Uma Noite no Museu 2

noite-no-museu-2-poster01

Uma Noite no Museu 2

Continuação do “sucesso de bilheteria com cara de sessão da tarde”, essa parte 2 segura a onda muito bem dentro do que se propõe. Afinal, como diz aquele velho bordão, “cinema é a maior diversão”.

Pra quem não viu o primeiro: Larry Daley (Ben Stiller) consegue um emprego como vigia noturno de um Museu de História Natural. E lá descobre que, durante toda a noite,  uma placa egípcia dá vida a todas as estátuas presentes.

O segundo filme começa com Larry trabalhando em outro ofício. Ao visitar o museu, descobre que as estátuas estão sendo enviadas para o museu Smithsonian, um enorme complexo com 19 museus em Washington. E é claro que a placa dará vida a tudo o que está em todos os museus. E é claro que Larry vai até o Smithsonian…

Sim, é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertidíssima! Afinal, algumas das sacadas são geniais! Vejam só: o vilão, um faraó egípcio, pede ajuda a Napoleão, Ivan o Terrível e Al Capone – e este e sua gangue estão em preto e branco!

Algumas cenas são hilariantes. Por exemplo, quando anjinhos barrocos começam a cantar Bee Gees; ou quando um monte de bonequinhos de Einstein cantam e dançam para responder a uma pergunta. Isso sem contar com uma participação especial do Darth Vader!!!

Resumindo: boa diversão para não ser levada a sério!

Matadores de Velhinha

matadores de velhinha

Matadores de Velhinha

O professor G. H. Dorr aluga um quarto numa casa e monta uma estranha gangue para executar um perfeito roubo a um cassino. Ele pensa em todos os detalhes, menos na proprietária da casa…

O que faz essa simples e despretensiosa comédia de humor negro ser tão divertida? Acredito que a resposta está nos personagens, bizarros e caricatos na medida certa. O que, aliás, é uma característica dos filmes dos irmãos Coen, vide o genial O Grande Lebowski…

Quase todos os personagens aqui estão ótimos. Um Tom Hanks dentuço faz um professor Dorr perfeito, com suas frases pomposas e seu riso nervoso. Irma P. Hall também está ótima como a dona da casa, super religiosa, desconfiada e mal-humorada. J. K. Simmons (que também está em Queime Depois de Ler), Tzi Ma e Ryan Hurst estão no tom exato com seus personagens bizarros que copõem a gangue. O “quase” que escrevi lá em cima é porque talvez Marlon Wayans esteja um pouco “over”, com uma atuação mais com cara de Todo Mundo em Pânico do que algo feito pelos irmãos Coen…

Além do desfile de personagens legais, outros elementos do filme também têm a cara dos irmãos Coen, como o cenário no sul dos EUA, a ênfase na trilha sonora (desta vez usando a música gospel da igreja) e o roteiro com uma progressão de eventos tipicamente “coeniana”.

Esta é uma refilmagem de um filme homônimo, de 1955, estrelado por Alec Guiness. Não vi o original, então não posso compará-los, infelizmente…

Matadores de Velhinha não vai mudar a vida de ninguém. Mas pode ser uma boa diversão, principalmente para aqueles que gostam de humor negro!

Meninas Malvadas

meninas-malvadas-poster02

Meninas Malvadas

Sou fã do seriado 30 Rock, sitcom escrita e estrelada pela Tina Fey, que conta os bastidores de um programa no estilo do Saturday Night Live (do qual a própria Tina participou). Quando soube que o roteiro deste Meninas Malvadas (Mean Girls no original) era escrito por ela, fiquei curioso pra ver – apesar de não ser muito chegado a comédias adolescentes…

Cady (Lindsay Lohan) é uma adolescente que passou a vida inteira morando na África, por causa do emprego dos pais, e nunca foi a uma escola convencional por isso. De volta aos EUA, já adolescente, tem que aprender a “sobreviver” na escola, onde os grupos sociais são separados. Lá, Cady fica entre dois nerds esquisitões e um grupo de patricinhas muito patricinhas.

Como era de se esperar, são vários os clichês, principalmente na formação dos personagens. Mesmo assim, o filme é divertido e flui bem. Pelo menos até a parte final – acho que o diretor Mark Waters perdeu a mão no momento que o livro com as fofocas é exposto (mas, mesmo assim, a cena do atropelamento é genial!).

De vez em quando Cady observa certos comportamentos sociais e os compara com a savana africana. São momentos muito divertidos!

Enfim, nada que vai mudar a sua vida, apenas uma boa e despretensiosa diversão!

Fanboys

fanboys

Fanboys

Ontem me falaram um fato curioso: o dia 4 de maio é considerado o “Star Wars Day”, por causa do (infame) trocadilho em inglês “may the fourth be with you”. Aproveitei então que tinha aparecido o torrent do esperado Fanboys e corri pra ver.

Fanboys é uma comédia sobre um grupo de amigos que resolve viajar até o Rancho Skywalker, em San Francisco, para tentar assistir o Ep I de Star Wars antes da estréia, em 1999. Uma típica comédia “road movie” americana, com o roteiro baseado em cima de divertidas situações criadas ao longo da jornada.

E por que falei “esperado” lá no fim do primeiro parágrafo? Bem, pra quem não me conhece: sou fã de Guerra nas Estrelas. Fã assumido, tenho todos os filmes em várias versões em vhs e em dvd, e já fui em várias convenções aqui no Rio – inclusive toquei temas do filme na última convenção! 😀

Bem, acredito que o filme foi feito pra gente como heu. E posso dizer: é divertidíssimo! Gargalhei vááárias vezes durante o filme!

São inúmeras referências ao universo de Star Wars ao longo do filme, e ainda temos algumas referências nerds em geral. É uma piada referencial atrás da outra. Acho até difícil destacar uma…

E isso sem contar com participações especiais. Temos cameos de várias pessoas ligadas ao tema, como Billy Dee Williams, Carrie Fisher e Kevin Smith. E, pros menos atentos, sim, aquele segurança que briga com dois cassetetes é Ray Park, que fez o Darth Maul no Ep. I! E, claro, uma divertida cameo do William Shatner…

O elenco principal é de quatro nomes pouco conhecidos – Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler e Jay Baruchel – assim como o diretor, Kyle Newman. Mas a principal personagem feminina está hoje bem expoente através da série Heroes: Kristen Bell! Mas ela infelizmente pouco aparece com o biquini dourado…

Talvez por essa enorme quantidade de piadas referenciais heu não seja o cara certo pra julgar um filme como esse. Fiquei me questionando se alguém que não está familiarizado com o universo Star Wars conseguiria entender todas as piadas. Talvez o filme seja bobo pra quem não é fã…

Bem, não é o meu caso. E recomendo o filme para os fãs de Star Wars! E não recomendo para os fãs de Star Trek, já que algumas das piadas não são muito simpáticas ao universo trekker…

Acho difícil passar nos cinemas daqui. Mas vou ficar de olho, porque assim que sair o dvd, vou comprar pra guardar na minha coleção, ao lado dos dvds de Star Wars!

Tenacious D in the Pick of Destiny

tenacious-d

Tenacious D in the Pick of Destiny

Tenacious D é uma banda de “hard rock comédia”, liderada pelo ator Jack Black, ele mesmo, de Escola de Rock e Kung Fu Panda. Um dos motes da banda é que eles se consideram “a melhor banda de rock do mundo”. Este filme é uma “modesta” biografia da banda.

O jovem e ingênuo JB (Jack Black) vai até a California pra tentar ser um rock star. Lá ele conhece o malandro KG (Kyle Glass), e juntos resolvem fazer a banda Tenacious D, seguindo tatuagens que ambos têm nas nádegas. Atrás de uma palheta mágica e misteriosa, eles resolvem ir até um museu de rock’n’roll.

Ok, confesso que às vezes o filme é meio bobo. Mesmo assim, é muito divertido. As músicas são muito boas, e em alguns momentos, o filme é genial – como na sequência da viagem de cogumelo.

Pesquisando pelo imdb, descobri que existiu uma série da HBO em 2000, de apenas seis episódios, sobre a banda Tenacious D. Acho que vou procurar isso…

Outra das coisas legais do filme é a quantidade de gente famosa fazendo pontas. Tim Robbins é o mendigo interessado na palheta, enquanto um Ben Stiller (que depois faria Trovão Tropical com Black), cabeludo e tatuado, faz o atendendente da loja de instrumentos musicais. Se Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) faz o diabo, Ronnie James Dio, bem, Dio é Dio, né? Dio faz Deus. E, na cena inicial, onde temos Meat Loaf como o pai, temos Troy Gentile, um moleque IGUAL ao Jack Black interpretando o pequeno JB.

O filme é de 2006, e heu nunca tinha ouvido falar dele. Ou seja, acho difícil que seja lançado por aqui. Esse vale o download!

Divã

diva-poster01

Divã

Baseado na peça homônima interpretada pela mesma Lilia Cabral, peça esta que por sua vez foi inspirada no livro homônimo de Martha Medeiros, agora é a vez do filme Divã.

Mercedes é uma mulher simples, casada há muito tempo, com dois filhos adolescentes e uma vida aparentemente feliz. Ao fazer terapia, ela descobre que não é tão feliz assim. E resolve procurar caminhos alternativos em sua vida.

Divã é muito bom. Por que? Porque é um filme leve, divertido, engraçado e, principalmente, despretensioso. Isso é uma característica que o torna melhor do que muitos outros filmes nacionais.

Costumo dizer que a diferença entre o cinema nacional e o feito em Hollywood é que lá existe uma indústria, enquanto aqui é tudo artesanal. É claro que um artesanato pode ter uma qualidade muito boa, mas reconheço que é muito mais difícil fazer cinema aqui do que lá. Talvez por isso alguns cineastas brazucas sejam tão pretensiosos…

Felizmente não é o caso aqui. Divã segue a linha de filmes como Pequeno Dicionário Amoroso ou Os Normais, comédias românticas com cara brasileira. Leves, divertidos, engraçados e despretensiosos…

Temos também que falar de Lilia Cabral. Ela mesma foi a Mercedes nos teatros durante alguns anos. Ou seja, ela “é” a Mercedes! No elenco, ainda temos Alexandra Richter como uma ótima “melhor amiga”, além dos homens das diferentes fases de Mercedes, José Mayer, Reinaldo Gianecchini e Cauã Reymond.

Enfim, bom programa. E o cinema nacional precisa de mais exemplares como esse!

Um Louco Apaixonado

louco-apaixonado-cartaz

Um Louco Apaixonado

Gosto muito de comédias românticas. Na época que heu trabalhava em locadora de vídeo, era o meu estilo preferido pra recomendar quando um cara chegava pedindo sugestão pra ver com a patroa, pra ela não reclamar dos filmes de ação que ele ia levar de qualquer maneira…

O problema das comédias românticas é a mesma coisa que agrada o povo das locadoras: quase sempre se trata de algo previsível. Claro, porque se a fórmula é seguida da maneira certa, “depois de algum sofrimento causado pela separação, o mocinho finalmente se acerta com a mocinha e todos vivem felizes para sempre”. Aí todo mundo pode dormir feliz!

Bem, apesar dos clichês, continuo gostando de comédias românticas. E hoje vou falar de mais uma, How To Lose Friends & Alienate People, que estreou nos cinemas daqui semana passada com o esquisito título Um Louco Apaixonado.

Sidney Young é um jornalista inglês contratado por uma revista novaiorquina sobre celebridades. Chegando em Nova York ele tem que se decidir sobre continuar a ser o mesmo de sempre ou “se vender ao sistema”.

O filme é baseado no livro “How To Lose Friends & Alienate People” , de Toby Young. E o título original é muito melhor: “Como perder amigos e alienar pessoas” é quase uma sinopse do filme!

Um dos méritos do filme é o elenco: Sidney Young é interpretado por Simon Pegg, o protagonista de Todo Mundo Quase Morto (Shaun of The Dead”) e Chumbo Grosso, e em breve estará nas telas como o Scotty do novo Star Trek!). Também temos as belas Kirsten Dunst e Megan Fox, e ainda Gillian Anderson, livre do ar de Arquivo X. E, claro, o “Lebowski” Jeff Bridges…

(Aliás, existem algumas citações pros fãs de O Grande Lebowski. Não só o drink white russian é citado algumas vezes, como primeiro Young confunde o nome de seu chefe e o chama de Lebowski em vez de Kowalski; e depois o chama de “Dude”, ao que Bridges responde “I’m not the dude!”.)

Infelizmente o filme resolve investir mais nos clichês do que na crítica ácida ao culto dedicado às celebridades. É um filme divertido e só, enquanto poderia ir bem mais longe…

Guru do Amor

gurudoamor

Guru do Amor

Confesso que sou fã do Mike Myers. Acho geniais os dois Quanto mais idiota melhor (Wayne’s World), sou fã da série Austin Powers, até gostei dele quando fez um papel sério em Studio 54. Talvez isso tenha me ajudado a gostar de um filme tão criticado como Guru do Amor.

A história fala do Guru Pitka, que veio da Índia, apesar de nascido nos EUA, e que quer entrar no mercado de auto-ajuda e ser um dia tão importante quanto Deepak Chopra.

Ok, confesso que muitas das piadas são bobas. Inclusive esse filme concorreu a vários prêmios Framboesa de Ouro de 2008, incluindo pior filme do ano. Mas, na minha opinião isso foi injusto. O filme tem os seus bons momentos. Heu achei algumas das piadas muito boas!

Um dos pontos positivos do filme é o elenco. Quem diria que o ex boy band Justin Timberlake, além da carreira musical de sucesso, ainda ia virar um ator de talento? Timberlake interpreta Jacques “Le Cock” Grande, jogador de hockey canadense, rival do personagem que o Guru Pitka tem que ajudar. Todas as cenas onde ele aparece são hilárias! E não é só isso, além dele, ainda temos o grande Ben Kingsley interpretando um velho guru vesgo, numa piada referencial aos tempos de “Gandhi”, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 83! E, de quebra, Verne Troyer, o anão Mini Me de Austin Powers faz o técnico do time de hockey. E o elenco ainda conta com as belas curvas de Jessica Alba… Isso sem contar com um monte de celebridades interpretando a si mesmos – incluindo Mariska Hargitay, da série Law and Order – SVU, que participa de uma genial “piada interna”, logo no início do filme…

E, pra quem entrar na onda do filme, alguns números musicais são muito engraçados, incluindo uma coreografia bollywoodiana no fim do filme!

Bem, não é pra qualquer público. Mas os bem-humorados vão apreciar!

Norbit

norbit-poster021

Norbit

Acho injustiça vir aqui falar mal de um filme como Norbit. Afinal, qualquer um com um mínimo de bom senso sabe exatamente o que vai ver quando assiste um filme como esse. Alguém espera algo a mais do que uma ou outra piada razoável no meio de um monte de piadas bobas, tudo isso num roteiro pra lá de previsível?

E é exatamente isso. Um bom momento aqui, uma boa piada acolá. E só.

Norbit é um garoto feio, criado num orfanato. Ainda criança, Rasputia, uma menina “grande”, o escolhe como namorado. Já adultos, se casam, e Rasputia e seus irmãos (todos grandes) fazem da vida de Norbit um inferno. Até que uma amiguinha de infância reaparece na sua vida…

O que mais me incomodou, mais do que as piadas sem graça, foi o roteiro, previsível ao extremo. Conseguimos adivinhar quase todas as próximas situações! Bem, quem vê um filme desses não quer roteiros com grandes reviravoltas, né?

Uma das graças do filme é o ator Eddie Murphy interpretando 3 papéis: Norbit, Rasputia e Wong, o dono do orfanato. Isso não é novidade, desde os anos 80 Murphy faz essas coisas – lembro dele, ao lado do Arsenio Hall, fazendo vários papéis cada um em Um Príncipe em Nova York.

E isso funciona? Bem, às vezes fica engraçado. Mas, de um modo geral, é caricato demais…

Aliás, isso rendeu ao filme 3 prêmios Framboesa de Ouro: pior ator, pior ator coadjuvante e pior atriz coadjuvante, todos para Murphy! Ele ainda foi indicado a pior dupla (Murphy & Murphy), além de pior filme, pior diretor, pior roteiro e pior ator (Cuba Gooding Jr).

Bem, se você quiser deixar o cérebro de lado, pode até se divertir…

Os Sete Suspeitos

setesuspeitos

Os Sete Suspeitos

Recentemente foi anunciada em Hollywood a idéia de se fazer um filme baseado no jogo Banco Imobiliário. Estranho, não, se fazer um filme tendo como base um jogo de tabuleiro? Bem, Os Sete Suspeitos é exatamente isso: um filme baseado no jogo Detetive.

Alguém aí não conhece o jogo? Era um jogo de tabuleiro muito popular nos anos 80, não sei se continua sendo… Era o seguinte: o tabuleiro tinha cômodos de uma casa, e você tinha que procurar pistas pra descobrir quem matou, onde e usando qual arma.

O filme vai nessa onda. Seis pessoas que não se conhecem são convidadas para um jantar numa mansão. Aos poucos, vão descobrindo que todos têm motivos para matar uma determinada pessoa – convenientemente chamada de “mr. Body” (sr. Corpo). Acontece o assassinato, e eles têm que descobrir qual deles é o assassino.

Os elementos do jogo estão lá. As armas são as mesmas: um revólver, uma faca, um cano, um candelabro, uma corda e uma chave inglesa. Quem fez a legenda foi inteligente, recuperando os nomes dos personagens do jogo, em vez de traduzir ou deixar em inglês. Enquanto no áudio ouvimos Colonel Mustard, Reverend Green, Professor Plum, Miss Scarlett, Mrs. Peacock e Mrs. White, nas legendas estão os velhos e conhecidos nomes Coronel Mostarda, Senhor Marinho, Professor Black, Srta. Rosa, Dona Violeta, Dona Branca! Até a legenda da vítima é como o jogo, sr. Pessoa em vez de sr. Corpo…

Mas esqueci de avisar um detalhe importantíssimo! O filme é uma comédia! Comédia de humor negro, claro, mas mesma assim uma boa comédia, com várias situações muito engraçadas e um elenco com alguns atores de comédia famosos nos anos 80, como Tim Curry, Christopher Lloyd e Madeleine Khan! A cena do telegrama cantado, por exemplo, é hilária!

Só não gosto de uma coisa no filme: por que o título “sete” suspeitos? São oito os suspeitos… Além dos 6 personagens do jogo, temos um mordomo e uma governanta… Bem que o título poderia ser “Detetive”, né?

Mas isso não atrapalha em nada. Dica: veja até o fim: são 3 finais diferentes, com 3 opções de assassinos!