Perfetti Sconosciuti

Crítica – Perfetti Sconosciuti

Sinopse (imdb): Sete amigos de longa data se reúnem para um jantar. Quando eles decidem compartilhar um com o outro o conteúdo de cada mensagem de texto, e-mail e telefonema que recebem, muitos segredos começam a se revelar e o equilíbrio treme.

Viagem de avião, vamos ver as opções de filmes? Opa, tem a versão original italiana do Perfectos Desconocidos!

Os dois filmes são praticamente iguais. Só o fim muda um pouco. A solução final desta versão, dirigida por Paolo Genovese, (que desagradou algumas pessoas) também acontece aqui, só é mais sutil.

Fica difícil de comparar qual dos dois é o melhor. Gosto do estilo do diretor espanhol Álex de la Iglesia, e acho o som da língua espanhola mais agradável que a italiana (será que ainda posso falar isso nos dias de hoje?). Mas reconheço que gostei mais do espanhol porque vi primeiro. Se tivesse visto o italiano antes, provavelmente ia preferir o italiano.

Resumindo: boa opção, independente da versão.

Verdade ou Desafio

Crítica – Verdade ou Desafio

Sinopse (imdb): Um jogo inofensivo de verdade ou consequência entre amigos se torna fatal quando alguém – ou algo – começa a punir aqueles que mentem ou recusam o desafio.

Perdi esse Verdade ou Desafio (Truth or Dare, no original) quando passou nos cinemas, mas nem esquentei a cabeça, porque todas as críticas falavam mal do filme.

Mas, agora que vi, confirmo: Verdade ou Desafio é realmente ruim.

A ideia do filme dirigido por Jeff Wadlow (Kick Ass 2) já é fraca: um jogo de verdade ou consequência que pode matar o “da vez” – rola um rodízio, que nem em Premonição. Mas se a premissa de Premonição era fraca pelo menos as mortes eram bem legais, coisa que não acontece aqui.

A protagonista (Lucy Hale, de Pretty Little Liars) até tem uns dilemas morais, mas o roteiro não investe nisso. E o fim do filme só piora tudo.

Depois de Selfie para o Inferno e Vende-se esta Casa, temos mais um candidato ao pior terror de 2018…

Missão: Impossível – Efeito Fallout

Crítica – Missão: Impossível – Efeito Fallout

Sinopse (imdb): Ethan Hunt e sua equipe do IMF, juntamente com alguns aliados conhecidos, correm contra o tempo depois de uma missão que deu errado.

Sexto filme da franquia Missão Impossível!

Pela primeira vez na franquia, temos a repetição de um diretor. Christopher McQuarrie tem pouca experiência (este é apenas o seu quarto filme como diretor), mas ele segura bem a responsabilidade, e entrega um dos melhores filmes do ano até agora.

(Aliás, McQuarrie deve ser um bom amigo de Tom Cruise. Não só ele escreveu e dirigiu o quinto Missão Impossível e o primeiro Jack Reacher, como escreveu os roteiros de Operação Valquíria, No Limite do Amanhã e A Múmia. Seis filmes com Cruise em 11 anos!)

Missão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout no original) segue o estilo dos outros filmes: trama rocambolesca através de belos cenários internacionais, ação desenfreada e sequências de tirar o fôlego. Com o detalhe que a gente já conhece: Tom Cruise dispensa dublês!

Cruise aproveita para fazer marketing em cima disso. Se no filme anterior ele ficou pendurado fora de um avião, agora ele aprendeu a pilotar um helicóptero para fazer manobras arriscadas. Além disso, ele faz cenas de moto sem capacete, pula de para quedas e corre pelos telhados (num desses pulos, quebrou o tornozelo). Isso aos 56 anos de idade!

No elenco, além de Cruise, claro, temos a volta de Simon Pegg, Ving Rhames, Rebecca Ferguson, Alec Baldwin, Michelle Monaghan e Angela Bassett. A grande novidade é Henry Cavill, com seu bigode que causou problemas nas refilmagens de Liga da Justiça.

Se teremos um sétimo filme? Não sei. Mas se mantiver a qualidade, que venham mais!

p.s.: Achei um erro de casting termos Rebecca Ferguson e Michelle Monaghan no mesmo filme. Gosto das duas, mas, ninguém mais acha que elas são parecidas?

p.s.2: JJ Abrams está na produção. Mas às vezes parece que é ele na direção, visto a grande quantidade de lens flare…

Vende-se Esta Casa

vende-se esta casaCrítica – Vende-se Esta Casa

Sinopse (imdb): Um adolescente e sua mãe se vêem sitiados por forças ameaçadoras quando se mudam para uma nova casa.

A Netflix começou a oferecer produções próprias, cada vez mais opções. Mas a qualidade não acompanhou a quantidade. Tem aparecido uns filmes com qualidade bem duvidosa. E o pior é que sempre estão “recomendados”.

Acho que o pior de todos os filmes originais Netflix é este Vende-se Esta Casa (Open House, no original). O filme é muito ruim, e o final é pior ainda. Aquele final deveria ser estudado nas escolas de cinema como “o que não fazer”.

Não tenho ideia de quais eram as intenções do roteirista ou do diretor, mas digo que falharam miseravelmente.

Não acreditem quando, ao acabarem de ver um filme no Netflix, aparecer uma mensagem “porque você viu este filme, nós recomendamos Vende-se Esta Casa“. É uma cilada, Bino!

Ilha dos Cachorros

Ilha dos CachorrosCrítica- Ilha dos Cachorros

Sinopse (imdb): Um surto de gripe canina se espalhou pela cidade de Megasaki, no Japão, e o prefeito Kobayashi exigiu que todos os cães fossem mandados para a Ilha do Lixo. Na ilha, um jovem rapaz chamado Atari sai em busca do seu cão perdido, Spots, com a ajuda de cinco outros cães … com muitos obstáculos ao longo do caminho.

Nove anos depois de O Fantástico Sr. Raposo, Wes Anderson volta ao stop motion, com esse Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs, no original).

Antes de tudo, é preciso avisar que Ilha dos Cachorros não é filme para criança. Aliás, é curioso observar como boa parte dos longas em stop motion de hoje em dia não têm crianças como principal público alvo. A Laika (Kubo, Paranorman, Coraline) faz filmes que agradam mais os adultos que as crianças; Tim Burton (Frankenweenie, Noiva Cadáver) tem uma pegada dark; acho que só a Aardman (Fuga das Galinhas, Piratas Pirados, Shaun: o Carneiro) faz stop motion para o público infantil.

Ilha dos Cachorros é uma fábula contada por cachorros – e o que é curioso é que o público só entende os diálogos caninos, todos os diálogos humanos estão sem legendas! E a trama traz críticas ao totalitarismo, à limpeza étnica e ainda cita políticos corruptos. Ou seja, não é um filme infantil!

Quem conhece o estilo do Wes Anderson, sabe que o visual do filme vai ser bem trabalhado. Anderson é um dos poucos diretores contemporâneos que mantém uma identidade visual. Seus filmes são sempre cheios de detalhes visuais bem cuidados, e lha dos Cachorros não é diferente. A animação enche os olhos! E a boa trilha sonora de Alexandre Desplat ainda melhora a experiência.

Outro dia falei aqui do elenco de Hotel Transilvânia 3, né? O elenco de vozes aqui é muito mais impressionante: Bryan Cranston, Edward Norton, Bill Murray, Jeff Goldblum, Greta Gerwig, Frances McDormand, Scarlett Johansson, Harvey Keitel, F. Murray Abraham, Tilda Swinton, Liev Schreiber, Courtney B. Vance e Yoko Ono – e ainda tem Anjelica Huston num papel mudo, seja lá o que isso significa numa dublagem…

Boa opção diferente do comum!

O Hospedeiro

HostCrítica – O Hospedeiro

Sinopse (imdb): Um monstro emerge do rio Han de Seul e concentra sua atenção em atacar pessoas. A família amorosa de uma vítima faz o que pode para salvá-la de suas garras.

Lembro de quando vi O Hospedeiro (The Host em inglês, Gwoemul no original coreano) no Festival do Rio – claro que um filme coreano de monstro não passaria desapercebido pelo meu radar. Agora, quando precisava encontrar sugestões “escondidas” para um podcast de indicações na Netflix, reencontrei o filme e resolvi rever.

Foi o primeiro filme que vi do diretor Joon-ho Bong – depois, vi Tokyo e O Expresso do Amanhã (e descobri que tem um filme novo dele também no Netflix!). Bong consegue um bom equilíbrio entre o drama, a comédia e a crítica social (incluindo umas cutucadas ao imperialismo norte americano). Isso tudo num filme de monstro!

Sei que o cinema oriental tem atuações exageradas, mas se teve uma coisa que me incomodou foi a cena do memorial com a família chorando. Aceito exagero, mas aquilo ficou parecendo Trapalhões…

O cgi do monstro perdeu o prazo de validade – estamos falando de um filme coreano feito 12 anos atrás. Mesmo assim, algumas cenas ainda são impressionantes, como o monstro correndo através de dezenas de pessoas desesperadas.

Mesmo hoje, doze anos depois, O Hospedeiro ainda vale ser (re)visto!

Arranha-Céu: Coragem Sem Limite

arranha ceuCrítica – Arranha-Céu: Coragem Sem Limite

Sinopse (imdb): Um pai faz um grande esforço para salvar sua família de um arranha-céu em chamas.

Depois de Jumanji e Rampage, olha o The Rock de novo em cartaz! Três filmes em 7 meses!

Escrito e dirigido por Rawson Marshall Thurber (que até agora só tinha feito comédias), Arranha-Céu: Coragem Sem Limite (Skyscraper, no original) é um típico filme de ação descerebrado. Quem procura uma boa história, deve evitar.

Parece um Duro de Matar misturado com filme catástrofe, mas com um roteiro desleixado e previsível do início ao fim. Muita coisa não faz o menor sentido. Aliás, rolou uma divertida polêmica quando saiu o cartaz do filme uns meses atrás – várias “teorias” tentando explicar como aquele salto funcionaria.

Mas, por outro lado, temos Dwayne Johnson. Ele sozinho vale o ingresso. Grande, forte, simpático e muito carismático, The Rock faz o filme valer a pena (para aqueles menos exigentes). O cara é tão bom que tiveram que tirar uma perna do personagem, pra facilitar um pouco pro vilão caricato da vez. A sumida Neve Campbell lhe faz companhia.

Enfim, é difícil recomendar um filme desses – porque o filme não é bom. Mas acredito que vai agradar o seu público alvo.

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

Hootel Transilvania 3Crítica – Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

Sinopse (imdb): Durante as férias com sua família, o Conde Drácula encontra uma afinidade romântica.

Drácula e seus amigos estão de volta!

Como este é o terceiro filme da série, a gente já sabe mais ou menos o que esperar. Dirigido pelo mesmo Genndy Tartakovsky dos outros dois filmes, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, no original) mantém o mesmo padrão. Quem gostou dos outros dois vai curtir.

A animação não tem a qualidade de uma Pixar, mas não é nada que incomode. Temos alguns personagens novos, mas a estrutura é a mesma. Algumas boas piadas, algumas piadas bobas, tudo meio previsível, mas mesmo assim tudo leve e divertido.

O elenco original é ótimo – Adam Sandler, Andy Samberg, Selena Gomez, Kevin James, Fran Drescher, Steve Buscemi, Molly Shannon, David Spade, Kathryn Hahn e Mel Brooks. Pena que vi a versão dublada. Pelo menos a dublagem é muito bem feita.

Férias escolares chegando, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas não é nada excepcional, mas vai agradar os pequenos, sem ofender os pais.

A Noite Devorou o Mundo

a noite devorou o mundoCrítica – A Noite Devorou o Mundo

Sinopse (imdb): Na manhã seguinte a uma festa, um jovem acorda e encontra Paris invadida por zumbis.

Um filme francês de zumbi, em cartaz no circuito? Taí uma coisa que não vemos todos os dias…

Dirigido pelo novato Dominique Rocher, A Noite Devorou o Mundo (La nuit a dévoré le monde, no original) é um filme de zumbi diferente do padrão. Em vez de vermos o tradicional grupo de sobreviventes lutando contra zumbis, o foco do filme é na solidão que o personagem enfrenta por ser o único ser vivo dentro de um prédio cercado por mortos vivos.

Ok, mérito do filme, é diferente. Por outro lado, o tédio do personagem às vezes passa para o lado de cá da tela. A Noite Devorou o Mundo tem uma hora e trinta e três minutos, mas às vezes parece longo. Talvez fosse melhor ser um curta…

No elenco, quase o filme todo é de Anders Danielsen Lie, que segura bem a responsabilidade. A ambientação é boa, vemos tomadas aéreas do quarteirão depois do apocalipse zumbi. A maquiagem também está ok.

Vale por ser diferente. Mas não espere muita coisa.

Homem-Formiga e a Vespa

Homem Formiga e VespaCrítica – Homem-Formiga e a Vespa

Sinopse (imdb) Enquanto Scott Lang se equilibra tanto como super-herói quanto como pai, Hope van Dyne e Hank Pym apresentam uma nova missão urgente que encontra o Homem-Formiga lutando ao lado da Vespa para descobrir segredos de seu passado.

Voltemos ao MCU!

Uma continuação de Homem-Formiga já era esperada. Mas a expectativa cresceu por este ser o primeiro filme depois de Guerra Infinita. Como será que os filmes se encaixariam?

Bem, “in Marvel we trust”. Sem entrar em spoilers, Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp no original) se insere perfeitamente no MCU. A única “má notícia” aqui é que o filme depende dos outros, quem quiser ver apenas esse pode ficar um pouco perdido.

Dirigido pelo mesmo Peyton Reed do filme anterior, Homem-Formiga e a Vespa tem a mesma pegada de ação misturada com comédia. As sequências de ação são excelentes, e o filme tem piadas muito boas (não à toa, Paul Rudd está no time de roteiristas).

Aliás, Paul Rudd é “o cara” aqui. Carismático e bom ator, consegue acertar o ponto exato entre o herói de ação e o cara engraçadinho. Do filme anterior, voltam aos sues papeis  Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michael Peña, Bobby Cannavale e Judy Greer. Michelle Pfeiffer tem um papel importante, com pouco tempo de tela, mas seu papel deve crescer nos próximos filmes. Laurence Fishburne podia ter um papel melhor, vamos ver se ele volta. Também no elenco, Walton Goggins e Hannah John-Kamen.

Os efeitos especiais são excelentes, para surpresa de ninguém. Personagens aumentados ou diminuídos funcionam perfeitamente. Agora, o que me deixou boquiaberto foi o novo “rejuvenescimento por cgi”. Aparece a Michelle Pfeiffer nova!

Como já era de se esperar, são duas cenas pós créditos. Uma tem uma piadinha boba (vai ter gente saindo do cinema com raiva…), mas a outra tem um bom gancho para o próximo filme, que vai gerar teorias na cabeça dos fãs.

E que venha o filme da Capitã Marvel!