Snake Eyes

Crítica – Snake Eyes

Sinopse (imdb): Um spin off de G.I. Joe centrado no personagem Snake Eyes.

GI Joe é uma linha de bonecos. Sou velho, lembro do Falcon, que era um GI Joe – ou Comandos em Ação, como foi traduzido aqui na época. Os bonecos do Falcon foram vendidos entre 1978 e 1984 pela Estrela, que depois trocou a linha pelos bonecos GI Joe, que eram menores (o Falcon tinha 30cm, o GI Joe tinha 10cm). A partir de 1986, a Globo começou a exibir uma série animada baseada nos bonecos – prática que era comum, se não me engano lançaram outros combos brinquedo + desenho (ajudava nas vendas e também na audiência).

Uns anos atrás tivemos dois filmes baseados nos bonecos GI Joe. Não me lembro muito bem dos filmes, lendo os meus textos aqui no heuvi, vi que gostei do primeiro, mas não gostei muito do segundo. Enfim, este aqui não tem nada a ver com aqueles, a história recomeça do zero.

Então finalmente vamos ao novo filme. Dirigido por Robert Schwentke (Red, RIPD Agentes do Além, Te Amarei Para Sempre), Snake Eyes (Snake Eyes: G.I. Joe Origins, no original) é um reboot total, não se baseia nem nos filmes, nem no desenho. Ouvi críticas de gente reclamando “o meu Snake Eyes não é assim”, “Destruíram o meu Snake Eyes!”. Mas, pra quem não era fã, a história funciona bem como uma introdução a este universo.

Snake Eyes tem coisas boas, mas tem outras não tão boas assim. E infelizmente tem mais do segundo do que do primeiro. Vamos por partes.

Gostei de algumas sequências de ação. Tem uma cena onde a personagem pula de uma moto em movimento, se apoia num caminhão e dá um golpe de espada, que é bem legal. Algumas lutas de um personagem contra dezenas também são boas. Não são ótimas, mas são boas.

(Explico: prefiro quando o câmera “dá um passo pra trás” e a gente vê melhor a coreografia das lutas. Isso acontecia mais no cinema oriental, mas Hollywood já traz alguns casos de lutas bem coreografadas e bem filmadas desta forma. Mas, o comum em Hollywood é vermos uma luta com muitos closes, muitos cortes e muita câmera tremida. Pensando neste formato, as lutas em Snake Eyes não são ruins. Poderiam ser melhores, mas, “passam na média”.)

Agora, o roteiro é uma bagunça. O personagem Snake Eyes não passa confiança nenhuma, e é aceito facilmente pelo clã japonês. E mesmo quando é pego na traição, tudo bem, deixa pra lá. Não tô nem falando da cena ridícula das cobras gigantes mágicas, até aceito isso, mas não dá pra aceitar um clã milenar ser tão ingênuo.

E isso porque não tô falando da personagem da Samara Weaving. Gosto da atriz, adorei ela no Ready or Not, um filme recente que foi mal lançado por causa da pandemia. Mas, qual é o sentido da personagem dela aqui? É só pra cumprir cota?

Isso me traz o elenco. O protagonista Henry Golding não é um bom ator, ele faz a mesma cara o filme inteiro. Mas nem atrapalha tanto. O problema dele ser fraco é que o coadjuvante Andrew Koji é muito melhor, dá vontade de focar mais no seu personagem do que no principal. Gosto muito do Iko Uwais, estrela dos maiores filmes de ação indonésios dos últimos anos, ele aqui tem um papel secundário. Aparece pouco, mas é sempre um prazer vê-lo lutando (ele manja dos paranauês de coreografia daquele tipo de luta onde o câmera pode dar um passo pra trás). Peter Mensah, o Doctore de Spartacus, também passa confiança ao defender o seu papel.

Agora, o trio feminino está bem ruim. Olha só, heu gosto de filmes de ação com mulheres, comentei isso no texto sobre Jolt. Falei da Samara Weaving, que tem um personagem completamente descartável. Tem também a Úrsula Corberó, que passa o filme inteiro repetindo as caras e bocas que ela fazia ao interpretar a marrenta Tokio de Casa de Papel. Agora, as duas aparecem pouco. Já a Haruka Abe, que aparece o filme inteiro, é péssima. Tanto a atriz, que passa o filme inteiro com cara de que não sabe o que fazer; quanto a personagem, que toma várias atitudes inexplicáveis durante o filme.

No fim do filme, claro, espaço pra continuação. Querem uma nova franquia. Sei lá, se começou cambaleante, nem sei se quero ver essa continuação.

Till Death

Crítica – Till Death

Sinopse (imdb): Uma mulher é deixada algemada ao marido morto como parte de uma trama de vingança doentia. Incapaz de se soltar, ela tem que sobreviver quando dois assassinos chegam para acabar com ela.

A princípio a gente lembra de Jogo Perigoso, do Mike Flannagan, onde a Carla Gugino fica algemada a uma cama e não tem como pedir ajuda. Mas a semelhança para por aí.
Till Death pode ser classificado como terror, mas não tem nada de sobrenatural, fantasmas ou monstros. O terror aqui é da vida real, é um jogo de sobrevivência – como a personagem vai conseguir escapar? Existe um plano de vingança por trás de tudo, o que torna o filme uma sequência de situações onde a protagonista precisa se virar pra sobreviver.

O roteiro é bem pensado. Quando vi o trailer, pensei “ué, por que ela não…” e parece que o roteirista já sabia que iam fazer perguntas assim, então tratou de amarrar essas possíveis pontas soltas mais na cara do espectador (mas teve um detalhe relativo a um pneu de carro que me pareceu uma falha de roteiro, felizmente nada grave).

O único nome do elenco a ser citado é Megan Fox, que é mais conhecida pela sua beleza do que pelo seu talento na atuação (tudo bem que ela escolhe alguns filmes que não precisam de muita atuação, como Transformers e Tartarugas Ninja). Mas ela não está mal aqui.

Tem uma coisa que me incomodou um pouco, que foi a maquiagem da Megan Fox. Ok, entendo que o diretor quis mostrar toda a beleza da sua protagonista, mas, caramba, ela está passando por maus bocados, e continua com a maquiagem linda linda linda. Entendo que não precisava chegar a uma Frances McDormand, mas podia ter segurado um pouco a maquiagem.

Não gostei do fim do filme, acho que ficou um pouco forçado demais, mas nada grave, nada que atrapalhe o bom resultado final. Com pouco menos de uma hora e meia, Till Death não é um grande filme, mas é uma diversão honesta de baixo orçamento.

Top 5 Filmes de Frankenstein

Top 5 Filmes de Frankenstein

Bora voltar às listas de top 10?

Qual seria um bom tema? Peguei algumas sugestões com amigos do grupo Clube do Terror, pra fazer uma lista de melhores filmes de Frankenstein. Existem centenas de filmes de vampiro – não existem centenas de bons filmes de vampiro, mas tem tanto filme que é bem fácil de encontrar opções pra um top 10. Lobisomem não tem tantos filmes, cheguei a fazer um top 10 de filmes de lobisomem aqui. Ok precisei pegar uns títulos meia boca pra fechar a lista, mas consegui. Agora, Frankenstein? Não sei se consigo 10. Tem vários filmes B de Frankenstein que pouca gente conhece, ia ser uma lista muito underground. Então vamos de top 5 desta vez.

Lembrando que esta é uma lista de acordo com a minha opinião. Se você não concorda, pode comentar aí embaixo a sua opinião, só peço pra mantermos a cordialidade.

Vamos à lista?

5- Frankenstein, o Monstro das Trevas (1990)

Último filme dirigido por Roger Corman (que teve uma carreira gigantesca como produtor de filmes de baixo orçamento), este Frankenstein Unbound (no original) tem um roteiro meio confuso que traz até elementos de ficção científica, e não foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. O bom elenco conta com Raul Julia, Bridget Fonda, John Hurt, Jason Patric e Michael Hutchence.

4- Frankenstein de Mary Shelley (1994)

Depois do sucesso de Dracula de Bram Stoker, Francis Ford Coppola planejou fazer outro filme baseado em um clássico do terror, mas acabou ficando só na produção e deixando a direção para Kenneth Brannagh, que também estrelou o filme, ao lado de Robert De Niro, Helena Bonham Carter, Tom Hulce, Aidan Quinn, Ian Holm e John Cleese. A recepção de público e crítica não foi muito boa na época do lançamento, mas é uma das mais fieis adaptações da história original.

3- Frankenweenie (2012)

Antes de se tornar um diretor consagrado, Tim Burton tinha feito, em 1984, um curta em stop motion com uma versão para a história de Frankenstein onde um garoto trazia seu cachorro de volta à vida. Quase 30 anos depois, ele resolveu transformar seu velho curta em um longa. Também em stop motion, Frankenweenie traz inúmeras referências a filmes clássicos de terror e algum humor negro – coerente com a filmografia do diretor.

2- Frankenstein (1931)

O grande clássico, considerado por muitos como a obra cinematográfica definitiva sobre Frankenstein. Dirigido por James Whale e estrelado por Boris Karloff, Frankenstein foi um grande sucesso comercial e, junto com o Dracula do Bela Lugosi, lançado no mesmo ano de 1931, mostrou que o terror merecia um espaço de maior destaque no cinema. Em 1935, Whale e Karloff fizeram a continuação A Noiva de Frankenstein.

1- Jovem Frankenstein (1974)

Na minha humilde opinião, o melhor filme de Mel Brooks, que resolve trazer uma nova versão da história, com o neto do Frankenstein. Com um elenco afiadíssimo (Gene Wilder, Marty Feldman, Madeline Kahn, Peter Boyle, Cloris Leachman, Teri Garr), O Jovem Frankenstein tem vários momentos que viraram ícones na história do cinema, além de várias piadas muito engraçadas até hoje!

Free Guy

Crítica – Free Guy

Sinopse (imdb): Um caixa de banco descobre que ele é na verdade um NPC dentro de um violento videogame de mundo aberto.

Antes de tudo, uma explicação pra quem não sabe o que é um NPC. É um “non player character”, ou um “personagem não jogável”. Em alguns videogames, você cria o seu personagem, e ele interage com outros personagens que estão no jogo. Alguns são controlados por outros jogadores, enquanto outros são controlados pelo computador. Esses são os NPC.

Dirigido por Shawn Levy (diretor da trilogia Noite no Museu, e que nos últimos anos dirigiu vários episódios de Stranger Things), Free Guy: Assumindo o Controle (Free Guy, no original) parece uma mistura de Show de Truman, Tron, Detona Ralph e mais algumas coisinhas. Às vezes, misturar tudo pode ter cara de cópia – falei disso no texto sobre Gunpowder Milkshake. Mas às vezes a mistura fica boa, e felizmente é o caso aqui. E, ainda sobre as ideias recicladas: o roteiro é de Matt Lieberman e Zakk Penn – este último também é o roteirista de O Último Grande Herói e Jogador Nº1. Ou seja, ele já tinha abordado temas parecidos.

Free Guy é mais um filme que foi adiado pela pandemia. Lembro de ter visto o trailer meses atrás. Agora, finalmente o filme chega às telas.

O modo como o jogo mostra o jogo é genial. É uma cidade com tiroteios, explosões, tanques nas ruas, mas sob o ponto de vista do “morador” da cidade. Isso traz algumas cenas muito engraçadas. Além disso, tem várias coisas acontecendo em segundo plano, tipo um carro que muda de cor porque está sendo personalizado; ou jogadores que ainda não pegaram a manha e seus avatares andam sem rumo; ou avatares fazendo dancinhas. A Free City foi inspirado na Liberty City do GTA, e o jogo também traz elementos do Fortnite.

Acho que o maior mérito de Free Guy está em seu protagonista. Ryan Reynolds criou um personagem sonso e irônico, que se adapta a alguns papeis. Guy parece ser uma versão light do mesmo Deadpool de sempre (papel também parecido com Dupla Explosiva 2, que comentei aqui outro dia). Guy é aquele cara super feliz na vidinha medíocre, enquanto é assaltado e apanha todos os dias. Não consigo pensar num ator melhor pra isso.

Aproveito pra falar do resto do elenco. O outro nome a ser citado é Taika Waititi, que virou uma personalidade importante depois que dirigiu Thor Ragnarok e ganhou Oscar de roteiro por Jojo Rabbit. Ele aqui está caricato ao extremo como o vilão. Sei que foi proposital, mas acho que ele exagerou um pouco, passou do ponto. Também no elenco, Jodie Comer, Joe Keery, Utkarsh Ambudkar, Lil Rel Howery e Channing Tatum num papel pequeno e muito engraçado. Ah, tem um cameo genial, mas não vou falar por causa de spoilers.

Free Guy tem uma segunda parte fora do videogame, com toda uma trama que inclusive explica por que o personagem título age daquele jeito. Afinal, ia cansar se ficasse só nas piadinhas do jogo. Agora, não que essa parte seja ruim, mas senti uma queda de ritmo, prefiro a parte dentro do jogo.

Free Guy estreia semana que vem nos cinemas. Vou voltar com os filhos pra rever!

Pig

Crítica – Pig

Sinopse (imdb): Um caçador de trufas que vive sozinho, isolado no Oregon, deve retornar ao seu passado em Portland em busca de sua amada porca depois que ela foi sequestrada.

Nos últimos anos, Nicolas Cage tem feito dezenas de filmes ruins. Parece que o cara se especializou nisso. Dá até pra pinçar um ou outro no meio de tanto lixo, mas são sempre filmes esquisitões, filmes como o lovecraftiano A Cor que Veio do Espaço, ou Mandy, filme que gosto bastante, mas que é completamente fora da curva – e que combina com a atuação over acting que virou marca registrada de Cage.

Aí apareceu esse Pig, primeiro longa dirigido por Michael Sarnoski (que também é o roteirista) . E tem um monte de gente elogiando, tem gente até dizendo que é a melhor atuação da carreira dele. Ok, bora ver.

Quase sempre prefiro comentários sem spoilers, mas acho que poucas pessoas vão ver este filme. Então vou colocar um aviso de spoilers no momento certo, pra fazer um comentário sobre o final do filme.

A sinopse lembra John Wick, que começou sua jornada de vingança porque mataram seu cachorro. Mas Pig não tem nada a ver com John Wick. Não é um filme de ação, é nem sei se podemos chamar o que acontece de vingança.

Pig é um drama, lento, quem estiver esperando correria melhor catar outro filme. Nic Cage faz um cara esquisitão, como sempre, mas, diferente do habitual, aqui ele está contido. Sua atuação é introspectiva, ele fala pouco, quase tudo está no olhar. É um personagem que nitidamente desistiu das convenções sociais, vive sujo, vive largado, dentro daquele mundinho particular que ele construiu com sua porca.

Aos poucos a gente começa a confrontar o passado do personagem, e começamos a entender o que está se passando. Mas, repito, tudo é muito lento, cenas longas e contemplativas. Provavelmente vai desagradar os fãs da fase atual da carreira do ator.

Gostei muito da resolução final, nem sei se podemos chamar de plot twist, mas digo que gostei de como o personagem encerrou a história. Mas, um detalhe me incomodou, então vamos aos avisos de spoilers:

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Logo no início do filme, quando a porca é sequestrada, o cara se machuca, e fica sujo de sangue. E ele segue o filme inteiro sem se limpar. Ok, coerente com um personagem que não se importa com convenções sociais. Mas, ao longo do filme a gente descobre que ele foi um grande cozinheiro, um chef famoso, que largou tudo e foi pro meio do mato. E quando descobre que sua porca morreu, sua vingança é fazer um prato específico para o cara responsável pela sua morte, um prato que vai lhe trazer lembranças dolorosas, uma espécie de Ratatouille ao contrário. Ele atinge o seu oponente pela memória afetiva ligada àquele prato específico. Genial, não?

Agora, ele continua imundo e sujo de sangue. Na boa, um cozinheiro sujo de sangue foi uma coisa que me incomodou. Ele podia ter se limpado para aquele momento.

FIM DOS SPOILERS!

Tem gente apostando em uma indicação ao Oscar pro Nicolas Cage por causa deste filme. Ele está bem, mas acho que Oscar é um exagero. Também no elenco, Alex Wolff (Tempo) e mais uns rostos desconhecidos.

Recomendado pra quem curte filmes contemplativos.

Out of Death

Crítica – Out Of Death

Sinopse (imdb): O departamento de um xerife corrupto em uma cidade rural montanhosa é desfeito quando uma testemunha involuntária atrapalha sua operação sombria.

Dirigido por Mike Burns (que tem um currículo razoável no departamento de música de diversos filmes) e roteirizado pelo estreante Bill Lawrence (acho importante guardar esses nomes pra gente evitá-los no futuro), Out Of Death é ruim ruim. Alguns filmes são ruins mas são divertidos, mas não é o caso aqui. O filme já começa errado quando, antes de tudo, já temos uma espécie de trailer com um resumo do que vamos ver.

Out Of Death tem atuações péssimas. Talvez a Jamie King não esteja mal, mas isso não é um destaque – apenas estou dizendo que ela não está tão ruim quanto o resto do elenco. Em terra de cego quem tem um olho é rei, Jamie King se destaca por isso. Mas, já vi centenas de filmes com elenco ruim, isso infelizmente tem muito por aí. Mas… o roteiro é cheio de diálogos péssimos. atuação ruim mais diálogos péssimos, já viu que não vai dar boa coisa.

Mas calma, porque ainda piora. O filme é cheio de cenas que parecem ser feitas pra convencer o espectador a desistir. Tem várias cenas onde personagens tomam decisões burras, como a protagonista que não para de fotografar mesmo depois que o que ela estava fotografando já acabou. Mas, até aí a gente aceita, porque boa parte do que vemos hoje no cinema tem decisões burras de personagens. Então, vou relevar decisões burras, mas não podemos relevar cenas inteiras sem sentido. Um bom exemplo é a cena onde os personagens estão fugindo, mas precisam parar pra conversar e se conhecerem melhor. Não só isso não faz nenhum sentido, como logo depois eles se separam. Pra que??? Ok, provavelmente o orçamento não era suficiente pra ter o Bruce Willis por todo o filme, então o personagem dele tinha que ter uma desculpa para sair de cena. Mas custava pensar em uma ideia menos ruim?

Teve uma cena onde dei uma gargalhada, mas certamente não era o objetivo dos realizadores. Depois de um momento onde o policial demonstra todo o amor e carinho pela companheira que acabou de falecer, ele a larga o corpo no chão, e o corpo sai rolando…

Ah, os efeitos especiais são péssimos.

Não só o filme é ruim como algumas cenas parecem arrastadas. Me pareceu que não tinham material para uma hora e meia, então esticaram algumas cenas pra preencher a metragem necessária. Ou seja, ruim e chato.

Se posso dizer que gostei de alguma coisa, foi da trilha sonora. Era melhor ter lançado o filme no spotify.

O Esquadrão Suicida

Crítica – O Esquadrão Suicida

Vou começar lançando a polêmica: será que estamos diante do melhor filme da DCEU?

Sinopse (imdb): Os supervilões Harley Quinn, Bloodsport, Peacemaker e uma coleção de malucos condenados na prisão de Belle Reve juntam-se à super-secreta e super-obscura Força Tarefa X enquanto são deixados na remota ilha de Corto Maltese, infundida pelo inimigo.

Antes de começar, vamos explicar as siglas. A Marvel tem o MCU, o Marvel Cinematic Universe, que é o universo onde estão situados as dezenas de filmes. DCEU é o DC Extended Universe, o paralelo da DC. Não leio HQs, então não posso palpitar sobre qual editora é mais bem sucedida nos quadrinhos. Mas no cinema, nem o mais fanático fã da DC vai deixar de reconhecer a superioridade da Marvel.

(Bem, fãs fanáticos às vezes têm cegueira seletiva, então se o cara é muito fanático ele não vai reconhecer os fatos. Mas isso é assunto pra outro post.)

Em 2016 a gente viu o primeiro filme do Esquadrão Suicida, que teve um trailer excelente, um bom início, mas que depois se perdeu completamente e conseguiu decepcionar quase todo mundo. Até achei que iam desistir do time do Esquadrão Suicida, deixa pra lá, foi uma parada que não deu certo.

Mas aí apareceu um James Gunn no horizonte. Vamos lembrar quem é James Gunn? O cara começou na Troma, produtora de filmes trash, acho que seu primeiro trabalho no cinema foi o roteiro de Tromeu e Julieta, de 1996. Ele tinha uma carreira discreta, com filmes “menores” como Seres Rastejantes (2006) e Super (2010), até que foi contratado pela Marvel pra fazer Guardiões da Galáxia. Só pra dar um exemplo da proporção: o orçamento de Super era de 2,5 milhões de dólares, enquanto Guardiões tinha 170 milhões.

Guardiões da Galáxia era um projeto audacioso. Um filme que se encaixaria nos filmes dos Vingadores, mas era uma aventura espacial com um grupo que tinha um guaxinim e uma árvore, feito por um diretor que começou na Troma. E o resultado foi excelente, um dos melhores filmes do MCU (lembrando que tem um monte de filmes bons no MCU!).

Claro que a moral do James Gunn subiu. Ele fez o Guardiões volume 2, e ia fazer o terceiro – até que resolveram catar uns tweets politicamente incorretos que ele tinha feito anos antes, e a conservadora Disney (como mencionei no texto de anteontem sobre Jungle Cruise) o demitiu.

A Warner então o contratou pra “consertar” o Esquadrão Suicida – afinal, tanto os Guardiões quanto o Esquadrão são grupos de anti-heróis com alguns esquisitões no meio.

Vendo isso, a Disney o recontratou pra fazer Guardiões 3, mas antes ele ainda ia fazer este Esquadrão Suicida antes.

E agora a gente tem um James Gunn livre das restrições da Disney. O Esquadrão Suicida parece uma mistura dos anti-heróis de Guardiões da Galáxia com a violência e o humor politicamente correto do Deadpool. Um filme violento, engraçado, e, principalmente, divertidíssimo!

Antes de entrar no filme, vamos à pergunta: é uma continuação ou um reboot? Na verdade, tem cara de reboot, mas é uma continuação. Alguns personagens do outro filme voltam. Mas não precisa (re)ver aquele, a história aqui é independente.

Uma das poucas coisas boas do primeiro filme foi a introdução dos personagens. Aqui não tem isso, sabemos pouco sobre cada um. Mas sabe que não fez falta? O filme até faz piada com isso.

Falei que o filme era violento, né? MUITO violento. Sem entrar em spoilers, mas muita gente morre no filme. Aliás, essa é uma grande diferença para os filmes de super heróis que a gente está acostumado. Aqui morre um monte de gente, tanto personagens quanto extras. Mas não são mortes dramáticas – apesar de algumas serem bem gráficas – tem tiro na cara, tem cabeça explodindo… O filme tem muito sangue, mas a pegada é humor negro – várias mortes geram gargalhadas.

Um bom exemplo disso é uma sequência muito boa onde rola quase uma competição entre o Idris Elba e o John Cena pra ver quem é mais eficiente matando. E quase todas as mortes são engraçadíssimas. E o encerramento da sequência é inesperado e genial!

Uma coisa que gostei muito aqui é justamente essa imprevisibilidade. O roteiro sai do óbvio várias vezes (característica que também acontecia em Guardiões da Galáxia). Você está vendo a cena, achando que ela vai ter uma conclusão, e o roteiro te dá uma rasteira e mostra outro caminho. Gosto disso, gosto de ser surpreendido por soluções fora do óbvio.

As cenas de ação são muito boas. São várias, com vários personagens, e a câmera sempre consegue mostrar bem a ação. E os efeitos especiais também são ótimos. Falei mal da onça de Jungle Cruise, né? O Tubarão Nanaue aqui é muito mais bem feito. Ok, parece uma ideia reciclada, um novo Groot – inclusive porque ambos são dublados por atores famosos (o Groot é o Vin Diesel; o Nanaue é o Sylvester Stallone). Mas, assim como o Groot é um personagem adorável, digo o mesmo sobre o Nanaue.

Ah, ainda nos efeitos. O filme é entrecortado por intertítulos, como se fossem títulos para cada capítulo. E esses intertítulos são escritos com elementos que estão na cena. Boa ideia. Simples e eficiente.

Claro que ainda preciso falar da trilha sonora. Assim como nos dois Guardiões, a trilha aqui é muito bem escolhida. E, olha só, tem música brasileira no meio!

O elenco é ótimo. Mas, como falei, morrem personagens, então não vou entrar em detalhes sobre cada um, pra não dar indícios de quais são os mais importantes. Pelo star power do elenco, arrisco a dizer que os principais seriam Margot Robbie e Idris Elba, mas o filme divide bem o protagonismo entre todo o time. Tem a Alice Braga, num papel pequeno mas importante, mais um filme fantástico na carreira dela (comentei sobre isso no texto sobre Novos Mutantes). Também no elenco, Michael Rooker, Viola Davis, Joel Kinnaman, Nathan Fillion, Jai Courtney, Sean Gunn, John Cena, Daniela Melchior, David Dastmalchian, Sylvester Stallone, Peter Capaldi e uma ponta do Taika Waititi (pisque o olho e você perderá!).

Se for pra falar mal de alguma coisa, falo do vilão Thinker, interpretado pelo Peter Capaldi. Personagem sub aproveitado. Não estraga o filme, claro. Mas é um personagem besta.

Heu poderia continuar falando aqui, mas chega. O filme estreia hoje, quero rever assim que possível. E recomendo pra qualquer um que goste de se divertir nos cinemas.

Ah, tem cena pós créditos! Fiquem até o fim do filme!

Por fim, só pra confirmar a frase do início. Não dá pra comparar este filme com filmes de fora do DCEU, como Coringa ou a trilogia do Nolan, porque são propostas completamente diferentes. Agora, dentro do DCEU, já tivemos Homem de Aço, Batman vs Superman, Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha, Liga da Justiça, Aquaman, Shazam, Aves de Rapina, Mulher Maravilha 84 e o novo Liga da Justiça versão do diretor. Alguns bons, outros maomeno, outros ruins. É, olhando a lista, O Esquadrão Suicida é realmente o melhor até agora.

#pas

Jungle Cruise

Crítica – Jungle Cruise

Sinopse (imdb): Baseado no passeio do parque temático da Disneylândia, onde um pequeno barco leva um grupo de viajantes por uma selva repleta de animais e répteis perigosos, mas com um elemento sobrenatural.

Não é a primeira vez que fazem um filme baseado em brinquedos do parque da Disney. O mais famoso e mais bem sucedido é Piratas do Caribe, que já tem cinco filmes, sendo que dois deles passaram a marca de um bilhão de dólares na bilheteria. Os últimos filmes não foram muito bem aceitos, mas é um sucesso incontestável. Agora, heu lembrava de pelo menos mais dois, ambos mal sucedidos nas bilheterias: Mansão Mal Assombrada, de 2003, com o Eddie Murphy; e Tomorrowland, de 2015, com o George Clooney. Mas aí lembrei de quando fui à Disney em 2018, que depois do brinquedo Torre do Terror, vi dvds à venda de um filme feito em 1997 baseado naquela atração, com Steve Guttenberg e Kirsten Dunst – lembro que pensei “vou procurar o filme pra assistir quando voltar pro Brasil”, mas nada ainda. Aí resolvi pesquisar pra saber se tinham outros filmes, e descobri que Missão Marte, feito pelo Brian de Palma em 2000, com Gary Sinise, Tim Robbins, Don Cheadle e Connie Nielsen, tem um roteiro inspirado na atração da Disney! E ainda descobri mais um, que nunca tinha ouvido falar: Beary e os Ursos Caipiras, de 2002, baseado no brinquedo Country Bear Jamboree.

Resumindo: a gente vê que apesar do sucesso dos parques, transformar isso em bilheteria não é fácil. Deve ter sido por isso que convidaram Dwayne Johnson para protagonizar. Arrisco a dizer que Dwayne é o nome com mais star power na Hollywood contemporânea. O cara tem um carisma gigantesco e é um dos poucos casos do cinema atual onde o nome do ator é mais importante que o nome do filme.

Ainda pegando o gancho do parque da Disney: a atração Jungle Cruise é meio bobinha, é um passeio de barco onde vemos animais animatronics, enquanto um capitão do barco narra o passeio, sempre contando piadas infames. Sim, em inglês, muitos brasileiros não entendem as piadas, e arrisco a dizer que – olha só que irônico – metade da graça do brinquedo são as piadas sem graça do capitão. E tem uma sequência do filme onde o personagem de Dwayne Johnson fala algumas das piadas que estão no roteiro do parque.

Ah, no parque o passeio é na África, aqui estamos na Amazônia, o passeio começa em Porto Velho, Rondônia. Mas foi filmado no Havaí.

Curiosamente, aqui em Jungle Cruise, Dwayne Johnson divide o protagonismo. Emily Blunt tem um papel tão importante quanto o dele. E a dupla está muito bem, aquele clássico clichê de parceiros que se cutucam o tempo todo – e como são dois atores talentosos e carismáticos, a química fluiu bem.

A direção ficou com Jaume Collet-Serra. Gosto dele, ele fez A Órfã, Águas Rasas, alguns filmes com o Liam Neeson badass – mas não entendi a escolha dele pra este filme. Collet-Serra faz um trabalho competente, mas que em nada lembra seus trabalhos anteriores. Me lembrei do Guy Ritchie dirigindo Aladdin. Me parece que em ambos os casos os diretores abriram mão dos respectivos estilos habituais pra fazerem um “filme de estúdio”.

Muitas vezes a história lembra os filmes do Indiana Jones – até na época em que se passa, pouco antes da segunda guerra mundial. Emily Blunt tem algumas cenas que a gente quase ouve o clássico tema do John Williams.

Aliás, comentário sobre a trilha sonora. Quando vemos os flashbacks dos espanhóis, tem uma música de violão dedilhado que foi uma agradável surpresa. É uma versão de Nothing Else Matters! Agora tem Metallica em filme da Disney!

Falei dos personagens principais, mas acho que ainda tem outros dois que merecem ser mencionados. Jesse Plemons (que parece um genérico do Matt Damon) faz um bom vilão, um alemão caricato como pedem os clichês da Disney. E Jack Whitehall, que faz o irmão, toca num assunto que não deveria ser nada de mais em 2021, mas ainda é tabu na Disney – o personagem é gay, ele declara que não queria se casar com nenhuma mulher porque gostava de outra coisa. Existem algumas teorias malucas pela internet tentando forçar uma barra de casos homo afetivos em Luca e em Raya, coisa que só existe dentro da cabeça dos autores dessas teorias. Mas aqui não é teoria, é um caso real, faz parte do filme. Por um lado, é muito discreto; mas por outro lado é a Disney assumindo que tabus podem ser quebrados. Vejo isso como um “copo meio cheio”. Estamos progredindo! Ainda no elenco, Edgar Ramirez e um Paul Giamatti exagerado e desperdiçado.

Achei que os efeitos especiais dos espanhóis lembram os efeitos de Piratas do Caribe, mas com temas de floresta em vez de mar. Será que é uma homenagem? Ou foi coincidência? Ainda sobre os efeitos, gostei da onça, mas em algumas cenas fica nítido o cgi.

Por fim, queria deixar registrada uma experiência pessoal. Sempre fui muito ao cinema, e sempre levei meus filhos. Nos últimos meses fui algumas vezes, mas sempre sozinho. Jungle Cruise foi a volta ao cinema com a família inteira. Todos de máscara, cinema quase vazio, mas, finalmente, cinema voltou a ser um programa familiar.

Jolt: Fúria Fatal

Crítica – Jolt: Fúria Fatal

Sinopse (imdb): Uma segurança com um problema de controle da raiva ligeiramente assassino que ela controla com a ajuda de um colete forrado com eletrodos que ela usa para se chocar de volta à normalidade sempre que fica homicida. Depois que o primeiro cara por quem ela se apaixonou é assassinado, ela parte em uma onda de vingança para encontrar o assassino enquanto os policiais a perseguem como seu principal suspeito.

Antes de entrar em Jolt, um breve comentário para exaltar esse bom momento de filmes de ação estrelados por mulheres. Nas últimas semanas falei de Gunpowder Milkshake e Viúva Negra, e só nos últimos dois anos tivemos Mulher Maravilha 84, Capitã Marvel, The Old Guard (com a Charlize Theron), Anna (do Luc Besson), O Ritmo da Vingança (com a Blake Lively), Ava (com a Jessica Chastain)… Ok, nem todos são bons filmes (não é todo dia que aparece um novo Atômica), mas, ué, nem todos os filmes de ação estrelados por homens são bons, e mesmo assim a gente vê…

Em Jolt: Fúria Fatal (Jolt, no original), é o momento da gente ver a Kate Beckinsale “chutando bundas”. Não que vê-la num filme de ação seja exatamente uma novidade, afinal ela é o principal nome da franquia Anjos da Noite. Aqui ela tem uma personagem ótima, ela tem uma doença que a transforma numa pessoa com uma raiva incontrolável. É muito bom ver na tela uma pessoa assim! Uma boa sacada do filme foi mostrar em um flash o que seria a reação dela, pra depois voltarmos alguns segundos e vê-la tentando se controlar. Esses momentos são divertidíssimos!

Agora, se a personagem é ótima, não posso dizer o mesmo sobre o roteiro. Algumas coisas não fazem muito sentido, como por exemplo a motivação para ela entrar nessa onda de vingança – que justamente é o ponto principal do filme. A gente sabe que ela é uma pessoa desajustada, mas nada me convenceu que ela teria motivos pra se engajar numa jornada como aquela, por um cara que ela mal conhecia.

As cenas de ação são boas. Nada de excepcional, mas são boas. Tem uma dela lutando contra três opositores muito mais fortes que é bem divertida. E tem uma sequência no hospital onde rola um breve plano sequência com uma correria pelos corredores, e logo depois uma cena que provavelmente vai gerar polêmica, envolvendo bebês recém nascidos.

No elenco, o nome a ser citado é a Kate Beckinsale. Ela está ótima, irônica, bonita e brigando bem. Talvez fosse melhor a personagem ser um pouco mais nova, ajudaria a convencer nas motivações – mas, se fosse mais nova, não ia ser ela, então deixa pra lá. Também no elenco, Jai Courtney, Stanley Tucci, Bobby Cannavale, Laverne Cox e Susan Sarandon

O fim do filme tem um plot twist que é um dos piores plot twists que já vi no cinema. Não dou notas aos meus filmes, mas, se desse, só esse plot twist faria a nota descer uns dois pontos. Sério, é um plot twist péssimo.

No finzinho rola uma cena puxando uma continuação. Sabe quando deixam um gancho com algo em aberto? Aqui trouxeram uma atriz ganhadora do Oscar pra uma única cena, só pra fazer esse gancho. Pelo calibre da atriz convidada, heu arriscaria dizer que esta continuação está quase certa.

Rua do Medo 1666 – Parte 3

Crítica – Rua do Medo 1666 – Parte 3

Sinopse (imdb): As origens da maldição de Sarah Fier são finalmente reveladas conforme a história se completa em uma noite que muda a vida dos Shadysiders para sempre.

Por ser a conclusão da trilogia, Rua do Medo 1666 parte 3 é um pouco diferente dos dois anteriores. Como a história precisa de um fim, o terceiro filme é dividido. Na primeira metade temos a história que se passa em 1666, e na segunda metade voltamos a 1994 pra encerrar a trama.

Na minha humilde opinião, isso trouxe um problema. Porque achei a primeira metade do filme muito corrida, enquanto a segunda metade foi besta. Acho que seria melhor dedicar mais tempo em 1666, e só os últimos minutos em 1994.

A ambientação de 1666 é ótima. O visual lembra A Bruxa, mas o clima é mais leve, com cara de seriado teen – usaram os mesmos atores das duas primeiras partes, agora vivendo outros personagens, claro. Aliás, achei bem legal essa ideia de reaproveitar o elenco em outros papeis. Primeiro porque a gente já conhece aqueles rostos, então, fica mais fácil do espectador se afeiçoar aos personagens; segundo porque isso pode trazer uma ideia de que estes são antepassados daqueles que vemos depois (mesmo que para isso a gente precise de uma licença poética relativa a etnia de alguns personagens, que, historicamente, não sei se estariam lá). Alguns dos personagens têm pouco espaço nesta parte do filme, provavelmente mais uma consequência de ter uma história contada em menos tempo. Mas mesmo corrida, gostei de como a história foi apresentada.

Já a segunda metade do filme é mais fraca. Tudo meio lugar comum, muita correria, armadilhas a la Esqueceram de Mim – e algumas delas sem nenhuma lógica. E finalmente a conclusão da história.

Achei o encerramento um pouco mais do mesmo. Mas, na verdade, acho que, empolgado pelo segundo filme, criei uma expectativa para o encerramento. O encerramento não é algo genial e fora da caixinha, mas os outros filmes também não foram. O terceiro filme é apenas no nível de toda a trilogia: um bom slasher, nada de revolucionário, mas que vai agradar aos fãs. Problema do meu head canon.

(Mas afirmo que, assim como Guerra nas Estrelas e Mad Max, o segundo filme é o melhor da trilogia.)

Achei que iam explorar as outras criaturas que acompanham a “turminha do barulho da Sarah Fier”, mas o filme só mostrou flashes do passado de cada um. Provavelmente vão abordá-los num novo filme ou quem sabe num seriado. Aparentemente o formato funcionou, não acharei estranho ver de volta esse universo Rua do Medo.

Por fim, queria falar que gostei deste novo formato, de um filme com formato de seriado, lançado com intervalo pequeno por um streaming. Não foi a melhor produção da história da Netflix, mas me diverti acompanhando. Aguardarei novas produções semelhantes.