Hellboy

Hellboy

Hellboy 2 tá vindo aí, já rolam traileres bem legais, já estreou lá fora… Inclusive, dá uma coceira de ir ao torrent pra baixar! Mas não, esse filme vale esperar pra ver na tela grande!

Enquanto o 2 não vem, aproveitei pra rever o primeiro…

Este poderia ser “mais um filme baseado em quadrinhos”, e desta vez um quadrinho menos conhecido… Mas não, o projeto foi tocado pelo sempre eficiente Guillermo del Toro (que depois desse fez O Labirinto do Fauno). Gosto de diretores estrangeiros trabalhando em Hollywood: eles têm o dinheiro necessário para uma grande produção mas às vezes não caem no óbvio…

É o caso aqui. Ron Perlman faz um herói diferente: na verdade ele é uma espécie de diabo que veio de outra dimensão, ainda filhote, e cresceu escondido num laboratório do FBI, criado como filho adotivo pelo cientista que o descobriu, Trevor Broom (John Hurt).

O que é diferente do óbvio? Hellboy é politicamente incorreto! Fuma charuto, come quantidades absurdas de comida, desrespeita ordens – chega a quebrar as paredes do laboratório para ir atrás de sua amada Liz (Selma Blair)!

Boa “diversão descerebrada com um pouco de cérebro”!

Viagem ao Centro da Terra

Viagem ao Centro da Terra

Viagem ao Centro da Terra

Considerado um dos melhores discos do tecladista Rick Wakeman… Opa, “Viagem” errada! 😛

Viagem ao Centro da Terra – 3D vale como um eficiente brinquedo num parque temático. O roteiro tem furos? Sim, mas os efeitos em 3D são tão legais que a gente deixa pra lá e se diverte à beça!

Vamos à história. Em vez de filmar a história original de Julio Verne, temos uma história atual: o irmão de um geólogo, Trevor (Brendan Fraser), desaparece procurando o centro da terra, baseando-se no livro de Verne. 10 anos depois, as mesmas condições geológicas fazem Trevor ir numa viagem para tentar reecontrar o irmão.

Talvez fosse melhor criar um roteiro baseado no próprio livro, provavelmente teria menos furos. Uma mina abandonada tem uma verdadeira montanha russa dentro; quedas de centenas ou milhares de metros de altura não machucam; o celular pega no centro da Terra; a temperatura é altíssima mas não mata a flora e fauna local; enormes dinossauros sobrevivem não se sabe de que; e por aí vai, a lista pode ser grande…

Mas, se você conseguir ignorar este tipo de “detalhe” e for ao cinema pensando no fator “parque temático”, a diversão é garantida! O que falta no roteiro sobra nos ótimos efeitos especiais em 3D!

Nome Próprio

Nome Próprio

Nome Próprio

Um filme pode ao mesmo tempo ser atraente e repulsivo? Nome Próprio é assim. Por um lado temos curiosidade de acompanhar a vida da blogueira Camila; por outro, a personalidade de Camila a torna uma pessoa insuportável, e nos vemos torcendo contra ela…

Camila (Leandra Leal), a nossa “anti-heroína”, aparentemente veio de Brasília para São Paulo para ser escritora. Mas, em vez de ralar pra conseguir os seus objetivos, Camila fica trocando de namorados e expondo suas intimidades num blog. Não trabalha, dá pra qualquer um (inclusive namorado de amiga), e ainda por cima reclama o tempo todo. Arrogante, mimada e infantil. Realmente, é difícil de aturá-la…

Além disso, Camila é incoerente: diz que não escreve para ser lida. Mas então por que publica os textos num blog? Se não pra outra pessoa ler, guarde seu diário no bolso!

Pior é que se a gente pensar, conhecemos pessoas assim à nossa volta…

A interpretação de Leandra Leal é o que o filme tem de melhor. Ela está realmente impressionante: mostrando todas as fraquezas de Camila, se despindo física e psicologicamente para as lentes do diretor Murilo Salles.

Pela sua temática, é um filme atual, com essa onda de superexposição de pessoas sem nada a dizer, bem “Big Brother”. Veja o filme pela Leandra, e esqueça a Camila…