Hellraiser – Renascido do Inferno (1987)

HellraiserCrítica – Hellraiser – Renascido do Inferno

Hora de rever um dos mais assustadores filmes dos anos 80!

Uma mulher infiel encontra o seu amante morto, que está tentando reconstituir seu corpo, enquanto é caçado por demônios, depois que escapou de um inferno sado-masoquista.

Lá pros anos 80, Stephen King era o maior nome da literatura de horror, mas quase todos os seus livros viravam filmes ruins quando adaptados (tirando algumas honrosas exceções, como O Iluminado, Carrie e Cemitério Maldito). O próprio King se arriscou e dirigiu uma adaptação de um conto seu, Comboio do Terror, mas ficou tão ruim quanto a média.

Aí surgiu um tal de Clive Barker, talentoso escritor de terror – o próprio King disse em uma entrevista que Barker seria o seu sucessor. E Barker resolveu dirigir um filme, baseado em um de seus livros, “The Hellbound Heart”. E – diferente de King – o filme, lançado em 1987, ficou excelente! Finalmente tínhamos um bom escritor “e” diretor de terror!

(O tempo nos mostrou que Barker, como escritor, ainda não não alcançou a fama de King; e, como diretor, tem um talento bissexto…)

Em Hellraiser, Barker nos apresenta uma história meio doentia, com alto teor sado-masoquista e um pé no erotismo – aliás, outras histórias de Barker têm esse mesmo teor sado-masô, o cara deve curtir essa onda. Aqui, em Hellraiser, conhecemos os cenobitas, demônios que habitam uma dimensão paralela, que estão em todos os filmes da série.

O clima do filme é fantástico. Neste filme, os cenobitas aparecem pouco, e conhecemos aquele cubo, tão legal que heu sempre quis um. Alguns efeitos especiais não sobreviveram ao passar dos anos – rolam uns desenhos animados por cima do filme, efeito muito muito tosco. Por outro lado, a maquiagem continua eficiente.

Hellraiser teve oito (!) continuações, e tem previsão de ser refilmado. Não vi todos os nove filmes, a qualidade foi caindo com o tempo (como era previsível) – parei em um onde o Pinhead é enganado por um holograma (talvez o quinto ou sexto), achei isso muito capenga.

Mas este primeiro continua um grande filme, ainda recomendadíssimo!

O Espelho

Oculus-posterCrítica – O Espelho

Filme de terror novo na área!

Ao completar 21 anos, um jovem sai de uma instituição onde passou os últimos onze anos, acusado de assassinar seus pais. Sua irmã, dois anos mais velha, tenta provar que os crimes foram cometidos por causa de um poder sobrenatural que reside em um espelho que estava na casa onde moravam.

Em 2011, Mike Flanagan chamou a atenção ao escrever, dirigir e editar Absentia, um filme que, apesar de ser quase amador, é melhor do que muita produção bancada por estúdios com grana. O Espelho (Oculus, no original) é seu novo filme, desta vez com mais recursos.

Baseado no curta Oculus: Chapter 3 – The Man with the Plan (de 2006) escrito e dirigido por ele mesmo, Flanagan, co-escreveu um roteiro muito bem construído. A linha temporal do filme se alterna entre o passado e o presente ao longo da projeção, e em momento nenhum o espectador fica perdido. Além disso, o roteiro também é eficiente ao brincar com ilusão versus realidade.

Por outro lado, talvez o filme decepcione alguns, já que é um terror quase sem sustos. E confesso que não gostei dos fantasminhas que aparecem desde a primeira cena. Pelo menos o clima de suspense funciona bem, assim como os discretos efeitos especiais e de maquiagem.

No elenco, Karen Gillan (da série Dr Who, e que estará em breve em Guardiões da Galáxia) segura bem a onda como a protagonista. Mas quem chama a atenção é Katee Sackhoff, a Starbuck de BSG – ela aparece menos, mas está impressionante. Outro “televisivo” é Rory Cochrane, que fazia CSI Miami e também esteve em 24 Horas. Brenton Thwaites, o príncipe de Malévola, fecha o elenco principal, ao lado das crianças Annalise Basso e Garrett Ryan.

Infelizmente, O Espelho só foi lançado em salas da Zona Oeste e Zona Norte do Rio de Janeiro. Algumas distribuidoras acham que ninguém na Zona Sul gosta de filme de terror…

A Marca do Medo

0-A Marca do Medo-poster nacionalCrítica – A Marca do Medo

Mais um filme da “nova Hammer”!

Universidade de Oxford, 1974. Um professor universitário, ajudado por três alunos, realiza um experimento em uma jovem mulher, descobrindo nela forças inesperadas e terrivelmente obscuras durante o processo.

Pra quem não conhece, a Hammer era uma produtora inglesa especializada em filmes de terror, que lançou inúmeros filmes entre as décadas de 50 e 70, quase todos de terror – vários filmes com Drácula, Frankenstein e múmias, e com estrelas como Christopher Lee e Peter Cushing. A Hammer acabou no início dos anos 80, mas voltou à mídia em 2012 com o bom A Mulher de Preto.

Dirigido por John Pogue (Quarentena 2), A Marca do Medo (The Quiet Ones, no original) faz uma mistura entre duas vertentes bastante usadas no cinema contemporâneo de terror: câmera encontrada e casa assombrada. Um dos personagens está filmando os experimentos, assim a câmera encontrada não fica forçada como acontece muitas vezes.

O filme traz alguns bons sustos, mas quase sempre baseados na sonoplastia – de repente, em uma cena silenciosa, ouvimos um barulho alto. Ok, dá susto, mas prefiro quando os sustos fazem parte do filme em si.

Se por um lado a ambientação setentista e os sustos ajudam, por outro lado dois momentos dos efeitos especiais comprometem o filme. Um é bem no meio, durante uma sessão na mesa, quando a boneca queima as mãos de Jane – o efeito criado foge completamente do espírito do resto do filme. E a cena fial tem efeitos tão toscos que parece que a Hammer estava usando tecnologia dos anos 60.

Pelo menos A Marca do Mal não segue o caminho fácil do gore e da violência gratuita. Agora, na minha humilde opinião, acho que podia ter rolardo alguma nudez. São pelo menos dois momentos onde a nudez não seria gratuita (Olivia Cooke e Erin Richards têm cenas na banheira, e Erin ainda se levanta e anda pelo banheiro!), porém o enquadramento corta qualquer nudez.

No elenco, além das já citadas Olivia Cooke e Erin Richards, o filme conta com Jared Harris (Fringe), Sam Claflin (Jogos Vorazes 2) e Rory Fleck-Byrne.

Pena que o resultado final fica devendo. A Marca do Mal não é ruim, mas está bem longe de ser bom.

Taeter City

taeter cityCrítica – Taeter City

Outro dia, passeando pela internet, esbarrei em um filme obscuro, que traza uma sinopse bastante interessante:

“Em Taeter City, tudo é gerenciado pela mão de ferro dos membros da ditadura conhecida como A Autoridade. Eles usam um sistema especial de onda de rádio chamado Zeed que lhes permite distinguir os criminosos dos cidadãos cumpridores da lei. Essas ondas de rádio especiais alteram o cérebro demente dos criminosos, forçando-os a cometer suicídio das mais horríveis formas. Por causa de uma pane desconhecida, o sistema Zeed já não funciona da maneira a qual foi criado: os criminosos não estão mais se matando e sim se tornando mais fortes! Numa missão suicida, três oficiais da força policial The Bikers (Razor, Shock e Wank) são encarregados de consertar essa situação caótica. Vibe anos 80, estilo mangá, tecnologia insana, ação absurda, adrenalina, violência e muito sangue em um novo gênero de filmes Sci-fi Splatter.”

Claro que um filme desses tem que ser visto, né? Ainda mais porque o trailer é bom. Mas… O filme é fraco…

Produzido, escrito e dirigido por Giulio De Santi (que ainda trabalhou nos efeitos especiais e como ator), Taeter City tem um problema básico: o filme não tem nenhuma história a ser contada. O filme todo se baseia nos efeitos de gore, o resto só está lá pra justificar o gore.

Bem, para aqueles que curtem gore, Taeter City é um prato cheio. Temos abundância de membros decepados e cabeças esmagadas, e muito, muito sangue.

Gosto de gore, mas dentro de um contexto. Do jeito que ficou, Taeter City é um filme de apenas 75 minutos, mas tão chato que parece que demora uma eternidade.

Nos créditos, anunciam uma segunda parte. Que, claro, não pretendo ver.

Dispensável…

A Face do Mal

0-A Face do Mal-posterCrítica – A Face do Mal

Mais um filme de terror de casa mal assombrada…

Um adolescente introvertido fica amigo da nova vizinha, e, juntos, começam a explorar a casa mal assombrada que a família dele acabou de comprar.

Recentemente tivemos alguns bons filmes de fantasmas, como A Invocação do Mal, Mama e os dois Sobrenatural. Claro que outros filmes viriam na cola. Pena que nem sempre são bons. Filme de estreia do diretor Mac Carter, A Face do Mal (Haunt, no original) tem alguns bons momentos, mas um roteiro pra lá de confuso.

O roteiro traz algumas coisas sem sentido. Vamulá, o cara conhece uma vizinha bonitinha. Ela está chorando, o que pode ser algo ruim, mas ela é gatinha, os hormônios falam mais alto, ele dá bola pra menina. Aí ele se despede, vai pra casa dormir, e quando acorda, a menina está na cama, ao lado dele! E chora de novo! Gente, sinal de alerta! Que os hormônios do garoto o façam ficar com a menina, entendo – mas uma mãe normal ia frear essa adolescente tarja preta.

O roteiro também é ineficiente na conclusão do filme. No fórum do imdb, metade dos posts é de gente que não entendeu o fim – o plot twist final é mal desenvolvido e mal explicado, além de acontecer muito abruptamente, no fim do filme. Detalhe: o ritmo é lento, o filme poderia cortar algo do meio para elaborar melhor o fim.

Pena, porque o artifício do rádio vintage foi uma boa sacada, o filme tem uma fotografia bem cuidada, e o personagem fantasma protagoniza alguns sustos interessantes.

Mas é pouco. Acho que vale mais rever algum dos quatro filmes citados no terceiro parágrafo.

p.s.: Não preste muita atenção no poster. É um “bruta” spoiler!

A Coisa

0-A CoisaCrítica – A Coisa

Para o podcast sobre monstros, alguém sugeriu A Coisa. Não via este filme desde os anos 80. Ok, bora rever.

Uma substância misteriosa, que parece marshmallow, mas brota da terra, é comercializada como uma deliciosa sobremesa. Mas o novo doce vicia e transforma os seus consumidores em zumbis.

Lançado em 1985, A Coisa (The Stuff, no original) foi dirigido por Larry Cohen, que 11 anos antes fez o cult clássico Nasce um Monstro, sobre um bebê assassino. Cohen não fez grandes filmes, mas sabia como fazer um divertido filme B.

Uma coisa legal é que o filme não se aprofunda sobre as origens da Coisa. Não sabemos se é um alienígena, uma criação de laboratório ou apenas uma nova espécie animal. O foco do do roteiro escrito pelo próprio Cohen é a paranoia típica da ficção científica B dos anos 50, época de várias metáforas sobre o medo de uma possível invasão comunista.

Os efeitos especiais pré cgi que mostram a Coisa são bem interessantes, eles devem ter usado muito marshmallow, sorvete e creme de barbear. Já os efeitos que mostram as pessoas afetadas, bem, esses perderam a validade…

No elenco, claro, ninguém muito famoso. O pouco conhecido Michael Moriarty protagoniza; Paul Sorvino faz o militar – acho que hoje ele é mais conhecido como o pai da Mira Sorvino (que por sua vez, também sumiu). Ainda no elenco, Andrea Marcovicci, Scott Bloom, Garrett Morris e Danny Aiello num papel pequeno.

Quem curtir terror / sci fi B vai gostar.

p.s.: Não confundam “A Coisa” com “The Thing”, que aqui ganhou o título O Enigma do Outro Mundo, filme da mesma época (1982), mas beeem melhor.

Nurse 3D

0-Nurse3DCrítica – Nurse 3D

Durante o dia, Abby Russell é uma enfermeira dedicada, alguém que você não hesitaria em confiar a sua vida. Mas à noite, seu verdadeiro trabalho começa: ela seduz homens que traem suas mulheres e os assassina brutalmente.

Nurse 3D é um daqueles filmes de baixo orçamento que não se propõem a ser grandes filmes. A proposta é uma simples diversão descompromissada e descartável com atores pouco conhecidos. Se visto sob este ângulo, funciona.

O filme foi co-escrito e dirigido por Douglas Aarniokoski, nome pouco conhecido, mas com um currículo interessante como assistente de direção e diretor de segunda unidade: ele trabalhou em Medo e Delírio, Resident Evil 3, no primeiro Austin Powers, e em vários filmes do Robert Rodriguez, como Um Drink no Inferno, Prova Final, Era Uma Vez no México, Grande Hotel e Pequenos Espiões.

Pena que o roteiro não é lá grandes coisas. Nurse 3D tem uma falha básica: a enfermeira Abby dá muita bandeira, ela seria descoberta facilmente. Logo na primeira cena, ela joga um cara do alto de um prédio. Mas eles estavam antes em um lugar público, com dezenas de testemunhas.

O filme traz muito gore e muita nudez feminina. Só acho que a Katrina Bowden (30 Rock) podia ser um pouquinho mais generosa, ela só aparece de longe. Já a Paz de la Huerta (Boardwalk Empire) está bem à vontade – if you know what I mean. Ainda no elenco, participações especiais dos sumidos Kathleen Turner, Judd Nelson e Martin Donovan.

Vi a versão em 2D, mas este parece ser um daqueles que valem vistos em 3D – várias coisas são jogadas na direção da tela – na minha humilde opinião o único tipo de 3D que vale a pena.

Battle Of The Damned

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Crítica – Battle Of The Damned

Zumbis + robôs + Dolph Lundgren? Sold!

Um vírus que transforma as pessoas em zumbis infectou um uma cidade, imediatamente isolada e posta em quarentena. Só que a filha de um figurão importante está lá dentro. O sujeito então manda o Dolph Lundgren pra resgatar a menina.

Antes que perguntem: não, Battle Of The Damned não é bom. Claro que não, né? Um filme com esta premissa não se propõe a ser bom. A boa notícia é que pelo menos o filme é divertido!

A trama é óbvia e previsível. Os zumbis não são exatamente zumbis, são infectados no estilo do Extermínio do Danny Boyle, então são “zumbis corredores”. Os robôs são jogados na trama sem muita lógica, mas ninguém tá reclamando. O cgi dos robôs e do sangue não é perfeito, mas já vi coisa bem pior por aí. A produção não tinha grana, mas conseguiu um bom resultado com o orçamento escasso. O fim da história traz um plot twist desnecessário, mas não chega a atrapalhar.

Li no imdb pessoas perguntando se estes eram os robôs de Robotropolis, filme anterior do diretor e roteirista Christopher Hatton. Nunca tinha ouvido falar em Robotropolis, mas achei legal a associação entre os filmes.

No elenco, o único nome conhecido é Dolph Lundgren, canastrão e carismático como sempre. Ele pode não estar como o Sylvester Stallone (que, mesmo 11 anos mais velho, ainda apresenta excelente forma física), mas mesmo assim ainda mostra boa forma aos 56 anos.

Enfim, quem curte a proposta zumbis + robôs + Dolph Lundgren vai se divertir. E quem não curte vai passar longe mesmo…

Um Lobisomem Americano Em Londres

LobisomemAmericanoEmLondresCrítica – Um Lobisomem Americano em Londres

Hora de rever o clássico!

Dois mochileiros, viajando pelo norte da Inglaterra, são atacados por um lobisomem. Um morre, o outro fica gravemente ferido. O povoado local se recusa a reconhecer a existência de algo estranho.

Diferente de vampiros e zumbis, temos poucos filmes de lobisomem por aí. Um Lobisomem Americano em Londres, lançado em 1981, ainda é um dos melhores do gênero.

Escrito e dirigido por John Landis, Um Lobisomem Americano em Londres traz um bom equilíbrio entre a tensão e o humor – humor negro, claro. Landis transitava bem entre a comédia e o terror – ele também fez Os Irmãos Cara de Pau, No Limite da Realidade, Trocando as Bolas e Inocente Mordida, dentre vários outros. Não sei se por opção estilística ou por falta de grana, Landis usou o recurso de mostrar pouco a criatura. Independente da razão, gostei. A perseguição no metrô com a câmera subjetiva ficou muito boa.

Uma das melhores coisas do filme é a maquiagem feita por Rick Baker. A transformação em lobisomem, toda usando truques de maquiagem (não existia cgi na época!), impressiona até hoje. E os “mortos” que conversam com David são muito bem feitos. Não à toa, ganhou o Oscar de maquiagem de 82.

(Aliás, uma curiosidade: em 83, Michael Jackson, quando resolveu fazer o videoclipe da música título de seu Lp mais famoso, Thriller, chamou Landis para dirigir o filme e Baker para fazer a maquiagem da sua transformação. Nada mal, hein?)

O papel principal ficou com David Naughton, não me lembro dele em nenhum outro filme. Diferente do coadjuvante, Griffin Dune, que fez um monte de coisas nos anos 80 (Depois de Horas, As Amazonas na Lua (outra vez dirigido por John Landis), Imensidão Azul, Quem É Essa Garota). Jenny Agutter é a mesma de Fuga do Século 23 (Logan’s Run), de 1976. Frank Oz aparece em uma cena.

O fim do filme é meio besta, mas não sei se teriam como terminar diferente. Em 1997 rolou uma continuação, Um Lobisomem Americano em Paris, mas é um filme muito inferior, só vale pela nudez da Julie Delpy.

Por fim, olhem que curioso: achei no google uma imagem do poster original. Tosco, não?

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American Mary

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Crítica – American Mary

Vamos de filme de terror obscuro?

Mary Mason, estudante de medicina com problemas financeiros, se envolve com o submundo das cirurgias clandestinas. Depois de um problema com um professor, larga a faculdade e procura vingança.

American Mary é um filme estranho, tanto o filme em si quanto o tema tratado: body modification – segundo a wikipedia, “é a alteração deliberada e permanente do corpo humano por razões não médicas. Consiste em qualquer alteração realizada em qualquer parte do corpo, com o intuito de diferenciar o indivíduo de outros. Pode se utilizar de várias técnicas como tatuagem, inclusão de corpos estranhos (metal, madeira, silicone, piercings etc.) e até mesmo criação de cicatrizes através de cortes (escarificação) ou queimaduras.” Me lembrei de Mórbido Silêncio, aquele filme escrito pelo Dee Snyder…

A jornada da protagonista Mary é bem construída – como ela entra e acaba se tornando uma pessoa importante no submundo do body modification. Mas o roteiro, escrito pelas diretoras Jen e Sylvia Soska, falha mais do que acerta, principalmente na segunda metade do filme. Por exemplo, pra que focar no relacionamento entre Mary e o dono do clube, enquanto a trama principal de vingança era mais interessante?

American Mary tem outro problema, que nem sei se é exatamente um problema. A temática permite muito gore – cirurgias e body modification – rola até uma homenagem ao Eli Roth (O Albergue) no fim dos créditos. Mesmo assim o filme mostra pouco gore. Mas, como falei, não sei se isso é ruim.

No elenco, o único nome conhecido é Katharine Isabelle, uma “scream queen” contemporânea – ela protagonizou a trilogia de lobisomens Possuída e estava em Freddy vs JasonCarrie A Estranha de 2002, além de participações na série Supernatural. Ah, as gêmeas alemãs são as roteiristas e diretoras Jen e Sylvia Soska.

Por fim, me questiono sobre o nome. Por que “American Mary”? O filme é canadense!