Atividade Paranormal Tóquio

Crítica – Atividade Paranormal Tóquio

Como prometi em Atividade Paranormal 2, fui ver Atividade Paranormal Tóquio.

A trama é mais do mesmo. Em Tóquio, um casal de irmãos começa a ser assombrado por algo misterioso e filma tudo. Igualzinho aos outros filmes da franquia.

Já que falei em franquia, preciso citar que este Atividade Paranormal Tóquio traz uma grande incoerência. Em determinado momento, o roteiro faz uma conexão com o que aconteceu no primeiro Atividade Paranormal americano – o que faz a gente pensar que este seria o segundo da série. Mas, ora, como é que na mesma época surgiu Atividade Paranormal 2, outra continuação do mesmo primeiro filme?

Falei que Atividade Paranormal Tóquio é mais do mesmo. O que esse aqui traz de vantagem é que demora menos pra mostrar alguma coisa, e achei os momentos de tensão “um pouquinho” melhores que os filmes americanos. Isso não é exatamente uma surpresa, já que nos últimos anos tivemos muitos exemplos de bons filmes de terror orientais.

Mas, mesmo assim, é pouco. Se o estilo apresentado no primeiro filme já mostrava sinais de falta de fôlego, o que dirá em um terceiro filme quase igual… Atividade Paranormal Tóquio só funcionaria se fosse o primeiro – e único.

Vale pros fãs. Só.

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Pânico 4

Crítica – Pânico 4

Ninguém pediu, mas, 11 anos depois do terceiro Pânico, olha o quarto filme da franquia aí! Pelo menos, a boa notícia: o filme é bom!

Dez anos depois dos eventos do último filme, Sidney Prescott, agora escritora, volta para Woodsboro para o lançamento do seu livro. Ao mesmo tempo que ela se reencontra com o casal Dewey e Gale, o assassino mascarado volta a atacar a cidade.

Olha, vou admitir aqui que me lembro muito pouco dos três primeiros filmes. Lembro que o primeiro Pânico, de 1996, foi um excelente filme, que praticamente redefiniu o conceito de slasher, desgastado pelos Jasons e Freddys nos anos anteriores. Logo vieram as continuações (1997 e 2000), que, claro, não mantiveram a qualidade. Uma enxurrada de filmes semelhantes apareceu, como Eu Sei O Que Vocês Fizeram Verão Passado e Lenda Urbana, enfraquecendo o conceito, e a franquia foi deixada de lado.

Uma simples passada de olhos pelos créditos do novo filme dá a impressão de sinais positivos. Afinal, o filme traz de volta o diretor Wes Craven, o roteirista Kevin Williamson e o trio de atores principais, Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette. Mas aí a gente dá uma pesquisada e descobre que as duas continuações de qualidade duvidosa também tiveram esses cinco nomes… O novo filme segue o estilo dos outros, e a boa notícia para os fãs da série (e para os apreciadores de filmes de terror de modo geral) é que desta vez acertaram a mão!

Wes Craven sempre teve uma carreira irregular. Se por um lado, ele fez filmes bons como A Hora do Pesadelo  e A Maldição dos Mortos-Vivos; por outro lado ele “cometeu” coisas como Amaldiçoados. E a irregularidade continua: se este Pânico 4 é legal, há pouco fez o maomeno A Sétima Alma…

Pânico 4 começa muito bem – a sequência inicial é excelente! O bom roteiro de Williamson traz personagens bem construídos, e alguns sustos bem colocados pontuando a trama. E o filme traz inúmeras citações a outros filmes, como Jogos Mortais, Premonição e até clássicos como Suspiria – rola até um trecho de Todo Mundo Quase Morto pela tv! Além das muitas referências ao cinema de terror, de quebra, rolam várias piadas sobre continuações. Viva a metalinguagem! (Adorei a piada que cita Bruce Willis, e toda a sátira ao politicamente correto sobre quem sobrevive atualmente nos filmes de terror!)

O elenco soube aproveitar bem a nova geração ao lado do trio “veterano”, com nomes como Emma Roberts, Hayden Panettiere e Marley Shelton. E ainda rolam pontas de gente como Kristen Bell e Anna Paquin.

Curiosamente, os filmes da trilogia original nunca foram lançados em dvd aqui no Brasil. Se alguém quiser rever os primeiros filmes antes desse novo, vai ter que baixar. E depois reclamam da pirataria…

p.s.: Vi o filme na sessão para críticos. Todo mundo teve que assinar um termo de confidencialidade, prometendo não contar o fim do filme para ninguém. Ok, entendo a preocupação dos distribuidores, mas…
– Precisa de algo assim na véspera da estreia? No dia seguinte, o filme já estará nos cinemas!
– O fim do filme é legal. Mas nada tão sensacional assim…

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Hobo With a Shotgun

Crítica – Hobo With a Shotgun

Há alguns meses começou a circular pelos youtubes da vida um sensacional trailer de um filme ultra violento com um Rutger Hauer grisalho interpretando um mendigo vingativo. O filme ficou pronto!

Hobo With a Shotgun é isso aí: um mendigo chega em uma cidade onde o crime manda em tudo – até na polícia. Ele compra uma espingarda calibre 12 e sai pelas ruas matando pessoas ruins. Simples, não?

Na verdade, já existia um trailer fake desde 2007, mas sem Rutger Hauer no elenco. Assim como Machete, existia um trailer fake que fazia parte da sessão dupla do Grindhouse, o projeto em homenagem ao cinema exploitation que contava com Planeta Terror (de Robert Rodriguez) e À Prova de Morte (de Tarantino). Hobo With a Shotgun é muito legal, mas, na comparação com Machete, sai perdendo. Também é covardia, né? Machete tinha Robert Rodriguez na direção e elenco cheio de estrelas. Mas isso não significa que Hobo With a Shotgun seja ruim!

O filme foi escrito e dirigido por Jason Eisener, também autor do trailer fake. Hobo With a Shotgun tem uma vantagem: é um filme honesto, e cumpre o que promete: violência exagerada e muito gore. Bom roteiro e boas interpretações? Ninguém espera coisas assim em um filme chamado “mendigo com uma espingarda”…

Sobre o roteiro, heu faria apenas algumas mudanças. O monólogo de Hauer na maternidade do hospital me pareceu longo demais. Aqueles caras de armadura poderiam ser melhor aproveitados. E poderia ter mais nudez gratuita – a “mocinha” Molly Dunsworth não tira a roupa…

O filme exagera no gore. É uma quantidade enorme de gente morta, de várias maneiras engraçadas. Cabeças explodindo, fraturas expostas, pedaços de gente, tudo isso contribui pra vocação trash do filme.

O elenco é curioso. Rutger Hauer, que fez grandes filmes nos anos 80 (Blade Runner, Ladyhawke, Falcões da Noite, Conquista Sangrenta), mas depois fez um monte de filmes de qualidade duvidosa, funciona perfeitamente aqui, como o mendigo bruto que quer “limpar” a cidade. Ele passa o tom exato pedido: nem caricatural, nem sério. Já o resto do elenco é uma piada: várias caricaturas, cada uma maior que a outra. Aqueles vilões são tão exagerados que parecem tirados de uma história em quadrinhos…

(Preciso falar que gostei muito da escolha de Hauer para o papel principal, mas fiquei me perguntando: cadê David Brunt, o ator principal do trailer fake? Ele aparece aqui, numa ponta…)

Claro que Hobo With a Shotgun não é pra qualquer um. Mas, pra quem está curtindo esta onda de novos filmes em homenagem ao cinema exploitation, Hobo With a Shotgun é um prato cheio!

Agora a gente tem que ver se vão rolar filmes baseados nos outros trailers fakes de Grindhouse. Ainda faltam o terror Don’t; Thanksgiving, dirigido por Eli Roth; e Werewolf Women of the SS, do Rob Zombie, com o Nicolas Cage no elenco!

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Atividade Paranormal 2

Crítica – Atividade Paranormal 2

Como não gostei muito do primeiro Atividade Paranormal, não dei muita bola pra sua continuação. Mas, como estreou a versão japonesa, Atividade Paranormal Tóquio, resolvi ver logo o Atividade Paranormal 2.

Uma família se muda para uma nova casa. Um dia, ao chegarem em casa, encontram tudo revirado. Apesar de não terem roubado nada, a família resolve instalar um sistema de segurança com várias câmeras. Coisas estranhas continuam acontecendo, e a família começa a acreditar que a casa é mal assombrada.

Atividade Paranormal 2 é exatamente o que se espera: um filme lento, usando a câmera subjetiva, fazendo de conta que aquilo foi verdade. Isso não é mais novidade, só aqui no blog já tivemos 10 filmes assim. O formato escolhido limita o uso de efeitos especiais e de trilha sonora. Isso pode tornar o filme um pouco maçante, o que acontece aqui…

Tem outro problema, na verdade uma grande mancada: quando este tipo de filme surgiu, a proposta era nos fazer acreditar que tudo era verdade. Para isso, sempre foi essencial o uso de atores desconhecidos. Quem teve a “brilhante” ideia de chamar Sprague Grayden para o papel principal? Ela pode não ser uma atriz muito famosa, mas seu rosto é conhecido, de filmes e de séries como Jericho e 24. Não rola nem de tentar fingir que é fake, né?

Apesar disso tudo, acho que quem gostou do primeiro filme vai curtir esta continuação. Pode não trazer nada de novo, mas pelo menos a produção não é mal cuidada.

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The Troll Hunter

Rare Exports – A Christmas Tale

Crítica – Rare Exports – A Christmas Tale

Gostei tanto de The Troll Hunter, um filme de terror norueguês, que me empolguei pra ver Rare Exports – A Christmas Tale, um filme de terror finlandês!

Às vesperas do Natal, uma misteriosa escavação arqueológica acontece nas montanhas Korvatunturi, na Finlândia. Logo, crianças começam a desaparecer, e um estranho elfo é capturado por caçadores de renas.

Rare Exports – A Christmas Tale não é tão bom, mas tem mais acertos que erros. A atuação de Onni Tommila como Pietari, o jovem heroi, é muito boa. As paisagens na neve e a ambientação gelada – afinal, é natal na Finlândia – também são pontos positivos.

(Aliás, é curioso reparar detalhes nas diferenças entre Hollywood e o cinema europeu. Os elfos estão todos pelados!)

Por outro lado, o clima é demasiado lento, as coisas demoram a acontecer, e isso num filme de apenas uma hora e vinte! E teve uma coisa que definitivamente não gostei. Mas antes, os tradicionais avisos de spoiler…

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

O filme levanta um enorme suspense em torno do “Papai Noel do mal”. O jovem Pietari até cita o “Papai Noel da coca-cola” como o Papai Noel “errado”. E, na hora de mostrá-lo, não mostra nada. Fiquei imaginando como seria o filme com o Papai Noel “badmotherf$#@cker” botando pra quebrar!

FIM DOS SPOILERS!

Mesmo assim, Rare Exports – A Christmas Tale ainda vale ser assistido. Afinal, não é todo dia que podemos ver filmes de terror nórdicos por aí, né?

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The Troll Hunter / Trolljegeren

The Troll Hunter / Trolljegeren

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Uêba! Filme de terror norueguês! E dos bons!

Estudantes estão filmando um documentário sobre caça a ursos na Noruega, quando encontram um misterioso caçador, que na verdade caça trolls em vez de ursos.

Ok, na verdade, não existe nada de novo aqui, a fórmula é a mesma usada em vários exemplos recentes. O que diferencia The Troll Hunter de outros exemplos é que aqui tudo funciona perfeitamente, diferente, por exemplo de Cloverfield, outro filme-de-monstro-usando-câmera-subjetiva.

O filme é muito bem feito. Os atores fazem um bom trabalho na parte “documentário fake”, e a parte dos trolls tem excelentes efeitos especiais – os bichos parecem de verdade. E aparecem bem, alguns filmes nesse estilo, principalmente quando o orçamento é baixo, mostram poucos detalhes das criaturas – no bom filme Monstros, os bicharocos só aparecem no fim. E isso porque nem estou falando das belíssimas paisagens naturais norueguesas!

Gostei de ver uma mitologia diferente do óbvio usado em Hollywood – rola até um lance falando que trolls perseguem cristãos! Nada contra vampiros e zumbis, mas é legal ver algo novo! Mas talvez, por isso mesmo, exista um problema para a plateia “não nórdica”. Li no imdb que o filme tem muitos detalhes da mitologia escandinava dos trolls. Não tem nada essencial, que faça o espectador “leigo” ficar perdido. Mas acho que quem entende mais de trolls vai curtir mais o filme. Mais ou menos como se um cineasta brasileiro fizesse um bom filme de terror usando alguma lenda brasileira, tipo Saci, Curupira ou Boitatá – um gringo pode até curtir o filme, mas não tanto quanto alguém que lê sobre esses personagens desde a infância nos livros de Monteiro Lobato…

Vou guardar o nome do diretor André Øvredal. Mas tenho quase certeza que daqui a pouco vamos ler notícias sobre uma refilmagem hollywoodiana…

Não sei se The Troll Hunter vai ser lançado por aqui, filme norueguês, independente, sei lá, tem cara de só passar em festivais. Mas já existe pra download!

Ah, sim, fique até o fim dos créditos. Rola uma informação importante: “No trolls were harmed during the making of this movie” (“Nenhum troll foi machucado durante as filmagens”). 😀

Caça Às Bruxas

Caça Às Bruxas

Sabe quando a gente acaba de ver um filme e fica se perguntando qual o sentido de alguém fazer aquilo? É o caso aqui.

O guerreiro Behmen (Nicolas Cage) lutou nas Cruzadas por vários anos, até que, ao lado de seu velho amigo Felton (Ron Perlman), começou a questionar a Igreja e virou um desertor. Presos, eles recebem uma missão que pode deixá-los livres: levar uma suposta bruxa para um distante mosteiro.

O novo filme do diretor Dominic Sena (60 Segundos, Terror na Antártida) fica entre a ação e o terror. Mas tem problemas sérios: a ação é entediante e o terror não assusta. Aí fica difícil, né?

A boa sequência inicial até engana. Mas depois o filme vira chato e previsível. E aquela parte final, se era pra ser assustadora, falhou fragorosamente.

Pode piorar? Claro que sim! Os efeitos especiais são tão toscos que evidenciam a vocação trash do filme!

A carreira de Nicolas Cage é uma incógnita. O cara tem um Oscar (por Despedida em Las Vegas) e vários grandes filmes no currículo, como Coração Selvagem, Con Air, A Outra Face e Presságio, entre outros. E, mesmo tendo participado de um dos melhores filmes do ano passado (Kick-Ass), ele tem protagonizado filmes de qualidade duvidosa nos últimos anos, como Motoqueiro Fantsma e Perigo em Bagkok. Este Caça Às Bruxas é mais um para a coleção…

Se alguma coisa se salva é Ron Perlman, o Hellboy, fazendo um coadjuvante mais interessante que o personagem principal. Mas é pouco…

E aí, acaba o filme e a gente se pergunta duas coisas. Uma é: por que alguém faz um filme assim? A outra é: por que alguém assite um filme assim?

Dispensável…

Doce Vingança / I Spit On Your Grave (2010)

Doce Vingança / I Spit On Your Grave (2010)

Como prometido, vamos ao texto da refilmagem de A Vingança de Jennifer (I Spit On Your Grave)!

A história é a mesma: Jennifer (Sarah Butler), uma jovem e bonita ecritora, aluga uma casa em um local isolado, para escrever um livro. Homens locais a cercam, a estupram e a espancam. Jennifer consegue sobreviver, e agora ela arquiteta uma vingança.

Doce Vingança é um dos raros casos onde a refilmagem é melhor que o original. Se A Vingança de Jennifer era um trash tosco, a nova versão é um tenso e violento – e bom – filme de vingança.

Doce Vingança é um filme desconfortável, afinal, rolam violentas cenas de estupro e humilhação. Isso não é pra qualquer estômago. Mas acho que um cara que vai ver um filme com esta sinopse, e ainda com o aviso “unrated” (não passou pela censura), sabe o que vai assistir, não?

O filme é bem violento, e mostra muita coisa, como era de se esperar. O gore aqui é bem mais abundante e explícito que na versão de 78. Aliás, o papo de “unrated” é proposital, os produtores preferiram não submeter à censura, porque fatalmente o filme sofreria severos cortes.

Sobre o elenco, Sarah Butler faz uma convincente Jennifer, mostrando fragilidade na primeira parte e ódio na segunda. Só tenho minhas dúvidas se uma mulher com tal porte seria capaz de executar aquilo tudo, voltarei a falar disso mais pro fim do texto. Os outros atores – ninguém conhecido – são muito melhores que os da primeira versão.

Vamos à comparação entre as duas versões. O filme novo tem atores melhores e personagens mais bem construídos. A primeira parte do roteiro é bem parecida, apesar de mais um personagem ter sido inserido na trama. A segunda parte – a vingança – é muito melhor aqui, Jennifer realmente elabora planos cruéis para seus algozes.

E, claro, tecnicamente, o novo filme é muito mais bem feito que o primeiro. Este não é tosco!

Só tem uma coisa que ficou ruim no novo filme: o intervalo entre o estupro e a vingança. No primeiro filme, não ficam dúvidas, Jennifer voltou para casa, se recompôs e planejou sua estratégia. Agora, ela some e volta, forte, de roupas limpas e cabelos arrumados, depois de ter passado um mês numa cabana comendo ratos? Isso sem contar que ela é pequena e magrinha, como ela consegui forças para carregar aqueles caras grandes para as suas armadilhas? Talvez fosse melhor se ela fosse uma atriz maior…

Enfim, Doce Vingança me surpreendeu, é melhor do que heu esperava. Só não é recomendado a qualquer um, por motivos óbvios…

A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

Há tempos heu tinha curiosidade de ver este famoso e polêmico A Vingança de Jennifer (ou I Spit On Your Grave, como é mais conhecido). Quando descobri que já tinha uma refilmagem pronta, decidi que era hora de ver o original, antes de ver o novo.

Jennifer (Camile Keaton) é uma jovem e bonita escritora, que aluga uma casa em um local isolado, para escrever um livro. Mas ela acaba atraindo a atenção de alguns homens locais, que a estupram e a espancam. Jennifer sobrevive, e agora ela quer vingança.

O famoso crítico Roger Ebert uma vez declarou que I Spit On Your Grave era o pior filme da história. Exagero. O filme é trash, mas tem coisa bem pior por aí!

A produção é paupérrima. Os atores, amadores, só trabalharam neste filme (tirando a protagonista, a única do elenco com carreira de verdade). Tudo é tão simples que o filme não tem trilha sonora!

Mas, apesar de espartano, o filme é até bem cuidado. A edição não apresenta grandes falhas, e o roteiro, apesar de simples e previsível, não tem furos muito gritantes. E tem pelo menos um ponto positivo: a bela Camile Keaton, neta do comediante Buster Keaton, passa boa parte do filme sem roupa! 😉

Mas é claro que a gente não pode se esquecer que o filme é tosco. Tão tosco que o poster original mencionava cinco homens na vingança de Jennifer – e são só quatro no filme…

Uma das polêmicas envolvendo o filme é por causa da violência usada na vingança citada no título em português. Mas com relação a isso, o filme “envelheceu” – hoje em dia, em tempos de Jogos Mortais e Albergues, tem coisa muito pior mostrada nas telas. A famosa cena da castração não mostra nada!

Curiosidade sobre o título: o diretor Meir Zarchi preferia chamar seu filme de “Day of the Woman” (“Dia da Mulher”). Ele foi lançado com este nome em 1978, mas foi mal recebido pelo público. Um produtor planejou um relançamento em 1981 como I Spit On Your Grave, e então o filme ficou conhecido…

Já vi a refilmagem, se tudo der certo, amanhã comento aqui a comparação.

O Último Exorcismo

O Último Exorcismo

Mais um filme de terror usando a câmera subjetiva pra fazer um “realismo fake”…

O reverendo Cotton Marcus é um especialista em exorcismo. Curiosamente, ele diz que exorcismos são uma fraude, mas os resultados podem ser bons para aqueles que acreditam. Ele resolve fazer um documentário para expor as fraudes, e traz uma equipe para filmar o seu último exorcismo. Mas descobre que este trabalho pode não ser tão simples quanto parece.

Ok, o recurso “câmera na mão porque estamos filmando algo” não é novidade – só aqui no blog já rolaram 8 filmes assim (Zombie Diaries, [REC], Diário dos Mortos, Cloverfield, Quarentena, Atividade Paranormal, REC2 e Redacted). Mas admito que aqui a ideia me agradou. O Último Exorcismo, entre altos e baixos, até é interessante.

Dirigido por Daniel Stamm, O Último Exorcismo tem com um de seus trunfos a jovem atriz Ashley Bell, que faz a adolescente possuída. Curiosidade: ela tem uma enorme flexibilidade, não foram usados efeitos especiais para as cenas “de contorcionismo”.

Li na internet críticas sobre a câmera trêmula, mas, ora, era de propósito! E não me incomodou, já vi filmes com câmeras tremendo mais.

O filme tem um bom início, mostrando a família do pastor e seus métodos espalhafatosos. Demora um pouco pra engrenar, e pega um bom ritmo. Pena que, na minha humilde opinião, o fim não foi muito feliz – poderia ter acabado de outro jeito.

O Último Exorcismo está longe de ser uma unanimidade. Mas heu achei melhor que Atividade Paranormal…