquanto Kirk é interpretado pelo quase desconhecido Chris Pine, o emblemático Spock é feito por Zachary Quinto, o Sylar, vilão da série “Heroes”. Aliás, os dois estão muito bem juntos, mostrando a emoção de um versus a lógica do outro. E todo o elenco da série clássica está lá: Karl Urban como McCoy, Zoe Saldana como Uhura, Anton Yelchin como Checov, John Cho (Madrugada Muito Louca) como Sulu e um inspirado (como sempre) Simon Pegg (Um Louco Apaixonado) como Scotty. De quebra, ainda temos o próprio Leonard Nimoy como o Spock velho e a Winona Ryder como sua mãe. E ainda tem um Eric Bana como um vilão romulano…

(Nada contra os romulanos. Mas, na minha opinião pessoal, acho que poderia ser um vilão klingon. Os klingons são mais legais! 😀 )

Ok, existe o problema que assola todo e qualquer prequel: já sabemos que alguns daqueles personagens estarão lá depois, então algumas coisas ficam meio óbvias. Ora, se existe uma missão super perigosa onde temos o Kirk, o Sulu e mais um carinha qualquer, não é difícil prever qual dos três vai se dar mal, né?

Particularmente, não gostei muito das viagens no tempo e realidades paralelas, ficou meio forçado. E o filme ainda tem alguns exageros, típicos de filmes de ação. Tipo, não foi uma certa coincidência o Kirk ter caído acidentalmente naquele planeta, justamente pertinho de dois personagens importantes? Mas nada que atrapalhe o andamento do filme… Relaxe e aproveite a adrenalina!

Enfim, bom programa. E “que a força esteja com vocês”! Ops, não, filme errado! Aqui é “vida longa e próspera”!

Fanboys

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Fanboys

Ontem me falaram um fato curioso: o dia 4 de maio é considerado o “Star Wars Day”, por causa do (infame) trocadilho em inglês “may the fourth be with you”. Aproveitei então que tinha aparecido o torrent do esperado Fanboys e corri pra ver.

Fanboys é uma comédia sobre um grupo de amigos que resolve viajar até o Rancho Skywalker, em San Francisco, para tentar assistir o Ep I de Star Wars antes da estréia, em 1999. Uma típica comédia “road movie” americana, com o roteiro baseado em cima de divertidas situações criadas ao longo da jornada.

E por que falei “esperado” lá no fim do primeiro parágrafo? Bem, pra quem não me conhece: sou fã de Guerra nas Estrelas. Fã assumido, tenho todos os filmes em várias versões em vhs e em dvd, e já fui em várias convenções aqui no Rio – inclusive toquei temas do filme na última convenção! 😀

Bem, acredito que o filme foi feito pra gente como heu. E posso dizer: é divertidíssimo! Gargalhei vááárias vezes durante o filme!

São inúmeras referências ao universo de Star Wars ao longo do filme, e ainda temos algumas referências nerds em geral. É uma piada referencial atrás da outra. Acho até difícil destacar uma…

E isso sem contar com participações especiais. Temos cameos de várias pessoas ligadas ao tema, como Billy Dee Williams, Carrie Fisher e Kevin Smith. E, pros menos atentos, sim, aquele segurança que briga com dois cassetetes é Ray Park, que fez o Darth Maul no Ep. I! E, claro, uma divertida cameo do William Shatner…

O elenco principal é de quatro nomes pouco conhecidos – Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler e Jay Baruchel – assim como o diretor, Kyle Newman. Mas a principal personagem feminina está hoje bem expoente através da série Heroes: Kristen Bell! Mas ela infelizmente pouco aparece com o biquini dourado…

Talvez por essa enorme quantidade de piadas referenciais heu não seja o cara certo pra julgar um filme como esse. Fiquei me questionando se alguém que não está familiarizado com o universo Star Wars conseguiria entender todas as piadas. Talvez o filme seja bobo pra quem não é fã…

Bem, não é o meu caso. E recomendo o filme para os fãs de Star Wars! E não recomendo para os fãs de Star Trek, já que algumas das piadas não são muito simpáticas ao universo trekker…

Acho difícil passar nos cinemas daqui. Mas vou ficar de olho, porque assim que sair o dvd, vou comprar pra guardar na minha coleção, ao lado dos dvds de Star Wars!

Alien – O Oitavo Passageiro

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Alien – O Oitavo Passageiro

Outro dia meu amigo Bebeto Pires sugeriu uma resenha deste ótimo filme, que este ano completa 30 anos. Claro que heu já tinha visto, mais de uma vez, mas é sempre bom rever antes de escrever, né? Então aproveitei o feriadão de páscoa pra rever este clássico.

Alguém aí não conhece a história? A Nostromo, uma enorme nave espacial cargueira, com apenas sete tripulantes, para no meio do caminho de volta para a Terra, para checar um S.O.S num planeta desconhecido. Alguns tripulantes vão até lá, algo dá errado, e na volta para a Nostromo trazem algo desconhecido com eles.

É difícil falar de um fime desses. Afinal, o que posso falar sobre esse filme que já foi falado por pessoas com mais propriedade que heu? Bem, posso falar duas coisas:

1- O visual do filme não está “velho”. Os cenários e efeitos ainda estão bons, algo surpreendente para um filme feito 30 anos atrás. As únicas coisas que denunciam a idade são os gráficos dos monitores de computador. E talvez alguns penteados femininos…

2- Vi este filme junto com um “quase sobrinho”, de 18 anos. Que não tinha ideia do que se tratava o filme. E que me disse que o filme continua bom!

Alien é simplesmente um marco. É a perfeita interseção entre ficção científica, suspense e terror. Nasci em 71, então não vi na época do lançamento. Mas tive a sorte de ver no cinema, numa reprise, antes da continuação, ou seja, sem saber do que se tratava, sem saber o que era o “alien”. Afinal, o suspense é criado em cima do desconhecido: não sabemos o que é aquilo; até a cena final, apenas vemos partes do bicho.

Foram 3 continuações: Aliens, de James Cameron (86); Alien 3, de David Fincher (92); e Alien – A Ressurreição, de Jean Pierre Jeunet (97). O de Cameron também é excelente, é uma das poucas continuações da história tão boas quanto o original. Não gostei do de Fincher, mas prometo que um dia ainda reverei para uma segunda opinião. O de Jeunet é bizarro, mas não se pode esperar algo diferente vindo do mesmo diretor de Delicatessen

(Não estou contando os filmes da franquia Alien vs Predador. São muito ruins, principalmente se comparados a esses!)

Mais alguns fatos legais sobre Alien:

– Era o segundo filme de um tal de Ridley Scott. Que logo depois fez um tal de Blade Runner. E que já foi indicado 3 vezes ao Oscar de melhor diretor, por Thelma & Louise (91), Gladiador (2000) e Falcão Negro em Perigo (2001).

– Os cenários e criaturas foram desenhadas pelo artista suíço H. R. Giger, o mesmo que fez a criatura em A Experiência, e a capa do disco “Brain Salad Surgery, da banda Emerson, Lake & Palmer.

– O responsável pelos efeitos especiais foi Carlo Rambaldi, que ganhou um Oscar por este filme e outro por E.T.. Rambaldi ainda fez efeitos especiais em filmes legais como o King Kong de 76, Duna e Possessão, aquele que a Isabelle Adjani cria um monstro no banheiro.

– Sigourney Weaver era quase desconhecida antes da série Alien. Depois de estrelar os 4 filmes da franquia, passou a ser associada sempre ao filme.

– O roteirista Dan O’Bannon fez outros roteiros para filmes legais, como Força Sinistra (Lifeforce) e O Vingador do Futuro (Total Recall). Mas no seu currículo tem duas coisas curiosas: 1- Só dirigiu dois filmes. Um deles é o cultuadíssimo A Volta dos Mortos Vivos; 2- Realizou, em 1974, como projeto de faculdade, uma ficção científica trash divertidíssima chamada Dark Star, que também foi o primeiro filme de John Carpenter (O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York).

Chega, o texto vai ficar grande demais. Se você ainda não viu o filme, corra para ver. E se já viu, é uma boa opção de reprise!

Presságio

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Presságio

Em 1959, alunos de uma escola fazem desenhos prevendo o futuro para serem guardados numa cápsula do tempo, que será aberta 50 anos depois. Ao abrir a cápsula, John Koestler, um professor de astrofísica, descobre uma previsão de todas as grandes catástrofes que aconteceram no mundo nos últimos 50 anos. Mais: eles descobre que três catástrofes ainda estão por vir!

Presságio é o novo filme de Nicolas Cage, e mistura filme catástrofe, suspense e ficção científica. Ok, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Mas em compensação, as cenas de catástrofe são sensacionais.

Os efeitos especiais deste filme merecem um texto à parte. Sou um fã de efeitos especiais desde que conheci a sétima arte, no início dos anos 80. Efeitos especiais sempre me fascinaram, porque heu sempre ficava imaginando “como eles fizeram isso?” Heu poderia fazer um post inteiro com efeitos especiais marcantes, mas vou deixar pra outro dia.

Mas aí surgiram os “cgi”, os efeitos criados em computador. Se por um lado o cgi ajudou e muito a credibilidade dos filmes – afinal, agora TUDO é possível; por outro lado não existe mais o desafio de descobrir como foi feito – afinal, agora é TUDO “desenhado no computador”.

Não sou maluco de ser contra cgi, mas confesso que de um tempo pra cá, é difícil heu me impressionar com os efeitos de um filme…

Aí aparece um filme como Presságio, e a alegria de se curtir efeitos especiais volta: vemos um desastre de avião acontecendo em volta da gente, tudo no mesmo plano, sem cortes; depois ainda vemos um desastre no metrô, lá de dentro, do ponto de vista das pessoas que estão sofrendo o acidente! Olha, sou “burro velho” de efeitos especiais no cinema, e posso dizer que não me lembro de cenas de acidentes tão espetaculares como essas…

O diretor é Alex Proyas, que em 94 fez O Corvo, com Brandon Lee; e depois chamou a atenção em 98 com o interessante Cidade das Sombras, um “pré Matrix” com Kiefer Sutherland e Jennifer Connelly no elenco. E anos depois fez o fraco Eu, Robô, com Will Smith…

Sobre o elenco, ninguém se destaca, mas pelo menos também ninguém atrapalha. Podemos dizer que, de uns anos pra cá, Nicolas Cage se especializou em interpretar ele mesmo, Nicolas Cage. Mas ele funciona aqui. Ainda temos uma convincente Rose Byrne e as crianças Lara Robinson e Chandler Canterbury.

Muita gente pela internet tem falado mal do fim do filme. Heu, particularmente, não tenho nada a criticar sobre a opção. Achei até interessante…

Aliens vs Predador – Requiem

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Aliens vs Predador – Requiem

Às vezes vale mais a pena ver um trailer do que um filme…

Quando surgiu na net o trailer de AVP2, fiquei surpreso com a quantidade de “mortes legais” que estavam na tela! Legal, esse filme prometia ser melhor que o primeiro Alien vs Predador (afinal, o primeiro é muito fraco, ia ser fácil ser melhor).

Que nada…

A idéia do “crossover” das franquias Alien e Predador era interessante. O Alien é um dos “monstros” mais legais criados pelo cinema, um ser alienígena que usa humanos como hospedeiros pra se reproduzir, e que tem ácido correndo nas veias. E o Predador é um caçador genial. Aliás, em uma das cenas de um dos filmes do Predador, aparece o interior da nave dele, onde vemos rapidamente um crânio de Alien!

O encontro dos dois prometia. Mas, parece que Hollywood não sabe fazer “crossovers”, o filme foi tão fraco quanto Freddy vs Jason!

Agora veio um segundo filme, que colocaria os dois seres alienígenas lutando em uma pequena cidade nos EUA. Legal, podemos ver várias situações nunca antes imaginadas nos filmes anteriores, sempre passados em ambientes diferentes.

Mas, infelizmente, a idéia foi jogada fora. As mortes não são tão bem feitas assim, mostra-se pouco o híbrido “alienpredador”. e a motivação do Predador não me convenceu – por que ele veio pra cá?

Veja o trailer pelo youtube, e não perca tempo com o longa – uma hora e meia que não vou ter de volta!