Alvin e os Esquilos 3

Crítica – Alvin e os Esquilos 3

Férias com as crianças, cinema é a maior diversão. Pena que nem sempre com um bom filme.

Dave (Jason Lee) viaja com os seis esquilinhos cantores num cruzeiro. Mas uma peraltice de Alvin faz os esquilos virarem náufragos em uma ilha deserta.

A animação dos esquilinhos é muito bem feita, assim como os arranjos das músicas. Mas…

Além da trama clichê e dos personagens caricatos e unidimensionais, confesso que o efeito “gás hélio” na voz dos esquilos pode ser bonitinho da primeira vez que a gente ouve, mas enche o saco antes da metade do filme.

Para não dizer que nada se salva, gostei da dupla personalidade do esquilo Simon. Pena que os antagonistas mal desenvolvidos coloquem tudo a perder.

Ainda tem outro problema: a concorrência. Hoje em dia são muitas as opções de excelente qualidade pra criançada ver nos cinemas. Alvin e os Esquilos 3 nem é tão ruim, mas perde feio pra outras opções em cartaz.

Divertido pra criançada, mas dispensável para os pais…

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A Hora da Escuridão

Crítica – A Hora da Escuridão

Dois americanos estão em Moscou para uma frustrada tentativa de negócio, quando alienígenas invadem a Terra e matam quase todos ao redor.

Não li muita coisa sobre este A Hora da Escuridão, mas o que me parece é que trata-se de uma produção russa com alguns atores americanos contratados, com o nome de Timur Bekmambetov (O Procurado) por trás.

A Hora da Escuridão é um típico filme B. Efeitos especiais baratos, elenco sem muita gente conhecida e trama cheia de clichês. Claro que não é um filmaço. Mas pode servir como diversão pros menos exigentes.

O diretor Chris Gorak encontrou um bom método pra baratear seus efeitos: os alienígenas usam camuflagem e ficam invisíveis. Tá, admito que às vezes o efeito fica risível. Mas gostei do resultado.

No elenco, apenas um nome conhecido: Emile Hirsch, protagonista de Na Natureza Selvagem e Speed Racer. Bom ator, mas acho que precisa escolher melhor os futuros projetos. No resto do elenco, ninguém se destaca positivamente. Por outro lado, alguns personagens são caricatos demais, como o sueco rival dos americanos ou o eletricista russo.

A Hora da Escuridão foi lançado em cópias 3D. Vi num cinema 2D, não senti falta do 3D…

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Sin City – A Cidade do Pecado

Crítica – Sin City – A Cidade do Pecado

Comprei uma edição dupla gringa de Sin City – A Cidade do Pecado em blu-ray, com duas versões do filme – além da versão que passou nos cinemas, tem a “extended”, “uncut” e “recut”. Revi a original, assim que ver a outra, compará-las-ei no TBBT. Mas, antes disso, vou falar do filme aqui.

Adaptação da graphic novel de Frank Miller, Sin City – A Cidade do Pecado mostra três histórias interligadas, envolvendo policiais corruptos, mulheres sedutoras e marginais durões, uns em busca de vingança, outros em busca de redenção.

Sin City – A Cidade do Pecado é uma das melhores adaptações da história do cinema. Aliás, nem sei se dá pra chamar de adaptação, porque às vezes nem parece filme, parece que estamos vendo na tela os quadrinhos da graphic novel.

A história disso vale ser contada. Um dos maiores nomes da história dos quadrinhos, Frank Miller não tinha um bom currículo em Hollywood. O convidaram para escrever os roteiros do fraco Robocop 2 e do ainda mais fraco Robocop 3. Miller deve ter ficado traumatizado, já que se afastou do cinema – pra que se aventurar num terreno onde não conseguiu bons resultados?

Aí apareceu Robert Rodriguez, que já tinha alguns sucessos na filmografia (A Balada do Pistoleiro, Um Drink no Inferno, Prova Final, Era Uma Vez no México). Rodriguez chamou Josh Hartnett e Marley Shelton e fez, sem ter a aprovação de ninguém, um filminho de poucos minutos, capturando o estilo da graphic novel. E perturbou Miller até conseguir mostrá-lo. Com esse curto filme, convenceu Miller a acompanhá-lo ao set e dividir com ele a cadeira de diretor. Miller pensaria nos quadrinhos da sua graphic novel, enquanto Rodriguez se preocuparia com a parte técnica.

Antes avesso a adaptações cinematográficas, Miller agora sabia que sua graphic novel tinha boas chances de virar um bom filme e finalmente aprovou o projeto.

O visual é todo estilizado. Rodriguez filmou tudo em estúdio, e acrescentou os cenários em chroma-key. O filme é preto e branco, com alguns detalhes coloridos (olhos azuis de uma personagem aqui, tênis vermelho de outro personagem ali). Mais: o preto é realmente preto, e o branco é realmente branco, criando contrastes pouco comuns no cinema (mas comuns nos quadrinhos) – o sangue é quase sempre branco em vez de vermelho (e olha que tem muito sangue, o filme é bem violento). Até alguns movimentos de câmera são como se uma câmera estivesse passando sobre a revista. Como disse, a adaptação foi fantástica, como poucas vezes vista na história do cinema.

Os créditos do filme trazem os nomes dos dois como co-diretores, mas o filme é a cara do Robert Rodriguez, que aqui fez o de sempre: além de dirigir, editou, contribuiu com a trilha sonora, coordenou os efeitos especiais, a fotografia… o cara foi até operador de câmera! Robert Rodriguez é um workaholic do cinema!

(Ainda falando de direção, Sin City – A Cidade do Pecado tem uma participação especial de Quentin Tarantino, que dirigiu a cena no carro com Clive Owen e Benicio Del Toro.)

O elenco também chama a atenção: Mickey Rourke, Clive Owen, Rosario Dawson, Jessica Alba, Elijah Wood, Rutger Hauer, Bruce Willis, Carla Gugino, Michael Madsen, Brittany Murphy, Benicio Del Toro, Michael Clarke Duncan, Devon Aoki, Jaime King, Alexis Bledel, Powers Boothe, além de Josh Hartnett e Marley Shelton (o curta feito antes por Rodriguez foi aproveitado, e abre o filme). Nada mal, não?

Claro, o filme não é para qualquer um. O ritmo quase sempre com narração em off pode cansar. Outra coisa que pode desagradar são os personagens, quase todos no limite da caricatura – todos os homens são durões, todas as mulheres são fatais e gostosonas. Pelo menos essas duas coisas ajudam a criar um clima de filme noir diferente…

Desde a época do lançamento (2005), rola um boato sobre uma continuação. Mas até hoje, sete anos depois, não há nada confirmado. Se vier, que mantenha a qualidade!

p.s.: Frank Miller tentou de novo, e, três anos depois, dirigiu The Spirit. Mas foi um fracasso. Senti falta do Robert Rodriguez.

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Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras

Crítica – Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras

Como o primeiro Sherlock Holmes teve uma boa bilheteria, era certo que teríamos em breve uma continuação!

Enquanto Watson está se preparando para casar, Sherlock Holmes aparece com uma teoria conspiratória onde o seu inimigo, o Professor Moriarty, estaria por trás de uma série de assassinatos com o objetivo de causar uma guerra mundial.

Como falei no post sobre o primeiro filme, o único defeito desta nova versão do Sherlock Holmes é que foge um pouco do estamos acostumados a ver referente ao detetive inglês – aqui, a tônica é a ação, diferente dos livros, onde é tudo mais cerebral. O protagonista é o menos importante aqui, podia ser o Tony Stark ou o John McLane no lugar de Holmes que o filme ia funcionar da mesma maneira.

Isso não significa que Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras seja um filme ruim. Longe disso, assim como o primeiro filme, esta continuação tem uma produção caprichada, um bom diretor, um elenco acima da média. E o mais importante: é um bom filme de ação.

O diretor é o mesmo Guy Ritchie. Sua marca registrada – muitos cortes rápidos, muita câmera lenta – se encaixa bem na vizualização das deduções de Holmes. E o filme traz pelo menos uma sequência memorável: a fuga pela floresta sob tiroteio.

No elenco, Robert Downey Jr. mais uma vez mostra porque é um dos maiores nomes do cinema atual, liderando simultaneamente duas franquias, esta e Homem de Ferro. O seu Sherlock pode não parecer com o dos livros, mas não deixa de ser um personagem com grande carisma. Ao seu lado, Jude Law repete a boa parceria como o dr. Watson. Uma boa aquisição ao elenco foi Jared Harris no papel do prof. Moriarty. Quem heu achei meio perdida foi Noomi Rapace, o principal nome feminino, mas sem muita função no filme. Ainda no elenco, Kelly Reilly, Rachel McAdams e Stephen Fry como Mycroft Holmes, o irmão mais velho de Sherlock.

Como falei, a produção do filme é bem cuidada. A trilha sonora de Hans Zimmer é muito boa, assim como a reconstituição de época, usando elementos steam punk. E o roteiro escrito por Michele e Kieran Mulroney consegue equilibrar bem os momentos bem humorados do filme.

Se é melhor ou pior que o primeiro? Bem, podemos dizer que o bom nível foi mantido.

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Eu Queria Ter a Sua Vida

Crítica – Eu Queria Ter a Sua Vida

Mais um filme onde personagens trocam de corpo…

Mitch (Ryan Reynolds) e Dave (Jason Bateman) são amigos de longa data, mas atualmente levam vidas bem diferentes. Enquanto Dave é um advogado bastante ocupado, casado e com três filhos, Mitch é solteiro e não tem um emprego fixo. O curioso é que ambos invejam a vida um do outro. Até que, numa noite de bebedeiras, eles misteriosamente trocam de corpo.

Dirigido pelo pouco conhecido David Dobkin, Eu Queria Ter a Sua Vida sofre com dois problemas. Primeiro, é uma ideia batida – sem muito esforço, a gente se lembra de vários, como Trocando As Bolas, Sexta-Feira Muito Louca – tem até o nacional Se Eu Fosse Você. Além disso, o filme é extremamente previsível, principalmente na parte final. A gente adivinha a conclusão bem antes desta acontecer.

Ainda tem outro problema, mas acho que foi intencional da parte dos realizadores. Era pra duas pessoas desejarem a vida do vizinho – aquele velho papo de “a grama é mais verde do outro lado da cerca”, para depois descobrir que também tem problemas e ver como a sua vida é boa. O problema é que o filme nitidamente “toma partido”, fica claro que Dave (Bateman) tem uma vida melhor que Mitch (Reynolds). Acho que o filme seria melhor se mostrasse altos e baixos dos dois personagens de maneira mais equilibrada. Assim ficou parecendo uma lição de moral: o “certo” é ter um bom emprego, mulher e filhos; e que o contrário nunca poderá ser feliz.

Se a gente conseguir deixar isso de lado, Eu Queria Ter a Sua Vida não é de todo ruim. Heu estava com baixa expectativa, achei que ia ser bobo como Passe Livre, por exemplo. Mas não, o roteiro escrito por John Lucas e Scott Moore (Se Beber Não Case partes 1 e 2, Assalto em Dose Dupla) traz algumas boas piadas, gostei do tom politicamente incorreto na cena dos bebês na cozinha.

O elenco é bom, pelo menos para o que o filme pede. Jason Bateman e Ryan Reynolds têm boa química juntos. Além deles, Eu Queria Ter a Sua Vida conta com Leslie Mann, Alan Arkin e Olivia Wilde, uma das atrizes mais bonitas em Hollywood hoje em dia.

Resumindo: nada demais. Mas, pelas boas piadas, pode agradar os menos exigentes.

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Professora Sem Classe
Se Beber Não Case

Dogma

Crítica – Dogma

Empolgado com estes Top 10 de entidades divinas, resolvi rever Dogma, um dos melhores filmes de Kevin Smith, um dos meus diretores favoritos.

Dois anjos banidos por Deus descobrem uma brecha nas regras e com isso querem voltar ao Paraíso. Mas se fizerem isso provarão que Deus não é infalível e toda a existência poderá ser destruída. Uma funcionária de uma clínica de aborto recebe a missão de tentar parar os anjos.

Dogma foi lançado em 1999. Na época rolava um “frenesi do fim do mundo”, por causa da virada do milênio (apesar da real virada ter sido entre 2000 e 2001). O filme foi comparado com filmes como O Sexto Dia ou Stigmata, apesar de ser uma comédia. Pelo menos Dogma não ficou datado, já que não falava especificamente da virada do milênio. Visto hoje, é uma divertida comédia apocalíptica.

Kevin Smith pode não ter muita fama como diretor de atores, mas é um gênio no que diz respeito a diálogos bem escritos. Aqui em Dogma ele tem uma história baseada em universo mais complexo do que seus filmes anteriores (O Balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy). Pela primeira vez, ele usa personagens tirados de outra fonte – a bíblia. E Smith conseguiu: não só os diálogos são bem escritos, como os personagens adaptados da bíblia funcionam bem ao lado de seus personagens habituais.

O elenco é muito bom, talvez o melhor que já esteve à disposição de Smith. Ben Affleck e Jason Lee eram figuras constantes em seus filmes (estiveram em Barrados no Shopping e Procura-se Amy); e Affleck aqui repete a parceria com Matt Damon, que lhes rendeu Oscar de melhor roteiro dois anos antes, por Gênio Indomável. E o filme ainda tem Alan Rickman, Linda Fiorentino, Salma Hayek, Chris Rock, Janeane Garofalo, Guinevere Turner e uma divertida ponta da cantora Alanis Morrisete. E, claro, Jason Mewes e o próprio Kevin Smith mais uma vez como a dupla Jay e Silent Bob.

Falando em Jay e Silent Bob, tive saudades dos dois doidões. Entendo e respeito a decisão de Smith de seguir em frente com a carreira e abandonar a dupla – já foram três filmes sem os dois, Pagando Bem Que Mal Tem, Tiras em Apuros e Red State. Mas que a dupla, presente em seis filmes, era muito divertida, isso era!

Ainda tenho que falar da polêmica com a igreja católica que rolou na época. Os católicos mais radicais se sentiram ofendidos, já que Dogma mostra algumas figuras bíblicas em situações pouco convencionais. Mas, vendo o filme de cabeça aberta, o filme não é ofensivo. É apenas outra visão – uma visão diferente, um pouco mais escrachada…

Dogma é um filme estranho. Não vai agradar a todos, afinal, é uma comédia com temática séria em cima de um tema polêmico. Mas, pelo menos pra mim, é um dos melhores filmes do Kevin Smith.

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Red State
O Império do Besteirol Contra-Ataca
Bandidos do Tempo

Top 10: Melhores Anjos do Cinema

Top 10: Melhores Anjos do Cinema

Depois do Top 10 de Deuses, por que não um Top 10 de Melhores Anjos do cinema?

A lista é de melhores anjos, e não de melhores “filmes com anjos”. Um anjo legal em um filme meia bomba vale mais do que um anjo maomeno em um filmaço!

Como só cabem dez na lista, alguns anjos ficaram de fora. Menção honrosa para A Felicidade Não se Compra (o filme é bom, mas não gostei do anjo Clarence), Um Anjo em Minha Vida e Barbarella.

Vamos aos anjos?

p.s.: A imagem inicial é um dos meus anjos favoritos, Castiel, da série Supernatural. Mas, como não é cinema, não entra na lista!

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10- Michael e GabrielLegião (2009)

O filme não é grandes coisas. Mas os anjos Michael, de Paul Bettany, e Gabriel, de Kevin Durand se salvam.

9- AlOs Anjos Entram em Campo (1994)

Filme família da Disney, nada demais. Mas o chefe dos anjos é ninguém menos que Christopher Lloyd, o eterno Doc Brown!

8- RaphaelaTão Longe Tão Perto (1993)

Mais um filme fraco. Mas Nastassja Kinski merece espaço em qualquer lista.

7- AngelaAngel-A (2005)

Belíssima, Rie Rasmussen faz uma anja loira, com de 1,80m e corpo de modelo. E faz um par perfeito com o baixinho e feioso Jamel Debbouze.

6- O’Reilly e JacksonPor uma Vida Menos Ordinária (1997)

O’Reilly (Holly Hunter) e Jackson (Delroy Lindo) são os anjos de Danny Boyle, que precisam fazer Ewan McGregor e Cameron Diaz se apaixonarem.

5- DamielAsas do Desejo (1987)

Em um dos melhores filmes de Wim Wenders, um anjo quer virar humano porque se apaixonou por uma mortal.

4- Loki, Bartleby e MetatronDogma (1999)

Matt Damon e Ben Affleck são anjos caídos, e ainda tem Alan Rickman como um serafim. E a melhor solução ever para a questão “sexo dos anjos”.

3- GabrielConstantine (2005)

A atriz Tilda Swinton interpreta um andrógino anjo Gabriel (anjos não têm sexo, certo?).

2- GabrielAnjos Rebeldes (1995)

Christopher Walken faz um assustador arcanjo Gabriel que lidera uma guerra entre anjos.

1- MichaelMichael (1996)

Em alta pelo sucesso de Pulp Fiction, John Travolta faz um anjo irresistível, que conquista mulheres e gosta de álcool, cigarro, açúcar e… de brigar com touros.

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Em breve, Top 10 de melhores Jesus!

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filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
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estilos dos anos 80
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filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
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melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

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melhores mortes
cenas de nudez gratuita
realidade fake
melhores filmes de 2011
melhores deuses

Errata – Off Topic – TBBT

Errata – Off Topic – Livro Review – 101 Sci-Fi Movies you must see before you die

Prezados leitores,

Por algum acidente do wordpress, um texto meu sobre um livro, escrito para o site The BalacBaco Theory, foi publicado aqui.

Para quem ficou curioso sobre o texto ou sobre o site, aqui está o link:

http://tbbt.com.br/review-livro-101-sci-fi-movies-you-must-see-before-you-die/

Peço desculpas pela confusão. Em breve volto aos filmes!

Valheu!

Catch.44

Catch.44

No post sobre Nude Nuns With Big Guns, comentei sobre a influência de Tarantino e Rodriguez no cinema contemporâneo, e sobre alguns péssimos efeitos colaterais causados. Este Catch.44 sofre do mesmo mal…

Um chefão do tráfico manda uma gangue de três mulheres para um restaurante isolado, para interceptar um carregamento de drogas. Mas nem tudo sai como planejado.

Tudo aqui emula o estilo de Quentin Tarantino. A edição fora da ordem cronológica, trilha sonora “muderna”, personagens violentos porém cool e tentativa de diálogos “espertinhos”. Rolam até algumas falhas à la Grindhouse! Isso seria legal, se o filme fosse bom. Pena que não é.

O diretor e roteirista Aaron Harvey se preocupou em imitar o visual do Tarantino, mas se esqueceu do conteúdo. Seu filme é vazio! Os personagens são rasos, só existe um fiapo de trama e os diálogos são pobres – aquela cena quando Bruce Willis contrata Malin Akerman tem um dos piores diálogos que vi nos últimos tempos. E qual foi o sentido daquela piada velha contada no carro?

Pior é que o elenco engana. Além dos já citados Willis e Akerman, o filme ainda conta com Forest Whitaker (sua atuação é uma das poucas coisas boas aqui), Deborah Ann Woll (a Jessica de True Blood) e Brad Dourif (numa ponta onde mal aparece). Um elenco que merecia um filme melhorzinho.

Catch.44 não é de todo ruim, algumas coisas se salvam, Forest Whitaker manda bem, a trilha sonora tarantinesca é legal… Mas é pouco. Sr. Harvey, da próxima vez, deixe a tarefa para pessoas mais competentes, ok?

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Machete
Hobo With a Shotgun
Um Drink no Inferno

The Doors

Crítica – The Doors

Nos anos 90 tive uma banda cover de The Doors, chamada The Windows (bom nome, não?). Rolou uma proposta pra talvez uma reunião agora em 2012. Me empolguei e peguei o filme pra rever.

Cinebiografia da banda californiana The Doors, um dos maiores nomes da música americana do fim dos anos 60 e início dos anos 70. O filme é focado no vocalista Jim Morrison, um dos ícones da época, que faleceu em 1971 com apenas 27 anos.

Dirigido por Oliver Stone e lançado em 1991, The Doors tem uma característica que é ao mesmo tempo boa e ruim: o filme é “a maior viagem”. Isso é ruim porque às vezes o filme se torna enfadonho; por outro lado, isso é bom, porque Jim Morrison era assim mesmo.

The Doors traz vários acontecimentos ligados à história e à mística da banda. Muita gente questiona se o que aparece na tela é real ou não. mas não dei muita bola para isso. O que me pareceu mais importante foi ver como um grande talento da música foi desperdiçado por causa das drogas, tão comuns na época.

O talento do diretor Oliver Stone é inquestionável. O seu problema é que muitas vezes seus filmes são chatos – Pauline Kael, uma famosa crítica norte-americana, uma vez declarou que estava feliz ao se aposentar porque não precisaria mais ver filmes de Stone. Heu particularmente acho que ele faz muitos filmes políticos – só sobre a guerra do Vietnam foram três! Este The Doors é um dos poucos filmes que nada têm a ver com política. Coincidência ou não, é o meu Oliver Stone favorito.

Val Kilmer como Jim Morrison vale um texto à parte. Talvez esta seja uma das caracterizações mais perfeitas da história do cinema. Kilmer não ficou parecido, ele ficou IGUAL a Morrison. Uma das cenas mostra a sessão de fotos de onde saiu a famosa foto de Morrison sem camisa com os braços abertos, foto usada à exaustão em posters até hoje. E na cena é Kilmer, igualzinho a Morrison. E tem mais: é Kilmer quem canta as músicas no filme. Não só a aparência física estava igual, a voz também estava. Diz a lenda que, na época, levaram gravações com a voz de Kilmer para Ray Manzarek, tecladista do Doors, e este não teria reconhecido, num teste cego, quem era o cantor e quem era o ator.

Val Kilmer é o grande nome do filme, mas não é o único conhecido. O elenco é estelar: Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Kathleen Quinlan, Kevin Dillon, Frank Whaley, Michael Madsen, Michael Wincott, Kelly Hu e Mimi Rogers, além de algumas pontas, como Crispin Glover de Andy Warhol, e o próprio John Densmore (baterista da banda) como o técnico do estúdio, quando Morrison já está gordo e barbudo.

A trilha sonora é basicamente composta de músicas do The Doors. Pra quem curte o som da banda, é um prato cheio. Pra quem não curte, pode cansar… Pelo menos as músicas estão muito bem regravadas.

Filme obrigatório para qualquer fã de rock’n’roll!

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Ray
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Quase Famosos