Howard, o Super Herói

Crítica – Howard, O Super Herói

Lembro que gostei muito deste filme quando vi no cinema, lááá no distante ano de 1986. Mas sempre o vi em listas de piores filmes. Confesso que isso gerava um certo receio de rever. Será que heu ia me decepcionar?

Olha, tenho que admitir: Howard, o Super Herói é bem fraquinho!

Acho que a pior coisa do filme é o roteiro. A trama em si é absurda – olha, heu até “compro a ideia” de um pato como Howard, mas esse papo de “Dark Overlord” invadindo o planeta ficou bizarro demais. Pra piorar, vemos várias cenas patéticas, como toda a sequência do restaurante, por exemplo. Alguns trechos do filme são dignos de uma compilação de piores momentos dos Trapalhões.

Mas nem tudo é de se jogar fora. Os efeitos especiais envelheceram, mas não fazem feio ao lado de outros filmes da mesma época. E a roupa de pato é bem feita, mesmo analisando hoje em dia.

Sobre o elenco, tenho comentários opostos. Por um lado Jeffrey Jones (Curtindo a Vida Adoidado) é uma das melhores coisas do filme, seu personagem, quando “possuído”, parece um cartoon vivo. Por outro lado, Tim Robbins está completamente desperdiçado como um bobalhão sem graça. Lea Thompson, em alta pelo sucesso de De Volta Para o Futuro, não faz feio no papel principal – ela até canta de verdade!

Nem todos sabem, mas Howard, o Super Herói é uma adaptação de quadrinhos da Marvel, em alta hoje em dia por causa de várias boas adaptações – só este ano já tivemos Thor e X-Men Primeira Classe. Mas, ok, o filme é da época que era raro ter um bom filme vindo de quadrinhos…

Pra quem acha que Howard, o Super Herói não serviu pra nada na história do cinema, li uma história curiosa no imdb. O produtor George Lucas estava cheio de dívidas, e apostou alto no filme. Com o fracasso comercial e o prejuízo na conta bancária, Lucas estava na pior. Seu amigo Steve Jobs fez então uma boa proposta pelo seu estúdio de animação por computador – que, anos mais tarde, virou a Pixar. Ou seja, o fracasso de Howard foi indiretamente responsável por filmes como Monstros S.A. e Wall-E.

Continuo fã de Howard, o Super Herói. Mas concordo que ele merece estar nas listas de piores.

Aterrorizada

Crítica – Aterrorizada

Para tudo! Tem filme novo do John Carpenter na praça!

Depois de colocar fogo em uma casa, Kristen (Amber Heard) é internada em uma instituição para doentes mentais, só com meninas da sua idade. Mas um fantasma insiste em assombrá-la.

Explico a empolgação do primeiro parágrafo: desde 2001 John Carpenter não dirigia um longa metragem. E, apesar de seu último filme ter sido meia bomba (Fantasmas de Marte), um cara com o currículo dele merece respeito. Afinal, estamos falando do diretor de Halloween, Christine – o Carro Assassino, Eles Vivem, O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York… Não são poucos os filmes bons na carreira!

Mas… Infelizmente, Carpenter ficou devendo. Aterrorizada nem é ruim, mas fica longe de seus melhores filmes…

Como falei, o filme não é ruim. Amber Heard (Fúria Sobre Rodas) faz um bom trabalho liderando o elenco, dividindo a tela com Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Lyndsy Fonseca e Jared Harris. O roteiro é “certinho”, alterna bons momentos de tensão com alguns sustos no meio. Os personagens são bem construídos, e a reviravolta no fim é bem sacada, apesar de não ser original.

O problema está aí, em não ser original. A gente já viu esse tipo de filme outras vezes. Como a trama é batida, o filme perde o interesse.

Do jeito que ficou, Aterrorizada está mais próximo de produções baratas pra tv a cabo do que dos clássicos “carpenterianos”. Pena…

Vida longa a John Carpenter! E que volte à velha forma!

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X-Men: Primeira Classe

Crítica – X-Men: Primeira Classe

Já que a onda atual é reboot, vamos ao reboot da franquia X-Men!

Nos anos 60, antes de Charles Xavier e Erik Lensherr usarem os nomes Professor X e Magneto, eles eram amigos, e trabalhavam lado a lado para reunir mutantes e treiná-los para defender o mundo de uma terrível ameaça. Diferenças entre o modo de cada um pensar os tornará os arqui-inimigos que todos conhecemos.

X-Men 3 – O Confronto Final (2006) e X-Men Origins: Wolverine (2009) não foram tão ruins quanto Batman Eternamente (95) e Batman & Robin (97), mas este X-Men: Primeira Classe pode ser tranquilamente comparado com o Batman Begins de 2005. Foi um excelente recomeço da franquia, um blockbuster daqueles que vai agradar tanto os fãs da franquia quanto os “leigos” apreciadores de bons filmes.

Bryan Singer, diretor dos dois primeiros X-Men, foi roteirista e produtor aqui. A direção ficou nas mãos de Matthew Vaughn (também roteirista, ao lado de mais 4 pessoas), o mesmo de Kick-Ass, um dos melhores filmes de 2010. Quando um cara faz um filme bom, costumo guardar o nome dele; se ele faz dois bons seguidos, já entra na minha lista de “diretores que precisamos prestar atenção”… 😉

Tudo funciona redondinho aqui. O roteiro, apesar de ter passado por várias mãos, é bem escrito. Existe um perfeito equilíbrio entre ação, tensão e drama, conseguimos viver os problemas dos personagens, e ao mesmo tempo temos cenas de ação de tirar o fôlego.

O bom elenco também ajuda. Michael Fassbender já tinha mostrado bons serviços em Bastardos Inglórios e Centurião; o mesmo podemos dizer sobre James McAvoy em O Procurado e O Último Rei da Escócia. E ambos estão bem juntos, no desafio que é interpretar personagens que foram de Ian McKellen e Patrick Stewart. Uma coisa muito legal aqui é a ausência de maniqueísmo: sabemos que ambos têm filosofias diferentes (tanto que se tornarão inimigos), mas eles estão lado a lado, e conseguimos “comprar” a ideia de cada um deles.

Fassbender e McAvoy não estão sozinhos. O elenco também conta com Jennifer Lawrence (Inverno da Alma), Rose Byrne (Presságio), Oliver Platt (Amor e Outras Drogas), January Jones (Desconhecido) e um inspirado Kevin Bacon, que faz um excelente  vilão cartunesco, o Sebastian Shaw. Ah, sim, para os fãs da franquia, rolam rápidas participações especiais não creditadas de dois atores dos primeiros filmes.

Falando nos primeiros filmes, talvez aqui esteja a única fraqueza de X-Men: Primeira Classe. Vemos explicações sobre algumas coisas que aparecem nos outros filmes – ou seja, quem não viu, vai ficar se perguntando “por que estão mostrando isso?”. Mesmo assim, gostei de ver coisas como a razão do Professor Xavier ser paraplégico.

A parte técnica também é muito bem feita. O filme se passa nos anos 60, a ambientação de época é perfeita. Os efeitos especiais estão na dose certa, e, pra completar a trilha sonora é muito boa, tanto na parte orquestral quanto na onda psicodélica sessentista.

Mais uma coisa: este filme é da Marvel, mas parece seguir uma linha paralela à que a Marvel traçando com Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América. Não rola nem a tradicional ponta de Stan Lee, nem a também tradicional cena depois dos créditos!

Tudo indica que este é o primeiro filme de uma nova série. Aguardemos para ver. Pelo menos o reboot da franquia começou bem.

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Top 10: Filmes com Teclados

Top 10: Filmes com Teclados

Quem viu a minha foto no Top 10: Favoritos do Heu, viu que gosto de teclados. Aproveitei e resgatei esta foto aí em cima, que estava no meu orkut (metade desses teclados não são mais meus!).

Faço parte de uma comunidade de tecladistas, a synth-br, uma lista de discussão no yahoogrupos. Lá, me sugeriram um Top 10 de filmes com teclados. Ideia difícil, mas, vambora!

A dificuldade aqui é lembrar de filmes onde teclados tiveram participações significativas. Acho que só dois títulos são óbvios na lista – os coloquei como os dois primeiros lugares da lista.

Para as outras oito posições da lista, acho que seria melhor classificar apenas como “filmes com teclados”. Não sei se será um Top 10 justo – tenho a impressão que me lembrarei de outros filmes assim que a lista for publicada.

Outra coisa: não estou usando exemplos com pianos. Tem MUITO filme com piano, às vezes como instrumento, às vezes como decoração (então não tem espaço para um filme como A Fera do Rock). E, seguindo este raciocínio, não vou citar filmes com órgãos e pianos elétricos (fiquei tentado em citar a cena de Ray onde ele usa um piano elétrico, ou algumas cenas de Irmãos Cara de Pau e com seus pianos e Hammonds…).

Mais uma coisa! Em vez de procurar imagens na internet, peguei cenas de cada um dos filmes, pra mostrar justamente onde aparece o teclado!

Enfim, vamos aos filmes.

10. Mestres do Universo (1987)

Ok, a adaptação do desenho do He-Man é ruim, até os fãs concordam. Mas a trama fala de um sintetizador que é uma chave cósmica que abre portas para outros mundos e dimensões. Além disso, vemos um raro Rhodes Chroma.


9. Howard, o Super Heroi (1986)

Reconheço que é um dos meus “guilty pleasures” – sou fã do filme, apesar de ver os vários defeitos. Mas serve pra lista, temos teclados em algumas cenas. Aqui, Howard toca em um MSQ-100, que está ao lado de uma Roland TR-707.

8. A Vingança dos Nerds (1984)

A cena da competição na parte final de A Vingança dos Nerds não usa exatamente um teclado. Mas Anthony Edwards, em um figurino que lembra o grupo Devo, usa uma bateria eletrônica Roland CR 5000.

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7. Alvin e os Esquilos (2007)

Jason Lee tem vários equipamentos em sua sala. Vemos um Roland D50,  um teclado encostado à direita, e um pequeno controlador à esquerda. E deve ter rolado um patrocínio da Roland, porque no fim aparece claramente um Fantom (segunda foto).

6. Monstros vs Alienígenas (2009)

Em uma clara citação a Contatos Imediatos do Terceiro Grau, o presidente americano usa teclado para o contato com os alienígenas. Um DX7 é usado para tocar o tema de Um Tira da Pesada.


5. O Fantasma do Paraíso (1974)

Nesta bizarra versão do musical O Fantasma da Ópera, dirigida por Brian De Palma, o Fantasma usa um fantástico modular Tonto (The Original New Timbral Orchestra).

4. Fama (1980)

O filme de Alan Parker mostra várias pessoas ligadas à música. Nesta cena, dá pra reconhecer um Arp 2600 e um Moog Minimoog, e parece que lá atrás tem um Arp Odissey. Não vi a refilmagem de 2009, não sei se tem teclados…

3. Letra e Música (2007)

Hugh Grant interpreta um ex astro pop que tocava em uma banda “one-hit-wonder” dos anos 80. No videoclipe ele usa um Yamaha DX7 e um Roland D50, os teclados mais famosos da década.

2. Curtindo A Vida Adoidado (1986)

Em Curtindo A Vida Adoidado, Ferris Bueler faz um uso engraçadíssimo de seu E-Mu Emulator II, utilizando-o para as suas maracutaias. O teclado faz o som de sua tosse ao telefone.

1. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)

Em Contatos Imediatos do Terceiro Grau, o contato com os alienígenas acontece de algumas formas diferentes, e uma delas é através da música. Os cientistas terrestres usam um ARP 2500 na famosa cena final.

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O Sobrevivente

O Sobrevivente

Aproveitei o fim de semana para rever o recente clássico oitentista O Sobrevivente, um dos melhores filmes de ação de Arnold Schwarzenegger.

Num futuro totalitário, Ben Richards (Schwarzenegger) é preso injustamente e acaba parando em um programa de tv ao vivo, onde prisioneiros, acompanhados por câmeras, têm que correr por suas vidas, enquanto são perseguidos por “Stalkers”, uma mistura de lutador de telecatch com assassino profissional, contratados pela emissora.

A ideia do filme dirigido por Paul Michael Glaser (que nunca fez outro filme à altura) é muito boa, ainda mais vista hoje em dia. Em 1987 ainda não existiam reality shows, comuns hoje em dia. Ok, ainda não temos mortes ao vivo, mas não duvido que a tv apresente isso em um futuro próximo. Outra coisa que parece bem atual é a manipulação da mídia para aumentar a audiência de programas de tv.

O roteiro de O Sobrevivente, baseado em um livro de Stephen King, é bem bolado e traz algumas frases bem legais e cheias de sarcasmo, como quando Richards corta um Stalker com uma moto-serra e diz “He had to split” (“Ele teve que partir”), ou enforca outro Stalker com arame farpado e diz “What a pain in the neck” (a expressão correspondente em português seria “Que pé no saco”, mas a tradução literal seria “Que dor no pescoço”); ou ainda quando o apresentador Damon Killian diz ao telefone “Give me the Justice Department, Entertainment Division” (“Me chame o Departamento de Justiça, Divisão de Entretenimento”).

Sobre o elenco, O Sobrevivente é daqueles filmes onde tudo é feito para o protagonista. Arnoldão está perfeito, grande, forte e canastrão na dose certa. O resto está lá apenas como coadjuvante: Yaphet Kotto (Alien), Maria Conchita Alonso (Predador 2) e Richard Dawson (veterano de programas de tv).

Os figurinos usados no programa são espalhafatosos, mas funcionam, justamente por se tratar de um programa de tv, combinam até com aquelas dançarinas que ficam fazendo coreografias bregas ao fundo do programa – como acontece nos Faustões da vida (detalhe: as coreografias são da Paula Abdul, muito antes de virar jurada de reality show!). Já não podemos dizer o mesmo sobre a parte tecnológica do filme, que envelheceu muito. Os gráficos exibidos nos computadores são tosquérrimos! E não é só isso, hoje, 24 anos depois da estreia do filme, estamos muito distantes de uma senha de segurança máxima de apenas cinco caracteres, ou de um código de barras que serve como passaporte pra pessoas diferentes.

Felizmente, isso não estraga o filme, que fica datado, mas nunca ruim. O Sobrevivente tem mais méritos do que falhas. Além dos bons diálogos e das boas cenas de ação, com violência na dose certa, outro destaque é a trilha sonora de Harold Faltermeyer, autor dos famosos temas de Um Tira da Pesada e Top Gun.

Hoje em dia O Sobrevivente tem cara de sessão da tarde. Mas ainda é um dos grandes filmes de ação dos anos 80!

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A Garota da Capa Vermelha

Crítica – A Garota da Capa Vermelha

A ideia era interessante: uma revisão adulta da história da Chapeuzinho Vermelho, sob a ótica dos filmes de terror, substituindo o Lobo Mau por um lobisomem. Mas aí resolveram colocar o projeto nas mãos de Catherine Hardwicke, a diretora de Crepúsculo. Aí, fica difícil, né?

Uma pequena vila medieval é atacada por um lobo. É chamado um especialista, o Padre Solomon, que traz uma revelação: não se trata de um lobo, e sim de um lobisomem, e que é um dos moradores da vila. Com este pano de fundo, acompanhamos uma jovem dividida entre dois rapazes: o amor de sua vida e o noivo que a família escolheu.

Olha, heu estava torcendo pra ser algo como Na Companhia dos Lobos, filme do Neil Jordan dos anos 80. Mas, infelizmente, A Garota da Capa Vermelha segue a linha água-com-açúcar de Crepúsculo, tem até um triângulo amoroso semelhante.

Quase nada funciona. O visual é até bem cuidado, lembra A Vila do Shyamalan (o que nãosei se é uma boa referência…), mas, hoje em dia, uma vila medieval precisaria ser mais “suja” – tudo é limpinho, as roupas são bonitas e os cabelos são bem cortados e bem penteados demais. Tem mais: na festinha da vila medieval rola festa com música eletrônica!

O roteiro é confuso, às vezes parece esquecer que era pra remeter à Chapeuzinho Vermelho, e vira uma história de terror no estilo “quem é o assassino”. Aí, de repente, do nada, o roteirista deve ter se lembrado, e incluiu uma cena forçada com o famoso diálogo “vovó, que olhos grandes…”. Nem lá, nem cá, é um completo desastre.

No elenco, acho que o único que se salva é Gary Oldman como o padre. Boas atrizes como Virginia Madsen e Julie Christie estão completamente desperdiçadas. E Amanda Seyfried precisa um dia fazer um grande filme, até agora ela parou no “quase”, em filmes como Mamma Mia, Boogie Oogie, O Preço da Traição ou Garota Infernal.

Enfim, o filme talvez agrade as menininhas fãs de Crepúsculo. Para o resto, é dispensável.

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Se Beber Não Case Parte II

Crítica – Se Beber Não Case Parte II

Vocês conhecem a expressão: “não se mexe em time que está ganhando”? Pois é o que acontece aqui. O diretor Todd Phillips fez quase uma refilmagem do seu Se Beber Não Case.

Vou repetir a sinopse que escrevi em setembro de 2009: “Quatro amigos vão para Las Vegas Tailândia para a despedida de solteiro o casamento de um deles. Só que, na manhã seguinte, quando acordam no meio de uma ressaca enorme, com um caos no quarto do hotel, descobrem que não se lembram de nada que aconteceu na noite anterior.”

O primeiro Se Beber Não Case foi um grande sucesso de crítica e de bilheteria. Personagens legais, atores com boa química, humor com um pé no politicamente incorreto e situações exageradas e divertidas foram a fórmula exata para uma das melhores comédias dos últimos anos. O problema é que a continuação segue exatamente a mesma fórmula! Tudo ficou meio previsível…

É tudo muito igual. No primeiro filme, são três amigos procurando o noivo. Agora, na continuação, o noivo é outro, mas são os mesmos três que passam o filme procurando. Alguns elementos foram trocados – sai o tigre, entra o macaco; sai o bebê, entra o velhinho. Mas é basicamente a mesma coisa.

A boa notícia é que quem curtiu o primeiro, provavelmente vai gostar desse. Se uma piada é boa, heu gosto de ouvir uma nova versão dela dois anos depois.

Heu admito que gosto de humor politicamente incorreto. Mas Se Beber Não Case Parte II pisa em um terreno perigoso: muitas piadas aqui são de mau gosto. O filme anda nessa linha tênue – como, por exemplo, Quem Vai Ficar Com Mary, dos irmãos Farrely. E, na minha humilde opinião, algumas das piadas passaram da linha da grosseria. Longe de mim defender o politicamente correto, mas algumas piadas foram over.

Sobre o elenco, só podemos elogiar. Bradley Cooper e Ed Helms estão bem, e Zach Galifianakis mostra mais uma vez que é o “esquisitão” perfeito do cinema atual. Ken Jeong ganha um destaque maior nesse filme, e ainda tem espaço pro sempre eficiente Paul Giamatti. Ah, sim, Mike Tyson faz uma participação especial lamentável.

(O macaquinho também merece ser citado, mas não sei se entra como “elenco”. Só sei que ele é responsável por alguns dos melhores momentos do filme.)

Se Beber Não Case Parte II mostra belas paisagens na Tailândia, e outras não tão belas assim no submundo de Bangkok. Foi uma boa opção, para sair das piadas óbvias de Las Vegas e seu lema “what happens in Vegas, stay in Vegas”.

Ainda não existe nada anunciado, mas não vou duvidar que em 2013 apareça uma teveirá parte. Onde será que eles vão, provavelmente na despedida de solteiro de Phil, personagem de Bradley Cooper?

p.s.: Bangkok não é bem retratada no filme. Será que o povo de lá se revoltou como alguns cariocas se revoltaram com Velozes e Furiosos 5?

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Um Jantar Para Idiotas

Um Jantar Para Idiotas

Crítica – Um Jantar Para Idiotas

Tim ambiciona um cargo mais alto em sua empresa. Para agradar o chefe, ele concorda em participar de um estranho jantar onde cada um tem que trazer um convidado esquisito. Logo depois, ele conhece Barry, que tem como hobby montar dioramas com ratos empalhados, e resolve convidá-lo.

Dirigido por Jay Roach, responsável pela trilogia do Austin Powers e pela série Entrando Numa FriaUm Jantar Para Idiotas é o novo filme de Steve Carell. Por um lado, Carell é talentoso e faz muito bem o que se espera dele; por outro lado, sabemos que ele é careteiro…

A trama é lugar comum, daquelas com a desnecessária lição de moral no fim. Isso cansa um pouco. Mas arrisco dizer que Um Jantar Para Idiotas vale a pena, nem que seja só pelo adorável e ao mesmo tempo odiavel trapalhão Barry de Steve Carell. Carell estava inspirado, e conseguiu construir um personagem cativante mas também insuportável. E os seus dioramas com os ratinhos empalhados também são muito legais.

No resto do elenco, Paul Rudd segura bem o posto de coadjuvante. Mas é Zach Galifianakis quem rouba a cena, nas poucas cenas que aparece – coincidência ou não, sempre junto de Carell. A cena do duelo mental é muito boa! Ainda no elenco, gostei de Jemaine Clement, que faz o bizarro artista plástico Kieran. E Chris O’Dowd, de FAQ About Time Travel, tem um papel pequeno como o espadachim cego.

O que mata é que a produção é “certinha” demais. Como falei antes, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Mas quem não se importar em ver um filme assim, pode se divertir com o “mala”.

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Top 10: Melhores Filmes Trash

Top 10: Melhores Filmes Trash

E vamos a mais uma sugestão do leitor DanielFGS: os melhores filmes trash!

Sou muito fã dos famosos trash movies. Lembro de uma edição do Festival do Rio com uma mostra inteiramente dedicada a esses filmes ruins. Vi pérolas sensacionais como Papai Noel Conquista os Marcianos e 2000 Maníacos. Vi Roger Corman passar ao meu lado, mas não fui na “sessão de gala” onde ele estaria, porque tinha ingresso comprado pra ver Cynthia – A Boneca do Diabo.

O trash é um conceito difícil de trabalhar. Afinal, é complicado definir o que é um filme trash. Muita gente confunde, e chama de trash qualquer filme de terror de baixo orçamento. Mas não é por aí, alguns nem são terror. E nem todo filme ruim é trash, às vezes é ruim mesmo.

Além disso, o conceito é muito subjetivo. Estamos falando do “melhor filme ruim”. Na minha humilde opinião, existem basicamente dois tipos de filmes trash. Existem produções propositalmente com cara vagabunda – o exemplo mais famoso é a Troma, uma produtora exclusivamente de filmes trash. O outro exemplo são os trashs involuntários, filmes ruins, mas tão ruins, que ficam divertidos. Costumo dizer que estes filmes transcendem: de tão ruins, viram bons.

A lista que segue tem ambos exemplos. Claro que tive que deixar coisa boa de fora, não pude citar os primeiros do Zé do Caixão, não entrou nada do Roger Corman, nenhum japonês ultra-gore, nada da onda recente de exploitation, só peguei um filme da Troma e um do Peter Jackson… Mas acho que é uma boa seleção.

Ou não. Tudo depende se você tem bom gosto. 😉

Vamos aos filmes…

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10. Hard Rock Zombies

Parece um filme ruim como muitos por aí. Mas tem um “plot twist” sensacional: em determinado momento, o vilão revela que é o próprio Hitler! E não para aí, o filme ainda tem anões, lobisomens, nazistas pervertidos sexuais e, claro, roqueiros zumbis.

9. As Sete Vampiras

O diretor brasileiro Ivan Cardoso (O Segredo da MúmiaUm Lobisomem na Amazônia) inventou uma expressão para classificar os seus filmes: “terrir”. As Sete Vampiras traz uma trama absurda e divertidíssima que envolve vampiros, mulheres seminuas e uma planta carnívora.

8. O Vingador Tóxico

O nerd local da cidadezinha cai num barril de lixo tóxico e vira um monstro super-heroi. Talvez o mais famoso filme da Troma, produtora especializada em filmes trash, de onde saíram pérolas como Tromeu e Julieta, Terror Firmer e Poultrygeist.

7. Manos The Hands Of Fate

História ridícula, atuação patética, edição toda errada, e por aí vai. Manos, The Hands Of Fate transcende duas vezes. Ele é tão ruim que fica bom, mas é TÃO RUIM que volta a ser ruim… Só recomendado àqueles de estômago forte.

6. Evil Dead

Hesitei muito em citar o genial Sam Raimi em uma lista dessas. Mas, ok, dou o braço a torcer: a trilogia Evil Dead é trash. É a prova que filme trash também pode ser bom, afinal, o primeiro Evil Dead, A Morte do Demônio, é um dos melhores filmes de terror da história!

5. Dark Star

Quase toda a filmografia de John Carpenter tem um pé no trash. Arriscaria dizer que é o ar trash que torna geniais filmes como Eles Vivem, Os Aventureiros do Bairro Proibido e Fuga de Nova York. Mas trash legítimo é o seu primeiro filme, este quase desconhecido Dark Star, uma ficção científica com efeitos risíveis.

4. Ataque dos Tomates Assassinos

Talvez o trash mais famoso por aqui, Ataque dos Tomates Assassinos parte de uma premissa sensacional: tomates se revoltam e atacam humanos. A falta de efeitos especiais é sensacional. Hoje estrela do primeiro escalão, George Clooney atuou na segunda parte do filme.

3.  Cinderela Baiana

Este é um dos casos de trash involuntário, afinal, acredito que a intenção era fazer um filme popular com uma dançarina famosa. Mas o filme é tão ruim, mas tão ruim, que ver Cinderela Baiana se torna uma experiência quase dolorosa. Absolutamente tudo no filme é um desastre.


2. Plano 9 do Espaço Sideral

Ed Wood foi tão cara de pau que pegou imagens aleatórias do recém falecido Béla Lugosi e misturou com cenas de outro ator cobrindo o rosto para o filme. É considerado o pior filme de todos os tempos por várias listas por aí, mas ainda acho que ele fez coisa pior, como Glen or Glenda – pelo menos Plan 9 é divertido.

1. Bad Taste – Náusea Total

Peter Jackson hoje é um cineasta respeitado, diretor de sucessos de bilheteria e dono de um Oscar de melhor diretor. Mas seu início de carreira na Nova Zelândia foi com filmes trash vagabundos e geniais. Fome Animal é melhor, mas Bad Taste –  Náusea Total é mais trash.

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Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Crítica – Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Não sei por que, nunca fui muito fã da série Piratas do Caribe. Vi todos os filmes no cinema, são bons filmes de aventura, mas, sei lá, não estava ansioso pelo quarto filme. Mas como amigos recomendaram, fui ao cinema ver qualé.

O capitão Jack Sparrow reencontra uma mulher do seu passado, que acaba o colocando em um uma corrida entre ingleses, espanhois e o temido pirata Barba Negra, atrás da Fonte da Juventude de Ponce de Leon.

É uma continuação, mas é também meio que um “reboot” da série. Alguns personagens foram trocados, assim como o diretor. Sai Gore Verbinski, que dirigiu os três primeiros (e recentemente fez a animação Rango), entra Rob Marshall, mas conhecido pelos musicais Chicago e Nine.

No elenco, o Jack Sparrow de Johnny Depp dividia o posto de protagonista com o casal formado por Keira Knightley e Orlando Bloom. Os dois não estavam agradando os fãs, então foram cortados – agora Depp tem espaço para brilhar sozinho. Não tenho nada contra Knightley e Bloom, mas é inegável que o carisma de Jack Sparrow é muito maior.

Mas Sparrow não está sozinho. O Barbossa de Geoffrey Rush também está ótimo, e foram introduzidos novos personagens para acompanhar Sparrow. Penelope Cruz e Ian MacShane funcionam bem como Angelina (um contraponto romântico para Sparrow) e Barba Negra. E Keith Richards volta em uma ponta, novamente como o pai de Sparrow (Depp nunca negou que se inspirou nos trejeitos de Richards para criar seu personagem).

São bons atores e bons personagens, mas o roteiro se estende demais por cenas desnecessárias, e o filme fica cansativo com suas duas horas e dezesseis minutos. Algumas sequências são muito boas, como a fuga de Sparrow no início do filme, ou toda a parte das sereias. Mas por outro lado, achei desnecessária a participação dos espanhois, pouco importantes para a trama; assim como o romance do novo casal, a sereia e o religioso -acho que eles devem voltar no provável próximo filme.

“Ué, próximo? Será que vai ter um quinto filme?” Rola uma cena depois dos créditos que deixa claro que existe a intenção de mais. Enquanto houver ouro pelas bilheterias dos sete mares, a franquia não vai morrer…

Enfim, vai divertir os fãs da franquia, e também quem curte um bom filme de aventura. Mas poderia ser melhor.

p.s.: Rola uma cena depois, mas definitivamente isso não é divulgado. Vi o filme no Via Parque, e fui o único dentro da sala de cinema até o fim dos créditos…

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