A Forca

A ForcaCrítica – A Forca

Mais um filme de câmera encontrada…

20 anos depois de um terrível acidente durante a apresentação de uma peça de teatro da escola de uma cidade pequena, estudantes da mesma escola revivem a mesma peça numa tentativa de honrar o aniversário da tragédia – mas logo descobrem que algumas coisas são melhores se deixadas pra lá.

Um tempo atrás apareceu um videozinho viral nos youtubes da vida, onde alguém colocava dois lápis, um em cima do outro, em cruz, e supostamente invocava um fantasma chamado Charlie. Pra ser sincero, nunca achei graça neste videozinho, que não tinha nada de assustador. E agora, que sabemos que o vídeo foi criado para ser um viral deste filme é que o vídeo perdeu completamente a graça – porque o filme não tem nada a ver com esse papo de dois lápis!

Escrito e dirigido pela dupla Travis Cluff e Chris Loffing, A Forca (The Gallows, no original) nunca usa a ideia do lápis em cruz. O negócio aqui é a forca, como o título diz.

O problema é que o estilo “câmera encontrada” já cansou, pra vermos um novo filme neste estilo, ele tem que apresentar algo de novo, coisa que não acontece aqui. E, pra piorar, o ritmo é quase baiano. O filme tem uma hora e vinte no total, e as coisas só começam a acontecer depois dos 40 min de projeção.

Já falei dos furos de roteiro? São vários, mas não vou entrar em detalhes por causa de spoilers. Só deixo três perguntas no ar: por que eles não usaram nenhuma ferramenta quando se viram presos na escola (eles levaram ferramentas, lembrem-se!); como o protagonista não sabia que seu pai estava nas fotos expostas na parede do colégio há 20 anos; e como ninguém conhecia a mãe da atriz principal da peça numa cidadezinha pequena.

Pra não dizer que nada se aproveita, gostei muito da cena vermelha que acabou virando o trailer e o cartaz do filme. Aliás, o fato desta cena estar no trailer e no cartaz mostra que não fui o único a gostar…

Uma coisa me incomodou em A Forca, apesar de não ser exatamente um furo de roteiro: as idades dos personagens. Naquela cidade todos são pais aos 20 anos? Afinal, o pai de um personagem e a mãe de outro estavam na peça em 93, e o filme se passa em 2013…

Enfim, mais do mesmo.

Pixels

0-Pixels-posterCrítica – Pixels

A premissa era genial: Quando alienígenas interpretam uma transmissão de videogames dos anos 80 como uma declaração de guerra, eles atacam a Terra – como se fossem videogames dos anos 80. Mas aí a gente vê o nome “Adam Sandler” no elenco e já fica com o pé atrás.

Vejam bem: não tenho nada contra o Adam Sandler. Ele já provou que é capaz de fazer filmes legais, como Embriagado de Amor, Tratamento de Choque e Click, isso porque não estou falando de seu trabalho em dramas recentes como Tá Rindo do Que?Homens, Mulheres e Filhos. O problema é quando o filme tem “humor de Adam Sandler” – algo que acontece frequentemente. Por isso o pé atrás.

Pixels infelizmente sofre com este problema, e acho que sei por que. Um dos roteiristas é Tim Herlihy, e uma rápida olhada em sua página no imdb, vemos que ele já tinha escrito outros 9 longas para o Adam Sandler, isso sem contar com alguns roteiros de Saturday Night Live. Resultado: o roteiro está cheio de situações forçadas com “humor de Adam Sandler”, como ele invadindo uma reunião de crise militar só porque é amigo do presidente dos EUA, ou toda a relação de seu personagem com a “mocinha” – no mundo real, um cara daqueles NUNCA invadiria o closet dela daquele jeito.

O que dá mais pena é ver que o filme foi dirigido por Chris Columbus, um grande nome do cinema infanto-juvenil contemporâneo, hoje mais conhecido como diretor de filmes como Percy Jackson e o Ladrão de Raios, os dois primeiros Esqueceram de Mim e os dois primeiros Harry Potter, mas que no início da carreira era roteirista, e escreveu Goonies, Gremlins e O Enigma da Pirâmide. Podiam ter perguntado se ele queria voltar a escrever roteiros…

Bem, a boa notícia é que se a gente deixar o cérebro fora da sala do cinema e não der bola pras piadas bobas, pode se divertir. Pixels tem um bom ritmo e excelentes efeitos especiais – e, acreditem, algumas boas piadas.

Achei os efeitos especiais sensacionais. Assim como o título do filme sugere, os videogames são pixelados. Tudo é gigantesco e em baixa definição! Digo mais: quando os alienígenas atiram em alguma coisa, transforma tudo em quadradinhos. Depois de uma explosão, vemos dezenas de cubos espalhados. Genial! E quem curte videogames antigos vai se divertir. Vemos Pac Man, Galaga, Space Invaders, Tetris, Q-Bert, Donkey Kong, Space Invaders, Frogger, Centipede e vários outros.

O filme traz algumas boas piadas, o roteiro acerta quando mira em referências à cultura pop – principalmente quando o alvo são ícones da década de 80 como Madonna e Daryl Hall & John Oates. Pena que essas piadas têm que brigar pelo espaço na tela com o Adam Sandler fazendo caretas no trânsito para a Michelle Monaghan, ou o Josh Gad deslumbrado porque viu um robô.

O elenco está prejudicado pelo roteiro. Claro, a gente não esperaria muita coisa de atores como Kevin James e Josh Gad, mas mesmo bons atores como Peter Dinklage, Brian Cox e Sean Bean estão caricatos demais. E Michelle Monaghan, coitada, é a mais prejudicada pelo roteiro, com um papel com zero de realidade. Também no elenco, Ashley Benson, Jane Krakowski e Dan Aykroyd.

No fim, fica a sensação de uma boa ideia desperdiçada num filme mediano. Pixels merecia outro roteirista…

p.s.: O longa Pixels foi baseado em um curta homônimo, dirigido por Patrick Jean, facilmente encontrável no youtube. Vale ver o curta!

O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro

0-HA2

Crítica – O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro

E vamos à segunda parte do reboot que ninguém pediu…

Peter Parker adora sua vida de Homem Aranha, balançando entre os prédios de Nova York e passando tempo com sua namorada Gwen Sacy. Mas ser um super heroi tem um preço: ele precisa proteger a população dos super vilões. E quando seu velho amigo Harry Osborn volta, Peter descobre que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a Oscorp.

No meu texto sobre o filme anterior já falei mal do timing deste reboot, então não serei repetitivo. Não concordo com o reboot tão próximo da trilogia terminada em 2007, mas pelo menos a notícia é boa: O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro é um bom filme.

Mais uma vez dirigido por Mark Webb, o filme traz sequências extremamente bem feitas do Homem Aranha se movimentando pendurado nas teias, sempre pontuadas pelo bom humor dos comentários do personagem. Não sei se diria isso sobre o próprio Homem Aranha, mas pelo menos os efeitos especiais são “espetaculares”.

O roteiro tem falhas, mas traz uma coisa que gostei muito: a coragem de matar um personagem importante, coisa incomum em filmes de super herois. E a cena toda é muito boa, talvez a melhor do filme.

Bom filme, mas longe de ser perfeito. O Espetacular Homem-Aranha 2 sofre problemas sérios de ritmo, e é longo demais – as duas horas e vinte e dois minutos são intermináveis. E, na boa? Não precisava do terceiro vilão no finzinho. Principalmente porque já divulgaram que serão quatro em vez de três filmes.

Também tem o lance da idade do ator. Andrew Garfield está com 30 anos, então, por mais que seja um bom Peter Parker perde credibilidade por estar muito velho para o papel. Afinal, um cara que termina o segundo grau com trinta anos não pode ser chamado de inteligente, certo?

(Dane DeHaan, o Harry Osborn, por outro lado, tem 27 mas tem cara de moleque. Esse funciona para o papel, apesar de ser mais velho. Além disso, mostra que é um bom ator.)

Dois comentários sobre o elenco: achei um desperdício usar o talento de um cara como o Jamie Foxx para aparecer em três ou quatro cenas rápidas e depois transformá-lo em cgi. Electro é um bom vilão, mas não exige nada do ator. E colocar um ator do calibre do Paul Giamatti naquela cena inicial foi um grande spoiler. Claro que ele voltaria!

(Só heu achei que os vilões parecem reciclados de outros filmes? Electro parece o Dr. Manhattan de Watchmen; o Duende Verde é a cara do Evil Ed de A Hora do Espanto…)

Emma Stone e Sally Field estão bem, de volta aos seus papeis do filme anterior. Ainda no elenco, Felicity Jones, Colm Feore e Marton Csokas. E, claro, tem uma ponta do Stan Lee.

Ah, o 3D. Sempre falo que o único tipo de 3D que vale a pena é o que usa o “fator parque de diversões”, aquele que joga objetos em direção à tela. Bem, O Espetacular Homem-Aranha 2 tem algumas cenas assim. A cena da teia sendo arremessada em câmera lenta na queda livre ficou bem legal. Mas, mesmo assim, não acho que vale pagar mais caro só por isso.

Por fim, a cena depois dos créditos é boa, mas não tem nada a ver com o filme. É apenas um trailer do próximo X-Men. Admito que achei decepcionante.

p.s.: Este texto foi escrito meses atrás, mas estava perdido nos rascunhos do site. Peço desculpas pelo atraso!

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Exterminador 2Crítica – O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Um robô, idêntico àquele que falhou em matar Sarah Connor, deve agora proteger seu filho adolescente, John Connor, de um robô mais avançado, feito de metal líquido.

Se fizerem uma lista de melhores continuações da história do cinema, este O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day, no original) tem grandes chances de estar lá. Este é um daqueles raros casos de continuações tão boas quanto o filme original!

Na época do primeiro Exterminador do Futuro, James Cameron ainda era um nome desconhecido (ele só tinha dirigido um longa, Piranhas 2 – Assassinas Voadoras), mas agora em 91, depois de dirigir Aliens O ResgateO Segredo do Abismo, ele já tinha se firmado como um dos grandes nomes do cinema de ação / ficção científica. Cameron mais uma vez assumiu a direção e o roteiro, e desta vez tinha uma produção com muito mais dinheiro – se no primeiro filme, o orçamento era de 6 milhões e 400 mil dólares; agora no segundo ele tinha cento e dois milhões. Os efeitos especiais aqui são bem melhores!

Um parágrafo a parte para se falar dos efeitos especiais do robô T-1000. Hoje efeitos digitais são corriqueiros, mas lá longe, em 1991, isso era novidade. Aquele robô de metal líquido, que “derrete” e toma outra forma, é um efeito especial sensacional! Uma das cenas “explodiu a minha cabeça” – quando o T-800 joga o T-1000 na parede, e este, em vez de se virar, a nuca se transforma em seu rosto. Genial! Aliás, revi agora, e digo que, em pleno 2015, os efeitos continuam excelentes. A cena do T-1000 atravessando a grade ainda impressiona!

Sobre o elenco: em 84, época do primeiro filme, Arnold Schwarzenegger era um nome pouco conhecido, mas agora em 91 ele já tinha se firmado como um dos maiores nomes de Hollywood, com várias superproduções no currículo (como Comando Para Matar, O Predador, O Vingador do Futuro, O SobreviventeIrmãos Gêmeos, entre outros). O roteiro, inteligentemente, o transformou em “mocinho” e inventou um novo vilão – e um excelente vilão, diga-se de passagem. Também no elenco, Linda Hamilton, Robert Patrick e Edward Furlong.

Gosto muito do Exterminador 2, acho um excelente filme, uma das melhores continuações que vemos por aí, mas… Tem uma inconsistenciazinha no roteiro. No primeiro filme, explicam que a máquina do tempo só funciona com tecido humano, por isso o robô precisa estar envolto em carne humana, e sem roupas nem armas. Pensando nesta regra, como é que um T1000 consegue viajar no tempo?

Sei que é algo pequeno, e irrelevante para o desenrolar do filme. Mas não gosto quando um filme ou série propõe uma regra e depois ignora esta própria regra… Pelo menos não apaga o brilho deste grande filme!

Homem-Formiga

0-HomemFormiga-posterCrítica – Homem-Formiga

E continua a expansão do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, em inglês)!

Armado com um uniforme que tem a incrível capacidade de reduzir o seu tamanho e aumentar a sua força, um ex-presidiário deve ajudar seu mentor a planejar e executar um assalto que vai salvar o mundo .

Guardiões da Galáxia, um filme baseado em quadrinhos menos conhecidos, foi uma das mais agradáveis surpresas do ano passado. A Marvel resolveu arriscar novamente um personagem pouco conhecido e inseri-lo no mesmo universo dos “medalhões” Thor, Capitão América, Hulk e Homem de Ferro. A bola da vez é o Homem-Formiga.

Homem-Formiga (Ant-Man, no original) tem seus acertos, mas logo de cara tem um problema: perde na comparação com os títulos Marvel do ano passado, Guardiões e Capitão América Soldado Invernal. Pelo menos é melhor que Vingadores 2, que decepcionou a maioria do público

Vamos ao que funciona. Este poderia ser um clássico “filme de origem”, naquele formato onde o personagem se descobre e treina até virar o herói. A boa notícia é que Homem-Formiga não repete os clichês do formato, e o treinamento passa batido. Outra coisa boa é não perder tempo com o passado do Homem Formiga.

Os efeitos especiais também merecem destaque. Um cgi ruim arruinaria o conceito do filme. Mas não só o cgi é excelente, como ainda usa o bom humor na parte final do filme – adorei as referências ao trenzinho Thomas e à banda The Cure!

Ah, sim, o bom humor. Não é uma comédia, mas a plateia deu gargalhadas várias vezes ao longo da projeção. Desconfio que Edgar Wright como roteirista seja um dos responsáveis por isso…

Sobre Edgar Wright, o mesmo de Scott Pilgrim e da trilogia Cornetto (Todo Mundo Quase Morto, Chumbo Grosso e Heróis de Ressaca): ele seria o diretor aqui. Ele propôs o filme para a Marvel em 2003, e começou a trabalhar no projeto desde então. Mas, por divergências criativas com a Disney, ele pulou fora em 2014. Não sei o quanto ele participou do filme (ele continua creditado como produtor e roteirista), não sei se ele efetivamente filmou algo. O que sabemos é que foi ele que pediu para o personagem Homem-Formiga não aparecer no filme Os Vingadores. A direção ficou a cargo de Peyton Reed (Sim Senhor, Separados Pelo Casamento).

Pena que nem tudo funciona. Michael Peña está bem como alívio cômico, mas usar outros dois como um “trio engraçadinho” foi exagerado. Outra problema é no ritmo: a parte final é excelente, mas a primeira parte do filme tem momentos desinteressantes, focados em problemas familiares. Ok, já entendemos todos os “father daughter issues“, podemos ir pra ação?

(Ainda o personagem do Michael Peña: achei genial o modo como ele conta as historinhas. Prestem atenção nos movimentos labiais e não nas legendas!)

O elenco tem pontos positivos e negativos. Paul Rudd (que também é um dos roteiristas), mas conhecido por comédias bobinhas como Eu te Amo, Cara e Bem-vindo Aos 40, está muito bem, se encaixou perfeitamente no papel. Já Corey Stoll (Sem Escalas) está caricato demais como o vilão. Ainda no elenco, Michael Douglas, Evangeline Lilly, Judy Greer, Bobby Cannavale, Martin Donovan e uma participação especial não creditada de Anthony Mackie. Ah, tem o Stan Lee, mas nem precisava avisar, né?

No fim, claro, tem cena pós créditos. Na verdade, são duas cenas, uma no meio e outra no fim, dois ganchos para futuras continuações. O MCU continua crescendo!

Thanatomorphose

0-ThanatomorphoseCrítica – Thanatomorphose

“Thanatomorphose” é uma palavra de origem grega, usada para descrever os sinais visíveis de decomposição de um organismo causados pela morte. Um dia, uma mulher acorda e descobre que seu corpo está apodrecendo.

Nem me lembro de onde veio a indicação para ver este Thanatomorphose, escrito e dirigido por Éric Falardeau em 2012. Acho que seu heu lembrasse, xingaria a pessoa que me indicou.

Thanatomorphose parece um portfólio para demonstrar técnicas de maquiagem. A maquiagem do gore é muito bem feita, em todas as etapas da doença da protagonista. Nisso, o espectador não tem o que reclamar. Mas um filme precisa de mais do que isso. Uma história a ser contada é algo importante…

Thanatomorphose não tem história. É basicamente a evolução de uma doença (não explicada) e seus efeitos na protagonista. O fato de se passar o tempo todo dentro do apartamento dela ajuda o ritmo arrastado.

A atriz principal, Kayden Rose, nem é muito bonita, mas deve ter ganhado um fã clube com este filme – ela aparece nua durante boa parte do filme. Seu co-protagonista Davyd Tousingnant por sorte aparece pouco – é um ator muito ruim.

O resultado final é um filme escatológico e chato. Ou seja, só recomendado para poucos.

Podcrastinadores.S03E15 – Star Wars: Trilogia Prequel

Podcrastinadores - SW PrequelPodcrastinadores.S03E15 – Star Wars: Trilogia Prequel

Previously on Podcrastinadores…

“Para comemorar o episódio 50, vamos falar da maior franquia cinematográfica de todos os tempos: Star Wars (…) E como um tema como esse não dá pra fazer em um episódio só, iremos dividir nossa comemoração em duas partes, sendo primeiro a trilogia clássica e, no próximo episódio, a trilogia prequel.”

Após quinze longos dias de espera, vamos falar da trilogia cinematográfica que nos mostrou a origem do vilão mais amado do universo: Darth Vader! Exatamente, estamos falando da trilogia prequel de Star Wars, ou, como chamamos no último episódio, a trilogia Voldemort – a que não deve ser mencionada. :)

Midichlorians, corrida de podracer, Darth Maul, Jar Jar Binks e tudo de melhor (e pior) dos episódios 1, 2 e 3! Conversamos sobre esses filmes que todos amam (e odeiam) num bate-papo onde tivemos que prometer deixar o lado fanboy de todos nós e ser o mais imparcial possível. Claro que esse plano não deu muito certo, né? ;)

Participam neste episódio: Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo Montaleão, Tibério Velasquez, Henrique Granado, Fernando Caruso e Eduardo Miranda.

Não deixe de participar aqui nos comentários, e que a Força esteja com você! ;)

 

Play

Podcast (podcrastinadores-plus): Play in new window | Download (113.1MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

Podcast: Play in new window | Download (98.9MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

(Não consegue baixar arquivos de áudio em sua rede? Insira o link do mp3 aqui)

 

MEME-3

Links relacionados a este episódio:

Episódio dos Podcrastinadores sobre a trilogia clássica de Star Wars

Pré-estréia do Episódio I com o Conselho Jedi do Rio de Janeiro, e matéria no jornal sobre o evento.

Sequência completa editada da luta contra Darth Maul no Episódio I

Fórum com a teoria da morte da Amidala não ser simplesmente pela perda da vontade de viver (em inglês)

Comparação da música do final do Episódio I com a música tema do Imperador

Trailer teaser do Episódio III – “Lord Vader… rise”

Participe você também escrevendo pra gente: podcrastinadores@gmail.com
Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.
Lembrando que temos duas opções de feeds pra você nos assinar:

Feed normal: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadores
Feed plus*: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadoresplus

*Se seu player for compatível com formato m4a (plataforma Apple iOS), você vai preferir acompanhar por este formato. Ele divide o podcast em capítulos com imagens individuais, e você pode navegar entre esses capítulos pelo comando “próximo” ou “anterior” do seu player. Assim você pode pular spoilers, ou achar rapidamente um assunto determinado que tenha maior interesse.

Maggie: A Transformação

MaggieCrítica – Maggie: A Transformação

Arnold Schwarzenegger e zumbis! Será que pode dar errado?

Sim…

Uma adolescente é infectada em uma epidemia que lentamente transforma as pessoas em um zumbis comedores de carne humana. Durante sua transformação, seu pai permanece ao seu lado.

Bem, respondo logo sobre a pergunta do primeiro parágrafo: Sim, tem o Arnoldão no papel principal. E sim, tem zumbis. Mas Maggie: A Transformação é um drama, não tem nada de terror, nem nada de ação. No máximo, uma maquiagem bem feita – mas discreta, para os padrões walkindeadianos atuais.

Maggie até tem uma proposta interessante: mostrar o lado humano por trás de uma epidemia de zumbis. Imagine que aconteceu o famoso apocalipse zumbi, mas que as autoridades controlaram a “doença”. Muita gente morreu, muita gente ainda pode ser infectada, mas a sociedade não entrou em colapso. O filme foca num um pai teve sua filha infectada. Ele sabe que provavelmente ela irá morrer (médicos tentam controlar a infecção), mas ele não quer abandoná-la.

Dirigido pelo estreante Harry Hobson, Maggie tem cacoetes de cinema independente, como muita câmera na mão, muitas imagens contemplativas… O filme é leeento… Schwarzenegger está na produção do filme, provavelmente ele optou por fazer algo diferente do habitual (desde que deixou a carreira política, ele só tinha feito filmes de ação), provavelmente pensou que isso seria uma boa para a sua carreira.

Mas, na minha humilde opinião, foi um grande erro estratégico. O público que apreciaria um filme destes não vai dar bola para a combinação “Schwarzza + zumbis”. Já o público que for atraído por esta dobradinha vai sair decepcionado do cinema.

Pra piorar, Schwarzenegger nem está tão diferente do habitual. Às vezes vemos alguns atores se transformando em filmes de estilos diferentes. Não foi o caso, a única mudança é que ele está de barba. Também no elenco, Abigail Breslin e Joely Richardson.

Um recado para os fãs do Schwarzza: vale mais a pena rever O Exterminador do Futuro Gênesis

O Predestinado

O PredestinadoCrítica – O Predestinado

Sabe aquele filme bom, mas que ninguém conhece porque foi mal lançado?

Um agente temporal encara sua última missão após anos de viagens no tempo. Ele deve capturar um homem que há muito o ludibria através do tempo.

É bom não explicar muita coisa sobre o que acontece em O Predestinado  (Predestination, no original). A trama é cheia de reviravoltas bem boladas, a gente passa os dias seguintes depois de ver o filme pensando nos detalhes. E teve um momento mind blowing onde quase soltei um palavrão de tão estupefato que fiquei!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos australianos Michael e Peter Spierig, os mesmos de Canibais / Undead e 2019 – O Ano da Extinção. Se o segundo já é pouco conhecido, o primeiro é um daqueles que ninguém viu. Ambos são filmes divertidos, mas nada demais. O Predestinado é de longe o melhor filme da dupla.

O ponto forte de O Predestinado é o roteiro, baseado no conto All You Zombies, de Robert A. Heinlen (o mesmo de Tropas Estelares). O roteiro é cheio de idas e vindas, e não deixa nenhuma ponta solta. Além disso, o filme tem outras qualidades. A ambientação é perfeita, a trama pula por épocas diferentes, e toda a cenografia foi bem cuidada.

No elenco, o nome mais famoso é Ethan Hawke. Mas o destaque sem dúvida é Sarah Snook – se, em vez de um filme alternativo australiano, O Predestinado fosse uma grande produção norte-americana, acredito que Sarah fosse indicada para prêmios importantes. Ainda no elenco, Noah Taylor.

Infelizmente, O Predestinado não passou nos cinemas, e teve lançamento discreto em dvd, ou seja, muita gente nem ouviu falar. Mas, fica a dica para quem quer uma história bem contada!

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Exterminador 5O Exterminador do Futuro: Gênesis

Estreou o novo Exterminador!

John Connor manda Kyle Reese ao passado para proteger Sarah Connor, mas quando ele chega em 1984, nada acontece como esperado.

Neste mar de continuações, refilmagens, releituras, remakes e reboots, claro que tinha espaço pro Arnoldão voltar ao seu papel mais icônico, né?

Um pequeno resumo da franquia Exterminador do Futuro. Os dois primeiros, dirigidos por James Cameron em 84 e 91, são excelentes, dois clássicos da ficção científica, dois dos melhores filmes de viagem no tempo de todos os tempos. O terceiro, de 2003, teve seus tropeços, ficou bem abaixo dos outros dois. Com um clima mais dark, o quarto filme foi lançado em 09 – melhor que o terceiro, mas ainda abaixo do início da saga. Pela primeira vez, Schwarzenegger não estava no elenco principal (ele era o governador da Califórnia àquela época), mas aparecia como um bem sacado efeito especial.

Sobre o novo O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys, no original), a primeira pergunta era: robôs envelhecem? Porque agora um senhor sessentão, Arnold Schwarzenegger volta ao papel do robô Exterminador. Mas isso é explicado no filme, o robô tem pele humana, então ele envelhece por fora…

A direção ficou a cargo de Alan Taylor, com longa carreira na tv (dirigiu episódios de séries como  Game of Thrones, Família Soprano e Sex and the City, entre muitas outras), mas em seu segundo filme para o cinema. Bem, como o primeiro foi Thor Mundo Sombrio, podemos dizer que Taylor está no caminho certo pra entrar no primeiro time dos diretores hollywoodianos.

Tecnicamente falando, o filme é impressionante. Não só vemos perseguições, brigas, explosões e tiroteios de tirar o fôlego, como vemos uma cena do Schwarza atual contra o Schwarza de 84! Viva o cgi bem feito!

Agora, uma coisa me incomodou: o conceito de viagem no tempo proposto pelo primeiro filme propõe um círculo fechado e imutável – o destino já está escrito, tudo o que acontece relativo às viagens no tempo vai se repetir num eterno loop. E este conceito é ignorado aqui. O Exterminador do Futuro Gênesis usa a ideia de viagem no tempo proposta pela série De Volta Para o Futuro: suas ações numa viagem no tempo podem alterar o futuro. Não gostei…

No elenco, Arnold Schwarzenegger mostra que ainda tem pique apesar dos sessenta e sete anos de idade (ele acabou de completar 68). E gostei da Emilia Clarke (Game of Thrones) como Sarah Connor. Por outro lado, não gostei de Jason Clarke (Planeta dos Macacos O Confronto), caricato demais como John Connor. Ainda no elenco, Jai Courtney, J. K. Simmons, Courtney B. Vance, Sandrine Holt e Byung-hun Lee.

Último aviso: rola uma cena extra no meio dos créditos, um gancho para uma continuação. É, segundo o imdb, este é o primeiro de uma nova trilogia…