Crime Ferpeito

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Crime Ferpeito

Já falei aqui que gosto muito de humor negro? Pena que temos tão poucas produções nessa onda. E considero esta modesta produção espanhola de 2004 uma das melhores comédias de humor negro dos últimos anos.

Rafael (Guillermo Toledo) é o melhor vendedor de uma grande loja de departamentos em Madri. Adorado pelas vendedoras, idolatrado pelos os colegas, ele leva uma vida em alto estilo e almeja o cargo de gerente do andar. Até que um acidente coloca Lourdes (Mónica Cervera), a mulher mais feia da loja, em ponto chantageá-lo…

O filme é muito engraçado. O roteiro, redondinho, mostra várias situações hilariantes às quais o nosso “heroi” é exposto. Se antes ele era o perfeito latin lover, ele passa a conviver com mentiras, situações constrangedoras, e até um fantasma!

Não foi a primeira vez que o genial diretor Álex de la Iglesia mostrou que tinha mão boa para este tipo de comédia. Me lembro de seu primeiro filme a chegar em terras tupiniquins, a ficção científica Ação Mutante, onde um grupo terrorista composto de pessoas deformadas age atacando academias de ginástica e qualquer coisa que faz parte do culto à beleza física (vi esse filme no cinema, sem legendas, e depois consegui comprar o vhs!). E seu filme seguinte, o terror O Dia da Besta, também tem seus momentos hilários, com um padre que quer se aproximar do mal.

E tem mais um pequeno detalhe muito interessante: o “ferpeito”, usado no título e em uma cena importante, foi inspirado no personagem de quadrinhos Obelix! Quem já leu Asterix sabe que quando Obelix fica bebado, ele fala “ferpeitamente”!

Enfim, boa pedida para quem curte um humor não ortodoxo!

Matadores de Vampiras Lésbicas

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Matadores de Vampiras Lésbicas

Logo que a gente bate o olho na programação do I SP Terror, um título salta aos olhos: Matadores de Vampiras Lésbicas. É bom? É ruim? Pouco importa, um filme com um nome destes tem que ser visto!

O filme fala de uma antiga maldição que torna as mulheres de uma pequena cidade inglesa em vampiras lésbicas. Dois jovens escolhem aleatoriamente um lugar para passar as férias e acabam indo para lá. E, claro, no caminho encontram quatro turistas suecas, todas elas gostosas e com pouca roupa…

E então começam os divertidos clichês sugeridos por um título que fala de “vampiros” e “lésbicas”. Os efeitos especiais são discretos mas eficientes, não temos excesso de cgi como em alguns filmes do gênero. Rola algum gore, mas nada extremo. E também rola um lesbian chic light…

O elenco está ok. Muitas vezes caricato, claro, mas um filme destes pede personagens caricatos. Não temos rostos conhecidos – algumas das meninas de pouca roupa são bem bonitinhas… Os dois protagonistas, James Cordon e Mathew Horne, são conhecidos na Inglaterra pela série Gavin & Stacey. Mas acho que não passa aqui, nunca ouvi falar…

Sim, o filme é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertida, afinal, ninguém pode esperar um clássico com esse nome, né?

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Divertida comédia de humor negro, Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank no original) traz uma trama um tanto surreal: um assassino profissional é convidado para uma reunião de dez anos de formatura no colégio, em sua cidade natal. Já que tem um “trabalho” para fazer na cidade no mesmo fim de semana, resolve ir para lá e participar da reunião…

Dirigido por George Armitage em 1997, um dos méritos deste filme é o elenco. Encabeçado por um como sempre inspirado John Cusack, ainda temos Dan Aykroyd, Minnie Driver, Alan Arkin, Joan Cusack e, de quebra, Hank Azaria e Jeremy Piven em papéis menores. Aykroyd interpreta um  rival de Cusack, que quer convencê-lo a criar um sindicato de assassinos (!); Arkin, por sua vez, faz um psiquiatra apavorado porque descobriu que seu paciente mata outras pessoas como profissão.

Quer mais? A trilha sonora também é muito boa, só de hits dos anos 80 – afinal, temos uma reunião de formandos de 87!

O filme não é daqueles “imperdíveis”. Tá mais pra cult. Mesmo assim, é uma boa e despretensiosa diversão.

Top Secret – Superconfidencial

Top Secret

Top Secret – Superconfidencial

Como prometido no tópico sobre Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu, revi Top Secret – Superconfidencial. E confirmo: continua hilariante!

A história todo mundo conhece: Nick Rivers (Val Kilmer), um famoso cantor americano, é convidado para fazer um show na Alemanha Oriental, e acaba se envolvendo com a Resistência Francesa. Mas, na verdade, tudo é pano de fundo para as maravilhosas gags nonsense do trio Zucker-Abrahams-Zucker!

Algumas cenas são antológicas. O que podemos dizer do momento em que os protagonistas falam que isso parece o roteiro de um filme ruim, e depois olham para a tela? Ou do saloon submarino? Ou do “momento Pac Man”?

Isso sem contar a sensacional cena com Peter Cushing, a cena da livraria sueca. Preste atenção, é um único plano sequência, filmado ao contrário! Pena que não dá pra ouvir os diálogos ao contrário – segundo os comentários dos extras, o inglês ao contrário era para parecer sueco…

Por uma inexplicável falha de mercado, esse filme nunca saiu em dvd aqui no Brasil. Dei sorte de conseguir um dvd original gringo baratinho…

A Mulher Invisível

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A Mulher Invisível

Oba! Mais um filme no estilo “comédia romântica brasileira”!

Pedro (Selton Mello), um apaixonado e devotado marido, é abandonado pela esposa, que está grávida de um amante alemão. Depois de um tempo em profunda depressão, ele conhece a mulher ideal, Amanda (Luana Piovani): linda, apaixonada por ele, com os mesmos gostos… Só que Amanda tem um defeito: ela só existe na imaginação de Pedro!

O filme, dirigido por Claudio Torres, é leve, ágil e despretensioso. O que o torna um bom programa. Quem me acompanha por aqui sabe que gosto quando o cinema nacional segue por esse caminho!

O filme é cheio de situações hilariantes. Claro que o talento de Selton Mello ajuda aqui: muitas vezes ele tem que contracenar fingindo que existe alguém do seu lado. E isso ele faz sem parecer caricato!

Um parágrafo para tecer um comentário sobre o ator Selton Mello. Ele tem um defeito: quase todos os seus personagens são semelhantes. Parece que vemos sempre o mesmo personagem! Mas aqui não há queixas, porque o “personagem Selton Mello” é a cara do filme, e funciona perfeitamente!

O bom roteiro, co-escrito por Claudio Torres e Adriana Falcão, ainda traz algumas reviravoltas interessantes, como a outra mulher invisível. E no elenco, contamos ainda com os importantes coadjuvantes Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres (irmã do diretor).

E assim, despretensiosamente, espero que A Mulher Invisível consiga trilhar o mesmo rumo que Se Eu Fosse Você 2, um dos maiores sucessos nacionais recentes. E que os cineastas brasileiros se lembrem que “cinema é a maior diversão”!

O Guia do Mochileiro das Galáxias

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

Outro dia descobri que no dia 25 de maio é comemorado o “dia da toalha”. Se você não sabe o que é isso, é porque você não leu o livro nem viu o filme O Guia do Mochileiro das Galáxias!

Vou aproveitar a ocasião e falar do filme – não ter falado ainda desse filme aqui neste blog é uma falha grave, afinal, gostei tanto quando vi no cinema que logo comprei o livro, e em seguida, compri o dvd para rever…

Arthur Dent (Martin Freeman) é um cara normal, mas que está tendo um péssimo dia. Sua casa está prestes a ser demolida, e ele descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre. Pra completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial por burocráticos e desagradáveis Vogons. Arthur só tem uma saída: pegar carona junto com Ford em uma nave espacial que está de passagem. E eles levam com eles, além das toalhas, um importante livro com tudo o que precisam saber sobre sua nova vida: o Guia do Mochileiro das Galáxias.

E a história segue por esse caminho “festa estranha com gente esquisita”. Personagens bizarros em situações ainda mais bizarros! São várias as cenas hilárias e geniais!

A “troupe” de Arthur Dent ainda tem Trillian (Zooey Deschanel), uma humana que também escapou da destruição da Terra e Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia – e que tem duas cabeças! Isso sem contar com o genial e depressivo robô Marvin (Warwick Davis e voz de Alan Rickman) – um robô que passa o tempo todo reclamando da vida! Ainda no elenco, temos Bill Nighy como um construtor de planetas (!) e John Malkovich, num papel criado especialmente por Adams para a versão cinematográfica.

Douglas Adams, autor do livro e do roteiro do filme, tem no currículo uma breve participação no seriado Monty Python Flying Circus, como ator e roteirista. Isso levou, claro,  a comparações entre O Guia… e os filmes do Monty Python. Bem, são estilos diferentes, O Guia… não quer ser pythoniano. Mas uma ou outra cena bem que poderia estar num filme do sexteto britânico… Como a sensacional sequência da baleia caindo…

(Não podemos deixar de citar que os Vogons parecem extraídos de um filme do Terry Gilliam!)

Existe uma narração no início do filme, feita por Stephen Fry, que, curiosamente, foi dublada em português nas versões legendadas. Normalmente sou contra dublagens, mas sabe que funcionou?

O “dia da toalha” também é chamado de “dia do orgulho nerd”. Bem, feliz “dia da toalha” atrasado para você, caro leitor nerd!

p.s.: o filme tem a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais! Mas não vou dizer aqui, por causa dos spoilers… 😀

Uma Noite no Museu 2

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Uma Noite no Museu 2

Continuação do “sucesso de bilheteria com cara de sessão da tarde”, essa parte 2 segura a onda muito bem dentro do que se propõe. Afinal, como diz aquele velho bordão, “cinema é a maior diversão”.

Pra quem não viu o primeiro: Larry Daley (Ben Stiller) consegue um emprego como vigia noturno de um Museu de História Natural. E lá descobre que, durante toda a noite,  uma placa egípcia dá vida a todas as estátuas presentes.

O segundo filme começa com Larry trabalhando em outro ofício. Ao visitar o museu, descobre que as estátuas estão sendo enviadas para o museu Smithsonian, um enorme complexo com 19 museus em Washington. E é claro que a placa dará vida a tudo o que está em todos os museus. E é claro que Larry vai até o Smithsonian…

Sim, é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertidíssima! Afinal, algumas das sacadas são geniais! Vejam só: o vilão, um faraó egípcio, pede ajuda a Napoleão, Ivan o Terrível e Al Capone – e este e sua gangue estão em preto e branco!

Algumas cenas são hilariantes. Por exemplo, quando anjinhos barrocos começam a cantar Bee Gees; ou quando um monte de bonequinhos de Einstein cantam e dançam para responder a uma pergunta. Isso sem contar com uma participação especial do Darth Vader!!!

Resumindo: boa diversão para não ser levada a sério!

Matadores de Velhinha

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Matadores de Velhinha

O professor G. H. Dorr aluga um quarto numa casa e monta uma estranha gangue para executar um perfeito roubo a um cassino. Ele pensa em todos os detalhes, menos na proprietária da casa…

O que faz essa simples e despretensiosa comédia de humor negro ser tão divertida? Acredito que a resposta está nos personagens, bizarros e caricatos na medida certa. O que, aliás, é uma característica dos filmes dos irmãos Coen, vide o genial O Grande Lebowski

Quase todos os personagens aqui estão ótimos. Um Tom Hanks dentuço faz um professor Dorr perfeito, com suas frases pomposas e seu riso nervoso. Irma P. Hall também está ótima como a dona da casa, super religiosa, desconfiada e mal-humorada. J. K. Simmons (que também está em Queime Depois de Ler), Tzi Ma e Ryan Hurst estão no tom exato com seus personagens bizarros que copõem a gangue. O “quase” que escrevi lá em cima é porque talvez Marlon Wayans esteja um pouco “over”, com uma atuação mais com cara de Todo Mundo em Pânico do que algo feito pelos irmãos Coen…

Além do desfile de personagens legais, outros elementos do filme também têm a cara dos irmãos Coen, como o cenário no sul dos EUA, a ênfase na trilha sonora (desta vez usando a música gospel da igreja) e o roteiro com uma progressão de eventos tipicamente “coeniana”.

Esta é uma refilmagem de um filme homônimo, de 1955, estrelado por Alec Guiness. Não vi o original, então não posso compará-los, infelizmente…

Matadores de Velhinha não vai mudar a vida de ninguém. Mas pode ser uma boa diversão, principalmente para aqueles que gostam de humor negro!

Meninas Malvadas

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Meninas Malvadas

Sou fã do seriado 30 Rock, sitcom escrita e estrelada pela Tina Fey, que conta os bastidores de um programa no estilo do Saturday Night Live (do qual a própria Tina participou). Quando soube que o roteiro deste Meninas Malvadas (Mean Girls no original) era escrito por ela, fiquei curioso pra ver – apesar de não ser muito chegado a comédias adolescentes…

Cady (Lindsay Lohan) é uma adolescente que passou a vida inteira morando na África, por causa do emprego dos pais, e nunca foi a uma escola convencional por isso. De volta aos EUA, já adolescente, tem que aprender a “sobreviver” na escola, onde os grupos sociais são separados. Lá, Cady fica entre dois nerds esquisitões e um grupo de patricinhas muito patricinhas.

Como era de se esperar, são vários os clichês, principalmente na formação dos personagens. Mesmo assim, o filme é divertido e flui bem. Pelo menos até a parte final – acho que o diretor Mark Waters perdeu a mão no momento que o livro com as fofocas é exposto (mas, mesmo assim, a cena do atropelamento é genial!).

De vez em quando Cady observa certos comportamentos sociais e os compara com a savana africana. São momentos muito divertidos!

Enfim, nada que vai mudar a sua vida, apenas uma boa e despretensiosa diversão!

Fanboys

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Fanboys

Ontem me falaram um fato curioso: o dia 4 de maio é considerado o “Star Wars Day”, por causa do (infame) trocadilho em inglês “may the fourth be with you”. Aproveitei então que tinha aparecido o torrent do esperado Fanboys e corri pra ver.

Fanboys é uma comédia sobre um grupo de amigos que resolve viajar até o Rancho Skywalker, em San Francisco, para tentar assistir o Ep I de Star Wars antes da estréia, em 1999. Uma típica comédia “road movie” americana, com o roteiro baseado em cima de divertidas situações criadas ao longo da jornada.

E por que falei “esperado” lá no fim do primeiro parágrafo? Bem, pra quem não me conhece: sou fã de Guerra nas Estrelas. Fã assumido, tenho todos os filmes em várias versões em vhs e em dvd, e já fui em várias convenções aqui no Rio – inclusive toquei temas do filme na última convenção! 😀

Bem, acredito que o filme foi feito pra gente como heu. E posso dizer: é divertidíssimo! Gargalhei vááárias vezes durante o filme!

São inúmeras referências ao universo de Star Wars ao longo do filme, e ainda temos algumas referências nerds em geral. É uma piada referencial atrás da outra. Acho até difícil destacar uma…

E isso sem contar com participações especiais. Temos cameos de várias pessoas ligadas ao tema, como Billy Dee Williams, Carrie Fisher e Kevin Smith. E, pros menos atentos, sim, aquele segurança que briga com dois cassetetes é Ray Park, que fez o Darth Maul no Ep. I! E, claro, uma divertida cameo do William Shatner…

O elenco principal é de quatro nomes pouco conhecidos – Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler e Jay Baruchel – assim como o diretor, Kyle Newman. Mas a principal personagem feminina está hoje bem expoente através da série Heroes: Kristen Bell! Mas ela infelizmente pouco aparece com o biquini dourado…

Talvez por essa enorme quantidade de piadas referenciais heu não seja o cara certo pra julgar um filme como esse. Fiquei me questionando se alguém que não está familiarizado com o universo Star Wars conseguiria entender todas as piadas. Talvez o filme seja bobo pra quem não é fã…

Bem, não é o meu caso. E recomendo o filme para os fãs de Star Wars! E não recomendo para os fãs de Star Trek, já que algumas das piadas não são muito simpáticas ao universo trekker…

Acho difícil passar nos cinemas daqui. Mas vou ficar de olho, porque assim que sair o dvd, vou comprar pra guardar na minha coleção, ao lado dos dvds de Star Wars!