Gente Grande

Gente Grande

Depois do fracasso comercial de Tá Rindo Do Que?, Adam Sandler resolveu apostar em um projeto menos arriscado: este Grown Ups (no original), uma comédia despretensiosa com quatro antigos companheiros da época do Saturday Night Live.

Um grupo de cinco amigos da época da escola se reencontra 30 anos depois, para o enterro do antigo técnico de basquete. Na ocasião, aproveitam o feriado para alugar uma casa à beira de um lago e, ao lado de suas famílias, relembrar momentos da infância.

O que o filme traz de bom é a boa química entre os atores. Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade e Rob Schneider se conhecem há muito tempo e já trabalharam juntos diversas vezes – isso ajuda na velocidade das piadas. Ok, Schneider é tão ruim que não adianta química, suas piadas são sem graça. Mas os outros funcionam bem juntos, apesar do humor meio bobalhão de Rock e Spade.

Mas uma boa química não adianta muita coisa, se o roteiro é fraco. Não existe desenvolvimento nem da trama nem dos personagens, o filme é inteiramente baseado nas piadas nem sempre engraçadas.

E assim, um bom elenco foi desperdiçado numa comédia boba. E quando falo em bom elenco, não me refiro apenas aos cinco protagonistas. Salma Hayek e Maria Bello fazem duas das esposas, e ambas têm papéis bestas. E ainda tem o bom Steve Buscemi num papel completamente idiota!

Gente Grande me lembrou Encontro de Casais, filme onde a gente vê que os atores estão curtindo mais do que o público. Tudo bem que este Gente Grande não é tão ruim quanto o outro – aqui, pelo menos algumas piadas são engraçadas, diferente de Encontro de Casais, onde nada se salva.

O fim do filme tenta trazer uma lição de moral, mas nem isso funciona. “Joe Hollywood” (Sandler) precisaria ter mais humildade antes de tentar ensinar isso aos seus filhos.

Só pra aqueles dias que não estamos exigentes.

Scott Pilgrim Contra O Mundo

Scott Pilgrim Contra O Mundo

Encerrei bem minha maratona pessoal de 21 filmes em pouco mais de duas semanas (na verdade, vi 24 filmes da programação, mas três heu já tinha visto antes). Ontem vi o divertido Scott Pilgrim Contra O Mundo!

Scott Pilgrim (Michael Cera) tem 23 anos e é um cara comum. Tem cara de nerd e toca baixo numa banda de garagem, a Sex Bob-Omb. Até que um dia conhece Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), e, apaixonado, tem que enfrentar os seus sete malignos ex-namorados, dispostos a lutar até a morte com qualquer um que quiser ficar com ela.

Baseado na história em quadrinhos “Scott Pilgrim”, de Bryan Lee O’Malley, este é o primeiro filme americano do diretor inglês Edgard Wright, o mesmo de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso. Seu estilo ágil, de cortes rápidos, funcionou perfeitamente nesta excelente adaptação de quadrinhos misturados com videogames.

Hoje em dia está na moda se falar de boas adaptações de quadrinhos, né? Afinal, temos tido vários filmes muito bons com personagens oriundos de hqs, como os recentes filmes do Batman e do Homem de Ferro. Mas são filmes com cara de filme. Já Scott Pilgrim Contra O Mundo não tem cara de filme, tem cara de quadrinhos. Temos até onomatopeias escritas na tela! Poucas vezes um filme foi tão parecido com uma hq. Sin City e 300 também são assim, mas estas são duas graphic novels, enquanto Scott Pilgrim parece mais um gibi. Não conheço os quadrinhos originais, mas li que os trechos em animação foram tirados dos mesmos. Ou seja, literalmente, vemos os quadrinhos na tela do cinema.

E não só quadrinhos, como também videogame. As lutas entre Scott e os ex-namorados malignos são iguais a games de luta, inclusive com direito a golpes especiais, pontuação e vidas extras no fim da luta! O filme ainda traz inúmeras referências ao universo dos games, como, por exemplo, o nome da banda Sex Bob-Omb – no game Super Mario 2, de 1988, tem um personagem chamado Bob-Omb.

O elenco está perfeito. É difícil imaginar outro ator no lugar de Scott Pilgrim – se não fosse baseado em quadrinhos, dava pra dizer que o roteirista escreveu o papel pensando em Cera. Mary Elizabeth Winstead, depois de Duro de Matar 4 e À Prova de Morte, também está ok, assim como a oscarizável Anna Kendrick. E o resto do elenco principal, cheio de nomes pouco conhecidos, também funciona bem: Ellen Wong, Aubrey Plaza, Alison Pill, Mark Webber, Johnny Simmons e Kieran Culkin – o irmão do sumido Macauley Culkin está impagável como o colega de quarto gay.

Ainda tem mais gente legal no elenco. Alguns atores famosos fazem pequenos papeis como alguns dos ex-namorados. Temos Chris Evans (que foi o Tocha Humana em Quarteto Fantástico e será o novo Capitão América), Brandon Routh (o Superman do filme de 2006) e Jason Schwartzman. Isso sem contar numa ponta não creditada de Thomas Jane, como um policial vegan.

O roteiro é uma grande e divertidíssima bobagem. Claro que não dá pra levar a sério uma “liga de ex-namorados malignos”, né? Mas isso traz situações engraçadíssimas – cada luta é melhor que a anterior (pra ser sincero, só não gostei da luta dos gêmeos). E a luta final é muito, muito boa!

Enfim, diversão garantida. Foi divulgado que o filme teria cópias com legendas eletrônicas, mas a cópia já estava legendada – deve entrar em cartaz em breve!

O Retrato de Dorian Gray

O Retrato de Dorian Gray

Baseado no livro homônimo de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray mostra o jovem Dorian Gray, que acabou de se mudar para a efervescente Londres vitoriana. Obcecado por sua beleza e juventude, Dorian aceita que lhe pintem um restrato. Ao vê-lo pronto, afirma que daria sua própria alma para ter eternamente aquela aparência.

Neste filme dirigido por Oliver Parker, a reconstituição de época é muito bem feita, o elenco está ok, os poucos efeitos são eficientes, mas… Mas o filme não empolga…

Acho que o roteiro pecou em não se dicidir sobre o estilo do filme. Às vezes, parece um romance de época, às vezes, um terror clássico. E falha nos dois sentidos.

Pena, porque o elenco é legal. Ben Barnes, mais conhecido por filmes infanto-juvenis como As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian e Stardust – O Mistério da Estrela, funciona bem como o protagonista que se recusa a envelhecer e escolhe uma vida dedicada ao hedonismo. Colin Firth está ótimo como o bon vivant Henry Wotton, espécie de mentor de Dorian. Ben Chaplin, Rebecca Hall e Rachel Hurd-Wood também estão ok.

Mas o resultado final fica devendo. Pena.

Machete

Machete

Há muito espero para ver este Machete. Quase desisti de ver no cinema (já existe um R5 para baixar na internet), mas aguardei e consegui ver no Festival do Rio, na sala grande – e valeu a pena!

Machete (Danny Trejo) é um eficiente e durão policial federal mexicano, que acaba afastado do seu país pelo traficante que manda na polícia. Imigrante ilegal nos EUA, ele é contratado para matar um político, mas descobre que é uma armadilha, e passa a ser caçado pela polícia americana.

Nem todos sabem a origem deste filme. Ao idealizarem o projeto Grindhouse, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez pensaram em falsos trailers para acompanharem os seus dois filmes (À Prova de Morte e Planeta Terror). Eram trailers fakes, os filmes não existiam. Um destes trailers era Machete…

Só que o trailer fez sucesso, e então resolveram fazer o longa. E o filme ficou ótimo, desde já, um dos melhores filmes de 2010!

Machete é sensacional. O diretor Robert Rodriguez, mais uma vez, estava inspirado, e criou uma obra com uma cena antológica seguida de outra. São vários momentos memoráveis! Acho que o meu preferido é a “cena do intestino”. Genial, genial, genial!

Falando de Rodriguez, vou ser repetitivo e copiar o que escrevi sobre ele no post de Planeta Terror: “Robert Rodriguez é um gênio sem par em Hollywood. Ele dirige, escreve o roteiro, produz, edita, faz a fotografia e a trilha sonora e ainda trabalha nos efeitos especiais. E não é só isso: o cara tem duas carreiras paralelas. Além dos filmes para adultos (como Sin City e Era uma vez no Mexico), ele ainda faz filmes infantis, como Shark Boy & Lava Girl e a série Pequenos Espiões. Como ele consegue tempo pra isso tudo? Não sei, mas sei que Hollywood ia ser menos divertida se não existissem caras como ele…”

E Rodriguez continua em forma. Há pouco passou nos cinemas o infanto-juvenil A Pedra Mágica, e agora temos Machete

Vamos falar do elenco? Danny Trejo, eterno coadjuvante de filmes de ação, sempre presente em filmes de Rodriguez, ganhou (acho que pela primeira vez na carreira) um papel principal. Claro que ele é um ator limitado. Mas ele é o Machete perfeito: brutamontes, de poucas palavras, bom de briga e ótimo com uma faca na mão!

Quem estava no trailer original voltou, claro: Jeff Fahey e Cheech Marin, este último presente em vários filmes de Rodriguez, e que aqui lembra seus tempos de Cheech e Chong com seus charutos de maconha.

No time das meninas, temos Jessica Alba, Lindsay Lohan e Michelle Rodriguez. Jessica está o de sempre, bonitinha, mas nada demais – e sua cena de quase nudez é falsa, ela estava vestida e a roupa foi apagada por cgi. Lindsay tem algumas falas espirituosas, que lembram seu conturbado momento atual de vida (problemas ligados a drogas) – e sua nudez também deve ser fake. Michelle faz bem o papel da latina mal-humorada (que ela faz sempre), mas a partir de um momento do filme, seu papel ganha um bom “upgrade” na esquisitice. E vou prestar atenção em Alicia Rachel Marek, a ruiva que faz a mãe da Lilo…

O filme traz ainda alguns “nomes que não estariam numa produção assim”. Robert De Niro está ótimo como o político preconceituoso; Steven Seagal, gordo, também manda bem como o traficante mexicano; só não gostei muito de Don Johnson (sim, ele mesmo, da série Miami Vice), que está quase o filme inteiro debaixo de chapéu e óculos, quase não vemos o seu rosto – aquele papel poderia ter sido feito por qualquer um.

(Acho que o Tarantino aparece não creditado, numa breve ponta. Na cena final, logo antes do confronto, tem um cowboy alto e desengonçado que é a cara dele!)

Machete não tem as falhas propositais que acompanham os dois Grindhouse. Mas manteve o delicioso clima de filme B. É um filme bem feito, mas com cara de vagabundo. E, seguindo essa onda meio trash, os efeitos especiais são excelentes. Tudo exagerado. Exageradamente divertido.

E, pra completar, a trilha sonora é muito boa. O tema principal sozinho já vale a compra do cd!

Enfim, diversão garantida! Recomendo fortemente!

Ah, sim, quem quiser ver o trailer original, está aqui (o trailer “oficial” é este). Acho que Machete está fazendo bonito nas bilheterias, então, é capaz de vermos em breve outro filme baseado nos trailers fakes…

The Killer Inside Me

The Killer Inside Me

Lou Ford (Casey Affleck) é o xerife de uma pequena cidade do Texas, e tem um enorme carisma e goza da simpatia de todos à sua volta. Porém, por trás dessa aparência tranquila e segura, reside uma personalidade perigosamente instável e violenta.

Além de ser um filme demasiado lento, The Killer Inside Me tem outro problema: o seu protagonista. Não li o livro homônimo de Jim Thompson onde o filme se baseou, não sei como era o Lou Ford original. Mas o de Casey Affleck não empolga.

E Affleck não é o único sub aproveitado no elenco. Kate Hudson está apagada, nem parece a mesma de filmes como Quase Famosos e A Chave Mestra. Jessica Alba está ok, mas, convenhamos, ela fez alguns filmes legais (Sin City, Machete), mas nunca foi mais do que um rosto bonito…

(O elenco traz outros bons nomes, como Elias Koteas, Bill Pullman Simon Baker e Ned Beatty. Mas todos também com atuações burocráticas.)

A violência presente no filme causou uma certa polêmica, mas acho que foi por mostrar com crueza cenas de mulheres apanhando. Afinal, o cinema hoje em dia mostra coisa bem pior.

O diretor é Michel Winterbottom, que já fez filmes convencionais como A Festa Nunca Termina, mas também polêmicos como o quase pornô 9 Songs. Este The Killer Inside Me, apesar da violência, está entre os convencionais.

Enfim, não é ruim, mas tem coisa melhor por aí.

Kaboom

Kaboom

Com 18 anos e morando no campus universitário, Smith se diverte com sua amiga de infância Stella, enquanto dorme com uma maluquinha chamada London e tem desejos sexuais por Thor, seu colega de quarto. Mas depois de comer biscoitos alucinógenos, ele acha que testemunhou o assassinato de uma Garota Ruiva, que frequenta os seus sonhos, por um grupo de pessoas com máscaras de animais.

Dirigido por Gregg Araki, Kaboom não decepciona. Muita nudez, muito sexo (hetero, gay e lésbico), personagens esquisitos a rodo e um argumento bizarro. Ora, é este o espírito dos Midnight Movies!

Tem mais: a montagem do filme aproveita de maneira excelente os contrastes de luz e de som. Cena escura, corte abrupto, tudo claro na tela. Som alto, corte abrupto, silêncio. Meus parabéns ao responsável por esta edição!

Me lembro do nome Gregg Araki, vi Geração Maldita, um filme esquisitão dele, de 1995, com a Rose McGowan (Planeta Terror) e o Jonathon Schaech (The Wonders). Lembro de pouca coisa, mas lembro que o filme trazia doses generosas de nudez e escatologia. Tem filme novo dele? Ok, o lugar dele é realmente na mostra Midnight…

No elenco, temos poucos nomes conhecidos. Acho que só Thomas Dekker, o protagonista da série Terminator – Sarah Connor Chronicles, e Kelly Lynch, cinquentona com tudo em cima. Mas as meninas desinibidas do filme merecem ser citadas: Haley Bennett, Juno Temple, Roxane Mesquida e, claro, a ruiva Nicole LaLiberte. 😉

O filme vai ficando mais maluco perto do final. Definitvamente não é recomendado para qualquer um. Mas, por enquanto, achei um dos melhores do Festival 2010!

Fiquei com vontade de ver outros filmes do Gregg Araki. Acho que vou baixar…

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Na escola, Rose foi líder de torcida. Mas agora sua vida não tem nenhum glamour: é mãe solteira, é amante de um homem casado, e trabalha como empregada doméstica. Sua irmã mais nova, Norah, que pula de emprego pra emprego, e seu pai, um vendedor, são outros dois fracassados. Rose, no entanto, está disposta a mudar de vida, e convence Norah a ingressar com ela no milionário ramo da limpeza de cenas de crime.

Dirigido por Christine Jeffs, Sunshine Cleaning é um simples e comovente drama sobre uma família de “losers”.

A atuação do trio principal é muito  boa. Amy Adams, Emily Blunt e Alan Arkin estão ótimos. Também estão no filme Steve Zahn, Mary Lynn Rajskub (a Chloe de 24 Horas), Clifton Collins Jr e o garoto Jason Spevack.

Mas a história é bobinha demais. Acaba o filme e a gente se pergunta “ok, mas, e daí?” O argumento era bom, o elenco era bom, mas a história… É vazia…

O filme está no Festival do Rio de 2010, mas não é tão novo assim, esteve no Festival de Sundance de 2008.

O Garoto de Liverpool

O Garoto de Liverpool

Um filme mostrando a adolescência de John Lennon? Ok, vamos ver.

Aos 15 anos, John é um adolescente normal, inteligente e rebelde, que vive desde os cinco anos de idade com a rígida tia Mimi. Um dia, se reencontra com sua mãe, que tem um estilo de vida completamente diferente da tia, o que gera um certo atrito na família.

Um aviso aos beatlemaníacos: este filme não é sobre os Beatles! Vemos o primeiro encontro de John Lennon com Paul McCartney e, pouco depois, com George Harrison. E o filme termina com John se despedindo da tia porque estão indo para a Alemanha, tocar com “aquela outra banda”. Mas o nome Beatles sequer é citado!

Apesar do fundo musical, o principal foco de O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy no original), longa de estreia da diretora inglesa Sam Taylor-Wood, é nas conturbadas relações entre John Lennon, sua mãe e sua tia.

Ainda assim, a parte musical é bem legal. Lennon, então com 15 anos, aprende a tocar banjo, muda para o violão e monta, com colegas da escola, a banda The Quarrymen, através da qual conhece Paul e George. E o resto é história da música pop…

Lennon é interpretado por Aaron Johnson, o protagonista de Kick-Ass. Ele faz um bom trabalho, mas acho que poderiam ter usado um ator mais parecido com o músico. Aliás, defeito igual acontece com Paul e George. Custava eles terem feito como em Backbeat? Lembro que o ator Ian Hart foi chamado para o filme devido à sua semelhança com Lennon! Já Kristin Scott Thomas e Ann-Marie Duff, respectivamente a tia e a mãe, estão ótimas.

Bom filme. Só não sei se beatlemaníacos vão gostar…

True Blood – Terceira Temporada

True Blood – Terceira Temporada

Nunca falei de True Blood aqui no blog, né? Que falha triste! A série, que acabou de encerrar sua terceira temporada, é muito boa!

A premissa é interessante: depois da invenção de um sangue artificial vendido em garrafas (o True Blood do título), vampiros “saem do armário” e passam a viver harmonicamente entre os humanos. Mas, claro, tem humanos e vampiros que não gostam disso.

True Blood é da HBO, o que costuma ser sinônimo de alta qualidade – a HBO não costuma economizar nas suas produções. Além disso, as séries da HBO costumam ter bastante violência, nudez e sexo, o que acontece de monte aqui. Mais: normalmente, são séries curtas – True Blood tem apenas 12 episódios por temporada.

Na segunda temporada, novos seres mitológicos foram introduzidos na história – descobrimos que um dos personagens principais é um metamorfo! E agora, na terceira temporada, tivemos ainda mais seres – lobisomens passaram a ter grandes papéis na trama.

Se por um lado a maior parte do elenco era de ilustres desconhecidos antes do início da série, por outro lado, Sookie Stackhouse, a personagem principal, é interpretada por Anna Paquin, ex-atriz mirim ganhadora de Oscar (ela era a menininha chatinha do premiado O Piano).

Na minha humilde opinião, um dos pontos baixos da série é o vampiro Bill, justamente o principal vampiro, interpretado por Stephen Moyer (que recentemente se casou com Anna Paquin). O seu personagem é facilmente “engolido” por outros vampiros – Eric, o vampiro interpretado por Alexander Skarsgard, é muito melhor que Bill, por exemplo.

Mas Moyer não chega a atrapalhar. O elenco é bom, e é muito bem construída a galeria de personagens que habitam a cidadezinha de Bon Temps, no sul dos EUA.

Nesta terceira temporada, além dos lobisomens, conhecemos um rei vampiro, que nos mostrou que ainda existem vampiros que pensam que humanos são “gado”. E também descobrimos outros seres estranhos que habitam Bon Temps – descobrimos inclusive qual é o segredo de Sookie!

O fim das outras temporadas sempre deixou mais perguntas do que respostas, e este foi pelo mesmo caminho. Mas desta vez o fim foi mais fraco – a segunda temporada terminou melhor. Aliás, a terceira temporada, como um todo, foi mais fraca. Mas ainda foi melhor que muita coisa que rola na tv atualmente.

Agora aguardamos ansiosamente pela quarta temporada!

Dagon

Dagon

Alguns dias atrás montei aqui no blog um top 10 de filmes baseados em HP Lovecraft. No meio da pesquisa, descobri a existência deste Dagon, filme de 2001 que heu nunca tinha ouvido falar.

Dois casais estão curtindo férias em um barco na costa da Espanha, quando um acidente os faz procurar ajuda em terra. Ao desembarcar na sombria vila pesqueira de Imboca, eles descobrem que existe algo de errado com a população local.

Dagon foi dirigido por Stuart Gordon, o responsável pelas duas mais famosas adaptações cinematográficas de Lovecraft: Reanimator e Do Além. Aqui ele tem melhores efeitos especiais, o filme não tem a cara de trash que os dois filmes anteriores ganharam com o tempo. Além disso, o filme traz nudez e gore numa quantidade razoável. Não vai decepcionar os fãs.

Gordon conseguiu fazer uma boa adaptação. Inclusive, li declarações de fãs de Lovecraft dizendo que esta é uma das melhores adaptações já feitas.

No papel principal, Ezra Godden, coincidência ou não, bem parecido fisicamente com Jeffrey Combs, protagonista de Reanimator e Do Além. Deve ser proposital… Godden ainda trabalharia com Gordon em mais uma adaptação lovecraftiana, Sonho na Casa da Bruxa, de 2005. O resto do elenco não traz ninguém conhecido. Mas quem lê o blog (e vê os filmes que falo aqui) vai reconhcer a espanhola Macarena Gómez, de Sexykiller – Morirás por Ella, em um dos principais papeis femininos.

Infelizmente, Dagon não tem distribuição no Brasil… Viva os sites de download!