Artur e a Vingança de Maltazard

Artur e a Vingança de Maltazard

Cinco anos atrás, Luc Besson largou uma “aposentadoria” de seis anos e voltou à cadeira de diretor com o drama Angel-A e com um simpático filme infantil, Arthur e os Minimoys. Assim que soube que a continuação, Artur e a Vingança de Maltazard, também dirigida por Besson, estava à venda aqui no Brasil, corri pra comprar o dvd.

A continuação segue o formato do primeiro filme: parte é filme com atores, parte é animação. Neste novo filme, Artur está prestes a sair da casa de seus avós quando recebe um chamado de socorro escrito num grão de arroz, e precisa voltar para o pequeno mundo em dos minimoys.

Artur e a Vingança de Maltazard tem um grave defeito – não tem fim! Acaba com um “continua em Artur e a Guerra dos Dois Mundos“. Detalhe: isto não é avisado em nenhum lugar da capa do dvd. Sem ver o fim do filme, fica difícil saber se o filme é bom…

Pra piorar, o título do filme fala sobre a “vingança de Maltazard” (vilão do primeiro filme). Mas o Maltazard só aparece no fim do filme!

De positivo, podemos falar que a animação é deslumbrante. Besson mais uma vez caprichou com o visual – aliás, como ele costuma sempre fazer. Em algumas cenas dava pena de ser em dvd, a imagem pedia uma tela de cinema, como as cenas na cidade de Max.

O elenco deste filme não tem tantos nomes famosos como o anterior, mas ainda é um grande elenco. Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolates, As Crônicas de Spiderwick), um pouco mais velho, volta ao papel de Artur, tanto na parte “live action” quanto na animação. Mia Farrow é novamente a avó; Jimmy Fallon e Snoop Dogg voltam a emprestar suas vozes para Betameche e Max. Uma coisa me incomodou no primeiro filme: a princesa Selenia, par romântico do jovem Artur, tinha a voz da cinquentona Madonna; a voz agora é da popstar teen Selena Gomez, mais compatível com a idade de Freddie Highmore. A voz de Maltazard também mudou, era do David Bowie, agora é do Lou Reed. Robert De Niro, Harvey Keitel e Emilio Estevez não voltaram para a continuação; os cantores pop Fergie e Will i Am dublam novos personagens.

Vou procurar o terceiro filme pra poder julgar melhor. Porque esta segunda parte ficou devendo.

Salt

Salt

Evelyn Salt é uma agente da CIA, conhecida e respeitada por todos. Quando um ex-agente russo entra na CIA e diz que o presidente russo será assassinado pela própria Salt, seus chefes ficam em dúvida se ela é uma agente dupla. Sem ter notícias de seu marido, Salt foge, e suas ações começam a levantar suspeitas. Afinal, quem é  Evelyn Salt e quais são seus planos?

Salt é um bom filme de ação, mas tem um problema básico: foi feito na época errada. Na boa? Um vilão clichê russo não tem mais sentido hoje em dia. Os realizadores do filme devem ter esquecido que a Guerra Fria acabou.

Além disso, tem algumas coisas no roteiro forçadas demais. Gosto do roteirista, Kurt Wimmer (roteirista de Código de Conduta e diretor de Equilibrium), mas acho que ele exagerou desta vez. Mas antes de continuar, vamos aos tradicionais avisos de spoiler.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Não vou falar de um suspeito de espionagem que não tem o sapato revistado antes de entrar na CIA. Não vou falar de uma suspeita que está presa na sala de interrogatórios da CIA e simplesmente sai sem ninguém ver. Não vou falar de uma pessoa que levou um tiro mas consegue ficar pulando de caminhões em movimento. Também não vou falar de uma mulher que pinta o cabelo e isso é suficiente para ela não ser reconhecida.

Vou falar de uma coisa só: por que diabos o russo entrou na CIA pra avisar que a Salt era inimiga??? Não seria muito mais fácil se ela continuasse sem ninguém desconfiar?

FIM DOS SPOILERS!

Se  a gente conseguir desligar estes detalhes, o filme é até divertido. As cenas de ação dirigidas pelo experiente Phillip Noyce (Perigo Real e Imediato, Jogos Patrióticos), são muito bem feitas, e os atores principais (Angelina Jolie, Liev Schreiber e Chiwetel Ejiofor) são muito bons e fazem um filme assim com um pé nas costas.

Enfim, só para aqueles que querem diversão sem pensar.

Minhas Mães e Meu Pai

Minhas Mães e Meu Pai

Uma premissa interessante e um bom elenco. Parece garantia de um bom programa, não? Nem sempre…

As mulheres Nic e Jules são um casal, com dois filhos adolescentes, Joni e Laser. Ambos foram concebidos por inseminação artificial, o mesmo doador foi usado para as duas mães. Joni e Laser resolvem encontrar o pai biológico, que bagunça a rotina da família com a sua chegada.

O filme não é ruim, longe disso. Mas também não é bom. É daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente se pergunta “pra que dediquei uma hora e quarenta minutos da minha vida a isso?”. Minhas Mães e Meu Pai é daquele tipo de filme que não te leva a lugar nenhum.

Cinema tem que ter magia. Cinema tem que trazer histórias interessantes. E a história de Minhas Mães e Meu Pai é banal. E olha que me empolguei com o título original do filme, The Kids Are Allright, que foi tirado de uma música do The Who, banda que não está nem na trilha sonora!

Pena, porque o elenco é muito bom. O trio principal, Julianne Moore, Annette Bening e Mark Ruffalo, está inspirado. E os filhos são interpretados por Mia Wasikova (A Alice de Tim Burton) e Josh Hutcherson (que esteve em vários filmes infanto-juvenis nos últimos anos, como Zathura, Ponte Para Terabithia e Viagem Ao Centro da Terra).

Enfim, como disse, não é ruim. Mas só recomendo àqueles que estiverem com tempo sobrando…

Tokyo Zombie

Tokyo Zombie

Conversando com a grande amiga (e excelente cantora) Vivian Benford (www.vivianbenford.com), ela me recomendou este Tokyo Zombie, filme japonês de zumbi do qual heu nunca tinha ouvido falar.

Antes do filme, rola um texto explicativo, algo mais ou menos assim: “Esta história começa numa fábrica de extintores de incêndio em Tóquio. A fábrica juntou uma enorme pilha de lixo, onde as pessoas vinham e jogavam fora diversas coisas. Recentemente virou também um cemitério para aqueles com problemas. A pilha de lixo ganhou o nome ‘Black Fuji’.”

Neste cenário, conhecemos nossos herois: Fujio (Tadanobu Asano) e Mitsuo (Sho Aikawa), dois trabalhadores obcecados por lutas. Acidentalmente, ele matam o seu chefe, e vão enterrá-lo no Black Fuji. E, como sempre, sem motivo aparente, os mortos enterrados lá voltam à vida como zumbis comedores de gente…

Ok, a gente já viu isso antes. Mas aqui tem uma novidade: Tokyo Zombie tem uma virada bem bolada no roteiro, mostrando uma segunda parte com uma sociedade diferente controlada pela classe social mais rica.

Infelizmente, Tokyo Zombie tem dois problemas. Seus zumbis aparecem pouco, e são muito sem graça. Há tempos que não vejo zumbis tão bobos! Além disso, o fim do filme é extremamente previsível.

Enfim, opção interessante para quem curte trashs japoneses. Só não espere algo do nível de The Machine Girl

Bikini Bandits Experience

Bikini Bandits Experience

Semana passada me mandaram um e-mail com um link para baixar um filme com uma das sinopses mais sensacionais que já li na minha vida. Segue o texto do e-mail:

As Bandidas de Bikini são um grupo de garotas bonitas, assaltantes, cujo roupa é um singelo bikini que mal esconde seus corpos sensuais. Infelizmente, logo após o primeiro assalto morrem quando o seu carro cai num penhasco. Vão para o Inferno onde têm que cumprir uma missão: voltar no tempo e perverter a virgem Maria. No entanto são convertidas pelo Papa (Dee Dee Ramone), antes de cometerem tão blasfemo ato. Voltam ao Inferno onde batalham com satanás. Entretanto fogem outra vez para a terra onde vivem um tempo numa quinta Amish, sempre de bikini. Mas um jovem atrasado mental amish é raptado pela indústria porno para se aproveitar do seu colossal penis. As bikini bandits decidem ajudar a esposa (e irmã) do atrasado mental e combater o Evil Porn Diretor (Jello Biafra).

Mulheres de biquíni, armas, ícones punk e um roteiro nonsense. Tinha tudo pra dar certo!

Mas não deu. Bikini Bandits Experience é uma das piores porcarias que já vi! E olha que já vi muita porcaria na minha vida!

Bikini Bandits Experience tem elementos divertidos, mas não tem uma coisa básica para um filme: roteiro. O diretor Steve Grasse resolveu filmar de qualquer maneira as cenas que estão na sinopse. Isso deve dar uma meia hora de filme. Então ele inseriu vários clipes sem sentido, metade falando mal de uma suposta loja, a outra metade mostrando garotas de biquini. Ainda tem umas animações tosquérrimas em cima de gravações telefônicas, aparentemente entre ele e o produtor. Assim, ele conseguiu 53 minutos de filme e acho que ele ficou satisfeito.

Nem a parte óbvia do filme presta. O filme é fraco nos quesitos sexo, nudez e violência. Fraco mesmo, não rola nada de sexo, não me lembro de nudez (a não ser rapidamente quando uma mulher de seios grandes pula e o biquini dela escorrega pro lado). E a violência é tosca, tosca, rolam uns “defeitos especiais” simulando tiros, e ninguém nunca é atingido por estes supostos tiros…

Sobre o elenco, todas as moçoilas são péssimas atrizes (o que era de se esperar), e não tiram a roupa pra compensar isso. E como são várias, nem dá pra saber exatamente qual é qual – bem que uma delas, a ruiva, merecia mais tempo de tela… No elenco masculino, pra quem não sabe, Dee Dee Ramone era dos Ramones e Jello Biafra, dos Dead Kennedys. Além dos dois citados na sinopse, o filme ainda traz Maynard James Keenan, da banda Tool, e Corey Feldman, como se ele fosse uma grande estrela.

(Diz a lenda que Feldman, em uma entrevista, se arrependeu de ter entrado no projeto.)

Ainda podia piorar? Claro que sim. Se todas as mulheres estão de biquini, todos os personagens masculinos são figuras grotescas. Alguns são inseridos gratuitamente na história, em pequenas vinhetas. Outros, ao longo do “filme”.

E, sr. Steve Grasse, uma dica: retardados mentais são pessoas doentes, não são pessoas engraçadas.

Gosto muito de filmes ruins. Mas, desta vez, fiquei querendo os meus 53 minutos de volta!

Tron – O Legado

Tron – O Legado

Finalmente, estreou o aguardado Tron – O Legado!

Kevin Flynn (Jeff Bridges) desapareceu alguns anos depois do primeiro filme. Nos dias de hoje, seu filho, Sam Flynn, hoje com 27 anos, é o rebelde herdeiro da gigante Encom. Acidentalmente, Sam vai parar dentro do mundo digital, que está sendo controlado ditatorialmente por Clu, uma cópia digital de Kevin Flynn.

Dirigido pelo estreante Joseph Kosinski, Tron – O Legado é provavelmente o filme mais aguardado dos últimos tempos. Lembro de um trailer que rolou na Comic Con de 2008 (algum filme já teve paineis em três Comic Cons seguidas?). E fica a pergunta: valeu tanta espera? A resposta é sim e não. O visual do filme é deslumbrante. Mas infelizmente isso não apaga as falhas do filme…

O primeiro Tron, de 1982, foi um marco na história dos efeitos especiais no cinema. Era um filme passado boa parte dentro de um computador, numa época que quase ninguém tinha intimidade com computadores, uma época que efeitos especiais por computador eram raros. Tron – O Legado seguiu a tradição e trouxe uma inovação que provavelmente será moda em Hollywood em breve: um ator rejuvenescido digitalmente. Jeff Bridges aparece em duas versões: o Kevin Flynn atual, com sessenta anos, e Clu, a versão digital, com a mesma cara que ele tinha 28 anos atrás.

Ficou perfeito? Bem, acho que daqui a alguns anos a gente vai rever e achar tosco. Mas, pela tecnologia que existe hoje em dia, ficou muito bom! É impressionante ver o Jeff Bridges mais novo atuando ao lado do atual. Não é um “Jar Jar Binks”, um simples boneco digital. É o mesmo ator que já vimos em tantos filmes por aí. (Diz a lenda que James Cameron, ao ver o resultado, disse para o Spielberg preparar um novo Indiana Jones para o Harrison Ford…)

Aliado a isso, foi feito um grande upgrade no mundo digital apresentado no primeiro filme. Os mesmos veículos, roupas, objetos, cenários, tudo voltou melhorado. Até os jogos, que às vezes parecem meio confusos (síndrome de Transformers?), estão muito mais bem feitos. O visual é um pouco escuro, mas é de deixar o queixo caído.

(Só não gostei do 3D. Achei um desperdício. Poucas cenas realmente usam todo o potencial. Podia ser só em 2D que não ia fazer diferença.)

Mas aí vem o lado fraco: o roteiro. Alguns elementos são jogados na história e depois deixados de lado, como por exemplo todo o discurso sobre software livre que rola no início do filme. Ou então a interessante e sub-aproveitada história dos ISOs. Isso tornou o filme um pouco longo demais (pouco mais de duas horas), desnecessariamente.

Mesmo assim, achei o resultado positivo. Pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas não decepciona.

No elenco, o grande nome é Jeff Bridges, que faz um vilão digital e um mocinho meio guru, meio Lebowski. Outros dois nomes do elenco também chamam a atenção. Um é Michael Sheen, exagerado no ponto exato (adorei a dancinha que ele faz no meio da briga). A outra é Olivia Wilde, linda, linda, linda. Bruce Boxleitner, do primeiro filme, também volta em uma rápida versão rejuvenescida digitalmente, mas, como é um ator muito menos conhecido, aparece pouco na tela. Pena que o ator principal, Garrett Hedlund, é tão fraquinho…

(Fiquei com vontade de rever Turistas, aquele filme ruinzinho filmado no Brasil. Tem a Olivia Wilde de biquini, e também tem nudez gratuita da Beau Garret, que faz a Gem aqui em Tron – O Legado)

A inspirada trilha sonora, a cargo da dupla francesa Daft Punk, é outro dos acertos do filme. Com temas instrumentais meio vintage meio sinfônicos, a trilha funciona perfeitamente. E ainda rola um cameo da dupla: eles são os djs que estão na festa no End Of The Line Club.

No fim, o resultado não ficou de todo ruim. Mas fica aquela sensação de que, com um roteiro melhor e talvez um diretor mais experiente, poderia ser bem melhor.

Um Homem Misterioso

Um Homem Misterioso

Depois de um serviço que não deu certo na Suécia, um assassino profissional se esconde em uma pequena cidade na Itália, enquanto aguarda aquela que espera que seja a sua última missão.

Um Homem Misterioso (The American)é um filme de assassino profissional, com direito a tudo o que a cartilha de Hollywood manda ter: um assassino que quer largar a profissão, um último serviço, um envolvimento amoroso e uma traição. Mesmo assim, o diretor Anton Corbijn conseguiu fazer um filme bem diferente do padrão – Um Homem Misterioso não é um filme de ação, e sim um drama, contemplativo, paradão…

Se por um lado isso é interessante por fugir do óbvio, por outro lado o filme vai decepcionar muita gente. Porque é tão lento que às vezes fica sonolento…

O único nome famoso é o protagonista George Clooney. Mas outro nome merece ser citado: a bela e desinibida italiana Violante Placido. O filme também traz belíssimas paisagens, tanto no prólogo na Suécia, quanto no resto do filme, na Itália.

No fim, Um Homem Misterioso nem é ruim. Mas não recomendo pra quem estiver com sono atrasado…

Creepshow – Show de Horrores

Creepshow – Show de Horrores

Recentemente, comprei os dvds importados dos filmes Creepshow, nunca lançados por aqui. Revi o primeiro, em breve farei o mesmo com o segundo e verei o desconhecido terceiro (apesar de ter lido por aí que é bem mais fraco…).

O filme abre com um garoto levando uma bronca do pai por causa de uma revista de quadrinhos de terror, que traz cinco historinhas. Na primeira, um homem volta do túmulo atrás de seu bolo de aniversário. Na segunda, um fazendeiro meio burrinho descobre um meteoro que transforma tudo em uma espécie de planta. A terceira mostra um vingativo homem que enterra sua esposa e o amante dela na praia durante a maré baixa. A quarta traz um monstro escondido num caixote. E a quinta traz baratas, muitas baratas!

Lançado em 1982, o filme foi inspirado em quadrinhos de terror da E.C. Comics dos anos 50. E o projeto tinha pedigree: roteiro de Stephen King (que também aparece como ator) e direção de George A. Romero.

O formato é muito interessante: são quadrinhos na tela! Se a gente parar pra analisar, esta é uma das melhores adaptações de quadrinhos da história do cinema, afinal as historinhas fluem como se estivéssemos lendo uma revista em quadrinhos – inclusive com alguns enquadramentos. Hoje em dia tem um monte de adaptações de quadrinhos sendo lançadas, algumas até muito boas (como os recentes Batman e Homem de Ferro), mas estes casos são filmes com cara de filmes. Creepshow tem cara de quadrinhos!

O elenco tem um monte de nomes legais, como Leslie Nielsen, Ted Danson, Ed Harris, Adrienne Barbeau, Hal Holbrook e, como falei lá em cima, Stephen King, como o fazendeiro da segunda história. E ainda rola uma ponta do maquiador Tom Savini na parte final do filme. De um modo geral, estão todos meio caricatos. Mas funcionam perfeitamente para o que o filme pede.

Visto hoje em dia, alguns trechos parecem meio bobos. Mas o resultado final é delicioso, apesar da longa duração do filme – pouco mais de duas horas. O formato deu tão certo que foi muito imitado nos anos seguintes, em títulos como Contos da Escuridão (Tales From The Darkside) e Dois Olhos Satânicos (Two Evil Eyes, também do Romero, ao lado de Dario Argento). Isso sem contar com a série Tales From The Crypt!

Por fim, uma curiosidade: este primeiro Creepshow nunca passou nos cinemas brasileiros, apenas a sua continuação, de 1987. O primeiro filme, só em vídeo. E o mesmo aconteceu com outro clássico oitentista de terror: o primeiro Evil Dead (A Morte do Demônio), de 81, só foi lançado aqui em vhs, mas a segunda parte, Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante, também de 87, passou no circuito…

Top 10: Filmes de Lobisomem

Top 10: Filmes de Lobisomem (dos últimos 30 Anos)

Depois do sucesso do Top 10 de filmes de zumbis, resolvi montar um de filmes de lobisomens.

Não são muitas opções, a mitologia licantrópica não é tão badalada. Portanto, a lista não trará muitas novidades… Um dia hei de fazer um Top 10 de filmes de vampiro. Aí vai ser mais variado…

E admito outro problema: não sou expert em filmes clássicos. Por isso, usei o critério “dos últimos 30 anos”. O curioso é que não tem nada que valha a pena nos anos 90… Poderia ser um “Top 10: Melhores filmes de Lobisomem dos anos 80 e 00″…

Lembrando, sempre, dos 26 Top 10 já feitos aqui no blog: : filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos e Atrizes Parecidas. Visitem!

Em ordem cronológica…

Um Lobisomem Americano em Londres (1981)

Dois turistas americanos vão para Londres e são atacados por um lobisomem. Um dos melhores filmes de lobisomem, um dos melhores filmes de John Landis, e, definitivamente, a melhor transformação de lobisomem da história. Teve uma continuação em 97, desta vez em Paris, e com a Julie Delpy tirando a roupa.

Um Grito de Horror (1981)

81 foi um bom ano para fãs de lobisomem. Este Um Grito de Horror (The Howling), dirigido por Joe Dante, traz uma reporter da tv que vai para um retiro isolado, onde todos são lobisomens!

Wolfen (1981)

Mais um de 81! Um policial de Nova York investiga violentos assassinatos, aparentemente cometidos por animais. Edward James Olmos, nosso querido almirante Adama (de BSG), tem um dos papeis principais.

A Companhia dos Lobos (1984)

Este estranho filme de Neil Jordan (que, em 94, faria Entrevista com o Vampiro) traz um olhar diferente sobre histórias de lobos, com direito a muita conotação sexual e até uma espécie de Chapeuzinho Vermelho.

A Hora do Lobisomem (1985)

Baseado em Stephen King, A Hora do Lobisomem foi lançado no Brasil na época da “espantomania”, a moda de nomear filmes de terror com “A Hora”, devido ao sucesso de A Hora do Espanto. O nome era pra ser “Bala de Prata”…

Teen Wolf – O Garoto do Futuro (1985)

Mais um com título nacional equivocado. O “garoto do futuro” é por causa do sucesso de Michael J Fox em De Volta Para o Futuro. Um adolescente excluído na escola vira um lobisomem, e passa a ser popular e adorado por todos. Comédia besta, mas divertida.

Possuída (Ginger Snaps) (2000)

As irmãs Fitzgerald, obcecadas pela morte, são as “esquisitas” da escola. Até que uma delas é atacada por um misterioso animal, e começa a sofrer uma série de transformações.

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/04/03/possuida/

Cães de Caça (2002)

É o filme de estreia de Neil Marshall, hoje famoso por filmes como Abismo do Medo, Juízo Final e Centurião. Um pelotão militar em um exercício de rotina na Escócia enfrenta inimigos incomuns: lobisomens.

Anjos da Noite (2003)

Não é exatamente um filme de lobisomens, o foco principal são os vampiros. Mas os lobisomens – usados como escravos pelos vampiros – estão bem representados nos três filmes da franquia.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/09/02/anjos-da-noite-3-a-rebeliao/

O Lobisomem (2010)

Não vi o original, de 1941. Mas posso afirmar que esta refilmagem fez um bom serviço. E traz a melhor transformação desde Um Lobisomem Americano Em Londres. Benicio Del Toro parece que nasceu para este papel!

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/02/18/o-lobisomem/

(De propósito, deixei de fora Amaldiçoados, de Wes Craven, com um ótimo elenco encabeçado pela Christina Ricci. Na boa? O filme é ruim!)

Demônio

Demônio

Novo filme com o polêmico nome M Night Shyalaman envolvido. Felizmente, fora da cadeira de diretor!

Um policial é chamado para investigar um suicídio, quando, no mesmo prédio, cinco pessoas ficam presas num elevador. E o diabo está entre eles!

O coisa ruim em pessoa está presente. Isso não é um spoiler, não só está no título e no cartaz do filme, como ainda rola uma narração em off e um personagem falando sobre isso. O único mistério é qual deles é o capiroto…

Na minha humilde opinião, o filme tem dois defeitos, e ambos têm a cara do Shyamalan. O primeiro, como disse no parágrafo anterior, é o excesso de explicações – não só existe uma narração como um dos personagens ainda repete tudo. O outro problema são os diálogos, fraquíssimos. Alguns lembram o trash Dama na Água, como o momento que um cara joga um pão com geleia no chão para provar a proximidade do cramulhão!!!

Mesmo assim, o resultado final é positivo. Se este filme viesse logo depois de Corpo Fechado, o nome de Shyamalan não seria hoje sinônimo de galhofa.

O filme é o primeiro de um projeto de Shyamalan, o “The Night Chronicles” (“As Crônicas da Noite”, ou “As Crônicas do próprio M Night Shyamalan”), onde outros diretores filmarão histórias suas. Aqui, só a ideia é dele, o roteiro e a direção estão em outras mãos. Se o roteiro de Brian Nelson (30 Dias de Noite) traz alguns diálogos dispensáveis, pelo menos a direção de John Erick Dowdle (Quarentena) tem planos mais ágeis do que Shyamalan costuma fazer. Assim, Demônio consegue manter a tensão e o interesse durante todo o filme.

O elenco de nomes desconhecidos entrega o esperado: ninguém se destaca, ninguém atrapalha. Quem acompanha o blog vai reconhecer pelo menos um nome: a sérvia Bojana Novakovic, que teve pequenos papeis em Arraste-me Para o Inferno e O Fim Da Escuridão.

Enfim, não se tornará um clássico. Mas é melhor que muita coisa lançada por aí…