Bloodshot

Crítica – Bloodshot

Sinopse (imdb): Ray Garrison, um soldado morto, é re-animado com superpoderes.

Vin Diesel é um cara bom pra vender filmes de ação. Enquanto isso continuar acontecendo, vão encontrar novos projetos com ele. Mesmo que a qualidade seja questionável, o importante é que vai vender ingressos.

Assim como a franquia xXx – que foi ressuscitada recentemente só por ter o Vin Diesel como protagonista – Bloodshot (idem, no original) é um filme de ação genérico com um fortão carismático na linha de frente. É um bom filme? Não. Mas vai vender ingressos.

Dirigido por Dave Wilson, estreante na direção de longas, mas com algum currículo em efeitos especiais e videogames. Bloodshot é a adaptação dos quadrinhos homônimos pouco conhecidos da Valiant Comics, e também conta com Eiza González, Toby Kebbell, Lamorne Morris e Guy Pearce no elenco. O roteiro traz alguns plot twists bem colocados, e algumas cenas de ação têm um visual interessante, como a cena do túnel.

Enfim, como dito lá em cima, filme de ação genérico. Tem seu público alvo…

A Hora da Sua Morte

Crítica – A Hora da Sua Morte

Sinopse (imdb): Quando uma enfermeira faz o download de um aplicativo que afirma prever o momento em que uma pessoa morre, isso indica que ela só tem três dias de vida. Com o relógio correndo e uma figura assombrando-a, ela deve encontrar uma maneira de salvar sua vida antes que o tempo acabe.

Li sobre este A Hora da Sua Morte ano passado, na lista do Festival do Rio. Não consegui ver no festival, mas pra minha sorte ele veio pro circuito.

Escrito e dirigido pelo estreante em longas Justin Dec (que fez um curta com o mesmo nome três anos antes), A Hora da Sua Morte (Countdown, no original) segue a linha “terror adolescente engraçadinho”. Atores desconhecidos, alguns sustos aqui e acolá, algumas piadinhas. Divertido e despretensioso.

Divertido, mas reconheço que algumas coisas ficaram bem forçadas, tipo o aplicativo ter 60 GB (muitos celulares simplesmente não teriam espaço). As relações entre os personagens também ficou mal construída, e o padre nerd não me convenceu.

Li algumas críticas por aí decretando A Hora da Sua Morte como um dos piores filmes de terror dos últimos anos. Menos, gente. Admito que não é um grande filme. Mas, se visto na vibe certa, é uma boa diversão.

Ah, existe o app. Claro, não funciona. Mas quem quiser brincar, é só baixar.

Maria e João: O Conto das Bruxas

Crítica – Maria e João: O Conto das Bruxas

Sinopse (imdb): Há muito tempo, em um campo distante de conto de fadas, uma jovem garota leva seu irmãozinho a um bosque escuro em busca desesperada de comida e trabalho, apenas para tropeçar em um nexo de um terror aterrorizante.

Visual belíssimo, mas filme chaaato…

Dirigido pelo pouco conhecido Oz Perkins, Maria e João: O Conto das Bruxas (Gretel & Hansel, no original) traz mais uma adaptação para o clássico conto dos irmãos Grimm. O filme é sério e estiloso – provavelmente tentando pegar carona em A Bruxa. Mas nada acontece, e o filme, que tem menos de uma hora e meia, vira um programa entediante. Um filme bonito e vazio.

No elenco, Alice Krige (o pessoal das antigas vai se lembrar dela em Sonâmbulos) está bem como a bruxa. Sophia Lillis (de It) e Samuel Leakey são as crianças do título.

Prefiro João e Maria Caçadores de Bruxas, que é galhofa assumida, mas pelo menos é divertido.

Sonic: O Filme

Crítica – Sonic: O Filme

Sinopse (imdb): Depois de descobrir um ouriço pequeno, azul e rápido, um policial de cidade pequena deve ajudá-lo a derrotar um gênio do mal que deseja fazer experiências com ele.

A proposta de uma adaptação cinematográfica para o videogame Sonic era arriscada. Primeiro porque é uma história que não faz muito sentido – um ouriço azul muito rápido que se movimenta dando cambalhotas. E ainda teve o lance do trailer. Pra quem não acompanhou: lançaram um trailer com o Sonic bem tosco. A galera “das internetes” chiou, e não é que melhoraram o visual do bicho?

Mas sabe que essas coisas acabaram ajudando o filme? A expectativa foi lááá pra baixo. E o filme nem é ruim. Tem seus clichês, tem suas falhas nos efeitos especiais, tem seus momentos onde copia outros filmes (impossível não lembrar das cenas do Mercúrio nos filmes dos X-Men). Mas consegue o que se propõe: é divertido.

Ok, vamos deixar claro: Sonic: O Filme (Sonic the Hedgehog, no original) está longe de ser um filmaço. Mas é leve, tem momentos bem engraçados, e vai agradar o público alvo infantil (que talvez nem conheçam o jogo).

No elenco, Jim Carrey está careteiro como sempre, mas funciona no papel. James Marsden já teve papeis melhores, mas não atrapalha. Mais ninguém conhecido…

Enfim: se a expectativa estiver baixa, vai agradar.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Crítica – Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Sinopse (imdb): Depois de se separar do Coringa, Harley Quinn se junta aos super-heróis Canário Negro, Caçadora e Renee Montoya para salvar uma jovem de um senhor do crime.

Pouca coisa se salvava no filme Esquadrão Suicida. Uma dessas coisas era a Arlequina da Margot Robbie. Um filme solo da personagem não era exatamente uma surpresa.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, no original) tem mais acertos do que erros. Focar o filme numa personagem carismática, interpretada por uma atriz carismática, foi uma boa sacada.

Uma coisa boa foi o jeito como lidaram com o Coringa – lembrando que o Coringa aqui é aquele todo errado do Jared Leto, nada a ver com o oscarizado Joaquin Phoenix. O Coringa é citado, mas a trama não pede a sua presença. Boa.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa também tem uma edição divertida e uma trilha sonora com músicas pop bem escolhidas – quase todas cantadas por mulheres. Aliás, o empoderamento feminino é um tema constante aqui: todas as personagens femininas são fortes; enquanto todos os masculinos são caricatos. Ah, esqueci de citar: a direção também é de uma mulher, a pouco conhecida Cathy Yan.

Infelizmente nem tudo funciona. As personagens secundárias são mal desenvolvidas, e o roteiro não se decide muito sobre suas características – tipo, uma delas tem super poderes, mas só na hora que o roteiro pede uma solução deus ex-machina.

No elenco, o destaque, claro, é Margot Robbie. Ewan McGregor está caricato, mas acho que é proposital. Também no elenco, Mary Elizabeth Winstead, Rosie Perez, Jurnee Smollett e Ella Jay Basco.

No geral, o resultado é positivo. Só achei o nome errado. O espectador vai ao cinema para ver um filme das Aves de Rapina, e o grupo só aparece quando o filme acaba…

Bad Boys Para Sempre

Crítica – Bad Boys Para Sempre

Sinopse (imdb): Os detetives de Miami Mike Lowrey e Marcus Burnett devem enfrentar uma dupla de mãe e filho traficantes que causam estragos vingativos em sua cidade.

O primeiro Bad Boys, de 1995, foi um grande sucesso. Foi o primeiro longa metragem dirigido por Michael Bay, que nos anos seguintes se firmaria como um dos maiores nomes do “blockbuster com mais explosões que roteiro”. E foi o primeiro sucesso cinematográfico de Will Smith, que emplacaria outros sucessos nos dois verões seguintes (Indepedence Day em 96 e MIB em 97). Não era nada demais, apenas um filme divertido e cheio de cenas de ação bem filmadas. Mas um filme que soube fazer a fórmula direitinho.

(Teve uma continuação em 2003, dirigida pelo mesmo Michael Bay, mas confesso que nem me lembrava da existência do segundo filme.)

Aí anunciaram esse novo filme, desta vez com a desconhecida dupla Adil e Bilall na direção. Me parecia que Will Smith estava querendo dar uma força pra carreira de seu amigo Martin Lawrence (que não tem nada muito expressivo no currículo além de Bad Boys). Claro que a expectativa era perto de zero. E sabe que me surpreendi positivamente?

Não, Bad Boys Para Sempre (Bad Boys for Life, no original) não é um grande filme. Mas é uma diversão honesta. Um filme engraçado, com cenas de ação bem filmadas, e uma boa química entre os protagonistas Smith e Lawrence, dosando bem as piadinhas relativas à idade atual deles. Nada de novo, mas um arroz com feijão bem feito.

Uma coisa curiosa sobre o elenco é que o nome da Vanessa Hudgens está em terceiro lugar, tanto nos créditos na tela, quanto na página do imdb – e seu papel é bem secundário. Ela deve ter mais star power que o resto do elenco – Alexander Ludwig, Charles Melton, Paola Nuñez, Kate del Castillo e Joe Pantoliano (outro que estava nos dois filmes anteriores).

Nada de novo, mas vai agradar quem está atrás de uma diversão leve.

Os Órfãos

Crítica – Os Órfãos

Sinopse (imdb): Uma jovem governanta é contratada por um homem que se tornou responsável por seu jovem sobrinho e sobrinha após a morte de seus pais. Uma visão moderna da novela de Henry James, “A Volta do Parafuso”.

Olha, heu até queria gostar desse Os Órfãos (The Turning, no original). Fiquei curioso com “A Volta do Parafuso” quando anunciaram que a segunda temporada de A Maldição da Residência Hill vai ser baseada neste livro. E o filme até começa bem, mas…

Os Órfãos é um filme ideal pra exemplificar um novo conceito que quero propor: o “filme de Schrödinger”. Sabem o conceito do gato de Schrödinger, aquele gato numa caixa fechada que pode estar vivo ou morto? Então. se a gente parar o filme quando faltarem 5 minutos pra acabar, a gente não vai saber se termina bem ou não. Acreditem, neste filme, isso ajudaria muito!

O filme dirigido por Floria Sigismondi (The Runaways) até que vai razoavelmente bem. Gosto da atuação da Mackenzie Davis, rolam alguns jump scares legais, e a ambientação da mansão é ótima. Mas, perto do fim, rola um momento onde achei que teríamos um plot twist pra explicar alguns pontos da história, e… nada disso. Parece que os roteiristas saíram pra tomar um café e deixaram alguns rascunhos aleatórios rabiscados pra encerrar o filme.

Sério. Heu estava numa sessão de imprensa, de manhã, vendo o filme cheio de sono porque não tinha dormido direito na véspera. Aí de repente rola aquele final, e achei que heu tinha cochilado e perdido alguma coisa. Acabou o filme, todos os críticos em volta reclamavam! Heu não dormi, quem dormiu foi o roteirista!

A Divisão

Crítica – A Divisão

Sinopse (google): O Rio de Janeiro se encontra acuado por uma onda de sequestros na década de 1990. As forças de segurança convocam agentes corruptos e um delegado com fama de genocida para salvar a cidade dos bandidos e até da polícia.

Já falei mais de uma vez aqui no heuvi, e vou repetir sempre que necessário: gosto de filmes nacionais de gênero, mesmo que não sejam grandes filmes.

Assim como Carcereiros, A Divisão é a versão cinematográfica de uma série de TV. Não vi a série, não vou comparar. A boa notícia é que não precisa ver a série pra entender o filme.

Dirigido por Vicente Amorim (que também estava no seriado) e estrelado por Erom Cordeiro, Silvio Guindane, Natalia Lage, Marcos Palmeira, Bruce Gomlevsky, Dalton Vigh e Vanessa Gerbelli, A Divisão não é um grande filme, mas ganha pontos por ser tecnicamente bem feito e ser uma trama policial ambientada no Rio de Janeiro, no meio de tantos filmes policiais gringos. Também gostei da fotografia usando tons quentes. Mas achei um pouco longo demais, são duas horas e quatorze minutos de projeção.

Por fim, termino repetindo uma frase que escrevi no post de Carcereiros: “Se os multiplex têm espaço para filmes de ação genéricos gringos, por que não teriam espaço para filmes de ação genéricos nacionais?” O cinema nacional precisa de filmes assim!

1917

Crítica –  1917

Sinopse (imdb): 6 de abril de 1917. Enquanto um regimento se reúne para travar uma guerra nas profundezas do território inimigo, dois soldados são designados para correr contra o tempo e entregar uma mensagem que impedirá 1.600 homens de caminharem direto para uma armadilha mortal.

Ok, admito que tenho andado um pouco desligado quanto aos lançamentos. Aí de repente descubro que 1917, um filme que heu nunca tinha ouvido falar, ganhou Globo de Ouro de melhor filme e melhor diretor. Aí ouço no rádio que o filme é um único plano sequência.

Como assim??? Fizeram um filme de guerra em plano sequência e heu não sabia??? Pára o mundo, preciso ver isso!!!

Por sorte, pouco depois do Globo de Ouro, tive a oportunidade de ver. E tenho tranquilidade para afirmar: 1917 é o primeiro filme “obrigatório” do ano.

Dirigido por Sam Mendes (007 Contra Spectre), 1917 traz uma boa história, num bom ritmo e uma bela fotografia, e com uma perfeita reconstituição de época. Ah, e como falei antes: tudo isso num único plano sequência.

Vamulá. A gente sabe que houve cortes, que foram emendados digitalmente. Mas, pra mim, isso não tira o mérito. O filme foi concebido para ser uma única cena (na verdade duas, tem um momento no filme onde dava pra “desligar a câmera”). Cada detalhe de cenário, de figurino, de maquiagem, de entrada e saída de personagens, tudo tem que obedecer aquele conceito inicial de continuidade proposto.

Algumas cenas dão nó na cabeça – tipo, quando tem um corte, você coloca a câmera numa grua, depois na mão do cameraman, e por aí vai. Mas, sem um corte aparente? Saí do cinema com vontade de catar um making off.

No elenco principal, dois menos conhecidos, Dean-Charles Chapman e George MacKay (este estava em Capitão Fantástico). Colin Firth, Mark Strong, Benedict Cumberbatch e Richard Madden fazem papéis menores.

Filmaço. Para ser visto e revisto.

Ameaça Profunda

Crítica – Ameaça Profunda

Sinopse (imdb): Uma equipe de pesquisadores oceânicos que trabalham para uma empresa de perfuração em alto mar tenta chegar em segurança após um terremoto misterioso devastar suas instalações de pesquisa e perfuração em águas profundas localizadas na parte inferior da Fossa das Marianas.

Ameaça Profunda (Underwater, no original) quer ser uma mistura de Alien com O Segredo do Abismo. Mas funciona melhor se visto como uma mistura de Tentáculos com Do Fundo do Mar. Sim, Ameaça Profunda só funciona se for encarado como um filme B.

Dirigido pelo pouco conhecido William Eubank, Ameaça Profunda tem um bom ritmo e uma ambientação claustrofóbica eficiente, mas tem personagens rasos, é previsível e cheio de clichês. Ou seja, é um bom filme B.

Li algumas críticas que entram mais em acontecimentos da trama, mas prefiro não citar aqui pra evitar os spoilers. Fui ao cinema sem saber de nada, o que costuma ser sempre a melhor opção. Tomara que o leitor do heuvi consiga a mesma experiência!

Dois comentários sobre o elenco. Kristen Stewart, apesar de odiada por muitos, não faz feio como a “quero ser Sigourney Weaver” da vez. Por outro lado, alguém podia ter avisado ao TJ Miller que não estamos num filme de comédia. Suas piadinhas sempre erravam o timing. Também no elenco, Vincent Cassel, Mamoudou Athie, John Gallagher Jr. e Jessica Henwick.

Vai agradar os menos exigentes.