Alleluia

ALLELUIA-AFF 120x160.inddCrítica – Alleluia

Vamos de filme belga underground?

Uma mulher se relaciona com um homem que vive de enganar mulheres, mas, em vez de largá-lo, torna-se cúmplice de uma série de assassinatos de viúvas, seduzidas por ele através de sites de relacionamento. Inspirado no caso real do notório casal Raymond Fernandez e Martha Beck.

Alleluia é um daqueles filmes que promete muito mas cumpre pouco. A história é boa – e baseada em fatos reais, que chegaram a inspirar outro filme baseado no casal, The Honeymoon Killers, de 1969 (não vi esse outro, não posso comparar.)

O problema é que pouca coisa acontece aqui, a trama é linear e arrastada demais. Além disso, alguns lances do roteiro parecem forçados – como assim o cara já casou de novo e ainda levou a namorada a tiracolo, chamando de irmã? E onde ficou a filha dela?

A mania do diretor Fabrice du Weltz de filmar tudo em close não ajuda. Dá nervoso, parece que estamos vendo uma tv com o zoom ligado. Demorei um tempo pra conseguir ver a cara do personagem principal, já que a tela do cinema mostrava só do queixo até a testa. Ok, deve ser estilo. Mas não ficou legal.

Sobram as boas atuações do casal principal, Lola Duenas e Laurent Lucas. Mas é pouco, muito pouco. Alleluia deixa a desejar.

Annabelle

annabelleCrítica – Annabelle

Spin-off de A Invocação do Mal!

Um casal vivencia terríveis eventos sobrenaturais envolvendo uma velha boneca, logo depois de ter sua casa invadida por praticantes de um culto satânico.

Confesso que heu estava com um grande pé atrás com esse Annabelle. James Wan, o diretor dos dois Sobrenatural e de A Invocação do Mal passou a batuta para o seu diretor de fotografia, John R. Leonetti (que já tinha dirigido o fraco Efeito Borboleta 2). E a história do cinema nos conta que quando bons diretores passam a bola, o resultado muitas vezes deixa a desejar.

Ok, Annabelle é inferior a A Invocação do Mal. Mas isso não significa que seja um filme ruim, longe disso! Leonetti mostra que aprendeu com Wan (aqui como produtor) e faz um filme no mesmo estilo dos três citados no parágrafo anterior. Terror “old school” – truques de câmera, trilha sonora tensa, poucos efeitos especiais e pouco gore. E, o principal: muitos sustos.

Falando em poucos efeitos especiais: uma coisa que achei bem legal é que a boneca Annabelle não se mexe. Não é um boneco com vida, como o Chucky, de Brinquedo Assassino. Annabelle só se move quando ninguém está vendo… Dá mais medo assim, né?

Alguns lances de Annabelle são muito bons. Por exemplo, a sequência da máquina de costura e da pipoca é um exemplo de perfeita construção da tensão – takes simples bem costurados, sem a necessidade de efeitos especiais. Resultado: todo mundo nervoso no cinema!

No elenco, uma coisa curiosa: a atriz principal se chama Annabelle Wallis. Mais ou menos como se o Jason Momoa estrelasse um Sexta Feira 13 ou o Freddy Rodriguez, um A Hora do Pesadelo. Deve ter rolado um monte de piadas no set de filmagens… Também no elenco, Ward Horton, Alfre Woodard e Tony Amendola. Os personagens de Vera Farmiga e Patrick Wilson, de A Invocação do Mal, são citados, mas não aparecem.

Por fim, ver um filme desses num cinema cheio é muito legal. Como é um filme que mexe com medo e com sustos, muitas pessoas na plateia reagem de maneira divertida. Recomendo!

Primavera / Spring

spring-posterCrítica – Primavera / Spring

Depois que sua mãe morre, um jovem de vinte e poucos anos decide realizar o sonho de fazer uma viagem pela Europa com destino incerto. Chegando à Itália, descobre uma pequena cidade no sul do país onde conhece uma linda habitante local. Os dois iniciam um romance delicado que é ameaçado por um sinistro e avassalador segredo dela.

Dirigido pela dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, Primavera (Spring, no original) traz um novo conceito de “monstro” – mas não vou entrar em detalhes pra não dar spoilers. Só digo que é um conceito interessante, apesar de me parecer meio furado (Ela usa injeções para controlar, mas como fazia antes de inventarem a seringa? E como ela aprendeu sobre as células tronco no passado?). Mesmo assim, gostei da nova criatura.

Mas o problema é que o filme parece que quer focar mais no relacionamento amoroso do casal do que na criatura fantástica. Aí, em vez de filme de terror, Spring vira um romance ensolarado, aproveitando belas paisagens italianas… Nada contra, mas, poxa, heu preferia ver mais a criatura e menos “DR” turística. Parecia um filme do Richard Linklater, uma espécie de “Before the Twilight Zone”…

O casal principal (Lou Taylor Pucci e Nadia Hilker) está ok, e os efeitos especiais são discretos e funcionam bem. Pena que tudo é muito lento, pouca coisa acontece ao longo do filme.

Por fim, um comentário parecido com o de Deus Local: mais uma vez a música brasileira atrapalha o clima. Sempre que leio o título brasileiro, começo a ouvir, na minha cabeça, os versos da música do Cassiano – “É primavera / Te amo / É primavera…”

Buriyng the Ex

Buriyng the ExCrítica – Burying the Ex

Filme novo do Joe Dante!

Um jovem que trabalha em uma loja de artigos de filmes de horror tem medo de terminar com sua namorada, uma ecologista vegan que tenta condicioná-lo a seu estilo de vida. Entretanto, o destino age, e ela morre atropelada. O problema é que pouco depois ela volta como um zumbi para perturbar sua vida e interferir no novo relacionamento do rapaz.

Sabe qual o problema da frase “Filme novo do Joe Dante”? É a expectativa de ver “o novo filme do diretor de Gremlins. Burying the Ex é legal, mas, claro, perde na comparação.

Se não é genial, pelo menos Burying the Ex é leve e divertido, e sabe dosar bem entre a comédia e o terror, alem de recriar um delicioso clima oitentista (apesar de se passar nos dias de hoje).

Além disso, a gente tem que reconhecer que a carreira de Dante já viu melhores dias. Se nos anos 80 ele fez Um Grito de Horror, Gremlins, No Limite da Realidade, Viagem ao Mundo dos Sonhos, As Amazonas na Lua e Viagem Insólita; nos últimos 10 anos só fez um filme para o cinema, o mal lançado The Hole (além disso, ele dirigiu algumas produções para a tv).

Burying the Ex tem uma boa dose de humor negro, e várias referências a outros filmes de terror – não só nos diálogos (“tem um filme do Tim Burton na sua sala!”), como também em posters e em trechos de filmes que passam ao fundo – os “conosseurs” dos clássicos do terror vão se divertir! O roteiro tem seus bons momentos, mas às vezes tudo soa forçado demais. Acredito que um “viúvo” precisaria de um pouco mais de tempo de luto, não?

O elenco está bem. Anton Yelchin (o Tchekov do novo Star Trek) funciona bem como o protagonista, e Ashley Greene, auxiliada por um excelente trabalho de maquiagem, está ótima como a namorada obsessiva. Só achei que deveriam escolher outra atriz para o papel da nova namorada – Alexandra Daddario é boa atriz, mas ela me parece muito bonita para fazer uma mulher tão “disponível”. Fechando o elenco principal, Oliver Cooper, o filho de Hank Moody em Californication. Ah, temos Dick Miller numa ponta, ele mesmo, que acho que esteve em absolutamente todos os outros filmes de Dante.

No fim dos créditos, rola uma cena de bastidores. Preferia ver uma cena extra…

Isolados

IsoladosCrítica – Isolados

Opa! Filme de terror nacional novo! E no circuitão!

Um casal sai de férias para uma casa no alto da região serrana carioca, região onde estão acontecendo ataques violentos a mulheres, que estão sendo barbaramente assassinadas. Isolados na casa, a luta pela sobrevivência desencadeia uma trama repleta de suspense, onde a realidade e a loucura se misturam.

Dirigido por Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata), Isolados é um bom terror psicológico. Com uma fotografia bem cuidada, cheia de ângulos criativos, e com um bom uso da trilha sonora, o filme consegue criar bons sustos.

Claro, os mais chatos vão dizer que Isolados abusa dos clichês de cinema de horror. Mas não tenho nada contra clichês bem usados. E aqui eles são bem usados: a platéia deu alguns pulos!

Mas vamos reconhecer: o grande mérito de Isolados é ser um “filme de gênero” brasileiro no circuito comercial. E, olhem só, o segundo filme nacional de terror nos cinemas “convencionais” em 2014 (Quando Eu Era Vivo foi lançado no fim de janeiro)! Nada mal para um país que quase não sai do drama e da comédia…

Os globais Regiane Alves e Bruno Gagliasso está bem, eles conseguem conduzir bem a transformação psicológica do casal isolado na casa. Por outro lado, o elenco coadjuvante tem um dos pontos fracos do filme. Este foi o último filme de José Wilker, falecido em abril deste ano. Ele está em cenas de flashback que não acrescentam nada à trama. Mas claro que não vão cortar as cenas do último filme de um grande ator, né? Mas, temos que reconhecer: Isolados funcionaria melhor sem os flashbacks.

Por fim, queria saber qual a marca do smartphone que consegue ficar alguns dias sem ligar na tomada e ainda ter carga…

Livrai-nos do Mal

0-livrai-nos-do-mal-ingCrítica – Livrai-nos do Mal

Filme novo do diretor de A Entidade!

O policial nova iorquino Ralph Sarchie investiga uma série de crimes. Ele se une a um padre não convencional, habilitado a fazer exorcismo, para combater possessões que aterrorizam a cidade.

De uns anos pra cá, surgiram alguns bons filmes de terror à moda antiga. Filmes que se preocupam mais com sustos do que com sangue. Podemos destacar como bons exemplos A Invocação do Mal e os dois Sobrenatural (dirigidos por James Wan), Mama (de Andrés Muschietti) e A Entidade (de Scott Derrickson). Livrai-nos do Mal é o novo filme escrito e dirigido por Derrickson.

Desta vez, temos um filme de possessão demoníaca – assunto já tratadao pelo diretor no bom O Exorcismo de Emily Rose, de 2005. E um dos méritos de Livrai-nos do Mal (Deliver Us From Evil, no original) é não ter “cara de filme velho”. À primeira vista, o filme até parece uma história policial – aliás, o roteiro foi baseado em histórias reais vividas por um policial.

O clima do filme é bem legal, a fotografia sabe usar bem o escuro. Temos alguns sustos bem colocados, e o gore na dose certa (pouca coisa). Alguns personagens são assustadores, e a cena de exorcismo também é bem feita.

Uma curiosidade: Livrai-nos do Mal está cheio de músicas da banda The Doors. Não só na trilha sonora, como também no roteiro. Não sei se Derrickson quis dizer que Jim Morrison tinha alguma ligação com o Capiroto, mas pelo menos as músicas se encaixaram bem no filme.

O elenco está ok, Eric Bana e Édgar Ramirez funcionam bem juntos. Também no elenco, Olivia Munn, Joel McHale e Sean Harris.

Livrai-nos do Mal é melhor do que a média dos filmes de terror contemporâneos, mas não chega a ser um grande filme. Não sei se pela longa duração (118 min), não sei se foi porque James Wan deixou a gente mal acostumado (caramba, em 2013 ele lançou A Invocação do Mal e Sobrenatural 2 com poucos meses de intervalo!), o fato é que, quando o filme acaba, ficamos com a sensação de que ainda faltou algo.

Ah, diferente da maioria dos filmes de terror, não tem cena depois dos créditos.

p.s.: Normalmente, procuro o poster brasileiro do filme. Mas desta vez, preferi o original, que faz uma brincadeira visual com “DEVIL”…

Quando Chega A Escuridão

Quando Chega a EscuridãoCrítica – Quando Chega A Escuridão

Há tempos queria rever este filme, que só tinha visto na época do lançamento, ainda nos anos 80. Aproveitei o podcast de vampiros para rever.

Ao dar em cima de uma garota, sem saber que ela não era humana, um jovem caipira acaba se unindo a um cruel grupo de vampiros.

Quando Chega a Escuridão (Near Dark, no original) frequenta listas de melhores filmes de vampiros feitas por críticos. Lembro que gostei muito quando vi na época. Mas acho que o filme envelheceu mal, achei meio lento demais quando revi. Hoje em dia, prefiro rever Garotos Perdidos, lançado no mesmo ano de 1987.

Quando Chega a Escuridão apresentou um novo conceito de vampiros. Aliás, a palavra “vampiro” não é mencionada nenhuma vez durante o filme. Sua aparência também é diferente, são feios e sujos. Mas não há dúvidas sobre o que eles são, afinal, matam pessoas para beber o seu sangue, e queimam com a luz do sol. São vampiros, mas sem o glamour do vampiro clássico do cinema.

A direção é de Kathryn Bigelow, hoje muito conhecida por ter ganhado o Oscar de melhor diretora por Guerra Ao Terror e por ser a ex de James Cameron. Mas nessa época, Kathryn era apenas uma diretora de filmes “legais”, como Caçadores de Emoções (1991), Estranhos Prazeres (1995) e este Quando Chega a Escuridão.

O papel principal é de Adrian Pasdar, que ficou mais famoso quase vinte anos depois, com o Nathan Petrelli da série Heroes. Também no elenco, Jenny Wright, Lance Henriksen e Bill Paxton.

Por fim, queria levantar um questionamento sobre o download de filmes. Sim, a gente sabe que é errado. Mas… Quando Chega A Escuridão nunca foi lançado em dvd por aqui. Ok, sem problemas, no mundo globalizado de hoje, posso comprar um dvd importado. Fiz isso, comprei um dvd original gringo. Mas não tem legendas, nem em inglês. Tentei ver mesmo assim, mas não consegui acompanhar os diálogos. Sei que na análise fria da lei, baixar filme é errado. Mas, se o cara já tem o filme original, se o cara pagou por uma cópia oficial, ele não deveria ter o direito de ver o filme – nem que precise baixar uma cópia para isso?

O Caçador de Zumbis / Zombie Hunter

Cacador de Zumbis

Crítica – Caçadores de Zumbis

Gosto de filme trash. E heu estava procurando algo light e sem muita coisa pra pensar, pra poder ver na esteira da academia. Aí catei este filme pra ver pelo celular.

Num futuro pós apocalíptico onde uma nova droga transformou as pessoas em zumbis, um homem solitário se encontra com um grupo de sobreviventes.

Sabe quando um ator famoso é usado como chamariz? Tipo o Samuel L. Jackson, que, do nada, morre no meio de Do Fundo do Mar? Poizé, agora é a vez de Danny Trejo, que aparece em apenas duas ou três cenas aqui. Olha, admito que sou fã do Danny Trejo, mas reconheço que o cara não é bom ator. Ou seja, o resto do elenco é ainda inferior!

Mas o elenco não é a pior coisa de Caçadores de Zumbis (Zombie Hunter, no original), filme de estreia do diretor / produtor / roteirista Kevin King. Acho que o que mais me incomodou foi o roteiro preguiçoso. Os personagens são clichês unidimensionais, mas até aí isso era previsível. Tem uns monstrões que aparecem do nada, e ninguém explica o que são, mas ainda aceito isso. Mas, lá perto do terço final, aparece um novo tipo de vilão, fantasiado de palhaço, que achei que seria um zumbi inteligente – ele sabe manusear uma moto-serra, não pode ser um zumbi igual aos outros. Seria um excelente twist para a trama, que até então era mais do mesmo. Mas o palhaço entra e sai do filme sem justificar de onde veio nem para onde vai…

Ah, tem os efeitos especiais. Até gostei do efeito do sangue espirrando na tela, mas admito que repetiram tanto que cansou. E todo o sangue jorrado é em cgi mal feito, e, pra piorar, um sangue rosa. E ainda tem a maquiagem amadora dos zumbis. Efeitos especiais de baixo orçamento fazem parte do pacote, mas foi um pouco demais, na minha humilde opinião.

Ainda cabe falar mal de uma coisa? Dentre os poucos sobreviventes, tem uma boazuda gostosona que, do nada, resolve fazer uma pole dance pra tentar conquistar o mocinho. Aí ela começa um striptease – de costas!!! Caramba, se vai rolar nudez gratuita, faz direito! Não sabe brincar, não desce pro play!

Só não digo que foi uma perda total de tempo porque estava na esteira, queimando calorias…

A Espinha do Diabo

el-espinazo-del-diabloCrítica – A Espinha do Diabo

Aproveitei o evento Sanguecine, no Cine Joia, pertinho da minha casa, pra revisitar A Espinha do Diabo, filme que heu queria rever há anos.

Espanha, 1939. Durante a guerra civil, um menino de dez anos de idade é levado a um orfanato isolado da cidade. Lá, ele aprende a conviver com adultos agressivos e crianças perturbadas pela atmosfera do lugar, e com o espírito de um ex-aluno que clama por vingança.

Apesar do nome remeter ao assunto, (El Espinazo del Diablo no original, The Devil’s Backbone em inglês) não tem nada de demoníaco. Sim, é terror, mas é uma história de fantasma.

O diretor Guillermo Del Toro (Hellboy, Círculo de Fogo), hoje um nome famoso mundialmente, era pouco conhecido na época, mas conseguiu chamar a atenção com este seu terceiro longa metragem, com um misto de terror, suspense e drama, e uma história sólida e com bons personagens (ele é um dos co-roteiristas). Anos depois ele voltaria ao ambiente da guerra civil espanhola em outro excelente filme fantástico, O Labirinto do Fauno. Muita gente considera estes dois os melhores filmes de Del Toro.

Gosto de ver filmes “off Hollywood”. Co-produção México e Espanha, A Espinha do Diabo tem um clima tenso e um estilo de violência que nunca seriam feitos pelos grandes estúdios americanos. O mesmo posso dizer sobre o uso de crianças no filme.

Falando nas crianças, o elenco infantil é bom, mas acho que nenhum dos meninos ficou famoso – Fernando Tielve (Carlos) e Íñigo Garcéz (Jaime) também estiveram em Labirinto do Fauno, mas em papeis menores. Entre os adultos, acho que o maior nome era o de Marisa Paredes, habitual colaboradora de Pedro Almodóvar (que foi produtor executivo aqui). Eduardo Noriega esteve recentemente em O Último Desafio, ao lado de Schwarzenegger e Rodrigo Santoro. Completam o quarteto Irene Visedo e Federico Luppi.

Diferente de alguns filmes de fantasmas por aí, a assombração de A Espinha do Diabo logo mostra a cara, o filme não esconde de ninguém o seu assustador fantasminha. Aliás, a caracterização do fantasma é muito boa, todos os efeitos especiais funcionam bem.

Até onde sei, A Espinha do Diabo nunca foi lançado em dvd ou blu-ray por aqui. Vi muito tempo atrás, ainda na época do vhs. Anos depois consegui comprar o dvd importado, mas estava com preguiça de ver com legendas em inglês. Viva o Sanguecine, viva o Cine Joia!

Saturday Morning Mystery

Saturday Morning MysteryCrítica – Saturday Morning Mystery

E se o desenho do Scooby Doo fosse um filme de terror?

Um grupo de investigadores paranormais (e seu cachorro), perto da falência, é contratado pra investigar uma mansão que tem fama de ser assombrada, por ter tido supostos rituais satânicos no passado.

Saturday Morning Mystery é uma boa sacada, colocando num filme de terror uma trupe igualzinha à do Scooby Doo – um casal de bonitinhos, uma menina inteligente de franja, um doidão e um cachorro, que andam numa van, e desvendam mistérios supostamente sobrenaturais.

A trama começa bem, mas se perde no meio – o momento da “água com lsd” quase põe tudo a perder. Felizmente, uma boa sucessão de inesperadas viradas de roteiro no terceiro ato levam o filme a um patamar de violência nunca visto em nenhum desenho da Hannah Barbera, e Saturday Morning Mystery volta a ser interessante, tomando um rumo bem diferente dos desenhos de Daphne, Velma e sua turma.

O filme, dirigido pelo desconhecido Spencer Parsons, não traz ninguém famoso no elenco. Josephine Decker, Ashley Spillers, Adam Tate e Jonny Mars fazem o quarteto principal.

Saturday Morning Mystery está longe de se tornar um novo clássico do terror. Mas pode ser uma boa opção para fãs de slasher cansados do “assassino da semana”.