Os Agentes do Destino

Crítica – Os Agentes do Destino

Uêba! Filme novo baseado em Philip K. Dick!

Um jovem e promissor político (Matt Damon) se apaixona por uma bailarina (Emily Blunt), mas misteriosos forças, encarregadas do destino do mundo, fazem de tudo para separá-los.

O roteirista George Nolfi escolheu o conto “The Adjustment Team”, de Philip K. Dick, para a sua estreia como diretor. A história é interessante por levantar a pergunta: podemos desafiar o nosso destino? Quem nunca se questionou isso?

Pena que essa trama já é batida. A gente já viu outros filmes bem parecidos, como, por exemplo, Cidade das Sombras, onde alguns seres misteriosos controlam o destino dos humanos, até que um deles “acorda” e desafia a ordem vigente. Isso sem contar com o “fator Brilho Eterno“, onde um casal consegue driblar regras para ficar junto, mesmo que inconscientemente. (E nem estou falando dos Observadores da série Fringe!)

Mas, se a gente desligar este “detalhe”, Os Agentes do Destino é bem legal. A trama pode não ser novidade, mas o filme tem uma produção bem cuidada e tudo funciona redondinho. E a parte final tem um trabalho muito bem feito de edição, na a sequência das portas.

O elenco ajuda. Matt Damon e Emily Blunt são carismáticos, têm boa química e formam um belo casal. E Terence Stamp, o eterno General Zod de Superman 2, está bem como o Agente “bad ass”. Ainda no elenco, os pouco conhecidos Michael Kelly, Anthony Mackie e John Slattery.

Como falei lá em cima, Os Agentes do Destino é baseado em Philip K. Dick, autor de histórias que geraram vários filmes legais, como Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report, O Vidente, O Pagamento e O Homem Duplo (ok, alguns filmes legais, outros maomeno…). Como quase sempre a temática de K. Dick é ligada à ficção científica, acredito que muita gente pode se frustrar com Os Agentes do Destino, que tem um foco maior no romantismo do que na ficção científica. Ainda mais porque o trailer e o poster “vendem” o filme como se fosse ação à la Trilogia Bourne!

Mesmo não sendo novidade, Os Agentes do Destino é um bom programa. Principalmente para ver com a patroa – a Garotinha Ruiva gostou!

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Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Nude Nuns With Big Guns

Crítica – Nude Nuns With Big Guns

Quando vi Run! Bitch Run!, soube que o próximo filme do diretor Joseph Guzman se chamaria Nude Nuns With Big Guns – “Freiras Nuas com Armas Grandes”. Um filme com um nome desses é tentador, apesar da lembrança que Run! Bitch Run! foi um péssimo filme.

Uma freira é estuprada, drogada e prostituída por um grupo de padres corruptos e traficantes de drogas e pela gangue de motociclistas “Los Muertos”. Mas ela escapa da morte e jura vingança contra todos.

Falei que Run! Bitch Run! foi péssimo, né? Nude Nuns With Big Guns é pior. Sabe quando nada funciona? Nem pra rir o filme serve!

As atuações são pífias e os personagens, ridículos, como era de se esperar. Mas se isso fosse o único defeito, o filme ainda seria “assistível”. O roteiro é horroroso, e a edição torna o ato de assistir o filme uma experiência dolorosa. E a trilha sonora paupérrima só acentua o ritmo preguiçoso do filme.

Pra não dizer que nada se salva, ri uma única vez, quando a “mocinha” finalmente pega o “vilão” e arranca o seu órgão genital com um tiro. Se o filme fosse todo nesse clima, seria legal. Mas não é.

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez fizeram um bem ao cinema ao resgatar o espírito “exploitation”. Mas os dois têm talento para fazerem bons filmes com cara de vagabundos. Joseph Guzman não tem esse talento.

O fim do filme deixa um gancho para uma continuação. Recomendo fortemente: não!

Fujam para as montanhas!

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Machete
Hobo With a Shotgun
Um Drink no Inferno
À Prova de Morte

Top 10: Filmes com Viagens no Tempo

Top 10: Filmes com Viagens no Tempo

Uêba! Mais um Top 10! Hoje é dia de listar filmes com viagens no tempo!

A viagem no tempo abre opções muito interessantes para o roteiro de um filme. Por isso, nesta lista, privilegiei filmes que usam a viagem no tempo de maneira inteligente para fazer reviravoltas criativas. Assim, deixei de fora filmes como Evil Dead 3 e Austin Powers, que usam viagem no tempo, mas de uma maneira mais simples.

Quando fiz o Top 10 de melhores trilogias, tive um problema, porque cinco das trilogias já estavam garantidas nos primeiros lugares. Com filmes de viagens no tempo, rola um problema semelhante: se De Volta Para o Futuro não é o primeiro lugar, é uma lista errada! Mas, pelo menos, sobra espaço pra outros nove filmes…

(E mesmo assim, não couberam todos os filmes que heu queria. Tive que deixar de fora filmes como Timecop, Bill & Ted, Peggy Sue, Harry Potter 3, Alta Frequência, Dejavu, A Ressaca, Em Algum Lugar no Passado…)

Vamos aos filmes! Em ordem decrescente…

p.s.: Dei uma pesquisada em listas semelhantes pela internet e vi que várias incluem O Planeta dos Macacos. Mas heu não incluiria na categoria “viagens no tempo”, afinal, seria um grande spoiler. Da mesma forma, 13º Andar tem parte da trama em outra época, mas não é exatamente uma viagem no tempo…

p.s.2: Nessas pesquisas, descobri dois filmes que parecem ser bem legais, mas admito que nunca vi, então não posso colocá-los na lista. São Los Cronocrimes e Te Amarei Para Sempre (The Time Travelers Wife). Em breve estarão por aqui pelo blog…


10. A Máquina do Tempo (1960)

Clássico da ficção científica, mostra um cientista do século XIX que constrói uma máquina do tempo e viaja a um futuro distante para aprender o caminho da paz com a evolução dos homens. Teve uma refilmagem maomeno em 2002, prefira o original.

9. Donnie Darko

Donnie Darko parte da premissa que todos são portais. Algumas pessoas são capazes de acionar (psicologicamente) os próprios portais e viajar no tempo. Filme cult esquisitão, tem uma legião de fãs pela internet.

8. Frequently Asked Questions About Time Travel

Filme para a tv, pequena produção da BBC e da HBO, mostra um grupo de amigos que encontra uma falha temporal no banheiro do pub, e viajam para frente e para trás no tempo. Inúmeras referências nerds!

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/05/20/frequently-asked-questions-about-time-travel/

7. Bandidos do Tempo

Quando Deus criou o mundo, ficaram espalhadas várias falhas. Seis anões, que ajudaram na criação, roubam o mapa onde estão essas falhas, e saem viajando pelo tempo roubando coisas. Terry Gilliam já mostrava genialidade em um dos seus primeiros filmes pós Monty Python.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/12/28/bandidos-do-tempo/

6. Feitiço do Tempo

Sem nenhum motivo aparente, Bill Murray fica preso no tempo – toda manhã, ele acorda no mesmo dia. Hoje em dia, o filme dirigido por Harold Ramis pode ter cara de sessão da tarde, mas ainda traz um roteiro genial.

5. Star Trek IV – A Volta Para Casa

O capitão Kirk e seus companheiros voltam no tempo, até 1986, com o objetivo de encontrar baleias-jubarte para se comunicar com uma entidade alienígena. Um dos melhores filmes da franquia.

4. Efeito Borboleta

Usando a teoria do caos, o filme mostra um Ashton Kutcher com capacidade de voltar no tempo e alterar certos eventos da própria vida. Só que as consequências dos seus atos podem ser catastróficas.

3. Exterminador do Futuro

No futuro, num mundo pós-apocalíptico dominado por máquinas, um robô é enviado ao passado para matar a mãe do líder dos humanos, antes do cara nascer. Clássico, já teve 3 continuações e um seriado.

2. 12 Macacos

De novo Terry Gilliam, agora com uma de suas obras-primas. No futuro, pessoas são mandadas ao passado para tentarem consertar erros. Um dos melhores roteiros que já vi.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/07/12-macacos/

1. De Volta Para o Futuro

Sem dúvida, o melhor filme já feito sobre viagens no tempo. Digo mais: as aventuras de Marty McFly não fariam feio numa lista de melhores filmes – de qualquer estilo.

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Se você gostou do Top 10: Filmes com Viagens no Tempo, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas

Padre

Crítica – Padre

Num mundo pós-apocalíptico, devastado por uma guerra entre homens e vampiros, um padre guerreiro se rebela contra a Igreja e vai sozinho tentar resgatar sua sobrinha, sequestrada por um misterioso vampiro diferente.

Padre (Priest, no original) é mais um terror de visual estilizado baseado em quadrinhos. Isso não agrada a todos. Mas pra quem curte o estilo, é uma boa opção.

O diretor Scott Charles Stewart (Legião) se baseou na graphic novel coreana de Min-Woo Hyung para filmar um universo com padres que parecem guerreiros ninjas e uma Igreja dominadora como na Idade Média. Até os vampiros são diferentes aqui, são bicharocos gosmentos e sem olhos, nada se assemelham com os vampiros clássicos do cinema.

O visual do filme é muito legal, tem até espaço para uma abertura em animação feita por Genndy Tartakovsky, lembrando história em quadrinhos. O filme parece um faroeste futurista misturado com filme de terror e com uma pitada de ficção científica, cheio de cenas de ação com efeitos em câmera lenta. Rolam cenários grandiosos e maneiríssimos – tudo bem, deve ser tudo digital, mas o resultado ficou muito bom. O mesmo podemos dizer sobre os eficientes efeitos especiais – gostei da explosão no fim. O 3D é bem utilizado, diferente de outras produções recentes.

O roteiro tem coisas boas e ruins. A cidade com prédios à la Blade Runner e sua sociedade totalitaria comandada pela Igreja é um dos acertos. Por outro lado, achei os personagens rasos demais, senti falta de algo mais sólido na sua construção. E um detalhe me incomodou – comento depois dos avisos de spoilers leves.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se a única fraqueza dos vampiros era ter que fugir do sol, por que só tinha um “humano-vampiro”?

FIM DOS SPOILERS!

O elenco está ok, afinal, este é o tipo de filme onde os atores têm pouco espaço se destacar. Talvez o vilão de Karl Urban (Viagem do Medo) esteja caricato demais,  mas o resto funciona: Paul Bettany (O Turista), Cam Gigandet (Pandorum), Maggie Q (Operation Endgame), Christopher Plummer (Dr. Parnassus), Brad Dourif e Lily Collins, com Stephen Moyer (True Blood) e Mädchen Amick fazendo uma participação especial.

No fim, Padre é legal, mas ficamos com a sensação de que poderia ser melhor.

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13 O Jogador

Crítica – 13 O Jogador

Um jovem com problemas financeiros assume a identidade de um homem morto por overdose, e acaba envolvido em um proibido torneio de roleta russa, com direito a apostas e prêmios milionários.

A premissa de 13 O Jogador é interessante – o torneio ultra secreto de roleta russa. O filme funciona bem até o meio, quando começa a escorregar, e o fim quase põe tudo a perder.

13 O Jogador é uma refilmagem de 13 Tzameti, filme francês realizado pelo mesmo diretor russo Géla Babluani. O roteiro original foi escrito por ele, que contou com uma parceria para o roteiro da refilmagem. Não vi o original e fiquei curioso – será que tem um fim melhor que esse?

A construção do clima do torneio é bem legal. Os personagens são bem escritos, tanto os competidores quanto os apostadores. O personagem de Michael Shannon é insuportável, mas acho que era pra ser assim…

O elenco é impressionante. O protagonista é o quase desconhecido Sam Riley (que foi Ian Curtis, do Joy Division, em Control), mas o time de coadjuvantes conta com nomes como Jason Statham, Mickey Rourke, Ben Gazarra, Michael Shannon, Ray Winstone e Emmanuelle Chriqui. Todos têm papeis pequenos, pra vocês verem como o elenco é estranho, tenho a impressão que Alexander Skarsgård, o vampiro Eric de True Blood, tem um papel maior que a maior parte desses nomes.

Fiquei curioso, mas não sei se vou ter paciência de procurar o original. 13 O Jogador é legal, mas não me empolgou tanto assim…

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Reencontrando a Felicidade

Crítica – Reencontrando a Felicidade

Um casal tenta reconstruir a vida depois de perder o filho de quatro anos, morto atropelado.

Confesso que tinha dois receios para ver este filme. Um receio cinematográfico (pé atrás com o diretor John Cameron Mitchell), outro receio pessoal.

Vou abrir um “cantinho do desabafo” aqui. Este assunto é muito delicado pra mim. Minha filha mais velha nasceu com problemas cardíacos, e faleceu em 2003, com os mesmos quatro anos que o garoto do filme tinha. É sempre difícil pra mim ver um filme com o tema “morte de filho”. É complicado fazer uma crítica, porque o emocional sempre fala alto. Dito isso, posso dizer que entendo tudo o que Becca, a personagem de Nicole Kidman, está passando. Me vi na tela diversas vezes. Compartilho com Becca vários questionamentos, inclusive religiosos. Dá pra se escrever uma crítica assim? Bem, vou tentar…

Antes de tudo, preciso falar que o meu receio cinematográfico era infundado. Meu pé atrás com John Cameron Mitchell é porque o seu Hedwig é muito irregular, e o seu Shortbus pode até ser divertido, mas é uma grande picaretagem. Mas aqui ele faz um belo trabalho. Reencontrando a Felicidade é um filme sensível e bonito, dentro do que o assunto permite.

O roteiro, escrito por David Lindsay-Abaire (baseado na sua própria peça), é muito eficiente ao apresentar os traumas que afligem o casal. A história é triste, triste, mas em momento nenhum o filme é monótono.

O elenco é um dos pontos fortes do filme. Nicole Kidman arrebenta, foi até indicada para o último Oscar por este papel. Aaron Eckhart não fica pra trás, também está bem seguro como o pai que quer seguir com a vida. Ainda no elenco, Diane Wiest, Miles Teller e Sandra Oh.

Preciso ainda falar do título em português. Onde diabos está a tal felicidade? O garoto morreu, a família está caindo aos pedaços… Abaixo os nomes inventados!

Não tenho condições de recomendar este filme para ninguém. Mas admito que foi uma experiência forte.

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Nosso Lar

The Roommate

Crítica – The Roommate

Você viu Mulher Solteira Procura? Ou o recente Chloe – O Preço da Traição? Ou ainda Atração Fatal, Assédio Sexual, A Mão que Balança o Berço? Então você já viu The Roommate.

Sara vai para a faculdade, e sua nova colega de quarto (a “roommate” do título) se revela um pouco obsessiva demais, beirando a psicopatia.

The Roommate é apenas mais um filme de “mulher desequilibrada que vira psicopata com instintos assassinos”. A diferença para os filmes citados no primeiro parágrafo é que aqui não rola nada de nudez…

Acho que a ideia dos realizadores era se basear no elenco, com meninas  novinhas e bonitinhas vindas da tv. A dupla central é formada por Leighton Meester (do seriado Gossip Girl) e Minka Kelly (do seriado Friday Night Lights). Minka, que faz a boazinha Sara, é apenas mais do mesmo; Leighton, na pele da insana Rebecca, tem mais chances de mostrar algo – mas mesmo assim, nada que impressione. Ainda no elenco, Cam Gigandet, Alyson Michalka, Daneel Harris e Billy Zane.

O filme em si nem é ruim, mas o problema é que a trama é tão batida que a gente consegue adivinhar tudo o que vai acontecer. Mas pode ser uma opção para os menos exigentes, pelo menos a produçao e bem cuidada…

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E Aí Hendrix?

E Aí Hendrix?

Já falei antes aqui no blog, não sou muito fã de documentários. Meu interesse no documentário é proporcional ao meu interesse no assunto tratado. Pra minha sorte, gosto do assunto de E Aí Hendrix?!

O documentário de Pedro Paulo Carneiro e Roberto Lamounier fala, claro, sobre o Jimi Hendrix. Liderada pela cantora Pitty, uma equipe foi até Londres, entrevistou contemporâneos do guitarrista, visitou lugares históricos (relacionados a Hendrix) e assistiu um show cover, feito por John Campbell e a banda Are You Experienced. Entremeando o “diário de bordo de Londres”, vemos trechos de  entrevistas com gente como Roberto Frejat, Pepeu Gomes, Robertinho do Recife e Davi Moraes.

O documentário não é careta. Alguns detalhes que poderiam ser classificados como defeitos técnicos dão ao filme um charme irresistível, coisas como tomadas não convencionais, câmera trêmula, ruídos no áudio – aparece o reflexo do diretor em uma tela de computador, durante uma entrevista por skype!

Uma decisão acertada dos realizadores, na minha humilde opinião, foi manter o foco apenas na música, sem mencionar nada da sua conturbada relação com as drogas. Se bem que o filme podia explicar um pouco – a Garotinha Ruiva estava comigo, e me perguntou como Hendrix morrera…

Em alguns momentos, a edição podia enxugar um pouco o filme. Por exemplo, achei o “momento Purple Haze” longo demais. Aliás, de um modo geral, rolou um excesso de imagens do cover de John Campbell. O cover é legal, mas acredito que seria mais interessante vermos mais imagens de arquivo.

Não sei se E Aí Hendrix? será lançado, o circuito para documentários é algo complicado hoje em dia. Mas vale a pena para quem curte este que foi um dos maiores guitarristas da história!

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Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio

Crítica – Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio

Estreou a nova polêmica envolvendo o Rio!

Neste quinto filme da franquia, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) fogem para o Rio de Janeiro. Enquanto tramam um golpe milionário contra o mega traficante (português!) Hernan Reyes (Joaquim de Almeida), são perseguidos pelo agente do FBI linha dura Luke (Dwayne Johnson).

Antes de falar do filme, vou falar da tal polêmica. Muita gente aqui no Brasil ficou ofendida com o modo como o Rio é mostrado. Bem, meus comentários:
1- As pessoas reclamam, mas… É mentira? Se os bandidos não tivessem tomado conta das favelas, por que precisa de uma polícia “pacificadora” dentro da favela – as UPPs? E mais: tem muita gente graúda por trás dos bandidos, todo mundo sabe disso.
2- Ok, é “feio” admitir que aqui no Brasil a bandidagem toma conta. Mas… Tropa de Elite 2 não fez exatamente a mesma coisa? Por que é legal falar bem de um, mas é errado falar mal do outro?
3- O Rio de Janeiro tá na moda. E entrou definitivamente no rol das cidades mais famosas do mundo. Quantas vezes a gente vê filmes que se passam em cidades como Londres, Paris ou Nova York, mas que não se preocupam em retratar o local com a precisão de um morador? Gente, Velozes & Furiosos 5 é uma produção estrangeira! A única brasileira no “time principal” é a Jordana Brewster, que construiu carreira em Hollywood!

Vamos ao filme…

Velozes & Furiosos 5 é um excelente filme de ação. Não faria feio em uma lista de melhores filmes de ação dos últimos anos. Pancadaria, tiros, explosões, perseguições de carro e à pé, tudo em boas quantidades – o cardápio do filme é bem servido.

O Rio de Janeiro é cenário. E, olha, ficou muito bom – a cidade, que é uma das mais bonitas do mundo, foi muito bem fotografada através das lentes do diretor Justin Lin (o mesmo do filme anterior), que usou tomadas aéreas e terrestres, pegando ângulos turísticos e não turísticos – rola uma perseguição na favela que lembra o parkour de B13 – 13º Distrito. Aliás, li que parte das filmagens fora feitas em Porto Rico – isso deve explicar porque não consegui reconhecer as ruas da perseguição final. E aquela ponte não é a Rio-Niteroi, a Rio-Niteroi tem quatro pistas pra cada lado, aquela só tem duas…

O roteiro não é perfeito, tem suas inconsitências e seus furos. O objetivo não é um roteiro redondinho, e sim ação de tirar o fôlego. Para tal, vemos algumas sequências absurdas – aquele cofre sendo arrastado ia acabar atropelando pedestres inocentes! Mas nada grave, apenas relaxe e curta a adrenalina.

O elenco é acima da média. O quarteto incial voltara no filme anterior, mas a personagem da Michelle Rodriguez morreu. Então, aqui só temos Vin Diesel, Paul Walker e Jordana Brewster. Mas o elenco teve reforços legais, como Dwayne “The Rock” Johnson, Elsa Pataky e o português Joaquim de Almeida. E, pra completar, voltaram outros atores que já tinham participado da franquia, como Matt Schulze (do primeiro filme); Tyrese Gibson e Ludacris (do segundo); Sung Kang, Tego Valderon e Don Omar (do terceiro); e a bela Gal Gadot (do quarto) – ou seja, prato cheio pros fãs da franquia.

Comentários irônicos sobre o elenco:
– O The Rock deve ter deixado o cavanhaque crescer pra ninguém confundir ele com o Vin Diesel. Tudo bem que o Rock é muito mais forte que o Diesel, mas, afinal, são dois grandalhões carecas…
– Acho que foi a primeira vez que vi a Jordana Brewster falando português! E já tinha a visto em outros seis filmes!
– O Tego Leo não é igual ao Gil Brother, do Hermes e Renato? 😛

Teve uma coisa que não gostei: os gringos falando português. Dá pra ver que tinha alguém pra ensinar as falas, incluindo as gírias. Mas, pelo menos pra nós brasileiros, ficou muito forçado, como naquela cena antes do pega, debaixo daquele novo viaduto da linha 2 do metrô (os pegas são na Radial Oeste?). Custava muito ter contratado uns brasileiros em papeis pequenos?

O mesmo comentário vai pra Joaquim de Almeida. Gosto do cara, ele fez 24 Horas, Perigos Real e Imediato, A Balada do Pistoleiro, mas… Um português como o chefe da contravenção carioca? Forçou a barra… Tá cheio de ator brasileiro bom e disponível pra um papel desses!

Enfim, os críticos sérios torcerão o nariz. Os patriotas cegos idem. Mas se você curte um bom filme de ação e quer ver que o Rio de Janeiro continua lindo, Velozes & Furiosos 5 é a pedida!

Ah, sim, importante, rola uma cena durante os créditos. Pela cena, com certeza, teremos um Velozes e Furiosos 6, por dois motivos: um é a Eva Mendes em um “papel gancho”; a outra é impossível de falar sem spoilers… Mas fica a dica: aguarde a cena!

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Se você gostou de Velozes & Furiosos 5, o Blog do Heu recomenda:
Velozes e Furiosos 4
Corrida Mortal
Tropa de Elite 2
B13 – 13º Distrito

Tudo Novo de Novo

Crítica – Tudo Novo de Novo

No início, este blog era só sobre filmes. Mas depois comecei a falar também de séries. Será que tem espaço pra série nacional?

A arquiteta Clara (Julia Lemmertz), recém separada, com dois filhos, um de cada ex-casamento, começa a se relacionar com o engenheiro Miguel (Marco Ricca), separado e com uma filha. Eles tentam formar uma nova família, incluindo todas as confusas ramificações de ex-cônjuges e meio-irmãos.

(Lembrei da excelente música “Kit-Homem“, do Nervoso e Seus Calmantes, que fala justamente desta atual situação da família brasileira. O cara que se separa e começa uma nova relação traz consigo um “kit”…)

Antes de falar de uma série da Globo, preciso avisar que não vejo novelas, nunca. Não saco NADA de novelas, então aqui não vai rolar nenhuma comparação com estilos e técnicas usadas pelos folhetins diários tão adorados pela população brasileira!

Tudo Novo de Novo foi uma minissérie de 12 capítulos, de aproximadamente meia hora cada, feita pela rede Globo em 2009. Não sei se todo mundo vai achar o tema interessante, mas heu, que vivo com filhos de dois casamentos diferentes, gostei da ideia.

Tudo Novo de Novo tem seus bons momentos, apesar de às vezes o roteiro cair nos clichês de comédias românticas – rola muita “tempestade em copo d’água”, muitos dos conflitos apresentados seriam facilmente resolvidos com simples diálogos. Mas, no geral, o roteiro funciona bem, a trama não cansa e deixa a gente com vontade de ver logo o próximo capítulo.

O elenco foi bem escolhido. Julia Lemmertz e Marco Ricca estão bem como o casal cheio de “bagagem”. No elenco de apoio, ainda tem Guilherme Fontes, Vivianne Pasmanter, Irene Ravache, Arieta Corrêa e Marcelo Szpektor, e as crianças Poliana Aleixo, Daniela Piepszyk e Felipe Santos. Aliás, o elenco infantil é um dos pontos fracos da série – o menino Léo tem alguns diálogos ótimos, mas o ator é tão fraquinho…

Heu também tenho uma crítica sobre os sotaques. Atores cariocas com sotaque do Rio, paulistas com sotaque de São Paulo. A menina tem sotaque paulista, e mora com o irmão, com sotaque carioca. Por que é tão difícil aqui no Brasil as pessoas se preocuparem com algo tão simples?

Por outro lado, a série abusa (no bom sentido) das belas paisagens cariocas. Um dos cenários é uma obra no início da Barra, rolam várias cenas panorâmicas aproveitando a alvorada ou o por do sol. Outra coisa legal: em tomadas internas, frequentemente a fotografia colocava algum objeto perto da câmera e deixava a ação em segundo plano – maneira interessante de colocar o espectador sob um ponto de vista voyeurístico.

Não sei se a Globo pretende reprisar a série. Mas já existe em dvd.

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Os Normais 2
Divã
Três Vezes Amor