Festival do Rio – 2010

Festival do Rio – 2010

E hoje começa o Festival do Rio 2010, o momento mais aguardado do ano pelo cinéfilo carioca. São duas semanas com centenas de filmes espalhados por várias salas da cidade. Tem pra todos os gostos. Filmes de vários países diferentes, filmes cabeça, filmes cult, pré-estreias hollywoodianas, filmes obscuros que ninguém ouviu falar… Tem literalmente pra todos os gostos.

Acompanho o Festival desde a época que ainda existia o Fest-Rio (outro festival, no mesmo perfil, que rolava antes). E todo ano, faço uma seleção de filmes e arrisco. É um risco, porque muitas vezes a gente vê algo tão novo que não temos ideia se é bom ou ruim. Mas vale a pena!

Normalmente, escolho filmes que não devem entrar depois no circuito. Filmes alternativos, bizarros, sem legendas na película (filmes com “legenda eletrônica em inglês” são cópias que depois do Festival podem voltar aos seus países de origem). Claro, ainda sobra espaço para um ou outro que estou na pilha, aí funciona como uma pré-estreia.

Os filmes são distribuídos por mostras. As mostras “Expectativa 2010” e “Panorama do Ciema Mundial” são as que concentram o maior número de filmes com atores e diretores conhecidos, e também filmes que frequentaram os últimos grandes festivais, como Cannes, Veneza e Berlim. E também gosto muito da mostra “Midnight Movies”, normalmente o nicho onde vão parar os títulos mais curiosos e bizarros do Festival – o próprio site do Festival fala “um cantinho para experimentalismos, transgressões e todo tipo de bizarrices para quem quer se aventurar no desconhecido”.

Mas também vale passar os olhos pelas outras mostras. A mostra “Geração” deste ano traz um filme dinamarques sobre invasão alienígena… 😉

Este ano, como nos últimos, falarei aqui no blog sobre todos os filmes que já vi e os que ainda verei.

Antes de sair a programação, heu já tinha visto e comentado aqui sobre 3 filmes: Micmacs, o filme novo de Jean-Pierre Jeunet, o diretor de Delicatessen e O Fabuloso Destino de Amelie PoulanO Segredo da Rua Ormes, filme francês ultra-violento; e The Runaways – Garotas do Rock, cinebiografia da banda Runaways, estrelado por Dakota Fanning e Kristen Stewart. Os três são bons e valem a pena!

Já vi algumas sessões de imprensa, e baixei alguns filmes, então nos próximos dias, falarei aqui sobre A Substituta, Cortina de Fumaça, A Empregada, Buraco Negro, Nossa Vida Exposta, Copacabana, O Garoto de Liverpool e Sunshine Cleaning.

E pretendo comprar amanhã ingressos para ver Machete, Scott Pilgrim, Biblioteca Pascal, Kaboom, No Bosque, Monstros, Bom Apetite, Federal e The Topp Twins – Garotas Intocáveis.

Fiquem ligados neste link, aqui postarei todos os filmes ao longo das próximas semanas!

True Blood – Terceira Temporada

True Blood – Terceira Temporada

Nunca falei de True Blood aqui no blog, né? Que falha triste! A série, que acabou de encerrar sua terceira temporada, é muito boa!

A premissa é interessante: depois da invenção de um sangue artificial vendido em garrafas (o True Blood do título), vampiros “saem do armário” e passam a viver harmonicamente entre os humanos. Mas, claro, tem humanos e vampiros que não gostam disso.

True Blood é da HBO, o que costuma ser sinônimo de alta qualidade – a HBO não costuma economizar nas suas produções. Além disso, as séries da HBO costumam ter bastante violência, nudez e sexo, o que acontece de monte aqui. Mais: normalmente, são séries curtas – True Blood tem apenas 12 episódios por temporada.

Na segunda temporada, novos seres mitológicos foram introduzidos na história – descobrimos que um dos personagens principais é um metamorfo! E agora, na terceira temporada, tivemos ainda mais seres – lobisomens passaram a ter grandes papéis na trama.

Se por um lado a maior parte do elenco era de ilustres desconhecidos antes do início da série, por outro lado, Sookie Stackhouse, a personagem principal, é interpretada por Anna Paquin, ex-atriz mirim ganhadora de Oscar (ela era a menininha chatinha do premiado O Piano).

Na minha humilde opinião, um dos pontos baixos da série é o vampiro Bill, justamente o principal vampiro, interpretado por Stephen Moyer (que recentemente se casou com Anna Paquin). O seu personagem é facilmente “engolido” por outros vampiros – Eric, o vampiro interpretado por Alexander Skarsgard, é muito melhor que Bill, por exemplo.

Mas Moyer não chega a atrapalhar. O elenco é bom, e é muito bem construída a galeria de personagens que habitam a cidadezinha de Bon Temps, no sul dos EUA.

Nesta terceira temporada, além dos lobisomens, conhecemos um rei vampiro, que nos mostrou que ainda existem vampiros que pensam que humanos são “gado”. E também descobrimos outros seres estranhos que habitam Bon Temps – descobrimos inclusive qual é o segredo de Sookie!

O fim das outras temporadas sempre deixou mais perguntas do que respostas, e este foi pelo mesmo caminho. Mas desta vez o fim foi mais fraco – a segunda temporada terminou melhor. Aliás, a terceira temporada, como um todo, foi mais fraca. Mas ainda foi melhor que muita coisa que rola na tv atualmente.

Agora aguardamos ansiosamente pela quarta temporada!

Persons Unknown – Primeira Temporada

Persons Unknown – Primeira Temporada

O final de Lost foi decepcionante, mas a boa audiência ao longo dos seis anos mostrou que existe espaço para séries de mistério. Persons Unknown está aí para tentar agradar este público.

A trama de Persons Unknown mostra um grupo de pessoas que, de repente, acordam numa cidade deserta, sem idéia de como chegaram lá, nem por que foram escolhidos. Câmeras de segurança estão espalhadas por toda a cidade, vigiando cada passo, num clima meio big brother – o do Orwell, não o da Globo. Paralelamente, um repórter começa a investigar o desaparecimento de uma destas pessoas.

A série foi criada por Christopher McQuarrie, que tem um Oscar de melhor roteiro por Os Suspeitos. Ou seja, tem pedigree

O que me fez ter vontade de assistir esta série foi o fato de se tratar de uma série fechada de apenas 13 episódios. Ou seja, depois de 13 episódios, teríamos um fim – coisa que nem sempre acontece com seriados de tv.

A série teve seus bons momentos. O clima de suspense é mantido a cada episódio. As atuações são ok – ninguém se destaca, tampouco ninguém atrapalha. Ah, sim, um dos “habitantes” da cidade é Alan Ruck, que era o amigo de um tal de Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado

Mas também rolaram escorregões. A série explicou algumas coisas, mas não explicou tudo. Mas o que mais me incomodou não foi a falta de respostas. Foi a postura dos personagens. Em determinado momento, descobrem que um deles sabe algumas respostas. Até torturam o cara pra tentar extrair estas respostas! Aí ele fala, ok, vou responder. E todos deixam pra lá, vai cada um pro seu quarto, e no dia seguinte ninguém ainda perguntou nada… Mais ou menos como se um torturador encerrasse uma sessão de tortura porque o torturado concordou em falar no dia seguinte.

No fim, entre prós e contras, o resultado foi positivo. O final tem um gancho para uma possível segunda temporada, mas se parar por aí, não está ruim.

Soldado Universal 3: Regeneração

Soldado Universal 3: Regeneração

Uma continuação do sci-fi de ação Soldado Universal, de 1992, em pleno 2010, com os dois atores do filme original? Bem, não deve ser bom. Mas vale ver qualé.

Terroristas ameaçam explodir Chernobyl e para resolver isso, o projeto soldado universal é retomado. Mas ao lado dos terroristas existe uma nova geração de soldado universal, alterado geneticamente, uma versão melhorada em todos os aspectos.

Por que heu disse lá no primeiro parágrafo que o filme não deveria ser bom? Bem, o próprio conceito do filme original inviabiliza uma continuação destas. O soldado universal é um quase robô criado a partir de um soldado morto. Ora, como é que vão colocar o Jean-Claude Van Damme e o Dolph Lundgren 20 anos mais velhos nos mesmos papéis? Desde quando gente morta envelhece?

Isso sem contar com uma incoerência do roteiro. É apresentada uma nova geração de soldado universal, com o DNA manipulado, superior ao original em tudo. Se o novo soldado é tão melhor que o antigo, ele ganharia fácil qualquer combate… Mas parece que ele gosta mais de dar p$#@rrada nos outros do que seguir os seus objetivos – por mais de uma vez, ele perde tempo nos sopapos enquanto poderia resolver logo matando o adversário.

Vendo este filme, me pergunto por que o Van Damme não aceitou o convite para participar de Os Mercenários. Van Damme alegou que não gostou do roteiro. Mas, ora, o roteiro de Soldado Universal 3: Regeneração não é melhor que Os Mercenários

(Aliás, na minha humilde opinião, Os Mercenários é melhor que Soldado Universal 3: Regeneração, justamente por não se levar a sério.)

Mesmo assim, Soldado Universal 3: Regeneração, apesar de não ser nenhuma maravilha, não vai decepcionar os fãs do filme original. As lutas são bem coreografadas, Van Damme está em forma e ainda luta bem apesar da idade (ele faz 50 mês que vem), Dolph Lundgren pouco aparece e usa bem a sua canastrice, e Andrei ‘The Pitbull’ Arlovski, o novo soldado universal anabolizado, é bom para o que o papel pede – um cara grande, com cara de mau e que luta bem, afinal, ninguém pediu um ator aqui…

Dagon

Dagon

Alguns dias atrás montei aqui no blog um top 10 de filmes baseados em HP Lovecraft. No meio da pesquisa, descobri a existência deste Dagon, filme de 2001 que heu nunca tinha ouvido falar.

Dois casais estão curtindo férias em um barco na costa da Espanha, quando um acidente os faz procurar ajuda em terra. Ao desembarcar na sombria vila pesqueira de Imboca, eles descobrem que existe algo de errado com a população local.

Dagon foi dirigido por Stuart Gordon, o responsável pelas duas mais famosas adaptações cinematográficas de Lovecraft: Reanimator e Do Além. Aqui ele tem melhores efeitos especiais, o filme não tem a cara de trash que os dois filmes anteriores ganharam com o tempo. Além disso, o filme traz nudez e gore numa quantidade razoável. Não vai decepcionar os fãs.

Gordon conseguiu fazer uma boa adaptação. Inclusive, li declarações de fãs de Lovecraft dizendo que esta é uma das melhores adaptações já feitas.

No papel principal, Ezra Godden, coincidência ou não, bem parecido fisicamente com Jeffrey Combs, protagonista de Reanimator e Do Além. Deve ser proposital… Godden ainda trabalharia com Gordon em mais uma adaptação lovecraftiana, Sonho na Casa da Bruxa, de 2005. O resto do elenco não traz ninguém conhecido. Mas quem lê o blog (e vê os filmes que falo aqui) vai reconhcer a espanhola Macarena Gómez, de Sexykiller – Morirás por Ella, em um dos principais papeis femininos.

Infelizmente, Dagon não tem distribuição no Brasil… Viva os sites de download!

Resident Evil: Recomeço


Resident Evil: Recomeço

Uêba! Tem Resident Evil novo nos cinemas!

Resident Evil: Recomeço, o quarto filme da série, começa onde Resident Evil 3: A Extinção terminou: uma Alice (Milla Jovovich) “anabolizada”, quase com super poderes, vai atacar o quartel general da Umbrella. Depois reencontra Claire (Ali Larter), e, junto com um grupo de sobreviventes, tentam encontrar um suposto lugar seguro, chamado Arcadia.

Quem me conhece por aqui sabe que não jogo videogames, então não encaro a série Resident Evil como adaptações de games, apenas como filmes. E bons filmes, pelo menos até agora. E esta quarta parte da série também pode ser vista como um filme independente do jogo, assim como os outros três.

(Há pouco rolou um Resident Evil – Degeneration, em animação, sem a Alice de Milla Jovovich. Este não tem nada a ver com esta série de filmes. Mas li por aí que é bem fiel ao jogo.)

Voltemos a falar de cinema. A direção e o roteiro ficaram nas mãos de Paul W. S. Anderson, o mesmo do primeiro Resident Evil, de 2002. (os outros dois filmes tiveram outros diretores, Anderson ficou só na produção). A volta do “dono” do filme original foi boa: o visual do filme é muito legal, principalmente se visto em 3D. Anderson caprichou!

(Não confundam Paul W. S. Anderson, de Resident Evil e AVP, com Paul Thomas Anderson, de Boogie Nights e Magnolia! Ambos têm idades parecidas e começaram na mesma época, e ambos assinaram projetos como “Paul Anderson” no início das carreiras. Mas são pessoas de estilos bem diferentes!)

Na época de Blade Runner e Alien, Ridley Scott nos mostrou que cenários molhados aparecem bem nas telas dos cinemas. E, duas décadas depois, os irmãos Wachowski trouxeram a câmera lenta estilosa e o efeito bullet time em Matrix. Resident Evil: Recomeço junta os dois, aqui rola água em câmera lenta! A cena da briga do grandão é sensacional!

E não é o único bom momento do filme. Temos várias sequências de tirar o fôlego e de visual alucinante. Por isso, disse e repito, é filme para se ver no cinema, de preferência em 3D.

Claro que o filme traz algumas situações meio forçadas. Tipo, como é que Los Angeles continua queimando depois de meses sem ninguém? Ou quem acende todas aquelas tochas dentro do prédio da prisão? Mas acho que estes detalhes estão lá pelo apuro visual, e não pelo roteiro. E, como estes detalhes não atrapalham, a gente aproveita o visual e deixa isso pra lá.

Não gostei do final, aberto demais. O filme praticamente não acaba! Mas é coerente com os outros filmes da série. E, para os fãs do jogo, a última cena mostra Sienna Guillory como a Jill Valentine, numa cena que é quase um “a seguir cenas dos próximos capítulos”.

Que venha o Resident Evil 5!

Fear Island

Fear Island

Mais um slasher adolescente. Infelizmente, um dos fracos…

A trama, nada original, mostra um grupo de jovens indo para uma ilha isolada do mundo, para passar um fim de semana de sexo e bebidas. E então começam a acontecer misteriosos assassinatos.

Dirigido por Michael Storey e estrelado por Haylie Duff e Lucy Hale, Fear Island tem um problema básico: todos já vimos esta história antes. Ok, o roteiro tem uma virada perto do final, mas mesmo esta virada foi previsível.

Pra piorar, os personagens são mal construídos e mal interpretados. E nenhum tem carisma, o que nos impede de torcer por algum deles.

Isso sem falar nos furos no roteiro. Cadê o cachorro?

(Isso tudo porque não estou falando de outras falhas graves: não só as atrizes são feinhas, como nenhuma tira a roupa! E quase não rola sangue!)

Enfim, mais do mesmo. Só para os pouco exigentes.

Os Mosconautas no Mundo da Lua

Os Mosconautas no Mundo da Lua

Em 1969, três mosquinhas resolvem embracar no foguete Apollo 11 para a primeira viagem à Lua.

A divulgação diz que este é o primeiro longa de animação em 3D. Se isso é verdade, ok, mérito pro filme e seu pioneirismo. Pena que o roteiro é tão fraquinho…

Pra começar, a história, além de bobinha, é previsível demais. Caramba, todo mundo sabe que a Apollo 11 foi à Lua e voltou para a Terra sem problemas. Não dá pra criar uma sub trama diferente disso!

Aí vem outro problema: o patriotismo desnecessário e fora de hora. Qual o sentido de se criar moscas soviéticas vilãs? Vai alterar alguma coisa na história? Mais: um astronauta deixaria de matar uma mosca porque ela é americana?

Pra piorar, o filme ainda traz um apêndice com uma das mais desnecessárias cenas da história do cinema de animação. O próprio Buzz Aldrin aparece, em carne e osso, desmentindo tudo o que a gente viu, dizendo que é impossível terem moscas dentro do foguete. Dããã… Faltou ele falar que moscas também não falam…

E não posso nem julgar o 3D, já que vi em casa…

Enfim, sobram algumas cenas bonitas no espaço. Mas é pouco, muito pouco. Tem animações melhores por aí.

Top 10: Melhores Filmes Baseados em H.P. Lovecraft

Top 10: Melhores Filmes Baseados em H.P. Lovecraft

Recentemente tivemos a notícia que Guillermo Del Toro se afastara do projeto do filme O Hobbit, baseado em Tolkien. Por um lado, a notícia é triste, porque Del Toro é um cara talentoso, e este projeto precisa de gente talentosa por perto. Mas, por outro lado, a notícia é boa, já que Del Toro declarou que retomaria o então abandonado projeto Nas Montanhas da Loucura, baseado em H.P. Lovecraft.

Lovecraft é um dos maiores autores da literatura de horror. E apesar disso, ele é muito mal representado no cinema. Olha, se bobear, não tem quantidade suficiente de filmes pra se fazer um Top 20. Mas como este é um Top 10…

Para me ajudar neste Top 10, pedi a ajuda de um grande amigo especialista em Lovecraft, Oswaldo Lopes Jr. Aqui tem algo que ele escreveu sobre o assunto.

Lembrando, sempre, dos outros Top 10 já feitos aqui no do blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80,melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais e melhores ruivas. Visitem!

Vamos aos filmes?

Em ordem cronológica…

1. O Castelo Assombrado (The Haunted Palace, 1963), de Roger Corman, com Vincent Price, Debra Paget, Lon Chaney Jr., Elisha Cook Jr. Baseado na novela O Caso de Charles Dexter Ward (The Case of Charles Dexter Ward).

Roger Corman estava fazendo uma série de filmes baseados em Edgar Allan Poe, quando decidiu filmar uma história de Lovecraft. Por isso, este filme também é conhecido erroneamente como “Edgar Allan Poe’s The Haunted Palace”…

2. Morte Para um Monstro (Die, Monster, Die!, 1965), de Daniel Haller, com Boris Karloff, Nick Adams, Freda Jackson, Patrick Magee, Paul Farrell. Baseado no conto A Cor Que Caiu do Espaço (The Colour Out of Space).

Filme B da década de 60 onde Boris Karloff interpreta um cientista louco que acha um meteorito capaz de transformar as plantas em gigantes e as pessoas em mutantes.

3. Curse of the Crimson Altar (1968), de Vernon Sewell, com Boris Karloff, Christopher Lee, Barbara Steele, Michael Gough. Baseado no conto Sonhos na Casa das Bruxas (The Dreams in the Witch House).

Boris Karloff,Christopher Lee e Barbara Steele em mais um filme B dos anos 60, numa trama que envolve sonhos, uma mansão gótica, bruxaria e pessoas estranhas.

4. O Altar do Diabo (The Dunwich Horror, 1970), de Daniel Haller, com Dean Stockwell, Sandra Dee, Ed Begley, Sam Jaffe, Talia Shire. Baseado no conto Sonhos na Casa das Bruxas (The Dreams in the Witch House).

Um homem aparece na Arkham Miskatonic University para tentar pegar o Necronomicon, um livro com antigos rituais para trazer deuses alienígenas para o nosso planeta.

5. Re-Animator (Re-Animator, 1985), de Stuart Gordon, com Jeffrey Combs, Bruce Abbott, Barbara Crampton. Baseado no conto Herbert West, Re-Animator (Herbert West, Re-Animator).

Stuart Gordon dirigiu Jeffrey Combs e Barbara Crampton na mais famosa adaptação de Lovecraft no cinema. Um cientista faz experiências trazendo cadáveres de volta a vida. O visual hoje em dia está mais pro trash, infelizmente…

6. Do Além (From Beyond, 1986), de Stuart Gordon, com Jeffrey Combs, Barbara Crampton, Ted Sorel. Baseado no conto Do Além (From Beyond).

No ano seguinte, Gordon, Combs e Crampton retornaram com outra adaptação lovecraftiana, desta vez com uma máquina que abria uma porta para um hostil universo paralelo.

7. Renascido das Trevas (The Resurrected, 1992), de Dan O’Bannon, com Chris Sarandon, John Terry, Jane Sibbet, Robert Romanus. Baseado na novela O Caso de Charles Dexter Ward (The Case of Charles Dexter Ward).

Um dos dois únicos filmes dirigidos pelo genial Dan O’Bannon (diretor de A Volta dos Mortos Vivos e roteirista de Alien e Força Sinistra). Filme mal lançado, não existe em dvd nem lá nos EUA! Mas já está aqui no blog!

8. Dagon (Dagon, 2001), de Stuart Gordon, com Ezra Godden, Francisco Rabal, Raquel Meroño. Baseado nos contos Dagon (Dagon) e A Sombra Sobre Innsmouth (The Shadow Over Innsmouth).

Mais Stuart Gordon, agora com efeitos especiais melhores do que os da década de 80. Bom filme, pena que é desconhecido por aqui. Em breve falo dele aqui no blog!


9. Sonhos na Casa das Bruxas (Masters of Horror – Dreams in the Witch House, 2005), de Stuart Gordon, com Ezra Godden, Jay Brazeau, Campbell Lane, Chelah Horsdal. Baseado no conto Sonhos na Casa das Bruxas (The Dreams in the Witch House).

Gordon ainda voltaria ao universo lovecraftiano neste telefilme. Pena que não é tão legal quanto seus filmes dos anos 80.

10. O Chamado de Cthulhu (The Call of Cthulhu, 2005), de Andrew Leman, com Ramón Allen Jr., Leslie Baldwin, Daryl Ball, David Mersault, Noah Wagner. Baseado no conto O Chamado de Cthulhu (The Call of Cthulhu).

Média metragem, preto e branco e mudo. Apesar de feito em 2005, foi feito pra parecer antigo, da época do cinema mudo. É considerado pelos fãs a melhor adaptação de Lovecraft já feita!

AND COMING SOON…

Um Sussurro nas Trevas (The Whisperer in Darkness, 2010), de Sean Branney, baseado no conto Um Sussurro nas Trevas (The Whisperer in Darkness).

Nas Montanhas da Loucura (At the Mountains of Madness, 2013), de Guillermo Del Toro, produção de James Cameron, baseado na novela Nas Montanhas da Loucura (At the Mountains of Madness).

p.s.: Tanto o The Call of Cthulhu mudo e p&b de 2005 quanto Um Sussurro nas Trevas foram feitos pelo pessoal da HPLHS – Howard Phillips Lovecraft Hstorical Society, o mais importante fã-clube de Lovecraft nos EUA, que organiza festivais de adaptações das obras do mestre e produz esses filmes.

Mad.s01e01.pilot

Mad.s01e01.pilot

Apareceu outro dia um link de um seriado da revista Mad. Como assim? Virou seriado? Baixei pra ver qualé!

É um programa curtinho, só 10 minutos. É uma versão da revista através de pequenas animações.

O estilo lembra bastante o que era a revista, anos atrás. Começa com uma paródia de filme (Avatar virou Avaturd), piadinhas com o traço do Aragonés e do Don Martin, um Spy vs Spy e termina com outra paródia, um crossover de CSI Miami com o seriado teen I Carly. E ainda tem espaço pra várias piadinhas politicamente incorretas sobre cultura pop. Bem no estilo da revista.

(Aqui abro um pequeno parênteses para falar das diversas fases da revista aqui no Brasil. Heu conheci a primeira versão, da editora Vecchi, que durou de 1974 a 1983, e teve pouco material nacional. Depois a revista se mudou para a editora Record, e começou a ter cada vez mais textos e desenhos nacionais, boa parte pelas mãos do desenhista Ota, também editor da revista. Confesso que não gosto do estilo do Ota, então me afastei da revista, que ainda teve uma fase na editora Mythos. Recentemente a Mad voltou às bancas, através da editora Panini, mas não vi nenhuma edição nova. Este seriado é para os fãs da versão antiga…)

E o resultado? Ficou bom?

Olha, vou confessar que ri mais nestes curtos 10 minutos do que em muito longa metragem! Algumas piadas são muito boas!

Tomara que a série tenha fôlego. Vida longa ao seriado Mad!