A Maldição dos Mortos Vivos

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A Maldição dos Mortos-Vivos

Quando montei o meu Top 10 de Filmes de Zumbi, citei este A Maldição dos Mortos-Vivos, de 1988, como um filme “sério” sobre zumbis. Afinal, ele fala de “zumbis de verdade”, fala sobre vodu haitiano. Em vez de mortos que simplesmente voltam à vida, aqui os zumbis são pessoas enterradas vivas – e que voltam como zumbis.

Contratado por um laboratório farmacêutico, o pesquisador americano Dennis Allan (Bill Pullman) vai ao Haiti pesquisar sobre vodu. Na mesma época, complicações políticas eclodem nas cidades.

Este é um dos melhores filmes de Wes Craven, mais famoso por ter criado um tal de Freddy Kruger, e mais rico por ter feito a trilogia Pânico. O filme é assustador. Diferente do “maníaco-serial-killer” padrão, aqui lidamos com magia. E Craven sabe como lidar com esse tipo de situação com maestria, explorando o medo que temos do desconhecido.

Diferente da maioria dosa filmes de zumbi que temos por aí, que se baseiam nos filmes de George Romero (A Noite dos Mortos Vivos e suas várias sequências), este filme é baseado num livro de Wade Davis, que conta uma suposta experiência de um cientista americano que foi enterrado vivo e descobriu um pó químico capaz de simular a morte.

Acho que a bola fora é do cartaz. O cartaz gringo era igual a esse. E não tem nada a ver com o filme!

Haute Tension

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Haute Tension

Já tinha falado aqui da minha vontade de ver este Haute Tension, lembram? Heu tinha curiosidade de saber como Alexandre Aja se portava dirigindo um material original, já que até agora só tinha visto refilmagens feitas pelo próprio: Espelhos do Medo e Viagem Maldita. Por isso escolhi Haute Tension, filme de 2003, que não só é dirigido como também escrito por Aja. E foi uma ótima escolha!

Alex (Maïwenn Le Besco) e Marie (Cécile De France), colegas de faculdade, estão indo passar um fim de semana na casa de campo da família da primeira, para estudar. Só que um psicopata assassino resolve aparecer por lá.

A trama é simples, não? Na verdade, não tem nada demais, é uma mesma fórmula repetida há anos: um assassino misterioso que mata quase todo o elenco e passa o resto do filme atrás dos sobreviventes, que precisam se virar para fica vivos. Mesmo assim, o filme é bom – mérito do diretor Aja, que sabe muito bem criar as situações densas que o filme pede. O maluco psicopata dá mais medo do que os Jasons e Freddys da vida, pelo simples motivo que ele é bem mais crível. Um cara desses pode estar por aí. Pode estar ao seu lado. Ou pode estar seguindo você quando voltar para casa mais tarde… É melhor acelerar o passo!

O filme é MUITO violento e tem MUITO sangue. Bem, para mim isso não foi uma surpresa tão grande, afinal, vi recentemente A l’Interieur e Martyrs, dois filmes franceses muito violentos e com muito sangue. Mas, se a gente parar para pensar, Haute Tension é mais antigo. Ou seja, quem está fora da ordem sou heu!

Logo de cara, com menos de meia hora de filme, o filme já mostra ao que veio.  Mortes violentamente gráficas são exibidas – vemos tudo com detalhes! E o clima de tensão dura até o fim do filme. Aliás, o nome “alta tensão” foi uma boa escolha.

Outra coisa interessante e digna de nota é que o roteiro deixa de lado as piadinhas e os adolescentes sem graça que infestam os filmes de terror americanos. O filme é sério e desconfortável, como um bom filme de terror deve ser. E, de quebra, em vez de efeitos digitais, a equipe conta com o lendário maquiador italiano Gianetto de Rossi, que trabalhou com Lucio Fulci em filmes como Zombi. Resultado: muito sangue cenográfico para mostrar cenas que parecem reais.

Por fim, não posso deixar de citar que existe uma grande – e genial – reviravolta no fim. Mas aí não conto, porque senão perde a graça…

Powder Blue

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Powder Blue

Ok, confesso que a minha grande motivação para ver este filme eram as anunciadas cenas de nudez da atriz Jessica Biel, de O Ilusionista e O Vidente, e que em breve estará nas telas dirigida por Ridley Scott na versão cinematográfica do seriado oitentista Esquadrão Classe A.

Somos apresentados a alguns personagens, cada um com sua tragédia pessoal. Temos a stripper com o filho em coma, o ex-presidiário doente terminal, o suicida religioso que por isso não consegue se matar e o agente funerário com problemas financeiros. A trama acompanha o drama de cada um, e como suas vidas se entrelaçam.

O ritmo do filme escrito e dirigido pelo vietnamita Timothy Linh Bui é leeento, o que dificulta um pouco acompanhar os problemas de cada personagem. Mas a trama é até envolvente, apesar da velocidade dos acontecimentos do filme tornarem a sessão um programa um pouco monótono.

O elenco do filme chama a atenção, afinal, não é sempre que temos Jessica Biel, Forest Whitaker e Ray Liotta nos papéis principais, e ainda coadjuvantes como Kris Kristoferson, Lisa Kudrow e um quase irreconhecível Patrick Swayze (rip). (Ainda temos o desconhecido Eddie Redmayne no elenco principal).

E a Jessica Biel? Bem, podemos dizer que ela não decepciona! As cenas são até discretas, bonitas, apesar da personagem ser uma stripper drogada. E, olha, ela manda bem no pole dance!

À Prova de Morte

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À Prova de Morte

Já tinha visto À Prova de Morte, do Quentin Tarantino, há mais de um ano. Mas heu estava esperando a ocasião certa para falar dele: o lançamento brasileiro! Bem, isso não aconteceu até hoje, numa das maiores provas recentes da incompetência das distribuidoras nacionais. E agora vemos na mídia um monte de propagandas sobre o lançamento do novo Tarantino, Bastardos Inglórios. Sim, ao que parece, À Prova de Morte não será exibido no Brasil.

Resumindo a história para quem está chegando agora: Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que antes já tinham feito outros projetos juntos, como o genial Um Drink no Inferno, ou o irregular Grande Hotel, resolveram fazer Grindhouse, uma homenagem aos cinemas vagabundos que passavam sessões duplas de filmes também vagabundos, repletos de violência e sexo. Cada um dos dois dirigiu um filme propositalmente tosco (Planeta Terror e À Prova de Morte), e a ideia era passar os filmes em sessões duplas – eles até convidaram outros diretores para filmarem uns trailers falsos para passar entre os longas.

Lá nos EUA foi assim, mas não funcionou muito bem comercialmente falando, então, para o lançamento mundial, resolveram separar os filmes e exibí-los independentes um do outro. E, aqui no Brasil, inexplicavelmente, só o primeiro filme foi lançado.

Ruim, não? Bem, ainda fica pior. No Festival do Rio de 2007, ambos os filmes estavam programados. Heu reservei minha agenda para vê-los. Mas as poucas sessões de À Prova de Morte foram antecipadas, e perdi a chance de ver no cinema (vi todos os outros Tarantinos na tela grande!). Contei essa história no meu fotolog, aqui.

Quase dois anos depois das únicas sessões cariocas do filme, À Prova de Morte ainda não foi lançado por aqui. Consegui comprar um dvd original importado, com uma amiga que foi aos EUA. E aproveitei pra rever o filme antes do Festival do Rio 2009 começar, semana que vem.

(Já Planeta Terror heu vi no festival, revi quando passou no circuito, e depois comprei o dvd nacional…).

Vamos ao filme? A trama é simples, muito simples: Stuntman Mike (Kurt Russell) é um misterioso ex-dublê que tem um carro “à prova de morte”, e persegue grupos de garotas em diferentes cidades.

O filme tem um grande problema: são muitos os diálogos longos e desinteressantes. Isso torna o filme chato às vezes. Muito papo e pouca ação. Acredito que isso tenha acontecido porque esta é uma versão estendida do filme. Quando rolou a ideia inicial, o filme era mais curto, para ser dentro da sessão dupla Grindhouse. Quando os filmes foram separados, este ganhou uma nova metragem, de quase duas horas. Provavelmente a versão mais curta era mais interessante…

Por outro lado, existe um detalhe genial, não só neste filme, mas em todo o projeto Grindhouse: os filmes têm defeitos incluídos de propósito, justamente para parecerem os tais filmes velhos e vagabundos. Falhas e riscos na projeção, cortes repentinos como se a fita estivesse danificada, cores alteradas… este filme tem inclusive um boa parte em preto e branco, devido a uma destas “falhas”!

No fim, ficamos com a impressão que Rodriguez soube aproveitar melhor a sua chance, Planeta Terror é melhor que À Prova de Morte. Mas este não vai decepcionar os fãs de Tarantino, todos os elementos “tarantineanos” estão lá: muitos diálogos “espertos”, personagens cool, muitas referências pop, e, claro, muitos pés femininos. Pena que a ação é pouca e às vezes o filme fica lento demais…

O Sequestro do Metrô 123

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O Sequestro do Metrô 123

Admito, sou fã do John Travolta. E fiquei com vontade de ver este O Sequestro do Metrô (The Taking of Peelham 123) desde que o vi no trailer, como um vilão “mau como um pica-pau”.

A trama é simples: Ryder (Travolta) lidera um grupo que sequestra um vagão do metrô de Nova York e exige um resgate de milhões de dólares. Walter Garber (Denzel Washington) é o funcionário do metrô que faz a negociação pelo telefone.

O diretor é Tony Scott, que nos anos 80 tinha a alcunha de “o irmão mais pop de Ridley Scott”. Afinal, enquanto Ridley fez Alien e Blade Runner, Tony dirigiu Top Gun e Dias de Trovão. Mas, desde Amor À Queima Roupa (com roteiro de Quentin Tarantino), a carreira de Tony deu um upgrade – depois disso ele fez Maré Vermelha, Inimigo do Estado, Domino e Deja Vu, entre outros.

Este filme é na verdade mais uma segunda refilmagem. Mas não vi nenhuma das outras duas versões, então nem tenho como comparar. Mas posso dizer que Scott fez um bom trabalho com sua câmera nervosa e edição ágil. Outra coisa que ajuda muito são as atuações dos dois grandes atores protagonistas. O trabalho de Travolta e Washington, como sempre, aliás, vale o ingresso.

O filme é bem feito, ok, tá tudo no lugar certo, mas… Ao fim da projeção a gente se pergunta: “e aí?” É um filme correto, vai agradar o grande público, mas é bem comportado demais, e por isso mesmo, efêmero e facilmente deixado de lado.

Resumindo: boa opção, mas apenas para quem procura algo descartável.

Ressaca de Amor

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Ressaca de Amor

Ontem mesmo falei aqui da “patota Apatow”, quando escrevi sobre Superbad – É Hoje. (Seria infame demais chamar de “apatowta”? 😀 ) Bem, este é mais um filme da “apatowta”!

Jason Segel, o Marshall da sitcom How I Met Your Mother, e que tinha feito logo antes Ligeiramente Grávidos, usou boa parte desta galera para este Ressaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall, no original), sua estreia como roteirista.

Peter Bretter (Segel), compositor de trilha sonora de seriados, leva um pé na bunda de sua namorada há cinco anos, a tal Sarah Marshall do título (Kristen Bell), e resolve ir espairecer no Havaí. O problema é que ele não sabe que a própria Sarah Marshall também foi para o Havaí e está no mesmo hotel. E, para piorar, com o namorado novo, um músico famoso, Aldous Snow (Russel Brand).

Sim, trata-se de mais uma comédia romântica. Se é previsível? Claro que sim! O dia que aparecer uma comédia romântica que não for previsível, não será uma comédia romântica legítima. Mas, apesar da previsibilidade, Ressaca de Amor é um programa agradável.

O produtor do filme é o próprio Apatow, e, no elenco, além de Segel, temos Jonah Hill e Paul Rudd, figurinhas repetidas de outros filmes. Aliás, Rudd, que está neste filme num papel menor, já tinha trabalhado com Segel antes em Ligeiramente Grávidos, e logo depois repetiu a parceria com Eu te amo, cara (aliás, neste post, citei Ressaca de Amor).

Outra curiosidade sobre o elenco: quase todos têm carreira em seriados de tv! Segel faz a citada How I Met Your Mother, Kristen Bell está em Heroes, e temos Mila Kunis, que era de That 70’s Show. E, claro, Rudd fez um papel menor em Friends, como o namorado de Phoebe.

Tem uma coisa que achei esquisita no filme: a nudez gratuita. Nada contra ver o Jason Segel peladão, afinal, assim como heu gosto de ver nudez gratuita feminina, deve ter gente que gosta de ver a masculina. Mas, por que o vemos tão à vontade, e nenhuma das “mocinhas” mostra nada? Não acho isso justo…

Uma curiosidade: ano que vem fica pronto o filme baseado no segundo roteiro de Segel, Get Him to the Greek, que conta novamente com Russell Brand no papel de Aldous Snow… Será que vem por aí outra comédia romântica “apatowniana”?

Superbad – É Hoje

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Superbad – É Hoje

Comi mosca na época do lançamento de Superbad e não tinha visto ainda – o filme é de 2007. É que na verdade não sou muito fã do estilo “apatowniano” de comédia. Mas admito que Judd Apatow é um nome importante nos últimos anos. Então, lá fui heu assistir Superbad.

(Judd Apatow é o nome por trás de títulos como O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. São bons filmes, ok, mas é que o meu conceito de comédia é algo bem mais engraçado. Sou mais nomes como Mel Brooks, Monty Python e Zucker Abrahams Zucker – isso sim é comédia!)

Voltemos ao Superbad. Seth e Evan (Jonah Hill e Michael Cera) são dois amigos inseparáveis, nos últimos dias de aula do último ano da escola antes de irem para a faculdade. Ambos têm problemas para se socializar e não têm namorada. Na esperança de “se dar bem”, eles tentam conseguir bebidas alcoólicas para uma festa, com a ajuda de Foggel, ou McLovin (Christopher Mintz-Plasse), um amigo ainda mais nerd do que eles.

Algumas piadas são boas, mas temos dois problemas básicos. O primeiro é que quase todas as piadas giram em torno do mesmo assunto: sexo – o que torna o filme um pouco previsível. O segundo é que trata-se de uma realidade bem diferente da nossa, e por isso fica difícil da gente se identificar. Afinal, aqui no Brasil nem todas as amizades de colégio se perdem na época da faculdade, assim como não é tão difícil para um menor comprar bebidas.

O filme tem outro problema, pelo menos para mim. Mas antes, o aviso de spoiler! Se você não viu o filme, pule para o próximo parágrafo! Bem, se você continuou lendo, vamos ao problema: no mundo real, Evan e Seth NUNCA terminariam com aquelas meninas! Acredito que o final escrito era um sonho distante dos roteiristas, Seth Rogen (que também atua no filme) e Evan Goldberg, que começaram a escrever o roteiro deste filme quando ainda tinham 13 anos e estavam na escola – tanto que os personagens se chamam Seth e Evan.. Ah, sim, eles não só não ficariam com as garotas como também iriam apanhar do valentão quando chegassem na festa!

Bem, pelo menos uma virtude o filme tem: boa parte dos atores é da “patota Apatow”. Isso facilita o entrosamento entre eles. Apatow já tinha trabalhado entes com Jonah Hill, Seth Rogen e Bill Hader, e mais de uma vez. Acho que faltaram chamar Jason Segel, Paul Rudd e Leslie Mann…

Enfim, Superbad – É Hoje pode ser uma boa opção, mas apenas naqueles dias que não estamos exigindo muita coisa…

Supernatural – S05E01 – Sympathy For The Devil

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Supernatural – S05E01 – Sympathy For The Devil

Já que inaugurei as resenhas de seriados com o “BSG” de ontem, vou aproveitar para falar algumas palavrinhas sobre a volta de “Supernatural”, série que conta a saga de Sam e Dean Winchester, irmãos que lutam contra demônios e forças do mal.

Gosto muito desta série. Além de achar o tema interessante (já falei por aqui que gosto de filmes de terror?), a série tem alguns detalhes muito interessantes, como a personalidade irônica de Sam e a quantidade de referências à cultura pop que preenchem quase todos os episódios (já prestaram atenção aos nomes “inventados” da dupla de irmãos?). E ainda temos uma boa trilha sonora repleta de rock’n’roll (a abertura da nova temporada foi ao som de AC DC!). E, last but not the least, a qualidade técnica também é muito boa, tanto da parte dos efeitos especiais quanto da qualidade da textura da imagem (lentes e filtros diferentes são usados para dar uma “cara especial” à imagem).

A quarta temporada da série foi uma das melhores coisas que passou na tv na temporada 2008/2009. Anjos foram introduzidos na história, que ruma para uma guerra pós apocalíptica entre o céu e o inferno. E terminou com Lúcifer sendo libertado!

Agora tivemos o início da quinta temporada, que começou no mesmo pique que a outra terminou. Lúcifer está procurando um corpo para reencarnar, existe algo não resolvido entre os irmãos, e anjos e demônios estão por aí. E não sabemos exatamente para quem torcer…

Esta quinta temporada promete! E apesar disso, torço para ser a última, para não terem que enrolar a história!

BSG – Battlestar Galactica – a série completa

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BSG – Battlestar Galactica – a série completa

Não gosto muito de falar de seriados, apesar de acompanhar vários deles. O problema é que gosto de escrever sobre uma obra fechada, e um seriado está em episódios. E muitas vezes um episódio é muito bom, e o seguinte é fraco, ou vice-versa. Por isso é que acho difícil falar de séries!

O máximo que heu já tinha feito era escrever sobre uma minissérie, a sensacional Band of Brothers. Mas, depois de ter visto de uma só vez todas as quatro temporadas da fantástica Battlestar Galactica, me senti inspirado para inaugurar as séries aqui no meu blog.

Esta Battlestar Galactica é na verdade uma segunda versão. A primeira é de quando heu era criança, lembro de ter visto no cinema “o filme que deu origem à série” e de depois ter acompanhado a série na tv, no início dos anos 80, numa época pré tv a cabo (eram três os seriados de ficção científica de então, Galactica, Fuga do Século 23 e Buck Rogers).

Humanos criaram os cylons, robôs que resolvem se rebelar e exterminar a raça humana. Galactica, a única astronave de guerra que sobrou, reúne os sobreviventes em naves civis para juntos lutarem contra os cylons.

Quase todos os elementos da série clássica estão novamente presentes. Até alguns dos personagens principais da série antiga estão aqui, como Apollo, Starbuck, Adama e Baltar. Como fã da antiga série, admito que achei estranho ter uma Starbuck mulher. Por outro lado, gostei muito da outra grande mudança: cylons de carne e osso, semelhantes aos humanos!

Um grande problema que rola em quase todas as séries é a chamada “barriga”, que é quando a história tem que ser esticada ao longo dar uma temporada. Bem, podemos dizer que BSG é uma série “com dieta balanceada”. Ao longo das quatro temporadas, só senti enrolaçao em alguns poucos episódios do meio da terceira temporada. O resto da série é num pique tão acelerado que mal dá tempo de respirar!

O elenco também foi muito bem escolhido. O veterano Edward James Olmos faz Adama, a maior autoridade militar sobrevivente. Seus principais pilotos, seu filho Apollo e a rebelde Starbuck são interpretados pelos novatos Jamie Bamber e Katee Sackhoff. Mas, na minha humilde opinião, os destaques do elenco são James Callis e Tricia Helfer. Callis faz um Baltar no ponto exato entre a loucura e o desespero, enquanto Helfer, lindíssima, consegue ser sexy e provocante e logo depois ter uma aparência doce e cândida. A bola fora do elenco para mim foi Mary McDonnell como a presidente, um papel importante nas mãos de uma atriz sem carisma.

Um detalhe técnico ajuda o ritmo frenético da série: quase sempre a filmagem é com a câmera na mão, o que traz um clima nervoso constante. Às vezes parece documentário!

A trilha sonora, quase sempre discreta, também é muito eficiente, crescendo e aparecendo nos momentos certos.

Resumindo: a série é muito boa. Para quem não viu, vale a pena investir o tempo para acompanhar todas as temporadas.

Distrito 9

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Distrito 9

Tem filme que precisa ser visto no cinema, na tela grande. Sempre defendi e sempre defenderei esta ideia, porque tem filmes que perdem muito se vistos na telinha da tv. Distrito 9, o novo filme produzido por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), é um desses filmes. Mas as distribuidoras brasileiras são burras, e marcaram o lançamento do filme para o fim de outubro, dois meses e meio depois do lançamento lá fora. Ou seja: para ver no cinema, só daqui a um mês e meio.

A única solução que vi foi baixar o filme e ver logo, para depois rever na tela grande. Foi o caminho que encontrei!

Vamos ao filme. Uma enorme nave espacial chega na Terra e “estaciona” sobre Joanesburgo, África do Sul. Milhares de alienígenas, chamados jocosamente de “camarões” por causa de sua aparência física, sem ter como fazer a nave sair do lugar, se estabelecem em terra. Os anos se passam e o local onde os “camarões” vivem vira uma grande e quase incontrolável favela: o Distrito 9. Para piorar, gangues de nigerianos tomam conta de parte da favela, assim como acontece com o tráfico em algumas favelas cariocas. E agora o governo quer removê-los de lá.

O formato do filme é bem interessante, porque começa como se fosse um documentário, com depoimentos inclusive  da família do protagonista, Wikus van de Merwe (Sharlto Copley, em sua estreia em longas, e que declarou que não pretende fazer mais filmes). Wikus é um funcionário de uma grande corporação, designado para organizar a remoção dos “camarões”. Mas, durante uma operação dentro do Distrito 9, ele sofre um acidente que mudará o rumo da história. E também mudará o nosso ponto de vista.

É interessante ver que trata-se de um filme de ação repleto de excelentes efeitos especiais e muita violência, e ao mesmo tempo trata-se de um filme político, anti-racismo. O filme consegue ser político, mas longe de ser panfletário.

Ah, os efeitos especiais! Vou dedicar parte do meu texto a eles! Sou um grande fã de efeitos especiais. Desde moleque, nos anos 80, sempre acompanhei a evolução dos efeitos. Eles me fascinavam, heu ficava sempre tentando descobrir o truque por trás de cada um.

E desde que inventaram os efeitos por computador – os famosos CGI – parte da magia do cinema morreu para mim. Não existe mais o mistério de como tal cena foi feita, a gente sabe que agora tudo é desenhado no computador. Ou seja, ficou mais difícil ver algo surpreendente.

Sempre que me perguntam sobre um efeito especial impressionante da era dos CGI, sempre lembro do Gollum, personagem da trilogia Senhor dos Aneis. E foi a mesma Weta, companhia que criou o Gollum, a responsável pelos impressionantes “camarões”. Todos os “camarões” são em CGI, mas a sensação que temos é que eles realmente estão lá! Arrisco a dizer que já temos um candidato ao Oscar de efeitos especiais de 2010…

O longa foi escrito e dirigido pelo ainda desconhecido Neill Blomkamp, que consegue nos prender com sua narrativa semi meta-linguística, e, quando menos esperamos, estamos nos questionando sobre nossos conceitos e preconceitos e sobre a discriminação racial. O fato de Blomkamp ser sul-africano deve ter ajudado nesta tarefa – na década de 60, houve um Distrito 6 em Joanesburgo, exclusivo para pessoas brancas, e por causa disso aconteceu uma remoção de milhares de pessoas “não brancas”.

Resumindo, temos em mãos um dos filmes mais surpreendentes do ano, que vai agradar tanto os que gostam de muita ação e muitos efeitos, quanto aqueles mais preocupados com o teor da trama.

O fim deixa espaço para uma continuação. Será que vai rolar?