Battlestar Galactica: The Plan

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Battlestar Galactica: The Plan

Está disponível para download um novo filme ligado ao universo do seriado Battlestar Galactica: Battlestar Galactica: The Plan.

Heu particularmente fiquei curioso para ver este filme, porque uma das dúvidas que tive quando acabou a série era exatamente qual era o “plano”. Explico: durante um bom tempo, a introdução do programa era algo como “homens criaram os cylons, eles evoluíram, eles se rebelaram, e eles têm um ‘plano’.” Mas aí a série acabou, depois de quatro temporadas, muito boas, aliás, e ninguém veio esclarecer qual era o tal plano…

Battlestar Galactica: The Plan, dirigido por Edward James Olmos (o almirante Adama), explica qual é o plano, pelo menos na visão de Cavil (Dean Stockwell), o “número um”.

Aqui tem que rolar um aviso de spoiler! Este filme é para quem viu a série! Quem ainda não viu a série vai ver um monte de coisas fora da ordem!

SPOILER!

SPOILER!

SPOILER!

Como heu dizia, o filme conta o plano do Cavil, um plano bem simples, afinal. O que o filme traz de interessante é outro ângulo sobre várias das cenas já mostradas ao longo da série. Ficamos sabendo que Cavil estava por trás de várias das ações dos cylons infiltrados, como Boomer, Simon e Leoben. Além disso, ele sempre esteve por perto dos “cinco últimos”. Sim, do lado dos cylons, aparentemente, Cavil era “o cara”.

O elenco foca mais nos cylons, tanto os que já conhecíamos desde o início, quanto os “cinco últimos”. Até aparecem outros personagens, como o próprio Adama, Lee, Starbuck, mas são coadjuvantes agora.

Este filme tem uma coisa que não teve ao longo dos quatro anos de série: nudez e sexo! Não sei se será cortado quando passar na tv… Além disso, temos algumas cenas bem interessante mostrando os ataques dos cylons às colônias.

Enfim, pelo menos para mim, a série ainda tem coisa para contar – até hoje não explicaram direito “o que é” a Starbuck! Mas este novo filme é um bom complemento para uma das melhores séries de ficção científica da história.

Dante 01

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Dante 01

Outro dia recebi por e-mail uma dessas listas de piores filmes. Este Dante 01 estava lá. Fui ver do que se tratava, descobri que é dirigido pelo Marc Caro, que fez, nos anos 90, em parceria com Jean-Pierre Jeunet, dois filmes que gosto muito, Delicatessen e Ladrão de Sonhos. Como assim, um cara que fez dois filmes muito legais ter dirigido um filme digno de estar numa lista de piores? Baixei o filme para ver qualé.

Dante 01 mostra uma prisão numa estação espacial, na órbita de um planeta distante. É uma prisão experimental, onde psiquiatras fazem experiências em presos perigosos. Uma nova médica chega com um novo tratamento, baseado em nanotecnologia. Junto com ela, chega um novo prisioneiro, com misteriosos poderes.

No elenco, temos Lambert Wilson, o Merovigian de Matrix 2 e 3, como o prisioneiro misterioso, e, claro, Dominique Pinon, que estava em Delicatessen e Ladrão de Sonhos, e também nos outros filmes de Jeunet, Alien 4, O Fabuloso Destino de Amelie Poulan e Eterno Amor.

O clima do filme é bem interessante, claustrofóbico, todo dentro da estação espacial. As cores e os ângulos inusitados lembram o estilo dos filmes anteriores de Caro. Tudo funciona bem por quase todo o filme.

Mas… O filme está presente em listas de piores filmes por um bom motivo. Tudo anda muito bem, até que, de repente, uns dez minutos antes do final, o filme se perde completamente. Sei lá o que aconteceu, me parece que a produção deve ter tido problemas e não terminaram o filme como era previsto. Eventos inexplicados acontecem, rola uma certa psicodelia na tela e uma narração tenta explicar o que era pra ter acontecido pelas imagens.

Não recomendo o filme. Só para aqueles que não se importam em ver algo sem fim…

Flash Gordon

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Flash Gordon

Finalmente, depois de anos de procura, consegui comprar um dvd original do filme Flash Gordon! Achei para vender num site gringo uma cópia da versão “Saviour of the Universe Edition”, uma edição maneiríssima!

Flash Gordon é uma versão cinematográfica dos clássicos quadrinhos de Alex Raymond, numa super produção de Dino de Laurentis, de 1980. Flash, um famoso jogador de futebol americano, acidentalmente vai parar no planeta Mongo, governado pelo impiedoso Ming.

Tenho uma história curiosa com este filme. No verão entre 84 e 85, heu conheci uma “novidade”: meu tio emprestou um videocassete lá pra casa. Na época não tinham locadoras por aí, eram videoclubes, e era caro entrar de sócio. Ou seja, conseguir filmes não era uma tarefa muito fácil. Sendo assim, meu tio emprestou junto quatro filmes para termos opções. Mas… Um era Mulher Nota 10, e estava rotulado como “erótico”; outro era Laranja Mecânica, obviamente proibido para crianças; e ainda tinha um filme do Woody Allen, chato pra caramba, não me lembro qual era. Ah, sim, o quarto filme era Flash Gordon. Resultado? Víamos Flash Gordon todos os dias!

O elenco traz alguns nomes curiosos. O grande Max von Sydow (O Exorcista) interpreta Ming, enquanto uma belíssima Ornela Mutti faz sua filha, a princesa Aura. Também temos um Timothy Dalton pré 007 como príncipe Barin. O resto do elenco não tem ninguém digno de nota. Flash é interpretado por Sam Jones, que está na ativa até hoje, mas nunca fez mais nada importante.

Outra coisa bacana deste filme é a inspirada trilha sonora, do grupo Queen. O disco ainda hoje é lançado dentro da discografia do grupo!

Alguns dos efeitos especiais – de uma época pré cgi – ficaram muito toscos com o passar dos anos. Parecem até “defeitos especiais”! Mas alguns outros funcionam até hoje. Aqueles céus coloridos de Mongo ainda mandam bem!

Para acabar, uma informação curiosa que li no imdb: nos anos 70, George Lucas tentou comprar os direitos para fazer a sua versão dos quadrinhos do Flash Gordon. Mas como Dino de Laurentis já tinha comprado, Lucas desistiu e resolveu investir num outro projeto – um tal de Guerra nas Estrelas

O Clone Volta Para Casa

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O Clone Volta Para Casa

Um novo e revolucionário sistema de clonagem está sendo testado com astronautas: se a pessoa morre, uma cópia exata é feita, inclusive com a mesma idade e as mesmas memórias.

A clonagem ainda está em teste, e dá errado da primeira vez. Não só traz lembranças ruins que foram apagadas com o tempo, como ainda faz o personagem se sentir de volta a uma época traumática de sua infância, quando o seu irmão gêmeo morreu.

O Clone Volta Para Casa, dirigido por Kanji Nakajima e com produção executiva de Wim Wenders, é uma ficção científica atípica. Segue a linha de 2001, do Kubrick, e de Solaris, do Tarkovsky: muitos planos longos, câmera parada, imagens contemplativas… Ou seja, é leeento…

O Clone Volta Para Casa está na mostra Midnight Movies do Festival do Rio. O filme é interessante, tem belíssimas imagens, mas não podemos nos esquecer de que trata-se de um filme cabeça, e ainda por cima um pouco longo. Resumindo: não é recomendado para quem está com sono!

BSG – Battlestar Galactica – a série completa

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BSG – Battlestar Galactica – a série completa

Não gosto muito de falar de seriados, apesar de acompanhar vários deles. O problema é que gosto de escrever sobre uma obra fechada, e um seriado está em episódios. E muitas vezes um episódio é muito bom, e o seguinte é fraco, ou vice-versa. Por isso é que acho difícil falar de séries!

O máximo que heu já tinha feito era escrever sobre uma minissérie, a sensacional Band of Brothers. Mas, depois de ter visto de uma só vez todas as quatro temporadas da fantástica Battlestar Galactica, me senti inspirado para inaugurar as séries aqui no meu blog.

Esta Battlestar Galactica é na verdade uma segunda versão. A primeira é de quando heu era criança, lembro de ter visto no cinema “o filme que deu origem à série” e de depois ter acompanhado a série na tv, no início dos anos 80, numa época pré tv a cabo (eram três os seriados de ficção científica de então, Galactica, Fuga do Século 23 e Buck Rogers).

Humanos criaram os cylons, robôs que resolvem se rebelar e exterminar a raça humana. Galactica, a única astronave de guerra que sobrou, reúne os sobreviventes em naves civis para juntos lutarem contra os cylons.

Quase todos os elementos da série clássica estão novamente presentes. Até alguns dos personagens principais da série antiga estão aqui, como Apollo, Starbuck, Adama e Baltar. Como fã da antiga série, admito que achei estranho ter uma Starbuck mulher. Por outro lado, gostei muito da outra grande mudança: cylons de carne e osso, semelhantes aos humanos!

Um grande problema que rola em quase todas as séries é a chamada “barriga”, que é quando a história tem que ser esticada ao longo dar uma temporada. Bem, podemos dizer que BSG é uma série “com dieta balanceada”. Ao longo das quatro temporadas, só senti enrolaçao em alguns poucos episódios do meio da terceira temporada. O resto da série é num pique tão acelerado que mal dá tempo de respirar!

O elenco também foi muito bem escolhido. O veterano Edward James Olmos faz Adama, a maior autoridade militar sobrevivente. Seus principais pilotos, seu filho Apollo e a rebelde Starbuck são interpretados pelos novatos Jamie Bamber e Katee Sackhoff. Mas, na minha humilde opinião, os destaques do elenco são James Callis e Tricia Helfer. Callis faz um Baltar no ponto exato entre a loucura e o desespero, enquanto Helfer, lindíssima, consegue ser sexy e provocante e logo depois ter uma aparência doce e cândida. A bola fora do elenco para mim foi Mary McDonnell como a presidente, um papel importante nas mãos de uma atriz sem carisma.

Um detalhe técnico ajuda o ritmo frenético da série: quase sempre a filmagem é com a câmera na mão, o que traz um clima nervoso constante. Às vezes parece documentário!

A trilha sonora, quase sempre discreta, também é muito eficiente, crescendo e aparecendo nos momentos certos.

Resumindo: a série é muito boa. Para quem não viu, vale a pena investir o tempo para acompanhar todas as temporadas.

Distrito 9

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Distrito 9

Tem filme que precisa ser visto no cinema, na tela grande. Sempre defendi e sempre defenderei esta ideia, porque tem filmes que perdem muito se vistos na telinha da tv. Distrito 9, o novo filme produzido por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), é um desses filmes. Mas as distribuidoras brasileiras são burras, e marcaram o lançamento do filme para o fim de outubro, dois meses e meio depois do lançamento lá fora. Ou seja: para ver no cinema, só daqui a um mês e meio.

A única solução que vi foi baixar o filme e ver logo, para depois rever na tela grande. Foi o caminho que encontrei!

Vamos ao filme. Uma enorme nave espacial chega na Terra e “estaciona” sobre Joanesburgo, África do Sul. Milhares de alienígenas, chamados jocosamente de “camarões” por causa de sua aparência física, sem ter como fazer a nave sair do lugar, se estabelecem em terra. Os anos se passam e o local onde os “camarões” vivem vira uma grande e quase incontrolável favela: o Distrito 9. Para piorar, gangues de nigerianos tomam conta de parte da favela, assim como acontece com o tráfico em algumas favelas cariocas. E agora o governo quer removê-los de lá.

O formato do filme é bem interessante, porque começa como se fosse um documentário, com depoimentos inclusive  da família do protagonista, Wikus van de Merwe (Sharlto Copley, em sua estreia em longas, e que declarou que não pretende fazer mais filmes). Wikus é um funcionário de uma grande corporação, designado para organizar a remoção dos “camarões”. Mas, durante uma operação dentro do Distrito 9, ele sofre um acidente que mudará o rumo da história. E também mudará o nosso ponto de vista.

É interessante ver que trata-se de um filme de ação repleto de excelentes efeitos especiais e muita violência, e ao mesmo tempo trata-se de um filme político, anti-racismo. O filme consegue ser político, mas longe de ser panfletário.

Ah, os efeitos especiais! Vou dedicar parte do meu texto a eles! Sou um grande fã de efeitos especiais. Desde moleque, nos anos 80, sempre acompanhei a evolução dos efeitos. Eles me fascinavam, heu ficava sempre tentando descobrir o truque por trás de cada um.

E desde que inventaram os efeitos por computador – os famosos CGI – parte da magia do cinema morreu para mim. Não existe mais o mistério de como tal cena foi feita, a gente sabe que agora tudo é desenhado no computador. Ou seja, ficou mais difícil ver algo surpreendente.

Sempre que me perguntam sobre um efeito especial impressionante da era dos CGI, sempre lembro do Gollum, personagem da trilogia Senhor dos Aneis. E foi a mesma Weta, companhia que criou o Gollum, a responsável pelos impressionantes “camarões”. Todos os “camarões” são em CGI, mas a sensação que temos é que eles realmente estão lá! Arrisco a dizer que já temos um candidato ao Oscar de efeitos especiais de 2010…

O longa foi escrito e dirigido pelo ainda desconhecido Neill Blomkamp, que consegue nos prender com sua narrativa semi meta-linguística, e, quando menos esperamos, estamos nos questionando sobre nossos conceitos e preconceitos e sobre a discriminação racial. O fato de Blomkamp ser sul-africano deve ter ajudado nesta tarefa – na década de 60, houve um Distrito 6 em Joanesburgo, exclusivo para pessoas brancas, e por causa disso aconteceu uma remoção de milhares de pessoas “não brancas”.

Resumindo, temos em mãos um dos filmes mais surpreendentes do ano, que vai agradar tanto os que gostam de muita ação e muitos efeitos, quanto aqueles mais preocupados com o teor da trama.

O fim deixa espaço para uma continuação. Será que vai rolar?

Canibais – Undead

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Canibais – Undead

Tenho o hábito de ver filmes sem saber do que se trata. Se leio em algum lugar algo interessante sobre o filme, ou se alguém me recomenda, assisto o filme para ver “qualé”. Pois bem, outro dia heu estava arrumando uma pilha de cdrs que gravei anos atrás. E achei um cd com esse Undead, baixado e gravado por mim em 2005 – numa época que heu não tinha o hábito de baixar filmes! Não me lembro por que baixei, tampouco lembro por que não vi. Mas aproveitei para ver logo.

Uma pequena cidade pesqueira na Austrália é bombardeada por meteoritos que transformam as pessoas em zumbis. E, como diria aquela propaganda de tv, “e não é só isso!”: além dos zumbis, alienígenas estão na cidade!

Sim, claro, uma trama que mistura zumbis com alienígenas não pode gerar um filme sério. Estamos diante de um legítimo trash, um trash bem divertido! Com direito a zumbis, abduções, muito sangue cenográfico, e.t.s, pedaços de corpos e um monte de atores canastrões e personagens bizarros. Um deles, inclusive, parece ter um estoque inesgotável de armas escondidas pelo corpo!

Achei o final um pouco confuso, e além disso, não gostei de duas coisas: nem do poster original nem do título em português. Ambos nada têm a ver com o filme!

O filme é de 2003, e acho que nunca foi lançado por aqui. Ou seja, se você curte filmes de zumbi, a solução é o download!

Dreamscape – A Morte nos Sonhos

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Dreamscape – A Morte nos Sonhos

Outro dia, no cinema, vi o trailer do novo Tarantino, Bastardos Inglórios, e lembrei que seu filme anterior, À Prova de Morte, nunca foi lançado aqui. É um bom exemplo de filme com inexplicáveis problemas no lançamento brasileiro. Outro exemplo é este Dreamscape – A Morte nos Sonhos, filme de 1984, que nunca passou nos cinemas brasileiros, e, até onde heu saiba, tampouco apareceu em vhs ou dvd.

A trama é boa: uma universidade faz pesquisas com jovens paranormais para usar a habilidade destes para entrar no subconsciente e manipular os sonhos de outras pessoas. Alex Gardner (Dennis Quaid) trabalha como um destes paranormais, até que descobre uma conspiração para matar o presidente dos Estados Unidos.

A premissa é parecida com o terror A Hora do Pesadelo, aquele do Freddy Krueger, onde pessoas também são abordadas durante os sonhos – e se você morre no sonho, isso também acontece na vida real. Mas este não só é do mesmo ano que o primeiro Pesadelo, como ainda foi lançado três meses antes. A diferença está no enfoque: Dreamscape está mais pro lado da ficção científica do que terror.

Por que será que nunca chegou aqui? O filme é bom, os efeitos especiais dos sonhos são bem feitos, mesmo vistos hoje, um quarto de século depois. Aliás, o visual dos sonhos é muito interessante! O elenco é ótimo, temos um Dennis Quaid pós Os Eleitos e uma Kate Capshaw pós Indiana Jones e o Templo da Perdição (quando ela virou sra. Steven Spielberg!), isso sem contar com os veteranos Max von Sydow e Christopher Plummer.

Outra coisa interessante é a trilha sonora eletrônica de Maurice Jarre. Os produtores queriam uma trilha orquestrada, mas Jarre insistiu nos temas eletrônicos, porque achou que tinha mais a ver com o tema. E ele estava certo!

Ah, sim, esqueça o cartaz à la Indiana Jones. O filme não é de aventura…

Os Esquecidos

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Os Esquecidos

AVISO: PODE CONTER SPOILERS!

Os Esquecidos tem uma premissa bem interessante: Telly Paretta (Julianne Moore) vive assombrada pelas lembranças do filho, morto num acidente aéreo um ano antes. Só que, aos poucos, ela percebe que as pessoas em volta se esqueceram do filho. E os objetos e fotos que ela guardou começam a desaparecer. Será que Telly enlouqueceu?

O clima de tensão desta ficção científica / suspense de 2004 é muito bem feito – ficamos naquela paranoia “arquivoxisana”, sem saber no que acreditar. Para ajudar, alguns dos efeitos especiais são bem interessantes: na minha humilde opinião, a melhor cena de abdução da história do cinema está aqui! Isso sem contar com uma excelente cena de acidente de carro!

O elenco também é ótimo. Julianne Moore, como sempre, manda bem. Dominic West, o guitarrista de Rock Star, também está muito bem como outro pai que perdeu o filho no mesmo acidente. E ainda temos Gary Sinise como um psiquiatra que não sabemos se é do bem ou do mal.

Na época do lançamento nos cinemas, lembro que uma parte da audiência ficou descontente com o fim do filme. Heu, particularmente, gostei! De qualquer maneira, fica uma dica para quem estiver com o dvd em mãos: existe outro fim no meio das “cenas excluídas”!

Tron – Uma Odisseia Eletrônica

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Tron – Uma Odisseia Eletrônica

Outro dia comentei sobre alguns filmes mal lançados aqui no Brasil. Alguns filmes são dificílimos de se achar, enquanto outros ficam amontoados nas prateleiras de lojas como as Americanas. Tron é um desses. Por isso, quando vi anunciado num site, corri para comprar o meu dvd!

Aproveitei pra rever, ao lado da minha filha, este impressionante clássico da ficção científica dos ano 80. Por que impressionante? Porque, numa época onde computadores eram novidade, boa parte do filme se passa dentro de um computador!

Flynn (Jeff Bridges, o Lebowski!) é um revolucionário programador de jogos de videogame, que tem seu trabalho roubado por Dillinger (David Warner). Numa tentativa de conseguir provas que criou o jogo, acidentalmente Flynn acaba sendo jogado dentro do computador e forçado a jogar o próprio jogo. Mas o detalhe é que lá dentro as lutas são pra valer!

Ok, a história é um pouco inverossímel, mas, vamos lá, a gente releva pela época. O que importa aqui é que este foi o primeiro filme a usar computação gráfica junto com atores em carne e osso. Sim, hoje em dia é algo corriqueiro, mas na época foi um marco.

E como sobreviveu o filme hoje, quase três décadas depois? Continua legal, o visual usado para criar o mundo virtual ainda é bem interessante. Claro que hoje em dia fariam diferente, afinal, era 1982, ninguém falava de realidade virtual, internet, essas coisas do novo milênio. Mesmo assim, podemos dizer que esse filme “envelheceu” bem melhor que a maioria dos seus contemporâneos.

Fiquei com vontade de rever Jogos de Guerra