Parque do Inferno

Crítica – Parque do Inferno

Sinopse (imdb): Um serial killer mascarado transforma um parque de diversões temático de terror em seu próprio playground pessoal, aterrorizando um grupo de amigos, enquanto o resto dos clientes acredita que tudo faz parte do show.

Dirigido por Gregory Plotkin (Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma), Parque do Inferno (Hell Fest, no original) é apenas mais um slasher comum, cheio de clichês, igual a vários outros que já vimos por aí. O legal aqui é a caprichada ambientação. O parque de diversões temático de terror é bem legal (existem parques assim nos EUA, deu vontade de visitar).

Quem vê slashers gosta de ver mortes graficamente bem filmadas. Bem, Parque do Inferno tem alguns bons momentos assim, principalmente as primeiras mortes. Pena que a parte final é fraca neste aspecto. Aliás, toda a sequência final é bem fraca – por que elas não foram embora do parque?

No elenco principal, seis jovens pouco conhecidos (Courtney Dietz, Bex Taylor-Klaus, Reign Edwards, Christian James, Matt Mercurio e Roby Attal) – nenhum tem carisma, mas também não precisa, afinal, eles estão apenas preenchendo os estereótipos. Tony Todd (o Candyman!) faz uma ponta.

Nada de mais. Mas pode agradar quem estiver atrás de um slasher despretensioso.

Morra Monstro Morra

Crítica – Morra Monstro Morra

Sinopse (catálogo do Festival do Rio): Cruz, um policial rural, investiga o bizarro caso do cadáver de uma mulher sem cabeça encontrado em uma região remota das Montanhas dos Andes. David, marido da amante de Cruz, Francisca, surge como o principal suspeito e é logo enviado para um hospital psiquiátrico. Ele jura que a culpa do crime é da aparição inexplicável e brutal de um “Monstro”. Cruz acaba desencavando uma misteriosa teoria que envolve geometria rural, motociclistas de montanha e um mantra que não sai da sua cabeça: Mate-me, Monstro.

Escrito e dirigido pelo argentino Alejandro Fadel, Morra Monstro Morra (Muere, monstruo, Muere, no original) é a cara da mostra Midnight Movies. Violência, gore, papo cabeça e muito simbolismo.

Primeiro, vamos ao que funciona. Os efeitos de maquiagem são bons, temos algumas cabeças decapitadas, essa parte ficou bem feita. A fotografia do filme também é boa.

Agora, é um filme lento, e cheio de diálogos chatos. E tem outro problema: muita coisa deve ter um simbolismo escondido. E não li o “manual de instruções” do filme. Ou seja, metade do filme não teve sentido. Por exemplo, o que eram aquelas motos que apareciam, davam uma voltinha e iam embora?

Ah, tem um monstro. Sim, aparece no fim do filme. Fica claro o simbolismo por trás dele. Mas o visual do monstro é tão tosco, mas, tão tosco, que não rola. Desculpa, era melhor não aparecer.

Morto Não Fala

Crítica – Morto Não Fala

Sinopse (catálogo do Festival do Rio): Stênio é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Quando as confidências que ouve do além revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família.

Terror nacional é algo que precisa ser valorizado, certo? Quando soube que ia ter Morto Não Fala no Festival do Rio, virou uma das minhas prioridades!

Dennison Ramalho chamou a atenção quando escreveu o roteiro de Encarnação do Demônio, em parceria com o próprio José Mojica Marins. Foi parar em Hollywood, onde fez um dos segmentos do irregular O ABC da Morte 2. Agora, depois de roteiros para TV (Supermax, Carcereiros), Ramalho apresenta seu primeiro longa como roteirista e diretor.

Baseado num conto de Marco de Castro, Morto não Fala já começa bem, sendo um filme de terror sério. Vejam bem: gosto de filmes trash. Gosto de filmes que não se levam a sério, como os filmes do Rodrigo Aragão e do Paulo Biscaia. Mas também gosto de ver um terror sério, tenso, nauseante, e bem longe do trash.

Morto não Fala tem muito gore. Claro, o protagonista trabalha num necrotério! A maquiagem está muito bem feita, e os efeitos usados para os mortos falarem ficaram bem legais. A fotografia e os cenários também são ótimos.

Achei o filme um pouco longo demais – quase duas horas. Talvez fosse melhor dar uma enxugada – por exemplo, se você tirar toda a parte do aniversário, o filme não perde nada. Mas nada grave.

O elenco está muito bem, com nomes do mainstream: Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento, Bianca Comparato e Marco Ricca. Não só no elenco, a produção é do Canal Brasil, Casa de Cinema de Porto Alegre e Globo Filmes, e nos créditos li nomes grandes da tv e do cinema nos créditos, como Guel Arraes e Jorge Furtado. Legal, Dennison Ramalho já começou com pedigree. Que o isso ajude o terror nacional a crescer!

Operação Overlord

Crítica – Operação Overlord

Sinopse (catálogo do Festival do Rio): Com apenas algumas horas até o Dia D, uma equipe de paraquedistas americanos invadiu a França ocupada pelos nazistas para realizar uma missão crucial. Com a tarefa de destruir um transmissor de rádio no alto de uma igreja fortificada, os soldados desesperados juntam forças com um jovem aldeão francês para penetrar nas muralhas e derrubar a torre. Mas, em um misterioso laboratório nazista sob a igreja, alguns soldados estão frente a frente com inimigos nunca antes vistos.

Dirigido pelo pouco conhecido Julius Avery, Operação Overlord (Overlord, no original) é uma interessante mistura entre filme de guerra e de terror. Se o diretor é desconhecido, o filme tem um produtor badalado: JJ Abrams – o que criou um boato de que este seria parte do universo Cloverfield (felizmente, boato infundado, o último, Cloverfield Paradox, é tão fraquinho…). Foi curioso ver um videozinho curto com a dupla apresentando o filme antes da sessão, eles pareciam estar meio desconfortáveis…

Operação Overlord não perde tempo com introduções – estamos num avião, no dia D, indo para a Normandia. O filme sabe muito bem construir essa tensão, essa primeira parte é um bom filme de guerra. As cenas iniciais são são estilo Resgate do Soldado Ryan, vemos uma enorme quantidade de navios e aviões no meio da batalha.

Foi uma boa sacada relacionar a “parte terror” às experiências genéticas praticadas por cientistas nazistas. Todos sabemos que essas experiências realmente aconteceram, então, não a mudança de estilo não foi gratuita.

O roteiro dá algumas escorregadas (tipo nenhum nazista ouvir tiros no sótão da asa), mas nada muito grave. Operação Overlord tem boas cenas de ação e alguns bons efeitos de maquiagem (gostei do vilãozão). No elenco, ninguém conhecido, mas ninguém compromete: Jovan Adepo, Wyatt Russell, Mathilde Ollivier, Pilou Asbæk e John Magaro.

Operação Overlord não é um “novo clássico”, mas vai divertir quem estiver na pilha. E em breve entra em circuito.

p.s.: Devem ter gostado do diretor Julius Avery, ele já foi anunciado como o diretor da refilmagem de Flash Gordon, o clássico incompreendido da ficção científica oitentista.

Goosebumps 2: Halloween Assombrado

Crítica – Goosebumps 2: Halloween Assombrado

Sinopse (imdb): Dois jovens amigos encontram um livro mágico que traz para a vida um boneco de ventríloquo.

Fui ver o primeiro Goosebumps antes de checar esta continuação. Não foi uma boa ideia. Não só o novo filme não tem nada a ver com o original, como alguns conceitos criados no filme anterior são desrespeitados aqui.

Dirigido pelo pouco conhecido Ari Sandel, Goosebumps 2: Halloween Assombrado (Goosebumps 2: Haunted Halloween, no original) ignora que o primeiro filme tinha um gancho para continuação (o livro com todos os monstros) e começa uma história do zero. Perdeu uma boa oportunidade…

Mas, até aí, tudo bem. Uma continuação não precisa estar presa a um gancho do filme anterior. O problema aqui é que o boneco Slappy cria monstros por conta própria. Por que esses monstros seriam sugados pelo livro, se eles não vieram de lá? Isso fazia sentido no primeiro filme, aqui não faz mais.

Assim como no primeiro filme, tudo aqui é leve e bobinho. Sustos que não vão dar medo em ninguém, clima de trem fantasma de parquinho. O roteiro tem umas escorregadas (tipo esquecerem a velha dormindo na cena dos gummy bears), mas nada muito grave. Diversão para a garotada, esse é o objetivo.

No elenco, ninguém muito relevante: Madison Iseman, Jeremy Ray Taylor, Caleel Harris, Wendi McLendon-Covey, Ken Jeong e Chris Parnell. Jack Black aparece numa ponta, desnecessária para a trama deste filme. Mas importante para uma continuação.

É, é verdade. Goosebumps 2 terminha com um gancho para o terceiro filme. Não precisava, né?

Goosebumps – Monstros e Arrepios

Crítica – Goosebumps – Monstros e Arrepios

Sinopse (imdb): Um adolescente se une à filha do escritor de terror para jovens adultos R. L. Stine, depois que os demônios imaginários do escritor são libertados na cidade de Madison, Delaware.

Me lembro do dia que fui até o cinema para a cabine de imprensa de Goosebumps, mas a sessão tinha sido cancelada. Fiquei de ver depois, mas fui adiando, adiando… Bem, antes de ver a continuação nos cinemas, é hora de finalmente ver o primeiro.

Antes de falar do filme, precisamos nos lembrar que nos anos 90, fizeram uma série baseada nos livros de Stine. Foram 4 temporadas entre 1995 e 98 – não sei se foi exibida aqui no Brasil na época, mas hoje está no Netflix. A boa notícia pra quem não viu a série é que o filme traz uma história independente.

Dirigido por Rob Letterman (Monstros vs Alienígenas, As Viagens de Gulliver), Goosebumps – Monstros e Arrepios (Goosebumps, no original) é um divertido terror infanto juvenil. Agrada a criançada, e não ofende os pais. Por mais que tenha seus defeitos, gosto de iniciativas assim, é a oportunidade de introduzir as crianças no universo do cinema fantástico.

Goosebumps acerta o tom na mistura entre terror e filme para a garotada. Mas acho que a história funcionaria melhor se os personagens fossem crianças em vez de adultos (como um Goonies, por exemplo). Não tem sangue nem mortes, mas, nos filmes da Marvel também não tem, e ninguém reclama… Os efeitos especiais não enchem os olhos, mas funcionam de um modo geral.

Acho estranha a metalinguagem de ter o próprio R L Stine como personagem principal, mas isso não atrapalha o desenvolvimento da trama. Jack Black interpreta o escritor, e não atrapalha (como acontece de vez em quando). Também no elenco, Dylan Minnette, Odeya Rush, Ryan Lee e Halston Sage.

Agora veremos a continuação…

Halloween (2018)

Halloween (2018)

Sinopse (imdb): Laurie Strode chega ao seu confronto final com Michael Myers, a figura mascarada que a assombra desde que escapou por pouco de sua matança na noite de Halloween, quatro décadas atrás.

O Halloween de 1978, dirigido pelo John Carpenter, é um clássico inquestionável. Mas, desde então, já tivemos outros nove filmes, entre continuações e reboots – quase todos dispensáveis. A dúvida é: precisava de um décimo primeiro filme?

Halloween (idem no original) é uma continuação direta do filme original. Ou seja, já começou mal, estão chamando o espectador de bobo, “ignore todos as continuações que você viu nas últimas décadas, elas não valem nada, só essa aqui que vale”. Não acho um bom ponto de partida, mas vamos em frente.

A favor deste filme, temos a volta da Jamie Lee Curtis, quarenta anos depois do primeiro filme. Ela faz uma Laurie Strode avó, atormentada pelo passado, e que se preparou a vida toda para um possível reencontro com Michael Myers. A trilha sonora usando o tema clássico (composto pelo próprio John Carpenter) é outro ponto positivo.

Mas, por outro lado, o roteiro deixa a desejar. Ok, a gente aceita que o Michael Myers tem força de super herói e é “ninja” quando se move – porque ele sempre foi assim, isso faz parte da mitologia do personagem. Mas algumas coisas no roteiro dão raiva, como o modo como ele reencontra a máscara, ou a Laurie ter uma casa toda preparada, cheia de holofotes externos, mas sem luzes dentro dos cômodos.

A direção ficou nas mãos de David Gordon Green, que nunca tinha feito nada no terror (vi, Segurando as Pontas, comédia meio boba que ele fez, não é exatamente um bom currículo). Green faz um bom trabalho emulando o estilo de câmera do filme original, com ritmo lento e tenso. Mas Green também é co-roteirista (ao lado de Danny McBride (sim, o ator) e Jeff Fradley), ou seja, não tem como eximí-lo da culpa.

No elenco, claro que o destaque é Jamie Lee Curtis, mandando bem como uma vovó scream queen. Também no elenco, Judy Greer, Andi Matichak, Will Patton, Haluk Bilginer, Rhian Rees e Jefferson Hall. Nick Castle, que fez o Michael Myers em 78, está aqui dublando o assassino.

No fim, fica aquela sensação que, como homenagem ao primeiro filme, Halloween é válido. Mas só isso. O fã merece mais. Rob Zombie fez melhor em 2007 com o seu reboot

A Casa do Medo – Incidente em Ghostland

Crítica – A Casa do Medo – Incidente em Ghostland

Sinopse (imdb): Uma mãe de duas filhas que herda uma casa é confrontada com intrusos assassinos na primeira noite em sua nova casa, e luta pela vida de suas filhas. Dezesseis anos depois, quando as filhas se reúnem na casa, as coisas ficam realmente estranhas.

Martyrs, de 2008, é um dos melhores filmes do chamado “new french extremity”, movimento do cinema francês com filmes ultra violentos. Seu diretor, Pascal Laugier, foi então chamado para um filme hollywoodiano (como acontece frequentemente com diretores “estrangeiros”), O Homem das Sombras, bom filme, mas bem diferente de seu filme anterior. Agora (sim, foram apenas três longas nestes onze anos), podemos usar aquela frase clichê, “fulano está de volta”.

A Casa do Medo – Incidente em Ghostland (Ghostland, no original) tem toda a violência gráfica esperada em um novo projeto de Laugier. O filme é sério e tenso, mas não é “cabeça” como os “pós terror”. Tem jump scares, mas não é uma divertida montanha russa como os filmes do “Waniverse”. Laugier criou uma obra com identidade própria, densa, complexa, um prato cheio – para quem tiver estômago.

A ambientação é ótima – a casa velha, cheia de bonecas muito mais assustadoras que a Annabelle, é um cenário sensacional. A estética suja do filme também é muito boa –  os vilões esquisitões e a maquiagem grotesca das personagens aumenta o incômodo causado pela violência gráfica. No elenco, ninguém muito conhecido: Mylène Farmer (que é cantora, Laugier dirigiu um videoclipe pra ela há pouco), Emilia Jones, Taylor Hickson, Crystal Reed e Anastasia Phillips.

Claro que A Casa do Medo – Incidente em Ghostland não é para qualquer um. Mas aqueles que souberem apreciar um terror “fora da caixinha” vão curtir muito

A Casa do Diabo / The House of the Devil

Crítica – A Casa do Diabo / The House of the Devil

Sinopse (imdb): Em 1983, a estudante universitária Samantha Hughes, com dificuldades financeiras, aceita um trabalho de babá diferente, que coincide com um eclipse lunar completo. Ela lentamente percebe que seus clientes abrigam um segredo aterrorizante, colocando sua vida em perigo mortal.

Sei lá por que, mas perdi este A Casa do Diabo (The House of the Devil, no original), de 2009, escrito e dirigido por Ti West. Ok, bora consertar isso.

Logo de cara, uma coisa chama a atenção. A Casa do Diabo parece um filme antigo. Toda a ambientação lembra a virada da década de 70 para 80, época em que o filme se passa. Não só figurinos e props, até a fotografia emula produções da época.

A Casa do Diabo não tem muitos jump scares, a proposta do filme é o clima de tensão. E admito que pelo menos uma das mortes me pegou de surpresa. Mas, por outro lado, existe uma falha básica. Um texto no início do filme tem um spoiler sobre o fim! Taí um raro exemplo de filme que vale a pena perder o primeiro minuto.

Mesmo assim, A Casa do Diabo vale a pena. O clima de tensão crescente criado por West é muito bem construído, e a parte final tem violência e gore na dose certa.

O filme é protagonizado por Jocelin Donahue, que está muito bem (inclusive ela parece saída de uma produção da época), mas que nunca mais fez nada relevante. Curiosamente, sua coadjuvante é interpretada pela Greta Gerwig, hoje um badalado nome em Hollywood, depois de ser indicada aos Oscars de direção e roteiro por Lady Bird. Também no elenco, alguns veteranos como Mary Woronov (A Visão do Terror), Tom Noonan (Robocop 2) e Dee Wallace (Grito de Horror, ET).

Na época se falou que Ti West seria um nome promissor no terror do século XXI. Mas, 9 anos se passaram e ele ainda não fez nada digno de nota… Será que é um “diretor de um filme só”?

Mandy

Crítica – Mandy

Sinopse (imdb): As vidas encantadas de um casal em uma floresta isolada são brutalmente destruídas por um culto hippie que parece saído de um pesadelo e seus capangas demônio-motoqueiros, impulsionando um homem em uma espiral surreal de vingança.

Um tempo atrás, vi no Facebook o trailer deste Mandy, um terror com muito sangue e o Nicolas Cage no papel principal. Realmente o trailer era muito bom. Guardei o nome.

Dirigido por Panos Cosmatos (filho de George P. Cosmatos, diretor de Rambo II: A Missão e Stallone Cobra), Mandy não é um filme fácil, não vai agradar muita gente. Em vez de divertidos jump scares, são muitas cenas contemplativas, muito silêncio. Temos muitas imagens bem trabalhadas, muitas cores fortes. Me lembrei do Nicolas Wind Refn – belas imagens e pouca coisa acontecendo na tela.

Além da boa fotografia de Benjamin Loeb outro destaque é a trilha sonora de Jóhann Jóhannsson (o islandês falecido recentemente que fazia as trilhas dos filmes do Denis Villeneuve). Ainda temos alguns efeitos especiais “low fi” criando um visual ainda mais intrigante. Algumas cenas são uma boa viagem – Mandy seria uma boa opção para uma sessão de “midnight movies”.

No elenco, claro que o nome que chama a atenção é Nicolas Cage, que há tempos não fazia um filme digno de nota. Como o seu personagem quase não fala, Cage quase não atrapalha com sua canastrice. Também no elenco, Andrea Riseborough, Linus Roache, Ned Dennehy, Line Pillet e Bill Duke.

Como falei, Mandy não vai agradar a todos. Mas certamente terá uma legião de fãs.