Os Normais 2

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Os Normais 2

Demorei, mas finalmente vi o grande sucesso nacional Os Normais 2.

O famoso casal Rui e Vani, da série da Globo Os Normais, está passando por uma crise, depois de anos de noivado. Resolvem então procurar outra mulher para experimentar um menage a trois.

E assim o filme segue, acompanhando o casal por toda a noite, atrás de sua nova aventura.

O elenco conta com alguns nomes interessantes para fazer companhia ao casal principal interpretado por Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres, como Daniel Dantas, Cláudia Raia, Danielle Winits, Daniele Suzuki, Drica Moraes e Alinne Moraes.

O filme não é ruim, mas, na minha humilde opinião, achei a maior parte das piadas fracas e apelativas. Sei lá, esperava algo melhor, de um modo geral, achei bobo.

Só recomendado aos menos exigentes.

Top 10: Melhores Vômitos do Cinema

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Top 10: Melhores Vômitos do Cinema

Demorou, mas o top 10 voltou!

Devido ao Festival do Rio, não tive tempo de lapidar este novo top 10, desta vez sugerido pela lista Cinema em Cena, do yahoogroups. Mas agora está pronto!

Lembrando que já tivemos outros Top 10: filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido e personagens nerds. Visitem!

Como sempre, em ordem cronológica…

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– O Exorcista (1973)

Pensou em cinema e vômito ao mesmo tempo, lembrou de O Exorcista. Linda Blair, ainda adolescente, bota tudo pra fora. E de variadas cores.

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– Monty Python – O Sentido da Vida (1983)

A cena do Terry Jones gordo, vomitando no restaurante, é antológica. Se você não viu o filme, veja só esta cena. E coma depois “um chocolatinho!”

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– Conta Comigo (1986)

O concurso de tortas contado no meio do filme também é uma cena clássica, com seus variados e exagerados vômitos.

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– Trash Náusea Total (1987)

Já vi muito gore no cinema. Mas acho que só uma cena já embrulhou o meu estômago: aquela dos alienígenas vomitando aquela gosma verde na tigela e depois repartindo entre eles. Eca!

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– Tropas Estelares (1997)

Um vômito corriqueiro, comum. Mas, olhe bem: é a bonitona Denise Richards, e está vomitando em cima de entranhas de insetos gigantes alienígenas. É, não é tão corriqueiro assim…

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– Sexto Sentido (1999)

Na verdade, o vômito deste filme não tem nada demais. Mas, se a gente reparar bem, é a Mischa Barton, estrela do seriado The O.C., ainda adolescente, com apenas 13 anos!

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– Jackass (2002)

Três pessoas, cada uma bebendo um galão de leite, vendo quem consegue terminar mais rápido. Dos três, a menina é “mais comportada”, não? Espere até o fim da competição!

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– Team America (2004)

Só o fato de ser uma animação stop motion com bonecos que parecem os Thunderbirds e ter uma cena de vômito já é algo que chama a atenção. E a cena ainda tem uma trilha dramática ao fundo!

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– Eu te Amo, Cara (2009)

Esta comédia recente não é muito escatológica. Mas a cena da competição de cerveja – ou melhor, o fim da competição – se encaixa perfeitamente nesta lista.

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– Arrasta-me Para o Inferno (2009)

O filme é recente – acabou de passar no cinema. Mas a cena da velha cigana vomitando vermes em cima do rostinho angelical de Alison Lohman já nasceu antológica.

Em breve, Top 10 de maiores massacres e de melhores cenas depois dos créditos finais!

Dante 01

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Dante 01

Outro dia recebi por e-mail uma dessas listas de piores filmes. Este Dante 01 estava lá. Fui ver do que se tratava, descobri que é dirigido pelo Marc Caro, que fez, nos anos 90, em parceria com Jean-Pierre Jeunet, dois filmes que gosto muito, Delicatessen e Ladrão de Sonhos. Como assim, um cara que fez dois filmes muito legais ter dirigido um filme digno de estar numa lista de piores? Baixei o filme para ver qualé.

Dante 01 mostra uma prisão numa estação espacial, na órbita de um planeta distante. É uma prisão experimental, onde psiquiatras fazem experiências em presos perigosos. Uma nova médica chega com um novo tratamento, baseado em nanotecnologia. Junto com ela, chega um novo prisioneiro, com misteriosos poderes.

No elenco, temos Lambert Wilson, o Merovigian de Matrix 2 e 3, como o prisioneiro misterioso, e, claro, Dominique Pinon, que estava em Delicatessen e Ladrão de Sonhos, e também nos outros filmes de Jeunet, Alien 4, O Fabuloso Destino de Amelie Poulan e Eterno Amor.

O clima do filme é bem interessante, claustrofóbico, todo dentro da estação espacial. As cores e os ângulos inusitados lembram o estilo dos filmes anteriores de Caro. Tudo funciona bem por quase todo o filme.

Mas… O filme está presente em listas de piores filmes por um bom motivo. Tudo anda muito bem, até que, de repente, uns dez minutos antes do final, o filme se perde completamente. Sei lá o que aconteceu, me parece que a produção deve ter tido problemas e não terminaram o filme como era previsto. Eventos inexplicados acontecem, rola uma certa psicodelia na tela e uma narração tenta explicar o que era pra ter acontecido pelas imagens.

Não recomendo o filme. Só para aqueles que não se importam em ver algo sem fim…

Zombieland

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Zombieland

Heu já estava pilhado para ver este filme, só pelo simples fato de ser uma comédia de humor negro sobre zumbis. Aí um amigo meu falou de uma versão maomeno que estava rolando pela internet. Não resisti e baixei. E não me arrependi!

A trama do longa de estreia de Ruben Fleischer traz todos os clichês de filmes de zumbi, e faz piada com todos eles. Nos EUA devastados por uma epidemia de zumbis, poucos sobreviventes tentam continuar vivos enquanto procuram um lugar seguro para ficar.

A ideia parece meio trash, não? Mas a produção do filme não segue este caminho. A produção é boa, temos algumas belíssimas cenas em câmera lenta, lembra um pouco o visual de 300. Sabe aquelas batalhas em câmera lenta? Agora imagine cenas semelhantes, só que mostrando ataques de zumbis!

Outro detalhe interessante são as “regras de sobrevivência”, do personagem Columbus, mostradas na tela como se fossem letras em 3D. Muito legal!

Woody Harrelson lidera o pequeno elenco, de só quatro personagens – todos eles com nomes de cidades americanas. Os outros nomes são Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin (a menininha de Pequena Miss Sunshine e Três Vezes Amor). E uma participação especial genial de Bill Murray, interpretando ele mesmo.

Claro que algumas das situações mostradas no filme são absurdas. Quem iria andar numa montanha russa enquanto atira em zumbis? Mas, se você não quiser ver situações absurdas, ora, por que diabos resolveu ver uma comédia de humor negro com zumbis? 😛

Desde já, podemos colocar Zombieland ao lado de outras boas comédias recentes semelhantes, como Fido – O Mascote e Todo Mundo Quase Morto.

Flash Gordon

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Flash Gordon

Finalmente, depois de anos de procura, consegui comprar um dvd original do filme Flash Gordon! Achei para vender num site gringo uma cópia da versão “Saviour of the Universe Edition”, uma edição maneiríssima!

Flash Gordon é uma versão cinematográfica dos clássicos quadrinhos de Alex Raymond, numa super produção de Dino de Laurentis, de 1980. Flash, um famoso jogador de futebol americano, acidentalmente vai parar no planeta Mongo, governado pelo impiedoso Ming.

Tenho uma história curiosa com este filme. No verão entre 84 e 85, heu conheci uma “novidade”: meu tio emprestou um videocassete lá pra casa. Na época não tinham locadoras por aí, eram videoclubes, e era caro entrar de sócio. Ou seja, conseguir filmes não era uma tarefa muito fácil. Sendo assim, meu tio emprestou junto quatro filmes para termos opções. Mas… Um era Mulher Nota 10, e estava rotulado como “erótico”; outro era Laranja Mecânica, obviamente proibido para crianças; e ainda tinha um filme do Woody Allen, chato pra caramba, não me lembro qual era. Ah, sim, o quarto filme era Flash Gordon. Resultado? Víamos Flash Gordon todos os dias!

O elenco traz alguns nomes curiosos. O grande Max von Sydow (O Exorcista) interpreta Ming, enquanto uma belíssima Ornela Mutti faz sua filha, a princesa Aura. Também temos um Timothy Dalton pré 007 como príncipe Barin. O resto do elenco não tem ninguém digno de nota. Flash é interpretado por Sam Jones, que está na ativa até hoje, mas nunca fez mais nada importante.

Outra coisa bacana deste filme é a inspirada trilha sonora, do grupo Queen. O disco ainda hoje é lançado dentro da discografia do grupo!

Alguns dos efeitos especiais – de uma época pré cgi – ficaram muito toscos com o passar dos anos. Parecem até “defeitos especiais”! Mas alguns outros funcionam até hoje. Aqueles céus coloridos de Mongo ainda mandam bem!

Para acabar, uma informação curiosa que li no imdb: nos anos 70, George Lucas tentou comprar os direitos para fazer a sua versão dos quadrinhos do Flash Gordon. Mas como Dino de Laurentis já tinha comprado, Lucas desistiu e resolveu investir num outro projeto – um tal de Guerra nas Estrelas…

Anticristo

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Anticristo

Mais uma picaretagem assinada pelo diretor dinamarquês Lars von Trier. Poucas vezes na minha vida vi um filme tão picareta!

O fiapo de história: um casal que acabou de perder o filho vai para uma cabana no meio de uma floresta para tentar recuperar o casamento em crise.

Ok, nem tudo no filme vai direto para o lixo. Algumas imagens são realmente muito bonitas, e o casal de atores Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg manda bem. Mas isso não atenua o fato: o filme é muito ruim!

Logo no início, na primeira cena, von Trier mostra que seu único objetivo é chamar atenção. O casal está transando no chuveiro, numa bela cena em câmera lenta e fotografada em preto e branco – muito bonita a cena, de verdade, não é ironia. Aí, do nada, um close de sexo explícito! Completamente gratuito! Tem gente cabeça que gosta de enxergar mensagens subliminares em filmes também cabeça, né? Bem, para mim, a mensagem aqui está clara. O diretor está dizendo: “por favor, preste atenção em mim, já que meu filme não tem qualidades, vou inserir uma polêmica gratuita!”

Falei “mais uma picaretagem” lá em cima, não falei? Nos anos 90, Lars von Trier lançou o manifesto anti-Hollywood “Dogma 95”, lembra? E fez um filme segundo as regras do manifesto, Os Idiotas. E, tchã-rã! Lá estava outro sexo explícito sem propósito…

Anticristo está cheio destas “polêmicas gratuitas”. Será que a famosa cena de mutilação vaginal tem algum sentido? Vejamos, a mulher está passando por um grande sofrimento, então pega uma tesoura e mete nas partes íntimas… Bem, para mim não faz sentido. Tampouco faz sentido o cara ter a pena perfurada e não acordar de dor!

Realmente, o filme só vale a pena para quem quiser ver a Charlotte Gainsbourg nua. Isso acontece várias vezes…

FlashForward

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FlashForward

Não tenho tido muita paciência para séries novas. São muitos lançamentos a cada ano – cadê o tempo para acompanhar tudo? E ainda tem aquelas que são canceladas antes do fim, deixando os espectadores que se propuseram a acompanhá-las com cara de bobo.

Mas ouvi falar muito bem desta FlashForward, e resolvi arriscar. E, três episódios depois, acho que escolhi a série certa!

A sinopse: de repente, do nada, toda a população do planeta tem um apagão por 2 minutos e 17 segundos. E cada um tem uma visão do que estará fazendo seis meses no futuro, exatamente no dia 29 de abril de 2010, às 22 horas. Com flashes do futuro, os personagens começam a montar um grande mosaico para tentar entender o que aconteceu.

A série vem sendo comparada à incensada Lost. Isso pode ser bom, mas também pode ser ruim. Lost é conhecida por ter roteiros muito bem escritos e reviravoltas sensacionais. Mas por outro lado, Lost também é conhecida por ser uma série confusa demais, e parte dos fãs já começou a abandoná-la por isso…

Ainda é cedo pra saber se FlashForward será uma série boa até o fim. Espero que sim, afinal, o começo promete!

A Batalha dos 3 Reinos

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A Batalha dos 3 Reinos

E viva o Festival do Rio! Consegui ver, no mesmo dia, dois filmes novos e inéditos, de dois dos meus diretores favoritos: Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e John Woo (este A Batalha dos 3 Reinos)!

A Batalha dos 3 Reinos é baseado na história real da batalha que levou ao fim a dinastia Han, 208 DC. Cao Cao, primeiro ministro do norte, resolve atacar as forças rebeldes do sul. Sun Quan e Liu bei então unem suas forças contra o poderoso exército de 800 mil homens de Cao Cao.

Sou fã do John Woo há tempos, desde antes dele ir para os EUA. Gosto muito de filmes como Bala na Cabeça e The Killer (vi ambos no cinema). Foi Jean Claude Van Damme quem o “importou” para Hollywood, para juntos fazerem O Alvo – um dos melhores filmes da carreira de Van Damme. Foi nos EUA que Woo fez sua obra-prima, na minha humilde opinião: o maravilhoso A Outra Face. Desde 1992, Woo não filmava na China.

Não sei o que fez Woo voltar para a China – será que foram os filmes recentes, mais fracos, como Códigos de Guerra (2002) e O Pagamento (2003)? Não sei a resposta, mas vemos que a mudança de volta ao país natal foi cheia de pompa e circunstância. A Batalha dos 3 Reinos é um filmão, um épico à moda antiga, daqueles que entram para a história pela sua grandiosidade.

Não dá pra gente saber quais cenas foram filmadas com gente e quais usaram cgi. Bem, algumas são um pouco óbvias, como aquela que mostra centenas de navios de guerra ao longo do rio, ou o fantástico travelling seguindo o pombo.

(Filmes do John Woo têm algumas características, uma espécie de “assinatura”. Uma delas é que sempre tem um pombo voando em câmera lenta. Até em Missão Impossível 2 Woo conseguiu encaixar seus pombos!)

Mesmo assim, desconfio que boa parte do filme tenha sido com gente de verdade e não efeito de computador. Digo isso porque o exército chinês emprestou 100 mil soldados para atuarem como extras no filme.

Espero não parecer preconceituoso com o meu próximo comentário, mas o único problema que achei é que, no meio das batalhas, fica difícil saber quem é quem, quem está de qual lado. Não é preconceito não, mas achei eles quase todos parecidos entre si…

Ah, sim, as batalhas! Sabe o inigualável “estilo John Woo de usar a câmera lenta”? Agora imagine isso no meio de uma batalha com centenas de guerreiros. O resultado é fantástico!

Esta versão que chegará aos cinemas brasileiros tem pouco mais de duas horas. Mas existe outra versão, de quatro horas, com dois filmes de duas horas cada, lançada no mercado asiático. Os produtores acharam que era melhor fazer uma versão mais curta para ser lançada no ocidente, já que poucas pessoas por aqui conhecem os personagens e eventos, e vários dos personagens têm nomes parecidos.

Enfim, digo e repito: filmão. Para ver no cinema, quando lançarem!

Bastardos Inglórios

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Bastardos Inglórios

Oba! Hoje estreia um filme novo do Quentin Tarantino aqui no Brasil! Isso não acontece desde Kill Bill vol. 2!

Fiquei traumatizado com o que fizeram com o penúltimo filme do Tarantino, À Prova de Morte. Passou no festival de 2007, mas num dia diferente do divulgado, e depois, inexplicavelmente, nunca entrou em cartaz, nem nunca foi lançado em dvd. Heu tenho em dvd original, mas é porque comprei uma edição gringa…

Mas voltemos ao filme novo!

Durante a Segunda Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas, o tenente americano Aldo Raine (Brad Pitt) é o líder de uma pequena equipe secreta, formada por soldados judeus: os “Bastardos”. O objetivo deles é simples: matar brutalmente nazistas, para espalhar medo entre eles.

Bastardos Inglórios é um filme atípico na carreira do Tarantino. Afinal, até agora ele não tinha feito nenhum filme de época, nem usado personagens históricos. E aqui temos Hitler, Goebbels e até Churchill numa ponta!

Mesmo assim o filme se porta como um “legítimo Tarantino”. Diálogos afiadíssimos, personagens muito bem construídos, violência gráfica na dose certa e trilha sonora cool. E uma das coisas que mais gosto nos filmes dele: situações imprevisíveis.

Uma coisa que Tarantino sabe fazer muito bem é construir expectativas para depois frustrá-las. Quer um exemplo? Se Kill Bill vol 1 tem rios de sangue, Kill Bill vol 2 é muito mais discreto. Algo parecido acontece com o destino de alguns dos personagens e algumas das situações de Bastardos Inglórios. Não, não vai acontecer o que você espera!

Tem outra coisa que senti falta. Tarantino normalmente usa vários atores famosos em papéis inesperados. E aqui não temos muita gente conhecida – pelo menos não tanto quanto em seus outros filmes. Sim, claro, tem o Brad Pitt, e também Diane Kruger, mas paramos por aí. Acho que o único papel “inesperado” é o do Mike Myers (Quanto Mais Idiota Melhor, Austin Powers). Procure bem, senão você não o encontrará! Fora isso, temos as vozes de Samuel L Jackson, Harvey Keitel e do próprio Tarantino, mas só as vozes mesmo.

Bem, o fato dos atores serem menos conhecidos não atrapalha o resultado final do filme. Todos estão excelentes em seus papéis. Inclusive, Christopher Walz ganhou a Palma de Ouro de melhor ator em Cannes este ano pelo seu magnífico coronel Hans Landa.

Tarantino confessou que este filme está para os filmes de guerra como um spaguetti western está para os faroestes. Inclusive, ele pensou em chamar o filme de “Era Uma Vez na França Ocupada por Nazistas“.

O fim é meio estranho, mas não comento mais nada pra não mandar spoilers. Mesmo assim, é um bom filme!

O Caçador / The Chaser / Chugyeogja

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O Caçador / The Chaser / Chugyeogja

Mais um filme coreano. Desta vez, um policial. E muito bom!

Joong-ho é um ex policial que se tornou cafetão, mas resolve voltar à ação quando suas meninas começam a desaparer. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente. Joong-ho começa então uma caçada ao tal cliente.

É um thriller de ação, mas não se trata do “mais do mesmo” que assola Hollywood. Joong-ho é um “mocinho” um pouco fora do clichê maniqueísta, e o roteiro traz reviravoltas que nunca aconteceriam em uma possível refilmagem americana.

O filme tem momentos tensos, muito bem filmados pelo diretor estreante Hong-jin Na. Traz momentos violentos também, muito sangue jorra pela tela. E também rolam os momentos engraçados. Pelo menos por aqui, foi muito engraçado ouvir a menininha de sete anos dizer, em coreano, que seu pai foi para o Brasil, especificamente para o Rio de Janeiro!

As cópias estão legendadas, o filme deve entrar em cartaz. Fica aqui então a recomendação para que gosta de filmes de ação e quer variar um pouco da velha fórmula Hollywoodiana!