Zombies Of Mass Destruction

Zombies Of Mass Destruction

Mais um filme de zumbis…

A trama é o de sempre. Uma epidemia de zumbis acontece numa ilha, e o resto todo mundo já viu. O que este Zombies Of Mass Destruction tenta ter de diferente é que cria uma suspeita de atentado terrorista e tem uma árabe (no caso, iraniana) como personagem principal. Mas a suspeita não é confirmada – afinal, como é que terroristas conseguiriam criar zumbis? Então este detalhe pode ser ignorado.

O que tem de legal aqui são uma duas ou três boas piadas de humor negro ao longo da trama (gostei do cara sendo atacado no carro e da menininha atropelada). Os efeitos especiais também são simples porém eficientes. Mas, no geral, é “mais do mesmo”…

Enfim, somente indicado aos que curtem filmes de zumbis.

Vampire Girls Vs Frankenstein Girl

Vampire Girls Vs Frankenstein Girl

Às vezes a gente acha que já viu de tudo num trash japonês. Aí aparece um filme que nem Vampire Girls Vs Frankenstein Girl e mostra pra gente que os trashs japoneses misturando terror e colegiais ainda têm muito mais a mostrar!

A trama, claro, é bizarra. Numa escola, um jovem é assediado por duas meninas. Só que uma delas é uma vampira. Em determinado momento, a outra morre, e é “remontada” e ressuscitada, virando a tal frankenstein do título.

Falei bizarro, não? Isso tudo está envolto em cenas bizarras, muito bizarras. A escola tem um grupo de japonesas que usa maquiagem para parecerem negras – não só maquiagem, mas também perucas afro e próteses nos lábios. Outro grupo é de suicidas, com meninas que praticam cortar os pulsos. O médico louco brinca de “air guitar” com uma espinha humana. A enfermeira tem olhos e dedos costurados nos mamilos. E isso sem contar com o trecho onde a menina frankenstein desaparafusa o braço e o coloca na cabeça para virar uma hélice de helicóptero!!!

O filme foi dirigido pela dupla Yoshihiro Nishimura e Naoyuki Tomomatsu. O primeiro fez Tokyo Gore Police, o segundo foi o responsável por Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies. Vampire Girls Vs Frankenstein Girl tem pedigree!

O resultado final é um bizarríssimo e divertidíssimo trash. Do nível dos filmes do Peter Jackson em início de carreira e dos bons filmes da Troma. Que o Japão continue inspirado!

Operation Endgame

Operation Endgame

Um novo agente começa a trabalhar numa ultra secreta organização, dentro de um bunker em um subsolo, onde trabalham dois times rivais. O chefe é assassinado, e um grupo começa a brigar com o outro.

O elenco deste filme é bem legal. Ok, o ator principal, Joe Anderson, não é um rosto muito conhecido – ele teve papéis secundários em The Crazies – A Epidemia, Across The Universe e The Ruins. Mas, por outro lado, temos Ving Rhames (Pulp Fiction), Rob Corddry (A Ressaca), Ellen Barkin (Vítimas de uma Paixão – cinquentona e ainda bonita), Odette Yustman (Alma Perdida), Maggie Q (Missão Impossível 3, Duro de Matar 4), Zach Galifianakis (Se Beber Não Case), Brandon T. Jackson (Percy Jackson e o Ladrão de Raios), Emilie de Ravin (Lost), Adam Scott e Jeffrey Tambor. Bela seleção de atores!

Pena que o resultado final é decepcionante…

Pra começar, a trama não faz muito sentido. Tudo no roteiro parece desculpa para sangrentas brigas entre os personagens. E tudo soa tão forçado…

(Aliás, falando em forçado, o poster mostra várias pessoas com armas de fogo na mão. Bem, quase não vemos armas de fogo em ação dentro do bunker.)

Outro problema é que o filme não se decide entre ação e comédia. Não é nem uma comédia de ação nem uma ação bem humorada. É algo no meio do caminho. E não funcionou.

Enfim, pode até ser uma boa opção para aqueles dias que estamos sem vontade de pensar muito. Mas fica aquela sensação de que poderia ter sido bem melhor….

Sexykilller – Morirás por Ella

Sexykilller – Morirás por Ella

Divertido filme espanhol satirizando terror slasher. Bárbara é uma estudante universitária de medicina e ao mesmo tempo uma fria assassina serial!

Dirigido em 2008 por Paco Cabezas, Sexykiller é uma paródia, mas não uma paródia do mesmo estilo da franquia Scary Movie, que copiava alguns filmes específicos – coisa que foi feita no também espanhol Spanish Movie. Sexykiller até cita alguns filmes hollywoodianos, mas é uma história independente.

A exagerada e um pouco caricata Macarena Gómez é uma das melhores coisas do filme. Bonitinha, meio esquisitinha, sua Bárbara tem um gosto horroroso e kitsch para roupas e acessórios, lembra muito o Almodóvar antes do sucesso.

O roteiro traz boas sacadas, e ainda rolam zumbis no fim do filme! Boa opção para quem curte humor negro!

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies

Colegiais japonesas zumbis… Ah, o que seria do cinema trash se não fossem os filmes japoneses… 😉

Por razões não explicadas, meninas adolescentes entre 15 e 17 anos morrem e viram zumbis. Logo antes da morte, rola um estado de excitação chamado “felicidade pré morte”. E só são paradas quando cortadas em 165 pedaços!

O argumento não faz nenhum sentido. Mas… Precisa ter sentido? Tudo aqui é pretexto para mais um filme japonês bizarro com muito sangue e muito gore!

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies traz duas referências ao cinema “trash clássico”. Uma delas é meio óbvia, a equipe responsável pelo extermínio dos zumbis se chama “Romero”. Mas achei genial a outra: uma motosserra portátil para se encaixar na mão direita, chamada de “Blues Campbell’s Right Hand”! Lembrando que os orientais trocam o “R” pelo “L”, lá está a homenagem a Evil Dead, onde o personagem de Bruce Campbell troca a mão por uma motosserra…

O filme tem seus bons momentos. Mas, no geral, é bem mais fraco do que, por exemplo, Machine Girl. Mesmo assim, vai agradar o público certo.

O Pirata da Barba Amarela

O Pirata da Barba Amarela

Depois de 20 anos preso, o pirata Yellowbeard foge para tentar pegar o seu tesouro escondido numa ilha. Atrás dele vão seu filho (que ele não conhecia), outros piratas e sua ex-mulher com a marinha inglesa.

Este filme quase entrou no meu Top 10 de elencos legais, que publiquei ontem. Pra começar, é um dos poucos filmes “não Monty Python” que reúne mais de dois ex membros do grupo inglês no elenco (Jabberwocky e Bandidos do Tempo também tinham três ex-Pythons, mas um deles basicamente só na direção). Aqui temos Graham Chapman (no papel principal), Eric Idle e John Cleese. Peter Boyle, Madeline Kahn e Marty Feldman, figurinhas fáceis em comédias na época (os três estiveram juntos em O Jovem Frankenstein, de Mel Brooks) também estão ótimos – principalmente Feldman. Cheech Marin e Thomas Chong, que fizeram várias comédias ligadas à maconha, também estão lá como espanhóis. Além deles, o elenco ainda conta com Peter Cook, Kenneth Mars, e uma ponta de David Bowie como um tubarão(!).

Apesar do excelente elenco, o filme é meio bobo. Uma piada boa aqui, outra ali, mas, no geral, o humor tem cara de sessão da tarde…

Curiosidade: quando passou na tv a cabo, o filme foi chamado de O Incrível Barba Amarela. Ah, esses distribuidores brasileiros que mudam os nomes dos filmes – Bandidos do Tempo também teve dois nomes por aqui…

Lost Epilogue: The New Man in Charge

Lost Epilogue: The New Man in Charge

Apareceu outro dia nos sites de torrents um epílogo de Lost. Mas fiquei tão decepcionado com o final da série que confesso que nem me animei pra ver este epílogo. Aí vi que tem pouco mais de 10 minutos de duração, e resolvi dar mais uma chance a Lost.

A curta história mostra um grande galpão com dois funcionários embalando produtos Dharma. Até que Benjamin Linus aparece em cena.

Outros dois personagens da série aparecem, e alguns dos mistérios ligados à ilha são mencionados. Mas nada que já não tenha sido falado antes. O filminho não traz nenhuma novidade!

Pra piorar, o fim é aberto, como se a história fosse continuar. Como se não bastasse um final insatisfatório para a série, o mesmo acontece com o seu epílogo…

De positivo, só a curta duração…

The Wonders – O Sonho Não Acabou

The Wonders – O Sonho Não Acabou

Tom Hanks ganhou dois Oscars de melhor ator seguidos, em 93 por Filadélfia e em 94 por Forrest Gump. Com moral alta, ele resolveu tocar um projeto pessoal, e escreveu e dirigiu este simpático e despretensioso The Wonders – O Sonho Não Acabou, lançado em 96.

The Wonders – O Sonho Não Acabou fala sobre uma banda “one hit wonder”. Conhece esta expressão? É aquela banda que teve um único sucesso – todo mundo conhece a música, mas ninguém conhece o resto do trabalho… A banda The Wonders teve um grande sucesso, a música “That Thing You Do”, mas depois a banda acabou e nunca mais ninguém ouviu falar deles. O filme mostra o início da banda, a ascenção meteórica e o melancólico fim.

A banda é fictícia, claro. Mas o filme é tão bem feito que tem gente que realmente acredita que eles existiram. Aliás, a excelente música “That Thing You Do” é tocada até hoje em festas na noite carioca!

O filme é muito legal. Como disse lá em cima, o clima é despretensioso, Tom Hanks não se preocupou em fazer um “grande filme”. Apenas contou uma boa história, de um jeito delicioso.

O elenco é liderado pelo estreante Tom Everett Scott, parecidíssimo com Hanks mais novo. Ele é o baterista que é convidado de repente pra entrar na banda, já que o baterista original (Giovanni Ribisi) quebrou o braço. Ainda no elenco, Jonathon Schaech e Steve Zahn. Liv Tyler e Charlize Theron, ainda no início de suas carreiras, têm os principais papéis femininos. O próprio Hanks tem um pequeno e importante papel, e sua esposa Rita Wilson faz uma ponta.

Leve e despretensioso. E um dos melhores filmes sobre bandas que têm por aí. Ele está até no meu Top 10 de melhores filmes de rock!

Sleep Dealer

Sleep Dealer

Num futuro próximo, pessoas instalam “nódulos” no corpo para se conectarem e trabalharem à distância. Memo, um jovem mexicano fã de tecnologia, sonha com uma vida conectada

Trata-se de uma ficção científica mexicana! Isso é muito interessante, porque vemos a exploração do país rico em cima do pobre sob outro ponto de vista, diferente do usual em Hollywood.

Dirigido por Alex Rivera e estrelado por Luis Fernando Peña e Leonor Varela, Sleep Dealer traz uma premissa muito boa. Apresenta a solução ideal para o problema da imigração ilegal. As grandes companhias dos países ricos comprariam robôs em vez de contratar estrangeiros. E esses robôs seriam operados à distância, por estes mesmos estrangeiros, que não precisariam sair do seu país de origem e portanto não seriam protegidos por leis trabalhistas e nem ao menos pisariam no país onde trabalham. Interessante, não?

Mas o ritmo do filme é leeento… E a interpretação sem sal do casal protagonista também não ajuda. Assim fica difícil de se interessar pela história de Memo…

Tem outro problema: os efeitos especiais são muito toscos! Hoje em dia, no fim da primeira década do sec XXI, não dá pra aturar algo tão capenga…

Resumindo: não é ruim, mas poderia ser bem melhor!

Gremlins 2

Gremlins 2

Depois de anos, consegui rever Gremlins 2!

Billy e Kate agora moram em Nova York, e ambos trabalham num moderníssimo edifício. Por coincidência, Gizmo aparece por lá, e, acidentalmente, tudo recomeça: ele se molha e os outros mogwais comem depois de meia noite. Gremlins então tomam conta do edifício e estão prestes a sair para as ruas!

Se alguém me pedir pra definir Gremlins 2 com uma palavra, heu diria “galhofa”. Lançada em 1990, a continuação do divertido Gremlins, de 1984, é um “filme-galhofa”! Nada aqui é levado a sério. Tudo é exagerado.

Inclusive, o filme traz pelo menos duas cenas se auto-parodiando. Na primeira, o crítico Leonard Maltin fala mal do primeiro filme; na outra, gremlins atacam o próprio cinema, numa das mais geniais cenas de metalinguagem da história do cinema.

(Aproveito aqui para falar mal da versão em dvd desta cena. Nos cinemas, os gremlins atacavam a película do filme; na versão em vhs, o problema foi adaptado à mídia: a fita magnética apresentava problemas. Por que não criaram uma terceira versão para o dvd?)

O diretor é o mesmo Joe Dante do primeiro filme, e o elenco também traz os mesmos Zach Galligan e Phoebe Cates do original. E ainda tem um Christopher Lee caricato!

A animação dos Gremlins continua excelente como no primeiro filme. Bichinhos fofinhos, bichinhos gosmentos, bichinhos engraçados, bichinhos bagunceiros. Nada de computador, são vários bonecos tocando o terror e fazendo uma das maiores algazarras da história do cinema!

Rolam boatos sobre a produção de uma terceira parte. Sei não, hoje em dia, com efeitos especiais digitais, tenho dúvidas se os mogwais e gremlins teriam o mesmo charme…

Esta é uma daquelas inexplicáveis ausências no mercado nacional de dvds… Por sorte consegui comprar meu dvd original gringo!