O Nevoeiro

O Nevoeiro

Demorou, mas finalmente The Mist foi lançado por aqui. Não sei por que demorou tanto, afinal, acredito que seria fácil de se vender “do mesmo diretor e roteirista de Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, o mais novo filme baseado em Stephen King”!

Uma cidade pequena, à beria de um lago, é açoitada por ventos fortes à noite. Na manhã seguinte, David Drayton (Thomas Jane), um artista local, vai até o supermercado com seu filho. E uma névoa envolve a cidade – e existe algo misterioso dentro da névoa.

O suspense é muito bem montado – não sabemos o que há dentro da névoa! E começa um clima claustrofóbico dentro do supermercado, onde o medo do desconhecido começa a mudar as pessoas.

Uma coisa muito interessante aqui é o foco nos personagens presos no supermercado., e não no que está na névoa. Marcia Gay Harden interpreta Mrs Carmody, uma religiosa que aos poucos começa a exacerbar o seu fanatismo – e conquistar “fiéis”, afinal, ninguém sabe o que está acontecendo lá fora…

E assim, o suspense toma conta do filme. Boas interpretações, boa fotografia, e o talento do diretor e roteirista Frank Darabont são essenciais para criar esse clima.

Não gostei muito do fim, acho que poderia ser diferente. Mas não estraga a beleza do filme.

The Boy from Hell

The Boy from Hell

Um garoto morre num acidente de carro. Sua mãe, ajudada por uma velha esquisita, faz uma feitiçaria pra ele voltar à vida, mas ele volta como um monstro.

Parece pouco, e é.

Tosco, tosco e tosco. Já vi muito filme tosco na vida, mas se bobear, coloco esse em primeiro lugar!

Os atores são tristes de tão caricatos. A história além de clichê não faz nenhum sentido. Os cenários e efeitos são mal feitos ao extremo – só pra dar um exemplo, o garoto é substituído por um anão quando vira monstro!

Agora, se você conseguir relevar esses “detalhes”, até que o filme pode ser divertido… Sabe quando algo é tão ruim que fica engraçado? Pois é o caso aqui.

Outra coisa que ajuda é a duração. Na verdade é um média metragem, são 45 minutos apenas. Segundo o que pesquisei na internet, faz parte de uma hexalogia, todos baseados nos mangás Hideshi Hino’s Theater of Horror.

Devo ser um cara estranho. Quero ver os outros 5…

The Machine Girl

The Machine Girl

Um filme pode ser ruim e bom ao mesmo tempo? Claro que sim!

The Machine Girl parece uma resposta japonesa ao Kill Bill do Tarantino. Um filme onde uma mulher busca vingança pela morte do irmão, assassinado pela Yakusa. Só que em vez de usar elementos orientais, o filme e seus personagens são japoneses.

Logo de cara o filme mostra ao que veio. Com dois minutos de filme a mocinha Ami Hyuga diz que só tem um braço, mostrando o cotoco do outro braço. Logo depois ela pula, com OS DOIS BRAÇOS ABERTOS! Sensacional, não?

As atuações são péssimas e caricatas – o que é aquele irmão da Ami? O roteiro traz situações dignas de Didi Mocó. E, mesmo assim, o filme é divertidíssimo!

Em momento nenhum o filme se propõe a ser sério. A cada membro cortado, muito sangue jorra como se fosse num esguicho de mangueira. E temos um desfile de situações gore-bizarras na tela: um braço-metralhadora, um sutiã-furadeira, uma guilhotina voadora, e por aí vai…

Importante: semanas atrás falei de A L’Interieur, um filme onde o excesso de gore nos traz mal-estar. Bem, aqui em Machine Girl, o excesso de gore nos traz gargalhadas…

Infelizmente, é mais um filme sem previsão de ser lançado no Brasil.

Star Wars – The Clone Wars

Star Wars – The Clone Wars

Uma nova série animada de Star Wars vem aí, novamente para o Cartoon Network, assim como foi a outra série Clone Wars, criada por Genndy Tartakovsky (o mesmo de Laboratório do Dexter). Só que, desta vez, a qualidade das imagens é bem melhor, e resolveram juntar os 3 primeiros episódios e lançá-los antes no cinema, como se fosse um filme: Star Wars – The Clone Wars.

Tive a oportunidade de ver a pré-estréia, junto com o pessoal do Conselho Jedi do RJ, e posso dizer que, de um modo geral, o filme agradou! Como fã, posso dizer que me diverti à beça vendo batalhas entre Clone Troopers e exércitos de robôs, e vendo vários novos duelos entre jedis e siths…

A nova série se situa entre os episódios II (O Ataque dos Clones) e III (A Vingança do Sith). Obi Wan Kenoby e Anakin Skywalker estão junto a exércitos de Clone Troopers, no meio da guerra contra os andróides – as “Guerras Clônicas” do título! – quando Anakin, sem pedir, “ganha” uma padawan (aprendiz de jedi), Ahsoka Tano. Ao mesmo tempo, Jabba o hutt (o mesmo que aparece em O Retorno do Jedi) pede ajuda aos Jedi porque seu filho foi sequestrado. E descobrimos que o grande vilão Conde Dooku e sua assecla Asaj Ventress estão por trás disso.

Só vejo dois problemas aqui. Um deles é a improvável aliança entre os Jedi e Jabba – achei um pouco forçado, são estilos de vida e de trabalho completamente diferentes e incompatíveis. O outro problema é que, infelizmente, já sabemos o fim da história. Como Ahsoka não é mencionada nos filmes posteriores, infelizmente já sabemos que ela vai morrer. Assim como já sabemos que alguns dos duelos não terão fatalidades, afinal, vemos os personagens depois…

Apesar disso, a história funciona bem. Os novos personagens são interessantes – além de Ahsoka e seu ímpeto adolescente ainda somos apresentados a mais Hutts! E as cenas de ação, com mais cara de Pixar do que de Cartoon Network, são ótimas! Ok, talvez o humor dos andróides lembre os filmes dos trapalhões, mas nada que estrague o resultado final…

Que a força esteja com vocês!

Encarnação do Demônio

Encarnação do Demônio

Alvíssaras! Zé do Caixão está de volta!

José Mojica Marins, o mais famoso cieneasta de terror brasileiro, finalmente conseguiu terminar a trilogia do coveiro Zé do Caixão, começada em 64 com À Meia Noite Levarei sua Alma e que teve continuidade em 67 com Esta Noite Encarnarei no Teu Cadaver. Agora, em 2008, mais de 40 anos depois, a saga de Josefel Zanatas em busca da mulher perfeita que gerará o seu filho tem um fim!

A saga de Josefel continua de onde parou no fim de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. Para explicar o hiato de 40 anos, o filme começa com Josefel saindo da cadeia, onde ficou por todo esse tempo, e recomeçando a sua busca, assessorado pelo fiel corcunda Bruno e por alguns empregados / vassalos “góticos”.

O mais interessante desse filme é situar o cinema “udi-grudi” do Zé do Caixão dentro de um contexto moderno. O roteiro consegue fazer o Zé e seu jeito exagerado e histriônico encaixar perfeitamente com cenas gore de deixar produções gringas como O Albergue no chinelo! Qualquer garoto fã de filmes de terror atuais não vai se decepcionar! São várias as cenas bem feitas aqui. Os policiais sendo torturados, o banho de sangue e a descida ao inferno, o balde de baratas, os fantasmas do passado de Josefel… Por um lado, clima psicodélico dos anos 60, quando o roteiro começou a ser escrito; por outro lado, cenas gore à vontade!

E tem um detalhe que deixa o Zé do Caixão ainda mais assustador. Diferente de um zumbi ou vampiro, é um personagem que pode muito bem existir na nossa sociedade. Um cara sádico, que não respeita as leis da sociedade e tortura e mata pessoas pode ser o seu vizinho…

O elenco também tem alguns destaques, como o padre fanático interpretado por Milhem Cortaz; e Jece Valadão, em seu último papel, mostrando porque ele é o nosso cafajeste preferido!

Clássico instantâneo. Desde já um dos melhores filmes do ano!

Lost Boys 2 – The Tribe

Lost Boys 2 – The Tribe

Continuação do genial e cult Os Garotos Perdidos, de 1987, com Kiefer Sutherland e Jason Patric… Ainda mais, lançado direto em dvd… A primeira coisa que a gente pensa é: “precisa”?

Precisar não precisa. Mas sabe que não é ruim?

Os irmãos Chris (Tad Hilgenbrink) e Nicole Emerson (Autmn Reeser) se mudam para Luna Bay. O filme não deixa claro, mas sim, são os filhos de Michael e Star (Jason Patrcik e Jami Gertz), do primeiro filme. Chris é um surfista aposentado, que procura emprego de construtor de pranchas, e conhece Edgar Frog (Corey Feldman), que além disso trabalha como caçador de vampiros. E o resto da história é aquilo de sempre: os irmãos se aproximam dos vampiros e depois têm que derrtá-los…

Sim, é o mesmo Corey Feldman interpretando o mesmo Edgar Frog do primeiro filme! Às vezes o seu personagem parece meio caricato, mas, convenhamos, se você é caçador de vampiros há 20 anos, você tem motivos pra ser caricato…

Além da volta de Corey Feldman, o elenco traz outra surpresa: Shane, o líder dos vampiros é interpretado por Angus Sutherland, meio-irmão de Kiefer Sutherland, o vampirão do original… Além disso a cena inicial tem participação do mestre da maquiagem Tom Savini; e tem uma cena depois dos créditos especial pra quem é fã do primeiro filme, trazendo de volta um ator que não aparece ao longo deste filme!

Boa diversão pra quem não for muito exigente…

Wall-E

Wall-E

Apesar da criançada talvez preferir o também bom Kung Fu Panda, preferi este Wall-E. É um desenho adulto. Não, não falo de nada violento, muito menos sexual, qualquer criança pode ver sem riscos. Mas a temática do desenho é adulta, a criançada não vai achar muita graça…

Num futuro distante, aproximadamente daqui a 700 anos, a Terra está abandonada. Numa cidade vazia coberta de lixo, vemos Wall-E, um solitário robozinho trabalhando initerruptamente. Sua função é simples: compactar lixo em blocos cúbicos e empilhá-los. E, aparentemente, sua única companhia é uma barata, que fica em sua “casa”, uma espécie de garagem onde ele guarda peças de reposição e vários tipos de bugingangas que encontra no lixo.

Assim é o dia-a-dia de Wall-E, até que aparece um outro robô, desta vez um “robô fêmea”, Eva, muito mais avançada do que ele. E ele se apaixona, sentimento que aprendeu vendo um velho filme em vhs que passa em sua garagem.

O filme então se mostra um filme romântico como nos velhos tempos, onde um “adorável vagabundo” faz de tudo pela sua bela amada. Não se vê muito disso hoje em dia…

Eva veio para uma missão secreta, e quando completa sua missão, se desliga, deixando Wall-E novamente sozinho. Até que, quando Eva volta para o lugar de onde veio, Wall-E consegue ir junto, e descobrimos finalmente o que aconteceu com a humanidade.

Falei que era filme adulto, né? Nesta segunda parte, vemos uma feroz crítica à nossa sociedade de consumo. As pessoas obesas e preguiçosas e só se comunicam online e nunca se tocam! Este momento do filme parece meio Kubrickiano, e numa determinada cena, aliás, numa genial cena, vemos que é realmente uma homenagem ao cinema de Kubrick em 2001.

Em se tratando de Pixar, o mesmo estúdio que nos trouxe Monstros S.A., Procurando Nemo e Os Incríveis, nem preciso falar que a animação é de cair o queixo, né? Bem, preciso falar sim. A animação parece ser ainda mais impressionante que nos filme anteriores! Acho que nunca vi algo deste nível antes!

Este é Wall-E. Se não tiver nenhuma criança para levá-lo ao cinema, arrisque sem medo uma sessão só com adultos!

Gatão de Meia Idade

Gatão de Meia Idade

Mais um filme nacional… E mais uma decepção…

O Gatão de Meia Idade é um personagem criado pelo quadrinista Miguel Paiva, que aparece em pequenas histórias de até um quadrinho. As historinhas são legais, divertidas. Mas o filme não soube transpor para as telas o charme dos quadrinhos…

Claudio (Alexandre Borges), o Gatão de Meia Idade, é um quarentão carioca, que vive entre antigas e novas namoradas. è pai de uma adolescente, Duda; e sua ex-mulher e mãe da Duda (Julia Lemmertz) diz que vai se mudar pra Miami com o namorado milionário e levar a filha junto.

Gosto do Alexandre Borges, e gosto do Gatão nas tirinhas do jornal. Mas o problema aqui foi o roteiro. Isso é um filme! Não adianta pegar várias historinhas curtas, sem qualquer nexo entre elas, e juntá-las de qualquer maneira!

O filme fica sem ritmo e sem coerência. Pena, porque é um filme simpático…

Meu Nome É Modesty Blaise

Meu Nome É Modesty Blaise

Quem não se lembra de John Travolta no banheiro do restaurante, em Pulp Fiction, lendo uma revista em quadrinhos da Modesty Blaise? Aí, anos depois, aparece um dvd com “Quentin Tarantino apresenta Meu nome é Modesty Blaise” escrito na capa. Animador, né?

Nada. Mais uma decepção.

Em primeiro lugar, preciso falar que não conheço os quadrinhos. Então não posso julgar o quanto está fiel ou não. Mas sei que Modesty Blaise é uma espiã, uma espécie de versão feminina do agente secreto 007. Então esperamos um filme nesta linha, certo? Meio Missão Impossível, meio 007, com um toque de Lara Croft…

Nada disso. Na verdade, o filme é um grande prólogo. Modesty Blaise trabalha num cassino, que é assaltado. O líder dos bandidos passa quase o filme todo conversando com Modesty. Conhecemos o seu passado, quem é ela e como chegou onde está. E só. Ou seja, vemos um prólogo, para uma série de filmes ou de tv que aparentemente nunca virá…

Tarantino? Está como produtor executivo, só colocaram o nome dele pra vender o filme. Mais ou menos como em O Albergue.

A única coisa boa do filme é a duração, menos de uma hora e 20. Pelo menos não é longo demais. Mas, mesmo assim, pode ser sonolento. Deve agradar aos fãs de Modesty Blaise, e só.

Zombie Strippers

Zombie Strippers

Ok, um filme chamado “Zombie Strippers” não pode ser bom, concordo.

Dançarinas de um clube de strip-tease viram zumbis e atacam seus clientes. E ainda tem no elenco a atriz pornô Jenna Jameson e Robert Englund, o Freddy Kruger? A idéia, de tão tosca, poderia render um filme trash divertido. Mas não, é fraaaco…

Existem os filmes trash com algum talento por trás. Peter Jakcson, antes da fama e dos Oscars da trilogia O Senhor dos Anéis, fez dois trash maravilhosos! Sim, é tudo tosco, mas é um tosco “cool” e engraçado. E existem filmes como Zombie Strippers, que são simplesmente toscos. Não se vê nada além da nudez e do gore…

O elenco, claro, é péssimo. Todos são caricatos ao extremo. Sim, é o tom que se pede num filme desses, mas talvez esteja caricato demais. Mr Englund, volte para debaixo da maquiagem do Freddy! Por sua vez, o roteiro tenta colocar piadas políticas no meio da trama, mas é um roteiro tão fraquinho que dá até pena…

Concordo numa coisa: pelo menos temos muita nudez gratuita, violência desnecessária, cabeças explodindo, muito gore, tudo o que se espera num filme desses. A cena do pompoarismo é genial! Mas, pergunto, isso é suficiente?

Anyway. serve pra ser visto com galera, no meio da farra…