Cisne Negro

Cisne Negro

Nina Sayers (Natalie Portman), uma obcecada bailarina, ganha o papel principal na montagem de Lago dos Cisnes, de Tchaikovisky. Nina é perfeita para o papel da delicada Cisne Branca, mas tem problemas para compor a personagem de sua irmã gêmea, a malvada Cisne Negra.

Vou falar sobre um pé atrás que tenho (ou tinha) com o diretor Darren Aronofsky. Vi seus dois primeiros filmes na mesma época, Pi e Réquiem Para um Sonho. Não são ruins, mas são “cabeça” demais, e confesso que não gostei, achei ambos bem chatos. Fiquei tão traumatizado que ainda não vi Fonte da Vida e O Lutador

Mas Aronofsky acertou a mão desta vez, Cisne Negro é muito bom. Aronofsky foi muito eficiente ao mostrar toda a paranoia que envolve Nina, usando a trilha sonora aliada a rápidos movimentos de câmera. E o clima do filme começa a mudar mais pra perto do fim, o filme vira quase um terror! Aliás, gostei de como o filme resolveu a dubiedade de Nina, entre a graça e suavidade da rainha Cisne Branca e a sensualidade agressiva da Cisne Negra.

Natalie Portman está sensacional. Se heu for apostar em apenas um Oscar para 2011, é o de melhor atriz para ela. Portman encarna com perfeição toda a obsessão e loucura que a personagem pede.

Digo mais: todo o elenco está inspirado, o filme não é só de Portman. Mila Kunis está excelente como a bailarina antagonista, sensual e imperfeita, ideal para o cisne negro. Idem sobre Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder.

(Me senti velho. Lembro de Winona Ryder com quatorze ou quinze anos em Inocência do Primeiro Amor. E agora ela faz uma bailarina veterana, se aposentando…)

Preciso falar da famosa e polêmica cena de sexo lésbico. A cena é sensacional, e já circulou por toda a internet. Sem mostrar nada de nudez, a cena consegue ser mais erótica que muito filme pornô! Mas é só uma cena, o filme não toma esse caminho GLS!

Sobre os eficientes e quase invisíveis efeitos especiais, tenho dúvidas sobre o quanto as meninas dançam de verdade. Vemos de perto, muito perto, a montagem do balé. Portman e Kunis têm formação de balé clássico?

Enfim, grande filme, deve ganhar várias indicações ao Oscar 2011. A estreia nacional só vai rolar em fevereiro, mas Cisne Negro já está disponível nos sites de torrent.

Altitude

Altitude

Cinco jovens amigos alugam um pequeno avião para ir a um show em outra cidade – uma das meninas sabe pilotar. Mas uma falha técnica leva o avião a uma altura perigosa, onde talvez algo ainda mais perigoso os espere.

Baseado numa interessante premissa, o curto e despretensioso Altitude tem algumas virtudes, mas poderia ser bem melhor.

Os méritos estão no clima claustrofóbico conseguido pelo diretor estreante em longas Kaare Andrews. Quase todo o filme se passa dentro do pequeno avião, e o diretor conseguiu um bom trabalho neste pequeno cenário.

Mas o filme tem um defeito grave: os cinco personagens são muito mal escritos! Uma patricinha mandona que acha que sabe tudo de avião mas faz um monte de besteiras, um suposto namorado cheio de mistérios, uma menina que só quer saber de reclamar e filmar tudo, o mais detestável de todos os boçais que praticam “bullying” em filmes e um meio nerd, meio músico, meio alpinista, meio ninguém descobriu o que ele é na verdade. Assim, dá até vontade de torcer pro avião cair logo…

A bonitinha Jessica Lowndes lidera o elenco de rostos desconhecidos, interpretando a jovem piloto. Ninguém se destaca nem pra bem nem pra mal; apenas Jake Weary, que está insuportável, mas acho que era o papel que pedia.

O filme traz uma virada de roteiro no terço final, direcionando a trama para algo sobrenatural. Isso não é spoiler, afinal, está no cartaz do filme! Mas, na minha humilde opinião, o filme não precisava disso, poderia continuar com as relações humanas sendo postas a limites, como estava indo razoavelmente bem até então.

Não gostei do fim, achei forçado. Mas pelo menos não é óbvio…

Conquista Sangrenta

Conquista Sangrenta

Outro dia, numa lista de discussão, estávamos conversando sobre filmes medievais. Aí veio a lembrança deste Conquista Sangrenta, de 1985, primeiro filme americano do diretor holandês Paul Verhoeven. Como heu já tinha o dvd em casa, aproveitei para rever.

Em 1501, na Europa, o nobre Arnolfini usa um grupo de mercenários, liderados por Martin (Rutger Hauer), para recuperar seu castelo, mas depois os manda embora sem a recompensa prometida. Sem ter para onde ir, o grupo acaba atacando uma caravana que está sob o comando de Arnolfini. Escondida em uma das carroças, está Agnes (Jennifer Jason Leigh), noiva de Steven, filho de Arnolfini. Depois de estuprada por todo o grupo, Agnes vira a companheira de Martin. O grupo invade um castelo, sem saber que os Arnolfinis estão à espreita, assim como a peste negra, que ronda o local.

Conquista Sangrenta é realmente muito bom. O filme é violento e amoral – o mocinho não é bonzinho, é um assassino e estuprador, ora! E, até onde sei, foi a primeira vez que o cinema mostrou a Idade Média como deve ter sido: pessoas feias e sujas, e não belos rostos hollywoodianos como era de praxe. Aliás, é interessante olhar a diferença entre os nobres e os mercenários, sujos, com dentes podres e roupas rasgadas. Mais: Martin é um protagonista ignorante, suas atitudes são baseadas em instinto, o contrário de Steven, um homem que tem estudos.

Gosto muito do ar cínico que o filme tem – aliás, Verhoeven fez isso outras vezes nos anos seguintes. O primeiro beijo dos futuros noivos acontece debaixo de dois corpos putrefatos! E, em determinado momento do filme, Martin pergunta a Agnes quem ela prefere, ele ou Steven, e, ao ouvir a resposta “tanto faz”, Martin fala “Se ele ganhar, comeaçará a vida de casado como um viúvo”.

O grande nome do elenco é Rutger Hauer, com a carreira ainda em alta (Blade Runner, A Morte Pede Carona, Lady Hawke – O Feitiço de Áquila) – aliás, é curioso ver como sua carreira foi ladeira abaixo nos anos seguintes… Jennifer Jason Leigh, novinha e desinibida, também manda bem como a dúbia heroína – a cena do banquete dos mercenários, com ela usando garfo e faca, é genial. Tom Burlinson, que faz Steven, parece um Rutger Hauer mais novo, e fez pouca coisa digna de nota além deste filme. E, no meio dos mercenários, reparem em Brion James, companheiro de Hauer três anos antes em Blade Runner.

Paul Verhoeven já tinha um certo nome na sua Holanda natal, e teve uma excelente estreia hollywoodiana com este filme. Sua carreira coleciona grandes filmes, como O Vingador do Futuro, Instinto Selvagem e Robocop; mas também traz filmes de qualidade duvidosa – Showgirls é considerado por muitos um dos piores filmes da história. Em 2000 ele lançou seu último filme americano, O Homem Sem Sombra, e ficou um bom tempo sem lançar nada. Até que em 2006, de volta à Holanda, ele fez A Espiã – mas esse heu ainda não vi…

Enfim, Conquista Sangrenta é obrigatório para fãs de filmes medievais, e também para quem curte filmes violentos e de moral duvidosa. Ora, também para quem curte bons filmes!

Jonah Hex

Jonah Hex

Um filme baseado em quadrinhos da DC (Batman, Superman, Watchmen), estrelado por Josh Brolin (indicado ao Oscar no ano anterior), com o grande John Malkovich e a gostosona Megan Fox de coadjuvantes, tinha potencial para um grande lançamento nas telas de cinema. Mas teve um lançamento discreto direto em dvd. Por que será?

A resposta é clara: Jonah Hex é fraco!

Baseado na graphic novel homônima, o filme mostra a história de Jonah Hex (Josh Brolin), um caçador de recompensas durão com o rosto deformado e que consegue falar com os mortos, e seu grande inimigo, o terrorista Quentin Turnbull (John Malkovich).

Tecnicamente, o filme é até bem feito, os efeitos especiais funcionam bem. Mas a história é tão besta! O roteiro é repleto de clichês e diálogos ruins, e o filme gera interesse zero.

O elenco é bem acima da média, mas está ruim como todo o resto do filme. Brolin está horroroso, caricato, monocórdio. Malkovich está menos mal, mas não o suficiente para salvar o filme. E Megan Fox (Transformers, Garota Infernal) é apenas mais um rostinho bonito, dela ninguém esperava algo complexo como “atuar”. E o filme ainda traz outros nomes legais, como Michael Fassbender (Bastardos Inglórios), Aidan Quinn, Wes Bentley e uma ponta não creditada de Jeffrey Dean Morgan como Jeb (o filho de Malkovich).

Mas o roteiro é tão frouxo! Não sei como eram os quadrinhos originais, mas o filme traz coisas completamente sem sentido, como, por exemplo, qual era a motivação de um terrorista naquela época? Outro: qualé a da poderosa “arma destruidora de nações” que nunca é explicada?

Não preciso falar que foi um fracasso de bilheteria, né? Pelo menos é curto. Só 80 min.

Incontrolável

Incontrolável

Um ano depois de O Sequestro do Metrô 123, Tony Scott e Denzel Washington voltam ao tema “trem” em mais uma eficiente pipoca Hollywoodiana.

Um trem desgovernado carregando alguns vagões com produtos químicos tóxicos está indo em direção a uma cidade, onde pode descarrilhar numa curva e matar milhares de pessoas. Dois funcionários da companhia férrea, um novato (Chris Pine) e um veterano (Denzel Washington), tentam evitar o acidente.

Ok, vou explicar a expressão que usei lá em cima, “pipoca Hollywoodiana”. Incontrolável é daqueles filmes onde tudo está no lugar certinho, o filme te emociona, você torce pelos mocinhos, fica feliz no fim, mas, quando acaba, você esquece o que acabou de ver. É uma boa diversão, mas totalmente descartável.

Bem, pelo menos é muito bem feito tecnicamente. Tony Scott sabe muito bem como fazer um blockbuster assim, que agrada a todo mundo que vai ao cinema disposto a pagar um ingresso caro, pra ver um filmão numa tela grande e com som alto. Isso ninguém pode negar!

O elenco está coerente com o que o filme pede. Chris Pine, Denzel Washington e Rosario Dawson fazem aquilo que se espera deles.

A divulgação diz que Incontrolável é baseado em fatos reais. Só não sabemos o quanto de fato aconteceu e quanto foi romanceado pra parecer melhor na tela…

Ichi The Killer

Ichi The Killer

Tardiamente, vi o famoso Ichi The Killer, um dos melhores filmes japoneses da década que acabou de terminar.

Baseado no mangá de Hideo Yamamoto, Ichi The Killer começa com o desaparecimento do gangster Anjo, um dos chefes da Yakuza, juntamente com três milhões de yenes. O fiel capanga Kakihara começa a procurar por ele, mas seus homens sempre acabam esbarrando em Ichi, um misterioso e exímio assassino que está matando os membros da Yakuza, um a um.

Ichi The Killer é muito interessante por fugir dos padrões hollywoodianos. Ultra-violento, não é para qualquer estômago. Mas quem souber apreciar, é um filmaço!

Uma das coisas mais legais do filme é a construção dos dois personagens principais. O masoquista Kakihara é um vilão sensacional, o cara não tem limites, o prazer dele é causar dor e sentir ainda mais dor, e sua grande razão de viver é encontrar o assassino que vai derrotá-lo. Arrisco a dizer que o Coringa de Heath Ledger em Batman Cavaleiro das Trevas tem algo de Kakihara (inclusive na boca deformada). E o anti-heroi Ichi, violento, perturbado, reprimido sexualmente, é completamente imprevisível. Não posso falar mais dele, senão estraga. (E ainda tem o Jijii, outro que guarda uma grande surpresa.)

Ichi The Killer é muuuito violento. Muito sangue, muito gore, tortura, estupro, corpos despedaçados, tudo isso é frequente na tela. Mas nada é gratuito, tudo funciona dentro da trama. Digo mais: muitas vezes o gore vem junto com cenas engraçadas! E os efeitos especiais funcionam bem – sabe aquela surpresa que falei sobre o Jijii? É cgi! A parte toda da violência gráfica está perfeita.

O diretor Takashi Miike faz MUITOS filmes. O imdb conta 83 títulos entre 1991 e 2011. Só em 2001, ano de Ichi The Killer, Miike fez sete filmes! Preciso acompanhar mais a sua carreira, confesso que estou defasado, acho que, no cinema, só vi Sukiaki Western Django. Já baixei Audition, e vou procurar Chakushin Ari – que foi refilmado em Hollywood com o nome Uma Chamada Perdida.

Galactica, Astronave de Combate (1978)

Galactica, Astronave de Combate (1978)

Desde que acabei de ver a série BSG, de 2004, tenho vontade de rever a série original do fim dos anos 70, também criada por Glen A. Larson. Comprei o dvd com “o filme que deu origem à série” e voltei a uma história que acompanhou parte da minha infância!

Depois de muitos anos de guerra com os cilônios, os humanos estão prestes a conseguir a sonhada paz. Mas mal sabem eles que a trégua proposta pelos cilônios é uma farsa, e o objetivos dos inimigos metálicos ainda é o mesmo de antes: exterminar a raça humana. Acuados, os humanos sobreviventes agora procuram um novo lugar, um planeta que eles nem sabem se existe: a Terra.

Na verdade, este filme é composto dos três primeiros episódios da série de 1978, que teve um total de 24 episódios e depois foi cancelada por ser cara demais. Mas, apesar de ser uma produção para a tv, passou nos cinemas como um filme completo – me lembro de ter visto isso, se não me falha a memória, no cinema que tinha no Barrashopping. Depois do filme, a série passou na tv daqui. Era uma das três séries de tv de ficção científica que heu curtia – as outras eram Buck Rogers e Fuga do Século 23 (Logan’s Run no original).

As comparações são inevitáveis. Afinal, a nova BSG é uma das melhores séries da história da tv! Vamos a elas então.

O novo Adama de Edward James Olmos é muito bom, mas o Adama antigo de Lorne Greene também é. O mesmo acontece com Starbuck, uma mulher na na série nova (Katee Sackhoff), mas um homem aqui (Dirk Benedict, que depois foi o Cara de Pau em Esquadrão Classe A). O Apolo antigo era melhor, seu intérprete Richard Hatch inclusive ganhou um papel na série nova (o terrorista Tom Zarek). Por outro lado, o Baltar novo é muito melhor que o antigo – o ator James Callis era uma das melhores coisas da série. Tigh e Boomer novos também são melhores.

(Curiosidades: alguns personagens masculinos viraram mulheres na nova versão. Além de Starbuck, Boomer era um homem negro e virou uma mulher oriental.)

Parágrafo novo para falarmos dos cylons – chamados de cilônios na época. Os cilônios eram legais, grandes, assustadores, com aquela luzinha no olho e voz metálica. Mas os novos são muito melhores! Os novos robôs são melhores, e ainda rolam os cylons em forma de humanos. E isso porque não falei da Tricia Helfer e sua Caprica Six! Covardia…

Gosto muito da trilha sonora da nova versão, mas a trilha orquestrada de Stu Phillips, usada nesta versão antiga, é imbatível. Por outro lado, os efeitos especiais, a cargo do premiado John Dykstra (também produtor), eram muito bons para o fim dos anos 70, os melhores que a tecnologia da época podia oferecer; mas, vistos hoje, “perderam a validade”. Alguns dos efeitos são repetidos, como os caças saindo da Galactica. Aparece a mesma cena várias vezes!

Galactica sofreu um processo movido por George Lucas, pela semelhança com Guerra nas Estrelas, lançado um ano antes. Realmente, o visual é muito parecido, os cilônios lembram os stormtroopers, o líder dos inimigos é o “imperious leader”, nome que remete ao Império, rola até uma “cena da cantina”! Mas isso é só no formato, uma história nada tem a ver com a outra.

Gostei de ter revisto o antigo Galactica, Astronave de Combate depois de ter virado fã do novo BSG. São filmes diferentes, com um quarto de século de diferença entre eles. Mas, essecialmente, ambas as séries falam sobre a mesma coisa: ação, drama, política, religião, tradições, tudo isso embalado em uma boa aventura espacial. E ainda dá pra ouvir o Starbuck de Dirk Benedict soltar um “frak!”, exclamação muito usada na nova série (substituindo um certo palavrão começado pela letra “f”).

Existiu uma segunda tentativa de Galactica depois do cancelamento desta – dois anos depois, surgiu Galactica 1980. Foi um fracasso, quase todos os atores da primeira versão não participaram porque acharam o roteiro fraco, e acabou sendo cancelada após o décimo episódio. Não me lembro se essa passou no Brasil.

O dvd que comprei é importado, acho que não foi lançado aqui. Só através de torrent ou esperando uma reprise da tv a cabo…

(Deu vontade de comprar os dvds da tempoarada completa…)

O Mistério de Grace

O Mistério de Grace

Uma grávida sofre um acidente que mata seu bebê, antes dele nascer. Mas ela insiste em manter a gravidez e ter o bebê. Milagrosamente, o bebê volta à vida. Porém, ele agora precisa de sangue para viver!

O filme é interessante, mas é um pouco lento demais. Pesquisando, descobri que antes do longa, o diretor e roteirista Paul Solet fez um curta com a mesma história em 2006. Aqui está o ponto fraco do filme: ele não soube aumentar a história da melhor maneira. Tem coisas que podiam ser melhor exploradas, como a obsessão da avó, ou como a mãe descobriu que o bebê precisava de sangue. Nada, estas questões são deixadas de lado, e algumas cenas são esticadas desnecessariamente.

E, pra piorar, acho de extremo mau gosto mostrar um bebê morto. Talvez seja só heu, talvez seja porque sou pai. Mas acho que certas cenas são desnecessárias.

Pra não dizer que o roteiro é de todo ruim, gostei da ironia de uma mãe natureba ser obrigada a dar sangue para o seu bebê-zumbi-vampiro. Mas é pouco… Acho que era melhor ter visto o curta.

Grace não passou nos cinemas brasileiros, mas já existe em dvd, pra quem quiser arriscar…

4.3.2.1

4.3.2.1

Outro dia vi uma lista de melhores filmes de 2010, e lá estava este 4.3.2.1, filme inglês do qual heu nunca tinha ouvido falar. Corri para baixar!

Quatro amigas se despedem e a partir daí, acompanhamos os próximos três dias de cada uma delas. Shannon (Ophelia Lovibond) está passando por um inferno astral; Cassandra (Tamsin Egerton) está indo pra Nova York para encontrar um namorado que conheceu pela internet; Kerrys (Shanika Warren-Markland) se reveza entre momentos românticos com sua namorada e brigas com seu irmão; Jo (Emma Roberts) está presa em um emprego ruim num pequeno mercado. Um roubo de diamantes que nada tem a ver com elas acaba as envolvendo.

A história não tem nada demais. O que é legal aqui é a forma como ela é contada. São quatro historinhas de vinte e poucos minutos, cada uma focando exclusivamente em uma das meninas. Como a linha temporal é a mesma, pequenos detalhes de cada historinha se entrelaçam com as outras. Só no fim é que conseguimos entender tudo o que aconteceu.

(Heu não sabia disso, quase desisti do filme porque o início sozinho não faz o menor sentido!)

Não conhecia o diretor Noel Clarke (também roteirista), vou procurar outros filmes dele. Tomara que sejam do mesmo estilo. E tomara que a edição seja tão legal como a de Mark Davis e Mark Everson, que fizeram um ótimo trabalho aqui.

O cartaz lembra Sex And The City. No imdb tem gente comparando a Quatro Amigas e Um Jeans Viajante. Mas isso é só porque os três filmes têm quatro mulheres como personagens principais. Se a gente olhar só o elenco e a trama de 4.3.2.1, pode até ser. Mas, se os outros filmes tivessem essa edição ágil e cheia de idas e vindas no tempo, seriam filmes bem melhores!

Sobre o elenco, podemos dizer que as quatro meninas, Ophelia Lovibond, Tamsin Egerton, Shanika Warren-Markland e Emma Roberts, fizeram um bom trabalho. Rola um belo trabalho de construção de personagens aqui. Como cada quarto do filme é focado em uma delas, temos oportunidade de olhar de perto cada uma. E cada uma das atrizes, aliadas ao afiado roteiro de Clarke, conseguiu fazer um bom trabalho. Cada personagem é completamente diferente das outras, assim como cada historinha também é completamente diferente das outras. Este é sem dúvida um dos pontos altos do filme.

(E ainda rolam divertidas pontas de Kevin Smith e Mandy Patinkin!)

Existe um gancho para uma continuação. Será que vem outro filme?

Não sei se 4.3.2.1 vai ser lançado aqui. Se não for, vale o download!

Caprica – Season Finale

Caprica – Season Finale

E, depois de apenas 18 sonolentos episódios, chegou ao fim a mal aproveitada série Caprica.

Caprica é um spin off de BSG, a trama se passa 58 anos antes dos eventos da série original. Mostra o início da criação dos Cylons, e um dos personagens principais é Joseph Adama, pai do almirante Adama de BSG.

O potencial era grande, mostrar a origem de tudo, mostrar os planetas e culturas das colônias antes da guerra. Mas o ritmo da série era lento demais. Principalmente por ser algo relacionado a BSG, uma série que tinha como uma das principais características o ritmo frenético.

A série não agradou, e foi cancelada. Depois do cancelamento, ainda fizeram alguns episódios e lançaram direto na internet. Heu achei a série tão chata que parei no meio. Até que o meu amigo Marcelo Melo me falou bem do fim do último episódio, e voltei a ver.

Realmente, os últimos dez minutos do episódio final são muito interessantes para os fãs de BSG. Algumas coisas importantes são explicadas, agora a gente entende melhor a motivação dos cylons em BSG. Fica a dica para quem começou e está pensando em desistir: o fim vale a pena!

E o pior é que não dá pra recomendar só o fim da série, porque quem não viu o início não vai entender quem são os personagens e eventos. Acho que o ideal seria alguém eliminar todas as partes monótonas e condensar toda a história em uma minissérie de duas ou três horas.

Tem mais um comentário que quero fazer, mas preciso do aviso de spoilers antes!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Nada a ver o destino que deram para o jovem William Adama. Pra que aquilo??? Completamente desnecessário!

FIM DOS SPOILERS!

Enfim, nada essencial. Mas quem for fã de BSG vai apreciar o fim da série.