A Coisa

A Coisa

Ficou pronto o prequel de O Enigma de Outro Mundo, um dos melhores filmes de John Carpenter!

Antártica, 1982. Um grupo de pesquisadores noruegueses descobre, dentro do gelo, uma nave espacial e um alienígena. Mas o alienígena consegue escapar, e agora ninguém mais pode confiar em ninguém, já que a criatura tem a capacidade de se transformar em todo ser humano que toca.

Quando li a lista das centenas de filmes do Festival do Rio, confesso que este foi o que mais me interessou. Sou um grande fã de O Enigma de Outro Mundo, de 1982, (que, por sua vez, é refilmagem de O Monstro do Ártico, de 1951). Já tinha ouvido falar deste A Coisa, que contaria os fatos anteriores ao filme, mas nem sabia que já estava pronto, muito menos prestes a ser exibido no Brasil – as legendas já estão na película, e quando isso acontece, normalmente já tem previsão de entrar no circuito. Legal!

A Coisa não decepciona, o diretor estreante Matthijs Van Heijningen faz um bom trabalho ao recriar o clima tenso que rolava na versão da década de 80. Porque, no que diz respeito a recriação / homenagem / cópia, o filme é excelente. Às vezes, até parece uma refilmagem! Os efeitos especiais são bem feitos, nem parecem cgi. E a trilha sonora de Marco Beltrami segue a linha da trilha anterior de Ennio Morricone – o tema principal monocórdico do outro filme chega a ser usado.

No elenco, apenas um nome conhecido: Mary Eisabeth Winstead (À Prova de Morte, Scott Pilgrim Contra o Mundo). Os nerds de plantão poderão reconhecer os dois pilotos de helicóptero: Adewale Akinnuoye-Agbaje, o mr. Eko de Lost; e Joel Edgerton, o Owen Lars da nova trilogia de Star Wars. E o monte de atores noruegueses (desconhecidos por aqui) que completam o elenco não fazem feio.

A Coisa é bom, mas não é perfeito. Achei a parte dentro da nave desnecessária e forçada demais. E tem mais uma ou outra coisinha, como os veículos danificados que voltam a andar. Bem, felizmente, nada muito grave.

Ainda preciso falar duas coisas sobre o título do filme. Primeiro sobre o título original: o título é exatamente igual ao dos anos 80, ambos se chamam “The Thing“. Como fazer pra diferenciá-los? E com relação ao título nacional, fiquei na dúvida sobre a tradução”oficial”, já que o imdb o chama com o mesmo nome do filme de quase trinta anos atrás, “O Enigma de Outro Mundo“. Mas acho que vai ser A Coisa mesmo, afinal, as legendas da película estão assim.

Última coisa: não saiam logo que começarem os créditos. Durante os créditos rolam cenas importantes ligando o filme com o de 82!

A Mulher Selvagem / The Woman

Crítica – A Mulher Selvagem / The Woman

Um advogado extremamente machista encontra uma mulher selvagem em uma floresta. Ele decide capturá-la e civilizá-la a sua maneira, prendendo-a num porão escuro na casa onde vive com a esposa e os filhos

Heu não sabia, mas esta é a continuação do estranho Offspring, tem até a atriz Pollyanna McIntosh repetindo o papel do outro filme. Mas, se você não viu o filme anterior, não se preocupe, as histórias são independentes.

Assim como acontece em Offspring, A Mulher Selvagem / The Woman tem imagens muito fortes, com muito sangue e muito gore. E, desta vez, achei o visual menos tosco. Nisso, o filme é eficiente.

Mas não gostei muito do roteiro, co-escrito pelo diretor Lucky McKee e pelo escritor Jack Ketchum, autor do livro que deu origem à história (Ketchum também escreveu Offspring). Tem um elemento misterioso muito mal desenvolvido que aparece na parte final. E os personagens são mal construídos, a família é apenas um fraco esboço do que poderia ser.

O resultado final nem é muito ruim. Mas heu esperava mais de um filme que ganhou o prêmio de melhor filme do Rio Fan 2011, e agora ganhou sessões no Festival do Rio…

Raiva / Kalevet

Crítica – Raiva / Kalevet

Um filme de terror israelense? Tem coisas que a gente só vê em festivais!

Em uma reserva florestal, grupos de pessoas desconhecidas entre si se metem em situações inesperadas e com consequências violentas.

Raiva é israelense, mas o estilo não foge muito do que vemos por aí em filmes hollywoodianos. Me lembrou filmes como Viagem Maldita e Doce Vingança, onde pessoas comuns são submetidas a situações extremas. O filme tem algumas coisas muito boas, mas tem um grave defeito: um roteiro cheio de pontas soltas.

Vamos primeiro ao que funciona. As mortes são muito bem mostradas, tanto graficamente, quanto na parte auditiva, com trilha e efeitos sonoros eficientes. Gostei muito de quase todas, com destaque para a marretada e para a explosão da mina. Alguns diálogos são bem legais também – a cena com o casal que briga é hilária!

Mas o roteiro preguiçoso atrapalha. São vários pontos fracos, como por que Tali foi colocada na armadilha, ou qual o sentido daquele incêndio. Acaba o filme e a gente fica se perguntando um monte de coisas.

Mas mesmo com roteiro fraco, ainda acho que vale a experiência.

Red State

Crítica – Red State

O que? Kevin Smith dirigindo um filme sério de terror??? Para tudo, preciso ver isso!

Um grupo de jovens conhece uma mulher pela internet e, atrás de sexo, vão encontrá-la. Mas acabam caindo em uma perigosa armadilha religiosa.

Antes de falar de Red State, falemos da carreira de Kevin Smith. Taí um cara que ninguém pode chamar de acomodado. Seus seis primeiros filmes faziam parte do chamado “universo view askew”. Todos têm o mesmo estilo de humor, todos contam com a dupla Jay e Silent Bob – alter ego de Smith, que parecia estar numa posição confortável: filmes na mesma linha, plateia garantida. Aí veio Pagando Bem Que Mal Tem, comédia com estilo parecido, mas sem a dupla “assinatura”. Na época, lembro que critiquei isso – cadê Jay e Silent Bob? Mas, ok, “a fila anda”. Logo depois veio Tiras em Apuro, também comédia, mas de um estilo diferente, uma comédia policial com cara de “filmes do Eddie Murphy dos anos 80”.

Agora Smith escreveu e dirigiu este Red State. Filme sério, tenso, não rola nenhuma piada ao longo de toda a projeção. Smith saiu da sua “zona de conforto”. E não é que ele acertou mais uma vez?

Ok, o roteiro é bom, mas não é perfeito – aquele sermão do pastor é interminável (li no imdb que são 16 minutos!). Mas tem uma coisa que gostei muito na trama: o destino dos personagens é imprevisível. Não existe uma figura central.

Kevin Smith impressiona com a mão firme na cadeira de diretor, muitas vezes em sequências frenéticas com a câmera na mão. Como falei, é um filme sério, em momento nenhum parece que estamos nas mãos do gordinho engraçado Silent Bob – se me dissessem que era dirigido por um Rob Zombie (Rejeitados Pelo Diabo) da vida, heu não acharia estranho. Ah, é bom falar: o terror não tem nada de sobrenatural – o que dá ainda mais medo!

No elenco, o semi desconhecido Michael Parks brilha como o alucinado pastor. E John Goodman e Melissa Leo não estão atrás. Bom trabalho de construção de personagens e direção de atores. E os efeitos especiais são simples e discretos.

O filme é polêmico – acho que isso é a única coisa com “cara de Kevin Smith”. Li no imdb um monte de gente ligada à religião criticando o filme. Mas, na minha humilde opinião, o filme não ofende nenhuma religião, apenas os fanáticos…

Red State não é um filme de fácil digestão. Dica: esqueça os filmes anteriores de Smith. E curta o novo “diretor camaleão” – afinal, o próprio poster fala “an unlikely filme from that Kevin Smith” (“um filme improvável daquele Kevin Smith”).

p.s.: No fim dos créditos finais, há um aviso que “quase todo o elenco estará de volta em Hit Somebody“. Qual será o estilo do novo projeto de Kevin Smith?

Premonição 5

Crítica – Premonição 5

Ninguém pediu, mas, olha lá, tem filme novo da franquia Premonição em cartaz!

Por causa de uma premonição, um grupo de pessoas escapa de um grande acidente em uma ponte. Mas não é fácil enganar a morte…

Não reclamo desta franquia. Acho os filmes “honestos” – quem vai ver um filme da série não está atrás de bons roteiros nem de grandes atores. O grande barato aqui são as mortes, cada uma mais criativas que a outra.

Sob este aspecto, Premonição 5 não vai decepcionar ninguém. Como acontece sempre nos filmes da série, a melhor parte é a sequência inicial, quando o grande acidente acontece. O acidente na ponte é sensacional! E não é o único bom momento, algumas das sequências de morte são muito bem construídas – gostei da parte na ginástica olímpica e também a da casa de massagem. Os efeitos especiais são muito bons.

Como falei lá em cima, o roteiro não é lá muito bem cuidado – uma personagem não enxerga nada quando deixa os óculos caírem no chão, mas logo depois está admirando o acidente, sem os óculos. Serve apenas para unir as cenas que interessam ao público alvo. Ou seja, não é bom, mas funciona.

O mesmo podemos falar sobre o elenco, um monte de jovens desconhecidos e inexpressivos. Tony Todd, o eterno Candyman, exercita sua canastrice num papel menor; e não sei por que diabos Courtney B. Vance (Caçada Ao Outubro Vermelho, Mentes Perigosas) tem um papel no filme – será que ele não tinha nenhuma oferta melhor?

Por fim, preciso falar do 3D. Na minha humilde opinião, este é o único tipo de filme que vale a pena ser visto em 3D. Hoje em dia Hollywood está com mania de converter todo e qualquer blockbuster para 3D, e o resultado fica quase sempre decepcionante. Por isso, tenho preferido sempre as versões 2D – a não ser em casos onde o 3D faz parte do espetáculo, como acontece aqui, onde diversas coisas são arremessadas em direção à tela.

Concluindo: Premonição 5 não é um bom filme. Mas é divertido pra caramba!

p.s.: Gostei do final, a ligação com o início da franquia! E também do replay de várias mortes de todos os outros 4 filmes!

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Fúria Sobre Rodas
Premonição 4
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Attack The Block

Crítica – Attack The Block

Mais um filme sobre alienígenas na Terra focado num elenco infantil. Mas não tem nada a ver com Super 8!

A trama é simples: uma gangue de marginais adolescentes do sul de Londres defende o seu bairro de uma invasão alienígena.

A primeira vez que ouvi falar de Attack The Block foi na época que vi Paul. Li em algum lugar um texto que falava desta nova produção inglesa. Pensei que era uma comédia, afinal o elenco contava com Nick Frost e tinha produção executiva de Edward Wright (ator e diretor de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso). Que nada! Attack The Block é um filme sério, uma boa mistura de ficção científica com terror.

Ok, sério, mas, de baixo orçamento. Tem um delicioso ar vagabundo, às vezes lembra John Carpenter nos áureos tempos – terror e fc com clima de filme B. Ainda é cedo pra comparar o diretor e roteirista Joe Cornish ao genial cineasta autor de O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York e Eles Vivem, mas podemos dizer que ele está num bom caminho em seu primeiro longa para os cinemas.

Li por aí críticas negativas com relação às criaturas. Mas não me incomodaram. Pelo contrário, gostei do lance dos dentes / olhos fosforescentes. Achei uma boa opção de criaturas para filme com orçamento apertado. O mesmo digo sobre os efeitos especiais, simples e eficientes.

No elenco, o único nome conhecido é Nick Frost, em um papel pequeno. O protagonista John Boyega manda bem em seu filme de estreia, com um papel difícil, já que ele é um personagem detestável no início do filme. A “mocinha” Jodie Whittaker também está bem, assim como a molecada de um modo geral.

Conheço gente que viu Attack The Block e não gostou. Mas não compartilho desta opinião. Pra mim, foi uma das melhores surpresas do ano!

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Super 8
Paul
REC

Stake Land

Crítica – Stake Land

Filme de vampiro tem um monte por aí. Filme de futuro pós-apocalíptico também tem um monte. Mas filmes misturando os dois temas são mais raros…

Num futuro onde a sociedade foi devastada por um apocalipse de vampiros, o adolescente Martin se une ao caçador de vampiros Mister na luta pela sobrevivência.

O que é legal aqui neste filme dirigido pelo ainda desconhecido Jim Mickle é que, se a gente trocar o “vampiro” por, sei lá, um vírus, uma catástrofe natural ou algo semelhante (pode até ser os já “tradicionais” zumbis), o filme funciona direitinho – vira um drama pós-apocalíptico sério. O que não quer dizer que os vampiros sejam mal feitos – nada disso, são vampiros à moda antiga, assustadores como eram pra ser, antes da atual moda de vampiros galãs.

O elenco, liderado pelos pouco conhecidos Connor Paolo e Nick Damici, tem um nome famoso: Kelly McGillis, outrora a bonitona de Top Gun e A Testemunha, mas hoje cinquentona e sem nenhum glamour.

O roteiro, escrito pelo diretor e pelo protagonista Nick Damici, faz um bom trabalho na construção dos personagens e seus dramas. O filme prefere focar nas pessoas, mas achei que o conflito com a “Irmandade” poderia ser melhor explorado – aquele grupo de freaks podia render uma boa história.

Stake Land não se tornará um clássico, mas pode ser uma opção pra quem estiver cansado dos clichês comuns de vampiros.

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O Livro de Eli

Apollo 18

Crítica – Apollo 18

Interessante “mockumentary” (documentário fake) sobre uma suposta missão à Lua, a Apollo 18.

Décadas se passaram, e, nos dias de hoje, filmagens foram encontradas, mostrando o fracasso da última missão à Lua. E explicando porque o programa espacial foi deixado de lado.

Dirigido pelo desconhecido espanhol Gonzalo López-Gallego, Apollo 18 tem suas falhas e seus méritos. Pra mim, o pior defeito é insistir no “baseado em gravações reais”. Quando aparece um filme como Bruxa de Blair ou REC, esse papo pode funcionar – acharam uma câmera com uma gravação feita por alguém. Mas aqui, como são muitas horas de gravação, com diversas câmeras, por vários dias, o que vemos é um material editado. Ora, se foi editado, foi feito hoje em dia… Acho que seria mais interessante assumir logo que é uma ficção. Ou fazer algo na onda de Contatos de Quarto Grau, que mistura supostas imagens reais com trechos encenados.

Deixando este detalhe de lado, o filme até funciona bem. A tensão é bem construída, usando uma boa teoria da conspiração: afinal, por que o homem nunca mais foi à Lua? A ambientação nas cenas lunares é bem feita, com um bom uso de sombras no cenário preto e branco. Os efeitos especiais também são bem feitos, principalmente se a gente pensar que se trata de uma produção de baixo orçamento. Além disso, o filme traz alguns bons sustos. Por fim, gostei do uso da música Starship Trooper, do grupo progressivo Yes – tudo a ver com a época e com o clima do filme.

O único nome famoso está na produção: Timur Bekmambetov, diretor russo responsável por Guardiões da Noite e O Procurado. O elenco, obviamente, é de rostos desconhecidos – algo básico quando você pretende algo neste estilo. Os três atores, Warren Christie, Lloyd Owen e Ryan Robbins, estão convincentes.

Apollo 18 não é um filme essencial, mas vale ser visto. Pena que a gente sente que tinha potencial para ser bem melhor.

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Tropas Estelares

A Fronteira

Crítica – A Fronteira

Mais um filme francês ultra-violento!

Durante violentos protestos políticos em Paris, um grupo de jovens ladrões foge em direção à Holanda. Ao pararem em um hotel perto da fronteira, a família que cuida do local traz sérios problemas para o grupo.

Na verdade, já tem um tempo que esse filme foi lançado. A Fronteira (Frontière(s) no original) é de 2007. É que nessa época heu não conhecia essa faceta do cinema francês. Mas hoje já posso comparar com outros títulos como Haute Tension, A L’Interieur, Martyrs e O Segredo da Rua Ormes. E aí vemos um problema: A Fronteira não é ruim, mas perde na comparação com os outros.

O roteiro tem alguns bons momentos de tensão. Mas também tem seus defeitos. Pra começar, a trama é bem parecida com outros filmes por aí, como por exemplo a refilmagem de Viagem Maldita, dirigida pelo francês Alexandre Aja um ano antes (isso porque não estou falando da família de The Texas Chainsaw Massacre!). Além disso, rolam algumas falhas – pra que falar dos filhos de Eva se asubtrama não vai ser desenvolvida? Mais: a primeira parte do filme é demasiado longa.

Mesmo assim, acredito que A Fronteira não vai decepcionar os fãs do gênero. O que mais assusta nesses filmes franceses (também incluo aqui os quatro citados no terceiro parágrafo) é que não existe nada de sobrenatural. O filme é generoso na violência e no gore, e podemos imagunar aquilo tudo como algo real, algo que pode acontecer com qualquer um. Pra melhorar, alguns dos personagens freaks daqui são bem interessantes.

(E os teóricos de plantão também podem usar o lado sócio-político do filme, todo o papo de revoltas populares e extrema direita. E ainda podem usar o termo “fronteira” para se referir à fronteira entre a sanidade e a selvageria experimentada pela protagonista…)

Enfim, nada demais. Mas pode ser uma opção para os apreciadores do recente cinema francês ultra-violento.

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Evil Dead 3 – Army Of Darkness – Uma Noite Alucinante 3

Crítica- Evil Dead 3 – Army Of Darkness – Uma Noite Alucinante 3

E vamos ao último filme da trilogia Evil Dead!

Ash (Bruce Campbell) vai parar em um castelo medieval ameaçado por forças do mal. Acham que ele é um salvador citado em uma profecia, que seria capaz de pegar o livro Necronomicon e afastar o mal. Mas, ao pegar o livro, ele recita as palavras erradas e acaba libertando um exército de cadáveres.

O ano era 1992. Sam Raimi já não era um nome desconhecido, mas ainda estava no underground – além da trilogia, ele tinha feito apenas Crimewave e Darkman (mal sabia ele que exatos dez anos depois, ele estaria dirigindo um blockbuster, o primeiro Homem Aranha). Raimi mais uma vez foi responsável pelo roteiro e direção. E sua câmera continua genial, como nos filmes anteriores.

Evil Dead – A Morte do Demônio não passou nos cinemas brasileiros; Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante teve uma carreira razoável nas telas. Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 até passou, mas, se me lembro bem, ficou só uma semana em cartaz. Lembro que vi correndo, antes de tirarem do circuito!

Se os dois primeiros filmes têm um visual bem semelhante, isso não acontece aqui. A trama se passa quase toda na Idade Média, no ano 1300. Revendo hoje, o visual do filme lembra algumas séries produzidas por Sam Raimi nas décadas seguintes, como Hercules, Xena e Legend of the Seeker – aventuras medievais com um pé na magia.

Mas, apesar de ter cara de aventura medieval, Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 nunca nega as suas origens. Não só o banho de sangue continua, como ainda rolam demônios alados e um exército de esqueletos em stop motion – o tal “Army of Darkness” do titulo.

(Aliás, segundo o imdb e a capa do meu dvd gringo, o nome do filme é apenas “Army of Darkness“. Cadê o “Evil Dead 3“?)

O elenco continua basicamente desconhecido, com excessão do mesmo Bruce Campbell de sempre. A novidade é uma ponta de Bridget Fonda logo no início do filme.

Por coincidência, baixei na mesma época uma versão em avi e logo depois consegui comprar o dvd. São finais diferentes! O dvd traz o final no supermercado; o avi tem um final dentro de uma caverna – preferi o do dvd…

Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3 não é levado muito a sério, é deixado de lado por muitos apreciadores de cinema de horror. Mas fecha bem a trilogia!

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