House of The Dead

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House of The Dead

O diretor Uwe Boll parece que quer tomar o lugar de Ed Wood como “o pior diretor da história do cinema”. Então, pra que perder tempo vendo um filme dele? Afinal, já sabemos que será ruim!

Mas é que li por aí pela net que a continuação, House of The Dead 2, é um bom filme, apesar do primeiro ser muito ruim. Além disso, queria comparar os dois diretores supracitados…

Um grupo de jovens vai a uma rave numa ilha. Chegando lá, não encontram ninguém, apenas zumbis mortos-vivos assassinos.

Sim, podia ser um bom argumento prum filme trash. Mas nem pra isso serviu… É daqueles que, de tão ruim, é ruim mesmo!

Pra começar: se um morto volta à vida, como é que ele morre de novo levando um tiro? Não estou questionando coisas como a habilidade relâmpago que as pessoas adquirem para artes marciais ou tiro ao alvo quando veem zumbis pela primeira vez; não estou questionando quem carregaria tantas armas “por coincidência”; não estou questionando o método bizarro de se “criar” novos zumbis. Minha questão básica é: se já está morto, não vai sangrar até morrer se levar um tiro!

O filme é baseado num videogame. Nunca joguei esse videogame, não sei se é fiel ou não. Mas posso dizer que, como filme, não funciona. Aliás, de vez em quando flashes do videogame pipocam na tela, para unir cenas… Patético…

Vou ver a continuação, espero que valha a pena!

Sobre o folclórico título de “pior diretor da história”, Uwe Boll está no páreo. Heu, particularmente, acho Ed Wood um injustiçado. ele era picareta sim, e muito. Mas normalmente usam o seu filme Plano 9 do Espaço Sideral como exemplo de pior filme. Mas esse é divertido. Ruim é quando ele tenta ser sério, como em Glenn or Glenda…

É, acho que vou deixar essa disputa de lado e ver uns filmes bons… Vai me fazer melhor… 🙂

Quarentena

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Quarentena

Antes de começar: pra quem não sabe, essa é a refilmagem americana do espanhol REC, um dos melhores filmes dos últimos anos.

Como é uma refilmagem, quase cena a cena, e bem recente, a comparação é inevitável. E a primeira pergunta é: vale a pena ver esse, ou o original é melhor?

Claro que o espanhol é melhor. Mas esse até que não é uma total perda de tempo. Tem seus pontos positivos…

Vamos à comparação. REC é melhor porque:

– Veio antes, ora! É, portanto, mais original!

– A idéia de se fazer um “reality cinema”, de se fingir que isso tudo realmente aconteceu, funciona melhor quando não conhecemos os atores. A versão hollywoodiana é cheia de rostos quase famosos, a começar por Jennifer Carpenter, de Dexter. Tem até o croata Rade Serbedzija, de Missão Impossível 2, Snatch, Eurotrip, 24 Horas…

– A versão original enrola menos o início. Na refilmagem, as cenas dentro do quartel de bombeiros são looongas…

– A Angela Vidal espanhola é bem mais bonitinha que a americana… 🙂

Mas, por outro lado, Quarentena vale a pena porque:

– As imagens me pareceram mais claras. O público que gosta de ver detalhes vai apreciar mais essa versão. É como se a câmera americana tivesse uma imagem melhor que a espanhola…

– Apesar de ser uma cópia, consegue manter bem a tensão proposta no filme original.

Agora o que achei estranho é que a refilmagem tenta explicar algumas coisas que são propositalmente deixadas de lado no original. Ao longo do filme, ficamos sabendo mais ou menos o que acontece, de uma maneira mais clara que antes. Mas na parte final, a “parte escura” do filme, tem um monte de explicações importantes no original que foram deixadas de lado na refilmagem. Estranho isso. Só se for pensando em Quarentena 2. O que, aliás, é a cara de Hollywood…

Dance of the Dead

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Dance of the Dead

Quase toda a população de uma pequena cidade vira zumbi, e logo na famosa “Prom Night”, no dia do baile de formatura da escola!

Sim, o argumento é clichê. Mas é daqueles clichês que, se bem conduzidos, podem ser bem divertidos!

Essa é a onda de Dance of the Dead. Nada demais. Apenas engraçado, divertido e despretensioso. E precisa de algo a mais?

O diretor é desconhecido, assim como o elenco. Os efeitos especiais são simples e eficientes. Situações e personagens clichês desfilam pelo filme. Mas ninguém compromete. E o espectador ganha uma boa diversão, pra se ver com galera e pipoca!

Vi no imdb um box com 8 filmes de terror semi-desconhecidos (será que ainda tem hífen depois da reforma ortográfica?):

http://www.imdb.com/media/rm3528889344/tt0926063

Um é esse Dance of the Dead; outro é O Bosque Maldito, que vi em março do ano passado num festival de cinema trash aqui no Rio (http://www.fotolog.com/helvecioparente/15689461).

Pelos dois que já vi, acho que vou procurar os outros seis…

As Criaturas Atrás das Paredes

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As Criaturas Atrás das Paredes

Um garoto pobre e ameaçado de despejo invade a casa do proprietário, atrás de uma coleção de moedas de ouro. Dentro da casa, descobre que esta é fortificada, e quem entra não sai…

Este é um interessante filme bizarro de Wes Craven, numa fase pós Hora do Pesadelo e pré Pânico. É que, quando Craven criou o genial Freddy Krueger, ele vendeu os direitos do personagem, e perdeu o controle sobre o filme – tanto que o segundo filme da série Hora do Pesadelo é terrivelmente ruim! Desde então, ele tentou emplacar alguns filmes, mas só acertou a mão (comercialmente falando) com a trilogia Pânico…

(Heu, particularmente, gosto de A Maldição dos Mortos Vivos, feito neste intervalo!)

Ver As Criaturas Atrás das Paredes hoje é esquisito, pois o filme “envelheceu” e parece bem datado. Mas não deixa de ser interessante ver o casal incestuoso e sádico que controla a casa e sequestra todas as pessoas que ousam chegar perto. A cena em que o “Daddy” veste a roupa de couro e sai pelos corredores atirando é sensacional!

Aliás, hoje acho que esse filme mudaria de prateleira na locadora. Sai do terror e vaia para cult movies…

E, para os fãs de Tarantino, participação de Ving “I’m gonna be medieval with his ass” Rhames!

A Cidade dos Amaldiçoados

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A Cidade dos Amaldiçoados

De repente, todas as pessoas de uma cidadezinha dos EUA desmaiam. Ficam desmaiadas por seis horas. Dias depois, descobrem que várias mulheres na cidade engravidaram nesse dia.

Na verdade, este pequeno clássico de John Carpenter, lançado em 1995,  é uma refilmagem de um filme homônimo dos anos 60. Não vi o original, então não posso comparar. Mas esse é muito legal!

A idéia básica é aquela “paranóia de medo do comunismo”, que assolava os filmes de ficção científica dos pós guerra. Pessoas “diferentes”, que vieram pra “tomar conta da sociedade e acabar com o american way of life”. Perfeito prum bom filme B, o que aliás é a cara do John Carpenter. O tema é bom,  já rendeu ótimos filmes, inclusive outro do John Carpenter, “Eles Vivem”.

O elenco é recheado de atores que andam sumidos: Kirstie Alley, Linda Kozlowski, Mark Hamill… E o ator principal é o eterno Superman Christopher Reeve , em seu último filme antes do acidente que o deixou paralítico (na verdade, esse morreu, não sumiu).

Tem uma boa curiosidade no elenco: David, o garotinho que “não tem par”, cresceu, e hoje é o John Connor da série Terminator – Sarah Connor Chronicles!

Zombies Gone Wild

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Zombies Gone Wild

Poucas vezes na minha vida desisti de ver um filme no meio dele. Mesmo quando é muito ruim, vejo até o fim. Nem que seja pra falar mal.

Mas não consegui terminar este filme Zombies Gone Wild. Isso se é que podemos chamar essa coisa de filme…

A princípio, a idéia parecia boa: uma mistura de American Pie com filme de zumbi! Legal! Isso deve ser tão trash que o filme dificilmente vai ser ruim…

Mas… Engano meu: é REALMENTE ruim.

Por que digo isso? Aparentemente um grupo de amigos comprou ou ganhou uma filmadora e resolveu filmar qualquer coisa. Até acredito que eles devem ter se divertido filmando isso e depois assistindo ao que saiu. Mas… Por que fingir que é um filme de verdade e lançar no mercado?

A imagem é tosca, video mesmo, câmera na mão. As atuações são caricatas no mau sentido – os personagens são clichês exagerados e mal interpretados pelos pretensos “atores”. O humor (?) é sem graça, não dá nem pra tirar um leve sorriso.

Até aí, ainda aguento. Mas as cenas são looongas, arrastadas, nada acontece no filme… Aí não deu mais. Avancei. Será que melhora quando aparecerem os zumbis?

Nada… Vi zumbis melhores no calçadão de Copacabana na Zombie Walk. Os daqui do Rio são melhores em dois sentidos: em fantasia e interpretação. Como assim, um zumbi pode ser mal interpretado? Acredite, pode.

Gosto de filmes ruins. Mas gosto de filmes, não disso aí.

p.s.: até esse cartaz é fake. Nada disso acontece…

Halloween – O Início

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Halloween – O Início (2007)

Semana passada falei da origem do Leatherface, o assassino serial da série Texas Chainsaw Massacre. E hoje é dia da origem de Michael Myers, da série Halloween!

Na verdade, esse não é um filme inteiramente novo, como o da semana passada. Esse é uma refilmagem do original de 78, dirigido pelo mestre John Carpenter, e estrelado por Jamie Lee Curtis e Donald Pleasance.

Aliás, cabe aqui um comentário: durante os anos 80, Jason Vorhees, de Sexta Feira 13, ficou mais famoso; pouco depois surgiu Freddy Krueger, de A Hora do Pesadelo, que também ficou muito famoso. Mas o primeiro assassino deste estilo é o Michael Myers! Halloween foi o primeiro filme neste estilo assassino-morto-vivo-que-sempre-volta-na-cena-final-pra-justificar-a-continuação!

Confesso que não vejo o filme de John Carpenter já faz um tempo, então não posso comparar esta refilmagem com o original. Mas posso dizer que a refilmagem funcionou.

Rob Zombie tem se mostrado um cara legal com sua carreira cinematográfica. Sim, é aquele mesmo cara, da banda White Zombie. Não sei ele continua sendo músico, mas acertou a mão na sua “nova profissão”. Particularmente, heu prefiro o Zombie diretor… Em 2003, Zombie fez The House of 1000 Corpses, e dois anos depois pegou mais pesado com Rejeitados pelo Diabo. E agora anuncia Tyranossaurus Rex pro ano que vem. A carreira desse cara promete…

Este novo Halloween pega uma onda muito usada atualmente em Hollywood, de recriar as histórias dos filmes, incluindo as origens dos personagens, em vez de simplesmente refilmá-los. Tivemos isso com Batman, com 007 (Cassino Royale)… E aqui funciona bem: Zombie cria um histórico familiar interessante pro pequeno Michael quando tinha 6 anos.

Depois de assassinar brutalmente meia dúzia de pessoas, o garoto é internado, e tratado pelo Dr. Loomis. Se no original era o Donald Pleasance, agora temos Michael McDowell! E McDowell sabe como se portar num filme desses – felizmente!

O resto da história é o previsível. A “maturidade” do assassino Michael Myers. E aqui, mais uma vez, a forma vale mais que o conteúdo. Zombie realmente tem talento pra isso.

Uma cena achei particularmente arrepiante: já adulto, Michael volta para a casa onde morou e acha a faca e a máscara que usou quando criança. E quando coloca a máscara – “a” máscara! – toca aquele teminha clássico. Me lembrei do Star Wars ep. III, quando Darth Vader coloca a máscara e respira artificialmente pela primeira vez!

Bom filme. Recomendo!

Scar 3D

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Scar 3D

Algumas semanas atrás, recebi por e-mail um link com um trailer que prometia: um filme de terror em 3D! A história parecia ser clichê, mas heu costumo curtir coisas assim, mesmo que não seja mais novidade. Às vezes a forma pode valer um conteúdo seja repetido…

O link em questão era esse: http://uk.youtube.com/watch?v=bsRbqpiqkKU

Ainda parece ser uma boa opção, apesar de ser a refilmagem de O Dia dos Namorados Macabro, que, no original, já não era lá grandes coisas…

Bem… Passou-se um tempo, e vi que estreou um filme de terror em 3D nas salas cariocas. Em toda a mídia estava escrito que o filme é uma porcaria, mas heu nem dei bola, ora, desde quando críticos falam bem de filmes de terror vagabas? Com um trailer desses, quero ver o filme!

Mas meu erro foi não ter procurado saber se o filme era o mesmo do trailer que tinha me deixado empolgado…

Grande erro. Enorme erro. Aquele Bloody Valentine parece ser legal? Esse é outro filme, nada tem a ver com aquele. Esse é Scar 3D. E sim, é MUITO ruim…

Pra início de conversa: pra que fazer o filme em 3D se quase não temos cenas que se aproveitam dos efeitos? A graça de ver algo 3D é se sentir num parque de diversões, onde os efeitos são feitos em função do que o espectador vai sebtir. Sim, queremos clichês, queremos coisas jogadas em direção à tela!

Esse filme não tem nada que justifique o 3D…

E, pra completar o fracasso, a história é horrível! Clichê, furada e sem graça…

Decepção… Queremos outra opção de terror em 3D!!!

The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

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The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning

Recentemente descobri esse filme de 2006. Comi mosca na época do lançamento, não sei se passou nos cinemas por aqui, tampouco sei se saiu em video / dvd.

Bem, como de uns tempos pra cá o torrent é o melhor amigo do cinéfilo underground…

A idéia é interessante: mostrar como surgiu Leatherface e sua família de loucos assassinos.

Um bebê deformado é jogado no lixo, e acolhido pela família de uma mendiga. Através de flashs, sabemos que a criança tem problemas na infância, mas cresce e trabalha no matadouro local.

Corta para dois irmãos, jovens, que foram convocados para lutar no Vietnã (o filme se passa em 1969), e estão indo se apresentar, acompanhados das respectivas namoradas.

O resto, qualquer um que conhece filmes de terror pode adivinhar…

O que esse filme tem de interessante pra valer a pena ser visto? Uma coisa achei bem interessante: Leatherface é mostrado mais como um doente mental do que um assassino malvado. Aliás, quem é realmente mau é seu tio adotivo, o xerife Hoyt. Ou seja, é uma tentativa de explicar a complexa personalidade de um dos mais famosos assassinos seriais do cinema.

E além disso temos a quase carioca Jordana Brewster no papel principal…

Um Drink No Inferno

Um Drink No Inferno

Revi neste fim de semana o genial Um Drink No Inferno, roteiro do Quentin Tarantino e com Robert Rodriguez na direção. Disse e repito: genial!

Sei que poucas pessoas desconhecem este filme, mas mesmo assim preciso avisar:

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

SPOILERS ABAIXO!

Heu achava que TODO MUNDO sabia da grande reviravolta que tem no meio do filme, até que descobri que a Garotinha Ruiva não sabia…

Bem, o fato é que são dois filmes em um, o que apenas reafirma a genialidade do projeto.

Dois irmãos, Seth (George Clooney) e Ritchie Gecko (Tarantino), assaltantes de banco, estão em fuga, indo pro México, e matando qualquer um, civil ou policial, que entrar no caminho. Perto da fronteira encontram a família de um ex pastor (Harvey Keitel), e usam como reféns para cruzar a fronteira.

E – de repente – o filme vira um filme de terror trash de vampiros. Mais: um ótimo trash!

Numa entrevista, Rodriguez e Tarantino explicaram: estamos familiarizados com aquele grupo de pessoas, os dois irmãos e a família sequestrada. Eles apenas estão indo pro México, fugindo da polícia. Eles não têm idéia de que aquele lugar é um antro de vampiros! Então, quando os vampiros gritam “dinner time”, aquilo é uma surpresa – para os personagens e também para o público!

Não conheço outra reviravolta mais bem feita na história…

Só pra falar mais uma curiosidade sobre o filme: o motoqueiro Sex Machine é interpretado por Tom Savini, mestre dos efeitos especiais da trupe do George Romero!