Thriller – Michael Jackson

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Thriller – Michael Jackson

Será que posso falar de videoclips neste espaço?

Outro dia revi o clip de Thriller, considerado por muitos – inclusive por este que vos escreve – o melhor videoclip da história. Não se trata apenas de um vídeo musical, existe uma história sendo contada. Sim, pelo menos neste caso, videoclip é cinema. E como este é um blog de cinema…

Michael Jackson estava no auge nesta época. Depois de uma carreira de sucesso como o cantor mirim dos Jackson 5, ele lançara um ótimo disco solo, “Off The Wall”. E depois deste veio um disco ainda melhor, o lp “Thriller”, que, de quebra, ainda hoje é o disco mais vendido da história.

Acho que hoje, pouco depois da morte de Michael Jackson, não deve existir ninguém no planeta que desconheça as muitas músicas famosas deste disco. São várias, como Billie Jean e Beat It. E, claro, a faixa título Thriller.

O projeto do videoclip era ambicioso. Para a direção, foi chamado John Landis, que tinha experiência com musicais (“Os Irmãos Cara de Pau“) e com filmes de terror (“Um Lobisomem Americano em Londres”). E Landis criou um pequeno filme de terror, com direito a lobisomens e zumbis, usando a música de Jackson ao fundo.

Aliás, a música no clip nem segue a mesma estrutura que no disco. A ordem das estrofes e refrães foi alterada, para uma melhor adaptação ao roteiro.

Resultado? A história é boa, a música é excelente, a coreografia marcou toda uma geração, os efeitos especiais são fantásticos, e por aí vai.

Se você ainda não viu (alguém aí nunca viu?), corra para um youtube da vida. Vale os quase 15 minutos!

Zombieland

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Zombieland

Heu já estava pilhado para ver este filme, só pelo simples fato de ser uma comédia de humor negro sobre zumbis. Aí um amigo meu falou de uma versão maomeno que estava rolando pela internet. Não resisti e baixei. E não me arrependi!

A trama do longa de estreia de Ruben Fleischer traz todos os clichês de filmes de zumbi, e faz piada com todos eles. Nos EUA devastados por uma epidemia de zumbis, poucos sobreviventes tentam continuar vivos enquanto procuram um lugar seguro para ficar.

A ideia parece meio trash, não? Mas a produção do filme não segue este caminho. A produção é boa, temos algumas belíssimas cenas em câmera lenta, lembra um pouco o visual de 300. Sabe aquelas batalhas em câmera lenta? Agora imagine cenas semelhantes, só que mostrando ataques de zumbis!

Outro detalhe interessante são as “regras de sobrevivência”, do personagem Columbus, mostradas na tela como se fossem letras em 3D. Muito legal!

Woody Harrelson lidera o pequeno elenco, de só quatro personagens – todos eles com nomes de cidades americanas. Os outros nomes são Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin (a menininha de Pequena Miss Sunshine e Três Vezes Amor). E uma participação especial genial de Bill Murray, interpretando ele mesmo.

Claro que algumas das situações mostradas no filme são absurdas. Quem iria andar numa montanha russa enquanto atira em zumbis? Mas, se você não quiser ver situações absurdas, ora, por que diabos resolveu ver uma comédia de humor negro com zumbis? 😛

Desde já, podemos colocar Zombieland ao lado de outras boas comédias recentes semelhantes, como Fido – O Mascote e Todo Mundo Quase Morto.

Sede de Sangue

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Sede de Sangue

Já tinha ouvido falar deste filme há algum tempo. O enredo dele prometia, e ainda por cima tinha o mesmo diretor do ótimo Oldboy. Fiquei feliz quando vi que ele estava na lista dos filmes do Festival.

A ideia é boa: um padre se torna voluntário para testar uma vacina de vírus. Ele sobrevive ao vírus, mas vira um vampiro – precisa de sangue para sobreviver.

O filme é dirigido por Chan-wook Park, famoso mundialmente por causa da “trilogia da vingança”. O melhor dos três filmes é sem dúvida Oldboy, o segundo da trilogia, e também o mais famoso por aqui. Mr. Vingança, o primeiro, é um pouco lento demais, enquanto o último, Lady Vingança, tem o defeito de tentar se parecer demais com Kill Bill. Aliás, parte da crítica carioca considerou Oldboy o melhor filme de 2004. Acho “o melhor” um pouco de exagero, mas ele pode tranqüilamente configurar num top 10 do ano.

Esta era a minha expectativa: como se portaria o diretor de bons filmes de vingança ao entrar no universo do terror?

Bem, esse foi o meu erro. Porque Sede de Sangue não é um filme de terror. É um drama, com toques de humor negro, com vampiros como pano de fundo…

Mas, não me entenda mal, Sede de Sangue não é um filme ruim. Personagens bem construídos, fotografia belíssima, reviravoltas interessantes no roteiro, trata-se de um bom exemplo do novo cinema coreano.

O filme peca por ser um pouco longo, são pouco mais de duas horas de projeção. O início é um pouco arrastado, mas o fim é muito bom.

Terror na Casa do Lago

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Terror na Casa do Lago

(off-Festival do Rio…)

Mais um remake de filme de terror! Sim, criatividade é artigo em falta em Hollywood. Quando não é refilmagem de filme oriental ou europeu, é de filme de alguns anos atrás. Neste caso, trata-se dá refilmagem de The Last House on the Left, dirigido por ninguém menos do que Wes Craven (criador do Freddy Kruger e diretor de A Maldição dos Mortos Vivos, do qual falei aqui outro dia) no distante ano de 1972.

Duas jovens se envolvem com um grupo de caras maus, muito maus, que depois acabam se envolvendo com a família de uma delas.

Não vi o original, então não posso comparar. O que posso dizer é que este filme é sobre pessoas comuns colocadas em situações extremas. Não sei se já foi lançado por aqui, se não foi, deve ser em breve, afinal descobri que tem título em português.

O filme não é lá grandes coisas, mas cumpre seu papel de expor o selvagem que pode existir dentro de cada um de nós. Afinal, qual seria a sua reação se você fosse exposto a uma violência gratuita e desnecessária?

Sim, o filme é desconfortável, e de próposito.

(Só não entendi o título original, porque aparentemente a casa é à direita e não à esquerda! 😛 )

Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos

Morgue Story

Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos

Voltemos ao Festival do Rio!

Quando li sobre um filme nacional misturando quadrinhos, zumbis e catalepsia, tudo isso dentro de um necrotério, já fiquei interessado. Aí, vi que eram pouquíssimas as sessões. Corri para vê-lo logo; esse não sei quando terei outra chance para assistir.

A trama gira em torno de três personagens: Ana Argento (Mariana Zanette), uma quadrinista underground com problemas de relacionamento (criadora do Oswald, o morto-vivo); Tom (Anderson Faganello), um cataléptico vendedor de seguros de vida; e Dr. Daniel Torres (Leandro Daniel Colombo), um pervertido médico legista, fanático religioso, maníaco sexual e psicopata.

Morgue Story, na verdade,  é a versão cinematográfica de uma peça de teatro, do mesmo diretor Paulo Biscaia Filho. Taí, fiquei curioso para ver a peça. Se um dia vier ao Rio, quero assistir.

Aparentemente, os atores (desconhecidos por aqui) são os mesmos da peça, o que traz uma boa química entre eles. Leandro Daniel Colombo está hilário! Seu personagem envenena mulheres com uma poção vodu  para criar zumbis – que trouxe do Haiti – usando o veneno do peixe baiacu.  E, depois, quando as mulheres vão parar no seu necrotério, aproveita para estuprá-las.

A edição ágil é um dos pontos altos do filme. Alguns trechos, inclusive, têm uma linguagem bem quadrinística. Em outras cenas, diálogos são misturados com a trilha sonora, que é outro ponto alto, pontuando todas as cenas importantes. De quebra, o filme traz duas versões sensacionais de Wuthering Heights, da Kate Bush.

Morgue Story ainda é cheio de referências pop. Tem até um certificado de censura – como aqueles da época da ditadura – e créditos iniciais com riscos, como se fosse filme velho.

Pra terminar, vale lembrar que se trata de um filme trash. Um divertidíssimo e muito engraçado trash. Talvez o melhor  já feito no Brasil – preste atenção, os cadáveres respiram!

Ah, sim: fiquem até o final dos créditos!

Splinter

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Splinter

Deixemos o Festival do Rio de lado um pouco, para falar de outros filmes. Prometo que ainda nesta semana volto a escrever sobre o Festival.

Outro dia saiu a lista de indicados ao Scream Awards, um prêmio divertido que rola no dia das bruxas. Existe um prêmio para a “mutilação mais memorável”! Na lista deste ano de indicados a este prêmio tinha só um filme que heu não conhecia: este Splinter. Corri então para vê-lo.

Um casal comemorando o aniversário dá carona para um foragido da polícia e sua namorada. No meio do caminho surge algo misterioso – e mortal!

Splinter às vezes parece um filme “B” de terror das antigas: poucos cenários, elenco reduzido (são seis atores no total) e efeitos especiais simples e eficientes. Inclusive, aparentemente não rolam cgis!

Outra coisa interessante é o tempo do filme. Tudo se passa no mesmo dia, e boa parte acontece em tempo real.

Claro que o clima é de filme “B” mesmo, uma mão solta do braço perseguindo alguém não dá medo em ninguém, a gente se lembra de Evil Dead e cai na gargalhada. Mas isso não torna o filme ruim, é só entrar no clima e a diversão é garantida.

Ah, se alguém quiser saber, eis a lista inteira de indicados a melhor cena de mutilação: cirurgia de remoção do braço em Splinter; braços cortados pela serra em Watchmen; o bolo de olho em Arraste-me para o Inferno; a cabeça cortada por Zumbis Nazistas em Dead Snow; o pêndulo em Jogos Mortais 5; e a cena da piscina em Deixe ela entrar.

A Maldição dos Mortos Vivos

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A Maldição dos Mortos-Vivos

Quando montei o meu Top 10 de Filmes de Zumbi, citei este A Maldição dos Mortos-Vivos, de 1988, como um filme “sério” sobre zumbis. Afinal, ele fala de “zumbis de verdade”, fala sobre vodu haitiano. Em vez de mortos que simplesmente voltam à vida, aqui os zumbis são pessoas enterradas vivas – e que voltam como zumbis.

Contratado por um laboratório farmacêutico, o pesquisador americano Dennis Allan (Bill Pullman) vai ao Haiti pesquisar sobre vodu. Na mesma época, complicações políticas eclodem nas cidades.

Este é um dos melhores filmes de Wes Craven, mais famoso por ter criado um tal de Freddy Kruger, e mais rico por ter feito a trilogia Pânico. O filme é assustador. Diferente do “maníaco-serial-killer” padrão, aqui lidamos com magia. E Craven sabe como lidar com esse tipo de situação com maestria, explorando o medo que temos do desconhecido.

Diferente da maioria dosa filmes de zumbi que temos por aí, que se baseiam nos filmes de George Romero (A Noite dos Mortos Vivos e suas várias sequências), este filme é baseado num livro de Wade Davis, que conta uma suposta experiência de um cientista americano que foi enterrado vivo e descobriu um pó químico capaz de simular a morte.

Acho que a bola fora é do cartaz. O cartaz gringo era igual a esse. E não tem nada a ver com o filme!

Haute Tension

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Haute Tension

Já tinha falado aqui da minha vontade de ver este Haute Tension, lembram? Heu tinha curiosidade de saber como Alexandre Aja se portava dirigindo um material original, já que até agora só tinha visto refilmagens feitas pelo próprio: Espelhos do Medo e Viagem Maldita. Por isso escolhi Haute Tension, filme de 2003, que não só é dirigido como também escrito por Aja. E foi uma ótima escolha!

Alex (Maïwenn Le Besco) e Marie (Cécile De France), colegas de faculdade, estão indo passar um fim de semana na casa de campo da família da primeira, para estudar. Só que um psicopata assassino resolve aparecer por lá.

A trama é simples, não? Na verdade, não tem nada demais, é uma mesma fórmula repetida há anos: um assassino misterioso que mata quase todo o elenco e passa o resto do filme atrás dos sobreviventes, que precisam se virar para fica vivos. Mesmo assim, o filme é bom – mérito do diretor Aja, que sabe muito bem criar as situações densas que o filme pede. O maluco psicopata dá mais medo do que os Jasons e Freddys da vida, pelo simples motivo que ele é bem mais crível. Um cara desses pode estar por aí. Pode estar ao seu lado. Ou pode estar seguindo você quando voltar para casa mais tarde… É melhor acelerar o passo!

O filme é MUITO violento e tem MUITO sangue. Bem, para mim isso não foi uma surpresa tão grande, afinal, vi recentemente A l’Interieur e Martyrs, dois filmes franceses muito violentos e com muito sangue. Mas, se a gente parar para pensar, Haute Tension é mais antigo. Ou seja, quem está fora da ordem sou heu!

Logo de cara, com menos de meia hora de filme, o filme já mostra ao que veio.  Mortes violentamente gráficas são exibidas – vemos tudo com detalhes! E o clima de tensão dura até o fim do filme. Aliás, o nome “alta tensão” foi uma boa escolha.

Outra coisa interessante e digna de nota é que o roteiro deixa de lado as piadinhas e os adolescentes sem graça que infestam os filmes de terror americanos. O filme é sério e desconfortável, como um bom filme de terror deve ser. E, de quebra, em vez de efeitos digitais, a equipe conta com o lendário maquiador italiano Gianetto de Rossi, que trabalhou com Lucio Fulci em filmes como Zombi. Resultado: muito sangue cenográfico para mostrar cenas que parecem reais.

Por fim, não posso deixar de citar que existe uma grande – e genial – reviravolta no fim. Mas aí não conto, porque senão perde a graça…

Canibais – Undead

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Canibais – Undead

Tenho o hábito de ver filmes sem saber do que se trata. Se leio em algum lugar algo interessante sobre o filme, ou se alguém me recomenda, assisto o filme para ver “qualé”. Pois bem, outro dia heu estava arrumando uma pilha de cdrs que gravei anos atrás. E achei um cd com esse Undead, baixado e gravado por mim em 2005 – numa época que heu não tinha o hábito de baixar filmes! Não me lembro por que baixei, tampouco lembro por que não vi. Mas aproveitei para ver logo.

Uma pequena cidade pesqueira na Austrália é bombardeada por meteoritos que transformam as pessoas em zumbis. E, como diria aquela propaganda de tv, “e não é só isso!”: além dos zumbis, alienígenas estão na cidade!

Sim, claro, uma trama que mistura zumbis com alienígenas não pode gerar um filme sério. Estamos diante de um legítimo trash, um trash bem divertido! Com direito a zumbis, abduções, muito sangue cenográfico, e.t.s, pedaços de corpos e um monte de atores canastrões e personagens bizarros. Um deles, inclusive, parece ter um estoque inesgotável de armas escondidas pelo corpo!

Achei o final um pouco confuso, e além disso, não gostei de duas coisas: nem do poster original nem do título em português. Ambos nada têm a ver com o filme!

O filme é de 2003, e acho que nunca foi lançado por aqui. Ou seja, se você curte filmes de zumbi, a solução é o download!

Anjos da Noite 3 – A Rebelião

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Anjos da Noite 3 – A Rebelião

Vou confessar uma coisa: este terceiro filme da franquia Anjos da Noite não me empolgou. Não sei explicar o motivo, sei lá, comigo, simplesmente não rolou aquele frisson que realmente acompanha filmes assim. Mesmo assim, claro que fui ver. Não só gosto do tema, como sou fã do ator principal, Bill Nighy.

Anjos da Noite 3 – A Rebelião é na verdade um prequel,  conta a história antes do primeiro filme da saga. Vemos o surgimento dos Lycans (os lobisomens), feitos escravos pelos Mercadores da Morte (os vampiros).

Viktor (Bill Nighy), líder dos vampiros, cria o lobisomem Lucian (Michael Sheen) como seu escravo particular, enquanto monta um exército de lobisomens escravos. Além disso, rola um romance proibido entre Lucian e Sonja (Rhona Mitra), filha de Viktor.

O elenco funciona bem. Como falei lá em cima, gosto do Bill Nighy, gosto dos papéis que ele escolhe, independente se o filme é mais alternativo como O Guia do Mochileiro das Galáxias e Todo Mundo Quase Morto, ou mais “pop” como um Piratas do Caribe. Nighy e Michael Sheen voltam aos seus papéis (ambos estão nos outros dois filmes), agora com mais destaque, já que Kate Beckinsale, a atriz principal da franquia, não está presente. O papel feminino principal fica então com Rhona Mitra (Juízo Final), que pode não ser tão boa atriz, mas é boa onde precisa ser 😉 . Suas curvas estão muito bem neste contexto, para o que o filme pede, não precisa de muito mais do que isso…

Com mais de 15 anos de experiência em efeitos especiais, Patrick Tatopoulos não decepciona em sua segunda experiência como diretor. O visual do filme respeita o que já foi feito na franquia, e temos uma boa quantidade de sangue jorrando pela tela nas boas lutas coreografadas.

Muita coisa no roteiro é previsível. Mas, temos que nos lembrar: trata-se de um prequel, ou seja, é claro que tem coisa que vai ser previsível, afinal, já sabemos o fim!