Vampires vs Zombies

Crítica – Vampires vs Zombies

Ok, heu já tinha falado aqui no blog, no post sobre The Blackout, que certos filmes são tão ruins que devem ser evitados. Mas esse tinha um título bem atraente: “vampiros contra zumbis”. E ainda trazia no elenco a ex “scream queen” Brinke Stevens – que heu tive o prazer de ver ao vivo numa convenção aqui no Rio, muitos anos atrás. Tá, achei que valia o risco.

Poucas vezes me arrependi tanto!

(Aqui costumo falar sobre a trama do filme. Mas, desta vez, sinceramente, não tenho o que falar aqui.)

Vampires vs Zombies é amador, no mau sentido. Me lembrei de Edges of Darkness, outro filme amador tosco. Um grupo de amigos poderia fazer um filme com qualidade maior. Nem sei como eles conseguiram uma atriz de verdade para o elenco – se é que podemos falar isso sobre a carreira da adorável Brinke Stevens (ei, ela estava no elenco de Dublê de Corpo!)

As atuações são patéticas, a câmera com qualidade de vídeo vagabundo treme o tempo todo e não sabe em que direção filmar, os efeitos especiais são ridículos, e a edição parece que foi feita por um débil mental.

O roteiro merece um parágrafo à parte. Pensei em resumir em uma única palavra, “lixo”, mas, como tive paciência pra ver esta porcaria até o fim, vou falar de detalhes:

– Em primeiro lugar, por que este título? O filme traz alguns vampiros mal feitos, e possivelmente os piores zumbis da história do cinema, mas eles nunca se enfrentam. Por que o título?

– Provavelmente por razões orçamentárias, quase todas as cenas são num carro, em uma estrada vazia ao lado de uma floresta. Por que, em todas as tomadas feitas dentro do carro, este sempre anda devagar?

– Vampiros podem andar de dia? E um vampiro com uma estaca no coração fica congelado? Se você tirar a estaca, ele volta, e se enfiar mais a estaca, ele termina de morrer?

– Alô! Está acontecendo o fim do mundo! Zumbis e vampiros perambulam pela área. Será que o cara que trabalha no posto de gasolina ia ser tão tranquilo?

Tem mais, muito mais. E olha que o filme tem só uma hora e quatorze minutos!

Só não sei se posso chamar essas coisas de furos no roteiro. Porque, pra isso, heu precisaria reconhecer que existe um roteiro. E tenho minhas dúvidas se podemos chamar este amontoado de cenas mal filmadas de roteiro. A trama não faz o menor sentido. Nem as poucas cenas de nudez gratuita salvam o filme!

Depois de ver essa bomba, fui ao imdb pra saber se heu era o único. E quase todos foram unânimes: “é o pior filme que já vi!”

Não sei se existe, na história do cinema, algum filme pior que Vampires vs Zombies. Sinceramente, nem quero saber.

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Se você gostou de Vampires vs Zombies, o Blog do Heu lamenta. E recomenda que você visite o Top 10 de melhores filmes trash.

Aterrorizada

Crítica – Aterrorizada

Para tudo! Tem filme novo do John Carpenter na praça!

Depois de colocar fogo em uma casa, Kristen (Amber Heard) é internada em uma instituição para doentes mentais, só com meninas da sua idade. Mas um fantasma insiste em assombrá-la.

Explico a empolgação do primeiro parágrafo: desde 2001 John Carpenter não dirigia um longa metragem. E, apesar de seu último filme ter sido meia bomba (Fantasmas de Marte), um cara com o currículo dele merece respeito. Afinal, estamos falando do diretor de Halloween, Christine – o Carro Assassino, Eles Vivem, O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York… Não são poucos os filmes bons na carreira!

Mas… Infelizmente, Carpenter ficou devendo. Aterrorizada nem é ruim, mas fica longe de seus melhores filmes…

Como falei, o filme não é ruim. Amber Heard (Fúria Sobre Rodas) faz um bom trabalho liderando o elenco, dividindo a tela com Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Lyndsy Fonseca e Jared Harris. O roteiro é “certinho”, alterna bons momentos de tensão com alguns sustos no meio. Os personagens são bem construídos, e a reviravolta no fim é bem sacada, apesar de não ser original.

O problema está aí, em não ser original. A gente já viu esse tipo de filme outras vezes. Como a trama é batida, o filme perde o interesse.

Do jeito que ficou, Aterrorizada está mais próximo de produções baratas pra tv a cabo do que dos clássicos “carpenterianos”. Pena…

Vida longa a John Carpenter! E que volte à velha forma!

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O Sobrevivente

O Sobrevivente

Aproveitei o fim de semana para rever o recente clássico oitentista O Sobrevivente, um dos melhores filmes de ação de Arnold Schwarzenegger.

Num futuro totalitário, Ben Richards (Schwarzenegger) é preso injustamente e acaba parando em um programa de tv ao vivo, onde prisioneiros, acompanhados por câmeras, têm que correr por suas vidas, enquanto são perseguidos por “Stalkers”, uma mistura de lutador de telecatch com assassino profissional, contratados pela emissora.

A ideia do filme dirigido por Paul Michael Glaser (que nunca fez outro filme à altura) é muito boa, ainda mais vista hoje em dia. Em 1987 ainda não existiam reality shows, comuns hoje em dia. Ok, ainda não temos mortes ao vivo, mas não duvido que a tv apresente isso em um futuro próximo. Outra coisa que parece bem atual é a manipulação da mídia para aumentar a audiência de programas de tv.

O roteiro de O Sobrevivente, baseado em um livro de Stephen King, é bem bolado e traz algumas frases bem legais e cheias de sarcasmo, como quando Richards corta um Stalker com uma moto-serra e diz “He had to split” (“Ele teve que partir”), ou enforca outro Stalker com arame farpado e diz “What a pain in the neck” (a expressão correspondente em português seria “Que pé no saco”, mas a tradução literal seria “Que dor no pescoço”); ou ainda quando o apresentador Damon Killian diz ao telefone “Give me the Justice Department, Entertainment Division” (“Me chame o Departamento de Justiça, Divisão de Entretenimento”).

Sobre o elenco, O Sobrevivente é daqueles filmes onde tudo é feito para o protagonista. Arnoldão está perfeito, grande, forte e canastrão na dose certa. O resto está lá apenas como coadjuvante: Yaphet Kotto (Alien), Maria Conchita Alonso (Predador 2) e Richard Dawson (veterano de programas de tv).

Os figurinos usados no programa são espalhafatosos, mas funcionam, justamente por se tratar de um programa de tv, combinam até com aquelas dançarinas que ficam fazendo coreografias bregas ao fundo do programa – como acontece nos Faustões da vida (detalhe: as coreografias são da Paula Abdul, muito antes de virar jurada de reality show!). Já não podemos dizer o mesmo sobre a parte tecnológica do filme, que envelheceu muito. Os gráficos exibidos nos computadores são tosquérrimos! E não é só isso, hoje, 24 anos depois da estreia do filme, estamos muito distantes de uma senha de segurança máxima de apenas cinco caracteres, ou de um código de barras que serve como passaporte pra pessoas diferentes.

Felizmente, isso não estraga o filme, que fica datado, mas nunca ruim. O Sobrevivente tem mais méritos do que falhas. Além dos bons diálogos e das boas cenas de ação, com violência na dose certa, outro destaque é a trilha sonora de Harold Faltermeyer, autor dos famosos temas de Um Tira da Pesada e Top Gun.

Hoje em dia O Sobrevivente tem cara de sessão da tarde. Mas ainda é um dos grandes filmes de ação dos anos 80!

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A Garota da Capa Vermelha

Crítica – A Garota da Capa Vermelha

A ideia era interessante: uma revisão adulta da história da Chapeuzinho Vermelho, sob a ótica dos filmes de terror, substituindo o Lobo Mau por um lobisomem. Mas aí resolveram colocar o projeto nas mãos de Catherine Hardwicke, a diretora de Crepúsculo. Aí, fica difícil, né?

Uma pequena vila medieval é atacada por um lobo. É chamado um especialista, o Padre Solomon, que traz uma revelação: não se trata de um lobo, e sim de um lobisomem, e que é um dos moradores da vila. Com este pano de fundo, acompanhamos uma jovem dividida entre dois rapazes: o amor de sua vida e o noivo que a família escolheu.

Olha, heu estava torcendo pra ser algo como Na Companhia dos Lobos, filme do Neil Jordan dos anos 80. Mas, infelizmente, A Garota da Capa Vermelha segue a linha água-com-açúcar de Crepúsculo, tem até um triângulo amoroso semelhante.

Quase nada funciona. O visual é até bem cuidado, lembra A Vila do Shyamalan (o que nãosei se é uma boa referência…), mas, hoje em dia, uma vila medieval precisaria ser mais “suja” – tudo é limpinho, as roupas são bonitas e os cabelos são bem cortados e bem penteados demais. Tem mais: na festinha da vila medieval rola festa com música eletrônica!

O roteiro é confuso, às vezes parece esquecer que era pra remeter à Chapeuzinho Vermelho, e vira uma história de terror no estilo “quem é o assassino”. Aí, de repente, do nada, o roteirista deve ter se lembrado, e incluiu uma cena forçada com o famoso diálogo “vovó, que olhos grandes…”. Nem lá, nem cá, é um completo desastre.

No elenco, acho que o único que se salva é Gary Oldman como o padre. Boas atrizes como Virginia Madsen e Julie Christie estão completamente desperdiçadas. E Amanda Seyfried precisa um dia fazer um grande filme, até agora ela parou no “quase”, em filmes como Mamma Mia, Boogie Oogie, O Preço da Traição ou Garota Infernal.

Enfim, o filme talvez agrade as menininhas fãs de Crepúsculo. Para o resto, é dispensável.

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A Casa / La Casa Muda

Crítica – A Casa / La Casa Muda

Laura está com seu pai em uma velha casa, quando ouvem ruídos misteriosos no segundo andar. Ao investigar, a casa aos poucos revela segredos obscuros. Baseado em uma história real acontecida nos anos 40.

O grande chamariz deste filme uruguaio de terror é que ele teria sido filmado com uma câmera fotográfica, em um único e longo plano sequência de 72 minutos – impossível não lembrar de Festim Diabólico, clássico de Hitchcock feito com pouquíssimos planos. O legal aqui é que A Casa é filme de terror, daqueles que criam tensão e dão medo. Nunca rola cara de teatro filmado, inclusive, a câmera entra e sai da casa mais de uma vez.

É muito boa a ideia usada pelo diretor estreante Gustavo Hernández (que também co-escreveu o roteiro e foi responsável pela edição). A primeira parte do filme, a construção do suspense, funciona redondinho. Mas a parte final, a explicação e conclusão, é muito fraca e confusa. Findo o filme, tive que procurar o imdb pra esclarecer algumas dúvidas.

(Aliás, tem gente no imdb duvidando que o tal take único seja verdade – li que a câmera usada só filmaria 12 minutos. Mas isso pouco importa, o resultado é impressionante, mesmo que rolem alguns cortes imperceptíveis.)

O roteiro é eficiente na construção do clima tenso e na coreografia da câmera, que passeia ininterrupta pelo cenário e pelos atores. Mas tem falhas, Laura é talvez um pouco histérica demais, e, na minha humilde opinião, acho que dificilmente ela continuaria vasculhando a casa.

Também gostei da opção de Hernández de não usar a câmera subjetiva, como muitos filmes por aí têm feito (tipo Bruxa de Blair, [REC], Diário dos Mortos e Atividade Paranormal). Hoje isso é tão comum que a ideia perdeu um pouco de força. Aqui a câmera não está na mão de um personagem, apenas observa.

Pena que o fim estraga o que seria um dos mais inovadores filmes de terror da história. Mesmo assim, acho que vale. Início bom, fim ruim, média 5. Dá pra passar.

Ah, sim, claro… O filme ainda não estreou aqui (tem previsão para julho), mas já tem refilmagem hollywoodiana com estreia agendada para este ano..

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Padre

Crítica – Padre

Num mundo pós-apocalíptico, devastado por uma guerra entre homens e vampiros, um padre guerreiro se rebela contra a Igreja e vai sozinho tentar resgatar sua sobrinha, sequestrada por um misterioso vampiro diferente.

Padre (Priest, no original) é mais um terror de visual estilizado baseado em quadrinhos. Isso não agrada a todos. Mas pra quem curte o estilo, é uma boa opção.

O diretor Scott Charles Stewart (Legião) se baseou na graphic novel coreana de Min-Woo Hyung para filmar um universo com padres que parecem guerreiros ninjas e uma Igreja dominadora como na Idade Média. Até os vampiros são diferentes aqui, são bicharocos gosmentos e sem olhos, nada se assemelham com os vampiros clássicos do cinema.

O visual do filme é muito legal, tem até espaço para uma abertura em animação feita por Genndy Tartakovsky, lembrando história em quadrinhos. O filme parece um faroeste futurista misturado com filme de terror e com uma pitada de ficção científica, cheio de cenas de ação com efeitos em câmera lenta. Rolam cenários grandiosos e maneiríssimos – tudo bem, deve ser tudo digital, mas o resultado ficou muito bom. O mesmo podemos dizer sobre os eficientes efeitos especiais – gostei da explosão no fim. O 3D é bem utilizado, diferente de outras produções recentes.

O roteiro tem coisas boas e ruins. A cidade com prédios à la Blade Runner e sua sociedade totalitaria comandada pela Igreja é um dos acertos. Por outro lado, achei os personagens rasos demais, senti falta de algo mais sólido na sua construção. E um detalhe me incomodou – comento depois dos avisos de spoilers leves.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se a única fraqueza dos vampiros era ter que fugir do sol, por que só tinha um “humano-vampiro”?

FIM DOS SPOILERS!

O elenco está ok, afinal, este é o tipo de filme onde os atores têm pouco espaço se destacar. Talvez o vilão de Karl Urban (Viagem do Medo) esteja caricato demais,  mas o resto funciona: Paul Bettany (O Turista), Cam Gigandet (Pandorum), Maggie Q (Operation Endgame), Christopher Plummer (Dr. Parnassus), Brad Dourif e Lily Collins, com Stephen Moyer (True Blood) e Mädchen Amick fazendo uma participação especial.

No fim, Padre é legal, mas ficamos com a sensação de que poderia ser melhor.

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The Roommate

Crítica – The Roommate

Você viu Mulher Solteira Procura? Ou o recente Chloe – O Preço da Traição? Ou ainda Atração Fatal, Assédio Sexual, A Mão que Balança o Berço? Então você já viu The Roommate.

Sara vai para a faculdade, e sua nova colega de quarto (a “roommate” do título) se revela um pouco obsessiva demais, beirando a psicopatia.

The Roommate é apenas mais um filme de “mulher desequilibrada que vira psicopata com instintos assassinos”. A diferença para os filmes citados no primeiro parágrafo é que aqui não rola nada de nudez…

Acho que a ideia dos realizadores era se basear no elenco, com meninas  novinhas e bonitinhas vindas da tv. A dupla central é formada por Leighton Meester (do seriado Gossip Girl) e Minka Kelly (do seriado Friday Night Lights). Minka, que faz a boazinha Sara, é apenas mais do mesmo; Leighton, na pele da insana Rebecca, tem mais chances de mostrar algo – mas mesmo assim, nada que impressione. Ainda no elenco, Cam Gigandet, Alyson Michalka, Daneel Harris e Billy Zane.

O filme em si nem é ruim, mas o problema é que a trama é tão batida que a gente consegue adivinhar tudo o que vai acontecer. Mas pode ser uma opção para os menos exigentes, pelo menos a produçao e bem cuidada…

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O Ritual

Crítica – O Ritual

O seminarista Michael Kovac, em crise com a própria fé, vai para o Vaticano fazer um “curso de exorcismo”, e cria um elo com o padre Lucas, um famoso exorcista.

Filmes de exorcismo têm um problema sério: é inevitável a comparação com o clássico O Exorcista, de 1973 – logo um dos melhores filmes de terror da história.

Mas, dentre os diversos filmes de exorcismo que apareceram nos últimos tempos, O Ritual não faz feio. O filme tem pelo menos duas coisas dignas de destaque. Uma delas é o realismo do roteiro. O próprio personagem padre Lucas fala que não devemos esperar por “cabeças girando e sopa de ervilha” – uma clara referência à escatologia d’O Exorcista. Além disso, o cético padre Michael vive questionando a veracidade dos casos de exorcismo que enfrenta.

A outra coisa boa é o elenco acima da média. Ok, o ator principal, o desconhecido Colin O’Donoghue, não faz nada demais (só heu achei ele igualzinho a Jared Padalecki, o Sam Winchester de Supernatural?). Mas, por outro lado, Anthony Hopkins arrebenta! Só a sua atuação na parte final do filme já vale o ingresso / aluguel / download. Completam o elenco Alice Braga, Rutger Hauer, Ciarán Hinds, Toby Jones e Maria Grazia Cucinotta.

A direção é de Mikael Håfström, que recentemente fez o bom 1408, com John Cusack. O roteiro, baseado em fatos reais, não é perfeito, tem alguns clichês aqui e alguns escorregões acolá, mas acerta no geral.

O Ritual não ameaça o posto de “melhor filme de exorcismo da história”. Mas vai agradar os fãs do gênero.

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Sobrenatural

Crítica – Sobrenatural

Sem alarde, sem muita mídia, estreou nos cinemas cariocas um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos!

Uma família (casal com dois meninos e um bebê) se muda para uma casa, e estranhas e assustadoras coisas começam a acontecer com eles. Assustados, resolvem se mudar de novo – mas as mesmas coisas continuam acontecendo.

Alguns vão dizer que a história é batida, outros dirão que o filme é cheio de clichês. Mas, ora, o objetivo de Sobrenatural era assustar. E isso o filme faz muito bem – como poucos hoje em dia!

A dupla James Wan (direção) e Leigh Whannnell (roteiro) foi responsável pelo primeiro Jogos Mortais, de 2004. De primeira, isso não parece bem no currículo, afinal, as continuações enfraqueceram o filme, ninguém mais tem saco, já foram 6 continuações em 6 anos – parece especial do Roberto Carlos, todo ano tem apesar de ninguém mais aguentar. Mas, se a gente parar pra pensar, vai se lembrar que o primeiro filme foi muito bom, era uma ideia original, bem filmada e com um final sensacional. Se não fosse a banalização pelas continuações, hoje Jogos Mortais seria um clássico.

Wan aqui opta por um caminho bem diferente de seu filme mais famoso. Se Jogos Mortais era um banho de sangue (o chamado “terror pornô”), Sobrenatural não tem NADA de gore! O grande barato aqui são os sustos, quase sempre feitos com truques de câmera e usando efeitos sonoros pra criar tensão. O filme tem ótimos momentos, a sequência da mãe jogando o lixo fora e do garotinho correndo pela casa é muito boa. E o vulto atrás do berço gerou uma gritaria dentro do cinema!

Os sustos são bem feitos, e vêm em grande quantidade. Os apreciadores vão se fartar, este tipo de filme tem sido raro – parece que hoje em dia os realizadores, em vez de causar medo, querem criar desconforto mostrando muito sangue e muito gore… Aqui não tem isso, o objetivo de Sobrenatural é fazer o espectador pular da poltrona!

O elenco está bem. Patrick Wilson (o Coruja de Watchmen) e Rose Byrne (Presságio) convencem como o casal que não sabe onde procurar ajuda, e a veterana Barbara Hershey aparece com um papel pequeno. Lin  Shaye, desconhecida apesar de ter dezenas de filmes de terror no currículo (ela era a Granny Boone de 2001 Maníacos), brilha como a médium; e o roteirista Leigh Whannnell faz um alívio cômico como o auxiliar, uma espécie de “Caça-Fantasma moderno”.

A parte final do filme não vai agradar a todos, o filme efetivamente entra no mundo sobrenatural que antes era só sugerido. E algumas das caracterizações ficaram um pouco caricatas. Mas isso não ofusca o mérito do filme, afinal, o filme ainda termina bem depois disso.

Recomendado para quem curte levar sustos! Mais: recomendado para se ver na sala escura do cinema!

p.s.: Curiosidade para os fãs: reparem no Jigsaw desenhado no quadro negro!

p.s.2: Fui só heu que achei o demônio parecido com o Darth Maul, vilão de Star Wars ep 1?

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Jogos Mortais 6
Demônio

Los Ojos de Julia

Crítica – Los Ojos de Julia

Mais um bom filme de suspense / terror espanhol produzido por Guillermo Del Toro, assim como O Orfanato.

Julia e Sara são gêmeas, e ambas têm um problema genético na vista que pode levar à cegueira. Quando Sara (que já está cega) é encontrada enforcada no porão de sua casa, Julia desconfia que não foi suicídio e resolve procurar o assassino, ao mesmo tempo que começa a perder a própria visão.

O nome de Guillermo Del Toro está aqui só para vender o filme. O filme foi co-escrito e dirigido pelo ainda desconhecido Guillem Morales, que fez um bom trabalho tanto no roteiro quanto na direção. A trama é original e interessante – a cegueira vai crescendo junto com a tensão. O roteiro não é perfeito, a motivação do assassino não me convenceu. Mas ainda é melhor que muito roteiro clichê hollywoodiano.

Gosto muito do clima desses filmes de terror e suspense feitos na Espanha. Os caras sabem como construir a tensão, e Los Ojos de Julia é mais uma prova disso, com seus momentos de ficar quase de pé na poltrona. Mais: Los Ojos de Julia quase não usa efeitos especiais, e tem pouco gore, apesar de ter uma cena TENSA envolvendo um olho e uma agulha!

O grande nome do elenco é Belén Rueda, também protagonista de O Orfanato. Com 45 anos, ainda bonita, ela está mais uma vez excelente no papel de “balzaquiana assombrada”. O resto do elenco está ali para acompanhar Belén…

Los Ojos de Julia não é uma obra prima, mas vale o download – infelizmante, não vi em lugar algum indicação de se vai ser lançado ou não por aqui no Brasil.

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O Orfanato

[Rec]
Hellboy