Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante

Crítica – Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante

E vamos à continuação de Evil Dead – A Morte do Demônio!

Um casal chega a uma cabana abandonada e invoca sem querer forças do mal ocultas na floresta, ao ler em voz alta trecho do Necronomicon, o Livro dos Mortos. E recomeça o banho de sangue…

Antes de falar do filme, vamos voltar uns 25 anos no tempo…

Segunda metade dos anos 80. Tv a cabo não existia no Brasil, locadoras de vhs ainda eram novidade pra muita gente. Só era possível ver Evil Dead – A Morte do Demônio em vídeo, mas esta segunda parte passou nos cinemas, e acho que teve um relativo sucesso – lembro de ter visto em um cinema São Luiz bem cheio.

Na época, heu achava que era uma refilmagem do primeiro filme, com mais dinheiro para os efeitos especiais e mais humor negro. E me perguntava por que diabos Ash (Bruce Campbell) voltaria para aquela cabana depois do que aconteceu no filme anterior.

Bem, isso realmente é confuso. Parece uma refilmagem, e também parece uma continuação. O imdb explica: como Sam Raimi não tinha direitos sobre as imagens do primeiro filme, ele refilmou algumas passagens, mas depois disso continuou o filme. Então é uma refilmagem/continuação… 😉

Enfim, a história pouco importa aqui. O negócio é continuar com o ritmo frenético e os travellings alucinantes. A diferença é que Raimi resolveu assumir o lado trash e caprichou no humor – Raimi declarou que se inspirou na antiga série de tv Os Três Patetas. E fez de Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante uma das melhores comédias de humor negro da história!

O humor negro é farto. A sequência da mão possuída é sensacional. Um dos personagens chega a engolir um olho de demônio. E uma genial sequência em stop motion mostra um balé com um cadáver decapitado. A ironia é tão boa que aparece a capa de um livro de Ernest Hewingway, chamado “A Farewell to Arms”!

O clima de terror continua, mas agora com a galhofa assumida. Muito, muito gore, e muitas gargalhadas em cima dessa nojeira toda. Pra quem curte terror, o primeiro filme é obrigatório; pra quem quer rir, o segundo é a melhor opção.

O fim do filme é em aberto, porque, àquela altura, a parte 3 já era prevista.

Em breve, Evil Dead 3 – Uma Noite Alucinante 3!

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Evil Dead – A Morte do Demônio

Crítica – Evil Dead – A Morte do Demônio

Estou aproveitando a época com poucos seriados pra rever filmes legais que não vejo há tempos. Comecei com a trilogia Evil Dead!

Um grupo de amigos vai para uma cabana no meio do mato e lá encontram o Necronomicon, o Livro dos Mortos. Ao tocar um velho gravador com a tradução do livro, eles evocam espíritos malignos que estavam na floresta.

É difícil falar de Evil Dead – A Morte do Demônio, primeiro longa dirigido por Sam Raimi, hoje, 30 anos depois do lançamento (o filme é de 1981). Todo mundo já viu, e todo mundo sabe que é um filme super importante na história do cinema de horror. Muita coisa atual usa referências tiradas daqui.

Posso dizer que a câmera de Sam Raimi continua impressionante. Claro, todo mundo se lembra dos alucinantes travellings pela floresta, mas não é só isso – Raimi também é muito criativo nas escolhas dos ângulos pouco convencionais para suas cenas. E o ritmo do filme é frenético, muita coisa acontece durante os rápidos 85 minutos de duração. Rola até um” estupro ecológico”!

Os efeitos especiais são muito bons, se a gente lembrar das limitações técnicas da produção. Incapacitado de mostrar um demônio convincente, Raimi usa e abusa da câmera subjetiva com seus travellings rápidos. Só nas gostei do uso de stop motion na sequência final – aquilo ficou tosco demais.

Sobre o elenco, o único conhecido é Bruce Campbell, aliás, famoso justamente por causa da série Evil Dead – Campbell nunca mais fez nada relevante, apenas filmes “B” como Bubba Ho-Tep e My Name is Bruce, ou pequenos papeis em outros filmes (ele esteve nos três Homem Aranha dirigidos por Raimi).

Muita gente considera Evil Dead – A Morte do Demônio um filme trash. Heu não, pra mim, é um bem humorado filme de terror. Trash mesmo só as continuações…

Evil Dead – A Morte do Demônio nunca foi lançado no circuito comercial aqui. A segunda parte, Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante, passou nos cinemas, mas pra ver o primeiro filme, só no videocassete. E hoje em dia é fácil encontrar o dvd largado nas prateleiras de 9,99 das Lojas Americanas…

Ainda preciso falar mal do nome. Ok, na época era meio que tradição colocarem títulos esdrúxulos nos filmes aqui lançados. Este foi mais um caso – “A Morte do Demônio”???

p.s.: Em breve, Evil Dead 2 – Uma Noite Alucinante!

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No Cair da Noite

Crítica – No Cair da Noite

Quando fiz o top 10 de monstros legais, lembrei da fada dos dentes de No Cair da Noite (Darkness Falls, no original). Resolvi então rever o filme.

A pequena cidade de Darkness Falls tem uma maldição: se a criança olha a Fada dos Dentes quando esta vem buscar o último dente, a criança é levada – 0 mesmo acontece com qualquer pessoa que olhar a Fada.

Vamos direto ao assunto? A Fada dos Dentes é assustadora, é realmente um bom personagem. Mas o filme de Jonathan Liebesman (Invasão do Mundo – Batlha de Los Angeles, The Texas Chainsaw Massacre – The Beginning) é fraquinho…

Acho que o pior problema aqui é que não dá pra levar a sério um monstro que tem medo da luz. Porque a gente para pra pensar e descobre que o roteiro não tem lógica – por que diabos eles vão se esconder num velho farol deserto? Por que não ir pra casa e acender a luz? Digo mais: o cara poderia passar temporadas anuais no norte do Alasca, onde um dia dura meses…

Sobre o elenco, nenhum nome conhecido. Isso, de um filme de oito anos atrás! Chaney Kley, Lee Cormie e Emma Caulfield não fizeram nada digno de nota. Emily Browning, a protagonista de Sucker Punch, então com 15 anos, faz uma ponta como a “mocinha” adolescente.

Resumindo: um bom monstro. Mas em um filme que não vale a pena.

Quarentena 2 – Terminal

Crítica – Quarentena 2 – Terminal

Ninguém pediu, mas, olha lá: já está disponível para download a continuação do fraco Quarentena.

Um pequeno avião tem um problema durante um vôo, por causa de um vírus misterioso. Quando o avião aterrisa, todo o terminal é colocado em quarentena.

O primeiro Quarentena nem foi ruim. O problema é que é uma cópia do espanhol REC, quase quadro a quadro. Mas, mesmo assim, tem seus bons momentos, nem achei uma das piores refilmagens da minha vida.

Se Quarentena 2 tem algum mérito, é o de não copiar a continuação Rec 2. A história aqui é nova, completamente diferente. Até o recurso de câmera subjetiva foi deixado de lado – Quarentena 2 é um filme convencional, o espectador é recolocado atrás da “quarta parede”.

Pena que o filme em si não é lá grandes coisas. É aquilo de sempre: um a um, todos vão pegando a infecção, até que sobram poucos personagens, que lutam pela sobrevivência. Previsível ao extremo…

Resumindo: se você curte o estilo e não se incomoda com uma história que já foi contada diversas outras vezes, pelo menos a produção não é muito vagaba, e tem algum gore interessante. Só não espere nada demais!

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A Noite do Chupacabras

Crítica – A Noite do Chupacabras

Ficou pronto o aguardado novo filme de Rodrigo Aragão, diretor do cult trash Mangue Negro!

O filme fala de uma velha briga por terras entre duas famílias rivais. Enquanto isso, um misterioso monstro espreita no meio do mato.

Rodrigo Aragão falou antes com a plateia. Explicou que esta versão ainda não é a definitiva, que ele estava trabalhando numa versão quatro minutos mais curta, e com o som melhorado.

O filme é muito divertido, um legítimo trash. Quem gosta do estilo não se decepcionará. Muito gore, muita gosma, de várias cores diferentes, de várias origens diferentes. Muito bom! 😀

Claro, nem tudo é perfeito. O som ambiente tem falhas claras (tomara que isso seja uma das coisas consertadas na nova edição). O elenco tem atores caricatos, mas isso já era esperado, pelo estilo do filme.

Por outro lado, um nome em particular está tão caricato que ficou genial: um dos papeis principais é de Peter Baiestorf, um dos maiores realizadores do underground brasileiro, autor de dezenas filmes trash (segundo o wikipedia, são 17 longas, mais alguns curtas e médias). Na época de Mangue Negro, li uma comparação entre Rodrigo Aragão e Sam Raimi da época do primeiro Evil Dead; Baiestorf seria o seu Bruce Campbell. Baiestorf perde um olho, alguns dedos, se suja de vários tipos de gosma e não para de gritar palavrões! Vou procurar um dos seus filmes, depois comento aqui – já tenho baixado “Vadias do Sexo Sangrento“!

(Aliás, falando em Baiestorf, sei que um de seus filmes de chama “Vou Mijar na P#@rra do Seu Túmulo” – determinado momento do filme, seu personagem, ensandecido, grita exatamente isso!)

Ah, sim, falei em gosma, né? Nisso, o filme é de primeira linha. Tanto a maquiagem quanto os efeitos de gore são muito bem feitos. Nisso, a equipe é tão eficiente que houve uma oficina de maquiagem durante o Rio Fan – e a oficina estava lotada.

Além disso, a trilha sonora, com vários temas instrumentais feitos apenas com percussão, é muito legal, mostra um lado legal da música brasileira, sem precisar cair nas obviedades do samba e da mpb. Bola dentro!

Também é importante notarmos a evolução técnica que Aragão conseguiu desde Mangue Negro. A qualidade da imagem era um dos pontos fracos do outro filme, agora melhorou muito. Outra coisa é o elenco mais heterogêneo, nada de atores novos sob forte maquiagem para interpretar personagens velhos.

O que dá pena ao ver um filme desses é saber que ele nunca será lançado nos cinemas convencionais. Torço para que um dia heu consiga uma edição em dvd tão legal como a edição de Mangue Negro que comprei das mãos de Aragão: um dvd duplo, cheio de cartões dentro do encarte, e com uma caixinha de papel em volta. Edição de luxo! 😉

Acredito que o filme ainda não exista para baixar. E espero ainda rever numa tela grande. Mas, enquanto nenhuma das opções é viável, fiquem com o trailer:

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Agora, um adendo: uma foto minha, entre o ator principal Joel Caetano e o diretor Rodrigo Aragão, tirada logo após a exibição do filme. Agradecimentos a Rodrigo Giane, que tinha uma câmera com flash (a minha câmera não tinha…).
(Rodrigo Aragão é o de barba!)

Um Sussurro nas Trevas / The Whisperer in Darkness

Crítica – Um Sussurro nas Trevas / The Whisperer in Darkness

Ficou pronta a esperada adaptação do famoso conto de HP Lovecraft feita pela HPLHS!

O cético professor Albert Wilmarth, da Universidade Miskatonic, vai até Vermont investigar supostos acontecimentos misteriosos que estão acontecendo na fazenda de Henry Akeley.

A HPLHS (HP Lovecraft Historical Society) é o mais importante fã clube do autor. Em 2005, eles foram os responsáveis por O Chamado de Cthulhu, considerada por muitos a melhor adaptação já feita em um texto de Lovecraft – o filme foi propositalmente concebido para parecer ter sido feito nos anos 20, pouco depois do lançamento do conto: é um média metragem, preto e branco, mudo com intertítulos.

Um Sussurro nas Trevas segue o mesmo conceito. O conto é de 1931, e o filme tem cara de ter sido feito na década de 30 ou 40. Desta vez, o filme é falado, mas a bela fotografia em p&b, a iluminação, os cenários, os figurinos, tudo lembra a época.

Quer dizer, quase tudo. No fim do filme aparecem as criaturas Mi-Go, feitas em cgi. Na minha humilde opinião, as criaturas deveriam ter sido feitas em stop motion, o cgi ficou destoante do resto do filme…

Aliás, a parte final do filme deixa a desejar. A trama vai bem até o fim do conto – quando Wilmarth descobre um segredo sobre Akeley. Depois disso, o filme se perde – infelizmente.

Este escorregão na parte final impede Um Sussurro nas Trevas de ser um grande filme. Mas mesmo assim, ainda é uma bela adaptação de HP Lovecraft, escritor que não tem uma relação muito boa com o cinema – são poucos os filmes baseados em sua obra (já fiz um top 10 sobre isso!).

No elenco e na equipe técnica, ninguém conhecido. Mas o diretor Sean Branney e o roteirista Andrew Leman também estavam na equipe de O Chamado de Cthulhu, exercendo diversas funções… Os dois devem fazer parte do HPLHS!

Agora os fãs de Lovecraft aguardam por Nas Montanhas da Loucura, que seria dirigido por Guillermo Del Toro, mas parece que virou um projeto “órfão”…

The Rocky Horror Picture Show

Crítica – The Rocky Horror Picture Show

No fim de semana passado, tive a oportunidade de ver uma “sessão à carater” deste que é um dos mais cultuados filmes da história do cinema!

Primeiro falarei sobre o filme, depois sobre o que seria uma “sessão à carater”…

Quando o carro dos noivos Brad e Janet quebra, à noite, no meio de uma tempestade, o casal procura abrigo no castelo do Dr. Frank-N-Furter, um bizarro cientista louco travesti que está prestes a trazer ao mundo a sua nova criação: Rocky, um ser humano artificial.

É a versão para cinema da peça alternativa The Rocky Horror Show. E, analisando friamente, o filme não é bom. Na verdade, é muito trash! Sim, é muito cultuado, mas isso não o faz um filme melhor.

Nem tudo é ruim neste musical que mistura terror com comédia, com uma pitada de ficção científica ao fundo. As músicas de Richard O’Brien (que interpreta o corcunda Riff Raff) são muito boas, tenho o cd e ouço direto. A atmosfera bizarra do filme também é bem interessante. E Tim Curry, que estreava em longa-metragens, está ótimo na pele do andrógino Dr. Frank-N-Furter. E ainda tem a Susan Sarandon novinha…

O problema é que a história não faz o menor sentido! E além disso, o filme tem graves problemas de ritmo – a parte final é arrastada demais. Isso porque não falei das atuações e dos efeitos especiais, ambos muito toscos. Mas acho que isso era esperado num filme trash…

E por que o filme é tão cultuado?

Voltemos no tempo. Quando The Rocky Horror Picture Show foi lançado, em 1975, foi um retumbante fracasso nas bilheterias. O filme foi então estrategicamente colocado em sessões à meia-noite, visando plateias alternativas. E o filme foi “adotado” por um público que interagia com o filme.

Essa interatividade com a plateia ficou famosa entre o público de cinema underground. E, entra semana, sai semana; entra mês, sai mês; entra ano, sai ano, o filme continua nos cinemas – hoje The Rocky Horror Picture Show detém o verbete do Guiness de “filme em cartaz há mais tempo”. Já são 36 anos, e o filme continua com fôlego…

Lembro de uma vez, no então Cineclube Estação Botafogo – acho que foi em 1989 – onde, meio sem querer, fui parar numa dessas sessões interativas. Achei aquilo o máximo, mas nunca soube de outra sessão dessas, por isso, nunca tinha revisto. Até que, semana passada, soube que o recém reformado Cine Jóia estava planejando uma sessão, que aconteceu sábado passado – meia noite, claro!

O Jóia providenciou tudo o que o filme pede. Pessoas fantasiadas (com direito a explicações prévias feitas por um cosplay de Frankenfurter), e todo um “kit Rocky Horror” distribuído pra cada espectador (com arroz, confete, língua de sogra e um pedaço de jornal – acreditem, tudo faz sentido ao longo do filme!). E ainda levei um guarda-chuva!

O pequeno cinema (87 lugares) estava lotado, e ainda tinha um pessoal sentado no chão. E a sessão foi sensacional, todos no cinema estavam no clima, todos cantaram, gritaram e se divertiram! Parabéns ao Cine Jóia, que continue assim!

Só não sei se vale a pena ver o filme sem ser numa destas sessões. Tenho até o dvd, mas acho que ver o filme sozinho em casa deve ser sem graça. Mas, se você ouvir falar de uma sessão dessas perto da sua casa, não hesite e corra para o cinema!

p.s.: O poster aí em cima fala “a different set of jaws” – era uma citação ao Tubarão (Jaws, no original), da mesma época…

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Todo Mundo Quase Morto

Crítica – Todo Mundo Quase Morto

Vi Todo Mundo Quase Morto na época que foi lançado por aqui em dvd, em 2004, antes de começar o blog. Desde que comecei a escrever aqui, tinha vontade de rever para falar dele. Depois de ter visto Paul, me empolguei e peguei o dvd na prateleira – claro que já tinha este filme em casa!

Shaun (Simon Pegg) quer consertar sua vida. Para isso, quer voltar com sua ex-namorada e se reconciliar com sua mãe. Mas uma epidemia de zumbis que acaba de começar na cidade pode atrapalhar os seus planos.

O filme é muito bom, isso todo mundo já sabe. Traz um perfeito equilíbrio entre comédia e terror, com algumas pitadas de drama, equilíbrio poucas vezes visto por aí. O roteiro escrito pelo diretor Edgar Wright e pelo protagonista Simon Pegg é ótimo, e traz várias cenas antológicas, como aquela onde os vivos andam tortos no meio dos zumbis, ou quando escolhem quais são discos que podem ser atirados e quais merecem ser salvos, ou ainda o zumbi espancado ao som de Don’t Stop Me Now, do Queen. Isso sem contar com o bem bolado início onde as pessoas agem como zumbis no seu dia a dia, e a genial sequência onde Pegg vai até o mercado sem reparar nos zumbis em volta.

Wright e Pegg eram ilustres desconhecidos. Mas depois deste filme e da parceria seguinte Chumbo Grosso, eles carimbaram o passaporte para Hollywood. Wright fez o divertido Scott Pilgrim Contra O Mundo, enquanto Pegg virou um nome conhecido, com filmes como Star Trek, Um Louco Apaixonado e A Era do Gelo 3 no currículo.

E Pegg não é o único destaque do bem entrosado elenco. Pegg tem uma boa parceria com Nick Frost (além deste, de Chumbo Grosso e de Paul, ambos estarão juntos no novo Spielberg, As Aventuras de Tintim). E o filme ainda tem Bill Nighy num papel pequeno.

O dvd ainda traz um extra genial: os furos do roteiro! Em um extra chamado “plot holes”, três trechos mal explicados são contados, em forma de história em quadrinhos, narrados pelo próprio personagem. Legal, não?

A única bola fora é o nome em português. Por que diabos associar este filme à franquia Todo Mundo em Pânico? São filmes de estilos diferentes, para públicos diferentes…

Enfim, se você não viu Todo Mundo Quase Morto, corra para ver. Se já viu, é hora de rever!

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Fido – O Mascote
Chumbo Grosso

Paul

Vampires vs Zombies

Crítica – Vampires vs Zombies

Ok, heu já tinha falado aqui no blog, no post sobre The Blackout, que certos filmes são tão ruins que devem ser evitados. Mas esse tinha um título bem atraente: “vampiros contra zumbis”. E ainda trazia no elenco a ex “scream queen” Brinke Stevens – que heu tive o prazer de ver ao vivo numa convenção aqui no Rio, muitos anos atrás. Tá, achei que valia o risco.

Poucas vezes me arrependi tanto!

(Aqui costumo falar sobre a trama do filme. Mas, desta vez, sinceramente, não tenho o que falar aqui.)

Vampires vs Zombies é amador, no mau sentido. Me lembrei de Edges of Darkness, outro filme amador tosco. Um grupo de amigos poderia fazer um filme com qualidade maior. Nem sei como eles conseguiram uma atriz de verdade para o elenco – se é que podemos falar isso sobre a carreira da adorável Brinke Stevens (ei, ela estava no elenco de Dublê de Corpo!)

As atuações são patéticas, a câmera com qualidade de vídeo vagabundo treme o tempo todo e não sabe em que direção filmar, os efeitos especiais são ridículos, e a edição parece que foi feita por um débil mental.

O roteiro merece um parágrafo à parte. Pensei em resumir em uma única palavra, “lixo”, mas, como tive paciência pra ver esta porcaria até o fim, vou falar de detalhes:

– Em primeiro lugar, por que este título? O filme traz alguns vampiros mal feitos, e possivelmente os piores zumbis da história do cinema, mas eles nunca se enfrentam. Por que o título?

– Provavelmente por razões orçamentárias, quase todas as cenas são num carro, em uma estrada vazia ao lado de uma floresta. Por que, em todas as tomadas feitas dentro do carro, este sempre anda devagar?

– Vampiros podem andar de dia? E um vampiro com uma estaca no coração fica congelado? Se você tirar a estaca, ele volta, e se enfiar mais a estaca, ele termina de morrer?

– Alô! Está acontecendo o fim do mundo! Zumbis e vampiros perambulam pela área. Será que o cara que trabalha no posto de gasolina ia ser tão tranquilo?

Tem mais, muito mais. E olha que o filme tem só uma hora e quatorze minutos!

Só não sei se posso chamar essas coisas de furos no roteiro. Porque, pra isso, heu precisaria reconhecer que existe um roteiro. E tenho minhas dúvidas se podemos chamar este amontoado de cenas mal filmadas de roteiro. A trama não faz o menor sentido. Nem as poucas cenas de nudez gratuita salvam o filme!

Depois de ver essa bomba, fui ao imdb pra saber se heu era o único. E quase todos foram unânimes: “é o pior filme que já vi!”

Não sei se existe, na história do cinema, algum filme pior que Vampires vs Zombies. Sinceramente, nem quero saber.

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Se você gostou de Vampires vs Zombies, o Blog do Heu lamenta. E recomenda que você visite o Top 10 de melhores filmes trash.

Aterrorizada

Crítica – Aterrorizada

Para tudo! Tem filme novo do John Carpenter na praça!

Depois de colocar fogo em uma casa, Kristen (Amber Heard) é internada em uma instituição para doentes mentais, só com meninas da sua idade. Mas um fantasma insiste em assombrá-la.

Explico a empolgação do primeiro parágrafo: desde 2001 John Carpenter não dirigia um longa metragem. E, apesar de seu último filme ter sido meia bomba (Fantasmas de Marte), um cara com o currículo dele merece respeito. Afinal, estamos falando do diretor de Halloween, Christine – o Carro Assassino, Eles Vivem, O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York… Não são poucos os filmes bons na carreira!

Mas… Infelizmente, Carpenter ficou devendo. Aterrorizada nem é ruim, mas fica longe de seus melhores filmes…

Como falei, o filme não é ruim. Amber Heard (Fúria Sobre Rodas) faz um bom trabalho liderando o elenco, dividindo a tela com Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Lyndsy Fonseca e Jared Harris. O roteiro é “certinho”, alterna bons momentos de tensão com alguns sustos no meio. Os personagens são bem construídos, e a reviravolta no fim é bem sacada, apesar de não ser original.

O problema está aí, em não ser original. A gente já viu esse tipo de filme outras vezes. Como a trama é batida, o filme perde o interesse.

Do jeito que ficou, Aterrorizada está mais próximo de produções baratas pra tv a cabo do que dos clássicos “carpenterianos”. Pena…

Vida longa a John Carpenter! E que volte à velha forma!

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