Superbad – É Hoje

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Superbad – É Hoje

Comi mosca na época do lançamento de Superbad e não tinha visto ainda – o filme é de 2007. É que na verdade não sou muito fã do estilo “apatowniano” de comédia. Mas admito que Judd Apatow é um nome importante nos últimos anos. Então, lá fui heu assistir Superbad.

(Judd Apatow é o nome por trás de títulos como O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. São bons filmes, ok, mas é que o meu conceito de comédia é algo bem mais engraçado. Sou mais nomes como Mel Brooks, Monty Python e Zucker Abrahams Zucker – isso sim é comédia!)

Voltemos ao Superbad. Seth e Evan (Jonah Hill e Michael Cera) são dois amigos inseparáveis, nos últimos dias de aula do último ano da escola antes de irem para a faculdade. Ambos têm problemas para se socializar e não têm namorada. Na esperança de “se dar bem”, eles tentam conseguir bebidas alcoólicas para uma festa, com a ajuda de Foggel, ou McLovin (Christopher Mintz-Plasse), um amigo ainda mais nerd do que eles.

Algumas piadas são boas, mas temos dois problemas básicos. O primeiro é que quase todas as piadas giram em torno do mesmo assunto: sexo – o que torna o filme um pouco previsível. O segundo é que trata-se de uma realidade bem diferente da nossa, e por isso fica difícil da gente se identificar. Afinal, aqui no Brasil nem todas as amizades de colégio se perdem na época da faculdade, assim como não é tão difícil para um menor comprar bebidas.

O filme tem outro problema, pelo menos para mim. Mas antes, o aviso de spoiler! Se você não viu o filme, pule para o próximo parágrafo! Bem, se você continuou lendo, vamos ao problema: no mundo real, Evan e Seth NUNCA terminariam com aquelas meninas! Acredito que o final escrito era um sonho distante dos roteiristas, Seth Rogen (que também atua no filme) e Evan Goldberg, que começaram a escrever o roteiro deste filme quando ainda tinham 13 anos e estavam na escola – tanto que os personagens se chamam Seth e Evan.. Ah, sim, eles não só não ficariam com as garotas como também iriam apanhar do valentão quando chegassem na festa!

Bem, pelo menos uma virtude o filme tem: boa parte dos atores é da “patota Apatow”. Isso facilita o entrosamento entre eles. Apatow já tinha trabalhado entes com Jonah Hill, Seth Rogen e Bill Hader, e mais de uma vez. Acho que faltaram chamar Jason Segel, Paul Rudd e Leslie Mann…

Enfim, Superbad – É Hoje pode ser uma boa opção, mas apenas naqueles dias que não estamos exigindo muita coisa…

Supernatural – S05E01 – Sympathy For The Devil

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Supernatural – S05E01 – Sympathy For The Devil

Já que inaugurei as resenhas de seriados com o “BSG” de ontem, vou aproveitar para falar algumas palavrinhas sobre a volta de “Supernatural”, série que conta a saga de Sam e Dean Winchester, irmãos que lutam contra demônios e forças do mal.

Gosto muito desta série. Além de achar o tema interessante (já falei por aqui que gosto de filmes de terror?), a série tem alguns detalhes muito interessantes, como a personalidade irônica de Sam e a quantidade de referências à cultura pop que preenchem quase todos os episódios (já prestaram atenção aos nomes “inventados” da dupla de irmãos?). E ainda temos uma boa trilha sonora repleta de rock’n’roll (a abertura da nova temporada foi ao som de AC DC!). E, last but not the least, a qualidade técnica também é muito boa, tanto da parte dos efeitos especiais quanto da qualidade da textura da imagem (lentes e filtros diferentes são usados para dar uma “cara especial” à imagem).

A quarta temporada da série foi uma das melhores coisas que passou na tv na temporada 2008/2009. Anjos foram introduzidos na história, que ruma para uma guerra pós apocalíptica entre o céu e o inferno. E terminou com Lúcifer sendo libertado!

Agora tivemos o início da quinta temporada, que começou no mesmo pique que a outra terminou. Lúcifer está procurando um corpo para reencarnar, existe algo não resolvido entre os irmãos, e anjos e demônios estão por aí. E não sabemos exatamente para quem torcer…

Esta quinta temporada promete! E apesar disso, torço para ser a última, para não terem que enrolar a história!

BSG – Battlestar Galactica – a série completa

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BSG – Battlestar Galactica – a série completa

Não gosto muito de falar de seriados, apesar de acompanhar vários deles. O problema é que gosto de escrever sobre uma obra fechada, e um seriado está em episódios. E muitas vezes um episódio é muito bom, e o seguinte é fraco, ou vice-versa. Por isso é que acho difícil falar de séries!

O máximo que heu já tinha feito era escrever sobre uma minissérie, a sensacional Band of Brothers. Mas, depois de ter visto de uma só vez todas as quatro temporadas da fantástica Battlestar Galactica, me senti inspirado para inaugurar as séries aqui no meu blog.

Esta Battlestar Galactica é na verdade uma segunda versão. A primeira é de quando heu era criança, lembro de ter visto no cinema “o filme que deu origem à série” e de depois ter acompanhado a série na tv, no início dos anos 80, numa época pré tv a cabo (eram três os seriados de ficção científica de então, Galactica, Fuga do Século 23 e Buck Rogers).

Humanos criaram os cylons, robôs que resolvem se rebelar e exterminar a raça humana. Galactica, a única astronave de guerra que sobrou, reúne os sobreviventes em naves civis para juntos lutarem contra os cylons.

Quase todos os elementos da série clássica estão novamente presentes. Até alguns dos personagens principais da série antiga estão aqui, como Apollo, Starbuck, Adama e Baltar. Como fã da antiga série, admito que achei estranho ter uma Starbuck mulher. Por outro lado, gostei muito da outra grande mudança: cylons de carne e osso, semelhantes aos humanos!

Um grande problema que rola em quase todas as séries é a chamada “barriga”, que é quando a história tem que ser esticada ao longo dar uma temporada. Bem, podemos dizer que BSG é uma série “com dieta balanceada”. Ao longo das quatro temporadas, só senti enrolaçao em alguns poucos episódios do meio da terceira temporada. O resto da série é num pique tão acelerado que mal dá tempo de respirar!

O elenco também foi muito bem escolhido. O veterano Edward James Olmos faz Adama, a maior autoridade militar sobrevivente. Seus principais pilotos, seu filho Apollo e a rebelde Starbuck são interpretados pelos novatos Jamie Bamber e Katee Sackhoff. Mas, na minha humilde opinião, os destaques do elenco são James Callis e Tricia Helfer. Callis faz um Baltar no ponto exato entre a loucura e o desespero, enquanto Helfer, lindíssima, consegue ser sexy e provocante e logo depois ter uma aparência doce e cândida. A bola fora do elenco para mim foi Mary McDonnell como a presidente, um papel importante nas mãos de uma atriz sem carisma.

Um detalhe técnico ajuda o ritmo frenético da série: quase sempre a filmagem é com a câmera na mão, o que traz um clima nervoso constante. Às vezes parece documentário!

A trilha sonora, quase sempre discreta, também é muito eficiente, crescendo e aparecendo nos momentos certos.

Resumindo: a série é muito boa. Para quem não viu, vale a pena investir o tempo para acompanhar todas as temporadas.

Distrito 9

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Distrito 9

Tem filme que precisa ser visto no cinema, na tela grande. Sempre defendi e sempre defenderei esta ideia, porque tem filmes que perdem muito se vistos na telinha da tv. Distrito 9, o novo filme produzido por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), é um desses filmes. Mas as distribuidoras brasileiras são burras, e marcaram o lançamento do filme para o fim de outubro, dois meses e meio depois do lançamento lá fora. Ou seja: para ver no cinema, só daqui a um mês e meio.

A única solução que vi foi baixar o filme e ver logo, para depois rever na tela grande. Foi o caminho que encontrei!

Vamos ao filme. Uma enorme nave espacial chega na Terra e “estaciona” sobre Joanesburgo, África do Sul. Milhares de alienígenas, chamados jocosamente de “camarões” por causa de sua aparência física, sem ter como fazer a nave sair do lugar, se estabelecem em terra. Os anos se passam e o local onde os “camarões” vivem vira uma grande e quase incontrolável favela: o Distrito 9. Para piorar, gangues de nigerianos tomam conta de parte da favela, assim como acontece com o tráfico em algumas favelas cariocas. E agora o governo quer removê-los de lá.

O formato do filme é bem interessante, porque começa como se fosse um documentário, com depoimentos inclusive  da família do protagonista, Wikus van de Merwe (Sharlto Copley, em sua estreia em longas, e que declarou que não pretende fazer mais filmes). Wikus é um funcionário de uma grande corporação, designado para organizar a remoção dos “camarões”. Mas, durante uma operação dentro do Distrito 9, ele sofre um acidente que mudará o rumo da história. E também mudará o nosso ponto de vista.

É interessante ver que trata-se de um filme de ação repleto de excelentes efeitos especiais e muita violência, e ao mesmo tempo trata-se de um filme político, anti-racismo. O filme consegue ser político, mas longe de ser panfletário.

Ah, os efeitos especiais! Vou dedicar parte do meu texto a eles! Sou um grande fã de efeitos especiais. Desde moleque, nos anos 80, sempre acompanhei a evolução dos efeitos. Eles me fascinavam, heu ficava sempre tentando descobrir o truque por trás de cada um.

E desde que inventaram os efeitos por computador – os famosos CGI – parte da magia do cinema morreu para mim. Não existe mais o mistério de como tal cena foi feita, a gente sabe que agora tudo é desenhado no computador. Ou seja, ficou mais difícil ver algo surpreendente.

Sempre que me perguntam sobre um efeito especial impressionante da era dos CGI, sempre lembro do Gollum, personagem da trilogia Senhor dos Aneis. E foi a mesma Weta, companhia que criou o Gollum, a responsável pelos impressionantes “camarões”. Todos os “camarões” são em CGI, mas a sensação que temos é que eles realmente estão lá! Arrisco a dizer que já temos um candidato ao Oscar de efeitos especiais de 2010…

O longa foi escrito e dirigido pelo ainda desconhecido Neill Blomkamp, que consegue nos prender com sua narrativa semi meta-linguística, e, quando menos esperamos, estamos nos questionando sobre nossos conceitos e preconceitos e sobre a discriminação racial. O fato de Blomkamp ser sul-africano deve ter ajudado nesta tarefa – na década de 60, houve um Distrito 6 em Joanesburgo, exclusivo para pessoas brancas, e por causa disso aconteceu uma remoção de milhares de pessoas “não brancas”.

Resumindo, temos em mãos um dos filmes mais surpreendentes do ano, que vai agradar tanto os que gostam de muita ação e muitos efeitos, quanto aqueles mais preocupados com o teor da trama.

O fim deixa espaço para uma continuação. Será que vai rolar?

Canibais – Undead

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Canibais – Undead

Tenho o hábito de ver filmes sem saber do que se trata. Se leio em algum lugar algo interessante sobre o filme, ou se alguém me recomenda, assisto o filme para ver “qualé”. Pois bem, outro dia heu estava arrumando uma pilha de cdrs que gravei anos atrás. E achei um cd com esse Undead, baixado e gravado por mim em 2005 – numa época que heu não tinha o hábito de baixar filmes! Não me lembro por que baixei, tampouco lembro por que não vi. Mas aproveitei para ver logo.

Uma pequena cidade pesqueira na Austrália é bombardeada por meteoritos que transformam as pessoas em zumbis. E, como diria aquela propaganda de tv, “e não é só isso!”: além dos zumbis, alienígenas estão na cidade!

Sim, claro, uma trama que mistura zumbis com alienígenas não pode gerar um filme sério. Estamos diante de um legítimo trash, um trash bem divertido! Com direito a zumbis, abduções, muito sangue cenográfico, e.t.s, pedaços de corpos e um monte de atores canastrões e personagens bizarros. Um deles, inclusive, parece ter um estoque inesgotável de armas escondidas pelo corpo!

Achei o final um pouco confuso, e além disso, não gostei de duas coisas: nem do poster original nem do título em português. Ambos nada têm a ver com o filme!

O filme é de 2003, e acho que nunca foi lançado por aqui. Ou seja, se você curte filmes de zumbi, a solução é o download!

Bruno

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Bruno

O novo filme de Sacha Baron Cohen é bem parecido com o anterior, o genial e hilário Borat. Mas, infelizmente, está semelhança acaba sendo também o seu ponto fraco.

Bruno é o apresentador de um programa de tv sobre moda na Áustria. Quando é demitido, resolve ir para Los Angeles para tentar virar uma celebridade.

E aí vem a comparação com o citado Borat. Em ambos os filmes, Sacha Baron Cohen faz um documentário fake sobre um personagem estrangeiro e sua peculiar visão sobre o american way of life. E, pra piorar, não só Bruno vem depois de Borat, como, na minha humilde opinião, Borat – “o segundo melhor repórter do Casaquistão” – é um personagem muito melhor que Bruno, que é apenas uma bicha fashion afetadíssima. Ou seja, Borat ainda tem mais justificativa para fazer tal documentário…

Assim, algumas situações apresentadas pelo filme parecem forçadas. Nesse aspecto, Borat é muito superior – e bem mais engraçado…

(Aliás, para quem não sabe, ambos os personagens são cria do programa de tv Da Ali G Show, onde Cohen interpretava ainda o rapper Ali G. O filme copia o estilo das esquetes apresentados no programa – que teve algumas temporadas exibidas aqui pelo canal de tv a cabo Sony.)

Mas Bruno não é ruim, longe disso. O humor ácido e politicamente incorreto de Cohen está afiado como sempre. Algumas das situações criadas são realmente muito boas!

O humor não é para qualquer um, algumas das cenas beiram a grosseria, enquanto outras causam desconforto por tocarem em assuntos delicados.

Quem gostou de Borat, vai se divertir!

DOA – Vivo ou Morto

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DOA – Vivo ou Morto

Quem me conhece sabe que sei apreciar um filme só pelo formato, mesmo que este filme não seja lá grandes coisas. Este é o caso de “DOA – Vivo ou Morto”.

Vários lutadores são convidados para um torneio numa ilha paradisíaca, onde disputarão uma competição daquelas onde quem perde uma luta é eliminado, e quem ganha vai para a luta seguinte, até sobrar só um.

“DOA – Vivo ou Morto” é baseado num videogame. Nunca joguei o videogame, mas dá pra ter uma ideia de como é, afinal o próprio filme segue a seqüência das lutas.

E por que falei lá em cima sobre o formato? Porque a história deste filme é uma grande bobagem. A graça do filme está no visual, tanto das locações quanto das atrizes. São quatro lutadoras, a princípio rivais: uma ladra de jóias (Holly Valance), uma profissional de luta-livre (Jaime Pressly), uma princesa ninja (Devon Aoki) e a filha de um antigo ganhador do mesmo torneio (Sarah Carter). Cada uma mais bonita e sexy que a outra – a fotografia do filme realça a beleza de cada uma delas, com muita câmera lenta e ângulos bem escolhidos.

É interessante notar que não há uma única cena de nudez no filme, e mesmo assim temos várias cenas, digamos, “interessantes”. Vejam esta cena pelo youtube, onde Holly Valance bate em três ao mesmo tempo, enquanto se veste.

Além disso, ainda tem o lindíssimo visual das locações – não sei exatamente onde foi filmado, apenas sei que foi na China. E, claro, trata-se de um filme de luta, então ainda temos várias lutas muito bem coreografadas. Plasticamente, o visual do filme é muito legal!

Como falei lá no primeiro parágrafo, o filme não é lá grandes coisas. Mas pode ser uma boa diversão para aqueles dias que queremos ver um bom videoclipe!

Anjos da Noite 3 – A Rebelião

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Anjos da Noite 3 – A Rebelião

Vou confessar uma coisa: este terceiro filme da franquia Anjos da Noite não me empolgou. Não sei explicar o motivo, sei lá, comigo, simplesmente não rolou aquele frisson que realmente acompanha filmes assim. Mesmo assim, claro que fui ver. Não só gosto do tema, como sou fã do ator principal, Bill Nighy.

Anjos da Noite 3 – A Rebelião é na verdade um prequel,  conta a história antes do primeiro filme da saga. Vemos o surgimento dos Lycans (os lobisomens), feitos escravos pelos Mercadores da Morte (os vampiros).

Viktor (Bill Nighy), líder dos vampiros, cria o lobisomem Lucian (Michael Sheen) como seu escravo particular, enquanto monta um exército de lobisomens escravos. Além disso, rola um romance proibido entre Lucian e Sonja (Rhona Mitra), filha de Viktor.

O elenco funciona bem. Como falei lá em cima, gosto do Bill Nighy, gosto dos papéis que ele escolhe, independente se o filme é mais alternativo como O Guia do Mochileiro das Galáxias e Todo Mundo Quase Morto, ou mais “pop” como um Piratas do Caribe. Nighy e Michael Sheen voltam aos seus papéis (ambos estão nos outros dois filmes), agora com mais destaque, já que Kate Beckinsale, a atriz principal da franquia, não está presente. O papel feminino principal fica então com Rhona Mitra (Juízo Final), que pode não ser tão boa atriz, mas é boa onde precisa ser 😉 . Suas curvas estão muito bem neste contexto, para o que o filme pede, não precisa de muito mais do que isso…

Com mais de 15 anos de experiência em efeitos especiais, Patrick Tatopoulos não decepciona em sua segunda experiência como diretor. O visual do filme respeita o que já foi feito na franquia, e temos uma boa quantidade de sangue jorrando pela tela nas boas lutas coreografadas.

Muita coisa no roteiro é previsível. Mas, temos que nos lembrar: trata-se de um prequel, ou seja, é claro que tem coisa que vai ser previsível, afinal, já sabemos o fim!

Se Beber, Não Case!

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Se Beber, Não Case!

Quatro amigos vão para Las Vegas para a despedida de solteiro de um deles. Só que, na manhã seguinte, quando acordam no meio de uma ressaca enorme, com um caos no quarto do hotel, descobrem que não se lembram de nada que aconteceu na noite anterior.

Sim, tem cara de comédia pastelão besta. Ou então mais um “filme com cara de Judd Apatow” (O Virgem de 40 anos) – comédias bem construídas, mas pouco engraçadas. Mas não – o filme (The Hangover no original) é uma agradável surpresa, muito engraçado e cheio de piadas politicamente incorretas.

A estrutura lembra um pouco Cara, Cadê meu Carro?, onde Sean William Scott e Ashton Kutcher precisam refazer os passos da noite anterior para descobrir onde deixaram o carro. Aqui, os três amigos acordam em Las Vegas e não se lembram de nada que aconteceu na última noite. Só que, diferente do outro filme, em vez do carro, eles perderam o noivo – dois dias antes do casamento!

Um dos trunfos do filme do diretor Todd Philips e dos roteiristas Jon Lucas e Scott Moore é o elenco, de nomes quase desconhecidos. Os três amigos do noivo, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis), cada um com sua personalidade distinta, são muito bem construídos. A improvável amizade entre os três é responsável por boa parte das piadas do filme.

Os personagens secundários também são legais, e aqui temos pelo menos dois rostos conhecidos. Heather Graham (a Rollergirl de Boogie Nights) faz uma prostituta boazinha, e Mike Tyson – sim, o boxeador – interpreta ele mesmo.

O título em português é que é horrível. Afinal, não tem nada a ver com o enredo do filme… Por que não uma simples tradução: “A Ressaca”?

O Império do Besteirol Contra-Ataca

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O Império do Besteirol Contra-Ataca

Tenho que ser coerente, certo? Outro dia falei mal aqui de “filme com pré-requisito”. Bem, O Império do Besteirol Contra-Ataca é um filme assim. Quem não está por dentro do “universo viewaskewano” não vai entender boa parte das piadas!

Jay e Silent Bob descobrem que os quadrinhos Bluntman e Chronic vão virar um filme, então resolvem ir até Hollywood para tentar impedir a realização do mesmo.

Se você está se perguntando o que é Bluntman e Chronic, e quem diabos são Jay e Silent Bob, é justamente por causa dos pré requisitos que citei lá em cima… Boa parte das piadas presentes neste filme são referências aos outros quatro filmes do mesmo diretor que contam com os coadjuvantes Jay e Silent Bob. Por isso que é complicado falar de um filme destes: é genial para quem é fã, mas é sem graça para quem não conhece os outros filmes!

O tal Silent Bob é o próprio diretor e roteirista Kevin Smith. Ele criou esta dupla de personagens, dois desocupados que ficam de bobeira em frente a uma loja de conveniências, e este foi o quinto filme com os dois (Jason Mewes interpreta Jay). Antes deles, tivemos O Balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy e Dogma – eles ainda voltariam em O Balconista 2. Sempre coadjuvantes, aqui eles têm o seu momento como protagonistas.

Como diria a propaganda: “e não é só isso!” Vários outros personagens destes filmes voltam em O Império… Por exemplo, vejam os dois atores mais presentes em filmes de Smith: Jason Lee repete dois papéis, o de Barrados e o de Procura-se; já Ben Affleck volta com o papel de Procura-se e ainda faz uma participação interpretando a si próprio, ao lado do Matt Damon, numa das melhores cenas do filme.

E por aí o filme segue, piada interna atrás de piada interna… Muito divertido para quem conhece este específico universo!

Ah, sim, o elenco do filme é invejável, principalmente porque se trata de um filme, ahn, digamos, “hermético”. Além dos supracitados Lee, Affleck e Damon, temos Will Ferrell, Shannon Elizabeth, Eliza Dushku, Ali Larter, Sean William Scott, Judd Nelson, Chris Rock, Jamie Kennedy e Tracy Morgan, além de várias personalidades hollywoodianas interpreteando a si mesmos, como os diretores Wes Craven e Gus Van Sant e os atores Shannen Doherty, Jason Biggs e James van der Beek. E Alanis Morissette, numa cena que nem todo mundo viu. E, claro, como um grande fã de Star Wars que Smith é, temos Mark Hammill e Carrie Fisher, pela primeira vez num mesmo filme desde O Retorno do Jedi!

Ah, sim, o nome é horrível, né? Só que é uma piada, mais uma referência a Star Wars, desta vez ao título do segundo filme da saga, O Império Contra-Ataca (em inglês, o nome do filme é Jay and Silent Bob Strike Back).

O Império do Besteirol Contra-Ataca não é o melhor filme de Kevin Smith. Aliás, não é nem recomendado para quem não viu os outros filmes. Mas heu me diverti muito, várias das piadas são muito, muito boas! Acredito que este filme fecharia o “universo viewaskewano”, mas tivemos O Balconista 2 cinco anos depois, em 2006. Ou seja, quem sabe não veremos nossa dupla de desocupados favorita novamente?

Snootchie Bootchies para vocês!

p.s.: Tem uma cena depois dos créditos. Como o resto do filme, a cena é genial, mas apenas para aqueles que estão por dentro do universo…