Star Wars Ep III – A Vingança dos Sith

Crítica – Star Wars Ep III – A Vingança dos Sith

Depois dos episódios I e II, vamos ao III!

Conclusão da nova trilogia. Anakin Skywalker finalmente cede ao lado negro da Força (segundo as legendas, lado “sombrio” – horrível, não?), e Palpatine se revela o grande vilão, enquanto Obi Wan Kenobi, Yoda e Mace Windu tentam manter a paz.

A Vingança dos Sith segue os passos de seu antecessor, O Ataque dos Clones. Tem suas derrapadas, mas o saldo final é positivo.

O filme é bem mais sombrio que os outros cinco da série – era impossível ter um final feliz, já que no início do ep IV o mal prevalece. É o único filme da hexalogia que merece ressalvas quanto à recomendação para crianças!

Me parece que o pior problema aqui era fechar a história sem pontas soltas. Afinal, o fim tinha que ser coerente com a trilogia clássica (como todos sabem, foi filmada muitos anos antes). Na minha humilde opinião, quase tudo termina de forma coerente – a única escorregada está na parte do nascimento dos gêmeos, incompatível com um certo diálogo do ep. V (SPOILERS! Selecione o texto para ler: Em O Império Contra Ataca, quando Luke parte de Dagobah para Bespin, Obi Wan fala para Yoda: “Ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “Não, tem mais uma” – ou seja, Obi Wan não deveria saber da existência da Leia…)

Para os fãs, ainda tinha outro problema, este mais difícil de resolver. É que cada um imaginou um final ao longo dos muitos anos entre os filmes. Claro que teve muita gente decepcionada. Mas, caramba, George Lucas não tinha como agradar a todos. Não achei a sua solução a melhor de todas (heu também imaginei um final), mas achei convincente.

A parte técnica, como era de se esperar, é impecável. Assim como nos filmes anteriores, algumas sequências parecem ser criadas pensando num futuro videogame (como a parte em Utapau e a luta final), mas nada que atrapalhe. As sequências são eletrizantes!

No elenco, não há novidades. Hayden Christensen continua um ator limitado, mas funciona para o que o papel pede. E Ewan McGregor e Natalie Portman seguram a onda no resto, ao lado de Samuel L Jackson, Ian McDiarmid e a voz de Frank Oz (o Yoda).

Agora o “momento fanboy”: me lembro da primeira vez que vi este filme, numa pré estreia organizada pelo Conselho Jedi RJ. A sessão foi muito divertida, já que basicamente só tinham fãs no cinema. E a sala quase foi abaixo no momento que Darth Vader coloca o capacete e pela primeira vez faz aquele tradicional ruído ao respirar. Inesquecível!

Assim como O Ataque dos Clones, A Vingança dos Sith não supera a trilogia clássica. Mas não faz feio.

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Apollo 18

Crítica – Apollo 18

Interessante “mockumentary” (documentário fake) sobre uma suposta missão à Lua, a Apollo 18.

Décadas se passaram, e, nos dias de hoje, filmagens foram encontradas, mostrando o fracasso da última missão à Lua. E explicando porque o programa espacial foi deixado de lado.

Dirigido pelo desconhecido espanhol Gonzalo López-Gallego, Apollo 18 tem suas falhas e seus méritos. Pra mim, o pior defeito é insistir no “baseado em gravações reais”. Quando aparece um filme como Bruxa de Blair ou REC, esse papo pode funcionar – acharam uma câmera com uma gravação feita por alguém. Mas aqui, como são muitas horas de gravação, com diversas câmeras, por vários dias, o que vemos é um material editado. Ora, se foi editado, foi feito hoje em dia… Acho que seria mais interessante assumir logo que é uma ficção. Ou fazer algo na onda de Contatos de Quarto Grau, que mistura supostas imagens reais com trechos encenados.

Deixando este detalhe de lado, o filme até funciona bem. A tensão é bem construída, usando uma boa teoria da conspiração: afinal, por que o homem nunca mais foi à Lua? A ambientação nas cenas lunares é bem feita, com um bom uso de sombras no cenário preto e branco. Os efeitos especiais também são bem feitos, principalmente se a gente pensar que se trata de uma produção de baixo orçamento. Além disso, o filme traz alguns bons sustos. Por fim, gostei do uso da música Starship Trooper, do grupo progressivo Yes – tudo a ver com a época e com o clima do filme.

O único nome famoso está na produção: Timur Bekmambetov, diretor russo responsável por Guardiões da Noite e O Procurado. O elenco, obviamente, é de rostos desconhecidos – algo básico quando você pretende algo neste estilo. Os três atores, Warren Christie, Lloyd Owen e Ryan Robbins, estão convincentes.

Apollo 18 não é um filme essencial, mas vale ser visto. Pena que a gente sente que tinha potencial para ser bem melhor.

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Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Crítica – Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Continuemos com a saga Star Wars!

Neste segundo episódio, Anakin Skywalker vira guarda-costas de Padmé Amidala, e começa a rolar um clima entre eles. Enquanto isso, uma investigação de Obi-Wan Kenobi o leva a descobrir um exército de clones.

Dirigido novamente por George Lucas, O Ataque dos Clones não é uma obra prima, mas é bem melhor que o episódio anterior, A Ameaça Fantasma. Ok, admito que, em certos momentos, o ritmo é arrastado. Mas em compensação, temos sequências eletrizantes, como a briga entre Obi Wan e Jango Fett, ou toda a parte final na arena. Era isso o que os fãs sempre sonharam: ver jedis em ação!

(Temos que admitir que algumas das sequências parecem ser criadas para vender videogames, como a perseguição no início ou o Anakin na “fábrica de robôs”. Mas mesmo assim as cenas são muito boas.)

Uma das falhas do primeiro filme foi corrigida. Jar Jar Binks aparece bem menos aqui. E não é que ele tem uma participação discreta e importante?

O visual do filme é muito legal. No início do filme, Coruscant até lembra Blade Runner. A fábrica de clones em Kamino é belíssima; e o planeta Geonosis traz paisagens e alienígenas interessantes.

No elenco, perdemos Liam Neeson (Qui Gon Jin), mas ganhamos Christopher Lee como o vilão Conde Dooku (Conde Dookan na versão brasileira). Ewan McGregor e Natalie Portman agora dividem a tela com o até então desconhecido Hayden Christensen – tá, Christensen não é grandes coisas como ator, mas não atrapalha, pelo menos na minha opinião. Ainda no elenco, Samuel L Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid e Temuera Morrison.

(Sobre os nomes: deve ter algum brasileiro de sacanagem na Lucasfilm. O Ep I tinha um Capitão Panaka. Aqui, rola o Conde Dooku e o Lord Syfodias – que foi traduzido como Zaifo-vias. E no Ep III tem a Pau City! Impossível ser coincidência…)

O filme, propositalmente, não tem fim. Mas o terceiro episódio, A Vingança do Sith, é o próximo da fila!

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Super 8

Crítica – Super 8

1979. Um grupo de crianças, fazendo um filme de zumbis com uma câmera Super 8, testemunha um grande acidente de trem. Mas, quando estranhos eventos começam a acontecer na cidade, eles desconfiam que pode não ter sido exatamente um acidente.

Trata-se do novo e incensado projeto que reune Steven Spielberg (na produção) e JJ Abrams (no roteiro e direção). Vou te falar que heu estava com o pé atrás, primeiro porque há anos que o Spielberg não faz filmes com a qualidade de décadas atrás; segundo, porque sempre achei JJ Abrams superestimado.

Mas não é que desta vez eles acertaram? Super 8 é muito bom!

O grande barato de Super 8 é ser um “filme homenagem” – não só o filme tem cara de “feito nos anos 80”, como fãs de cinema vão se deliciar com inúmeras referências. O grupo de crianças parece uma mistura de Goonies com Conta Comigo, e podemos ver claras citações a E.T., Parque dos Dinossauros, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Guerra dos Mundos, todos do produtor / padrinho Spielberg – a cena das lanternas vindo na direção dos meninos é muito E.T.! (Isso porque não estou citando a semelhança na filosofia de “não mostrar quase nada”, como em Alien – O Oitavo Passageiro…) Isso tudo, aliado a uma boa reconstituição de época, deixa Super 8 com um delicioso ar oitentista!

Já falei aqui, no meu post sobre Cloverfield, do meu pé atrás com JJ Abrams. Felizmente, ele está se redimindo e me provando que tem talento atrás do hype. Antes heu desconfiava, por causa do fraco seriado Alias, do irregular Lost, e do Missão Impossível 3, que apesar de não ser ruim, é mais fraco que os dois primeiros. Mas aí JJ fez um bom trabalho com o Star Trek de 2009, e agora, acertou de novo.

O elenco de garotos desconhecidos funciona muito bem. Tirando Elle Fanning, conhecida por filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button e Um Lugar Qualquer (e também por ser irmã de Dakota Fanning), o resto do elenco infanto-juvenil é desconhecido – é o filme de estreia da dupla principal, Joe Lamb (o protagonista) e Riley Griffiths (o cineasta). Guardemos os nomes do jovem elenco, quem sabe daqui a alguns anos eles não se firmarão como estrelas, como aconteceu com Jerry O’Connel, que estreou com Conta Comigo, ou Sean Astin, que teve como primeiro papel nos cinemas o de protagonista de Goonies?

A parte técnica também é muito boa. O filme tem cara de anos 80, mas os efeitos especiais são de primeira linha.

Na minha humilde opinião, o ponto fraco é o fim do filme. Não vou falar pra não entregar spoilers, mas posso dizer que o final quase põe tudo a perder.

Enfim, apesar do fim ter escorregado, Super 8 vale a pena. Nem que seja pra matar as saudades de como era o cinema nos anos 80.

Ah, não vá embora antes dos créditos! Passa o filme de zumbis que eles fizeram, com referências, claro, a George A. Romero…

p.s.: A “onda oitentista” foi tão forte que chegou a ser veiculado pela internet um poster com cara de década de 80. Olha ele aqui, que legal:

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Um Sussurro nas Trevas / The Whisperer in Darkness

Crítica – Um Sussurro nas Trevas / The Whisperer in Darkness

Ficou pronta a esperada adaptação do famoso conto de HP Lovecraft feita pela HPLHS!

O cético professor Albert Wilmarth, da Universidade Miskatonic, vai até Vermont investigar supostos acontecimentos misteriosos que estão acontecendo na fazenda de Henry Akeley.

A HPLHS (HP Lovecraft Historical Society) é o mais importante fã clube do autor. Em 2005, eles foram os responsáveis por O Chamado de Cthulhu, considerada por muitos a melhor adaptação já feita em um texto de Lovecraft – o filme foi propositalmente concebido para parecer ter sido feito nos anos 20, pouco depois do lançamento do conto: é um média metragem, preto e branco, mudo com intertítulos.

Um Sussurro nas Trevas segue o mesmo conceito. O conto é de 1931, e o filme tem cara de ter sido feito na década de 30 ou 40. Desta vez, o filme é falado, mas a bela fotografia em p&b, a iluminação, os cenários, os figurinos, tudo lembra a época.

Quer dizer, quase tudo. No fim do filme aparecem as criaturas Mi-Go, feitas em cgi. Na minha humilde opinião, as criaturas deveriam ter sido feitas em stop motion, o cgi ficou destoante do resto do filme…

Aliás, a parte final do filme deixa a desejar. A trama vai bem até o fim do conto – quando Wilmarth descobre um segredo sobre Akeley. Depois disso, o filme se perde – infelizmente.

Este escorregão na parte final impede Um Sussurro nas Trevas de ser um grande filme. Mas mesmo assim, ainda é uma bela adaptação de HP Lovecraft, escritor que não tem uma relação muito boa com o cinema – são poucos os filmes baseados em sua obra (já fiz um top 10 sobre isso!).

No elenco e na equipe técnica, ninguém conhecido. Mas o diretor Sean Branney e o roteirista Andrew Leman também estavam na equipe de O Chamado de Cthulhu, exercendo diversas funções… Os dois devem fazer parte do HPLHS!

Agora os fãs de Lovecraft aguardam por Nas Montanhas da Loucura, que seria dirigido por Guillermo Del Toro, mas parece que virou um projeto “órfão”…

O Último Guerreiro das Estrelas

Crítica – O Último Guerreiro das Estrelas

Me lembro do verão de 84/85. Heu tinha 13 anos, fui ao Rock in Rio, vi vários filmes no cinema… Me lembro de ter visto este O Último Guerreiro das Estrelas no hoje extinto Art Casa Shopping, na Barra!

A trama é simples: o jovem Alex bate o recorde do fliperama “Starfighter”. Mal sabe ele que este fliperama é um teste para virar um piloto de caça de verdade. Um acaso o transforma no “último guerreiro” do título.

É curioso rever hoje em dia um filme como O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter), ficção científica feita em 1084. É difícil não ficar saudosista. Porque se a gente for analisar com um pouco de rigor, o filme envelheceu muito. E envelheceu mal.

O que mais chama a atenção aqui é como o cgi ficou datado. Lembra muito os videogames de Tron, feito dois anos antes. A diferença é que Tron era pra parecer um videogame, aqui era pra ser real. Ok, sabemos que isso faz parte da história dos efeitos em cgi. Até chegarmos em Avatar, um grande caminho precisava ser percorrido… Mas é duro ver um “filme querido dos anos 80” e ver como ele ficou tosco!

(Os saudosistas vão discordar de mim, dizer coisas como “os efeitos são deliciosos”. Ok, concordo, também gostei de rever o “cgi vintage”. Mas uma criança ou adolescente que não viveu os anos 80 vai detestar!)

Sobre o elenco, só posso dizer que nenhum nome alcançou o estrelato. Lance Guest, Catherine Mary Stewart, Robert Preston e Dan O’Herlihy funcionam bem para o que o filme pede, nada demais. O mesmo podemos dizer sobre o diretor Nick Castle, que nunca se firmou no primeiro escalão de Hollywood.

Enfim, se você viveu os anos 80, pode rever, que vai curtir os gráficos simples dos desenhos da Gunstar, a nave de Alex (citada aqui no Top 10 de naves legais!). Mas não recomendo este filme para quem tem menos de 30 anos…

p.s.: Rola uma lenda sobre uma continuação. É estranho pensar em sequência para a história, já que Alex era o “último”. Mas, sei lá, quase 30 anos se passaram, de repente já existe uma nova geração de “starfighters”, e novamente vai rolar de sobrar apenas um… Pode funcionar…

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Star Wars Ep I – A Ameaça Fantasma

Crítica – Star Wars Ep I – A Ameaça Fantasma

Faz parte do trabalho de um pai apresentar bons filmes aos filhos. Chegou a hora de rever a hexalogia de Guerra nas Estrelas com a criançada!

A história todo mundo conhece, né? Durante uma crise política, os cavaleiros jedi Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi vão até o planeta Naboo. Lá, se tornam a escolta da rainha Amidala até Coruscant, mas precisam parar em Tatooine, onde conhecem o jovem Anakin Skywalker.

O único problema de começar com o Ep 1 é que este é o mais fraco dos seis filmes. Tem algumas qualidades, mas, no geral, é bem inferior aos outros. Mas, para conquistar a “nova geração”, preferi começar pela “ordem errada” (o certo seria 4, 5 e 6, depois 1, 2 e 3), afinal, os efeitos especiais deste não parecem tão velhos quanto os do filme de 1977.

O que A Ameaça Fantasma tem de bom? Basicamente quatro coisas:

– O vilão Darth Maul
Rolava um grande desafio, afinal o novo vilão seria comparado com ninguém menos que Darth Vader – considerado por muitos o melhor vilão do século XX. Darth Maul é o que os fãs esperavam, um vilão excelente. Pena que sua participação é pequena.

– O tema musical “Duel of the Fates”
A trilogia clássica tem um dos temas mais marcantes da história do cinema, além de vários outros bons temas, menos famosos, na trilha sonora. O tema novo não fica atrás em termos de qualidade.

– A corrida de Pods em Tatooine
Ok, aquilo foi feito pra vender videogame. Mas toda a sequência da corrida é muito boa!

– O duelo de sabre de luz entre Darth Maul, Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi
O melhor duelo da hexalogia é o travado entre Luke Skywalker e Darth Vader em O império Contra Ataca, toda a narrativa em torno da luta é muito bem estruturada. Mas, tecnicamente, era um aprendiz contra um quarentão. Aqui temos dois jedis e um sith em plena forma. A luta é eletrizante!

Mas isso não consegue esconder a verdade: A Ameaça Fantasma é um filme fraco.

Na minha humilde opinião, o grande problema de George Lucas aqui é que, enquanto na trilogia clássica ele tinha que prestar contas a um superior, aqui ele estava no topo. Faltava alguém pra lhe dizer “menos, George, menos!”. Faltava alguém pra lhe dizer “menos Jar Jar Binks, George, menos!”

E assim, o filme ficou muito aquém do que poderia ficar. Por exemplo, o citado Jar Jar Binks: Lucas queria provar que não precisava de atores reais, então criou um personagem digital. A ideia foi boa, até citei isso no Top 10 de marcos nos efeitos especiais. O problema é que Jar Jar aparece o tempo todo, chega a encher o saco. Se ele tivesse uma participação menor (como aconteceu nos filmes seguintes), não ia ser tão chato.

(Detalhe curioso: o Jar Jar Binks “perdeu a validade”. Hoje, 12 anos depois, os efeitos não enchem mais os olhos. O visual do Jar Jar ficou tão capenga quanto a sua personalidade.)

E não foi só o Jar Jar. O filme tem sérios problemas de ritmo, principalmente as partes com atores – Lucas nunca escondeu que não gosta de dirigir atores – as cenas com a mãe do Anakin são arrastaaadas… Pena, porque o bom elenco contou com Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Terence Stamp e Ian McDiarmid. Anthony Daniels, Kenny Baker e Frank Oz voltaram para os personagens C-3PO, R2-D2 e Yoda. E o fraco garoto Jake Lloyd ganhou o papel principal. Fraco mesmo, cadê ele depois desse filme?

Mesmo assim, sou fã, admito. E gostei de ter revisto, mesmo com suas falhas.

O que dá pena é lembrar de toda a ansiosa espera. Foram dezesseis anos aguardando por um novo filme (de 1983 a 1999), lembro de quando saiu o primeiro teaser poster com o Anakin criança, e sua sombra era o Darth Vader… Pra depois, a gente ver um filme que ficou devendo. Me lembro sempre da cena final de Fanboys – leve spoiler, para ler, selecione o texto: quando, depois de muita espera, um personagem pergunta ao outro: “e se o filme for ruim?”.

Em breve, vou rever os Episódios 2 e 3, aí comento aqui!

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Patrulha Estelar
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Guerra nas Estrelas
O Império Contra-Ataca
Star Wars – The Clone Wars

Patrulha Estelar – Space Battleship Yamato

Crítica – Patrulha Estelar – Space Battleship Yamato

Adaptação do desenho animado japonês Space Battleship Yamato, conhecido aqui como Patrulha Estelar.

Em 2199, alienígenas Gamilon acabam com a frota espacial da Terra. Humanos, que vivem em subterrâneos para fugir da radiação, têm como última esperança a espaçonave Yamato, um velho navio da Segunda Guerra reformado, para tentar chegar ao longínquo planeta Iscandar, onde talvez exista solução para os problemas do planeta.

Confesso que nunca dei bola pro desenho animado, que passava aqui extinta tv Manchete. Nunca fui fã de desenhos japoneses, então nunca parei pra ver qual era a deste desenho. Mas, admito que se hoje encontrar uma reprise, vou parar pra ver.

Patrulha Estelar é tudo o que se espera de um bom filme de ficção científica: uma boa trama, excelentes efeitos especiais e eletrizantes batalhas espaciais. Arriscaria até dizer que é um dos melhores filmes de FC dos últimos anos. Nem parece que é a versão live action de um desenho que passava no “Clube da Criança”, apresentado pela Xuxa nos anos 80!

Preciso falar mais dos efeitos especiais. Quem me conhece sabe que sou um apreciador de efeitos bem cuidados. Logo na primeira cena, o filme já mostra a que veio: vemos um close em um olho, a câmera se afasta, mostra uma mulher pilotando um caça, se afasta mais um pouco, o caça está em uma grande batalha espacial, com caças, grandes naves e centenas de tiros. A parte técnica é muito bem feita, o oposto do que acontece com outros filmes japoneses de terror, como The Machine Girl, Tokyo Gore Police e Vampire Girl vs Frankenstein Girl – esses trashs são divertidos, mas prefiro ver uma produção bem feita como Patrulha Estelar.

O filme me lembrou BSG: humanos fugindo de um inimigo alienígena meio máquina, mais poderoso, e que parece ter como único objetivo acabar com a raça humana. Além disso, ainda tem a ausência de um antagonista central – em vez de um vilão como o Darth Vader, o inimigo é a raça Gamilon (como eram os Cylons em BSG).

É curioso notar que os primeiros desenhos de Patrulha Estelar surgiram em 1974 – antes de Guerra nas Estrelas. Isso é algo muito interessante de se ver: enquanto o ocidente era monopolizado por aventuras como Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas e Galactica, Astronave de Combate, o oriente tinha uma visão diferente, mais séria, acho até que rolava um trauma pós-guerra (só tinham se passado 30 anos do fim da Segunda Guerra Mundial) – daí a espaçonave ser um navio de guerra. O filme novo mantem este clima, tem aquele drama oriental pesado inserido na trama, atores exagerados, um pessimismo rola no ar. O final do filme não é nada hollywoodiano, é um final triste – e coerente.

Nem tudo é perfeito, infelizmente. O desenvolvimento dos personagens é meio abrupto, acho que a história merecia uma minissérie, porque em duas horas e dezoito minutos, a evolução do protagonista Wildstar ficou meio rápida demais. Pelo menos tem um lado bom: o filme não tem enrolação!

Sobre o diretor e os atores, falha minha, não tenho o que falar. Não conheço ninguém. E também não conheço os peronagens do desenho, então não posso nem julgar se as caracterizações estão boas. Só posso dizer que tudo funciona redondinho.

Não sei se será lançado por aqui, espero que sim, já que existe uma legião de fãs, e o filme tem qualidade pra passar na tela grande. Por enquanto, só via download.

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Galactica, Astronave de Combate
Tropas Estelares

Top 10: Naves Mais Legais do Cinema

Top 10: Naves Mais Legais do Cinema

Depois do Top 10 de carros legais, vou dar continuidade ao tema. Hoje é dia de listar as naves mais legais do cinema!

Aqui rolam dois problemas. Um deles é o mesmo do último top 10: por mais que gostemos de naves como os cylon raiders, eles são de seriado, então não podem entrar na lista. O máximo que posso fazer é uma homenagem à BSG usando o cylon raider Scar como imagem inicial do Top 10.

O outro problema é que resolvi escolher apenas uma nave de cada filme. E acho que caberiam outros dois top 10, um só com naves de Guerra nas Estrelas, outro de Star Trek. A X-Wing e a Enterprise ficaram de fora deste…

Vamos às naves!

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10. Colonial ViperGalactica, Astronave de Combate (1978)

Os “Vipers” da série BSG são legais, mas os da série antiga não ficam muito atrás. O último lugar é porque, tecnicamente, é uma produção pra tv – mas pelo menos passou no circuito comercial aqui no Brasil.

9. Discos VoadoresIndependence Day (1996)

As gigantescas naves em formato de disco voador, com 15 milhas de largura, pairando sobre as grandes cidades, eram um belo espetáculo. E a destruição de Nova York e da Casa Branca foram grandes momentos do cinema catástrofe.

8. Spaceball1Spaceballs – SOS Tem Um Louco Solto no Espaço (1987)

Logo na primeira cena, somos apresentados à gigantesca nave, que usa como adesivo de para-choque “We Brake For Nobody”. De quebra, a nave ainda é um Transformer!


7. Nave Alienígena “You Lucky Bastard”A Vida de Brian (1979)

Um dos momentos mais nonsense da história do cinema. Brian, contemporâneo de Jesus Cristo, está fugindo dos romanos, quando é capturado por uma nave alienígena, que participa de uma perseguição interplanetária!

6. Discovery One2001, Uma Odisseia no Espaço (1969)

O diretor Stanley Kubrick e o escritor Arthur C. Clarke criaram o design da nave junto com técnicos da NASA. De quebra, a nave ainda contava com o sinistro computador de bordo HAL 9000.

5. GunstarÚltimo Guerreiro das Estrelas (1984)

Um adolescente bate o recorde do fliperama Starfighter. Mal sabe ele que isso era um teste para recrutar um piloto para combater alienígenas reais, em uma espaçonave de verdade, a Gunstar.

4. Heart of GoldO Guia do Mochileiro das Galáxias (2005)

A nave roubada pelo presidente da galáxia Zaphod Beeblebrox tem um dos equipamentos mais interessantes (e imprevisíveis) da história da ficção científica: o “gerador de improbabilidade infinita”.

3. Nave alienígenaAlien- O Oitavo Passageiro (1979)

A nave de carga USCSS Ulysees Nostromo, do primeiro Alien, é tão assustadora quanto uma casa mal assombrada. Mas a nave alienígena encontrada no meio do caminho é ainda mais legal!

2. Klingon Bird of PreyJornada nas Estrelas IV (1986)

Vai ter trekker me xingando, porque vou deixar a emblemática Enterprise de fora. Mas até os trekkers vão concordar que a “Ave de Rapina” Klingon, usada por Kirk e sua tripulação para voltar no tempo no quarto filme, é muito mais legal!

1. Millenium Falcon – Guerra nas Estrelas (1977)

O primeiro lugar é meio óbvio. Mas é que é difícil lembrar de uma nave mais legal que aquela que completou a Corrida Kessel em menos de doze parsecs, que o capitão Han Solo ganhou numa partida de sabbac com Lando Calrissian.

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Em breve, Top 10 de robôs legais no cinema!

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Contra O Tempo

Crítica – Contra O Tempo

Uêba! Um filme a partir de uma ideia nova, no meio do mar de refilmagens, releituras e ideias requentadas que assola os cinemas atualmente!

Colter Stevens, um piloto de helicóptero do exército, de repente acorda dentro do corpo de outra pessoa, num trem em movimento. Aos poucos, ele descobre que faz parte de um plano para tentar impedir um grande ataque terrorrista.

É complicado falar de Contra o Tempo (Source Code, no original), porque esse é daquele tipo de filme que o quanto menos você souber, melhor. Mas posso adiantar que a trama fala sobre viagem no tempo e universos paralelos, e o roteiro é bem amarrado.

É o filme novo do diretor Duncan Jones, o mesmo da ficção científica Lunar, outro bom filme, que também é difícil de falar sobre sem entregar spoilers. Definitivamente, Duncan Jones entrou na listinha de “diretores a serem acompanhados”.

Contra o Tempo tem um problema: a segunda metade não é tão boa como a primeira. E o fim é um pouco confuso. Felizmente isso não o impede de ser um bom filme.

No elenco, um inspirado Jake Gyllenhaal convence como o atordoado Colter Stevens. Assim como o público, ele não sabe o que está acontecendo, e só descobre ao longo da narrativa. Também no elenco, Michelle Monaghan (Um Parto de Viagem), Vera Farmiga (A Órfã) e Jeffrey Wright (Cadillac Records).

Gostei muito dos efeitos especiais. Uma cena, em particular, achei belíssima: a “cena do beijo”, no fim, quando a imagem congela e a câmera passeia pelo vagão, num estilo meio “bullet time” de Matrix, mas com a câmera em movimento. Só esta cena já valeria o ingresso, mesmo se o filme fosse meia bomba (o que, felizmente, não é).

O imdb não menciona a data de lançamento aqui no Brasil, mas já existe o poster, então o lançamento deve estar próximo.

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