O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca

Tive a oportunidade de rever, no último fim de semana, o fantástico O Império Contra-Ataca. Melhor ainda: num cinema!

Todo mundo conhece a história, né? O vilão Darth Vader encontra os rebeldes que se refugiaram no gelado planeta Hoth. Enquanto Han Solo, Chewbacca, a princesa Leia e C-3P0 fogem do Império na Millenium Falcon; Luke Skywalker vai com R2-D2 até o planeta Dagobah para continuar o treinamento jedi com o mestre Yoda.

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga Star Wars. E não é difícil entender o por que. Enquanto Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança), por ser o primeiro, teve um orçamento mais limitado e por isso às vezes parece que não é tão bem feito, com efeitos especiais inferiores e algumas falhas; O Retorno do Jedi tem um lado meio infantil com os seus ewoks. (Heu, particularmente, gosto muito dos três. E O Retorno do Jedi teve uma importância maior na minha vida cinematográfica, pela época que passou, quando heu tinha 12 anos. Mas isso ficará para outro post…)

O Império Contra-Ataca continua muito bom, mesmo 30 anos depois do lançamento (sim, o filme é de 1980!). Inclusive, os efeitos especiais, de uma era pré computador, continuam eficientes. Definitivamente, um marco na história do cinema!

O filme foi escrito por Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (que também escreveu Os Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e dirigido por Irvin Kershner, e não por George Lucas, como muitos pensam. Lucas criou a história, todo o universo de Star Wars vem da cabeça dele, nisso ele é um gênio – mas ele nunca se deu bem dirigindo atores. Tanto que, antes da nova trilogia (quando, teimoso, ele resolveu dirigir os três filmes), ele só dirigira outros três filmes: o primeiro Guerra nas Estrelas, Loucuras de Verão e o esquisito THX-1138. Richard Marquand foi o “diretor de aluguel” em O Retorno do Jedi. Falo “diretor de aluguel” porque tanto Kasdan quanto Marquand não têm grandes créditos como diretores de outros filmes, e além disso, os três filmes da trilogia clássica têm a “mesma cara”.

Suponho que todos aqui já tenham visto O Império Contra-Ataca. Por isso, aqui está o meu aviso de spoiler! A partir de agora, rolarão spoilers sobre toda a saga!

SPOILERS!

Talvez o maior “plot twist” (reviravolta no roteiro) do cinema em todo o século passado seja o momento onde Vader revela que é o pai de Luke. Hoje em dia isso é até óbvio e virou clichê, mas, acreditem, na época, era grande coisa!

Às vezes me perguntam qual seria a ordem correta para se ver os seis filmes. Sempre digo que é IV, V e VI, e depois I, II e III. O Império Contra-Ataca tem dois bons exemplos que justificam esta ordem. Um é a própria revelação que Vader é o pai de Luke. Ora, se você viu o ep. III, você já sabia! Além disso, ainda rola um beijo entre Luke e Leia, que só vão descobrir que são irmãos no ep. VI.

(Ainda rola o fato do R2-D2 já saber quem era o Yoda. Mas, na verdade R2 sempre foi um sacana, ele pode ter feito isso de propósito. Prestem atenção na fuga de Bespin: ele sabia que tinham desligado o hiper drive e não falou nada!)

E, na minha humilde opinião, a maior falha da saga está num diálogo deste filme. Quando Luke vai embora de Dagobah, Obi Wan fala “ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “não, ainda tem mais uma”. Ora, Obi Wan estava presente no nascimento dos gêmeos, no fim do ep. III! Para este diálogo fazer sentido, Yoda deveria ser o único a saber dos gêmeos, e deveria entregar um para o Obi Wan e a outra para o Bail Organa, e um não deveria saber do outro. Aí sim, Obi Wan poderia ter falado aquilo. Bola fora, sr. Lucas!

Nos anos 90, os três filmes clássicos foram relançados, com efeitos novos, mas com algumas desnecessárias alterações. Grandes polêmicas envolvem essas mudanças, principalmente nos episódios IV e VI (No IV, temos o Greedo atirando antes, e Han Solo ainda pisa no rabo do Jabba logo depois; no VI, a nova música colocada no palácio do Jabba é bem pior que a original). Mas neste ep. V não há nenhuma mudança considerável. Mesmo assim, fiquei feliz de ver que a cópia exibida foi a original, sem alterações.

May the force be with you! Always!

Spaceballs – S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço

Há um bom tempo queria rever o melhores filmes do Mel Brooks. Comecei meu festival pessoal com Spaceballs –  S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço, de 1987.

Todos sabem que se trata de uma sátira a Guerra nas Estrelas, né? Mesmo assim, tem uma trama: o planeta Spaceballs está ficando sem ar, então seu presidente manda o cruel Dark Helmet para roubar o ar do planeta Druidia. Para isso, Dark Helmet tenta sequestrar a princesa Vespa, que é salva pelo mercenário Lone Starr.

Quase todas as piadas são em cima de Guerra nas Estrelas, mas também tem espaço na sátira para outros filmes, como Jornada nas EstrelasAlien. Aliás, a participação especial de John Hurt, repetindo o papel de Alien, é genial!

No elenco, o destaque é para Rick Moranis, com a mesma cara de perfeito loser, mas debaixo do enorme capacete de Dark Helmet. Ainda no elenco, Bill Pullman, John Candy, Daphne Zuniga e o próprio Mel Brooks, fazendo dois papéis: o presidente e Yogurt – qualquer semelhança com Yoda não será mera coincidência!

São muitas as piadas boas, mas algumas são bobas. Brooks já estava começando a ficar sem graça…

Mesmo assim, considero este o último filme bom de Brooks. Se antes ele fez clássicos como O Jovem FrankensteinA Última Loucura de Mel BrooksA História do Mundo – parte 1, depois de Spaceballs, ele só fez três filmes, todos fracos, na minha humilde opinião: Que Droga de VidaRobin HoodDracula – Morto mas Feliz.

Brooks, hoje com 83 anos, ainda está na ativa, justamente escrevendo e produzindo uma série animada baseada em Spaceballs. Mas, independente da qualidade de seus projetos recentes, será sempre adorado por fãs de boas comédias!

Fanboys

fanboys

Fanboys

Ontem me falaram um fato curioso: o dia 4 de maio é considerado o “Star Wars Day”, por causa do (infame) trocadilho em inglês “may the fourth be with you”. Aproveitei então que tinha aparecido o torrent do esperado Fanboys e corri pra ver.

Fanboys é uma comédia sobre um grupo de amigos que resolve viajar até o Rancho Skywalker, em San Francisco, para tentar assistir o Ep I de Star Wars antes da estréia, em 1999. Uma típica comédia “road movie” americana, com o roteiro baseado em cima de divertidas situações criadas ao longo da jornada.

E por que falei “esperado” lá no fim do primeiro parágrafo? Bem, pra quem não me conhece: sou fã de Guerra nas Estrelas. Fã assumido, tenho todos os filmes em várias versões em vhs e em dvd, e já fui em várias convenções aqui no Rio – inclusive toquei temas do filme na última convenção! 😀

Bem, acredito que o filme foi feito pra gente como heu. E posso dizer: é divertidíssimo! Gargalhei vááárias vezes durante o filme!

São inúmeras referências ao universo de Star Wars ao longo do filme, e ainda temos algumas referências nerds em geral. É uma piada referencial atrás da outra. Acho até difícil destacar uma…

E isso sem contar com participações especiais. Temos cameos de várias pessoas ligadas ao tema, como Billy Dee Williams, Carrie Fisher e Kevin Smith. E, pros menos atentos, sim, aquele segurança que briga com dois cassetetes é Ray Park, que fez o Darth Maul no Ep. I! E, claro, uma divertida cameo do William Shatner…

O elenco principal é de quatro nomes pouco conhecidos – Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler e Jay Baruchel – assim como o diretor, Kyle Newman. Mas a principal personagem feminina está hoje bem expoente através da série Heroes: Kristen Bell! Mas ela infelizmente pouco aparece com o biquini dourado…

Talvez por essa enorme quantidade de piadas referenciais heu não seja o cara certo pra julgar um filme como esse. Fiquei me questionando se alguém que não está familiarizado com o universo Star Wars conseguiria entender todas as piadas. Talvez o filme seja bobo pra quem não é fã…

Bem, não é o meu caso. E recomendo o filme para os fãs de Star Wars! E não recomendo para os fãs de Star Trek, já que algumas das piadas não são muito simpáticas ao universo trekker…

Acho difícil passar nos cinemas daqui. Mas vou ficar de olho, porque assim que sair o dvd, vou comprar pra guardar na minha coleção, ao lado dos dvds de Star Wars!

Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

starwarsepiv

Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

A long time ago, in a galaxy far far away…

Na verdade, esse “a long time ago” foi há 30 anos atrás. George Lucas, um diretor pouco conhecido, que tinha feito apenas dois filmes (o esquisito THX 1138 e o sucesso de bilheteria American Graffitti), lançou em 1977 um filme que mudaria a história do cinema.

Qualquer um pode listar inúmeras “regras” de Hollywood que foram modificadas a partir de Guerra nas Estrelas, como as datas para os lançamentos dos grande blockbusters ou o merchandising que acompanha os filmes hoje em dia. Então aqui não vou falar de mercado nem de Hollywood. Vamos ao filme!

Por que um filme de ficção científica velho é importante até hoje?

Guerra nas Estrelas criou um novo universo, pegando elementos aqui e acolá. É a eterna luta do bem contra o mal, o mocinho querendo resgatar a mocinha das garras do vilão, elementos místicos e mágicos ensinados por velhos sábios, – está tudo lá! Mas com uma roupagem nova. E com efeitos especiais até então nunca vistos.

Antes de 77, o único filme com efeitos especiais que não causava gargalhadas de tão mal-feitos era 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrik (de 1969!!!). Todo o resto era caricato. Até que, em 77, dois filmes usaram efeitos um passo muito à frente dos outros (o outro filme foi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Spielberg, não por coincidência, amigo de Lucas). Naves espaciais, batalhas com “espadas laser”, robôs e vários seres estranhos estavam lá, de uma maneira finalmente convincente!

(Claro que hoje em dia os efeitos estão velhos e não convencem mais ninguém. Por isso mesmo, Lucas refez quase todos os efeitos e relançou o filme nos anos 90. Mas heu ainda recomendo a versão original, onde as pessoas certas atiram antes…)

O universo criado por Lucas era complexo, e a história renderia outros filmes (e, posteriormente, um universo expandido, com muitos livros e revistas). Por isso, Guerra nas Estrelas é o “episódio IV”. Em 80 foi lançado o V, O Império Contra-Ataca (considerado por muitos o melhor da série), e em 83 veio o VI, O Retorno do Jedi, com a redenção final do mocinho e do vilão.

Em 99, 02 e 05, foram lançados os episódios I, II e III. Mas não cabe falar deles aqui, já que fazem parte de outro contexto, apesar de usar o mesmo universo.

Os elementos apresentados por Guerra nas Estrelas são cultuados até hoje. Darth Vader é o melhor vilão do século XX. Existem pessoas que usam a Força como religião. E hoje falamos de wookies, jawas, ewoks e siths, como acontece com outros universos de contos de fadas.

Sobre o elenco, não podemos falar muita coisa. Mark Hammil e Carrie Fisher (Luke Skywalker e Leia Organa) não conseguiram muita coisa além destes papéis. Harrison Ford, o Han Solo, é o único que saiu daí para o estrelato em outros filmes, com boas escolhas como Blade Runner e Caçadores da Arca Perdida. Claro, não podemos nos esquecer do auxílio luxuoso de dois veteranos: Alec Guiness como Ben Kenobi e Peter Cushing como Grand Moff Tarkin. Darth Vader? Era uma pessoa debaixo da armadura e outra fazendo a voz. O ator debaixo da armadura, David Prowse, está no ostracismo até hoje; mas a sua voz, James Earl Jones, ainda hoje deve ganhar dinheiro gravando recados em secretárias eletrônicas alheias…

May the Force be with you – always

Star Wars – The Clone Wars

Star Wars – The Clone Wars

Uma nova série animada de Star Wars vem aí, novamente para o Cartoon Network, assim como foi a outra série Clone Wars, criada por Genndy Tartakovsky (o mesmo de Laboratório do Dexter). Só que, desta vez, a qualidade das imagens é bem melhor, e resolveram juntar os 3 primeiros episódios e lançá-los antes no cinema, como se fosse um filme: Star Wars – The Clone Wars.

Tive a oportunidade de ver a pré-estréia, junto com o pessoal do Conselho Jedi do RJ, e posso dizer que, de um modo geral, o filme agradou! Como fã, posso dizer que me diverti à beça vendo batalhas entre Clone Troopers e exércitos de robôs, e vendo vários novos duelos entre jedis e siths…

A nova série se situa entre os episódios II (O Ataque dos Clones) e III (A Vingança do Sith). Obi Wan Kenoby e Anakin Skywalker estão junto a exércitos de Clone Troopers, no meio da guerra contra os andróides – as “Guerras Clônicas” do título! – quando Anakin, sem pedir, “ganha” uma padawan (aprendiz de jedi), Ahsoka Tano. Ao mesmo tempo, Jabba o hutt (o mesmo que aparece em O Retorno do Jedi) pede ajuda aos Jedi porque seu filho foi sequestrado. E descobrimos que o grande vilão Conde Dooku e sua assecla Asaj Ventress estão por trás disso.

Só vejo dois problemas aqui. Um deles é a improvável aliança entre os Jedi e Jabba – achei um pouco forçado, são estilos de vida e de trabalho completamente diferentes e incompatíveis. O outro problema é que, infelizmente, já sabemos o fim da história. Como Ahsoka não é mencionada nos filmes posteriores, infelizmente já sabemos que ela vai morrer. Assim como já sabemos que alguns dos duelos não terão fatalidades, afinal, vemos os personagens depois…

Apesar disso, a história funciona bem. Os novos personagens são interessantes – além de Ahsoka e seu ímpeto adolescente ainda somos apresentados a mais Hutts! E as cenas de ação, com mais cara de Pixar do que de Cartoon Network, são ótimas! Ok, talvez o humor dos andróides lembre os filmes dos trapalhões, mas nada que estrague o resultado final…

Que a força esteja com vocês!