The Autopsy of Jane Doe

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Crítica – The Autopsy of Jane Doe

Pai e filho, ambos médicos legistas, são puxados para um mistério complexo ao tentar identificar o corpo de uma jovem mulher, que aparentemente abriga segredos obscuros.

Certas coisas são inexplicáveis. Ano passado a gente viu no circuito filmes fracos como Satânico e a refilmagem de Martyrs. E um bom filme como The Autopsy of Jane Doe (que, segundo o imdb, vai se chamar A Autópsia por aqui) não foi lançado no Brasil.

A direção é do norueguês André Øvredal, que fez o interessante The Troll Hunter. Øvredal disse que se interessou em fazer um terrorzão depois que viu Invocação do Mal no cinema. Felizmente ele conseguiu um bom roteiro!

The Autopsy of Jane Doe é um bom exemplo de filme pequeno e eficiente. Poucos atores, basicamente um único cenário, curta duração, efeitos especiais simples. Mas a história é bem conduzida e a tensão é crescente, e o resultado final é um filme de terror acima da média.

Uma coisa curiosa é ver que temos dois atores conhecidos no elenco. Digo isso porque seria um bom gancho para lançar o filme nos cinemas, né? Brian Cox (Red, Planeta dos Macacos: A Origem) e Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem, Speed Racer) estão bem como o pai e o filho que trabalham na funerária. O diminuto elenco também tem Ophelia Lovibond num papel pequeno mas importante e Olwen Catherine Kelly como a Jane Doe do título.

Boa opção pra quem curte terror. Tomara que alguém lance por meios oficiais aqui no Brasil. Porque senão vou ter que comprar um blu-ray gringo, como tive que fazer com o Troll Hunter

 

Logan

loganCrítica – Logan

Em 2029, escondido na fronteira mexicana, um cansado Logan cuida de um idoso Professor Xavier. Mas suas tentativas de se esconder do mundo e de seu legado acabam quando uma jovem mutante chega e começa a ser perseguida por uma organização paramilitar.

A relação ator x personagem do Hugh Jackman com o Wolverine é curiosa. Já tivemos vários atores interpretando o Batman, o Superman, o Homem Aranha… Mas o Wolverine sempre foi do Jackman. Há 17 anos ele interpreta o personagem – e logo um personagem que não envelhece! Agora, depois de seis filmes (mais dois onde ele só aparece em uma cena), vemos o fim desta longa relação entre o ator e o personagem.

Pelo menos foi um final digno. Logan (idem no original) talvez seja o melhor filme com o super com as garras de adamantium.

A direção coube a James Mangold, que quatro anos atrás fez o fraco Wolverine Imortal. Mas desta vez o cara acertou. Em vez de mega vilões e planos mirabolantes para salvar o mundo, Logan mostra o lado mais humano do herói, é um homem cansado e doente querendo cuidar dos seus próximos.

Outro ponto positivo é a violência. O Wolverine sempre foi naturalmente violento, mas até o ano retrasado os filmes de super heróis seguravam a onda nas cenas mais fortes. Provavelmente com o resultado positivo de Deadpool, resolveram acrescentar um pouco de sangue. Finalmente os fãs do personagem o verão como era pra ser!

No elenco, Hugh Jackman está perfeito como o Logan “velho” – o ator também deve estar cansado do personagem, isso deve ter ajudado. Patrick Stewart também está bem, com um professor Xavier nonagenário. Mas o destaque está com a jovem Dafne Keen, que rouba todas as cenas. Guardemos esse nome, essa menina vai longe! Ainda no elenco, Stephen Merchant e Boyd Holbrook.

Num ano que promete ser bom para os fãs de filmes de super heróis, Logan é um bom começo!

A Grande Muralha

grandemuralhaCrítica – A Grande Muralha

Mercenários europeus que procuram pólvora se envolvem na defesa da Grande Muralha da China contra uma horda de monstruosas criaturas.

A Grande Muralha (The Great Wall, no original) é um filme épico dirigido pelo Zhang Yimou e estrelado pelo Matt Damon. Taí, esse filme prometia!

Muito se falou “pelas internetes da vida” do “white wash” – um personagem branco num ambiente onde ele não teria nada a ver. Mas, convenhamos, ter uma estrela do porte do Matt Damon deu uma visibilidade muito maior ao filme do que ele teria se só tivesse orientais no elenco. Pelo menos na trama tinha sentido um personagem branco aparecer.

Zhang Yimou sabe criar um visual bonito para os seus filmes – quem viu os mais famosos sabe disso (Lanternas Vermelhas e O Clã das Adagas Voadoras). Neste aspecto, ele não decepciona. O exército chinês, com suas tropas coloridas, é um belíssimo espetáculo visual.

O problema, na minha humilde opinião, foi nos monstros. Não no cgi, é um cgi bem feito, o problema é roteiro. Um exemplo sem entrar nos spoilers: o primeiro que aparece tem que levar várias fechadas pra ser abatido; mas quando o roteiro pede, Damon derruba monstros na primeira flechada.

No elenco, o ponto negativo é Willem Dafoe, grande ator, mas que está muito caricato aqui. Matt Damon faz o de sempre. Ainda no elenco, Jing Tian, Pedro Pascal, Andy Lau e Zhang Hanyu.

Pelo visual vale. Mas a história é fraca.

A Cura

A CuraCrítica – A Cura

Um executivo ambicioso é enviado para recuperar o CEO de sua empresa de um idílico mas misterioso “centro de bem-estar” em um local remoto nos Alpes suíços, mas logo suspeita que os tratamentos do spa não são o que parecem

Pouco depois de vermos O Chamado 3 estreando nos cinemas, apareceu o filme novo do Gore Verbinski, o diretor do primeiro Chamado – hoje mais conhecido pela franquia Piratas do Caribe e por ter ganhado um Oscar por Rango.

A Cura (A Cure for Wellness, no original) chamou a atenção pelo trailer, que dava a entender que teríamos um bom terror psicológico. Mas quando vi a duração do filme, já fiquei com o pé atrás: quase duas horas e meia! A gente aceita essa duração em filmes em terror quando um Kubrick filma um O Iluminado. Mas dificilmente seria um desses casos.

Infelizmente heu estava certo. A Cura até começa bem, o clima do início do filme é legal, boa ambientação num castelo europeu, bonita fotografia… Mas, conforme o filme avança a trama fica mais rocambolesca e começam a aparecer furos no roteiro. E o problema desses furos é que quanto mais a gente pensa neles depois que o filme acaba, mais os furos ficam maiores. Pra piorar, o filme começa a ficar cansativo – se você não tem história pra duas horas e meia, não faça um filme de duas horas e meia!

No elenco, a gente olha o protagonista Dane DeHaan e se pergunta se ele foi chamado porque se parece com o Leonardo Di Caprio e o filme queria vender uma onda meio Ilha do Medo. É, a gente até lembra do Di Caprio, mas DeHaan perde feio na comparação. Também no elenco, Mia Goth e Jason Isaacs.

No fim, fica a impressão de que A Cura tinha potencial e poderia ser um bom filme. Mas ficou só na intenção.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar

John Wick 2Crítica – John Wick: Um Novo Dia Para Matar

Depois de voltar ao submundo do crime para pagar uma dívida, John Wick descobre que colocaram uma grande recompensa pela sua morte.

Ontem falei de Aliados, um filme que promete muito e entrega pouco. John Wick: Um Novo Dia Para Matar (John Wick: Chapter 2, no original) é o contrário. Não promete nada, e oferece um resultado bem divertido.

Pra quem não viu o primeiro filme: John Wick (Keanu Reeves) é o melhor assassino profissional do pedaço. O cara é tão bom que existem lendas sobre ele. Mas ele resolve se aposentar para se casar. Só que sua esposa morre, e ele fica quieto, no seu luto pessoal. E aí um cara resolve roubar o carro dele e matar o cachorro no meio do processo. Claro que John Wick vai voltar à ativa pra se vingar. Mas esse cara que roubou o carro é filho do chefão da máfia russa! Ora, sem problemas. John Wick mata TODOS no seu caminho.

Claro que a continuação de um filme desses é previsível. Claro que algo trará John Wick de volta à ativa. E claro que John Wick vai ter que matar TODOS no caminho. Por isso falei que John Wick: Um Novo Dia Para Matar não prometia nada.

Mas, se por um lado tudo é previsível, por outro lado a ação é muito bem filmada. O diretor Chad Stahelski só tem dois filmes no currículo de diretor, justamente os dois John Wick (o primeiro foi em parceria com David Leitch, que agora está escalado para Deadpool 2). Mas ele tem um longo currículo como dublê (71 filmes!). Ele inclusive foi o dublê do próprio Keanu em Matrix. O cara manja dos paranauês nas cenas de pancadaria e tiroteio. Segundo o imdb, o “body count” aqui é 128!

Outra coisa boa é que conhecemos um pouco mais das regras da sociedade secreta dos assassinos. Taí, isso daria uma série

Dois comentários sobre o elenco. Primeiro, Ruby Rose está se firmando como um nome forte no cinema de ação, só este ano já é seu terceiro filme (depois de xXx Reativado e Resident Evil 6). Mas o melhor comentário é sobre uma pequena participação. Laurence Fishburne aparece e fala pro Keanu Reeves “Nós nos conhecemos muito tempo atrás”. Não sei se foi proposital ou não, mas a cena arrancou gargalhadas na sessão de imprensa. Claro, gente, eles se conheceram no Matrix! 🙂

Resumindo, nada demais, mas muito bem feito. Que nem o arroz com feijão da vovó.

Aliados

AliadosCrítica – Aliados

Em 1942, um oficial de inteligência canadense conhece uma espiã da resistência francesa em uma missão em Casablanca, e os dois acabam se apaixonando. Depois, em Londres, seu relacionamento é testado quando desconfiam que ela pode ser uma espiã dupla.

Sabe quando um filme promete muito e entrega pouco? Poizé. Com Robert Zemeckis na direção e Brad Pitt e Marion Cotillard no elenco, Aliados (Allied, no original) prometia ser um grande filme. Mas o que vemos é apenas um filme ok.

Me lembrei da época que heu tinha uma vídeo locadora. Os grandes sucessos do cinema eram os “filmes de ponta”, outros lançamentos menos badalados eram os “filmes de apoio”. Filmes menos conhecidos, que eram lançados direto em vhs/dvd. Muitas vezes o cliente queria levar mais um filme novo, então os filmes de apoio serviam para isso. Filmes ok, mas nada demais. Aliados parece um filme de apoio…

Muita coisa não funciona direito. Uma coisa dá raiva são os efeitos espeiciais, principalmente quando vemos que o diretor Zemeckis é o mesmo que revolucionou os efeitos na época do Forrest Gump. Os efeitos aqui parecem bem fracos, logo na cena inicial vemos um paraquedista que parece saído de um vídeo game antigo. Pô, Zemeckis, você já foi melhor!

O mesmo acontece com o elenco. Brad Pitt na Segunda Guerra Mundial? Ficava imaginando quando ele iria se enrolar tentando falar italiano, mas aí lembrava que infelizmente não estava (re)vendo Bastardos Inglórios…

Mas acho que o pior mesmo é o roteiro. Nada de interessante acontece, a história se arrasta – dá pra contar a história toda do filme em duas ou três linhas. Além disso, tudo é previsível demais.

Vejam bem, o filme não chega a ser ruim. O espectador pouco exigente vai se divertir. Mas Aliados está bem longe de ser um filme memorável.

Lego Batman: O Filme

Lego BatmanCrítica – Lego Batman: O Filme

Bruce Wayne não precisa lidar apenas com os criminosos de Gotham City, mas também com a responsabilidade de criar um menino que ele adotou.

Uma Aventura Lego, lançado três anos atrás, foi uma ótima surpresa e um dos melhores filmes do ano. Por que não repetir a fórmula? O escolhido foi o Batman, que aparece como personagem secundário no filme de 2014. Mas a história aqui não tem nada a ver com o outro filme. É uma trama 100% independente.

A boa notícia é que mantiveram duas coisas que funcionaram muito bem naquele filme: o estilo da animação (parece stop motion – peças de Lego são duras, né?) e o humor cheio de referências (mais uma vez temos muita meta linguagem, além de um monte de personagens de outros filmes).

Outra coisa boa é que Lego Batman não se leva a sério em momento algum (será que foi influência de Deadpool?). Dirigido por Chris McKey (um dos principais diretores da série Robot Chicken), o filme traz piadas que começam ainda antes do início dos créditos. Leve e divertido, este é, na minha humilde opinião (de “não leitor de HQ”), o melhor Batman dos últimos anos.

Vi a versão dublada. Como de costume, a dublagem brasileira está muito boa. Mas, como de costume, quando a gente lê o elenco original no imdb, dá vontade de ver com o elenco original: Will Arnett, Michael Cera, Rosario Dawson, Ralph Fiennes e Zach Galifianakis, entre outros.

Na inevitável comparação, ainda acho Uma Aventura Lego melhor, por causa do final que “explode cabeças” e contextualiza aquele universo. Mesmo assim, Lego Batman é um ótimo filme, desde já candidato ao top 10 2017.

Ouvi um boato que eles pensam agora em um filme do Superman. Tomara, este super herói tem acertado menos que o Batman…

O Chamado 3

83-Chamado 3Crítica – O Chamado 3

Uma jovem mulher descobre uma terrível maldição que ameaça tirar a sua vida em sete dias.

Fui convidado para uma maratona de O Chamado. Os dois filmes de 2002 e 05, e logo depois uma pré estreia do terceiro filme. Foi uma boa, porque heu não me lembrava de nada do segundo filme (alguém se lembra?). E foi mais fácil de situar o terceiro filme dentro da franquia.

A história tinha que ser atualizada, né? Afinal, quem ainda teria um vídeo cassete para tocar a fita VHS hoje em dia? Essa parte da atualização nem ficou ruim. Mas o roteiro resolveu criar um grupo de estudos com um papo cabeça e sem sentido. No primeiro filme, a investigação da personagem flui muito melhor.

Li muitas críticas falando muito mal de O Chamado 3 (Rings, no original). Ok, concordo, não é um bom filme. Mas, na verdade, nem achei tão ruim assim. Até gostei quando o filme tomou outro rumo no terço final, menos sobrenatural, numa onda que parecia o recente O Homem nas Trevas. Parecia um bom caminho para se fechar a história.

Mas aí teve aquele finzinho. Se acabasse uns 5 min antes, O Chamado 3 seria bem menos ruim, com uma conclusão para a história da Samara. Mas essa tendência atual de se criar franquias piorou o que já estava fraco. O filme termina com um gancho desnecessário e que foge completamente à lógica do primeiro filme.

No elenco, dois nomes conhecidos em papéis secundários, Vincent D’Onofrio e Johnny Galecki (The Big Bang Theory). Os principais, Matilda Lutz e Alex Roe, são desconhecidos, mais fácil de voltarem nas prováveis continuações. Aliás, mais alguém achou que a Matilda Lutz é a cara da Jessica Alba?

Agora aguardemos O Chamado 4. E depois o 5. E o 6…

p.s.: O lançamento foi tão descuidado que não achei no google uma imagem do poster “O Chamado 3”, apenas do “Chamados”…

Resident Evil 6: O Capítulo Final

Resident Evil 6 O Capítulo FinalCrítica – Resident Evil 6: O Capítulo Final

Alice precisa retornar para o lugar onde o pesadelo começou – a Colmeia, em Racoon City, onde a Umbrella Corp está unindo forças para uma última batalha contra os sobreviventes do apocalipse

Sempre curti a série Resident Evil – como não gostar de ver uma Milla Jovovich estilosa detonando zumbis? Só que os filmes começaram a exagerar depois de um certo ponto, e admito que cansei da franquia. Conforme ia cansando, ia dando menos bola pros filmes. Lembro que no final do quinto filme quase desisti. Mas aí apareceu este sexto, com a promessa de ser o último. Ok, vamulá.

Como acontece nos outros filmes, a estrutura de Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil: The Final Chapter, no original) se assemelha a um game: a personagem ganha uma tarefa e um prazo para cumpri-la. E assim acompanhamos a sua jornada e todas as dificuldades até o desafio final.

(Parênteses para explicar que nunca joguei o videogame Resident Evil, então não tenho ideia se este filme se baseia em um dos jogos ou apenas no universo do game.)

Assim, o que vemos é mais do mesmo. Alguns bons efeitos de cgi (revi semana passada o primeiro filme, de 2002, o cgi perdeu a validade…), algumas coisas absurdas porém divertidas, alguns momentos forçados e desnecessários. Mas, pergunto: alguém esperava algo diferente?

O roteiro e a direção ainda estão nas mãos de Paul W.S. Anderson (que escreveu todos os seis filmes e só não dirigiu o segundo e o terceiro), o que deveria manter uma coerência no roteiro (e mesmo assim eles mudaram a razão de terem espalhado o vírus no primeiro filme). No elenco, o filme é de Milla Jovovich. Ali Larter e Iain Glen voltam, mas em papéis tão secundários que tanto faz. E Shawn Roberts está tão ruim que parece mais artificial que o Tarkin digital de Rogue One. Além destes, é interessante ver que a filha da Milla Jovovich com o Paul W.S. Anderson, Ever Anderson, ganhou o papel de Red Queen.

Enfim, quem se propõe a ver um filme desses já sabe que não deve esperar muita coisa, então não deve decepcionar quem for ao cinema. Agora resta torcer para ser realmente o último – porque, mesmo se chamando “Capítulo Final”, o filme termina com um gancho para continuação…

Até o Último Homem

ate-o-ultimo-homemCrítica – Até o Último Homem

A história de Desmond Doss, religioso e pacifista, que serviu na Segunda Guerra Mundial, em Okinawa, e foi a primeira pessoa a ganhar a medalha de honra sem ter dado nenhum tiro. Baseado numa história real.

Mel Gibson se envolveu em polêmicas na sua vida pessoal e isso afetou sua carreira cinematográfica. Como falei no texto sobre Herança de Sangue, ele tem atuado em poucos filmes nos últimos anos. Digo mais: desde Apocalypto, de 2006, ele não dirigia.

Agora tudo indica que Gibson fará as pazes com Hollywood. Seu novo filme como diretor, Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, no original), está concorrendo a 6 Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor – Gibson tem a chance de repetir o feito de igualar o feito de 1996, quando levou as duas estatuetas por Coração Valente.

Se Até o Último Homem vai ganhar algum Oscar, ninguém sabe. O que sabemos é que é um filmaço. Um dos melhores filmes de guerra dos últimos tempos.

As cenas de guerra são sensacionais. Arrisco dizer que desde O Resgate do Soldado Ryan não vemos cenas de batalha tão viscerais – são longas, detalhistas, violentas, e extremamente bem filmadas – o espectador se sente dentro da guerra.

Nem tudo é perfeito. Os japoneses são todos retratados como kamikazes sem sentimentos. Nada grave, mas já vi filmes de guerra menos maniqueístas. O protagonista ser endeusado no fim incomodou alguns críticos, mas achei coerente com o resto do filme.

No elenco, a surpresa positiva é Andrew Garfield, “o Homem Aranha que não deu certo“, que está muito bem – tanto que está concorrendo ao Oscar de melhor ator. Hugo Weaving e Vince Vaughn também se destacam.  Ainda no elenco, Sam Worthington, Teresa Palmer, Rachel Griffiths e Luke Bracey.

Ainda não vi todos os candidatos ao Oscar. Mas se La La Land perder pra Até o Último Homem, ninguém vai poder dizer que foi injustiça.