Psych 9

Crítica – Psych 9

Uma mulher um pouco desequilibrada consegue um emprego pra trabalhar sozinha, no turno da noite, em um hospital abandonado. Ela desconfia que o hospital tem algo a ver com um assassino serial que age nas redondezas.

Dirigido pelo estreante Andrew Shortell, Psych 9 tem um grave problema: não se decide entre “filme sobrenatural” e “filme de serial killer”. Às vezes, ruma para um lado, às vezes pro outro. E acaba se perdendo, sem identidade.

Pena, porque nem tudo no filme é ruim. Gostei muito dos cenários no hospital abandonado. O filme foi rodado em Praga, na República Tcheca. Aparentemente, pegaram um grande prédio abandonado no Velho Mundo para set de filmagens. Boa ideia, o clima ficou sinistro.

O elenco é “lado B”, mas ninguém compromete. Me pergunto por que Sarah Foster nunca teve uma boa chance na carreira – me lembro dela em The Big Bounce, e nada mais, acho que ela merecia um bom papel em um grande filme. Além dela, o filme conta com Cary Elwes (Jogos Mortais, Robin Hood do Mel Brooks), Michael Biehn (Exterminador do Futuro) e Gabriel Mann.

Psych 9 não é ruim. Mas também não é bom. Dispensável…

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Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Crítica – Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Admito que sou fã desta série. Tanto que já falei dela três vezes aqui no blog. Sou tão fã que preciso dedicar mais um post a ela. Pena que hoje não é pra falar bem.

Pra quem não conhece a série: os irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) são “caçadores”. Vivem de cidade em cidade, caçando monstros, demônios e outras criaturas bizarras e assustadoras. A série começou no estilo “mosntro da semana”, mas, aos poucos, o clima foi ficando mais sério. Um dos irmãos se envolveu com demônios, o outro, com anjos, que apareceram na trama.

Tudo rumava para um fim de série épico – isso, no fim da quinta temporada. O problema é que a série não acabou, rolou a sexta, e agora, pelo jeito, teremos a sétima temporada.

A sexta temporada nem foi ruim. Foi irregular, alternou bons episódios com outros dispensáveis. O problema é que a temporada anterior lidava com o Apocalipse. Na boa, depois de enfrentar o Apocalipse, todo o resto parece sem importância. A sexta temporada pareceu uma grande (e longa) encheção de linguiça.

(Mas admito que, mesmo sem estar nos seus melhores dias, a temporada teve vários momentos excelentes. O episódio onde eles vão parar num mundo alternativo – a vida real, por trás das câmeras! – foi sensacional. E achei genial a ideia de salvar o Titanic porque ninguém mais aguenta a música da Celine Dion.)

O último episódio (duplo) foi bom, cheio de referências a H.P. Lovecraft. Mas terminou com um cliffhanger perigoso. Cliffhanger é aquele gancho que rola no fim de um episódio, que deixa os espectadores boquiabertos. A temporada termina com um gancho que, na minha humilde opinião, não terá fôlego pra segurar uma temporada inteira. Ou seja, a sétima temporada provavelmente vai ter mais enrolação…

Sou fã de Supernatural. Sou tão fã que preferia que ela não continuasse, mas tivesse um final digno…

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Supernatural S05E08
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Los Cronocrimenes

Crítica – Los Cronocrimenes

Semana passada fiz aqui um Top 10 de filmes com viagens no tempo. Li coisas boas sobre este Los Cronocrimenes – admito que não o conhecia. Baixei, vi, e me surpreendi: é realmente muito bom!

Um homem acidentalmente vai parar em uma máquina do tempo, e volta no tempo, aproximadamente uma hora e meia no mesmo dia. Mas seus atos na linha temporal paralela criam consequências inesperadas.

Falei aqui ontem da comédia FAQ About Time Travel. Los Cronocrimenes é bem semelhante em sua estrutura: ambos são produções simples e baratas, baseados em um roteiro que usa idas e vindas no tempo de maneira inteligente. A teoria usada aqui é a mesma de O Exterminador do Futuro: a linha do tempo é imutável, tudo o que acontece é consequência dos atos durante a viagem no tempo. E não adianta tentar consertar…

Trata-se de uma produção espanhola de 2007, escrita e dirigida por Nacho Vigalondo. Não é de hoje que a Espanha nos presenteia com bons filmes fantásticos – lembrem-se de filmes como Abra Los Ojos, REC, O OrfanatoLos Cronocrimenes segue a tradição. Não é comédia, nem ação, é um suspense que usa viagens no tempo em sua estrutura.

A narrativa segue o personagem Hector, e deixa buracos que são explicados quando ele volta na linha do tempo – afinal, vemos tudo de novo, através de outro ponto de vista. O roteiro é legal, mas não é perfeito. A gente fica se perguntando por que Hector toma algumas decisões, no mínimo, estranhas. Parece que ele só faz o que faz pra justificar a linha temporal…

O ator Karra Elejalde não ajuda. Não é um ator ruim, mas seu personagem é extremamente antipático. Ainda no elenco, Candela Fernandez, Bárbara Goenaga e o próprio diretor Nacho Vigalondo, como o cientista .

Mas o resultado final é muito bom. Los Cronocrimenes é daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente fica tentando resolver o quebra-cabeças mental, ver se todas as pontas foram fechadas. Voltei alguns trechos, não achei nenhum furo…

Os direitos do filme foram comprados por produtores hollywoodianos. Parece que em 2012 estreia a versão americana. Não posso falar mal antes de ver, mas, se a refilmagem seguir a linha de Vanilla Sky ou Quarentena (refilmagens de Abra Los Ojos e REC, respectivamente), prefira o original espanhol!

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Frequently Asked Questions About Time Travel

Crítica – Frequently Asked Questions About Time Travel

Pesquisando sobre filmes com viagem no tempo pra o Top 10, li sobre este filme, de 2009, do qual nunca tinha ouvido falar. Fiquei curioso e corri pra baixar.

Três amigos, dois deles nerds assumidos (apesar de não gostarem do termo “nerd”), encontram uma “falha temporal” no banheiro do pub onde estão. A trama acompanha o trio em diversas idas ao futuro e voltas ao passado, onde eles vivenciam várias situações presentes em filmes de viagens no tempo – daí o nome do filme: “Perguntas Frequentes Sobre Viagem no Tempo“, numa tradução literal.

Trata-se de uma comédia misturada com ficção científica. É uma produção simples, na verdade é um filme pra tv, co-produção da BBC e da HBO. Mas não pense que é uma super-produção, que nem Game of Thrones. FAQ About Time Travel é uma ficção científica com efeitos especiais discretíssimos.

O forte aqui é o roteiro, muito bem escrito nas idas e vindas no tempo. O filme se passa quase inteiramente dentro do pub e nos seus poucos cenários. E a maior parte das cenas conta apenas com os três atores principais – Anna Faris, apesar de estar no cartaz e ser o nome mais famoso, tem um papel secundário.

O roteiro, do estreante Jamie Mathieson, é muito bem escrito, e cria várias cenas interessantes e divertidas usando os exemplos conhecidos de teorias sobre viagens no tempo (como, popr exemplo, não alterar nada no passado, ou não deixar o seu “eu” do passado ver você). Além disso, ainda traz um monte de referências a vários filmes, como Guerra nas Estrelas, Flash Gordon, Crônicas de Nárnia e Firefly, entre outros.

É importante falar que o filme é inglês, assim como o seu estilo de humor. Heu gosto de humor inglês, mas sei que tem muita gente por aí que prefere um humor mais, digamos, “convencional”. Pra quem curte o estilo, é um prato cheio.

O filme foi dirigido por Gareth Carrivick, que tinha uma boa experiência na tv. Infelizmente, Carrivick faleceu um ano depois do filme… No elenco, além de Faris, como uma garota do futuro que aparece em algumas cenas-chave, temos Chris O’Dowd, Marc Wootton e Dean Lennox Kelly como os três amigos. Acho que só O’Dowd é (pouco) conhecido aqui, ele esteve em As Viagens de Gulliver e é um dos principais atores do seriado cult The IT Crowd.

O filme é curtinho, menos de uma hora e vinte, pena… Esse é daqueles que fica com “gostinho de quero mais”!

FAQ About Time Travel é daqueles que tem cara de que nunca será lançado por aqui. Pretendo comprar o dvd importado. Enquanto isso, sorte a nossa que existe o download…

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Os Agentes do Destino

Crítica – Os Agentes do Destino

Uêba! Filme novo baseado em Philip K. Dick!

Um jovem e promissor político (Matt Damon) se apaixona por uma bailarina (Emily Blunt), mas misteriosos forças, encarregadas do destino do mundo, fazem de tudo para separá-los.

O roteirista George Nolfi escolheu o conto “The Adjustment Team”, de Philip K. Dick, para a sua estreia como diretor. A história é interessante por levantar a pergunta: podemos desafiar o nosso destino? Quem nunca se questionou isso?

Pena que essa trama já é batida. A gente já viu outros filmes bem parecidos, como, por exemplo, Cidade das Sombras, onde alguns seres misteriosos controlam o destino dos humanos, até que um deles “acorda” e desafia a ordem vigente. Isso sem contar com o “fator Brilho Eterno“, onde um casal consegue driblar regras para ficar junto, mesmo que inconscientemente. (E nem estou falando dos Observadores da série Fringe!)

Mas, se a gente desligar este “detalhe”, Os Agentes do Destino é bem legal. A trama pode não ser novidade, mas o filme tem uma produção bem cuidada e tudo funciona redondinho. E a parte final tem um trabalho muito bem feito de edição, na a sequência das portas.

O elenco ajuda. Matt Damon e Emily Blunt são carismáticos, têm boa química e formam um belo casal. E Terence Stamp, o eterno General Zod de Superman 2, está bem como o Agente “bad ass”. Ainda no elenco, os pouco conhecidos Michael Kelly, Anthony Mackie e John Slattery.

Como falei lá em cima, Os Agentes do Destino é baseado em Philip K. Dick, autor de histórias que geraram vários filmes legais, como Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report, O Vidente, O Pagamento e O Homem Duplo (ok, alguns filmes legais, outros maomeno…). Como quase sempre a temática de K. Dick é ligada à ficção científica, acredito que muita gente pode se frustrar com Os Agentes do Destino, que tem um foco maior no romantismo do que na ficção científica. Ainda mais porque o trailer e o poster “vendem” o filme como se fosse ação à la Trilogia Bourne!

Mesmo não sendo novidade, Os Agentes do Destino é um bom programa. Principalmente para ver com a patroa – a Garotinha Ruiva gostou!

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Nude Nuns With Big Guns

Crítica – Nude Nuns With Big Guns

Quando vi Run! Bitch Run!, soube que o próximo filme do diretor Joseph Guzman se chamaria Nude Nuns With Big Guns – “Freiras Nuas com Armas Grandes”. Um filme com um nome desses é tentador, apesar da lembrança que Run! Bitch Run! foi um péssimo filme.

Uma freira é estuprada, drogada e prostituída por um grupo de padres corruptos e traficantes de drogas e pela gangue de motociclistas “Los Muertos”. Mas ela escapa da morte e jura vingança contra todos.

Falei que Run! Bitch Run! foi péssimo, né? Nude Nuns With Big Guns é pior. Sabe quando nada funciona? Nem pra rir o filme serve!

As atuações são pífias e os personagens, ridículos, como era de se esperar. Mas se isso fosse o único defeito, o filme ainda seria “assistível”. O roteiro é horroroso, e a edição torna o ato de assistir o filme uma experiência dolorosa. E a trilha sonora paupérrima só acentua o ritmo preguiçoso do filme.

Pra não dizer que nada se salva, ri uma única vez, quando a “mocinha” finalmente pega o “vilão” e arranca o seu órgão genital com um tiro. Se o filme fosse todo nesse clima, seria legal. Mas não é.

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez fizeram um bem ao cinema ao resgatar o espírito “exploitation”. Mas os dois têm talento para fazerem bons filmes com cara de vagabundos. Joseph Guzman não tem esse talento.

O fim do filme deixa um gancho para uma continuação. Recomendo fortemente: não!

Fujam para as montanhas!

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Um Drink no Inferno
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Padre

Crítica – Padre

Num mundo pós-apocalíptico, devastado por uma guerra entre homens e vampiros, um padre guerreiro se rebela contra a Igreja e vai sozinho tentar resgatar sua sobrinha, sequestrada por um misterioso vampiro diferente.

Padre (Priest, no original) é mais um terror de visual estilizado baseado em quadrinhos. Isso não agrada a todos. Mas pra quem curte o estilo, é uma boa opção.

O diretor Scott Charles Stewart (Legião) se baseou na graphic novel coreana de Min-Woo Hyung para filmar um universo com padres que parecem guerreiros ninjas e uma Igreja dominadora como na Idade Média. Até os vampiros são diferentes aqui, são bicharocos gosmentos e sem olhos, nada se assemelham com os vampiros clássicos do cinema.

O visual do filme é muito legal, tem até espaço para uma abertura em animação feita por Genndy Tartakovsky, lembrando história em quadrinhos. O filme parece um faroeste futurista misturado com filme de terror e com uma pitada de ficção científica, cheio de cenas de ação com efeitos em câmera lenta. Rolam cenários grandiosos e maneiríssimos – tudo bem, deve ser tudo digital, mas o resultado ficou muito bom. O mesmo podemos dizer sobre os eficientes efeitos especiais – gostei da explosão no fim. O 3D é bem utilizado, diferente de outras produções recentes.

O roteiro tem coisas boas e ruins. A cidade com prédios à la Blade Runner e sua sociedade totalitaria comandada pela Igreja é um dos acertos. Por outro lado, achei os personagens rasos demais, senti falta de algo mais sólido na sua construção. E um detalhe me incomodou – comento depois dos avisos de spoilers leves.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se a única fraqueza dos vampiros era ter que fugir do sol, por que só tinha um “humano-vampiro”?

FIM DOS SPOILERS!

O elenco está ok, afinal, este é o tipo de filme onde os atores têm pouco espaço se destacar. Talvez o vilão de Karl Urban (Viagem do Medo) esteja caricato demais,  mas o resto funciona: Paul Bettany (O Turista), Cam Gigandet (Pandorum), Maggie Q (Operation Endgame), Christopher Plummer (Dr. Parnassus), Brad Dourif e Lily Collins, com Stephen Moyer (True Blood) e Mädchen Amick fazendo uma participação especial.

No fim, Padre é legal, mas ficamos com a sensação de que poderia ser melhor.

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Reencontrando a Felicidade

Crítica – Reencontrando a Felicidade

Um casal tenta reconstruir a vida depois de perder o filho de quatro anos, morto atropelado.

Confesso que tinha dois receios para ver este filme. Um receio cinematográfico (pé atrás com o diretor John Cameron Mitchell), outro receio pessoal.

Vou abrir um “cantinho do desabafo” aqui. Este assunto é muito delicado pra mim. Minha filha mais velha nasceu com problemas cardíacos, e faleceu em 2003, com os mesmos quatro anos que o garoto do filme tinha. É sempre difícil pra mim ver um filme com o tema “morte de filho”. É complicado fazer uma crítica, porque o emocional sempre fala alto. Dito isso, posso dizer que entendo tudo o que Becca, a personagem de Nicole Kidman, está passando. Me vi na tela diversas vezes. Compartilho com Becca vários questionamentos, inclusive religiosos. Dá pra se escrever uma crítica assim? Bem, vou tentar…

Antes de tudo, preciso falar que o meu receio cinematográfico era infundado. Meu pé atrás com John Cameron Mitchell é porque o seu Hedwig é muito irregular, e o seu Shortbus pode até ser divertido, mas é uma grande picaretagem. Mas aqui ele faz um belo trabalho. Reencontrando a Felicidade é um filme sensível e bonito, dentro do que o assunto permite.

O roteiro, escrito por David Lindsay-Abaire (baseado na sua própria peça), é muito eficiente ao apresentar os traumas que afligem o casal. A história é triste, triste, mas em momento nenhum o filme é monótono.

O elenco é um dos pontos fortes do filme. Nicole Kidman arrebenta, foi até indicada para o último Oscar por este papel. Aaron Eckhart não fica pra trás, também está bem seguro como o pai que quer seguir com a vida. Ainda no elenco, Diane Wiest, Miles Teller e Sandra Oh.

Preciso ainda falar do título em português. Onde diabos está a tal felicidade? O garoto morreu, a família está caindo aos pedaços… Abaixo os nomes inventados!

Não tenho condições de recomendar este filme para ninguém. Mas admito que foi uma experiência forte.

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The Roommate

Crítica – The Roommate

Você viu Mulher Solteira Procura? Ou o recente Chloe – O Preço da Traição? Ou ainda Atração Fatal, Assédio Sexual, A Mão que Balança o Berço? Então você já viu The Roommate.

Sara vai para a faculdade, e sua nova colega de quarto (a “roommate” do título) se revela um pouco obsessiva demais, beirando a psicopatia.

The Roommate é apenas mais um filme de “mulher desequilibrada que vira psicopata com instintos assassinos”. A diferença para os filmes citados no primeiro parágrafo é que aqui não rola nada de nudez…

Acho que a ideia dos realizadores era se basear no elenco, com meninas  novinhas e bonitinhas vindas da tv. A dupla central é formada por Leighton Meester (do seriado Gossip Girl) e Minka Kelly (do seriado Friday Night Lights). Minka, que faz a boazinha Sara, é apenas mais do mesmo; Leighton, na pele da insana Rebecca, tem mais chances de mostrar algo – mas mesmo assim, nada que impressione. Ainda no elenco, Cam Gigandet, Alyson Michalka, Daneel Harris e Billy Zane.

O filme em si nem é ruim, mas o problema é que a trama é tão batida que a gente consegue adivinhar tudo o que vai acontecer. Mas pode ser uma opção para os menos exigentes, pelo menos a produçao e bem cuidada…

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E Aí Hendrix?

E Aí Hendrix?

Já falei antes aqui no blog, não sou muito fã de documentários. Meu interesse no documentário é proporcional ao meu interesse no assunto tratado. Pra minha sorte, gosto do assunto de E Aí Hendrix?!

O documentário de Pedro Paulo Carneiro e Roberto Lamounier fala, claro, sobre o Jimi Hendrix. Liderada pela cantora Pitty, uma equipe foi até Londres, entrevistou contemporâneos do guitarrista, visitou lugares históricos (relacionados a Hendrix) e assistiu um show cover, feito por John Campbell e a banda Are You Experienced. Entremeando o “diário de bordo de Londres”, vemos trechos de  entrevistas com gente como Roberto Frejat, Pepeu Gomes, Robertinho do Recife e Davi Moraes.

O documentário não é careta. Alguns detalhes que poderiam ser classificados como defeitos técnicos dão ao filme um charme irresistível, coisas como tomadas não convencionais, câmera trêmula, ruídos no áudio – aparece o reflexo do diretor em uma tela de computador, durante uma entrevista por skype!

Uma decisão acertada dos realizadores, na minha humilde opinião, foi manter o foco apenas na música, sem mencionar nada da sua conturbada relação com as drogas. Se bem que o filme podia explicar um pouco – a Garotinha Ruiva estava comigo, e me perguntou como Hendrix morrera…

Em alguns momentos, a edição podia enxugar um pouco o filme. Por exemplo, achei o “momento Purple Haze” longo demais. Aliás, de um modo geral, rolou um excesso de imagens do cover de John Campbell. O cover é legal, mas acredito que seria mais interessante vermos mais imagens de arquivo.

Não sei se E Aí Hendrix? será lançado, o circuito para documentários é algo complicado hoje em dia. Mas vale a pena para quem curte este que foi um dos maiores guitarristas da história!

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