A Justiceira

Crítica – A Justiceira

Sinopse (imdb): Cinco anos depois de seu marido e sua filha serem mortos em um ato de violência sem sentido, uma mulher volta do exílio auto-imposto para buscar vingança contra os responsáveis ​​e o sistema que os deixa livres.

O star power da Jennifer Garner subiu um degrau com o sucesso da série Alias, onde ela fazia uma espiã badass (na época, vi alguns episódios, mas admito que a série não me conquistou). Ou seja, nos dias de hoje, onde temos vários filmes com mulheres badass, tudo a ver trazê-la para fazer uma versão feminina do John Wick.

Dirigido por Pierre Morel (B13, Busca Implacável), A Justiceira (Peppermint, no original) traz uma história básica de vingança: mulher que perdeu marido e filha passa anos se preparando para o momento onde, sozinha, vai se vingar de todos os que estiveram no caminho.

O roteiro de Chad St. John (Invasão a Londres) tem alguns momentos bem forçados (como ela estar cercada, sob a mira de vários policiais, e conseguir sumir diante de todos), mas, qual filme deste estilo não tem suas forçações? Por outro lado, temos algumas cenas de ação muito bem feitas. E é isso o que quer o público que vai ao cinema assistir um filme desses, né?

No elenco, o único nome forte é Jennifer Garner, que está bem para o que o papel pede. Ok, ela não é uma Charlize Theron, mas A Justiceira também não é Atômica. Também no elenco, John Gallagher Jr., John Ortiz, Juan Pablo Raba e Annie Ilonzeh.

Enfim, A Justiceira não é um grande filme, mas vai entreter quem estiver no espírito certo.

O Primeiro Homem

Crítica – O Primeiro Homem

Sinopse (imdb): Um olhar sobre a vida do astronauta Neil Armstrong e a lendária missão espacial que o levou a ser o primeiro homem a caminhar na Lua em 20 de julho de 1969.

Damien Chazelle, de Whiplash e La La Land, dirigindo a cinebiografia do Armstrong… Ei, péra, como assim não é o músico Louis Armstrong? O filme é sobre o astronauta Neil Armstrong?!?!

Poizé. Na minha humilde opinião, Chazelle escolheu o Armstrong “errado”. E fez um filme correto, mas sem graça.

Ok, admito que achei o filme bobo, mas reconheço que ele cumpre os objetivos. O Primeiro Homem (First Man, no original) é um “filme pra Oscar”. Produção grandiosa, contando a história real de um herói norte americano, com nomes badalados na produção e no elenco. É, visto por esse ângulo, Chazelle mandou bem. E deve conseguir algumas indicações ao prêmio da Academia em 2019.

A reconstituição de época é bem cuidada, e os efeitos especiais são discretos e eficientes. O pouso na lua – momento chave no filme (e na História) – é uma sequência belíssima, com toques de jazz na trilha sonora. O público geral vai curtir.

O problema é que tudo é muito linear e sem graça. Apolo XIII contava uma história semelhante mas era muito mais emocionante. Estrelas Além do Tempo se passa na mesma época e local, e tem personagens muito mais cativantes. E a longa duração (duas horas e vinte e um minutos) torna tudo cansativo.

No elenco, Chazelle repete a parceria com Ryan Gosling, que faz cara de paisagem o tempo todo (como sempre, aliás), mas funciona porque o papel pede – será que vem outra indicação ao Oscar? Claire Foy faz sua esposa, num papel provavelmente adaptado para os dias de hoje – sua Janet Armstrong é uma mulher forte e desafiadora, diferente do que era comum nos anos 60 – mas coerente com a onda de mulheres fortes do cinema atual. Também no elenco, Jason Clarke, Kyle Chandler, Ciarán Hinds, Ethan Embry, Corey Stoll, Shea Whigham, Patrick Fugit e Lukas Haas.

O Primeiro Homem vai agradar muita gente (principalmente nos EUA). Mas ainda acho que que Chazelle faria melhor se escolhesse o outro Armstrong…

p.s.: Aposto como vai ter gente dizendo que é um filme de ficção científica…

A Casa do Diabo / The House of the Devil

Crítica – A Casa do Diabo / The House of the Devil

Sinopse (imdb): Em 1983, a estudante universitária Samantha Hughes, com dificuldades financeiras, aceita um trabalho de babá diferente, que coincide com um eclipse lunar completo. Ela lentamente percebe que seus clientes abrigam um segredo aterrorizante, colocando sua vida em perigo mortal.

Sei lá por que, mas perdi este A Casa do Diabo (The House of the Devil, no original), de 2009, escrito e dirigido por Ti West. Ok, bora consertar isso.

Logo de cara, uma coisa chama a atenção. A Casa do Diabo parece um filme antigo. Toda a ambientação lembra a virada da década de 70 para 80, época em que o filme se passa. Não só figurinos e props, até a fotografia emula produções da época.

A Casa do Diabo não tem muitos jump scares, a proposta do filme é o clima de tensão. E admito que pelo menos uma das mortes me pegou de surpresa. Mas, por outro lado, existe uma falha básica. Um texto no início do filme tem um spoiler sobre o fim! Taí um raro exemplo de filme que vale a pena perder o primeiro minuto.

Mesmo assim, A Casa do Diabo vale a pena. O clima de tensão crescente criado por West é muito bem construído, e a parte final tem violência e gore na dose certa.

O filme é protagonizado por Jocelin Donahue, que está muito bem (inclusive ela parece saída de uma produção da época), mas que nunca mais fez nada relevante. Curiosamente, sua coadjuvante é interpretada pela Greta Gerwig, hoje um badalado nome em Hollywood, depois de ser indicada aos Oscars de direção e roteiro por Lady Bird. Também no elenco, alguns veteranos como Mary Woronov (A Visão do Terror), Tom Noonan (Robocop 2) e Dee Wallace (Grito de Horror, ET).

Na época se falou que Ti West seria um nome promissor no terror do século XXI. Mas, 9 anos se passaram e ele ainda não fez nada digno de nota… Será que é um “diretor de um filme só”?

Mandy

Crítica – Mandy

Sinopse (imdb): As vidas encantadas de um casal em uma floresta isolada são brutalmente destruídas por um culto hippie que parece saído de um pesadelo e seus capangas demônio-motoqueiros, impulsionando um homem em uma espiral surreal de vingança.

Um tempo atrás, vi no Facebook o trailer deste Mandy, um terror com muito sangue e o Nicolas Cage no papel principal. Realmente o trailer era muito bom. Guardei o nome.

Dirigido por Panos Cosmatos (filho de George P. Cosmatos, diretor de Rambo II: A Missão e Stallone Cobra), Mandy não é um filme fácil, não vai agradar muita gente. Em vez de divertidos jump scares, são muitas cenas contemplativas, muito silêncio. Temos muitas imagens bem trabalhadas, muitas cores fortes. Me lembrei do Nicolas Wind Refn – belas imagens e pouca coisa acontecendo na tela.

Além da boa fotografia de Benjamin Loeb outro destaque é a trilha sonora de Jóhann Jóhannsson (o islandês falecido recentemente que fazia as trilhas dos filmes do Denis Villeneuve). Ainda temos alguns efeitos especiais “low fi” criando um visual ainda mais intrigante. Algumas cenas são uma boa viagem – Mandy seria uma boa opção para uma sessão de “midnight movies”.

No elenco, claro que o nome que chama a atenção é Nicolas Cage, que há tempos não fazia um filme digno de nota. Como o seu personagem quase não fala, Cage quase não atrapalha com sua canastrice. Também no elenco, Andrea Riseborough, Linus Roache, Ned Dennehy, Line Pillet e Bill Duke.

Como falei, Mandy não vai agradar a todos. Mas certamente terá uma legião de fãs.

Papillon (2017)

Crítica – Papillon (2017)

Sinopse (imdb): Erradamente condenado por assassinato, Henri Charriere forma uma improvável amizade com o colega falsificador Louis Dega, na tentativa de escapar da notória colônia penal na Ilha do Diabo.

Ninguém pediu, mas, olha lá, refilmagem do filme homônimo de 1973, estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman.

A refilmagem é quase igual ao filme original. Aí fica a pergunta: precisa? O caso é parecido com o recente Assassinato no Expresso do Oriente. A refilmagem não traz nenhuma novidade com relação ao original. Mas por outro lado, dificilmente uma pessoa mais nova vai procurar um filme feito nos anos 70. E é aí que a refilmagem tem o seu espaço: mostrar um filme velho para uma nova geração.

Visto sob este ângulo, Papillon (idem, no original) cumpre o seu propósito. O filme dirigido por Michael Noer é um filme correto, com uma produção até muito bem feita (as locações na Sérvia e em Montenegro foram bem escolhidas).

No elenco, não tem como não pensar que a dupla principal foi escolhida pela semelhança física com os dois do filme de 73. Charlie Hunnam (Rei Arthur) está a cara do Steve McQueen. E, apesar de me lembrar do Freddy Mercury toda vez que aparecia o Rami Malek (desde que vi o trailer de Bohemian Rhapsody, não consigo vê-lo e não pensar no vocalista do Queen), ok, vamulá, ele tá parecido com o Dustin Hoffman.

Enfim, o original é melhor. Mas, na falta, a refilmagem quebra um galho.

Venom

Crítica – Venom

Sinopse (imdb): Quando Eddie Brock adquire os poderes de um simbionte, ele terá que liberar seu alter-ego “Venom” para salvar sua vida.

Sabe quando tudo dá errado? Poizé…

Este Venom (idem, no original) já estava sendo criticado por fãs das HQs desde a produção, porque o Venom é intimamente ligado ao Homem Aranha – personagem que não está presente. Mas, quem costuma ler o heuvi, sabe que não dou muita bola para quadrinhos, então isso não era algo que me incomodava.

Quem dera esse fosse o maior problema…

Dirigido por Ruben Fleischer (Zombieland), Venom tem um roteiro muito mal construído. É difícil falar da enorme quantidade de tosqueiras presentes aqui sem entrar em spoilers, mas posso citar algumas coisas. Por exemplo, quando o Venom fala que sabe tudo o que está na cabeça do Eddie Brock, mas na cena seguinte pergunta quem é Annie. Ou várias pessoas mortas em um local público por “lâminas alienígenas”, mas sem nenhuma repercussão da polícia e/ou da mídia. Ou um laboratório super protegido que não tem câmeras de segurança. Ou um vidro super resistente por dentro, mas que quebra facilmente por fora. Ou uma sala de ressonância magnética que tem uma porta com um vidro tão resistente que consegue segurar uma criatura poderosa e super forte. Ou uma longa perseguição de carros com muita destruição por ruas movimentadas de uma grande cidade, onde não aparece um único carro de polícia. Ou…

Mas, acreditem, ainda não acabou. Por incrível que pareça, teve outra coisa no filme que me incomodou ainda mais do que essas falhas de roteiro. Foi a repentina mudança de personalidade do personagem título. Do nada, sem motivação. Naquele momento o filme, que já estava ruim, conseguiu piorar.

Se tem algo que se salva, Tom Hardy tem um bom timing pra comédia, e algumas cenas são divertidas. Muito pouco. Michelle Williams não atrapalha, mas tampouco ajuda. Riz Ahmed, por outro lado, faz um vilão bem fraco.

Segundo filme onde aparece o Venom, os dois são ruins. Uma ideia para os produtores: assistam os filmes do Deadpool. Todos. O ruim e depois os dois bons. Vejam o que deu certo, e repensem o Venom. Porque tem uma cena pós créditos com gancho para uma continuação. E, na boa, ninguém quer uma continuação tão ruim.

p.s.: Tem uma segunda cena pós créditos, no fim de tudo, com uma animação com o Homem Aranha, nada a ver com o filme do Venom. Deve ser um teaser para um próximo filme.

A Primeira Noite de Crime

Crítica – A Primeira Noite de Crime

Sinopse (imdb): O terceiro partido político dos EUA, os Novos Pais Fundadores da América, chega ao poder e conduz um experimento: não há leis por 12 horas em Staten Island. Ninguém precisa ficar na ilha, mas US $ 5.000 são concedidos a quem o fizer.

Já falei aqui, tenho problemas com o conceito básico da franquia Noite de Crime. Por isso fui ver A Primeira Noite de Crime (The First Purge, no original) com expectativa zero. Sabe que foi uma boa? Até curti o filme…

É o quarto filme da franquia, mas é um prequel, tudo acontece antes do primeiro filme. A direção ficou com Gerard McMurray; James DeMonaco, diretor e roteirista dos outros três, aqui está só no roteiro.

McMurray consegue algumas boas sequências de ação – tem uma briga na escada que parece uma versão “de pobre” da excepcional sequência de Atômica. Por outro lado, uma coisa que ficou muito tosca foi o sangue em cgi. Quando aparece sangue, parece que estamos vendo uma produção da Asylum.

No elenco, o único nome conhecido é Marisa Tomei, num papel importante, mas com pouco tempo de tela. O foco maior é no casal Y’lan Noel e Lex Scott Davis, que funcionam bem apesar dos clichês.

Assim como o resto da franquia, A Primeira Noite de Crime está longe de ser um filme essencial. Mas é interessante ver nos dias de hoje, quando debates políticos entre extremistas à esquerda e à direita lideram as pesquisas de intenção de voto.

Suburbicon: Bem Vindos ao Paraíso

Crítica – Suburbicon: Bem Vindos ao Paraíso

Sinopse (imdb): Enquanto uma comunidade suburbana dos anos 1950 se autodestrói, uma invasão domiciliar tem consequências sinistras para uma família aparentemente normal.

Imagine um filme dos irmãos Coen, mas dirigido por outra pessoa?

Suburbicon: Bem Vindos ao Paraíso (Suburbicon, no original) é o novo filme dirigido por George Clooney. Desta vez, Clooney e seu roteirista habitual Grant Heslov reaproveitaram um roteiro não usado, escrito por Ethan e Joel Coen nos anos 80. E, não sei se foi intencional ou não, mas o resultado ficou muito parecido com o trabalho dos irmãos.

Suburbicon é uma comédia de humor negro com personagens de moral duvidosa, em cenários pra lá de estilizados. “Festa estranha, com gente esquisita” – não é a cara dos Coen?

Gostei muito da ambientação “Mulheres Perfeitas” dos anos 50, assim como a construção dos personagens, que se enrolam cada vez mais nos seus problemas. O filme se divide em dois núcleos que se desenvolvem paralelamente – se a crítica ao racismo parece meio linear demais, a trama da casa vizinha traz boas reviravoltas.

O elenco é outro destaque. Julianne Moore (fazendo dois papéis), Matt Damon, Oscar Isaac, Noah Jupe, Karimah Westbrook e Tony Espinosa. Os “vilões” me lembraram Crimewave, filme do Sam Raimi – coincidência ou não, roteirizado pelos irmãos Coen. Ah, desta vez Clooney fica só atrás das câmeras.

Li umas críticas negativas, dizendo que Clooney não tem o talento dos Coen. É, pode ser. Mas Suburbicon ainda me pareceu melhor que um “Coen menor”, tipo O Amor Custa Caro ou Um Homem Sério.

O Mistério do Relógio na Parede

Crítica – O Mistério do Relógio na Parede

Sinopse (imdb): Um jovem órfão chamado Lewis Barnavelt ajuda seu tio mágico a localizar um relógio com o poder de trazer o fim do mundo.

Filme de fantasia infanto-juvenil, escrito por Eric Kripke (criador da série Supernatural) e dirigido por Eli Roth. Será que funciona?

Baseado no livro homônimo de John Bellairs, O Mistério do Relógio na Parede (The House with a Clock in Its Walls, no original) traz uma boa ambientação e um bom elenco, numa história um pouco sem sal. E a direção de Eli Roth traz algumas cenas um pouco mais fortes na parte final, mas nada que atrapalhe a diversão da criançada.

(Eli Roth surgiu para o cinema com filmes de terror caprichados no gore, com Cabana do Inferno (2002) e O Albergue (05). Mas não sei por que, ele tem mudado de estilo. Em 2015, lançou Bata Antes de Entrar, suspense com zero gore, e este ano este é seu segundo filme, depois do policial Desejo de Matar.)

Vamos ao que funciona. Cate Blanchett está maravilhosa, como sempre, e mostra boa química com Jack Black, interpretando o mesmo Jack Black de sempre, mas que funciona para o que o filme pede. Os diálogos entre os dois são ótimos! O garoto Owen Vaccaro era pra ser o personagem principal, mas o roteiro espertamente divide o tempo de tela com Blanchett e Black (o que foi uma boa escolha). Também no elenco, Kyle MacLachlan, Renée Elise Goldsberry, Sunny Suljic e Lorenza Izzo.

Agora, O Mistério do Relógio na Parede sofre pela impressão de “já vi isso antes”. Não só tem cheiro de Harry Potter ao longo de todo o filme (garoto órfão aprendendo a ser bruxo), como parece uma versão de Desventuras em Série dirigida pelo Tim Burton.

Parece que John Bellairs escreveu uma trilogia. Ou seja, aguardem as continuações…

22 Milhas

Crítica – 22 Milhas

Sinopse (imdb): Um oficial da inteligência americana de elite, auxiliado por uma unidade de comando tático ultrassecreta, tenta transportar um misterioso policial com informações sigilosas para fora do país.

Filme novo do Mark Wahlberg dirigido pelo Peter Berg? Fuen. Filme hollywoodiano com o Iko Uwais? Opa, quero ver!

Esta é a quarta parceria entre Berg e Wahlberg. O primeiro, O Grande Herói, é tecnicamente bem feito, mas o maniqueísmo excessivo me incomodou. O segundo, Horizonte Profundo: Desastre no Golfo, é bonzinho, mas é só mais um filme de ação genérico. O terceiro, O Dia do Atentado, nem vi, só o trailer bastou. Este quarto, 22 Milhas (Mile 22 no original) parecia ser mais um genérico. Mas a presença do astro de ação indonésio me chamou a atenção.

Pra quem não conhece Uwais: ele é o ator principal dos dois The Raid, filmes indonésios que constam em qualquer lista seria dos melhores filmes de ação feitos nos últimos dez anos. Quem gosta do estilo, pode ir lá procurar os dois filmes, e depois volta aqui pra me agradecer. 😉

(Também vi Merantau e Headshot, outros dois filmes estrelados por Uwais, mas são inferiores aos dois The Raid)

Mas o problema é que 22 Milhas tem muito falatório e pouca coisa acontece. As narrações em paralelo chegam a ficar cansativas – sem contar que o filme fica bem confuso com tanto bla bla bla. E o roteiro ainda traz algumas coisas desnecessárias – pra que o avião russo, se tudo podia ser feito dentro de um escritório? Pra piorar, Wahlberg construiu um personagem mal humorado e com manias irritantes. Fica difícil nutrir alguma simpatia por um cara assim.

Sobram as cenas de ação. Diferente dos outros filmes da parceria Berg Wahlberg, teoricamente baseados em histórias reais, 22 Milhas é assumidamente ficção sem se preocupar com a realidade. Assim, entre um falatório aqui e outro ali, temos algumas boas sequências de “tiro porrada e bomba”. Claro, não são sequências top, mas funcionam pro que o filme pede.

No elenco, além de Wahlberg e Uwais, o filme conta com Lauren Cohan, Ronda Rousey, John Malkovich e Carlo Alban. E o curioso é que Ronda não briga nenhuma vez!

No fim rola um gancho pra uma possível continuação. Será que precisa?