Sem Limites

Crítica – Sem Limites

Sem Limites parte de uma premissa muito interessante: o que faria uma pessoa com capacidade de usar 100% do cérebro? E o resultado final ficou muito legal. Mas alguns furos no roteiro impediram o filme de ser ainda melhor.

Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor em crise criativa. Por um acaso do destino, ele experimenta o NZT, uma droga experimental que lhe permite usar a capacidade total do cérebro, diferente dos 10 a 20% habituais. Com isso, Eddie vira um gênio em tudo. Mas tem que tomar cuidado com as armadilhas que aparecerão.

Vamos primeiro ao que funciona no filme dirigido por Neil Burger (O Ilusionista). A edição, combinada a eficientes efeitos especiais, deu a Sem Limites um visual incrível. Rolam uns travellings alucinantes (um deles durante os créditos iniciais) que deixam o espectador tonto, mesmo sem usar efeitos no estilo 3D. E os efeitos funcionam perfeitamente pra ilustrar o poder da droga tomada por Eddie – até a cor do filme muda.

O elenco também está bem. Aos poucos, Bradley Cooper se firma como estrela hollywoodiana. Há pouco ele era um desconhecido no elenco de Se Beber Não Case; agora ele tem no currículo um dos papeis principais de Esquadrão Classe A e ainda contracenou com Julia Roberts em Idas e Vindas do Amor e com Sandra Bullock em Maluca Paixão. E o filme tem um coadjuvante de luxo, Robert de Niro. Ainda no elenco, Abbie Cornish, também em cartaz com Sucker Punch, e uma ponta de Anna Friel.

Agora vamos falar das falhas no roteiro. Mas, antes, os avisos de spoiler!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

São vários pontos:
– Às vésperas de uma grande reunião, Eddie não deixaria os comprimidos longe.
– Por que diabos ele não pagou o agiota russo?
– Se ele ficou tão inteligente a ponto de aprender piano e línguas estrangeiras quase automaticamente, por que não ele mesmo tentar fabricar a pílula? Precisava contratar um laboratório?
– Heu não tomei nenhuma pílula, e sabia que o agiota russo não ia parar. Só se morresse. Por que ele não contratou os seguranças pra matar o cara?
– O apartamento novo era um bunker. Não ia ser tão fácil de entrar! Um apartamento daqueles ia ter ligações diretas com a delegacia mais perto!
E por aí vai…

FIM DOS SPOILERS!

Mesmo assim, Sem Limites é um bom filme, uma boa opção em cartaz nos cinemas.

Se você gostou de Sem Limites, o Blog do Heu recomenda:
Esquadrão Classe A
O Enviado
Substitutos

Top 10: Filmes Estrangeiros Que Fazem Referência ao Brasil

Top 10: Filmes Estrangeiros Que Fazem Referência ao Brasil

Com a estreia da animação Rio, e o anúncio que Velozes e Furiosos 5 e o último Crepúsculo foram filmados aqui, resolvi fazer um Top 10 com filmes gringos ligados ao Brasil de alguma forma. Serve qualquer coisa, desde que tenha algo relativo ao Brasil!

Não me esqueci de filmes como Turistas, Orquídea Selvagem e Anaconda. Mas a ideia de “Top 10” é escolher os melhores filmes. O dia que um filme desses entrar numa lista de melhores, tenho medo dos piores! 😛

Como sempre, lembrando dos outros Top 10 já publicados aqui: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds, melhores filmes da década de 00, filmes de vampiro, melhores diabos, cenas de sexo esquisitas, ficção cientifica ou não ficção científica, filmes de vingança e marcos nos efeitos especiais. Visitem!

Em ordem decrescente…

10. Um Dia a Casa Cai

Antes de ser um ator “sério”, com dois Oscars, Tom Hanks fazia comédias descompromissadas. Neste Um Dia a Casa Cai, rola um casamento no Brasil, falado em espanhol!

9. O Incrível Hulk

O início da versão dirigida por Louis Leterrier foi filmado no Rio, na favela Tavares Bastos, e na trama, se passa na Rocinha. Esse foi filmado aqui e se passa aqui! Edward Norton e Tim Roth vieram filmar aqui; mas Liv Tyler não veio… 🙁

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/15/o-incrivel-hulk/

8. Os Mercenários

O filme que reúne Stallone, Schwarzenneger, Bruce Willis, Mickey Rourke, Eric Roberts, Jason Statham e Jet Li se passa num país imaginário, mas foi filmado no Rio e em Mangaratiba.

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/08/18/os-mercenarios/

(Sim, na foto, Stallone está recebendo uma camisa do Fluminense FC!)

7. Fitzcarraldo

Werner Herzog dirigiu um Klaus Kinski alucinado, que transpõe morros e matas com um grande barco fluvial. O filme se passa no Peru, mas foi filmado boa parte na Amazônia brasileira, com alguns atores daqui, como José Lewgoy, Grande Otelo e Milton Nascimento.

6. Stigmata

O filme estrelado por Patricia Arquette, Gabriel Byrne e Jonathan Pryce começa no Brasil, na fictícia cidade Belo Quinto. Como era padrão hollywoodiano na época, os atores não falam português direito…

5. Feitiço do Rio

Dois amigos vêm passar as férias no Rio e trazem com eles as filhas adolescentes. Um deles começa um caso com a filha do outro. Michael Caine estrela ao lado de uma Demi Moore novinha, fazendo topless nas praias cariocas.

4. 007 Contra o Foguete da Morte

Na 11º aventura do agente secreto 007, lançada em 1979, James Bond vem parar no Rio. Tem uma famosa cena no bondinho do Pão de Açúcar onde ele enfrenta o grandalhão vilão Jaws – que chega a romper um dos cabos de aço do bondinho com seus dentes de ferro!

3. Interlúdio

Neste filme de Alfred Hitchcock, de 1946, estrelado por Cary Grant e Ingrid Bergman, um agente do governo americano chantageia a filha de um nazista, para forçá-la a espionar um agente alemão que mora no Rio de Janeiro.

2. A Rede Social

Um dos personagens principais de A Rede Social, um dos melhores filmes do ano passado, é o paulista Eduardo Saverin. Ok, o ator é gringo, e não rola nada em português. Mas o cara é brasileiro!

1. Brazil, o Filme

Diz a lenda que Terry Gilliam estava ouvindo Aquarela do Brasil quando teve a inspiração para este fantástico filme – que não tem nada a ver com o Brasil, só o nome, a trilha sonora, e, talvez involuntariamente, a burocracia.

Rare Exports – A Christmas Tale

Crítica – Rare Exports – A Christmas Tale

Gostei tanto de The Troll Hunter, um filme de terror norueguês, que me empolguei pra ver Rare Exports – A Christmas Tale, um filme de terror finlandês!

Às vesperas do Natal, uma misteriosa escavação arqueológica acontece nas montanhas Korvatunturi, na Finlândia. Logo, crianças começam a desaparecer, e um estranho elfo é capturado por caçadores de renas.

Rare Exports – A Christmas Tale não é tão bom, mas tem mais acertos que erros. A atuação de Onni Tommila como Pietari, o jovem heroi, é muito boa. As paisagens na neve e a ambientação gelada – afinal, é natal na Finlândia – também são pontos positivos.

(Aliás, é curioso reparar detalhes nas diferenças entre Hollywood e o cinema europeu. Os elfos estão todos pelados!)

Por outro lado, o clima é demasiado lento, as coisas demoram a acontecer, e isso num filme de apenas uma hora e vinte! E teve uma coisa que definitivamente não gostei. Mas antes, os tradicionais avisos de spoiler…

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

O filme levanta um enorme suspense em torno do “Papai Noel do mal”. O jovem Pietari até cita o “Papai Noel da coca-cola” como o Papai Noel “errado”. E, na hora de mostrá-lo, não mostra nada. Fiquei imaginando como seria o filme com o Papai Noel “badmotherf$#@cker” botando pra quebrar!

FIM DOS SPOILERS!

Mesmo assim, Rare Exports – A Christmas Tale ainda vale ser assistido. Afinal, não é todo dia que podemos ver filmes de terror nórdicos por aí, né?

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Se você gostou deRare Exports – A Christmas Tale, o Blog do Heu recomenda:
A Substituta / Vikaren
Santa’s Slay
The Troll Hunter / Trolljegeren

Game Of Thrones

Crítica – Game Of Thrones

Nova super produção da HBO!

Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de George R.R. Martin. Ambientada na Idade Média, nas míticas terras de Westeros,  Game Of Thrones conta a história de famílias que lutam pelo poder, em tramas cheias de intrigas políticas e sexuais.

Game Of Thrones tem um problema. A adaptação literária traz uma enorme quantidade de personagens. A longo prazo, isso pode ser interessante, mas, por agora, no episódio piloto, é muita gente a ser apresentada em aproximadamente uma hora. Quem não leu o livro (meu caso) fica um pouco perdido com a enxurrada de personagens. Mas nada que não se resolva ao longo de 10 capítulos.

O elenco não traz muitos nomes famosos. Acho que o único grande nome é Sean Bean, o Boromir de Senhor dos Anéis, e, talvez, Lena Headey, protagonista da série Terminator – Sarah Connor Chronicles. O resto é desconhecido, mas ninguém compromete.

A produção é impecável, aliás, como era de se esperar em uma produção na HBO. Assim como acontece normalmente com as séries da HBO (Roma, Band of Brothers), eles não economizam em “detalhes” como cenários e figurinos. O visual da série enche os olhos.

Outra característica da HBO está presente: Game Of Thrones tem muita violência e muita nudez. Não é recomendado para menores!

Já saíram os episódios 2 e 3 – heu que estou atrasado e ainda não vi. Ainda é cedo para imaginar o fim da série, mas podemos afirmar que começou bem!

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1066 – The Battle For Middle Earth
Spartacus: Blood and Sand
True Blood – Terceira Temporada

Sucker Punch – Mundo Surreal

Crítica – Sucker Punch – Mundo Surreal

Oba! Filme novo do Zack Snyder (300, Watchmen) em cartaz nos cinemas!

Uma jovem garota, logo após perder a mãe, é internada em um hospício pelo padrasto. Lá, ela imagina uma realidade alternativa e usa isso como refúgio.

Filme do Zack Snyder, com várias meninas frágeis e bonitinhas, vestidas com muitos decotes, e empunhando espadas de samurai e armas de grosso calibre, em cenários viajantes e maneiríssimos, num roteiro que parece montado como fases de videogame? É, esse é um daqueles filmes que se tornam obrigatórios!

A história? Ué, precisa? Releia o parágrafo acima… 😉

O que chama a atenção em Sucker Punch – Mundo Surreal é o visual. Zack Snyder é um artesão de imagens, cada cena, cada ângulo, cada fotograma tem o visual bem cuidado. Uma exposição fotográfica com stills do filme já seria interessante de se ver.

Isso inclui todos os detalhes do filme. Cenários, figurinos, até as cores vistas na tela são pensadas para contribuir com o efeito – as cenas no “mundo real” têm cores diferentes daquelas nos “mundos imaginários”.

A história não é lá grandes coisas, inclusive, não gostei do fim do filme (apesar de achar interessante a mudança de foco). O objetivo do roteiro parece ser conseguir encaixar todas as cenas de sonho, que passeiam por diversos estilos, como filme de kung fu, guerra, fantasia e ficção científica. Assim, o filme consegue ter espaço para brigas de espadas, castelos com orcs e dragões e exércitos de zumbis nazistas.

(E, já que falei de vários estilos diferentes, durante os créditos rola um número musical, cantado pelos atores Oscar Isaac e Carla Gugino…)

Outra coisa que precisa ser citada é o bom uso da trilha sonora. As músicas em si não são nada demais, são músicas pop comuns. Mas existe uma perfeita sintonia entre som e imagem, como pouco visto no cinema hoje em dia. Melhor que muito videoclipe!

No elenco, nenhum nome do primeiro escalão. Ninguém faz feio, mas também ninguém será lembrado por grandes atuações neste filme. Das cinco meninas principais, talvez a mais famosa seja Vanessa Hudgens, estrela dos três High School Musical. Além dela, Emily Browning (O Mistério das Duas Irmãs), Abbie Cornish (Sem Limites), Jena Malone (Na Natureza Selvagem) e Jamie Chung (Gente Grande). Além deles, Jon Hamm e os já citados Oscar Isaac e Carla Gugino. E um papel menor e bem legal de Scott Glenn como o “homem sábio”.

Com mais forma do que conteúdo, Sucker Punch – Mundo Surreal não vai agradar a todos. Mas é imperdível para quem curte um bom visual!

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Watchmen
Scott Pilgrim Contra o Mundo
Alice no País das Maravilhas

Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles

Crítica – Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles

Depois do fraco Skyline – A Invasão, finalmente chegou “o outro filme de invasão alienígena”.

A trama é simples: alienígenas invadem o planeta e “botam pra quebrar”, e forças militares tentam se defender. Simples e eficiente.

Vou explicar a comparação feita no primeiro parágrafo. Os realizadores de Skyline – A Invasão trabalharam nos efeitos especiais de Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles, e as duas tramas são muito parecidas – invasão alienígena em Los Angeles. Rolou até um processo, mas não sei que fim levou a história.

O filme não perde tempo com enrolação, a ação começa logo de cara. Isso é bom, nem sempre precisamos nos aprofundar nos personagens, quando o objetivo é ver tiros e explosões em cima de e.t.s!

Mas, para curtir o filme, precisa ter boa vontade com o roteiro, extremamente previsível. A gente consegue antever metade do filme: o novato que vai matar o primeiro extra-terrestre, o helicóptero que vai ser derrubado, o soldado revoltado com o superior, etc. E, pra piorar, ainda rolam alguns elementos completamente dispensáveis, como as crianças insuportáveis e aquele dramalhão desnecessário na base aérea.

Sabendo “desligar” esses “detalhes”, Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles é um bom filme. As cenas de ação são muito boas, os alienígenas são convincentes e os efeitos especiais são muito bem feitos.

O competente Aaron Eckhardt lidera um elenco com poucos rostos conhecidos. Pra não dizer que não tem mais gente famosa, Michelle Rodriguez e Bridget Moynahan têm os principais papeis femininos.

O fim do filme é talvez um pouco abrupto demais. Mas este é o tipo do filme que pode ter continuações, o subtítulo brasileiro dá essa dica, ao chamar de “batalha de Los Angeles”. Não vou achar estranho ver em breve outra batalha, em outro lugar…

Por fim, é importante citar que este é o primeiro lançamento carioca em 4K, um novo sistema de alta definição para cinemas. Assim como o blu-ray veio trazer uma imagem melhor que o dvd, a tecnologia 4K promete uma imagem com definição quatro vezes maior do que o padrão atual nas telas. Talvez fosse melhor outro filme para experimentarmos a nova tecnologia, já que aqui rola muita câmera tremida. Mas valeu a experiência!

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Skyline
Marte Ataca

Top 10: Marcos nos Efeitos Especiais

Top 10: Marcos nos Efeitos Especiais

Sempre fui fã de efeitos especiais. Desde criança, uma das coisas que mais me fascinava no cinema era tentar descobrir como eles faziam cada uma daquelas “mágicas”.

No Top 10 de hoje, vou falar de filmes que foram marcos na história dos efeitos especiais no cinema. Mas, importante: esta não é uma lista de “melhores efeitos especiais”, e sim de efeitos que, por algum motivo, entraram para a história do cinema. Por exemplo: ninguém questiona a qualidade do recente Avatar, mas seus efeitos foram uma evolução do que já existe. O que quero nesta lista não é a evolução, e sim a revolução. 😉

Preciso agradecer a inestimável ajuda do meu amigo Oswaldo Lopes Jr, que me auxiliou na parte pré anos 70, onde reconheço que saco menos. Valheu, Oz!

Como sempre, lembrando dos outros Top 10 já publicados aqui: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds, melhores filmes da década de 00, filmes de vampiro, melhores diabos, cenas de sexo esquisitas, ficção cientifica ou não ficção científica, filmes de vingança.Visitem!

Antes de começar a lista dos 10 mais revolucionários, acho importante citar o clássico Viagem à Lua, de Georges Méliès, do distante ano de 1902, simplesmente o ponto de partida, o marco inicial, o primeiro filme de ficção científica no cinema. É deste filme a imagem inicial do Top 10!

Vamos aos filmes? Em ordem cronológica…

1- Metrópolis (1927), de Fritz Lang

Metrópolis trouxe uma inovação: o processo Schüfftan, que usava espelhos para inserir atores em cenários em miniatura. No caso, foi criada uma maquete de uma gigantesca metrópole, com ricos detalhes.

2- King Kong (1933)

Não foi a primeira vez que animação stop motion foi utilizada no cinema, 8 anos antes O Mundo Perdido trazia vários dinossauros com a mesma técnica. Mas foi em King Kong que o stop motion mais se destacou, inclusive abriu portas para o trabalho de Ray Harryhausen, que fez filmes como O Monstro do Mar, Fúria de Titãs e vários filmes do Sinbad.

3- 2001 (1969)

Em 1950, foi lançado Destino: Lua, 0 primeiro grande filme de FC produzido com a preocupação de ser o mais realista possível. E que abriu portas para 2001, de Kubrick, caso único na história do cinema onde os efeitos são tão à frente do seu tempo que impressionam até hoje, mais de 40 anos depois.

4- Guerra nas Estrelas (1977)

O marco inicial da popularização dos efeitos especiais convincentes na ficção científica no cinema. A partir de Guerra nas Estrelas, efeitos especiais em filmes aumentaram de forma exponencial no cinema e na tv.

5- O Enigma da Pirâmide (1985)

Tem gente que considera o “Projeto Gênesis” de Star Trek II – A Ira de Khan o primeiro cgi da história. Mas, na verdade, o primeiro personagem em cgi foi o vitral que sai da janela aqui neste O Enigma da Pirâmide, um filme menos famoso, mas mesmo assim, muito bom!

6- Uma Cilada Para Roger Rabbit (1987)

Misturar desenho animado com filme não era novidade. Mas era sempre em 2D, com a “câmera parada”. Roger Rabbit foi o primeiro desenho animado com profundidade, a primeira vez que um desenho parecia “sólido”.

7- Exterminador do Futuro 2: o Julgamento Final (1991)

O T1000, o novo exterminador, era um personagem de metal líquido, que podia se moldar em qualquer forma – uma evolução do que o próprio James Cameron usara pouco antes em O Segredo do Abismo. Era o início dos personagens digitais no cinema.

8- Parque dos Dinossauros (1993)

Uma perfeita mistura de cgi (computação gráfica), bonecos animatronic (robôs) e animação stop-motion criou dinossauros “reais” – pela primeira vez na história os bichos pareciam de verdade.

9- Matrix (1999)

Talvez o melhor exemplo de “marco dos efeitos especiais”: o efeito bullet-time, usado naquelas cenas onde a imagem congela e a câmera se move, foi copiado e reutilizado por metade da indústria cinematográfica a partir da estreia de Matrix.

10- Star Wars ep I (1999)

Tá, o filme é fraco. Mas pela primeira vez, um personagem digital está presente no filme inteiro – o odiado Jar Jar Binks. Dois anos depois, veio O Senhor dos Anéis, onde isso foi aprimorado, com o Gollum e seus ricos detalhes.

Se tivesse espaço para mais um, entraria Forest Gump, de 1994, com seus efeitos “invisíveis”, os efeitos estavam lá justamente para não aparecer – por exemplo, um dos personagens passa boa parte do filme sem as pernas, que foram apagadas pelos efeitos especiais…

Hoje ainda acho cedo citar o recente Tron Legacy. Mas acredito que listas semelhantes a esta feitas no futuro se lembrarão do novo Tron, acredito que este seja o futuro do cinema: um Jeff Bridges dos dias de hoje, com 60 anos, contracena com outro Jeff Bridges, rejuvenescido digitalmente. Agora um ator pode envelhecer e continuar apto para o papel que ele fez anos antes!

Em breve: Top 10 de filmes que fazem referência ao Brasil!

Jogo de Poder

Jogo de Poder

Responsável por várias operações secretas da CIA, a agente Valerie Plame (Naomi Watts) tem sua identidade revelada de propósito, em represália a um artigo escrito por seu marido (Sean Penn), criticando a invasão do Iraque pela administração Bush.

Dirigido por Doug Liman (Jumper, A Identidade Bourne), Jogo de Poder foi vendido como um thriller. O trailer era emocionante: Valerie Plame seria perseguida por reviravoltas em sua vida. Ok, essas reviravoltas realmente acontecem, mas o ritmo do filme é bem lento. A emoção foi deixada de lado…

O roteiro conta os fatos coretamente, mas tudo parece didático, documental. E fica tudo chato demais!

Pena, porque a história, baseada em fatos reais, é boa (a verdadeira Valerie Plame aparece durante os créditos) – é legal ver a administração Bush ser cutucada por causa das mentiras sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque. Além disso, o casal de protagonistas faz um excelente trabalho – Naomi Watts e Sean Penn, ambos em grande forma, mostram porque são dois dos maiores atores do cinema mundial.

Apesar de um pouco confuso, Jogo de Poder não é ruim. Mas, com um roteiro melhor, poderia ser mais interessante. Do jeito que ficou, é apenas um filme mediano. E meio chato…

Conspiração Xangai

Conspiração Xangai

Meses antes do ataque a Pearl Harbor, a cidade de Xangai vive sob a tensa sombra da ocupação japonesa, e é palco de traições entre espiões de diversas nacionalidades.

Trata-se do filme novo do diretor sueco Mikael Håfström, dos recentes O Ritual e 1408. Mas aqui não tem nada de terror, Conspiração Xangai parece aquelas super produções à moda antiga, com bom elenco e cenários grandiosos. Pena que a história é simples e previsível, apesar das reviravoltas no roteiro.

Achei curiosa a escolha de um diretor sueco. O elenco internacional se justifica, afinal, temos americanos, chineses, japoneses e até uma alemã, cada um com um personagem com a mesma nacionalidade – escolhas acertadas. Mas não entendi por que um diretor sueco. Pelo menos ele fez um bom trabalho.

Falando no elenco, todos estão bem: os americanos John Cusack, David Morse e Jeffrey Dean Morgan; os chineses Chow Yun-Fat e Gong Li; o japonês Ken Watanabe; e a alemã Franka Potente…

(Aliás, tenho uma dúvida sobre nomes chineses. Sempre li Chow Yun-Fat e Gong Li, mas aqui nos créditos está escrito Yun-Fat Chow e Li Gong – e não é a primeira vez que vejo assim. Afinal, qual é o certo?)

Conspiração Xangai é um filme correto, tudo funciona direitinho. Mas não espere muito, porque o resultado não é nada demais.

The Troll Hunter / Trolljegeren

The Troll Hunter / Trolljegeren

Uêba! Filme de terror norueguês! E dos bons!

Estudantes estão filmando um documentário sobre caça a ursos na Noruega, quando encontram um misterioso caçador, que na verdade caça trolls em vez de ursos.

Ok, na verdade, não existe nada de novo aqui, a fórmula é a mesma usada em vários exemplos recentes. O que diferencia The Troll Hunter de outros exemplos é que aqui tudo funciona perfeitamente, diferente, por exemplo de Cloverfield, outro filme-de-monstro-usando-câmera-subjetiva.

O filme é muito bem feito. Os atores fazem um bom trabalho na parte “documentário fake”, e a parte dos trolls tem excelentes efeitos especiais – os bichos parecem de verdade. E aparecem bem, alguns filmes nesse estilo, principalmente quando o orçamento é baixo, mostram poucos detalhes das criaturas – no bom filme Monstros, os bicharocos só aparecem no fim. E isso porque nem estou falando das belíssimas paisagens naturais norueguesas!

Gostei de ver uma mitologia diferente do óbvio usado em Hollywood – rola até um lance falando que trolls perseguem cristãos! Nada contra vampiros e zumbis, mas é legal ver algo novo! Mas talvez, por isso mesmo, exista um problema para a plateia “não nórdica”. Li no imdb que o filme tem muitos detalhes da mitologia escandinava dos trolls. Não tem nada essencial, que faça o espectador “leigo” ficar perdido. Mas acho que quem entende mais de trolls vai curtir mais o filme. Mais ou menos como se um cineasta brasileiro fizesse um bom filme de terror usando alguma lenda brasileira, tipo Saci, Curupira ou Boitatá – um gringo pode até curtir o filme, mas não tanto quanto alguém que lê sobre esses personagens desde a infância nos livros de Monteiro Lobato…

Vou guardar o nome do diretor André Øvredal. Mas tenho quase certeza que daqui a pouco vamos ler notícias sobre uma refilmagem hollywoodiana…

Não sei se The Troll Hunter vai ser lançado por aqui, filme norueguês, independente, sei lá, tem cara de só passar em festivais. Mas já existe pra download!

Ah, sim, fique até o fim dos créditos. Rola uma informação importante: “No trolls were harmed during the making of this movie” (“Nenhum troll foi machucado durante as filmagens”). 😀