A Era do Gelo 4

Crítica – A Era do Gelo 4

Um pouco atrasado, fui ao cinema ver o quarto longa da série A Era do Gelo.

Um terremoto durante a divisão dos continentes separa o mamute Manny de sua família. Ajudado pelos amigos Sid (uma preguiça) e Diego (um tigre dentes de sabre), ele precisa voltar para casa. Mas antes eles precisam enfrentar piratas!

Gostei muito do primeiro A Era do Gelo (2002), filme que juntou um improvável trio feito por um mamute, uma preguiça e um tigre de dentes de sabre. O trio só funcionaria naquelas circunstâncias onde o filme se passava. Por isso, confesso que peguei uma certa implicância e não gostei do segundo filme – o trio agora não tinha motivos para continuar junto. Mesmo assim, vi o terceiro, e admito que gostei.

Não rolava nenhuma vontade de ver este quarto filme, pra mim a franquia já tinha se esgotado. Mas pai é pai, meu filho pediu várias vezes, lá fui heu, mesmo sabendo que o filme não ia ser grandes coisas. Mas até que a baixa expectativa foi boa. Não é que A Era do Gelo 4 é divertido?

Desta vez sem o brasileiro Carlso Saldanha na direção, A Era do Gelo 4 é cheio de clichês, além de repetir a fórmula usada nos outros três filmes da série. Mas os personagens são bem construídos, e conseguem criar várias sequências engraçadas. E, como sempre, o esquilo Scrat rouba a cena quando aparece.

Alguns novos personagens são apresentados. Dentre as novidades, gostei da vovó, um personagem muito melhor que a tigresa ou o macaco pirata.

Vi a versão dublada, não posso palpitar sobre o excelente time de dubladores originais (Ray Romano, Denis Leary, John Leguizamo, Queen Latifah, Jennifer Lopez, Wanda Sykes, Simon Pegg, Nick Frost, Patrick Stewart, Seann William Scott, entre outros). Felizmente, a dublagem brasileira alcançou um nível excelente, e não sentimos falta do áudio original, como acontecia anos atrás – se bem que admito que queria ouvir a voz de Peter Dinklage (Game Of Thrones) como o Capitão Entranha.

Ah, teve uma vantagem em deixar pra ver o filme bem depois da estreia: só tinha cópia sem o 3D! Chega de 3D desnecessário, né?

Enfim, A Era do Gelo 4 é engraçado, mas nada demais. Boa diversão descartável.

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Solteiros Com Filhos

Crítica – Solteiros Com Filhos

Ao verem casais de amigos tendo problemas por causa de filhos, um casal de amigos íntimos (mas só amigos, sem nenhum vínculo afetivo) resolve ter um filho, mas mantendo a relação só na amizade, para evitar que o filho atrapalhe futuros relacionamentos.

Escrito e dirigido pela atriz Jennifer Westfeldt (também protagonista), Solteiros Com Filhos (Friends With Kids, no original) tem dois problemas básicos. Um deles é o mesmo de toda comédia romântica: tudo é previsível demais. O outro é a improbabilidade do argumento – se a personagem Julie quisesse ser mãe porque estava chegando na “idade limite”, heu até entendo; mas ter filho solteiro “porque não quer ter o estresse do casamento junto” me pareceu bastante ilógico.

Também achei forçada a cena da transa dos dois. Sei lá, não conheço caras solteiros “pegadores” que teriam tanta dificuldade em tarefa tão simples. Será que existem homens assim?

Mesmo assim, os diálogos são bem escritos e o filme se sustenta até o fim. Apesar de sabermos como a história vai terminar, o percurso até lá é interessante e o filme nunca chega a ser chato. Aliás, é bom falar que apesar do tema e do elenco oriundo de comédias, Solteiros Com Filhos está mais para drama, as risadas são escassas.

O elenco é recheado de bons nomes do “segundo escalão”: Adam Scott (Piranha), Kristen Wiig (Paul), John Hamm (Sucker Punch), Chis O’Dowd (FAQ About Time Travel) e Maya Rudolph (Gente Grande). A química é boa entre o elenco, o filme parece uma reunião de amigos – não por coincidência, os quatro últimos nomes estavam em Missão Madrinha de Casamento. Dois nomes mais famosos têm papeis menores: Megan Fox e Edward Burns.

Se você conseguir “comprar” a ideia inicial, Solteiros Com Filhos pode ser uma boa opção. Só não espere muita coisa do filme.

Screamers – Assassinos Cibernéticos

Crítica – Screamers – Assassinos Cibernéticos

Com o Top 10 de Philip K. Dick, resolvi ver este Screamers – Assassinos Cibernéticos, filme dos anos 90 que ainda não tinha visto.

Sirius 6B, ano 2078. Em um planeta distante usado para mineração, devastado por uma década de guerra, criaturas cibernéticas fora de controle ameaçam exterminar qualquer ser vivo. No meio do caos, o comandante Hendrickson tenta conseguir um acordo de paz.

Screamers – Assassinos Cibernéticos é uma típica produção “B”. O diretor Christian Duguay (A Ilha – Uma Prisão Sem Grades) não tinha um grande orçamento, então teve que se virar com os poucos recursos. Pelo menos ele não fez feio e criou boas soluções – e ainda rola um stop motion bem feito. Mesmo assim, o visual lembra um pouco O Vingador do Futuro, e a trama tem um elemento forte em comum com Blade Runner. Parece que o roteiro de roteiro é de Dan O’Bannon (Alien, O Oitavo Passageiro Força Sinistra) queria chamar os fãs de Philip K. Dick…

No elenco, o único nome conhecido é Peter Weller, que faz um bom trabalho como o protagonista. Ainda no elenco, Jennifer Rubin, Roy Dupuis e Andy Lauer.

Screamers – Assassinos Cibernéticos está longe das melhores adaptações da obra de Philip K. Dick. Mas mesmo assim pode agradar os menos exigentes.

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Se você gostou de Screamers – Assassinos Cibernéticos, o O Blog do Heu recomenda o Top 10 de Filmes Baseados em Philip K. Dick.

Top 10: Filmes Baseados em Philip K. Dick

Top 10: Filmes Baseados em Philip K. Dick

Nascido em 1928, Philip K. Dick foi um dos maiores escritores da história da ficção científica, apesar de não ter sido reconhecido como tal enquanto vivo (faleceu em 1982, com apenas 53 anos).

Dick escreveu muita coisa nos anos 50 e 60 (cerca de 100 contos e duas dúzias de romances), mas não chegou a ver nenhum filme adaptado de seus livros (antes de morrer, viu 20 minutos de Blade Runner, que seria lançado pouco depois). O que é uma pena, porque três dos melhores filmes de ficção científica dos anos 80 e 90 foram baseados na sua obra.

Segundo o imdb, só existem 14 filmes baseados nos seus livros. Além dos dez citados abaixo, ainda tem Radio Free Albemuth (2010), Screamers, The Hunting (2009), Confessions d’un Barjo (1992) e o obscuro filme grego Proini Peripolos (1987). Não vi nenhum dos quatro, e no imdb rolam poucas informações sobre eles (menos sobre Screamers, The Hunting, esse aí tem informações de que é muito ruim!).

Vamos aos filmes?

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10. Impostor (2001)

Baseado no conto Impostor. Filme semi-desconhecido, apesar de ter um bom elenco – Gary Oldman, Madeleine Stowe, Vincent D’Onofrio e Tony Shalhoub. Me lembro de ter alugado esse filme na locadora, mas não me lembro se é bom…

9. Screamers – Assassinos Cibernéticos (1995)

Baseado no conto Second Variety. Produção meio “B”, parece uma mistura de O Vingador do Futuro com Blade Runner, com alguns toques de Robocop (deve ser pelo ator principal, Peter Weller). O roteiro é do grande Dan O’Bannon.

8. O Vidente (2007)

Baseado no conto The Golden Man. Dirigido pelo neo zelandês Lee Tamahori, com Nicolas Cage, Julianne Moore e Jessica Biel no elenco.

7. O Pagamento (2003)

Baseado no conto Paycheck. Último filme americano dirigido por John Woo antes de voltar para a sua China natal. Estrelado por Ben Affleck, Aaron Eckhart, Uma Thurman e Paul Giamatti.

6. O Homem Duplo (2006)

Baseado no livro A Scanner Darkly. Interessante animação por rotoscopia dirigida por Richard Linklater, com Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey Jr. e Woody Harrelson no elenco.

5. O Vingador do Futuro (2012)

Baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale (Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável). Refilmagem do filme de 1990, estrelada por Colin Farrel, Jessica Biel e Kate Beckinsale.

http://blogdoheu.wordpress.com/2012/08/23/o-vingador-do-futuro-2012/

4. Os Agentes do Destino (2011)

Baseado no conto The Adjustment Team. Filme de estreia do diretor George Nolfi, estrelado por Matt Damon, Emily Blunt, Michael Kelly e Anthony Mackie.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/05/18/os-agentes-do-destino/

3. Minority Report – A Nova Lei (2002)

Baseado no conto Minority Report. Uma das duas super-produções que uniram Steven Spielberg com Tom Cruise (dois dos maiores nomes de Hollywood na época). Ainda tem Colin Farrell e Samantha Morton no elenco.

2. O Vingador do Futuro (1990)

Baseado no conto We Can Remember It for You Wholesale (Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável). Filmaço de Paul Verhoeven estrelado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/10/o-vingador-do-futuro/

1. Blade Runner – O Caçador de Androides (1982)

Baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?. Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford e Rutger Hauer. Clássico obrigatório da ficção científica, um dos melhores filmes da história do cinema.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/01/14/blade-runner-o-cacador-de-androides/

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filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
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melhores filmes de rock
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melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
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melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
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filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
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filmes com teclados
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atores que envelheceram bem
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sinopses bizarras
atrizes feias
filmes de trem
cinebiografias musicais
filmes ligados a Marte

O Legado Bourne

O Legado Bourne

A “Trilogia Bourne” está de volta. E, curiosamente, sem o protagonista Jason Bourne…

O Legado Bourne explora o universo criado pelo escritor Robert Ludlum, apresentando uma história original com um novo personagem vivendo situações de vida e morte enquanto uma trama conspiratória rola paralelamente.

Não se trata de um reboot, nem tampouco de uma continuação. Na verdade, O Legado Bourne é um spin-off, prática que acontece de vez em quando com seriados de sucesso que acabaram. Jason Bourne é citado várias vezes, algumas cenas dos outros filmes são usadas. Mas o foco do filme é em Aaron Cross, outro participante do mesmo programa de Bourne.

Tony Gilroy, roteirista dos três primeiros filmes (além de vários outros como O Advogado do Diabo e Armageddon), resolveu criar uma nova história sobre um possível colega de Bourne. Diferente dos outros filmes, este não foi adaptado de um livro, é uma história inédita baseada em situações criadas na trilogia.

Paul Greengrass, diretor do segundo e terceiro filmes da trilogia Bourne, não gostou da ideia e abandonou o projeto – segundo rumores, ele teria dito que um quarto filme teria que se chamar “A Redundância Bourne”, já que nada mais havia para se falar do personagem. Sem Greengrass, o ator principal Matt Damon também pulou fora e só aparece em fotos. O roteirista Gilroy assumiu a direção, e copia o estilo “câmera trêmula” de Greengrass (ponto negativo, na minha humilde opinião).

Não só o estilo de câmera é bem semelhante ao usado nos filmes anteriores, como o formato do filme também. Um personagem que é quase um super herói perseguido incansavelmente enquanto uma trama conspiratória rola em paralelo. Sem novidades neste aspecto.

No elenco, Jeremy Renner (o Gavião Arqueiro d’Os Vingadores) segura bem a onda como protagonista. Rachel Weisz mostra uma juventude impressionante apesar dos seus 42 anos. E Edward Norton está sub aproveitado num papel que não lhe exige nada. Ainda no elenco, Scott Glenn, Albert Finney e Stacy Keach, além de Joan Allen e David Strathairn, aparentemente em imagens reaproveitadas dos filmes da trilogia anterior.

Mesmo sem ter um diretor tarimbado (é o apenas o terceiro filme de Gilroy como diretor, antes dirigiu Duplicidade e Conduta de Risco), O Legado Bourne segue direitinho a fórmula dos blockbusters hollywoodianos. Bons atores, sequências de ação emocionantes, parte técnica impecável. Ainda rolam belas paisagens geladas no Canadá, e, pra manter a “tradição”, uma sequência de perseguição. Mas, sei lá, fica aquela sensação de “será que a gente precisava de mais um filme igual a tantos outros”?

Pelo menos o filme é bem feito. Quem for ao cinema procurando um blockbuster eficiente vai gostar. Só não espere algo a mais…

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A Supremacia Bourne
O Ultimato Bourne

Projeto X – Uma Festa Fora de Controle

Projeto X – Uma Festa Fora de Controle

Três amigos resolvem organizar uma grande festa para comemorar o aniversário de um deles, e tentar com isso ganhar mais popularidade na escola. Mas a festa começa a ficar grande demais e tudo sai do controle – cada vez mais.

Não espere um grande filme, porque Projeto X – Uma Festa Fora de Controle não é. Mas quem nunca imaginou participar de uma festa épica, em todos os sentidos possíveis? Quem já pensou em festas assim vai se divertir.

Apesar de não ser exatamente uma comédia, a estrutura de Projeto X – Uma Festa Fora de Controle lembra uma, no estilo dos dois Se Beber Não Case. Coincidência ou não, o produtor dos dois filmes é o mesmo Todd Phillips. Uma comédia onde as coisas vão piorando ao longo do filme, até chegar a uma situação absurda e fora de qualquer limite. E o que mais interessante aqui é que achei tudo mais crível do que nas comédias citadas.

O estilo usado pelo diretor estreante Nima Nourizadeh é a câmera subjetiva, o recurso, hoje batido, de “found footage” – “encontraram” as filmagens. Na minha humilde opinião, é um dos pontos fracos do filme. Se por um lado esse recurso aproxima o espectador dos acontecimentos, por outra deixou tudo muito artificial, já que outros ângulos foram utilizados além da câmera usada pelos personagens para documentar a festa. Por exemplo: como é que eles conseguiriam a filmagem do helicóptero, na cena que estão no telhado?

O elenco não tem nenhum nome conhecido (como tem que ser neste estilo de filme). Os jovens novatos Thomas Mann, Oliver Cooper e Jonathan Daniel Brown estão bem. Só tem uma coisa que não gostei no elenco: a escolha da atriz Kirby Bliss Blanton para o papel de Kirby. A atriz não está mal, o problema é que um cara como Thomas não teria uma amiga com aquele perfil, loura, popular e bonitona. Ele até poderia ter uma amiga mulher, mas esta teria o visual mais discreto.

Tem gente no imdb comparando Projeto X – Uma Festa Fora de Controle com Curtindo a Vida Adoidado. Menos, né, galera? Projeto X é divertido, mas precisa comer muito arroz com feijão pra chegar perto daquele que é considerado um dos melhores filmes da década de 80!

No fim, a gente se questiona se no mundo real o caos gerado pela festa chegaria àquelas proporções. Provavelmente não. Mas, como cinema, valeu.

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Stardust – O Mistério da Estrela

Crítica – Stardust – O Mistério da Estrela

Quem me conhece sabe que quando gosto de um diretor, costumo procurar os outros filmes que o cara fez. Depois de ter visto Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, fui catar mais filmes do Matthew Vaugn. Gostei de Nem Tudo É O Que Parece. E faltava este Stardust – O Mistério da Estreia, seu segundo filme, lançado em 2007.

Num mundo mágico paralelo ao nosso, um jovem promete uma estrela cadente de presente para a sua amada. Mas essa estrela se transforma numa bela mulher, que também está sendo perseguida por uma bruxa e pelos herdeiros do reino de Stormhold.

Stardust – O Mistério da Estrela nem parece ser do mesmo diretor dos outros filmes citados no primeiro parágrafo. Trata-se de uma fantasia, a la O Senhor dos Aneis ou Crônicas de Nárnia, com direito a terras místicas e personagens fantásticos. E o melhor de tudo: com qualidade!

O filme foi baseado no livro de Neil Gaiman (também autor da história que deu origem ao bom Coraline). Não li o livro, não conheço a história original. Mas podemos afirmar que Gaiman foi feliz na criação do universo de Stormhold e seus interessantes personagens.

Stardust – O Mistério da Estrela tem pouco mais de duas horas, mas acontece tanta coisa na trama que nem parece tão longo – aliás, poderia ser mais de um filme, como acontece com tantos filmes de fantasia (Senhor dos Aneis foram três filmes; Harry Potter teve oito; Nárnia está no terceiro; Percy Jackson tem previsão de lançar o segundo ano que vem). Na minha humilde opinião, foi uma boa escolha, a história tem início, meio e fim e um bom ritmo ao longo de toda a projeção.

No elenco, achei curioso o protagonista ser justamente o ator menos conhecido, Charlie Cox. Claire Danes está bem como a principal personagem feminina, mas o melhor do elenco são o capitão pirata e a bruxa feitos por Robert De Niro e Michelle Pfeiffer, cada um melhor que o outro. Ainda no elenco, Ian McKellen, Sienna Miller, Peter O’Toole, Mark Strong, Jason Flemyng, Rupert Everett e Ricky Gervais. E, curiosidade: Henry Cavill, o próximo Superman, num papel minúsculo.

Outros dois destaques são as belíssimas locações na Inglaterra e na Islândia, e os excelentes efeitos especiais, apesar de discretos – o filme não brilha por causa dos efeitos, mas eles estão na dose exata para tornar tudo isso crível.

O lançamento de Stardust – O Mistério da Estrela foi muito mal feito. Sei lá por que nem me lembro quando foi lançado por aqui (segundo o imdb, em outubro de 2007). E mesmo hoje em dia, ouço pouca gente falando do filme. O que é uma grande injustiça, o filme tem qualidade para ser lembrando como um grande épico da fantasia. Se tiver oportunidade de ver, fica aqui a minha recomendação!

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Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo

Crítica – Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo

Um grande meteoro se chocará com a Terra em três semanas, causando a extinção de toda a vida no planeta. Com o fim da existência decretado, as pessoas se dividem entre orgias, revoltas nas ruas e conversões religiosas. Dodge (Steve Carell), abandonado pela esposa, resolve procurar outra coisa para fazer nos seus últimos dias.

Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo parte de um princípio que fascina ao mesmo que apavora a maioria de nós: e se todos fôssemos morrer em poucas semanas? Acho difícil alguém assistir o filme escrito e dirigido por Lorene Scafaria e não sair do cinema pensando no que faria com os seus últimos dias. O filme apresenta várias opções para a questão proposta acima. E a solução encontrada por Dodge não é previsível, tornando o filme ainda mais interessante.

Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo tem uma estrutura que mistura comédia romântica, drama e road movie. A parte road movie ajuda a mostrar personagens com diferentes posturas diante da catástrofe inevitável. E a parte comédia romântica só é atrapalhada pela improbabilidade de termos um final feliz. Mas mesmo assim, posso dizer que gostei muito do fim.

A ideia lembra um pouco o recente Melancolia, picaretagem assinada por Lars Von Trier. Mas diferente de MelancoliaProcura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo tem um roteiro bem escrito e uma história interessante, em vez de atores improvisando em cima de um “não roteiro” com um resultado pra lá de sonolento.

Aliás, é bom explicar que Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo não tem nenhuma cena de destruição. Apesar de ser um filme sobre o fim do mundo, não tem nada de cinema-catástrofe como Armageddon ou Impacto Profundo E sabe que não fez falta?

No elenco, Steve Carell mostra que também sabe fazer drama – apesar de seu personagem ser parecido com o “Steve Carell de sempre”. Keira Knightley faz um bom par, eles convencem justamente por serem uma dupla improvável. Ainda no filme, em papeis menores, Melanie Lynskey, William Petersen, Martin Sheen, Adam Brody, Connie Britton e Rob Corddry.

Filme simpático. Não vai mudar a vida de ninguém, mas pode ser uma boa opção.

Assalto Ao Banco Central

Crítica – Assalto Ao Banco Central

Assalto Ao Banco Central mostra um audacioso roubo, onde, sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando três toneladas de dinheiro.

Primeiro filme para o cinema do diretor Marcos Paulo, Assalto Ao Banco Central foi inspirado em um assalto real que aconteceu em 2005 em Fortaleza. Não me lembro de detalhes desse assalto, mas pelo que li, a trama do filme só pegou a ideia geral do assalto, o resto foi inventado.

A boa notícia: apesar da longa experiência do diretor na televisão, Assalto Ao Banco Central não tem cara de especial de tv (como acontece com quase todas as comédias feitas por aqui). O filme tem cara de cinema!

Gostei da proposta do roteiro de usar uma narrativa não linear – a linha temporal fica indo e vindo o tempo todo, o filme se passa no “antes” e “depois” do assalto. Mas a narrativa é bem construída e não chega a ser confusa, a compreensão do filme se faz sem dificuldades.

Milhem Cortaz lidera um bom elenco, que consegue construir uma interessante galeria de personagens distintos e que precisam conviver juntos. No elenco, Eriberto Leão, Hermila Guedes, Lima Duarte,Giulia Gam, Tonico Pereira, Gero Camilo, Vinícius de Oliveira, Cadu Fávero, Duda Ribeiro, Heitor Martinez, Juliano Cazarré, Antonio Abujamra, Cássio Gabus Mendes e Paulo César Grande.

Infelizmente, nem tudo funciona. Se por um lado a narrativa não linear é bem feita, por outro tira parte do suspense da trama, já que o espectador já sabe de antemão parte do que vai acontecer. E algumas sequências não são muito bem feitas, tecnicamente falando – a perseguição do caminhão cegonha ficou bem mal feita, na minha humilde opinião.

Apesar desta sequência, a parte técnica do filme ficou muito boa, bem acima da média que se faz por aqui no Brasil. Assalto Ao Banco Central pode não entrar pra história como um dos melhores filmes de assalto a banco. Mas tampouco vai decepcionar ninguém.

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Os Mercenários 2

Os Mercenários 2

A continuação do divertido Os Mercenários!

Barney Ross (Sylvester Stallone) tem uma tarefa teoricamente fácil para o seu grupo de mercenários. Mas algo dá errado no meio do caminho, e agora ele e seu time querem vingança.

Os Mercenários 2 é muito bom, tão bom quanto o primeiro (talvez até melhor). E por um motivo simples: em momento algum o filme se leva a sério. O filme é muito violento, mas as gargalhadas correm soltas ao longo da projeção.

A violência gráfica é grande. Morre muita gente, rola muito sangue – algumas cenas têm requintes de crueldade como cabeças explodindo por causa de tiros de grosso calibre. Mas mesmo assim o filme não é pesado. Os diálogos divertidos são abundantes, são muitas as piadas com referências aos filmes antigos dos atores principais. É quase uma comédia de humor negro…

Desta vez, o protagonista / idealizador do projeto, Sylvester Stallone passou o cargo de diretor para Simon West (Con Air, Lara Croft, Assassino A Preço Fixo). Foi bom, Stallone pode se dedicar ao que ele sabe fazer melhor. E todos os fãs de filmes de ação dos anos 80 conseguiram finalmente ver algo há muito almejado: Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, lado a lado, empunhando armas pesadas em uma cena de ação!

Como era de se esperar, o elenco é o maior destaque. Do primeiro filme, não temos nem Eric Roberts, nem Mickey Rourke. Repetem seus papeis Jason Statham, Dolph Lundgren, Jet Li (num papel reduzido, ele devia ter outro compromisso na época da filmagem), Terry Crews e Randy Couture. Também estão de volta Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, desta vez entrando na ação (no primeiro filme, eles só participam de uma cena “bem comportada”, só com diálogos). As boas novidades são Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris, ambos muito bem em seus papéis caricatos. Ainda no elenco, Liam Hemsworth (irmão de Chris Hemsworth, o Thor), Scott Adkins e Nan Yu – uma mulher oriental que entra na briga.

Um parágrafo a parte para falar do Chuck Norris. Nasci em 1971, vi muitos filmes de ação nos anos 80. Se Stallone e Schwarzenegger faziam filmes de “primeira linha”; e Steven Seagal e Van Damme eram “segunda linha”; Chuck Norris era terceira (ou quarta, ou quinta)… Lembro de ter visto nos cinemas Comando Delta e alguns da série Braddock, o Super Comando; lembro que a primeira vez na minha vida que tive consciência de que estava vendo um filme muito ruim no cinema foi quando vi Invasão USA. Gente, Chuck Norris nunca tinha feito um filme bom! Mas parece que a nova geração não sabe disso, já que foi criado um “mito Chuck Norris” na internet. Acho que essa nova geração nunca viu nenhum filme de Norris e não tem noção de como eram ruins. Digo tudo isso para afirmar que Os Mercenários 2 foi a primeira vez na minha vida que fiquei ansioso pela participação de Norris em um filme – mas não pelo seu currículo como ator, e sim por causa do mito criado pela internet.

E posso dizer que Norris não decepcionou. O mesmo podemos afirmar sobre Van Damme, que ainda consegue dar o “chute helicóptero” apesar de ter quase 52 anos de idade. E olha que ainda tem a cena com o trio Stallone, Willis e Schwarza. Como diria Barney Stinson, “legen – wait for it – dary”!

Bem, nem tudo funciona perfeitamente. O roteiro de Richard Wenk e do próprio Stallone tem suas fraquezas. Como são vários grandalhões fortemente armados, o grupo fica sem identidades individuais – por exemplo, os papeis de Crews e Couture ficaram redundantes, um dos dois poderia ter sido cortado sem prejuízo para o filme. Isso porque não estou falando de algumas coisas muito caricatas como o vilão de óculos escuros dentro da mina…

Pelo menos o roteiro traz um monte de piadas para os fãs dos filmes de ação dos anos 80 (acredito que seja o principal público alvo do filme). É um tal de “I’ll be back” pra cá, “Yippie-ki-yay” pra lá, citação a Rambo, a Lone Wolf… É o outro destaque do filme.

Agora a gente fica torcendo por um terceiro filme e imaginando o elenco. Steven Seagal? Wesley Snipes? Jackie Chan? Dwayne Johnson?

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